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Quadro Negro - Argélia

Um time africano que era cotado como saco de pancadas acabou surpreendendo muita gente. Apesar de ter terminado a Copa com apenas um ponto conquistado, a Argélia não foi presa fácil para ninguém na África do Sul.

Resultado de um esquema tático interessante e repleto de mutações. Para entender é só clicar aqui e ver a análise do time no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

Aproveite para acompanhar a análise de outros times da Copa:

Classificação hoolywoodiana

O roteiro foi perfeito para um filme sucesso de bilheteria. Uma história ideal para o cinema americano. Cheio de reviravoltas, de cenas emocionantes. E no fim, o final feliz. Neste caso, graças ao gol de Donovan, aos 46 minutos do segundo tempo, que classificou os Estados Unidos para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Argélia e Estados Unidos fizeram um jogo franco e interessante. Mais uma vez, duas equipes tinham chance de chegar à próxima fase e lutaram por ela até o último minuto. Literalmente.

Depois de um início melhor dos argelinos, que levaram perigo principalmente nas subidas de Ziani, os Estados Unidos dominaram o meio-campo e fizeram uso de sua qualidade técnica superior. Souberam tocar a bola e buscar espaços. Aproveitaram, principalmente, as bolas paradas para assustar M'bolhi.

Aos 20 minutos, a primeira cena de filme. Dempsey abriu o placar para os americanos, após rebote do goleiro da Argélia. O lance, dificílimo foi anulado pela arbitragem. Foi o segundo erro contra os americanos, que tiveram outro gol legal anulado na partida anterior, contra a Eslovênia.

Depois disso, a equipe seguiu martelando. E dando espaço, nos contra-ataques para os africanos assustarem.

Na etapa final, a medida que se confirmava a vitória da Inglaterra por 1 a 0, as duas equipes foram se abrindo. Mais uma vez, Bob Bradley foi corajoso e mexeu bem no seu time. Primeiro, colocou Feilhaber, para deixar Donovan mais perto do gol. Depois abriu mão de volante e lateral para colocar mais dois atacantes.

O jogo franco e empolgante viu boas chances perdidas, principalmente pelos Estados Unidos. Até que aos 45 minutos, instantes depois de encerrado o outro jogo do grupo, Donovan aproveitou cruzamento de Altidore para fazer o único gol do jogo. Não podia ser outro. Donovan, o personagem principal. O melhor jogador do time e, porque não, da história dos Estados Unidos.

Os americanos chegam à próxima fase como primeiros do grupo. Desde o início, eu disse que se houvesse uma surpresa nesta Copa, seriam eles. E esta liderança, pode abrir caminho para eles chegarem até as semifinais. Eu não duvidaria de uma superprodução.

Alguém viu o "English Team"?

Apesar da lesão de jogadores importantes, como David Beckham, era consenso que a Inglaterra era uma das grandes favoritas ao título mundial. Com o experiente Fábio Capello no comando, com meias em grande forma e com Rooney vindo de uma temporada espetacular, tudo indicava que o sentimento poderia tornar-se realidade.

Não é o que se viu, pelo menos até aqui. Os minutos iniciais empolgantes, com direito a gol de Gerrard na estréia diante dos EUA duraram pouco. Veio o gol de empate com falha grotesca de Green e a equipe caiu de rendimento até o fim do jogo e o empate por 1 a 1.

Ontem, contra a Argélia, a expectativa era de que o time da Rainha empolgasse e atropelasse o adversário para assumir a liderança do grupo. Porém, o que se viu foi pouca inspiração, uma equipe travada e só. Futebol? Nenhum.

É preciso dar méritos ao adversário. Que montou um 5-4-1 surpreendentemente ofensivo, com os laterais chegando ao ataque, com meias abertos e entrando em diagonal para fazer companhia à Matmour, que ficava "isolado" à frente.

Aliás, com um pouco mais de qualidade, os argelinos teriam aproveitado os contra-ataques e enterrado de vez as chances do time de Capello.

No fim, o 0 a 0 foi o resultado mais justo para uma partida fraquíssima, entre as piores da Copa até aqui.

A Inglaterra ainda não está fora. Depende "apenas" de uma vitória diante da Eslovênia para chegar à próxima fase. Não é tarefa impossível, longe disso. Mas, o time precisa jogar muito mais do que fez até aqui. Quanto aos argelinos, fizeram uma campanha digna, mas provavelmente, darão adeus diante dos americanos na próxima semana.

Nem só de grandes jogos vive a Copa do Mundo

Começou com ritmo sonolento o domingo na África do Sul. Aliás, o título faz referência às duas partidas de hoje, mas até agora não houve nenhuma grande partida no Mundial. A diferença é o clima, a expectativa e a importância de cada jogo. É isto que tem feito a diferença até aqui.

O dia começou com Argélia e Eslovênia. Um dos jogos mais fracos da primeira fase. Pelo menos era o que se esperava. E não foi um engano. As duas seleções fizeram um jogo fraco, chato. As duas equipes foram pouco ousadas, pareciam estar sentindo o peso da estréia e faltaram jogadores com mais cancha internacional.

A Argélia até começou melhor a partida. E procurava um pouco mais o ataque até os 28 minutos. Ghezzal, porém, tocou com a mão na bola e foi expulso, dando espaço para a Eslovênia tentar alguma coisa. Sem empolgação, sem muita pressão, os europeus chegaram ao gol mais devido à falha do goleiro Chaouchi do que pela qualidade de seu time.

No jogo seguinte, as coisas melhoraram um pouco. Mas seguiram enfadonhas. A Sérvia decepcionou. Com a qualidade de jogadores que tem, era de se esperar mais do que toques despretenciosos à espera do apito final.

Novamente, o jogo só ganhou ares de decisão quando Lukovic, um dos melhores em campo, foi expulso. A Sérvia com um a menos passou a jogar melhor. Graças ao espaço que a Gana deixava, sem saber como vencer o jogo e tendo a responsabilidade de partir para cima.

O jogo, que tinha tudo para terminar 0 a 0, viu o primeiro gol de penalti da Copa do Mundo. Kusmanovic meteu a mão na bola toscamente na área. Gyan fez o gol da vitória de Gana. Os primeiros africanos a conquistarem os três pontos na África do Sul.

Jogos chatos, que fazem parte. Aos poucos, as coisas vão certamente esquentar.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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