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Brasil chega forte às Olimpíadas

Mano Menezes divulgou hoje os 18 jogadores convocados para os Jogos Olímpicos. Dada a difícil montagem de um plantel recheado de opções com a pouca quantidade de atletas, Mano Menezes apostou em algumas convicções e terá que contar com a condição física de todos. Pesou para não incluir David Luiz ou Dedé, por exemplo.

Thiago Silva, Marcelo e Hulk serão os três jogadores acima dos 23 anos no plantel. A fase decadente de Júlio César serviu para reforçar a confiança em Rafael já que não há unanimidade na posição no país. Marcelo chega graças à falta de opções no setor. E Hulk surpreende na reta final mas conquista uma vaga merecida. Com ele, o time ganha em poder ofensivo e força física.

Os setores que mais preocupam são zaga e volantes. No primeiro, Thiago Silva terá que se desdobrar para compensar a pouca qualidade de Juan ou Bruno Uvini. Sandro pode acabar sendo deslocado para a posição, mas deixaria Rômulo como único volante de ofício entre os convocados. Danilo e Oscar podem ser opções por ali, com boa saída de bola mas menor poder de marcação.

A solução poderia ser convocar apenas três laterais. Danilo, Marcelo e Rafael, que já jogou nos dois lados pelo Manchester. Assim, Mano abriria mais uma vaga para convocar Casemiro (ou Fernando) para o grupo.

De toda forma, ao lado da Espanha, o Brasil me parece o grande favorito nos jogos. O Uruguai, com ataque forte, corre por fora, mas pode ter problemas defensivos com jogadores de pouca rodagem internacional no setor.

Confira a lista de Mano:

Goleiros - Rafael Cabral (Santos) e Neto (Fiorentina)
Laterais - Alex Sandro (Porto), Marcelo (Real Madrid), Rafael (Manchester United) e Danilo (Porto)
Zagueiros - Thiago Silva (Milan), Bruno Uvini (São Paulo) e Juan (Inter de Milão)
Volantes - Sandro (Tottenham) e Rômulo (Spartak de Moscou)
Meias - Paulo Henrique Ganso (Santos), Oscar (Internacional) e Lucas (São Paulo)
Atacantes - Neymar (Santos), Leandro Damião (Internacional), Alexandre Pato (Milan) e Hulk (Porto)


Ficam de sobreaviso: o goleiro Gabriel (Milan), o zagueiro Marquinhos (Corinthians), o volante Casemiro (São Paulo) e o meia-atacante Giuliano (Dnipro).

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Boas notícias na Alemanha

Não foi uma atuação primorosa. Mas a seleção brasileira mostrou evolução e capacidade como não fazia há tempos sob o comando de Mano Menezes. E não foi contra um adversário morto. A Dinamarca é 10ª colocada no ranking da FIFA e fez participação destacada nas eliminatórias para a Eurocopa. Muito embora, seja mais fácil analisar que o adversário é fraco do que perceber a evolução do time brasileiro.

Com apenas quatro jogadores sem idade olímpica, Mano Menezes manteve o padrão tático mas conseguiu o que dizia querer desde que assumiu o posto: um time leve, que controlasse o jogo e marcasse sob pressão. E conseguiu graças, principalmente, às ótimas atuações de Hulk e Oscar.

O primeiro fez o que já faz há três temporadas no Porto. Participação importante na marcação da saída de bola, velocidade e poder de definição, seja no chute de longa distância ou na jogada de dentro da área. Foi o que melhor se adaptou à função na Seleção e não me surpreenderá se for à Londres.

O segundo deu o ritmo que o sistema 4-2-3-1 exige do "camisa 10". Recuou para organizar a saída de bola quando necessário, contribuiu na marcação dos volantes dinamarqueses e chamou a responsabilidade da armação. Partida irretocável de quem pode ganhar espaço com mais uma contusão de Ganso.

Fica ainda a percepção de o quanto Thiago Silva pode ser importante neste processo de renovação, comandando a garotada de dentro do campo. E que Sandro é volante raro, que merece voltar a ter espaço no time (assim como Rômulo mostrou ser alternativa válida).

Ainda que o ritmo tenha caído no segundo tempo, e que tenha sido "só um jogo", Mano Menezes já parece encontrar um caminho para seguir. Com Neymar no time e continuidade, testando outras peças aos poucos, o Brasil pode tornar-se a potência que prometia ser quando o treinador assumiu.

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Política e exagerada

Mano Menezes divulgou hoje a lista para os amistosos com Holanda e Romênia (despedida de Ronaldo), em junho. 28 convocados, de onde sairão também os 22 selecionados para a Copa América, em julho. Única exceção poderá ser feita caso Ganso se recupere de contusão antes do prazo pré-determinado.

Como de costume, Mano muda poucos nomes. A lista é política e não tem grandes novidades.

Fábio, goleiro do Cruzeiro, foi chamado pelo treinador. Há pelo menos quatro anos é regular e está entre os melhores do país. A convocação é justa e corrige erro histórico, mas dificilmente Fábio entrará em campo. Convocação que serviu para diminuir a pressão em torno do nome do goleiro mas que para Fábio não valerá nada, principalmente porque quatro goleiros foram convocados.

Thiago Neves também é novidade. Me parece um nome justo e que tem tudo para ficar. Fez ótimo semestre com o Flamengo, carregando o time nas costas quando Ronaldinho ainda não mostra brilho.

O último novo nome foi o de Fred, atacante do Fluminense. Embora ache que ele é o melhor do país na posição e que tem tudo para ser o dono da nove nos próximos anos, a presença de Fred é injustificável no momento. Pouco jogou em 2011 e ainda luta contra as seguidas lesões. Este chamado, certamente, não foi conquistado pelo que ele fez.

Entre as ausências a que mais chama a atenção é a de Marcelo. Fica claro que há um problema entre jogador e técnico. O que não justifica que ele fique fora. Técnica e taticamente, Marcelo é de longe o melhor lateral esquerdo do Brasil. Foi protagonista no Real Madrid e não pode ficar fora da seleção.

Me chama a atenção ainda a ausência de Hernanes e Hulk, que pelo que fizeram na temporada européia mereciam fazer parte do grupo. Hernanes caiu no conceito de Mano por causa da expulsão contra a França. Hulk ainda sofre com o preconceito diante de seu nome.

A lista não é ruim. O trabalho segue firme, com boa continuidade. Mano tem um time forte em mãos que deve crescer com o amadurecimento de Neymar. Resta corrigir algumas injustiças e principalmente, deixar de lado política e picuinhas para chamar aqueles que merecem pelo que fazem dentro de campo.

Confira a lista completa aqui.

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Brasil estrangeiro

A segunda convocação de Mano Menezes como técnico da seleção brasileira faz pouco sentido por não ter nenhum jogo agendado para a data. A CBF errou no planejamento e escancara a ausência de um diretor de seleções para trabalhar com Mano. O preferido, Eduardo Maluf, teria pedido para permanecer no Atlético-MG até o fim do ano, já que acabou de chegar ao clube.

Apesar de perder uma data (e neste período de 4 anos sem eliminatórias, cada data-fifa é fundamental), Mano optou por reunir o elenco para um período de treinamentos. A idéia é interessante, mas certamente, muito menos útil do que uma partida amistosa.

O ponto ruim ficou pela não convocação de jogadores que atuam no país, já que por aqui o nosso "ótimo" calendário não programa paralizações para a seleção.

De toda forma, Mano fez algumas ótimas escolhas. Nomes que certamente chegam para ficar.

O primeiro deles é Diego Alves. Baita goleiro, jovem e um jogador que certamente já merecia figurar em um time de ponta da Europa. Mas segue batendo recordes atrás de recordes no Almería. Na minha visão, é o subsituto a longo prazo de Júlio César.

O segundo é Douglas Costa. O meia, revelado pelo Grêmio, tem idade olímpica e é bom jogador. Sabe jogar pelos lados, fundamental para o 4-2-3-1 de Mano. Certamente seguirá tendo oportunidades.

Por fim, Philippe Coutinho, o mais promissor deles. É craque e certamente não vai demorar para encontrar seu espaço na Inter de Milão. Tem tudo para ser o comandante da seleção olímpica, até pela experiência que vai adquirir nos próximos anos.

Tiros certeiros de Mano Menezes, que ao meu ver só errou na inclusão de Hulk. Até defendia a convocação dele por Dunga, mas certamente, não tem nada a ver com o momento de renovação da seleção.

Confira a lista completa:

Goleiros: Gomes (Tottenham) e Diego Alves (Almería).

Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Rafael (Manchester United), André Santos (Fenerbahçe) e Marcelo (Real Madrid).

Zagueiros: Alex (Chelsea), David Luiz (Benfica), Henrique (Racing Santander) e Thiago Silva (Milan).

Volantes e meias: Carlos Eduardo (Hoffenheim), Douglas Costa (Shakhtar), Fernandinho (Shakhtar), Hernanes (Lazio), Lucas (Liverpool), Philippe Coutinho (Inter de Milão), Ramires (Chelsea) e Sandro (Tottenham).

Atacantes: Alexandre Pato (Milan), André (Dínamo de Kiev), Hulk (Porto) e Robinho (Manchester City).

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Até 2010

A Seleção Brasileira se despediu de uma temporada de afirmação com a vitória por 2 a 0 sobre Omã, ontem. 2009 fica para trás e o time só volta a campo em março de 2010, no último amistoso antes da Copa do Mundo.

O balanço de 2009 é extremamente positivo. Há confiança no trabalho de Dunga. Se não é um exímio treinador, soube fazer as escolhas certas e principalmente, controlar bem o ímpeto do grupo.

Os números são extremamente favoráveis. Em 2009, foram 17 jogos, 14 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota.

Vencemos a Copa das Confederações. Vencemos Argentina, Itália, Inglaterra.

Temos um grupo quase pronto.

O amistoso de ontem disse pouco. Ritmo de treino, contra uma equipe muito abaixo mas que se esforçou o quanto pôde. E que mostrou um ótimo goleiro, capaz de segurar as raras e boas investidas do ataque brasileiro.

Nilmar, garantido no grupo, fez o primeiro gol. O segundo, foi contra, em lançamento de Michel Bastos que iria na cabeça de Hulk. Aliás, o atacante do Porto, das novidades, foi o que jogou melhor. Mas foi apenas observação. Não há vaga para ele no ataque. Assim como não há para Fábio Simplício no meio e Cris na zaga.

De todos estes, o único que pode ficar é Michel Bastos. Apesar de não ter sido fantástico, fez o básico. Agradou a Dunga e deve ter novas chances. Ao lado de André Santos, pela falta de concorrência, torna-se um dos favoritos. Cada vez mais, acho que só teremos um lateral esquerdo de fato, entre os 23 escolhidos para a África do Sul.

Resta aguardar. E torcer para que 2010 seja tão bom e vitorioso para a seleção brasileira quanto foi 2009.

Respeitando a competição

Dunga prometeu e cumpriu. Deixou fora da última convocação do ano os jogadores que atuam no Brasil. Respeitou o Campeonato Brasileiro e, mais do que isso, impediu que quem perdesse, transferisse a responsabilidade para o comandante da Seleção.

Assim, Victor, Miranda, Souza, Diego Souza, Diego Tardelli e Adriano ficaram fora da lista. Abrindo espaço para novos nomes.

No gol, Doni está de volta. Depois de um período lesionado, o goleiro comprova que será o reserva da Copa do Mundo reaparecendo na lista. Victor, será o terceiro goleiro e a posição me parece fechada.

Na zaga, Lúcio fica fora. Naldo terá outra oportunidade e Juan, a última chance de se mostrar recuperado da lesão. Boas escolhas. Miranda, que não foi bem na última convocação pode acabar perdendo espaço.

As grandes novidades estão na lateral esquerda. Fábio Aurélio (finalmente) e Michel Bastos foram os escolhidos. Sinal que Dunga ainda quer experimentar na posição. E que André Santos e Filipe Luís estão longe de garantir a posição. Escolhas justas. Fábio Aurélio é ótimo jogador e tem qualidades para ser o titular. Michel Bastos, tem tudo para se tornar o novo Daniel Alves. Pode ser opção na lateral esquerda, ou também na meia (inclusive pelo lado direito), onde vem atuando desde a temporada passada.

No meio-campo, uma novidade. E ótima. Carlos Eduardo, do Hoffenheim. É um jogador interessante, que pode jogar na meia, ou como atacante, aberto pelo lado esquerdo, função parecida com a de Robinho. É uma alternativa interessante, principalmente se Robinho continuar jogando o que vem jogando.

Alex é outro que ganha nova oportunidade. Pode se aproveitar do fato de jogar fora para levar vantagem na disputa com Diego Souza por uma vaga no meio-campo.

No ataque, além da volta de Robinho, Dunga dá a primeira oportunidade para Hulk, do Porto. O atacante é bom. Forte, tem qualidade para jogar fora da área, é ágil e sabe fazer gols. Só fico triste por, mais uma vez, Dunga ignorar a convocação de Grafite (mesmo que este ande na pior fase desde o ano passado). Pelo que fez, merecia, no mínimo, uma oportunidade. E ao meu ver, estava na frente, na fila da convocação.

Em termos gerais, ótimas escolhas. Que dão novas possibilidades para Dunga, pensando no Mundial. Esta é a hora que todos precisam provar para, definitivamente, firmarem suas posições. E Dunga, mostrou, novamente, estar antenado com o que anda acontecendo com os jogadores brasileiros.

Confira a lista completa:

Goleiros

Julio César (Inter de Milão)

Doni (Roma)

Laterais

Maicon (Inter de Milão)

Daniel Alves (Barcelona)

Michel Bastos (Lyon)

Fabio Aurelio (Liverpool)

Zagueiros

Luisão (Benfica)

Juan (Roma)

Naldo (Werder Bremen)

Meias

Gilberto Silva (Panathinaikos)

Josué (Wolfsburg)

Ramires (Benfica)

Felipe Melo (Juventus)

Julio Baptista (Roma)

Kaká (Real Madrid)

Elano (Galatasaray)

Alex (Spartak Moscou)

Carlos Eduardo (Hoffenheim)

Lucas (Liverpool)

Atacantes

Luis Fabiano (Sevilla)

Nilmar (Villarreal)

Hulk (Porto)

Robinho (Manchester City)

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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