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O primeiro - e único - Phelps

"Não quero diminuir de forma alguma o que Mark Spitz fez, mas quero ser reconhecido como o primeiro Michael Phelps, e não o segundo Mark Spitz", disse o maior personagem da história dos Jogos Olímpicos, após ganhar a oitava medalha de ouro em Pequim. Agora, são 14 medalhas de ouro na carreira. E o pedido de um campeão como este, tem que ser atendido.

Phelps fez o esperado. Esperado porque o nadador tem uma concentração incrível. E porque decidiu qual era o objetivo e não poupou esforços para conquistá-lo. Por isto, nos últimos 3 anos, raro foi o dia em que o multicampeão não entrou na água.

Agora, a fera quer o descanso merecido: "Vou tirar férias, quero ficar sem fazer nada. Não quero ter que estar em lugar nenhum, ter um relógio para seguir o tempo todo".

As provas vencidas por Michael Phelps em Pequim:
100m borboleta
200m borboleta
200m livre
200m medley
400m medley
4x100m livre
4x200m livre
4x100m medley

Cesão do Brasil

Quando, após ganhar uma medalha de bronze até então impensada nos 100m, afirmou: "agora vou ganhar o ouro nos 50m", César Cielo sabia o que estava dizendo. Prometeu e cumpriu. Nadando os 21.30s mais fantásticos da história da natação brasileira, o "muito doido, Cesão", como disse sua mãe, conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil em Pequim.

Quando o hino brasileiro tocou pela primeira e única vez no Cubo D´Água, Cielo já tentava se recompor do choro. Choro emocionado de quem foi grande. Gigante. Estupendo.

O sentimento de orgulho pela nação que estava representado, demonstrado durante toda a caminhada, emocionou ainda mais o país.

Antes da prova, ouviu do fenômeno Michael Phelps, que acabara de ganhar a 7ª medalha de ouro nos Jogos, apenas um centésimo à frente do adversário, que este centésimo, nas Olimpíadas podem fazer muita diferença. 34 braçadas, nenhuma respiração. Capazes de abrir não 1, mas 15 centésimos de frente para o segundo colocado. E vale ressaltar: em prova de 50m, este mísero tempo é uma eternidade.

A 18ª medalha de ouro do Brasil nos Jogos. A primeira de César Cielo. Outras podem vir. O homem mais rápido do mundo dentro da água é brasileiro.

Isto sim é um fenômeno

Michael Phelps conquistou na noite de ontem a terceira medalha de ouro nestes Jogos Olímpicos. Sem dificuldades, bateu os concorrentes nos 200m livres. Michael parecia flutuar na água enquanto os outros nadadores sofriam para tentar velocidade. Somando-se às 6 medalhas de ouro conquistadas na última edição dos jogos, Phelps está à um ouro de se tornar o maior atleta da história das Olimpíadas.

A expectativa é que o nadador americano consiga conquistar as 8 medalhas de ouro a que se propôs antes dos Jogos. Assim, se tornará também o melhor atleta em uma única Olimpíada. Em conversa com Thiago Pereira, após o Pan-Americano do Rio, lembro-me do nadador brasileiro dizendo que não poderia se animar com a vitória nos jogos, pois há cada dia perdido de treino, era um dia a menos do que o concorrente. De fato, Phelps não perde mais do que 2 dias por ano de treinamento. Segredo de tanto sucesso.

Caso se consumem as 8 medalhas de ouro, Phelps deve, pela segunda vez consecutiva, conseguir mais medalhas de ouro do que o Brasil e do que pelo menos 70% dos países do mundo.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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