Muito trabalho pela frente

As derrotas de Santos e Grêmio, ontem, pela Sul-Americana escancararam o enorme trabalho que terão pela frente o técnico dos dois times. O primeiro, pela transformação que passará. O segundo, pela mudança de técnico e pelo momento extremamente conturbado.

Renato Gaúcho mal chegou à Porto Alegre e já fez seu primeiro jogo como novo comandante do Grêmio. Derrota por 2 a 0 para o Goiás, num jogo bem fraco tecnicamente. Depois de começar melhor e abrir o placar, os goianos poderiam ter matado o jogo. Erraram demais no ataque e não aproveitaram os enormes espaços que o Grêmio deixava, principalmente no lado esquerdo. Na etapa final, na base do abafa, os donos da casa tentaram o empate que levaria o jogo para os penaltis. Conseguiram, com André Lima. Gol muito mal anulado por Paulo César Oliveira (que cada vez mais parece um grande pára-raio de confusões). O desânimo após o tento anulado foi geral e o Goiás ainda acabou marcando o segundo e matando de vez o jogo.

O Grêmio vive um momento conturbadíssimo. Que fica ainda pior quando comparado com o Inter, no G-4 do Brasileirão, finalista da Libertadores e classificado para o Mundial. Renato Gaúcho vai ter muito trabalho. O time é ótimo, mas vive um momento técnico ruim e parece extremamente desmotivado. Um choque de ânimo é necessário e urgente. Quanto ao Goiás, classificado, é melhor não se iludir. O time é fraco e vai sofrer no Brasileirão. Porém, a classificação em outro campeonato fará bem.

No outro jogo, o Santos acabou derrotado (também em casa) pelo Avaí por 3 a 1. No primeiro jogo após a final da Copa do Brasil, o time já não contou com Robinho e André. Ganso e Neymar ainda ficaram no banco, graças à seleção. Bom para Dorival Júnior ver o que vem pela frente. A tendência é que Neymar acabe mesmo indo para o Chelsea (infelizmente, pois ainda é cedo, e o jogador não tem perfil para jogar na Inglaterra). Wesley também não deve ficar. O time fantástico do primeiro semestre deverá ser desmontado. É a realidade do Brasil, por pior que seja.

O Santos tem algumas boas peças e trouxe o bom Keirrison. Mas para quem se acostumou com shows no primeiro semestre, Dorival terá uma baita dor de cabeça para manter o altíssimo nível. Diferente do Avaí: sério, bem treinado e mais uma vez disposto a fazer campanhas sem sustos.

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Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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