Tempo, o grande inimigo de Dorival

Ainda em busca de reforços na remontagem do time, o Atlético entrou em campo precisando vencer bem para se afirmar num momento difícil da temporada contra a Caldense. Conseguiu apenas parte do objetivo: venceu por 2 a 0 fora de casa mas passou longe de mostrar futebol capaz de tranquilizar a torcida, insatisfeita com a eliminação precoce na Copa do Brasil.

Com duas modificações em relação ao time que empatou com o Grêmio Prudente, Dorival Júnior manteve a base e a estrutura tática do time com dois volantes, dois meias e dois atacantes. Dentro de campo, o time manteve o futebol pouco animador das últimas partidas.

O primeiro tempo foi fraco, com poucas chances de gol e melhor para os donos da casa. A Caldense conseguia bloquear bem o meio-campo e ameaçava nos contra-ataques, principalmente com Rodrigo Dias pelo lado direito. Porém, o único lance realmente relevante da etapa inicial foi a expulsão de Vieira, que abusou da força em duas faltas quase seguidas e acabou expulso.

Mesmo com um jogador a mais, o Galo pouco ameaçou. E obrigou Dorival a arriscar tudo no intervalo. Entraram o jovem Leleu e o contestado Ricardo Bueno, deixando o time no 4-3-3 com apenas um volante.

Poderio ofensivo que acuou a Caldense e rapidamente deixou a partida decidida. Daniel Carvalho (que entrou ainda no primeiro tempo na vaga do inoperante Jackson) bateu forte, Glaysson falhou e Ricardo Bueno mostrou a presença de área que se espera dele e que fez muita falta na etapa inicial. O Galo manteve a pressão e chegou ao segundo, após boa jogada de Ricardo Bueno que terminou com gol de Magno Alves.

Até o Campeonato Brasileiro o time do Atlético deve ser outro, o que dificulta qualquer prognóstico. Mais do que peças, Dorival Júnior precisa alterar a forma de jogar da equipe. Os dois jogos seguidos sem sofrer gols são um alento para quem havia sido vazado em todas as partidas da temporada até então. Mas representa pouco, pelo nível dos adversários.

Resta saber se haverá tempo para a reconstrução necessária da equipe. Afinal, as cobranças vão aparecer antes do Brasileirão. E o time ainda está longe do ideal de toques rápidos e velocidade imaginado pelo técnico no início do ano, capaz de fazer o Atlético voltar a sonhar com grandes conquistas.

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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