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SMCCB 2010 - Zagueiros

O segundo nome da Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro de 2010 já está a postos. Mariano, lateral direito do campeão Fluminense foi escolhido o melhor da posição na competição. É o primeiro nome do Flu na lista até aqui, deixando para trás com sobras seus concorrentes.

Agora a SMCCB 2010 tem:

1 - Fábio (Cruzeiro)
2 - Mariano (Fluminense)

Quem foi o melhor lateral direito do Brasileirão 2010?

Gabriel (Grêmio)

17,86% (5 votos)
Jonathan (Cruzeiro)
17,86% (5 votos)
Leonardo Moura (Flamengo)
3,57% (1 voto)
Mariano (Fluminense)
53,57% (15 votos)
Wágner Diniz (Atlético-PR)
7,14% (2 votos)
Total: 28 votos

Agora vamos aos zagueiros. 10 indicados para duas vagas. Lembrando que é possível selecionar os dois zagueiros escolhidos ao mesmo tempo. Confiram os indicados:

Alex Silva (São Paulo) - Voltou ao Brasil em grande estilo. Manteve o alto nível das últimas temporadas.

Antônio Carlos (Botafogo) - Começou o Campeonato marcando muitos gols e jogando muito. Depois caiu de rendimento, mas mesmo assim foi um dos melhores na posição.

Chicão (Corinthians) - Sua ausência foi determinante para a queda de rendimento da defesa corinthiana. Quando esteve em campo, mostrou segurança.

Dedé (Vasco) - Uma das gratas revelações do Brasileirão. Para muitos, o melhor jogador do Vasco na competição.

Gum (Fluminense) - Revelação no ano passado, se firmou de vez nesta temporada. Mais uma série de boas partidas pelo Fluminense.

Leandro Euzébio (Fluminense) - Boas atuações e gols decisivos. Leandro Euzébio foi peça importante no time de Muricy Ramalho.

Manoel (Atlético-PR) - Outra boa revelação do Brasileirão. Aos 20 anos, se firmou como um dos principais pilares do time paranaense.

Miranda (São Paulo) - Definitivamente um dos melhores zagueiros do país. Esteve na Seleção em 2007 e 2009.

Réver (Atlético-MG) - Chegou com o Campeonato em andamento e melhorou muito o nível da defesa do Galo. Esteve na seleção de 2008 e 2009, ambas jogando pelo Grêmio.

Rhodolfo (Atlético-PR) - Firmeza e segurança. Rhodolfo reencontrou o bom futebol do início da carreira no Furacão.

Quem foram os dois melhores zagueiros do Brasileirão 2010?
Alex Silva (São Paulo)
Antônio Carlos (Botafogo)
Chicão (Corinthians)
Dedé (Vasco)
Gum (Fluminense)
Leandro Euzébio (Fluminense)
Manoel (Atlético-PR)
Miranda (São Paulo)
Réver (Atlético-MG)
Rhodolfo (Atlético-PR)


O racismo venceu

O clima tenso já era esperado na Arena da Baixada. A empolgação e pressão da torcida atleticana poderia ser ainda maior se o time não tivesse perdido o título do Estadual para o Coritiba no último fim-de-semana. De toda forma, os torcedores se mobilizaram. Encheram o estádio e pintaram os rostos de preto, para criticar as atitudes de Danilo, do Palmeiras, na primeira partida.

Antes de a bola rolar, expectativa para o que aconteceria no reencontro entre o zagueiro e Manoel. Assim como fez Bridge com Terry, na Inglaterra, Manoel driblou o adversário e evitou cumprimentá-lo.

Em campo, porém, uma partida fraca. O Atlético-PR não tem um bom time. E o Palmeiras tem bons jogadores, mas está longe de ser uma boa equipe. O tempo apenas treinando não fez tão bem à equipe como imaginava-se.

Mesmo com um jogador a mais, o Palmeiras correu riscos. Acabou levando um gol no fim que levaria a partida para os penaltis. Mas conseguiu a salvação graças à Lincoln, o melhor do time.

O título do post não tem nada a ver com a vitória do Palmeiras. Não quero, de forma alguma, ligar o time alvi-verde à infeliz atitude de seu zagueiro. O fato é que, passado o jogo, nota-se que o assunto esfriou. O racismo de Danilo deve cair no esquecimento em breve. E o jogador, provavelmente, ficará apenas alguns poucos jogos fora do time. Uma pena.

PS: Nos outros jogos da Copa do Brasil, nenhuma surpresa. Vasco, Atlético-MG, Santos, Grêmio e Vitória confirmaram o favoritismo e a vaga nas quartas-de-final. Hoje, Fluminense e Atlético-GO devem carimbar o passaporte também.

Imperdoável

Antes de mais nada é preciso dizer: Manoel, do Atlético-PR, não tem nada de santo. O que ele fez também foi grave. Primeiro, agrediu o adversário com uma cabeçada. Depois, deu um pisão no mesmo atleta. Não está certo. E o que vale para Danilo, também vale para ele: um erro não justifica o outro.

Antes de mais nada é preciso dizer: Danilo tinha tudo para ser um grande zagueiro. Bom tecnicamente, com ótimas qualidades físicas. Mas, infelizmente, sempre tentou na sua carreira se impor como um xerifão e acabou muitas vezes se perdendo em exageros. Este foi apenas mais um. Provavelmente o mais grave. E que certamente marcará o jogador pelo resto da carreira.

Para quem não viu: tudo aconteceu no jogo entre Palmeiras e Atlético-PR, quinta-feira, pela Copa do Brasil. Ainda no primeiro tempo, confusão na área palmeirense. Manoel, do Atlético, acertou uma cabeçada no zagueiro Danilo, do Palmeiras. Logo na sequência, foi chamado de "macaco do caralho" pelo adversário, antes ainda de levar uma cusparada no rosto. Na etapa final, Danilo estava caído no chão quando Manoel passou por ele e lhe deu uma pisada.

Não vamos falar sobre Manoel, que também merece uma dura pena da Justiça Desportiva. Mas sim, de Danilo.

É inevitável levar o ato racista do jogador e esquecer-se de Antônio Carlos. O técnico do Palmeiras ficou marcado por racismo quando, no fim da carreira, jogava no Juventude. Foi punido por um ato que jamais será esquecido. Tanto é que, este ano, não foi contratado pelo Vasco apenas porque a torcida do clube carioca disse que não queria um racista no comando do time.

Não quero, de forma alguma, insinuar que Antônio Carlos incentive seus jogadores a tais atos. Até porque, há no elenco palmeirense vários jogadores negros. Aliás, prefiro acreditar, sinceramente, que é impossível que isto aconteça.

Não acho que o ato boçal de Danilo seja algo recorrente em sua vida. O jogador pode não ser preconceituoso, ter parentes descendentes de índios como disse, amigos negros, etc. Mas o que fez é imperdoável. Tentar diminuir alguém pela cor da pele ou por qualquer outro motivo, em qualquer circunstância, é inaceitável. Imperdoável.

Que a justiça, comum e esportiva, se encarregue de deixar Danilo com um bom tempo para repensar suas atitudes.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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