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Classificação e recuperação

É preciso relativizar a classificação e a goleada do Vasco sobre o Aurora, da Bolívia, que confirmou a ótima temporada do time vascaíno em 2011. O 8 a 3 foi construído com competência em um jogo que começou muito interessante mas que no fim tornou-se um treino de pouco luxo com cara de "casados x solteiros".

Se a goleada robusta sobre o fraco time boliviano não serve para confirmar a qualidade do elenco vascaíno (que jogou com apenas quatro titulares hoje), serviu para algo que me parece mais importante no momento.

Alecsandro não marcava há meses. Começou o jogo com um gol (bem anulado). Quando o Vasco vencia por 1 a 0, perdeu um gol feito e no contra-ataque, saiu o primeiro gol do Aurora. Vaias, xingamentos e pedidos por Elton. Alecsandro teve nova chance, fez tudo certo mas o zagueiro (na verdade o centro-avante) tirou em cima da linha. Logo na sequência, escanteio e cabeçada no travessão...de Alecsandro. O gol parecia impossível, mas nestas voltas que a bola dá, o bom e eficiente atacante vascaíno balançou as redes duas vezes (ambas de cabeça) ainda antes fim da primeira etapa.

Veio o segundo tempo e o Vasco logo chegou ao placar que lhe interessava. Passe de Alecsandro para Leandro marcar pela primeira vez com a camisa do Vasco. Um jogador que foi dado como dispensável, que se dedicou sempre que entrou, e que ainda pode ajudar.

O marco para o fim da organização no jogo foi o quinto gol, em penalti cobrado por Juninho. Daí em diante as duas equipes se desorganizaram, frequentemente se desligaram na defesa, e os gols saíram por atacado. Bernardo, Douglas e Allan marcaram para o Vasco.

O Aurora não tem um bom time e o Vasco fez por merecer a classificação. Tem uma chave teoricamente mais fácil na Sul-Americana, mas roda o elenco e ganha ainda mais moral para o Campeonato Brasileiro.

Mais importante do que seguir em frente este jogo serviu para o Vasco recuperar alguns jogadores que vinham sendo sub-aproveitados no elenco. Douglas não é um grande zagueiro, mas ganha moral caso seja necessário utilizá-lo nas ausências de Dedé. Allan a mesma coisa. Leandro é o jogador mais parecido com Éder Luís no elenco e pode ganhar mais tempo de jogo. E Alecsandro, o qual sempre achei ótimo centro-avante, reencontra a paz com a torcida e o caminho do gol em momento que pode ser fundamental.

O Vasco deve seguir sério na Sul-Americana. Pode continuar rodando o elenco com inteligência e seguir em frente. O Universitário tem mais tradição do que o Aurora mas não é um bicho de sete cabeças.

Levando o que vier pela frente com seriedade, o Vasco se torna um candidato cada vez mais sério a encerrar uma brilhante temporada com chave(s) de ouro.

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Técnico para quê?

Uma pena que alguns times disputem a Copa Libertadores. E antes de falar do jogo, vou elogiar a provocação bem-humorada do torcedor gremista, que levou ao Olímpico ontem uma placa com os dizeres "boa noite Colorado! Hoje é dia de Libertadores". De fato, o Grêmio tem algo muito mais importante para se preocupar do que a eliminação no Campeonato Gaúcho. Mas enfim...

Em campo, o Grêmio encontrou uma equipe completamente despreparada. O Aurora é péssimo dos péssimos. Time de nível B. No Brasil, passaria vergonha em dois de cada cinco estaduais. Ótimo para o Grêmio, em crise, sem treinador. Não que isso fosse problema para a torcida, que comemorou quando os alto-falantes anunciaram o técnico interino. Celso Roth não era querido por lá. Sua presença fazia mal para o time, porque criava uma atmosfera de pressão.

De fato, a pressão diminuiu. Mas não serviu para o Grêmio deixar de desperdiçar tantas chances. Venceu por 3 a 0, é verdade (Rafael Marques, Maxi Lopes e Réver). Perdeu gols demais. Mas não perdeu o costume. Venceu, fácil. Como tirar pirulito da boca de criança.

A vitória foi justa, claro. Importante, para garantir a primeira colocação do grupo ao Grêmio. Mas não se pode tirar avaliação alguma da partida. O tricolor jogou contra ninguém.

Ao fim da partida, os gritos de Renato Gaúcho. É a última opção da diretoria. Que agora, trabalha para tentar contratar Paulo Autuori. Sem compromissos pelo Gaúcho, o Grêmio tem tempo. Mas deve acabar mesmo no preferido da torcida. O que pode fazer bem para o time. Quando a torcida joga junto, o Grêmio é muito mais forte.

Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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