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Bem-vinda Premier League

O melhor do futebol europeu voltou, de fato, neste fim de semana. O melhor do futebol, voltou na Inglaterra. A Premier League é hoje o melhor campeonato para se assistir, por todos os aspectos. Atmosfera fantástica, gramados impecáveis, times tecnicamente fortes, jogos empolgantes. Tem tudo o que um bom jogo pede.

Não consegui ver tanto quanto queria nesta primeira rodada.

Vi um pouco do Arsenal que controlou totalmente o Sunderland mas sentiu falta de poder de fogo sem Van Persie. Empatou por 0 a 0 criando poucas chances. É um time agradável de assistir, como sempre. Mas precisa se reforçar se quiser brigar até mesmo por vaga na Champions League.

Vi um pouco do Chelsea, que infelizmente já havia feito 2 a 0 no Wigan quando eu cheguei. Não correu riscos e controlou o adversário mostrando organização. De positivo, a estreia de Oscar, que mostrou que pode crescer demais jogando no futebol inglês. Deve disputar posição com Mata e Hazard, mas pode tornar-se uma alternativa viável para Lampard na saída de bola.

O único jogo que vi completo, pelo jeito, foi o melhor da rodada até aqui. O Manchester City começou a competição como terminou a última. Virada empolgante e desempenho de alto nível contra o Southampton. Força no meio-campo com o estreante Rodwell e principalmente Yaya Touré marcando forte e qualificando a saída de bola. No 4-4-2, Tévez e Aguero (que saiu machucado no início dando lugar a Dzéko) se movimentavam para abrir espaço para os meias abertos Silva e Nasri, jogando com os pés invertidos. O City criou mais, foi superior, deu espaços tentando definir o jogo e levou a virada. Mas conseguiu reverter novamente o placar em jogo aberto e emocionante. Ótimo como costuma ser na competição.

Claro que não são apenas grandes jogos. Claro que não são times sempre equilibrados. Mas a Premier League, em geral, é excelente para quem gosta de futebol. E tem nos times de Manchester os grandes favoritos ao título. Nacional e também continental. United e City chegam forte também para disputar a Champions League.

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Quadro Negro - Arsenal

O Arsenal que começou mal a temporada, faz boa campanha na Champions League. Mas caiu demais de rendimento em relação à última temporada e me parece incapaz de brigar por títulos contra os grandes clubes, não só no continente como também na Inglaterra.

A análise tática do 4-2-3-1 no fraco jogo contra o Olympique você vê no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

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A dura realidade

O início de temporada não podia ser pior para o Arsenal. Além de perder dois de seus principais jogadores (Nasri e Fábregas), o time teve que encarar dois dos principais rivais logo nas três primeiras rodadas da Premier League. O "choque de realidade" em Manchester hoje, deve pelo menos ter servido para acordar os Gunners, que precisam agir rápido no mercado se não quiserem uma temporada de muitos vexames semelhantes.

No jogo de hoje, bastava olhar para os dois times (e principalmente para os dois bancos de reservas) para ver a brutal diferença entre Manchester United e Arsenal. Enquanto o United se dava ao luxo de colocar no banco craques como Ferdinand, Giggs e Chicarito para rejuvenescer o time e dar oportunidade a garotos com futuro como Welbeck, o Arsenal teve que apostar novamente em Rosicky, Djorou, Traoré e tinha no banco um monte de garotos que não transmitia confiança alguma.

Bastou a bola rolar para a diferença ser percebida em campo. Enquanto o time de Ferguson matinha o padrão de alto nível da última temporada, aproveitando-se da velocidade de Young pelo lado esquerdo para dar ainda mais dinâmica ao seu jogo, a equipe de Wenger tinha dificuldades tremendas no setor defensivo e pouco brilho no meio-campo para acionar seus homens de frente.

Os gols foram saindo de forma natural. O United não parecia estar fazendo um enorme esforço para vencer (embora tenha tomado um susto quando vencia por 1 a 0 e De Gea defendeu penalti muito mal batido por Van Persie - o sétimo penalti perdido em dez cobranças até aqui na Premier League).

Young (2), Nani, Park, Welbeck e Rooney (3), fizeram os gols da goleada histórica. Van Persie e Walcott, descontaram no fiasco inesquecível. 8 a 2 para um Manchester que ainda perdeu um caminhão de gols, contra um Arsenal que mesmo em jornada terrível não parecia crer que quem estava no banco poderia acrescentar algo.

O Manchester chega ainda mais forte para esta temporada. Tem uma ótima safra de jovens preparados para ajudar, como o bom zagueiro Phil Jones, o meia Tom Cleverley e o interessantíssimo Welbeck, rápido e forte no jogo aereo. Contratou bem, se reforçou e se renovou de maneira natural.

O contrário do Arsenal. Que já precisava de reforços para brigar com os mais fortes e ainda perdeu seus principais jogadores sem reposição alguma. Wenger não deve ser demitido, pela enorme história que tem no clube. Mas precisa agir rápido e com muita audácia no mercado. Nomes como Sneijder, Kaká e Tévez podem dar peso a um time que tem bons jovens, mas que precisa de quem chame a responsabilidade para que eles possam desenvolver.

O que aconteceu hoje, não foi nada mais que a realidade de Manchester United e Arsenal. Realidade dura demais para o fraco elenco de Wenger.

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O futebol só tem a agradecer

Se no mundo do futebol competitivo e de força física ainda existem times que dão valor ao espetáculo e à qualidade técnica, estes são Arsenal e Barcelona. Por sorte de quem ama o esporte e para o azar da competição, os dois se encontraram nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Cedo demais.

No confronto do Emirates Stadium, era de se imaginar um jogo de bom toque de bola, de qualidade e velocidade. Não foi diferente. Mesmo que ambos os times não tenham jogado tudo o que são capazes, o duelo foi de encher os olhos e de empolgar quem gosta de futebol.

Para bater o Barcelona atualmente só há uma alternativa: jogar. Mesmo assim, é preciso atenção a todos os detalhes. O time espanhol dificilmente erra. Mantém a posse de bola (69% na primeira etapa, ontem), recompõe a defesa com velocidade assustadora e é brilhante no ataque. Por isto, fechar-se na defesa é algo que dificilmente vai funcionar. Uma hora, o gol acaba saindo.

O Arsenal começou com a marcação adiantada, tentando surpreender. Foi melhor nos primeiros 15 minutos. Mas pecava por adiantar muito a defesa que jogava em linha. Lampejo de Messi, que novamente como "falso nove" abriu espaço para os pontas, passe para Villa entre os zagueiros e gol espanhol. O gol assustou os donos da casa. E o Barcelona fez o que sabe. Tocou a bola com maestria, controlando o jogo.

A partida mudou no segundo tempo graças às ótimas mexidas de Arsene Wenger. Arshavin entrou para diminuir os espaços e complicar as costas de Daniel Alves (em dia pouco inspirado). Fábregas, recuado para jogar ao lado de Wilshere, deu qualidade irretocável à saída de bola dos ingleses. O Arsenal martelou até empatar com Van Persie (em chute forte, mas com colaboração de Valdez).

Com Keita no lugar de Villa, o Barcelona tentou seguir buscando o jogo mas sentiu a ausência de seu atacante. Iniesta faz bem a função de ponta esquerda, mas não tem a mesma movimentação do atacante e busca pouco as diagonais. Esperto, o Arsenal soube esperar o momento exato para dar o bote. Contra-ataque perfeito, de manual. Nasri em velocidade pela direita, levantou a cabeça e enxergou Arshavin entrando do lado oposto. Gol e virada histórica.

O Barcelona não é invencível, óbvio. O Arsenal provou isto conseguindo um resultado brilhante e uma vitória que dá moral. Os espanhóis seguem favoritos no confronto. No Camp Nou, os ingleses vão precisar jogar também, e principalmente, acertar e matar o jogo quando tiver oportunidade.

Certeza, apenas que teremos mais um belo jogo de futebol. Tanto ao Barcelona quanto ao Arsenal, o mundo do futebol só deve agradecer.

Garotos maduros

Os meninos de Arsène Wenger deram mais uma prova ontem de que não são mais os garotos sem experiência de outros anos. Depois de 11 jogos sem vencer seus maiores rivais (Chelsea e Manchester United), o Arsenal bateu os blues ontem, assumiram a vice-liderança do inglês e provaram que podem brigar pelo título.

O jogo começou com o Chelsea melhor, aproveitando a força de Drogba no comando do ataque. Mas Kalou jogava centralizado demais e deixava toda a obrigação de armar nos pés de Malouda, que não conseguia deixar os homens de frente em boas condições. Não demorou para o Arsenal acertar o posicionamento do meio-campo e passar a jogar mais com a bola.

Dominando a partida, o Arsenal insistia nas jogadas pelos lados, com Nasri e Walcott, mas não conseguia furar o ferrolho montado pela defesa do Chelsea. Faltava um movimento diferente, capaz de surpreender. E ele surgiu com o imprevisível Song, que tabelou com Wilshere pelo meio e apareceu sozinho na área para abrir o placar no fim da primeira etapa.

Veio o segundo tempo e o Arsenal resolveu logo o jogo, no talento de seus principais jogadores na temporada. Em menos de 10 minutos, tabelas de Walcott e Fábregas resultaram em dois gols, um de cada. 3 a 0 e jogo definido, com cara de massacre.

Que só não foi maior pois os donos da casa pisaram no freio e deram espaço para um Chelsea desorganizado. Mas que conseguiu diminuir logo depois, na cabeçada de Ivanovic e seguir tentando sem muita eficiência o segundo gol que poderia mudar os rumos do jogo.

Enquanto a Chelsea amarga uma das maiores crises dos últimos anos, na quarta posição e sem nenhuma vitória em dezembro (muito em parte pela demissão de Ray Wilkins da comissão técnica), o Arsenal dá sinais de maturidade. Jovens como Walcott e Wilshere vivem grande momento e Fabregas parece finalmente preparado para comandar a equipe. O trabalho de Arsene Wenger sempre foi a longo prazo. E a hora de comemorar, me parece mais perto para o Arsenal nesta temporada.

Cansei

Este post é um desabafo. Sincero e verdadeiro. Nas últimas semanas seguidamente tentei qualificar o Barcelona e seu principal jogador. Aliás, é complicado chamar Messi de "principal jogador do Barcelona". Ele é, de longe, o melhor jogador do planeta. De todos os planetas. Um verdadeiro extra-terrestre.

Hoje, não vou buscar adjetivos. Nem vou me prender ao espetáculo de Messi e cia na goleada de 4 a 1 do Barcelona sobre o ótimo Arsenal, que, de fato, não tinha como se proteger, ainda mais com tantos desfalques. Por isso, vou me aprofundar em duas questões.

A primeira, é Messi. Discordo até mesmo do próprio jogador. Lionel não precisa ganhar uma Copa do Mundo para se considerar gênio. Na verdade, não precisa de mais nada. É genial e está no hall dos grandes jogadores da história do futebol.

Pela cabeça no lugar e por ter atingido o status que atingiu tão novo, tem tudo para ser inclusive considerado melhor do que Maradona um dia. Ainda não é, mas tem potencial.

O segundo ponto a ser destacado é o conjunto do Barcelona. Hoje foram cinco titulares fora da equipe. Meio time! Ninguém notou a ausência dos titulares mais uma vez. Um elenco enxuto, mas muito qualificado e principalmente, muito bem trabalhado por Guardiola. O técnico do Barça sabe o que fazer. Entende muito do riscado.

Uma pena o bom, jovem e leve Arsenal ter encontrado outro time com características semelhantes mas no momento vários andares acima. Merecia ir mais longe. Mas, certamente, não tem motivos para se sentir humilhado com a goleada de hoje.

O Barcelona é fenomenal. E Messi, indescritível.

E eu? Não vou ficar procurando adjetivos para descrevê-lo. Aproveitarei o tempo para aproveitar a chance de ver Messi jogar. É um privilégio enorme desta geração e deve ser encarado como tal.

Sobrevida que vai durar pouco

Os primeiros 15 minutos mostraram a diferença abissal entre o ótimo time do barcelona e os bons times da Europa. Um verdadeiro massacre. Como de costume o Barça marcava sob pressão, valorizava muito bem a posse de bola e dava uma aula de futebol. É um time para ser assistido por todos que tem pretensão de tornar-se alguém no esporte um dia.

Mas Almúnia fez 45 minutos inesquecíveis também. O fraco goleiro do Arsenal segurou as pontas com pode e garantiu um impensável 0 a 0 pelo primeiro tempo que fizeram as equipes. Não que o Arsenal estivesse mal ou seja ruim. É o Barcelona que é bom demais.

Logo de cara, no segundo tempo, dois gols de Ibrahimovic em jogadas geniais do ataque catalão. O jogo tinha cheiro de goleada mesmo no Emirates Stadium. E a classificação parecia encaminhada.

Parecia. Pois mais uma vez Maxwell (o ponto destoante) deixou uma avenida em suas costas. Walcott, que entrou muito bem no jogo, aproveitou para diminuir. Gol que acendeu a torcida dos Gunners e que fez o time crescer em campo. Fábregas chamou a responsabilidade. E de penalti (duvidoso) acabou marcando o gol de empate.

O 2 a 2 deixa mais emoção para a partida de volta. Mas, mesmo sem seus dois zagueiros, é impossível imaginar o Barcelona fora das semifinais. É muito superior. Beira o brilhantismo a cada partida. Não é um time da moda ou de uma fase boa. São bons de verdade.

Já o Arsenal, é uma pena que tenha enfrentado o Barça tão cedo. É um baita time também. Ofensivo, gostoso de ver jogar. Mas ainda não tem condições de enfrentar os espanhóis de igual para igual. Aliás, para isto, é preciso rever urgentemente seu departamento médico e físico. Ontem, foram mais três lesões. Nenhum time vê tantos jogadores machucados quanto o inglês. Não há elenco que resista.

PS: Nos outros três jogos, poucas surpresas. O Lyon teve facilidades e deve se classificar de forma tranquila. A Inter parou no ótimo Akinfeev, mas venceu o primeiro jogo e tem tudo para vencer de novo na Rússia. A única surpresa pode ser o Bayern. Não pela vitória no primeiro jogo, que é reversível. A grande derrota dos Red Devils na Alemanha foi a lesão de Rooney.

Beleza e resultados

Depois de longos e tenebrosos anos, Arsene Wénger parece ter voltado a encontrar a liga na Inglaterra. Fez do Arsenal um time altamente competitivo, sem fugir do seu padrão tradicional. Times leves, toques rápidos, jogo ofensivo.

Foi assim que os Gunners chegaram às quartas-de-final da Champions League. Depois de perder a primeira partida para um regular time do Porto, por 2 a 1, os ingleses atropelaram. 5 a 0 fora o baile. Um massacre.

Desde o início, o Arsenal se postou no campo de ataque. Marcando forte no meio, com jogadores rápidos e inteligentes, o time nem sentia falta do ótimo Fábregas. Nasri e Arshavin comandavam as ações onfensivas, partindo para cima e infernizando os adversários. Na frente, o grandalhão desengonçado Brendtner se mostrou mais uma vez fundamental. Segurou os zagueiros, brigou por todas as bolas e ainda terminou a partida com três gols.

O Porto não tem um time ruim. Mas precisa de muito mais, principalmente na defesa, se quiser brigar por títulos. Tanto é que depois do tetracampeonato este ano deve ficar longe da disputa pelo título nacional.

Já o Arsenal...bem, é um caso complicado. É um grande time, que dá gosto de ver. Mas pode não chegar às conquistas pelo mesmo velho problema. Falta maturidade no momento da decisão. Porém, o time parece ganhar corpo na hora certa e está disposto a surpreender.

Na outra partida, a Fiorentina venceu mas não levou. Outro grande jogo contra o Bayern de Munique. Os italianos venceram por 3 a 2 mas não ficaram com a vaga. Injusto, diga-se de passagem. Vale lembrar que o gol da vitória dos alemães no jogo de ida foi ilegal. Mas, o futebol tem destas coisas. Que a Fiorentina siga jogando no Italiano o que jogou na Champions onde fez ótima campanha. Assim afastará de vez qualquer temor de ficar distante das competições européias no ano que vem.

Pena que vai durar pouco

A história do futebol brasileiro é escrita por muitas vezes por linhas tortas. Esta é mais uma delas. E que por muito pouco, não saiu ainda pior do que a encomenda.

Wellington Silva. O meia atacante de 17 anos, destaque das categorias de base do Fluminense. Por um capricho do destino, quase passou despercebido no Brasil. Quando estreou entre os profissionais do Flu, seu passe já não pertencia ao tricolor carioca. Foi vendido ao Arsenal, da Inglaterra. Ficará no Brasil até completar 18 anos, ou seja, até janeiro de 2011.

Em um ano, a torcida do Flu vai ter a sorte de conhecer mais um talento criado na base do clube. Que, diga-se de passagem, está entre as que mais tem revelado bons nomes no futebol brasileiro. Pena que vários deles nem chegam ao profissional, como os irmãos Rafael e Fábio, hoje no Manchester United. Pelo menos neste caso, o Flu poderá usufruir de seu investimento por uma temporada.

E ele vem sendo pra lá de útil. Ontem, mais uma vez foi decisivo. O Fluminense venceu o clássico carioca sobre o Botafogo por 2 a 1. O resultado não reflete o vareio que o tricolor deu no campeão da Taça Guanabara. Aliás, é impressionante a duração da ressaca botafoguense pelo título. Ninguém parece estar preocupado com o que vai acontecer no segundo turno.

E ontem, o time escapou de uma goleada. Fred perdeu gol que não costuma perder, antes de marcar um golaço de voleio. Além deste gol, o Fluminense perdeu vários outros. Marcando no ataque, melhor fisicamente e com mais qualidade. Os alas chegavam bem ao fundo e conseguiam ajudar Conca no meio-campo. Fred tinha facilidade com a companhia de Maicon depois de Wellington Silva. Só que sabe que não vai durar muito, já que ambos já foram vendidos.

Com mais esta vitória, o Fluminense se candidata como favorito no Rio. O Botafogo desinteressado, o Vasco em queda livre e o Flamengo e seus problemas extra-campo podem atrapalhar os planos. Mas não me parecem capazes de segurar o Flu e sua jóia que o Brasil terá tão pouco tempo para conhecer.

Placar mínimo

Decepcionaram as duas primeiras partidas das semifinais da Champions League. Depois de um empate insosso por 0 a 0 entre Barcelona e Chelsea, ontem o Manchester United, jogando em casa, venceu o rival Arsenal pelo placar mínimo: 1 a 0.

O jogo, mais uma vez foi muito disputado, corrido, com algumas boas jogadas. Mas ficou devendo. Desde o início, o Manchester tentava o ataque, apesar da tarde apagada de Rooney. O Arsenal, sem Van Persie e Arshavin (que jogou pelo Zenit), sentiu falta de poderio ofensivo, principalmente devido à fraca atuação do cérebro Fábregas. Adebayor acabou muito isolado na frente, e não conseguiu levar perigo ao gol dos Diabos Vermelhos.

Assim, outro jogo com supremacia total dos donos da casa, que porém, não conseguiram converter a pressão em uma vitória mais elástica. O único gol, saiu logo no início após boa jogada de Carrick e gol do fraquíssimo O'Shea. Depois disso, algumas poucas boas jogadas isoladas, principalmente com Cristiano Ronaldo e algum trabalho para Almúnia, bem no jogo.

O resultado, dá ao Manchester o direito de empatar a segunda partida. E nem deve precisar do regulamento para chegar à decisão. Tem tudo para vencer novamente, porque tem um time infinitamente superior. O jovem time do Arsenal é bom. Mas só uma tarde muito inspirada de Fábregas e cia derrotará o entrosado e ótimo time do United.

A mesma praça...

Quase uma repetição da história. Poucas mudanças. Pelo segundo ano consecutivo as semifinais da Champions League têm o Barcelona contra os ingleses. Mudanças apenas duas: desta vez o Arsenal substitui o Liverpool e o Barça terá pela frente o Chelsea. Ontem, mais dois ingleses confirmaram a vaga:

Mesmo jogando no Estádio do Dragão, o Manchester United fez o que dele se esperava. Venceu o Porto, mesmo que apenas por 1 a 0 e está classificado depois de apenas empatar jogando em casa. O gol, diga-se de passagem, mais uma obra prima de Cristiano Ronaldo, ótimo jogador. Além dele, Wayne Rooney teve ótima atuação. Sem contar o sempre ótimo Ferdinand, que fez muita falta na primeira patida. O Porto bem que lutou, tentou, mas o time é bem inferior tecnicamente e não conseguiu o golzinho que o classificaria para a decisão.

No outro jogo, o Arsenal fez valer a superioridade de sua meninada para golear o Villareal por 3 a 0. Sem Marcos Senna, o time espanhol perde grande parte do seu brilho. Vale lembrar o belíssimo gol de Walcott, que abriu caminho para a classificação. Pintura! Depois, foi só levar o jogo em banho-maria e aproveitar as oportunidades no ataque. O Arsenal não chega como favorito. Mas já provou que pode surpreender nesta temporada.

Das quartas-de-final errei apenas um palpite. Acreditava no Liverpool contra o Chelsea. Mas agora tenho poucas dúvidas: Barcelona e Manchester United vão fazer uma grande decisão européia. Os dois times que jogaram nas semifinais ano passado, estarão frente à frente na final desta vez. É difícil imaginar algo diferente.

Tarde de empates

Dois empates até certo ponto surpreendentes abriram as quartas-de-final da Champions League. O mais impressionante deles, o do Porto, em pleno Old Trafford, que pode dificultar e muito a passagem do atual campeão às semifinais.

Com uma escalação no mínimo estranha, com Park e Ronaldo aberto pelos lados e apenas um atacante, o Manchester demorou para se encontrar em campo. E demorou para perceber que o Porto abria espaços em sua defesa, principalmente devido à movimentação de Hulk pelo lado direito. Rio Ferdinand, comandante da defesa dos Red Devils fazia falta. E foi em uma jogada por este setor, que Cristian Rodríguez abriu o placar para os portugueses. Mesmo sem jogar bem, o Manchester passou a atacar mais. Empatou com Rooney, ainda no primeiro tempo, em lance grotesco de Bruno Alves. E mesmo sem jogar bem, virou a partida, com Tévez, já nos minutos finais. Na minha cabeça, o que passava era: "que estrela, que sorte do time do Manchester". Mas na base da raça, Mariano González, nos acréscimos, empatou outra vez.

O 2 a 2, dá uma boa margem para o Porto decidir a vaga jogando em casa. O time pode empatar sem gols, ou por 1 a 1 para se classificar. Apesar de tudo, continuo acreditando que o Manchester passa. Mas é fato que o time não vem jogando bem. Tanto é que abriu espaços para a chegada do Liverpool no inglês e vacila na Champions. Já para o Porto, o que vier é lucro. O time mostrou força e qualidade. Mas está muito abaixo dos concorrentes.

Na outra partida, na Espanha, o Villareal começou avassalador. E também contou com um primeiro tempo de pouco futebol e muito azar do Arsenal. Almúnia e Gallas tiveram que ser substituídos ainda na etapa inicial. Diminuindo as chances de Wénger mudar um time que não conseguia jogar. Contando com mais uma atuação impecável de Marcos Senna (como cairia bem na seleção brasileira) o Submarino Amarelo abriu o placar com o brasileiro, em bela jogada. E poderia ter feito mais. No intervalo, o técnico do Arsenal não mexeu no time, porque não tinha muitas opções. Mas mexeu com o brio de seus jogadores, que voltaram muito diferentes na segunda etapa. O Arsenal cresceu, pressionou e chegou ao empate. Golaço de Adebayor. Um empate justo. Cada time dominou uma etapa.

O Arsenal é favoritíssimo. Principalmente porque define a vaga em casa e terá reforços importantes, como Van Pierse. Assusta o excesso de jogadores que têm se machucado na equipe. Mas, é fato, que tem um time muito superior ao Villareal, que se classifica na base da luta. Seria uma grande surpresa ver os espanhóis na semifinal.

Pra inglês ver

Na terra da Rainha, o Campeonato começou como se esperava. Repleto de bons jogos e muito equilibrado. Com alguns bons destaques positivos, e outros times que era de se esperar mais. O equilíbrio é tão grande que após apenas 5 rodadas, restam somente dois invictos.

A liderança é do Arsenal, com 12 pontos. O jovem time de Arsene Wenger, tem quatro vitórias e uma derrota até aqui. Na última rodada, conseguiu um ótimo resultado, batendo o Bolton por 3 a 1 fora de casa. Destaque para a boa atuação do jovem volante Denílson, que fez a torcida esquecer definitivamente Gilberto Silva. Será que não é a hora de Dunga esquecer também?!

Porém o grande jogo do último fim-de-semana, foi o clássico entre Chelsea e Manchester United. Apesar das estranhas formações (Deco, Tevez e Cristiano Ronaldo não começaram jogando), o jogo foi fantástico. O primeiro grande jogo da temporada européia. Park Ji Sung abriu o placar para o Manchester. Kalou, que entrou no segundo tempo, empatou a partida há 10 minutos do fim. Com o resultado, o Chelsea mantém longa invencibilidade em casa e é vice-líder do campeonato. Já o Manchester, é a principal decepção, em 15º. Mas vale lembrar que o time já enfrentou Liverpool e Chelsea no início.

Por falar em Liverpool, apesar do decepcionante empate por 0 a 0 contra o modestíssimo Stoke City, em casa, mantém a terceira posição. Ao lado do Chelsea, é um dos invictos na competição. Quem também começa bem é o Manchester City, de Robinho, e principalmente de Jô. Depois de sapecar meia dúzia no Portsmouth o time subiu para a quinta posição apenas três pontos atrás do líder.

A disputa na Inglaterra, ainda promete esquentar nas próximas rodadas. Já na sétima rodada, dia 04/10, vale a pena conferir o duelo entre Manchester City e Liverpool.

Dois lá

Livepool e Chelsea estão classificados para as semifinais da Liga dos Campeões. Vão se enfrentar em clássico eletrizante e emocionante. Desde já, deixo meu palpite: Liverpool. Desde o dia 12 de março o Marcação Cerrada vem apontando os Reds como futuro campeão.

Ontem não pude ver os jogos. Consegui ver a reprise somente do duelo inglês. Que jogo! O Liverpool foi guerreiro, e contou com a sorte para marcar gols nos momentos certos. O Arsenal saiu na frente, mas os Reds empataram menos de 10 minutos depois. No segundo tempo, um golaço do apagado Fernando Torres deixou o Liverpool próximo da classificação.

Um erro poderia ser fatal. E quase foi. Linda jogada de Walcott, o garoto prodígio. Gol de Adebayor, aos 39 do segundo tempo. Gol da classificação do Arsenal. Não! Logo na saída de bola, Babel foi derrubado na área. Penalti que o craque Gerrard converteu. No desespero o Arsenal partiu pra cima, e ainda acabou levando o quarto. Babel, aos 47 do segundo tempo. Vitória com pinta de campeão.


No outro jogo, como eu previ, mas diferente de como torci, o Chelsea acabou se classificando. Venceu o Fenerbahce por 2 a 0, sem muitas dificuldades. Não vou falar mais sobre o jogo, pois como citei acima, não assisti à partida. Fica a certeza de que o Chelsea vai precisar jogar bem mais se quiser chegar à decisão. E parabéns ao Zico e aos jogadores do Fenerbahce. Chegar às quartas-de-final já foi uma façanha memorável.

Indefinido

Arsenal e Liverpool era o confronto de mais difícil previsão das quartas-de-final. Depois da primeira partida, continua sendo. Jogo limpo, disputado, e muito equilibrado. Não tão emocionante assim.

De toda forma, qualquer equipe poderia sair vencedora. O Arsenal começou pressionando, abriu o placar com Adebayor, mas não foi capaz de segurar. O gol de empate (Kuyt) logo na sequência, foi uma ducha de água fria nos Gunners.

Pressão do Arsenal, contra-ataque do Liverpool foi a tônica no segundo tempo. Mas ambas as equipes esbarraram no próprio nervosismo, e o empate acabou ficando de ótimo tamanho. A ser lembrado, o claro penalti em Hleb, que o árbitro resolveu ignorar sabe-se lá por qual motivo.

O Liverpool joga por empate em 0 a 0 em casa. Tem mais pinta de campeão. É um time com mais alternativas, e com mais jogadores capazes de fazer a diferença. Mas a jovem equipe do Arsenal é organizada, e ainda me parece disposta a surpreender. O jogo de volta promete ser o melhor da próxima semana.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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