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38 minutos de teste. 52 de fantasmas

Antes de a bola rolar em Saint Denis o que chamava a atenção não era o futebol. Eram as novas camisas de Brasil e França. Um açoite. Um desrespeito. Ambas de um mal gosto tremendo (principalmente a brasileira).

Mas foi só o jogo começar para os uniformes ficarem em segundo plano, deixando a atenção para o que realmente importava: Brasil e França, em processo de renovação, e com um teste importante e altamente útil pela frente.

Mano Menezes alterou a maneira de jogar do Brasil, muito pelas peças que tinha à disposição para o confronto. Elias alternava o papel de segundo volante com o de meia. Robinho foi mais atacante, próximo de Pato. Assim, o time variava entre o 4-1-3-2 e o 4-2-3-1 tradicional da maioria das partidas até aqui.

E apesar de alguma dificuldade de entrosamento, o Brasil era superior à França. Marcação adiantada, bom toque de bola e movimentação interessante. Faltava capricho no último passe e na conclusão.

Foram 38 minutos de um bom teste, que deixou boa impressão da seleção brasileira apesar do 0 a 0. Só 38. Hernanes errou, em lance muito distante de suas características. Não combina com o "Profeta" o chute estilo Anderson Silva que acertou o peito de Benzema, causando o justíssimo cartão vermelho.

Daí em diante, não houve teste. Afinal, não há como experimentar um time com 10 jogadores. Só coube ao Brasil recuar as linhas e se defender. A França se soltou no jogo e achou espaços, principalmente pelo lado direito onde Ménez e Gourcuff se aproveitavam do pouco poder de marcação de André Santos. Por ali saiu o gol, marcado por Benzema. Que ainda perdeu outros dois no segundo tempo, atrapalhado pelo seguro retorno de Júlio César ao gol do Brasil. Até o fim do jogo, ficou o fantasma da "freguesia" para os franceses, exceto em um lance ofensivo, desperdiçado por Hulk.

Ficam boas impressões. Elias jogou muito bem enquanto o Brasil teve 11 jogadores. David Luiz e Thiago Silva formam uma das melhores duplas de zaga do planeta (se não a melhor). Júlio César ainda merece vida longa debaixo das traves.

Experimentar um período sem jogos "oficiais" será uma novidade difícil para os brasileiros. A avaliação do time fica comprometida. Mas é preciso seguir enfrentando adversários fortes e tradicionais sempre que possíveis. E que isto não mine o trabalho de Mano Menezes. Caso contrário, enfrentaremos adversários fracos e chegaremos à 2014 sem o real conhecimento do nosso "poder de fogo".

Elogios de todos os lados

Depois de um longo e tenebroso inverno, Ronaldo voltou a campo anteontem, jogando pelo Milan contra a Seleção dos Emirados Árabes. O Fenômeno foi titular, mas pouco participou da partida. Saiu no segundo tempo, para a entrada de Gilardino, que acabou marcando os dois gols da vitória por 2 a 0 do Milan. Mesmo não tendo brilhado, o jogador continua sendo alvo de elogios e respeito, vindo de todos os lados.

Ontem, em entrevista ao jornal francês France Football, o jovem e brilhante atacante Benzema, do Lyon falou sobre as possíveis transferências no futebol europeu. Milan e Real Madrir seriam os possíveis destinos do jogador. Benzema, que tem tido o futebol comparado ao de Ronaldo, declarou que "o Milan me faz sonhar. Principalmente pelo Ronaldo, meu ídolo. Ele vem de outro planeta". Uma declaração de um daqueles jogadores que viu Ronaldo surgir para o futebol quando ainda era apenas um torcedor.

E não foi só. O eterno ídolo e capitão do Milan, Paolo Maldini, mencionou o empenho, a vontade e o caráter de Ronaldo. Do alto de seus 39 anos, o zagueiro-lateral esquerdo declarou que: "não acredito que alguma vez Ronaldo tenha sido um jogador que não tenha dado tudo de si nos treinos, ele é um campeão que sabe onde quer chegar. Neste momento está muito entusiasmado, quando fazemos os trabalhos físicos se esforça muito. Ronaldo tem um grande orgulho e um grande caráter".

Resta esperar o reinício da temporada, para ver se Ronaldo vai cumprir a promessa de reconquistar seu lugar no Milan, e voltar a brilhar como um dia fez.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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