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Bem-vinda Premier League

O melhor do futebol europeu voltou, de fato, neste fim de semana. O melhor do futebol, voltou na Inglaterra. A Premier League é hoje o melhor campeonato para se assistir, por todos os aspectos. Atmosfera fantástica, gramados impecáveis, times tecnicamente fortes, jogos empolgantes. Tem tudo o que um bom jogo pede.

Não consegui ver tanto quanto queria nesta primeira rodada.

Vi um pouco do Arsenal que controlou totalmente o Sunderland mas sentiu falta de poder de fogo sem Van Persie. Empatou por 0 a 0 criando poucas chances. É um time agradável de assistir, como sempre. Mas precisa se reforçar se quiser brigar até mesmo por vaga na Champions League.

Vi um pouco do Chelsea, que infelizmente já havia feito 2 a 0 no Wigan quando eu cheguei. Não correu riscos e controlou o adversário mostrando organização. De positivo, a estreia de Oscar, que mostrou que pode crescer demais jogando no futebol inglês. Deve disputar posição com Mata e Hazard, mas pode tornar-se uma alternativa viável para Lampard na saída de bola.

O único jogo que vi completo, pelo jeito, foi o melhor da rodada até aqui. O Manchester City começou a competição como terminou a última. Virada empolgante e desempenho de alto nível contra o Southampton. Força no meio-campo com o estreante Rodwell e principalmente Yaya Touré marcando forte e qualificando a saída de bola. No 4-4-2, Tévez e Aguero (que saiu machucado no início dando lugar a Dzéko) se movimentavam para abrir espaço para os meias abertos Silva e Nasri, jogando com os pés invertidos. O City criou mais, foi superior, deu espaços tentando definir o jogo e levou a virada. Mas conseguiu reverter novamente o placar em jogo aberto e emocionante. Ótimo como costuma ser na competição.

Claro que não são apenas grandes jogos. Claro que não são times sempre equilibrados. Mas a Premier League, em geral, é excelente para quem gosta de futebol. E tem nos times de Manchester os grandes favoritos ao título. Nacional e também continental. United e City chegam forte também para disputar a Champions League.

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Título é do Manchester. Detalhes decidem qual

A taça da Premier League ficará em Manchester. Já sabia-se disto a algumas rodadas. Saber se United ou City vão comemorar ao fim da competição, só na última rodada. Que promete, muito. Os dois rivais chegam empatados em pontos e separados pela (enorme) diferença de saldo de gols.

Com Touré mais uma vez avançado como meia, o City venceu um desafio mais difícil nesta rodada.  Fora de casa, venceu o Newcastle que briga por vaga na Champions League por 2 a 0. Dois gols do marfinense, achado importante de Mancini na equipe azul.

Embora sem o ímpeto ofensivo do início da temporada, o City foi melhor que o adversário durante quase todo o confronto. E empilhou chances perdidas com Aguero e companhia quando o jogo estava 1 a 0. Mas Touré voltou a mostrar sua qualidade como meia, se aproximando do ataque e decidindo o jogo para o líder da Premier League.

Entrando em campo depois, o United tinha a responsabilidade de golear o Swansea em casa para tentar aproximar o saldo. Mas contra um adversário fechado e ainda com problemas de criatividade no meio-campo, fez "apenas" 2 a 0. Os gols de Scholes e Young serviram para deixar o time empatado na tabela em pontos com o rival. Mas a diferença de oito gols de saldo que carregam para a rodada final dá um peso a mais para o fim da competição.

Na última rodada, o City joga em casa. Se vencer o modesto QPR, ainda com chances remotas de rebaixamento, dificilmente perderá o título. O United, neste caso, precisaria tirar oito gols de saldo enfrentando o difícil Sunderland, no Stadium of Light.

Tratando-se da tradição e de um campeonato tão equilibrado, é bom não duvidar do United. Mas o título que Manchester vai comemorar no próximo fim de semana, está nas mãos dos azuis, que brilharam mais principalmente no início da temporada.

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É assim que se briga, Tévez

Embora ainda dispute ponto a ponto o título com o Manchester United, não é difícil perceber que o rendimento do Manchester City caiu. O futebol empolgante e envolvente do início da temporada não é visto com frequência. E o time só segue forte na disputa graças ao incrível retrospecto de 20 vitórias seguidas jogando em casa.

Hoje contra o Chelsea, o City fez um jogo decisivo em casa. Com a vitória do United no fim de semana, a pressão pela vitória era enorme contra o rival que vive o melhor momento na temporada (não por coincidência, após a demissão de Villas Boas, pouco culpado).

Outra vez o City não empolgou. Novamente, venceu. A virada por 2 a 1 encontrada no segundo tempo quando Mancini lançou o time à frente com um ousado 4-2-4 deixa o time no encalço do maior rival. Deve dar moral para a sequência da disputa.

A melhor notícia, porém, não foi o resultado em si. Veio do banco de reservas e foi decisiva no resultado. Chama-se Carlitos Tévez.

De volta ao time depois de brigar com Mancini e cavar a saída, Tévez mostrou estar ainda sem ritmo de jogo. Mas mostrou a intensidade costumeira, a briga de sempre na frente e a qualidade para ser decisivo. Foi dele o passe, sensacional, para o gol que decidiu o jogo.

Tévez é um grande jogador. É intenso, técnico, brigador e decisivo. Seria considerado um dos melhores do mundo não fossem os altos e baixos que vive, fora do campo. Decidido a jogar, pode dar ao City o novo gás para brigar pelo título da Premier League. Que brigue só assim.

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A riqueza venceu a pobreza

Antes do jogo, era difícil imaginar um resultado que não fosse a vitória do Manchester City jogando em casa contra o Liverpool. E mesmo que o time da terra dos Beatles tenha começado bem a partida (inclusive perdendo chance clara com Downing antes de sair atrás no marcador), de fato, nunca pareceu capaz de vencer o confronto contra o líder da Premier League.

O que se viu foi, de fato, um duelo da riqueza contra a pobreza. E aqui, não trato apenas da questão financeira. Até porque, o Liverpool nem de longe pode ser considerada uma equipe pobre, pelo contrário. Mas não há como negar que o time está anos-luz atrás do adversário na capacidade de agir no mercado diante dos petrodólares do sheik que controla o City.

A diferença de riqueza e pobreza, neste caso, é principalmente de valores.

O City mostrou um time rico em alternativas. Não é um time que controla a posse de bola, mas é uma equipe moderna e vistosa. Varia o 4-2-2-2 "à brasileira" com o 4-2-3-1 e marca à frente, tem transição rápida e empolgante movimentação ofensiva. Silva, Aguero e até mesmo Dzeko não se cansam de inverter as posições e buscar espaços vazios dificultando imensamente o trabalho da defesa adversária.

Já o Liverpool, pouco empolgou. Travado num 4-1-4-1 com pouca criatividade e com Andy Carrol (o Wellington Paulista com cabelos) isolado à frente, chegou somente quando Adam Johnson achou os pontas avançando em diagonal: jogada que ficou clara no passe para Downing ainda quando o jogo estava 0 a 0 e que terminou com grande saída de Joe Hart. O panorama para os Reds fica ainda pior com Gerrard sofrendo para encontrar a melhor condição física e Suárez fora do time nas próximas nove partidas, suspenso por lamentáveis ofensas racistas a Evra.

O Manchester City manteve 100% de aproveitamento jogando em casa no Campeonato Inglês. E numa competição empolgante e extremamente equilibrada, segue como favorito contra um Chelsea que passa por momento difícil e um United que sofre com o excesso de contusões e vive altos e baixos na temporada. Tottenham (principalmente) e Arsenal correm por fora, mas ainda me parecem bastante abaixo dos concorrentes.

Quanto ao Liverpool, não dá para considerar o time ruim. Mas a distância para os principais adversários parece maior a cada temporada e dificilmente o time conseguirá chegar às primeiras posições na temporada.

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Quadro Negro - Manchester City

O Manchester City não tem nenhum brasileiro no elenco. Mas joga o futebol mais "brasileiro" da Europa.

A análise tática do baita time de Mancini que massacrou o United no clássico mesmo jogando fora de casa (6 a 1) está no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

Clique aqui e veja!

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Com todo o respeito

Pretendido pelo Fenerbahçe, Robinho foi claro.

"Com todo o respeito ao futebol turco, mas não vou jogar lá".

Bom...

Com todo o respeito ao Robinho, não precisava dizer isso, né?

Realmente ele não vai jogar lá. Assim como não jogou no futebol espanhol, muito menos no futebol inglês.

Quem sabe um re-retorno ao Santos?

Aqui no Brasil ele joga.

Copa do Brasil, Campeonato Paulista...

Está de bom tamanho.

Conquistas de um bico

É incrível como são mimados os jogadores de futebol. É impressionante como clubes que pagam tão bem aos seus profissionais, aceitem que eles ajam como crianças sem responsabilidade. É assustador o quanto os jogadores conseguem conquistar fazendo bico.

Assim é Robinho. Ao que tudo indica, o atacante fará a terceira transferência da sua carreira nos próximos dias. Aos 22 anos, com milhões na conta bancária, deve voltar para o futebol brasileiro e jogar, pelo menos um semestre, no Santos, clube que o revelou.

Robinho é um jogador extraordinário. E sabe disso. Sabe tanto, que acha que é mais do que de fato é. Se sente como o melhor jogador do mundo, como a última bolacha do pacote. Podia até ser, se fosse um jogador sério e se soubesse controlar seus sentimentos de maneira mais inteligente.

Em 2005, o atacante bateu o pé. Queria ir para o Real Madrid. Ali, ele teria a chance de "ser o melhor jogador do mundo". Além disso, Santos estava perigosa demais para ele, depois do sequestro de sua mãe. Tanto fez, que conseguiu a sonhada transferência.

Na Espanha, Robinho começou bem. Foi destaque do time por vários jogos. Mas aos poucos, começou a sentir o peso da concorrência, que não era pequena. Foi ficando relegado, entrando no segundo tempo, às vezes ficando fora até mesmo do banco. Quando entrava não jogava bem. Mas se sentia injustiçado por ficar fora. Por isso, há um ano e meio bateu o pé. Queria se transferir para outro time, onde teria a oportunidade de jogar e "ser o melhor do mundo". Tanto fez, que conseguiu uma vaga no emergente Manchester City.

Na Inglaterra, Robinho chegou com status de ídolo. Mas o time, em campo, não pegou. O jogador parecia desanimado com as poucas contratações. Começou a cavar uma saída. O Barcelona parecia interessado mas o negócio não vingou. Robinho se desanimou de vez. Com as contratações de Tévez e Adebayor, o brasileiro em péssima fase perdeu espaço. Ficou relegado. Agora, está prestes a bater o pé e ganhar mais uma transferência. A volta para o Santos.

Ganha o futebol brasileiro, com mais um craque prestes a voltar ao país. Ganha o Santos, que parecia ter um time comum para 2010 e que entrará forte para brigar por títulos com um jogador deste porte. Perde Robinho, que mais uma vez provou ser um ótimo, mas mimado jogador. Se não jogar muita bola por aqui, acho difícil que um grande europeu volte a apostar no que pode se tornar um verdadeiro chororô no futuro.

Quando fala o coração

Em meio à intermediários, especulações e rios e rios de dinheiro, Kaká tomou ontem à noite sua decisão oficial: ficará no Milan, onde, inclusive, deseja encerrar sua carreira.

Decisão sábia de um jogador diferente. Kaká em nenhum momento ficou deslumbrado com o dinheiro oferecido pelo Manchester City. Quis saber do projeto. E não encontrou, já que o forte do xeique que comanda o clube é apenas gastar dinheiro e não montar times de futebol. Se fosse, inclusive, gastaria o dinheiro para fazer 3 ou 4 contratações cirurgicas, e não gastaria tanto dinheiro em apenas um jogador.

O City quer marketing, badalação. Kaká quer escrever de vez seu nome na história do futebol. E conseguiu, pelo menos no Milan, tornar-se mais que um ídolo. Kaká se iguala a Leonardo e Maldini, por exemplo.

Pesou para a decisão as manifestações de carinho da torcida do Milan. O que também deve ter feito a direção, tão interessada em colocar a mão na grana, frear e conversar com o jogador. Mais do que isso, Kaká lembrou de sua saída conturbada do São Paulo para tomar a decisão de ficar.

Kaká parece definitivamente um jogador do Milan. Mas imagine se a proposta que veio do City viesse de outro clube, como Real Madrid ou Manchester United. Seria possível recusar?

Pra dar e vender

Ainda não entrei a fundo no assunto. E na verdade, não quero mesmo discutir em cima de especulações. Mas não há como negar que a principal notícia dos últimos dias no mundo da bola é a proposta do Manchester City para contratar o meia brasileiro Kaká.

Segundo noticiam os jornais (um assessor do City negou as propostas nestes valores), o novo rico da Inglaterra ofereceu 100 milhões de libras ao Milan pelo passe do jogador. Aproximadamente 360 milhões de reais. O time italiano não teve como negar a proposta e deixou para Kaká a decisão.

Aí que vem o grande problema. Kaká receberia, também segundo boatos, cerca de 1 milhão de libras por ano, o equivalente a 3,5 milhões de reais. Daí, o que me motivou a escrever este post. Segundo levantamento do Globoesporte.com, o meia poderia, com este salário, comprar:

- 1 chiclete (R$1,33) por segundo.
- 1 mp3 player (R$80) por minuto.
- 1 TV de LCD, 50'' (R$4.810) por hora.
- 1 carro utilitário de luxo (R$ 115.461) por dia.
- 1 apartamento 3 quartos em SP (R$ 865.963) por semana.

É muito dinheiro. Algo totalmente irreal. Impensável. E Kaká, jogador de boa formação, sabe que na verdade não precisa de tanto. E que o projeto é arriscado. Por isso, ainda não bateu o martelo sobre o assunto.

Na verdade, este post não é para discutir o certo ou errado para o jogador Kaká (apesar de acreditar que ir para o City é uma grande furada). É apenas uma crítica aos salários do mundo do futebol. Enquanto um simples "jogador de bola" ganha tanto dinheiro, milhões de pessoas passam fome no mundo. É uma pena, mas fazer o quê?! Kaká não tem culpa nenhuma disso...

Quem tudo quer...

Já havia acontecido uma vez. Há 4 anos, Robinho deu xilique. Queria sair do Santos à todo custo. Na época, o Santos não tinha como resistir ao pedido do ídolo, e muito menos aos dólares do Real Madrid. Agora, simplesmente bateu o pé. Apesar de ter ainda mais 3 anos de contrato com os espanhóis, quis a todo custo, deixar o clube para jogar no Chelsea, de Felipão.

Até certo ponto, Robinho até tinha razão. Foi maltratado por algumas semanas pelo Real. Usado como moeda de troca. Mas é preciso lembrar que Robinho, que chegou ao clube falando que queria ser o melhor jogador do mundo, não esteve nem perto disso. E que virou "moeda de troca", justamente pelo baixo rendimento, onde jamais conseguiu se firmar como titular.

A diferença é que o Real Madrid não precisava dos dólares. E tinha como segurar. E segurou até o último momento, antes de vendê-lo para o Manchester. City. O modesto time, que luta por vaga na Copa da UEFA na Inglaterra. Por essa, com certeza, Robinho não esperava. E ainda deve estar meio sem saber o que espera por ele lá. O pouco que sabe, talvez tenha sido passado pelo ex-novo-companheiro Elano.

Robinho não ficará esquecido. Até porque, o futebol inglês hoje é o de maior visibilidade na Europa. Tem tudo para brilhar, porque tem qualidade para tal. Mas precisa se colocar no seu lugar. E saber que quando assina um contrato, ele deve ser cumprido. E ele se torna empregado. O menino mimado precisa crescer se quiser brilhar como sonhou um dia.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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