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Quem é o melhor?

Saiu hoje a esperada lista com os indicados ao prêmio de melhor jogador do mundo, pela FIFA. Como normalmente acontece em anos de Copa do Mundo, o desempenho no Mundial é preponderante para aparecer entre os melhores. 23 jogadores estão no páreo, e o vencedor será divulgado apenas em janeiro do ano que vem.

A Espanha, campeã mundial, aparece com mais indicados, sete ao todo. A grande surpresa, no entanto, é o ganês Asamoah Gyan, que fez temporada não mais do que regular, mas se destacou na Copa do Mundo. Provas do quanto o evento na África do Sul fez diferença nas escolhas.

Entre os clubes, o Barcelona é o destaque com seis jogadores entre os candidatos (meio time). Não é por acaso, até porque o time além de ótimo como equipe, era a base da seleção campeã mundial. O Bayern de Munique, base da seleção alemã, aparece com cinco indicações. A mega-campeã Inter e o milionário Real tiveram quatro jogadores.

O prêmio para mim, deveria ficar com Sneijder, da Inter de Milão. Fez uma grande Copa do Mundo e foi fundamental na tríplice coroa conquistada pelo seu time. Acho que só Messi fez temporada parecida com o holandês. No entanto, pelo título (e gol decisivo), apostaria em Iniesta como o vencedor deste ano. Não me surpreenderia.

Confira a lista completa:

Júlio César (BRA) – goleiro – Internazionale
Maicon (BRA) – lateral – Internazionale
Daniel Alves (BRA) – lateral – Barcelona
Xavi (ESP) – meia - Barcelona
David Villa (ESP) – atacante – Barcelona
Xabi Alonso (ESP) – meia – Real Madrid
Iker Casillas (ESP) – goleiro – Real Madrid
Carles Puyol (ESP) – zagueiro – Barcelona
Andres Iniesta (ESP) – meia – Barcelona
Cesc Fabregas (ESP) – meia – Arsenal
Cristiano Ronaldo (POR) – atacante – Real Madrid
Diego Forlán (URU) – atacante – Villarreal
Wesley Sneijder (HOL) – meia – Internazionale
Arjen Robben (HOL) – atacante – Bayern de Munique
Lionel Messi (ARG) – atacante – Barcelona
Miroslav Klose (ALE) – atacante – Bayern de Munique
Philipp Lahm (ALE) – lateral – Bayern de Munique
Thomas Müller (ALE) – atacante – Bayern de Munique
Mesut Özil (ALE) – meia – Real Madrid
Bastian Schweinsteiger (ALE) – meia – Bayern de Munique
Didier Drogba (CMA) – atacante – Chelsea
Asamoah Gyan (GAN) – atacante – Sunderland
Samuel Eto’o (CAM) – atacante - Internazionale

Derrotados pela cabeça

Neste momento de eliminação, o brasileiro adora procurar o "lugar comum". É fácil achar culpados e responsáveis pela derrota. Em casos como este, aquele ditado que "a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa" se inverte. A nossa grama, passa a ter sempre a obrigação de ser a mais bela do planeta.

E é neste momento que os mesmos que criticavam a "fraca" seleção brasileira e exaltavam o futebol envolvente da Holanda, passam a tratar o jogo como se fosse obrigação do Brasil atropelar o adversário em qualquer circunstância.

É esta pressão que gera momentos de descontrole emocional como o que aconteceu no início do segundo tempo. Antes disso, vale a lembrança que o Brasil fez um primeiro tempo quase perfeito. Anulou as principais peças da Holanda (mesmo abusando das faltas em Robben) e conseguiu trocar passes com qualidade e velocidade. Abriu o placar com Robinho em passe incrível de Felipe Melo. Antes, já havia marcado outro, bem anulado pela arbitragem. Os volantes holandeses deixavam espaços na entrada da área e Robinho e Kaká aproveitavam para flutuar pelo setor trocando passes com velocidade.

O primeiro tempo no qual o Brasil sobrou, só não foi perfeito pois o time não matou o jogo. Poderia ter feito 2 ou 3 a 0 e mandado de volta para casa o adversário. E contra um time que tem Robben, Kuyt, Sneijder e companhia, não se brinca.

No segundo tempo, o Brasil voltou como se o jogo já tivesse ganho. A missão parecia mais fácil do que a desenhada antes do jogo. O lance displicente de Felipe Melo logo no início mostrou claramente. A Holanda voltou com uma postura diferente e rapidamente engoliu os brasileiros. Van Bommel entrou no jogo. E o time passou a jogar mais com Robben, percebendo a fragilidade do lado esquerdo canarinho.

Não demorou para Michel Bastos abrir o bico e levar cartão amarelo. Poderia ter sido expulso, em carrinho exagerado. Dunga demorou para mexer e por ali a Holanda deitou e rolou. E quando empatou o jogo, com gol contra de Felipe Melo em falha grotesca do gigante Júlio César, o time se perdeu. Assustou-se em campo e deu espaço para os adversários.

O segundo gol, desta vez com a cabeça de Sneijder em falha do melhor jogador brasileiro na Copa (Lúcio), foi um golpe fatal. O Brasil já demonstrava que faltava controle emocional para buscar alguma coisa. Dunga voltou a demorar a mexer e o descontrole veio à tona de vez quando Felipe Melo deu um pisão ridículo e desnecessário em Robben. Crônica da expulsão anunciada. O time "guerreiro" precisava de uma derrota para tornar-se desequilibrado.

Com um a menos, esfolado mentalmente e pior em campo, foi impossível tentar alguma coisa. Nem na base do abafa, o Brasil conseguiu assustar. E a Holanda acabou ficando com a justa classificação para a semifinal.

Antes de fazer uma "análise final" do Brasil, é preciso exaltar e reconhecer o ótimo time adversário. A Holanda foi valente, competente e sabe jogar bola. Sneijder é um dos melhores do mundo na atualidade. Robben é um monstro. Stekelenburg é uma das grandes surpresas da Copa. Isto sem falar em Van Bommel, Kuyt e Van Persie. Não é atoa que o time tem 100% de aproveitamento na Copa até aqui. Não é atoa que estão há 24 jogos sem perder.

Quanto ao Brasil, não dá para culpar um ou outro. O primeiro tempo da seleção provou que os que lá estavam eram capazes de buscar o título. Mas no futebol, é preciso muito mais. É preciso seriedade do início ao fim. E muito controle emocional.

A "Era Dunga" chegou ao fim. O treinador não vai continuar. Com todos os problemas e a falta de experiência, os números foram bons. Não dá para "exigir" de alguém que vença uma Copa do Mundo tão equilibrada. Claro que o técnico teve seus erros e sua parcela de culpa. Só não dá para carregar tudo sozinho.

Assim como Felipe Melo. Errou na expulsão e precisa amadurecer com isto. Vai ser o crucificado da vez e precisará de muita cabeça para seguir em frente. Justamente o que não mostrou hoje e nos últimos tempos. Foi um jogador importante em determinados momentos, fez uma Copa do Mundo regular, mas errou num momento crucial. Quando o time mais precisava dele.

Assim como os monstros Lúcio e Júlio César. Erraram no momento importante. Justamente o setor e os jogadores mais confiáveis da seleção falharam hoje. Aconteceu. Não era o dia. Bola para frente.

Em 2014, pode ser diferente.

Futebol se faz com 11

Sneidjer, dispensado pelo Real Madrid. Vem sendo um dos melhores jogadores da Inter de Milão na temporada ao lado de Milito. Fez o gol que classificou o time italiano para as semifinais da Champions League.

Robben, dispensado pelo Real Madrid. Luta contra as contusões na temporada. Nada que o impeça de ser uma das peças fundamentais no Bayern de Munique. Fez o gol que classificou o time alemão para as semifinais da Champions League.

Lyon, perdeu seu principal jogador da última temporada para o Real Madrid. Sem Benzema, apostou em jogadores que se destacaram no último Campeonato Francês. A maioria, jovem. Está classificado para as semifinais da Champions League.

O Real Madrid dispensou jogadores que achou que não seriam úteis. Apostou em estrelas. Gastou fortunas em Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema, Xabi Alonso e cia. Não chegou sequer às quartas-de-final do principal torneio do continente. Lidera o Campeonato Espanhol ao lado do Barcelona, é verdade. Mas perdeu, na única vez que enfrentou o rival catalão. Os outros times por lá, definitivamente, não servem de parâmetro para quem quer pensar grande.

Enquanto os jogadores citados foram para times que já estavam prontos, apenas para ser uma peça importante, o Real Madrid contratou peças importantes sem se preocupar se elas formariam um time. Enquanto o Lyon preferiu formar uma equipe forte, o Real Madrid achou que contratar o principal jogador do Lyon resolveria.

Os erros de Florentino Perez se repetem em 2010. E são inadmissíveis.

Principalmente quando se tem o exemplo perfeito de como fazer futebol logo ao lado. O Barcelona também gastou na última janela. Pagou caro para ter Ibrahimovic. Mas trouxe um craque para um time que já estava pronto. E mesmo que ele não brilhasse (e ele não foi tão brilhante assim até aqui) o time manteria o seu padrão de jogo.

Planejamento. Base. Categorias de base. Ontem, nas quartas-de-final da Champions League, o Barça tinha nada menos do que seis jogadores formados no clube entre os titulares.

Mas tudo bem. Há quem prefira ser galático, ser estrela. Deve ser melhor assim...

Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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