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Afirmação

Eliminação no Campeonato Mineiro, partidas ruins fora de casa na Copa Libertadores. Estava difícil apostar no Cruzeiro. Estava. As duas atuações diante do Nacional nas oitavas da competição internacional foram afirmativas: poucos times são tão fortes quanto o Cruzeiro quando joga inteiro e focado.

A Raposa já tinha vencido a primeira partida no Mineirão por 3 a 1. Não se acomodou diante do resultado tranquilo. Encarou de frente um estádio lotado e acanhado e muita pressão e catimba por parte dos jogadores uruguaios. Foi bravo e vibrante. Fechou-se muito bem na defesa e teve tranquilidade e velocidade quando saiu para o ataque.

Fábio não foi ameaçado nenhuma vez na etapa inicial. E Fabrício já havia acertado o travessão quando o iluminado Thiago Ribeiro abriu o placar cobrando falta. Ribeiro, artilheiro da Libertadores com 8 gols. No segundo tempo, o Nacional veio mais disposto a catimbar e bater do que jogar futebol. Já sabia que a classificação era impossível. Enquanto isto, o Cruzeiro manteve a cabeça no lugar e encaminhou a goleada. Diego Renan fez o segundo e Gilberto o terceiro. 3 a 0 para não deixar dúvidas.

Nas oitavas-de-final ninguém foi tão soberano quanto o Cruzeiro. Até aqui, apenas os mineiros e o Estudiantes conseguiram vencer as duas partidas. Não por acaso, as duas equipes que decidiram a competição no ano passado.

Na próxima fase o time encara o São Paulo. Vive momento infinitamente superior, mas não pode subestimar o fortíssimo e tradicional adversário. Será um baita confronto brasileiro, que já havia acontecido nas quartas-de-final do ano passado. Enquanto alguns apostam em dancinhas, provocações e entrevistas, o Cruzeiro vai se afirmando. Dentro de campo.

Ex-coadjuvante

Bastaram seis minutos para o técnico do Nacional do Uruguai que poderia ter aproveitado o tempo que passou criticando a defesa do Cruzeiro para cuidar de seus zagueiros. Lançamento de Diego Renan, falha grotesca do beque uruguaio e Thiago Ribeiro colocou os mineiros em vantagem no Mineirão.

Assim seguiu por todo o primeiro tempo. Com um meio-campo envolvente e ótima atuação de seus três volantes, o Cruzeiro dominou amplamente os uruguaios. Fez 3 a 0 em 45 minutos e poderia ter feito mais.

Os três gols foram de Thiago Ribeiro. Outrora, coadjuvante no ataque comandado por Kléber. Hoje, jogador tão importante quanto o Gladiador para o Cruzeiro. Prova disto está nos números. Ambos são os artilheiros da Libertadores, com 7 gols cada.

O arrasador Cruzeiro que amedronta os adversários quando joga no Mineirão demorou um pouco além da conta para voltar para o segundo tempo. Cochilou e levou um gol que coloca fogo na partida de volta, semana que vem.

Depois disso, enquanto os uruguaios teimavam em defender, o Cruzeiro esbarrava em seus erros para não ampliar a vantagem. No fim, 3 a 1, que deixa bem encaminhada a classificação celeste para as quartas-de-final da Libertadores.

Depois do vice no ano passado e da derrota no Mineiro deste ano, o time me parece mais maduro e preparado do que nunca. Eles querem este título. E se ficarem ligados como em 80 dos 90 minutos do jogo de ontem, é bom não perder tempo falando mal da defesa ou de qualquer setor que seja no time cruzeirense.

Um e só um

Está definido. Teremos um brasileiro na final da Copa Libertadores 2009. Mas não teremos a chance de ver dois brasileiros disputando o título, como era possível.

Isto porque, o Palmeiras foi eliminado ontem, após empate sem gols com o Nacional, no Uruguai.

E não me venham com qualquer papo. Esta derrota vai para a conta do senhor Wanderley Luxemburgo. Que jogou fora a classificação quando recuou o time em pleno Palestra Itália. E agora vem com o papo de "o gol em São Paulo decidiu a vaga". Então buscasse o segundo, e não chamasse o adversário para cima.

Ontem, bem que o Palmeiras tentou. Dentro de suas limitações, foi forte. Brigou até o fim. Mas no ataque, o sumido Keirrison não apareceu. E aí a responsabilidade ficou com Obina. Querer chegar longe em Libertadores, com um centroavante como ele, é no mínimo gozação.

O Palmeiras sai desvalorizado da competição. Apesar do bom desempenho individual de alguns atletas, o time andou sempre no limite na Libertadores. Foi sempre no sufoco. E estava na cara que uma hora não daria. Por isso apostei na eliminação.

Wanderley Luxemburgo sai pressionado. Mas com certeza, virá com alguma teoria e desculpa mirabolante para justificar mais uma derrota. Está em decadência, mas teima em não perceber.

No outro jogo, o Grêmio também se classificou. 0 a 0, contra o Caracas no Olímpico. Conseguiu a vaga no mesmo esquema do Nacional. Graças ao gol fora de casa.

Não vi o jogo. Estava vendo a Copa do Brasil. Mas pelo que li e vi nos melhores momentos, mais uma vez o time desperdiçou um caminhão de gols. E por pouco, não sofreu o gol da eliminação no fim do jogo.

Se o time jogou melhor e se classificou, não fez mais que a obrigação. O Caracas é fraco e era importante vencer. O Grêmio, não será favorito contra Cruzeiro ou São Paulo. Pode até chegar à decisão. Mas terá que jogar muito mais e principalmente, acertar a pontaria.

Tudo errado

A torcida do Palmeiras vaia Keirrison. E faz festa para Obina tropeçar na bola.

Wanderley Luxemburgo entra com três zagueiros e dois volantes, temendo o "poderoso" Nacional. Vê que estava errado ainda no primeiro tempo e abre o time. Mas depois, saca Keirrison para colocar o limitadíssimo Jumar.

Estes foram os pontos altos de um jogo fraco. O Palmeiras foi muito mal. E acabou com um ingrato empate frente o Nacional, do Uruguai, pelo jogo de ida das quartas-de-final da Libertadores. 1 a 1.

Nada esteve certo no Palestra Itália. Não dá para entender, um time com a força e a tradição do Palmeiras ter tanto medo do Nacional jogando dentro de casa. Alguém precisa avisar ao Luxemburgo, que ganhar por 7 a 4, é melhor do que empatar em 0 a 0. Aquela tradicional frase do treinador: "o medo de perder tira a vontade de ganhar", anda fazendo falta em seu vocabulário.

Luxemburgo errou feio. Uma noite triste. Escalou mal. Não deveria ter colocado Obina, fora de forma e desentrosado. Valeria mais tentar Ortigoza, que pelo menos anda arrumando alguma coisa. E faltou humildade, para reconhecer o erro. Seria muito mais inteligente do que jogar a culpa na torcida ou nos comentaristas corinthianos.

E assim, o Palmeiras pouquíssimo ameaçou o Nacional. Abriu o placar num lance de sorte. Chute despretencioso de Diego Souza e falha do goleiro. Mas se fechou demais, chamou o adversário, não conseguia ficar com a bola e sofreu o empate no fim. Poderia ter perdido. Vale lembrar as boas defesas de Marcos no primeiro tempo.

Agora, fora de casa, terá que buscar um resultado que lhe interesse. Lá sim, vai ser muito mais difícil. Mas é possível. O Nacional tem um time fraquinho demais...

Em tempo: já tem gente brincando que Obina é um ótimo atacante. Por onde passa, mantém a média de gols.

Primeiro a comemorar

O Cruzeiro foi o primeiro campeão da temporada 2009. Não que o Torneio de Verão do Uruguai valesse alguma coisa. Mas o início da temporada cruzeirense deixa o torcedor esperançoso quanto às conquistas desta temporada.

Jogando contra o Nacional, do Uruguai, em pleno estádio Centenário, o Cruzeiro teve extrema facilidade e não deu em nenhum instante, mostra que o resultado seria outro. No fim, conseguiu outra goleada, desta vez por 4 a 1. Todos os gols foram marcados no primeiro tempo.

Dono da partida taticamente, o Cruzeiro também impressionou pela parte física. O time mostrou velocidade e lucidez, principalmente no ataque, deixando totalmente perdida a defesa adversária. Elicarlos, Ramires, Thiago Ribeiro e Wellington Paulista marcaram para os mineiros. Medina diminuiu. O goleiro Fábio ainda proporcionou cena rara, defendendo um penalti.

O título, como já dito acima, não vale nada. Mas a preparação foi importante para o Cruzeiro, que entra forte nas disputas de 2009. Destaque para Ramires. O ano mal começou e já é impressionante o poderio físico deste jogador. Faz parecer fácil.

Na preliminar, o Atlético-MG goleou o Peñarol pelo mesmo placar e com a mesma facilidade que o rival mineiro, e acabou ficando com o terceiro lugar. Éder Luís, Diego Tardelli, Márcio Araújo e Carlos Alberto marcaram para o Galo. Franco fez o gol dos uruguaios.

Se o jogo não valia muita coisa, faz com que o Atlético volte ao Brasil com uma imagem bem melhor, depois de perder para o Cruzeiro na primeira partida do torneio. O destaque atleticano foi o estreante Diego Tardelli, que fechou a competição como artilheiro (3 gols).

Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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