Valeu pouco, tecnicamente, o último amistoso da Seleção Brasileira diante da Tanzânia. O 5 a 1 veio sem grandes dificuldades. Por mais que queiram implicar que sofremos pressão em determinados momentos do jogo, a vitória foi tranquila e soberana.

O nosso teste final para a Copa do Mundo, mostrou algumas coisas importantes, e é isto que precisa ser visto neste momento, tão perto da competição mais importante.
Temos um time pronto. Entrosado, bem armado e preparado para os desafios. Taticamente bem resolvido. Só vejo a Espanha e a Holanda perto do Brasil neste aspecto. A base brasileira veio sendo montada ao longo dos últimos 4 anos e sofreu poucas mudanças. Os outros concorrentes de peso no Mundial, são feitos pelas qualidades individuais, e não pelo time.
Outra grande vantagem foi perceber que Dunga enxerga alternativas interessantes. Com Ramires na cabeça de área, o time ganha em velocidade, qualidade e mobilidade. É uma ótima alternativa. Assim como a entrada de Nilmar em sua posição original, como centro-avante e não na vaga de Robinho (onde também pode ser muito bem utilizado). Todos pensavam que apenas Grafite jogaria na vaga de Luís Fabiano. Com Nilmar, porém, ganhamos uma característica diferente e um ataque mais leve.
Exigir de Dunga estas mudanças na equipe titular é perder tempo. Primeiro porque a formação não foi testada contra grandes adversários (ou agora o jogo contra a Tanzânia vale alguma coisa?). Mas o simples fato de Dunga estar testando variações interessantes como esta, anima. Não teremos um time tão burocrático como pensávamos, onde sempre trocamos seis por meia-dúzia.
Por fim, o jogo de ontem mostrou outra coisa: Doni e Kléberson foram para a África a passeio. Pura gratidão, mesmo. Dunga não conta com eles e mostrou isto nestes dois amistosos.
Estamos prontos. Que venha a Copa do Mundo!