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Camisa 10

A camisa 10, normalmente, vai para o craque do time. Pelo responsável por pensar, por agir, por criar. É o meia de ligação. Nome mais do que em falta no mercado brasileiro. Por isso, todo mundo está correndo atrás...

O Palmeiras sonha com Valdívia. Mas dificilmente conseguirá contratar o chileno, ídolo da torcida.

O Corinthians queria Riquelme. Mas acabou contratando Danilo, que interessava ao São Paulo.

São Paulo que preparava o seu 10 do futuro. Oscar acabou reicindindo o contrato na justiça.

O Cruzeiro quer Zé Roberto. O Santos quis Macnelly Torres. Que pode acabar em Minas.

O Atlético-MG está atrás de Andrezinho.

O Internacional tenta segurar o jogador, mesmo que este seja o reserva de D'Alessandro.

O Flamengo perdeu Zé Roberto. Mas tem outro e dá valor para este. Por isso, permitiu que Petkovic só se apresente na segunda quinzena de janeiro.

E você? Quem queria ver com a camisa 10 do seu time?

Por obrigação

A Copa Sul-Americana é um torneio rentável. Poderia ser melhor, se os brasileiros levassem o campeonato à sério. Mas ele, definitivamente, só vale para tentar se desculpar com a torcida, no fim do ano. Na hora da disputa, vira uma chata obrigação.

Por obrigação, o São Paulo levou um time ao Paraná, para estrear na Copa Sul-Americana. Encheu o ônibus de reservas e pode comemorar um empate, contra o fraquíssimo time do Atlético-PR.

Por obrigação, o Palmeiras foi ao Rio. Colocou poucos titulares em campo. O Vasco, não tinha obrigação de por nenhum. Apenas Madson entrou em campo. Suficiente para bater um time que não tinha a menor obrigação (e vontade) de vencer. 3 a 1.

Por obrigação, o Grêmio foi ao Beira-Rio. Para que correr riscos com os titulares, líderes do Brasileirão? E daí se é clássico? Os reservas mostraram competência. Empataram com o Inter, que tinha obrigação de vencer, mas não o fez.

Por obrigação, o Botafogo colocou seu time para jogar contra o Atlético-MG. Cheio de reservas, para variar. Suficientes, para bater o também fraco time mineiro, por 3 a 1. O Galo, que tem a obrigação de se preocupar, para não passar no centenário, mais um vexame histórico. A torcida, começa a se acostumar.

Modernos ou antigos?

Interessante observar os primeiros times na tabela de classificação do Brasileirão e ver que, invariavelmente, todos têm volantes que sabem jogar. São jogadores tidos atualmente como “modernos”, que defendem com eficiência e, muito mais do que se livrar da bola passando aos meias, têm visão de jogo e ajudam na armação e na ocupação de espaços quando a equipe tem a bola.

São jogadores que se adaptam facilmente a qualquer tipo de jogo, podendo endurecer em jogos truncados e ajudar a girar a bola em jogos abertos. Exemplo dessa importância é a ida de Ramires, do Cruzeiro, e Hernanes, do São Paulo, para as Olimpíadas de Pequim. Falando em Seleção Olímpica, os meias tidos como volantes na lista de convocação têm qualidade inquestionável e jogam mais bola que muito “camisa 10” em atividade no Brasil.

A “modernização” dos volantes é, na verdade, uma “reestilização retrô” do futebol desse setor. Após a década de 90, quando muito se valorizou o brucutu na entrada da área, volta a valer o estilo de jogo dos tempos áureos do futebol brasileiro. Ótimo exemplo é Gérson, o “Canhotinha de ouro”, cabeça-de-área da seleção do tri em 1970. Podemos citar também a famosa seleção de 82, com Cerezo, Falcão e Sócrates formando o meio ao lado de Zico. Há quem diga que foi esse o problema daquele time: a falta de um volante mais pegador na formação da equipe. Prefiro acreditar que não era pra ser mesmo, assim como os quase-gols de Pelé – um chute do meio-de-campo e outro no drible de corpo contra o Uruguai.

Quando se é genial, mesmo no fracasso se entra para a história.

Nova Enquete - Destaque do trimestre

Ontem assistindo ao Jornal da Globo, antes de dormir, me deparei com uma enquete proposta por lá. Na falta de enquetes mais interessantes para colocar por aqui, vou "copiar" para ver qual o pensamento dos leitores do Marcação Cerrada sobre o assunto. A pergunta portanto é: quem é o destaque do futebol brasileiro neste primeiro trimestre do ano?

As opções vão ser as mesmas colocadas pelo canal de televisão. Pensei em incluir mais nomes, mas achei que os 4 colocados estão de bom tamanho. Coloquei apenas a opção "outros" para quem acreditar que nenhum dos 4 foi o principal jogador até o momento.

Alex é destaque no time do Internacional. Como meia, ala esquerdo, ou até mesmo como segundo atacante, o jogador é um dos principais atletas do time de Abel Braga até agora nesta temporada. Depois de ficar um tempo machucado, definitivamente, Alex parece ter dado a volta por cima.

Ramires é artilheiro da Libertadores. Só isto bastaria para colocá-lo como destaque. Além disso, o volante é uma das principais armas do Cruzeiro, com força na marcação e expressiva chegada ao ataque. Figura praticamente certa nos Jogos Olímpicos.

Thiago Neves é nome garantido. O meia é o craque do Fluminense. Jogando solto no time de Renato Gaúcho, Thiago é um dos mais badalados jogadores do futebol brasileiro no momento. E em campo, tem correspondido.

Por fim, Valdívia. O chileno é polêmico, mas resolve. E assim tem sido no time de Luxemburgo. Acusado pelos rivais, adorado pelos companheiros. Valdívia, é sinônimo de tranquilidade para a torcida palmeirense.

E para você? Quem é o melhor?

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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