Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro escolhida, é hora de colocar um comandante. Exceção feita à 2010, o técnico do time campeão sempre ficou com o posto. Em 2011, Tite vai enfrentar concorrência forte. Veja os candidatos:
Abel Braga (Fluminense) - Chegou ao fio da navalha mas se manteve no cargo e conseguiu a reação, levando o Flu à Libertadores.
Cristovão Borges (Vasco) - Assumiu após o AVC de Ricardo Gomes e se mostrou qualificado para manter o Vasco até o fim na briga pelos títulos do Brasileiro e da Sul-Americana.
Hélio dos Anjos (Atlético-GO) - Assumiu o time e rapidamente conseguiu recuperação impressionante, vencendo jogos em sequência com futebol de alto nível.
Jorginho (Figueirense) - Conseguiu levar o Figueirense a uma surpreendente e improvável briga por vaga na Libertadores.
Tite (Corinthians) - Soube suportar a pressão após a eliminação na Libertadores para fazer do Corinthians o campeão.
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O gol de Jóbson, aos 48 minutos do segundo tempo, foi um castigo para Abel Braga em sua primeira partida diante da torcida do Fluminense. Castigo merecidíssimo, para um time que não conseguiu jogar diante de um adversário tecnicamente muito inferior.
Abel Braga escalou sua equipe no 3-5-2 que tanto gosta. Edinho era o homem da sobra na defesa. Ciro, seria o "atacante de movimentação". Os alas, teriam liberdade para se aproximar de Conca, assim como Souza. Na prática, não funcionou.
Muito pelo esquema armado pelo Bahia. Os baianos acabaram igualando o esquema do Flu, já que Fahel era responsável pela marcação à Ciro e tornou-se um terceiro zagueiro. A diferença é que Diones e Marcone ocupavam melhor o meio-campo e Ávine apoiava muito bem pelo lado esquerdo, permitindo que Carlos Alberto jogasse perto dos atacantes.
Depois do domínio e pressão do Bahia nos minutos iniciais, Abel encostou Valência em Carlos Alberto. O volante do Flu virou praticamente um quarto zagueiro, já que Carlos Alberto atuava solto. Como todas as jogadas do Bahia passavam pelo camisa 19, o adversário foi anulado (com clara vantagem de Valência na marcação). Mas o Fluminense também sumiu. Souza ficou sozinho no meio-campo. Tinha que marcar, correr e fazer a transição do jogo, errando passes demais.
Veio o segundo tempo e o Bahia se reorganizou. Jóbson passou a aparecer mais no jogo e receber mais a bola, dividindo as atenções com Carlos Alberto. O time avançou as linhas percebendo a falta de qualidade do Flu para ir ao ataque. As entradas de Marcos e Lulinha reoxigenaram a equipe. Enquanto isto, Abel mexia mal. Colocou o jovem Matheus Carvalho na vaga de Conca. Se a bola não chegava à frente com a presença do argentino, com o atacante ficou ainda pior.
O Bahia empilhava chances perdidas enquanto a pressão da torcida do Flu crescia. Vaias inéditas para Fred e reclamações com o desempenho do time. Que, como num golpe de sorte, teve uma falta lateral nos minutos finais do jogo e se jogou para a área, com o sonho de definir o confronto. Bola mal batida, contra-ataque rápido puxado por Ávine (o melhor em campo) e gol de Jóbson. Duro e merecido castigo.
O Bahia vai se acertando e somando pontos importantes. O "time de refugos" comandado por Renê Simões ainda está sendo montado, mas pode melhorar. Pontos conquistados agora vão dar ao técnico a tranquilidade que ele precisa para fazer o time jogar.
Quanto ao Fluminense, é bom que Abel reveja seus conceitos. O óbvio passeou em sua vista durante os 90 minutos do jogo, mas ele preferiu ignorar. A pressão aumenta a medida que o tempo diminui. E Abel precisa justificar o quanto antes os meses de indefinição que o Fluminense viveu à sua espera.
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Perder um técnico reclamando da estrutura do clube e dizendo entre várias outras coisas, que jogadores precisam dividir espaço com ratos no vestiário. Parece distante, coisa de time de várzea. Mas aconteceu no atual campeão brasileiro, com Muricy Ramalho.

Mas a série de vexames que parece não ter fim no Fluminense não para por aí. Campanha pífia e classificação quase impossível na Libertadores, derrotas para pequenos no Estadual.
Como se não bastasse, a saga do clube na busca pelo novo treinador é de envergonhar até mesmo quem pouco se importa com o clube carioca.
O primeiro a rejeitar o emprego foi Levir Culpi. Demonstrou interesse, mas declarou que não poderia sair do Japão no momento, em respeito ao seu clube e também ao povo do país que passa por momento delicado.
Depois veio Cuca. Demitido de maneira tosca pela diretoria do Flu após campanha de recuperação no Brasileirão de 2009 para abrir a vaga de Muricy Ramalho, preferiu permanecer no Cruzeiro onde tem estrutura e faz bela campanha na Libertadores.
Adilson Batista, desempregado, foi mais um a não aceitar proposta do tricolor. Pesou para o ex-treinador do Santos a situação complicada do time tanto na Libertadores quanto no Carioca. Adilson que teve passagens rápidas por Corinthians e Santos, gosta de trabalhos longos. E sabe que provavelmente entraria o Brasileirão já pressionado, principalmente com Abel Braga (o preferido da diretoria do Flu) finalmente disponível no mercado.
O golpe final foi ainda mais humilhante. O emergente Gilson Kleina, que faz ótima campanha com a Ponte Preta no Campeonato Paulista recebeu proposta. A assessoria do Flu (outra que recentemente esteve no centro das atenções) chegou a divulgar o acerto com o treinador. Que após reunião com a diretoria da Ponte, resolveu permanecer em Campinas.
Quatro nomes. Todos publicamente rejeitaram a proposta do Fluminense. A diretoria, perdida, ofereceu rios de dinheiro e atirou para todos os lados. Conseguiu desgastar ainda mais a imagem do clube, já prejudicada pelas declarações de Muricy Ramalho.
Sabe-se que Abel Braga tem interesse em treinar o Fluminense e que o clube deseja o treinador. Pesa contra o acordo, o fato de Abel só poder chegar em julho, já que cumprirá o contrato nos Emirados Árabes. E qualquer outro técnico que chegar ao Flu agora, caso não consiga a quase impossível recuperação na Libertadores, estará pressionado depois de apenas três meses no cargo. Por isso, a tendência é que o bom Enderson Moreira, contratado recentemente como auxiliar permanente, acabe permanecendo até a chegada de Abel. Até porque, esta parece a única opção para um clube queimado no mercado.
O mundo do futebol dá voltar. As vezes, rápidas demais. Aconteceu com o Fluminense, mas pode acontecer com vários outros. Falta de estrutura, planejamento e paciência não é coisa das Laranjeiras.
Que fique a lição.
PS: Muitos leitores provavelmente não conhecem a figura que aparece na imagem deste post. Este é Gilson Kleina, o técnico da Ponte Preta que não aceitou treinar o atual campeão nacional.
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Na segunda-feira, postei sobre mais um bom resultado e a ótima campanha que vem fazendo o Inter até agora na temporada. O título perguntava, "O que que o Inter tem?". Não foi difícil descobrir: Hepatite.
Um surto da doença pegou de surpresa todo o elenco do Internacional. Cinco jogadores já tiveram os casos confirmados. Renan, Edinho, Maycon, Ramon e Muriel. O primeiro, inclusive, pode ser prejudicado no "sonho olímpico", principalmente porque existem muitos outros ótimos goleiros com idade para representar o país do outro lado do mundo. Uma pena para Renan, que vinha sendo convocado por Dunga, e que merece a chance.
Segundo médicos do clube, ainda podem haver mais casos no plantel. A vigilância sanitária ainda não encontrou onde pode estar o foco da doença. O problema pode atrapalhar os planos de Abel Braga. Por sorte, não pegou jogadores mais importantes do time, como Guiñazu e Alex. Mas de toda forma, são jogadores que vão fazer falta ao treinador. Uma pena, mas o Inter é capaz de dar a volta por cima.
Não dá trabalho prever que o Inter é um dos semifinalistas do Campeonato Gaúcho. A vitória por 4 a 1, fora de casa, contra o Canoas, deixou um time com um pé na próxima fase. E foi contundente. Alex, mais uma vez foi essencial, com 2 gols. Já são 9 na temporada.
É candidatíssimo ao título, apesar do bom momento vivido também pelo rival Grêmio. O impressionante é notar que o time não tem contado com bom momento dos dois jogadores que mais se espera. Fernandão não é o capitão do ano passado, e nem o artilheiro do ano retrasado. Está devendo. Nilmar continua sendo reforço apenas no Departamento Médico.
Com os dois jogando juntos, e em bom momento, o time do Inter pode ficar ainda melhor. Abel Braga deve vislumbrar mais uma ótima temporada no colorado gaúcho. É time para brigar pelo título do Brasileirão. Olho no Inter.