O Iluminado

O texto a seguir não é uma resenha do ótimo e inesquecível filme de Stanley Kubrick. Mas conta mais um capítulo da história de um garoto que se mostra predestinado a cada semana a tornar-se um ídolo tão inesquecível quanto o filme histórico.

Antes de partir para falar de Giuliano, é preciso destacar a atuação que beirou a perfeição do Internacional em Guadalajara. Não há grama, pressão da torcida ou adversário bem postado que resista a um time extremamente qualificado e ainda mais seguro.

O mentiroso 1 a 0 para o Chivas nos primeiros 45 minutos não disse o que foi o primeiro tempo da decisão da Libertadores. O Inter conseguia manter a posse de bola e evitar os contra-ataques, armas mais fortes dos mexicanos, com uma marcação bem encaixada no meio. E criava as melhores (ou todas) oportunidades. Kléber acertou a trave. Alecsandro o travessão.

O ritmo colorado só caiu após a lesão do centro-avante, que fazia mais uma grande partida. Celso Roth errou ao colocar Éverton, que não tinha a mesma presença ofensiva. Apesar de ameaçar menos, o Inter controlava o jogo com tranquilidade e sabedoria. Errou apenas uma vez. Um erro quase mortal. Guiñazu não acompanhou a subida de Bautista e Renan exitou na saída do gol. 1 a 0 num golaço de cabeça, de fora da área.

Fosse um time comum, o Inter se exporia e voltaria nervoso para o segundo tempo. Celso Roth foi perfeito ao manter a postura da equipe. Acertou ainda mais quando desfez o erro, colocando Rafael Sóbis no lugar de Éverton. Não demorou para o ótimo Kléber fazer um cruzamento quase que como com as mãos para "O Iluminado" Giuliano marcar o empate com a cabeça. Pouco depois, o capitão Bolívar marcou o gol que fez justiça no placar e que deixaria o Colorado muito próximo de sua segunda Libertadores.

Os exemplos recentes são suficientes para evitar que o clima de "já ganhou" atrapalhe o Inter na decisão no Beira-Rio. A equipe é experiente e forte o suficiente para evitar sustos maiores, mas precisa saber que do lado oposto há um adversário forte e brigador.

Mas não há como ignorar a grande vantagem. E mais do que isto: o elenco internacional do Internacional. De um iluminado, predestinado Giuliano. De um Kléber que reencontra aos poucos seus melhores dias. De Guiñazu que está em toda parte do campo. E de D'Alessandro, sempre decisivo.

O bi da América está perto de tornar-se realidade para o melhor time do país. Um prêmio justo para quem investe em qualidade. Um prêmio justo para tirar definitivamente Celso Roth da fila. E para tirar do técnico rótulos que nem sempre ele mereceu.

4 comentários:

Rafael Andrade disse...

Giuliano, esse cara tem estrela. Que partidaço fez o Inter hein?! Vitória mais do que merecida e o time com nove dedos na taça.

Blog do Tavares disse...

Fala, Vinícius!

A vitória do Inter era pra ter sido mais elástica, que jogo!

Talvez se o Alecsandro tivesse em campo até o fim, as bolas entrassem.

Tá difícil mesmo de não o Colorado, o campeão da América desse ano.

Abraços!

Luís Felipe Barreiros disse...

Quando um cara tem estrela, as coisas acontecem naturalmente.

O Inter mereceu esse título que virá muito provávelmente.

Abraço,
porforadogramado.blogspot.com

Luís Felipe Barreiros disse...

Aceita uma parceria?

Abraço,
porforadogramado.blogspot.com

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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