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Beleza e resultados

Depois de longos e tenebrosos anos, Arsene Wénger parece ter voltado a encontrar a liga na Inglaterra. Fez do Arsenal um time altamente competitivo, sem fugir do seu padrão tradicional. Times leves, toques rápidos, jogo ofensivo.

Foi assim que os Gunners chegaram às quartas-de-final da Champions League. Depois de perder a primeira partida para um regular time do Porto, por 2 a 1, os ingleses atropelaram. 5 a 0 fora o baile. Um massacre.

Desde o início, o Arsenal se postou no campo de ataque. Marcando forte no meio, com jogadores rápidos e inteligentes, o time nem sentia falta do ótimo Fábregas. Nasri e Arshavin comandavam as ações onfensivas, partindo para cima e infernizando os adversários. Na frente, o grandalhão desengonçado Brendtner se mostrou mais uma vez fundamental. Segurou os zagueiros, brigou por todas as bolas e ainda terminou a partida com três gols.

O Porto não tem um time ruim. Mas precisa de muito mais, principalmente na defesa, se quiser brigar por títulos. Tanto é que depois do tetracampeonato este ano deve ficar longe da disputa pelo título nacional.

Já o Arsenal...bem, é um caso complicado. É um grande time, que dá gosto de ver. Mas pode não chegar às conquistas pelo mesmo velho problema. Falta maturidade no momento da decisão. Porém, o time parece ganhar corpo na hora certa e está disposto a surpreender.

Na outra partida, a Fiorentina venceu mas não levou. Outro grande jogo contra o Bayern de Munique. Os italianos venceram por 3 a 2 mas não ficaram com a vaga. Injusto, diga-se de passagem. Vale lembrar que o gol da vitória dos alemães no jogo de ida foi ilegal. Mas, o futebol tem destas coisas. Que a Fiorentina siga jogando no Italiano o que jogou na Champions onde fez ótima campanha. Assim afastará de vez qualquer temor de ficar distante das competições européias no ano que vem.

Campeões mundo afora

Na Itália, uma das últimas rodadas mais emocionantes dos últimos tempos. A Inter conquistou, com justiça, o título de campeã. Liderou de ponta a ponta e foi mesmo o melhor time, apesar da queda na reta final. Venceu o rebaixado Parma por 2 a 0, com dois gols do decisivo artilheiro Ibrahimovic. Tinha tudo para ser o artilheiro e craque do Campeonato, não fossem tantas contusões.

Outra surpresa, fica por conta do Milan, que ficou mesmo fora da próxima Champions League. O time de vovôs de Milão venceu na última rodada, mas não conseguiu passar a Fiorentina, que também conseguiu a vitória.

Juventus e Roma, também estão classificados para a Liga da próxima temporada. A última, inclusive, esteve com o título na mão durante o primeiro tempo das partidas. Vencia e contava com um empate do rival na luta pelo caneco. Mas acabou cedendo o empate e vendo a Inter vencer. O vice ficou de bom tamanho para os romanos.

Tivemos também campeão na Alemanha. O Bayer de Munique, do ex-goleiro Oliver Kahn. Isto mesmo. O lendário goleiro pendurou as chuteiras neste fim-de-semana. E em grande estilo. Campeão da Copa da Alemanha e da Bundesliga.

E campeão também na França. Lyon, só para variar. Pela sétima vez consecutiva. Palmas para o time de Juninho Pernambucano, Fred e Benzema, que venceu desta vez com mais dificuldades do que nos últimos anos. Mas que mais uma vez foi o melhor, disparado. E conquistou o título com muita justiça.

O futebol é uma mãe

Na Europa então, nem se fala. Fiquei pasmo com a notícia que li ontem à noite, que a Fiorentina havia pagado 13 milhões de euros por um volante do Almería, time pequeno da Espanha.

Até aí, tudo bem. Você pode pensar: deve ser algum garoto, que tem brilhado, que tem futuro. Talvez seja titular da seleção sub-20 da Espanha.

Não! É Felipe Melo. Aquele mesmo, que rodou o Brasil. Chegou a ser titular em muitos times. Em alguns, teve sérios problemas disciplinares.

Felipe não é mal jogador. Joga até bem, quando tem vontade. Mas 13 milhões, Fiorentina? E o bom senso, onde fica?

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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