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São Paulo vacila e livra Botafogo da crise

O Campeonato Brasileiro mal começou, e a bola já puniu pela primeira vez. O São Paulo teve tudo para encaminhar um resultado tranquilo diante de um adversário abatido e apático no Engenhão. Mas se satisfez com pouco, pisou no freio cedo demais e mereceu o castigo no segundo tempo. Virada por 4 a 2 do Botafogo que deve colocar ainda mais gasolina na relação entre Émerson Leão e a diretoria do tricolor paulista.

Com espaço, o Botafogo começou bem. Vitor Júnior se movimentava bem pela faixa central e carregava o time para o ataque. Mas não demorou para o São Paulo perceber os enormes espaços deixados por Márcio Azevedo, que fazia uma (des)homenagem à Nilton Santos jogando com a camisa 87. Foi por lá que Lucas driblou e achou Jádson sozinho na área.

Com a vantagem o São Paulo recuou e passou a jogar atrás da linha da bola. Esperava um contra-ataque mas não tinha paciência para trabalhar a bola. Abusava da bola longa para o isolado Luís Fabiano. Podia ter se esforçado para definir um jogo contra um Botafogo sem alternativa. Com meias que correm muito e pensam pouco, os cariocas não conseguiam criar diante de um adversário fechado. E abusavam, sem sucesso, dos cruzamentos para Loco Abreu de todo canto do campo.

No intervalo, Oswaldo de Oliveira trocou Loco Abreu por Herrera e resolveu o jogo. O argentino entrou bem, mexeu-se mais, deu alternativas e o Botafogo cresceu. Foram do 17, três dos quatro gols da virada. A defesa do São Paulo voltou a vacilar seguidamente. Assim como a do Bota, que viu Jéfferson salvar chance de ouro em cabeçada de Luís Fabiano impedindo que os paulistas abrissem vantagem.

Não foi um jogo animador para o Botafogo. Um primeiro tempo ruim e um segundo tempo com gols. Pouco futebol de dois times que tem elenco e condições de se cobrarem mais. Leão lamenta por ter perdido para um time pior. Tem uma ponta de razão. E uma imensa parcela de culpa.

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Destaque da rodada

Os três gols diante do Atlético-PR renderam a André Lima um lugar na lista de destaques do Brasileirão. Que segue liderada, à distância, por Montillo do Cruzeiro.

Confira:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª rodada
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada

Quem foi o destaque da 21ª rodada do Brasileirão?

Rafael Sóbis (Fluminense)

15,38%
André Lima (Grêmio)

46,15%
André Dias (América)

38,46%

Vamos agora escolher o destaque da 22ª rodada. Confira os candidatos e vote:

Herrera (Botafogo) - Marcou dois gols e abriu caminho na goleada do Botafogo sobre o Ceará por 4 a 0.

Rômulo (Vasco) - Convocado para a seleção, fez ótima partida na vitória do Vasco sobre o Coritiba por 2 a 0. De quebra, marcou um gol.

Liédson (Corinthians) - Decisivo, marcou os dois gols da vitória sobre o Flamengo que manteve o Corinthians na liderança. Foi destaque na 6ª rodada.

Quem foi o destaque da 22ª rodada do Brasileirão?

Herrera (Botafogo)

Rômulo (Vasco)

Liédson (Corinthians)













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Justo e improvável

Antes de começar o Campeonato Carioca de 2010, ninguém (mesmo os torcedores do Botafogo) confiavam muito que o Botafogo pudesse ser campeão. Era e continua sendo inegável, que o elenco do Botafogo é o mais fraco entre os quatro grandes do Rio. A teoria ficava ainda mais fácil de ser defendida na terceira rodada, quando o clube ficou em frangalhos após a derrota por 6 a 0 para o Vasco.

Mas em um Campeonato cheio de adversários abaixo da crítica e de tiro curto, não é elenco que chega ao título. É alma, coração. E o Botafogo fez isto quando tomou a decisão mais acertada do futebol brasileiro até aqui em 2010: contratar Joel Santana.

Se o papai não é um treinador brilhante, e nunca foi, tem uma estrela incrível. E um astral que poucos técnicos brasileiros tem. Num mundo cheio de marra e de "complicações" a simplicidade de Joel era tudo que o Botafogo precisava para chegar ao título estadual.

Título incontestável, que veio com uma vitória sobre o rival Flamengo ontem que deixa muitos problemas do alvi-negro para trás. Acabou a onda de se apequenar diante do Fla. Acabou a história de vice. O Botafogo grandioso e glorioso finalmente está de volta.

Ontem, uma vitória com a cara do que fez o Botafogo na competição. Sofrida, mas com muita luta e eficiência. Eficiência que começa lá atrás com o decisivo Jéfferson. E que termina lá na frente, com uma dupla de ataque que está longe de ser ótima tecnicamente. Mas que fez o Botafogo deixar para trás a cara apática que tinha nos tempos de Juninho, Lucio Flávio e cia.

O título estadual é justo e vale muito a festa do torcedor botafoguense. Só não pode apagar e fazer com que o time se esqueça do que vem pela frente. É preciso reforçar e muito o elenco para o Brasileirão. Só coração não vai ganhar uma competição longa e de nível técnico muito mais apurado.

Mas fica a certeza de que o clube está no caminho certo. E de que a alma vencedora e o fato de ter finalmente perdido o medo de perder, podem levar o Botafogo de volta ao posto que merece no futebol nacional.

Balcão de Negócios

** O Cruzeiro deve fechar hoje a venda do jovem atacante Guilherme para o Dínamo de Kiev, da Rússia. O negócio gira em torno de 8 milhões de dólares. Mas pode sofrer uma reviravolta. Na reunião com Kléber e seu representante, o presidente do Cruzeiro não gostou da alta pedida do atacante e muito menos das juras de amor que ele tem feito ao Palmeiras. Pode acabar optando por ficar apenas com dinheiro na negociação (ao qual o Cruzeiro tem direito a 42,5%).

Adílson Batista é contra. Por mais que confie em Wellington Paulista, o treinador gostaria de ter um nome de peso no ataque. E acha que Kléber é o jogador ideal para disputar a Libertadores. Se tudo ficar como o combinado inicial, o Cruzeiro fez mais um negócio de causar inveja nos outros times. A capacidade de vender dos "irmãos Perrella" é mesmo incrível.

** O grande sonho do Cruzeiro (e do Fluminense, e do Palmeiras) para o setor ofensivo, porém, deve parar no futebol inglês. O Tottenham deve ser o destino do atacante Fred, pelo menos até o meio do ano. Uma boa oportunidade para o atacante, que jogará com grande responsabilidade e pode reaparecer. No fim desta temporada, com o passe na mão, ele opta por uma entre as várias propostas que tem em mãos.

** Já o Fluminense não terá Thiago Neves. Segundo informações do blog do PVC, a negociação do Hamburgo com o Al Hilal, que estava praticamente fechada foi atravessada pelo Al Ittihad. No fim das contas, os alemães optaram por não mais vender o jogador. Tudo isto, por medo de ver Thiago arrebentar em outro tempo. Vão dar tempo ao atleta para se adaptar, pelo menos até o fim desta temporada.

** Enquanto isso, o rival Flamengo deverá selar hoje um divórcio anunciado há algum tempo. Marcelinho Paraíba e seus representantes vão se reunir hoje com o diretor de futebol do Fla para definir a situação do jogador. Marcelinho está insatisfeito com os salários atrasados. Cuca e a torcida estão insatisfeitos com o rendimento do jogador. Nada melhor do que parar por aqui então. Dizem que ele vai parar no Cruzeiro. Eu não acredito. Vai ser mais um jogador no mercado, se oferecendo para todo lado...

** E por falar em novela, no Grêmio segue a novela Herrera. O time sempre está muito próximo da contratação. Mas não consegue fechar o negócio. De toda forma, não me anima a contratação. É incrível como Herrera, um jogador totalmente comum, tornou-se uma moeda valiosa no futebol brasileiro.

Pra manter o artilheiro

O Corinthians está disposto a pagar 2,2 milhões de dólares para manter o argentino Herrera no elenco.

De "quase-gol", rapidamente o jogador tornou-se "mais-que-ídolo". Já é comparado a Tevez por alguns torcedores corinthianos.

Calma. Muita calma nessa hora.

Assim como tradicionalmente destacam-se os jogadores argentinos, Herrera é um guerreiro. Mas está longe de ser um craque. O estilo, inclusive, me lembra muito o do atacante Marcelo Moreno, recentemente vendido pelo Cruzeiro ao futebol russo. Pouca qualidade técnica, muita disposição e sorte.

E assim, a Fiel faz um novo ídolo. E assim, o Corinthians vai chegando onde quer. E assim, Herrera vai se tornando um goleador.

Foto: Estadão.com.br

Valendo vaga

Hora de deixar o Brasileirão de lado novamente. Hoje tem Corinthians na Copa do Brasil. O duelo contra o São Caetano promete ser um jogo de fortes emoções.

Depois de vencer o primeiro jogo, por 2 a 1 e estrear com vitória na Série B, o Corinthians vem ganhando moral. E vê em Herrera, o "quase gol", já um "quase ídolo".

Já o São Caetano, que não é o mesmo dos tempos de Ademar, César e Serginho, está disposto a surpreender. O resultado conquistado fora de casa foi bom, graças ao gol marcado. Com Ninja no meio, e Tuta no ataque, o Azulão quer voltar a estar entre os grandes do país.

É jogo bom de se assistir.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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