Será que é ruim assim?

Fábio, Gil Bahia, Gil, Victorino, Diego Renan; Fabrício, Marquinhos Paraná, Montillo, Roger, Gilberto; Walyson. Rafael, Cribari, Léo, Naldo; Vítor, Charles, Leandro Guerreiro, Éverton; Dudu; Thiago Ribeiro e Ortigoza.

Com todos à disposição, o Cruzeiro tem dois times. Um titular, altamente competitivo. Outro reserva que não compromete. Dizer que a equipe é fraca e o elenco pobre, é fazer uma análise rasa e baseada nos resultados recentes.

Contra o Flamengo, os cariocas eram favoritos óbvios. Pelo momento que vive, pelo time que tem, pelo técnico que tem. Invicto no Campeonato Brasileiro e com apenas uma derrota em 2011, o time rubro-negro é adversário complicado para qualquer adversário que seja.

Com algumas ausências e outras escolhas absolutamente incompreensíveis, Joel Santana escalou um Cruzeiro que não inspira confiança e que deixa para a torcida a falsa impressão de time fraco e elenco ruim.

Não foi uma partida ruim dos donos da casa. Um jogo ruim contra o Flamengo, custaria uma goleada (como aconteceu com Atlético-MG e Avaí). Mas mais uma vez desorganizado taticamente o Cruzeiro fica a mercê do brilho de um de seus jogadores para chegar ao gol. Contra o Corinthians, Walyson acertou chute improvável. Contra o Flamengo, ele não apareceu bem e Montillo foi muito bem marcado.

Na etapa final, precisando do marcador, Joel Santana repetiu a estratégia dos últimos jogos e que já não havia dado certo. Encheu o time de atacantes, deixou a defesa exposta e não esteve nem perto de empatar o jogo. Pelo contrário. Se houvesse outro gol em Sete Lagoas, seria do Flamengo. Fierro chegou a acertar a trave de Fábio em lance que a bola não entrou por milagre.

O Flamengo é seguro, organizado e tem jogadores capazes de decidir. Vai brigar pelo título e será sempre um time difícil de ser batido.

O Cruzeiro é desorganizado, inseguro e apesar de ter bons jogadores eles não vivem o melhor dos momentos tecnicamente. Perde a terceira partica consecutiva e muito desta conta deveria cair sobre os ombros do treinador.

Se precisa de reforços para estar em condições de brigar com Flamengo, Corinthians e outros pelo título, o Cruzeiro está muito longe de ser o que Joel Santana faz com que ele pareça.

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Um comentário:

Carlão Azul disse...

Clara e perfeita sua análise, como sempre.
Gostaria de saber como ficaremos quando, se acontecer, o Fabrício sair. Perdemos a identidade no ataque, na armação só Montillo ainda tenta algo de inteligente. Se ficarmos também sem o meio, temo pelo futuro.

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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