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Política e exagerada

Mano Menezes divulgou hoje a lista para os amistosos com Holanda e Romênia (despedida de Ronaldo), em junho. 28 convocados, de onde sairão também os 22 selecionados para a Copa América, em julho. Única exceção poderá ser feita caso Ganso se recupere de contusão antes do prazo pré-determinado.

Como de costume, Mano muda poucos nomes. A lista é política e não tem grandes novidades.

Fábio, goleiro do Cruzeiro, foi chamado pelo treinador. Há pelo menos quatro anos é regular e está entre os melhores do país. A convocação é justa e corrige erro histórico, mas dificilmente Fábio entrará em campo. Convocação que serviu para diminuir a pressão em torno do nome do goleiro mas que para Fábio não valerá nada, principalmente porque quatro goleiros foram convocados.

Thiago Neves também é novidade. Me parece um nome justo e que tem tudo para ficar. Fez ótimo semestre com o Flamengo, carregando o time nas costas quando Ronaldinho ainda não mostra brilho.

O último novo nome foi o de Fred, atacante do Fluminense. Embora ache que ele é o melhor do país na posição e que tem tudo para ser o dono da nove nos próximos anos, a presença de Fred é injustificável no momento. Pouco jogou em 2011 e ainda luta contra as seguidas lesões. Este chamado, certamente, não foi conquistado pelo que ele fez.

Entre as ausências a que mais chama a atenção é a de Marcelo. Fica claro que há um problema entre jogador e técnico. O que não justifica que ele fique fora. Técnica e taticamente, Marcelo é de longe o melhor lateral esquerdo do Brasil. Foi protagonista no Real Madrid e não pode ficar fora da seleção.

Me chama a atenção ainda a ausência de Hernanes e Hulk, que pelo que fizeram na temporada européia mereciam fazer parte do grupo. Hernanes caiu no conceito de Mano por causa da expulsão contra a França. Hulk ainda sofre com o preconceito diante de seu nome.

A lista não é ruim. O trabalho segue firme, com boa continuidade. Mano tem um time forte em mãos que deve crescer com o amadurecimento de Neymar. Resta corrigir algumas injustiças e principalmente, deixar de lado política e picuinhas para chamar aqueles que merecem pelo que fazem dentro de campo.

Confira a lista completa aqui.

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38 minutos de teste. 52 de fantasmas

Antes de a bola rolar em Saint Denis o que chamava a atenção não era o futebol. Eram as novas camisas de Brasil e França. Um açoite. Um desrespeito. Ambas de um mal gosto tremendo (principalmente a brasileira).

Mas foi só o jogo começar para os uniformes ficarem em segundo plano, deixando a atenção para o que realmente importava: Brasil e França, em processo de renovação, e com um teste importante e altamente útil pela frente.

Mano Menezes alterou a maneira de jogar do Brasil, muito pelas peças que tinha à disposição para o confronto. Elias alternava o papel de segundo volante com o de meia. Robinho foi mais atacante, próximo de Pato. Assim, o time variava entre o 4-1-3-2 e o 4-2-3-1 tradicional da maioria das partidas até aqui.

E apesar de alguma dificuldade de entrosamento, o Brasil era superior à França. Marcação adiantada, bom toque de bola e movimentação interessante. Faltava capricho no último passe e na conclusão.

Foram 38 minutos de um bom teste, que deixou boa impressão da seleção brasileira apesar do 0 a 0. Só 38. Hernanes errou, em lance muito distante de suas características. Não combina com o "Profeta" o chute estilo Anderson Silva que acertou o peito de Benzema, causando o justíssimo cartão vermelho.

Daí em diante, não houve teste. Afinal, não há como experimentar um time com 10 jogadores. Só coube ao Brasil recuar as linhas e se defender. A França se soltou no jogo e achou espaços, principalmente pelo lado direito onde Ménez e Gourcuff se aproveitavam do pouco poder de marcação de André Santos. Por ali saiu o gol, marcado por Benzema. Que ainda perdeu outros dois no segundo tempo, atrapalhado pelo seguro retorno de Júlio César ao gol do Brasil. Até o fim do jogo, ficou o fantasma da "freguesia" para os franceses, exceto em um lance ofensivo, desperdiçado por Hulk.

Ficam boas impressões. Elias jogou muito bem enquanto o Brasil teve 11 jogadores. David Luiz e Thiago Silva formam uma das melhores duplas de zaga do planeta (se não a melhor). Júlio César ainda merece vida longa debaixo das traves.

Experimentar um período sem jogos "oficiais" será uma novidade difícil para os brasileiros. A avaliação do time fica comprometida. Mas é preciso seguir enfrentando adversários fortes e tradicionais sempre que possíveis. E que isto não mine o trabalho de Mano Menezes. Caso contrário, enfrentaremos adversários fracos e chegaremos à 2014 sem o real conhecimento do nosso "poder de fogo".

SMCCB - Volantes

Atenção. Vou ficar um tempo distante do blog mas a eleição da Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro não pode parar. Por isso, já deixo disponível a votação para eleger os melhores volantes. A enquete, assim como dos dois meias, vai até à meia noite de domingo, 3 de janeiro.

Mais uma vez, vamos escolher dois jogadores para a posição. Confira os 10 candidatos:

Corrêa (Atlético-MG) - Chegou com o campeonato em andamento. E rapidamente tornou-se um dos principais jogadores do Galo no Brasileirão. Decisivo nos lançamentos longos, sua especialidade.

Fabrício (Cruzeiro) - O comandante do meio-campo do Cruzeiro. Fabrício conseguiu aliar a tradicional luta em campo com boas arrancadas para o ataque pelo lado direito.

Guiñazu (Internacional) - Quando o Inter joga, parecem existir três ou quatro Guiñazu's. Um verdadeiro leão que parece estar em toda parte do campo para roubar bolas.

Hernanes (São Paulo) - Com Ricardo Gomes, voltou a jogar como volante, onde rende mais. Esteve nas duas seleções Marcação Cerrada até aqui. Foi o craque do último campeonato.

Jucilei (Corinthians) - Uma das gratas surpresas de um Corinthians que não se esforçou no Brasileirão. Jucilei provou que tem bola para ser titular mesmo num time de estrelas.

Léo Gago (Avaí) - Essencial na defesa, na saída de bola e no ataque avaiano. Léo Gago não gaguejou quando o assunto foi jogar futebol no Brasileirão.

Márcio Araújo (Atlético-MG) - Assim como o Galo, caiu na reta final. Mas fez um primeiro turno praticamente impecável, chegando bem ao ataque e marcando forte pelo lado direito.

Pierre (Palmeiras) - A lesão atrapalhou não apenas o bom desempenho do jogador. Mas também o do Palmeiras. Basta notar a queda do alviverde quando Pierre não esteve em campo.

Sandro (Internacional) - Uma baita revelação. Sandro chegou, inclusive, a ser convocado por Dunga para a Seleção Brasileira durante a competição.

Willians (Flamengo) - Com Andrade, tornou-se quase um meia. Mas com a qualidade habitual para roubar bolas no campo de defesa e partir em velocidade ao ataque.

Quem foram os dois melhores volantes do Brasileirão?

Corrêa (Atlético-MG)

Fabrício (Cruzeiro)

Guiñazu (Internacional)

Hernanes (São Paulo)

Jucilei (Corinthians)

Léo Gago (Avaí)

Márcio Araújo (Atlético-MG)

Pierre (Palmeiras)

Sandro (Internacional)

Willians (Flamengo)












SMCCB - Meias

No último Brasileirão, sem dúvidas os volantes foram os destaques. Por isto, confesso que pensei até em colocar três na seleção. Poderia até ser justo, mas acabei optando por não fugir do padrão. A vontade voltou à tona quando, terminada a enquete para escolher os melhores volantes, houve empate na segunda colocação. Hernanes, foi eleito, com 31 votos. Diga-se de passagem, o primeiro bi-campeão da nossa seleção. Foi escolhido, ao lado de Richarlysson, no ano passado. Com seis votos a menos, ficaram Rafael Carioca, do Grêmio e Ramires, do Cruzeiro. Mas vou ficar mesmo com apenas dois volantes. O voto de minerva, será meu, e Ramires ocupará um lugar no meio-campo da Seleção Marcação Cerrada do Brasileirão.

Quem foram os 2 melhores volantes do Brasileirão?

Fabrício (Cruzeiro)
3,88% (5 votos)
Guiñazu (Internacional)
13,95% (18 votos)
Hernanes (São Paulo)
24,03% (31 votos)
Jean (São Paulo)
3,88% (5 votos)
Kléberson (Flamengo)
3,88% (5 votos)
Rafael Carioca (Grêmio)
19,38% (25 votos)
Ramires (Cruzeiro)
19,38% (25 votos)
Sandro Silva (Palmeiras)
4,65% (6 votos)
Túlio (Botafogo)
3,10% (4 votos)
William Magrão (Grêmio)
3,88% (5 votos)
Total: 129 votos

A Seleção agora já tem:
1 - Víctor (Grêmio)
2 - Vítor (Goiás)
3 - Réver (Grêmio)
4 - André Dias (São Paulo)
6 - Juan (Flamengo)
5 - Hernanes (São Paulo)
8 - Ramires (Cruzeiro)

Agora, é hora de decidir quem serão os dois meias do nosso time:

Alex (Internacional) - Sem dúvidas, o ano foi do meia. Brilhou, marcando gols e jogando como nunca tinha feito na carreira.

Cleiton Xavier (Figueirense) - Mais um bom campeonato do meia, que firmou-se como bom jogador e garantiu vaga no Palmeiras em 2009.

Diego Souza (Palmeiras) - Apesar dos altos e baixos durante a competição, Diego encontrou seu espaço no campo e mostrou-se importante para o time após a saída de Valdívia.

Edno (Portuguesa) - Uma das poucas e gratas surpresas da rebaixada Portuguesa no Brasileirão, Edno é cobiçado por grandes clubes do país neste início de ano.

Hugo (São Paulo) - Deu a volta por cima. De desprezado no início do ano, tornou-se peça importante na engrenagem do campeão brasileiro.

Ibson (Flamengo) - As vezes foi volante. Mas quando jogou em sua verdadeira função deu show, como na goleada por 5 a 2 sobre o Palmeiras.

Lúcio Flávio (Botafogo) - O grande comandante do Botafogo. Apesar da campanha medíocre de seu time, Lúcio mostrou toda sua qualidade mais uma vez.

Renan Oliveira (Atlético-MG) - Uma das gratas revelações da competição. Renan Oliveira era atacante, mas foi como meia que ele se encontrou no time atleticano.

Tcheco (Grêmio) - Conseguiu suprir muito bem a saída de Roger e tornou-se um dos principais jogadores do vice-campeão.

Wágner (Cruzeiro) - Um jogador próximo da maturidade. Fez muita falta ao Cruzeiro, quando ficou fora da equipe.

Quem foram os 2 melhores meias do Brasileirão?

Alex (Internacional)

Cleiton Xavier (Figueirense)

Diego Souza (Palmeiras)

Edno (Portuguesa)

Hugo (São Paulo)

Ibson (Flamengo)

Lúcio Flávio (Botafogo)

Renan Oliveira (Atlético-MG)

Tcheco (Grêmio)

Wágner (Cruzeiro)












SMCCB - Volantes

Uma enquete de poucos votos. Que consagrou Juan como o melhor lateral esquerdo do Brasileirão. É fato que o jogador caiu na reta final, principalmente porque a jogada forte do rubro-negro carioca pelo lado esquerdo ficou manjada. Mas Juan fez tanto, que cavou até uma vaguinha na Seleção Brasileira. Com isto, a defesa da Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro já está formada.

Quem foi o melhor lateral esquerdo do Brasileirão?
Jadílson (Cruzeiro)
23,08% (6 votos)
Jorge Wágner (São Paulo)
23,08% (6 votos)
Juan (Flamengo)
30,77% (8 votos)
Júlio César (Goiás)
15,38% (4 votos)
Leandro (Palmeiras)
7,69% (2 votos)
Total: 26 votos

A Seleção está assim:

1 - Victor (Grêmio)
2 - Vítor (Goiás)
3 - Réver (Grêmio)
4 - André Dias (São Paulo)
6 - Juan (Flamengo)

Agora é hora de começar a escolher os meio-campistas. Os volantes sobraram no Brasileirão. Não são poucas as ótimas opções. Mas são apenas duas vagas:

Fabrício (Cruzeiro) - Voltou do Japão em grande estilo. Ótimo nos desarmes. E importantíssimo com a experiência dentro de campo.

Guiñazu (Internacional) - O argentino é sinônimo de garra. E também de ótimo futebol. Foi com ele em campo que o Inter teve os melhores momentos no Brasileirão.

Hernanes (São Paulo) - Por muitos, considerados o grande craque do Brasileirão. Hernanes, foi um dos principais jogadores do campeão São Paulo.

Jean (São Paulo) - Outra grata revelação do setor. Apareceu no time tricolor e não saiu mais, tornando-se figura importante do time.

Kléberson (Flamengo) - Uma partida perfeita contra o Palmeiras. E muitos jogos com ótimo potencial, relembrando velhos tempos.

Rafael Carioca (Grêmio) - Uma grata revelação do meio-campo gaúcho. Pena que é mais um daqueles jogadores que pouco jogam por aqui e já foi vendido.

Ramires (Cruzeiro) - O ano da consagração. Foi uma das principais peças do time mineiro e está bem cotado para a Seleção.

Sandro Silva (Palmeiras) - Chegou desacreditado ao Palmeiras. Mas provou ser um jogador moderno, que rouba bem as bolas e sai em alta velocidade para o ataque.

Túlio (Botafogo) - Um volante que tem a cara do Botafogo. E que fez mais um ótimo Brasileirão, onde aprendeu a sair um pouco mais para o jogo.

William Magrão (Grêmio) - Formou com Rafael Carioca uma dupla de volantes que encantou o Brasil, principalmente no primeiro turno.

Quem foram os 2 melhores volantes do Brasileirão?

Fabrício (Cruzeiro)

Guiñazu (Internacional)

Hernanes (São Paulo)

Jean (São Paulo)

Kléberson (Flamengo)

Rafael Carioca (Grêmio)

Ramires (Cruzeiro)

Sandro Silva (Palmeiras)

Túlio (Botafogo)

William Magrão (Grêmio)











Seleção da CBF

A CBF realizou ontem a cerimônia para distribuir o Prêmio Craque do Brasileirão 2008. Festa bonita e que já faz parte do protocolo. Faço apenas uma ressalva. É bizonho os times receberem a taça no palco da festa. A Confederação faz isto para "valorizar" o evento. Mas lugar de taça é no estádio. Tudo bem que não era possível saber quem venceria o campeonato. Mas que a deixem no estádio em que jogue o time que está em primeiro.

Mas tirando isto, a festa foi bonita, com destaque para as palavras de Carlos Eugênio Simon. Achei bacana. Um desabafo triste de um árbitro injustiçado. E o que ele fez não foi se defender, apesar de merecer. Ele defendeu a classe e o amigo Wágner Tardelli, que acabou envolvido em polêmica no fim.

A seleção do Brasileirão, eleita pela CBF foi:

Victor (Grêmio), Leonardo Moura (Flamengo), Tiago Silva (Fluminense), Miranda (São Paulo), Juan (Flamengo), Hernanes (São Paulo), Ramires (Cruzeiro), Diego Souza (Palmeiras), Alex (Internacional), Kléber Pereira (Santos), Alex Mineiro (Palmeiras). Técnico: Muricy Ramalho (São Paulo)

A revelação foi Keirrison, do Coritiba. E o craque do Campeonato, foi Hernanes.

O melhor árbitro, foi Leonardo Gaciba.

Não concordo com quase a metade do time. Não vou deixar a minha seleção aqui, para comparações, porque a partir da semana que vem ela começará a ser eleita pelos leitores do Marcação Cerrada.

Pouco, pra não dizer nada

O Brasil estreou com vitória nas Olimpíadas de Pequim. Sem convencer. Sem jogar nada. Mas venceu. E nesta altura do campeonato, os três pontos são muito importantes, para dar moral e tranquilidade.

Contando com a ajuda do perdido árbitro e enfrentando um adversário que com muita ajuda pode ser chamado de médio, o Brasil pouco criou e só chegou ao gol quando já tinha um jogador a mais em campo, com Hernanes.

O time não rendeu. Os laterais, mais uma vez, pouco participaram. Marcelo, quando acionado, foi muito bem. Mas parecia preso no campo de defesa. Rafinha foi figura nula. O meio-campo, mostrou nervosismo. Errou muitos passes e pouco foi ao ataque também. Lucas fez a pior partida com a camisa da seleção. Diego, mais uma vez, preocupou-se mais em cair do que em jogar. Ronaldinho ainda está fora de forma, apesar da aparente vontade que há muito não se via. E Pato ainda não está pronto para ser o matador da seleção.

Junte-se à isto um técnico omisso, que demorou para mexer e quando o fez, errou. Diego e Ronaldinho Gaúcho deveriam ter saído antes de Pato, que pelo menos tentava algo.

Assim, o Brasil só chegou ao gol em jogada de Hernanes, inclusive, a única que foi ao ataque. No lance, vale destacar a raça dele e de Diego na briga pela bola.

O Brasil venceu, com dois jogadores a mais, apenas por 1 a 0, e ainda correu riscos no fim. Conseguiu três pontos, mas vai precisar de muito mais se quiser conquistar o ouro.

Modernos ou antigos?

Interessante observar os primeiros times na tabela de classificação do Brasileirão e ver que, invariavelmente, todos têm volantes que sabem jogar. São jogadores tidos atualmente como “modernos”, que defendem com eficiência e, muito mais do que se livrar da bola passando aos meias, têm visão de jogo e ajudam na armação e na ocupação de espaços quando a equipe tem a bola.

São jogadores que se adaptam facilmente a qualquer tipo de jogo, podendo endurecer em jogos truncados e ajudar a girar a bola em jogos abertos. Exemplo dessa importância é a ida de Ramires, do Cruzeiro, e Hernanes, do São Paulo, para as Olimpíadas de Pequim. Falando em Seleção Olímpica, os meias tidos como volantes na lista de convocação têm qualidade inquestionável e jogam mais bola que muito “camisa 10” em atividade no Brasil.

A “modernização” dos volantes é, na verdade, uma “reestilização retrô” do futebol desse setor. Após a década de 90, quando muito se valorizou o brucutu na entrada da área, volta a valer o estilo de jogo dos tempos áureos do futebol brasileiro. Ótimo exemplo é Gérson, o “Canhotinha de ouro”, cabeça-de-área da seleção do tri em 1970. Podemos citar também a famosa seleção de 82, com Cerezo, Falcão e Sócrates formando o meio ao lado de Zico. Há quem diga que foi esse o problema daquele time: a falta de um volante mais pegador na formação da equipe. Prefiro acreditar que não era pra ser mesmo, assim como os quase-gols de Pelé – um chute do meio-de-campo e outro no drible de corpo contra o Uruguai.

Quando se é genial, mesmo no fracasso se entra para a história.

Quem perde mais?

Robinho não vai para os Jogos Olímpicos. O papo de contusão é balela. Na verdade, a intenção do Real Madrid é negociá-lo com o Chelsea. Para isto, porém, espera fechar a contratação de um novo "ídolo" para a torcida. Kaká continua sendo o preferido.

Com o corte de Robinho, Dunga optou por chamar o versátil volante do Cruzeiro, Ramires. Um bom jogador, que merecia uma chance, mas que não seria minha opção no momento. Um atacante que exigisse respeito, talvez valesse mais.

De toda forma, Ramires se junta aos outros jogadores "brasileiros" ainda hoje para apresentar-se ao time. São 6, no total. Que podem desfalcar seus times no Brasileirão por até 9 rodadas, caso o Brasil chegue à decisão. Fluminense e São Paulo são os mais prejudicados, pois perdem dois jogadores cada: Thiago Silva e Thiago Neves (Fluminense), Hernanes e Alex Silva (São Paulo). Além do Cruzeiro, que perde Ramires, o Inter perde a segurança do goleiro Renan.

Tecnicamente, ao meu ver, o grande prejudicado é o Flu. E para você? Quem perde mais?

Dispensado?

Logo na sua apresentação, o novo técnico do Barcelona Josep Guardiola, afirmou que não deseja trabalhar com Deco, Ronaldinho e Eto´o. Os três estão fora dos planos, e disponíveis para negociações.

Há duas temporadas, Ronaldinho era genial. Peça imprescindível no time catalão. De lá para cá, seu futebol foi sumindo aos poucos. Desapareceu de vez na última temporada.

Os três tem mercado. Não restam dúvidas que são bons jogadores. Deco até terminou bem a última temporada no Barça. Era um jogador importante no meio-campo. Mas Guardiola está disposto a apostar em Xavi e Iniesta. E também em Hernanes, que deve rumar para a Espanha nos próximos dias.

Enquanto isto, os três craques procuram emprego. Deco e Ronaldinho podem parar no Chelsea, de Felipão, que deve perder Lampard. Eto´o, pode interessar ao Milan e à Inter, o segundo caso Adriano acabe não ficando.

O mercado europeu promete ser um dos mais movimentados dos últimos anos.

Foto: GloboEsporte.com

Lavou a alma

Um verdadeiro jogo de Libertadores. Retranca, catimba, jogo duro, mais catimba, chance perdida, mais catimba. O São Paulo entrou no clima e mostrou que camisa pesa. Por isso, é três vezes campeão da maior competição de clubes da América.

Mais uma vez, o tricolor não jogou bem. Richarlysson cai de produção a cada dia. Já não merece ser o titular. O time é previsível e não tem a mobilidade do ano passado. Quem diria que Leandro e Souza fariam tanta falta!

Mas na suada vitória por 1 a 0, três jogadores merecem destaque especial:

Hernanes está cada dia melhor. Deixou de ser apenas um ótimo marcador para ser um estupendo jogador. Chega ao ataque, vira o jogo, bate muito bem de fora da área. É um jogador completo e não deve ficar muito tempo no país.

Jorge Wágner não faz a mesma ótima temporada do ano passado. Mas ontem foi brilhante. Chamou a responsabilidade, e com seus passes precisos, principalmente cruzamentos, criou possibilidades para um time que parecia engessado. E não podia ser diferente. O gol saiu dos pés dele.

Dos pés dele, para a cabeça de Adriano. Mais uma vez o Imperador salvou a lavoura do tricolor. O empate seria muito perigoso para a classificação do time. Quando todo mundo decretava o fim do jogador, o Marcação Cerrada defendia a volta por cima. Está aí.

** Não assisti ao jogo do Fluminense, por isso não vou postar à respeito. Mas não poderia deixar de ressaltar a histórica classificação do tricolor carioca, que chega pela primeira vez à segunda fase. E com um time capaz de ser campeão. É a melhor campanha até agora entre os 32 times.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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