Real cada vez mais perto. Muito, muito distante.

Existe um time no mundo capaz de colocar medo, tensão e vencer o Barcelona mesmo com o time catalão em um dia bom. É o Real Madrid. O que não quer dizer que o time de Mourinho seja melhor ou levemente favorito em um confronto entre os dois. Pelo contrário.

O Barcelona que joga no limite há três temporadas não tem muito mais para melhorar. É um time fantástico que beira a perfeição. E por isto, não muda seu jeito de atuar seja quem for o adversário. É ofensivo, é qualificado e joga com a bola. Hoje, mesmo no Bernabeu, o time passou 73% do tempo com a bola nos pés.

O Real Madrid melhora a cada temporada. Cria mais alternativas, joga melhor e torna-se um time mais perto de ser invencível contra outras adversários que não sejam o rival catalão. Mas a demonstração de que ainda está abaixo, e sabe disto, é que o time precisa mudar sua postura quando enfrenta o Barcelona. Recua as linhas, joga sem a bola e coloca o coração para tentar vencer.

Parece existir apenas uma fórmula para vencer o Barcelona. O Real Madrid já descobriu e tenta aplicá-la a risca. Mas ela não é exata e é difícil. É preciso atenção total na marcação durante cada segundo e aproveitamento perfeito nos contra-ataques. E mesmo assim, uma boa dose de sorte é necessária.

No Bernabeu, o Barcelona foi melhor durante os 90 minutos. Jogou no campo ofensivo e tocou a bola com inteligência. Teve dificuldades para conter o ímpeto inicial do Real nos contra-ataques já que o 3-4-3 deixava seus zagueiros sem sobra contra os três atacantes do 4-3-3 dos brancos. Num dos lances, Cristiano Ronaldo levou vantagem na velocidade sobre Piqué e abriu o placar ainda no início.

Aos poucos, porém, o Barcelona acertou a sobra na defesa com o recuo de Daniel Alves e as pernas de Cristiano Ronaldo não eram as mesmas para puxar todos os lances em alta velocidade. As oportunidades começaram a surgir e quando Puyol empatou no início do segundo tempo a equipe de Guardiola já tinha perdido pelo menos três boas chances.

Sabendo que precisava de um bom resultado jogando em casa, Mourinho tentou adiantar seu time no tradicional 4-2-3-1 com as entradas de Ozil e Callejón (que entrou muito mal). E justamente quando o Real tentava jogar e ter mais a bola, Abidal recebeu passe genial de Messi na cara do gol e saiu para o abraço. Ou melhor, para o "ai, se eu te pego".

O Real está cada vez mais perto do Barcelona porque é um time que melhora contra um que mantém o padrão. Mas mesmo sem brilho, a tendência é de vitória para Guardiola, Messi e cia. Contra o Real Madrid, ou outro qualquer. Para este time, adversário e local não parece fazer a menor diferença.

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Um comentário:

Wilson Hebert disse...

Caraca, fazia anos que eu não comentava aqui no seu blog. Fiquei lembrando do início do meu, haha!

Enfim, assino embaixo na sua postagem.

Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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