Depois de uma ótima temporada, ano passado no Leão, Carlinhos Bala teria que retornar ao Cruzeiro, time dono de seu passe. Chance de disputar a Libertadores. Era o atacante veloz que Adílson Batista queria para melhorar o elenco.
Mas Carlinhos bateu o pé. Parecia mesmo sentir com antecedência que coisas boas estavam por vir no rubro-negro pernambucano. Assim, com grande vontade, a diretoria cruzeirense foi obrigada a liberar o jogador.
Carlinhos Bala não é craque. Mas no Sport, se torna "o craque do time". Ontem, mais uma vez foi essencial. Polivalente. Brigou na defesa, para recuperar bolas perdidas. Deu passes, voltou para buscar a bola no meio-campo, no intuito de ajudar o time a chegar ao ataque. Bateu faltas e escanteios. Jogou na frente, onde sabe. Fez gol. O que abriu a caminhada para o título.

E não é só dentro de campo que Carlinhos Bala faz-se essencial ao Sport. Fora dele, pela experiência, o amor à camisa demonstrado, a sintonia com a torcida. Quando falou que o gol de Enílton em São Paulo, era o do título, elevou a moral do grupo.
E com Carlinhos Bala no comando, dentro de campo, o Sport Recife conquistou o Brasil.
Um comentário:
Virei fã do Carlinhos Bala ontem!! Ele é um gabirú de 1,50m, muito feio, mas jogou muito.
Não sei se ele pressentiu a ótima fase do Sport, mas acho que o lugar dele é jogar no Nordeste, ele se sente bem. No Cruzeiro ele não fez quase nada, comeu banco.
O Nordeste é a casa dele e se eu fosse ele não sairia daqui nunca.
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