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Quando tudo pede um pouco mais de calma

Para quem não sabe, o Marcação Cerrada tem um Bolão do Campeonato Brasileiro. Recentemente, todos os participantes tiveram que apostar nos times que acham que vão ser campeão, que vão se classificar para a Libertadores, que serão rebaixados. Apesar da posição ridícula na classificação, também participei. E esperei até o último instante para apostar no Corinthians como campeão.

Esperei porque acreditava no Internacional. Acreditava. Mesmo crendo que o Corinthians abriu vantagem importante na disputa, coloquei o Inter como um dos classificados à Libertadores. Hoje, é difícil dizer o que acontecerá com o Colorado. Tudo porque uma bomba estorou no Beira-Rio. E deixou muitos feridos.

Contra o São Paulo, o Internacional foi amplamente dominado mesmo jogando em casa. Foi goleado por 3 a 0. A terceira derrota seguida. Antes, fez um ótimo jogo, fora de casa, contra o Corinthians e acabou derrotado num 1 a 0 que poderia acontecer para qualquer lado. Contra o tricolor, Falcão teve cinco desfalques (Juan, Tinga, Andrezinho, Oscar e Zé Roberto). Não há reposição à altura. E o técnico já havia alertado para isto.

Nesta segunda, o presidente do Inter, Giovanni Luigi causou um terremoto no clube. Demitiu o vice-presidente de futebol, Roberto Siegmann e também o treinador, Falcão. Se isolou e escancarou os problemas de relacionamento no clube. Foi corajoso e irresponsável.

Falcão não era o único culpado pelos últimos resultados ruins. Vinha conseguindo implantar uma filosofia bonita e interessante no Colorado. Demandaria tempo. E necessitava de reforços. Mas com ele, a tendência era o time se acertar. As vitórias acachapantes sobre Atlético-MG, América e Figueirense eram a tendência. O vexame para o São Paulo, a exceção.

Isolado, Giovanni Luigi não pode errar. Controlar o vestiário do Inter, com Bolívar, D'Alessandro e Lauro não é fácil. Falcão vinha trabalhando bem. Dunga também é ídolo do clube e é o nome mais cotado. Me parece o único capaz. Mas andou rejeitando muitas propostas e não sei se assumiria o Colorado neste momento de crise.

O momento pedia calma e paciência. O Inter não teve. Luigi assumiu uma perigosa responsabilidade. E ao meu ver, jogou para o alto, as enormes chances de boa campanha que havia no clube gaúcho.

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O maior desafio ainda está por vir

Como já era previsto, a "era Dunga" chegou ao fim. Oficialmente, a CBF dispensou o técnico e sua comissão técnica após a eliminação na África do Sul. Um trabalho que acabou quando tinha que acabar. Havia prazo de validade no trabalho de Dunga. E acredito que o mais provável era que o treinador saísse mesmo se conquistasse o título, pelos motivos que explicarei mais à frente.

Antes de mais nada, é preciso avaliar com calma e paciência o trabalho de Dunga. Os números pré-Copa são ótimos e credenciaram o treinador para fazer suas escolhas para a África do Sul. Venceu a Copa América e a Copa das Confederações. Foi primeiro nas Eliminatórias. Criticada, a seleção chegou a encantar em alguns jogos e a fazer partidas memoráveis. Se faltavam craques malabaristas com a bola, sobravam aplicação tática e respeito pela camisa, coisas exigidas pelo futebol moderno.

Na Copa, a seleção fez uma campanha digna. No grupo mais difícil da primeira fase (apesar da "baba" Coreia do Norte) conseguiu a classificação em primeiro sem sustos. Atropelou o Chile nas oitavas e acabou eliminado pelo bom time da Holanda.

Se ficou o gosto de que poderia ter chegado mais longe (e de fato dava para passar dos holandeses), é preciso reconhecer que o Brasil não era o grande favorito ao título. Era possível que vencesse, claro. Mas haviam outras seleções mais fortes, como a Espanha. Nossos principais jogadores não fizeram uma boa temporada e apesar de algumas escolhas duvidosas, Dunga esteve perto de levar o que temos de melhor.

De toda forma, o tempo de Dunga chegou ao fim. E era preciso que mudasse. O desafio que está por vir a partir do mês que vem é muito maior do que o técnico poderia suportar. A pressão por um título em 2014 será gigante. Mais do que isso, torcedores e imprensa vão exigir bom futebol. E só um técnico com experiência poderá comandar a seleção. Ganhar, para muitos, será "apenas" a obrigação.

Além disso, o Brasil vai precisar de um comandante com diálogo, experiência e sabedoria. Será um embaixador do país da Copa, assim como foi Parreira nos últimos 4 anos. Por isso, é impossível não reconhecer que Luis Felipe Scolari é o melhor nome. Experiência, respeito internacional, ótimo diálogo e uma campanha impecável quando dirigiu o time.

Se eu fosse apostar em alguém, apostaria em Leonardo. Me parece que o ex-técnico do Milan tem o perfil ideal para a CBF. Acho que Léo tem futuro, mas ainda é "verde" demais para um desafio deste tamanho. Assim como tenho minhas dúvidas quanto ao ótimo Mano Menezes.

De toda forma, é preciso um processo de renovação. Ao contrário do que teima em dizer, Dunga não renovou a seleção. Renovou o espírito e tirou do time alguns jogadores que não pareciam disposto a se esforçar para estar lá, como Adriano, Ronaldo, Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho. Mas o time é envelhecido e provavelmente cerca de 80% do elenco deve mudar até o próximo Mundial.

Fazer previsões quanto aos futuros convocados é besteira. Até lá, milhares de novos jogadores surgirão. Mas é óbvio que o novo treinador deve apostar desde já na nova safra, com Ganso, Neymar, Wesley, Pato, Lucas, Thiago Silva, Miranda, Hernanes e companhia. Pensar num trabalho a longo prazo. Sem Eliminatórias, será possível trabalhar uma equipe para brilhar nas Olimpíadas, em 2012. E a partir dela, definir o elenco para o próximo Mundial.

Por isto CBF, paciência, sabedoria e mãos à obra!

Derrotados pela cabeça

Neste momento de eliminação, o brasileiro adora procurar o "lugar comum". É fácil achar culpados e responsáveis pela derrota. Em casos como este, aquele ditado que "a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa" se inverte. A nossa grama, passa a ter sempre a obrigação de ser a mais bela do planeta.

E é neste momento que os mesmos que criticavam a "fraca" seleção brasileira e exaltavam o futebol envolvente da Holanda, passam a tratar o jogo como se fosse obrigação do Brasil atropelar o adversário em qualquer circunstância.

É esta pressão que gera momentos de descontrole emocional como o que aconteceu no início do segundo tempo. Antes disso, vale a lembrança que o Brasil fez um primeiro tempo quase perfeito. Anulou as principais peças da Holanda (mesmo abusando das faltas em Robben) e conseguiu trocar passes com qualidade e velocidade. Abriu o placar com Robinho em passe incrível de Felipe Melo. Antes, já havia marcado outro, bem anulado pela arbitragem. Os volantes holandeses deixavam espaços na entrada da área e Robinho e Kaká aproveitavam para flutuar pelo setor trocando passes com velocidade.

O primeiro tempo no qual o Brasil sobrou, só não foi perfeito pois o time não matou o jogo. Poderia ter feito 2 ou 3 a 0 e mandado de volta para casa o adversário. E contra um time que tem Robben, Kuyt, Sneijder e companhia, não se brinca.

No segundo tempo, o Brasil voltou como se o jogo já tivesse ganho. A missão parecia mais fácil do que a desenhada antes do jogo. O lance displicente de Felipe Melo logo no início mostrou claramente. A Holanda voltou com uma postura diferente e rapidamente engoliu os brasileiros. Van Bommel entrou no jogo. E o time passou a jogar mais com Robben, percebendo a fragilidade do lado esquerdo canarinho.

Não demorou para Michel Bastos abrir o bico e levar cartão amarelo. Poderia ter sido expulso, em carrinho exagerado. Dunga demorou para mexer e por ali a Holanda deitou e rolou. E quando empatou o jogo, com gol contra de Felipe Melo em falha grotesca do gigante Júlio César, o time se perdeu. Assustou-se em campo e deu espaço para os adversários.

O segundo gol, desta vez com a cabeça de Sneijder em falha do melhor jogador brasileiro na Copa (Lúcio), foi um golpe fatal. O Brasil já demonstrava que faltava controle emocional para buscar alguma coisa. Dunga voltou a demorar a mexer e o descontrole veio à tona de vez quando Felipe Melo deu um pisão ridículo e desnecessário em Robben. Crônica da expulsão anunciada. O time "guerreiro" precisava de uma derrota para tornar-se desequilibrado.

Com um a menos, esfolado mentalmente e pior em campo, foi impossível tentar alguma coisa. Nem na base do abafa, o Brasil conseguiu assustar. E a Holanda acabou ficando com a justa classificação para a semifinal.

Antes de fazer uma "análise final" do Brasil, é preciso exaltar e reconhecer o ótimo time adversário. A Holanda foi valente, competente e sabe jogar bola. Sneijder é um dos melhores do mundo na atualidade. Robben é um monstro. Stekelenburg é uma das grandes surpresas da Copa. Isto sem falar em Van Bommel, Kuyt e Van Persie. Não é atoa que o time tem 100% de aproveitamento na Copa até aqui. Não é atoa que estão há 24 jogos sem perder.

Quanto ao Brasil, não dá para culpar um ou outro. O primeiro tempo da seleção provou que os que lá estavam eram capazes de buscar o título. Mas no futebol, é preciso muito mais. É preciso seriedade do início ao fim. E muito controle emocional.

A "Era Dunga" chegou ao fim. O treinador não vai continuar. Com todos os problemas e a falta de experiência, os números foram bons. Não dá para "exigir" de alguém que vença uma Copa do Mundo tão equilibrada. Claro que o técnico teve seus erros e sua parcela de culpa. Só não dá para carregar tudo sozinho.

Assim como Felipe Melo. Errou na expulsão e precisa amadurecer com isto. Vai ser o crucificado da vez e precisará de muita cabeça para seguir em frente. Justamente o que não mostrou hoje e nos últimos tempos. Foi um jogador importante em determinados momentos, fez uma Copa do Mundo regular, mas errou num momento crucial. Quando o time mais precisava dele.

Assim como os monstros Lúcio e Júlio César. Erraram no momento importante. Justamente o setor e os jogadores mais confiáveis da seleção falharam hoje. Aconteceu. Não era o dia. Bola para frente.

Em 2014, pode ser diferente.

Vencendo, convencendo e espantando fantasmas

Se o Brasil precisava vencer jogando bem um forte adversário para mostrar para todos que é mesmo o principal candidato ao título mundial, não precisa mais. Não quero dizer aqui que o time foi perfeito e fez uma atuação fantástica contra a Costa do Marfim. De forma alguma. Mas mais uma vez, Dunga e sua equipe provaram que estão prontos para todo e qualquer desafio que pintar pela frente.

Os primeiros 24 minutos mostraram equipes reduzindo espaços, muitos passes errados e nenhuma chance real de gol. A Costa do Marfim adiantou suas linhas e dificultava a saída de bola brasileira, que fica lenta e previsível nos pés de Gilberto Silva e Felipe Melo. Até que o primeiro fantasma foi exorcizado com a jogada de Robinho, Kaká e Luís Fabiano, que resultou na bomba do atacante do Sevilla que estufou as redes de Barry. Um gol com raiva. Um gol de alívio. E uma mostra de que quem duvidava que faltava ao Brasil qualidade individual para definir um jogo complicado estava profundamente enganado.

Enquanto os brasileiros se soltavam e Kaká passava a encontrar seu espaço no campo, os marfinenses se assustaram. Sabiam que furar a zaga mais eficiente do planeta seria difícil. Ainda mais com Drogba isolado na frente e com Dindane não conseguindo aproveitar a fraqueza no setor esquerdo da defesa brasileira.

A volta para o segundo tempo e o gol espetacular de Luís Fabiano (apesar da ajuda do braço direito) afundaram de vez as chances da Costa do Marfim. Que passou a usar de sua exuberante força física para abusar das faltas sem advertências por parte de uma arbitragem ruim. Elano, um dos melhores em campo, ainda fez o terceiro após jogada de Kaká (que nesta altura, havia trocado de posição com Robinho em campo). 3 a 0. Uma goleada incontestável.

Outra vez, a zaga cochilou no fim e Drogba diminuiu. Sem sustos. E não me parece motivo para se assustar. De fato, a defesa brasileira só deu espaços na África do Sul quando as partidas estavam, de fato, definidas.

No fim, a expulsão de Kaká obrigará Dunga a testar a equipe sem seu principal jogador. O que, certamente, vem em ótima hora, já que não há obrigação diante de Portugal.

O Brasil mostrou o equilíbrio defensivo de sempre e mais uma vez deu provas da qualidade de seus jogadores de frente. Felipe Melo fez ótima partida (apesar de alguns ranzinzas da imprensa preferirem não dar o braço a torcer). Kaká errou muito, mas buscou o jogo e foi decisivo em duas jogadas. Luís Fabiano reencontrou o gol e provou que dá para confiar nele (mais uma vez).

Resta saber em qual lugar nos classificaremos. Acredito que seremos os primeiros. Apesar da espantosa goleada de Portugal (da qual falarei no próximo post), não acho que a pátria-mãe tenha futebol para nos bater. E só quem quer procurar pelo em ovo de toda maneira, não percebe que o Brasil está no rumo de uma bela campanha (lembrando sempre que uma derrota incomum em um jogo mata-mata, sempre pode acontecer).

Não vou entrar no assunto Dunga x Imprensa. Não há santos na história. Dunga errou feio e precisa se portar como alguém que ocupa um cargo tão importante. Este tipo de ação é inaceitável. Mas a imprensa (e aqui a generalização é péssima e injusta da minha parte) também precisa tratá-lo com mais respeito e profissionalismo. É muito fácil se colocar como o mocinho quando se tem espaço de sobra para atacar pelas costas do outro.

Estamos prontos. E temos alternativas

Valeu pouco, tecnicamente, o último amistoso da Seleção Brasileira diante da Tanzânia. O 5 a 1 veio sem grandes dificuldades. Por mais que queiram implicar que sofremos pressão em determinados momentos do jogo, a vitória foi tranquila e soberana.

O nosso teste final para a Copa do Mundo, mostrou algumas coisas importantes, e é isto que precisa ser visto neste momento, tão perto da competição mais importante.

Temos um time pronto. Entrosado, bem armado e preparado para os desafios. Taticamente bem resolvido. Só vejo a Espanha e a Holanda perto do Brasil neste aspecto. A base brasileira veio sendo montada ao longo dos últimos 4 anos e sofreu poucas mudanças. Os outros concorrentes de peso no Mundial, são feitos pelas qualidades individuais, e não pelo time.

Outra grande vantagem foi perceber que Dunga enxerga alternativas interessantes. Com Ramires na cabeça de área, o time ganha em velocidade, qualidade e mobilidade. É uma ótima alternativa. Assim como a entrada de Nilmar em sua posição original, como centro-avante e não na vaga de Robinho (onde também pode ser muito bem utilizado). Todos pensavam que apenas Grafite jogaria na vaga de Luís Fabiano. Com Nilmar, porém, ganhamos uma característica diferente e um ataque mais leve.

Exigir de Dunga estas mudanças na equipe titular é perder tempo. Primeiro porque a formação não foi testada contra grandes adversários (ou agora o jogo contra a Tanzânia vale alguma coisa?). Mas o simples fato de Dunga estar testando variações interessantes como esta, anima. Não teremos um time tão burocrático como pensávamos, onde sempre trocamos seis por meia-dúzia.

Por fim, o jogo de ontem mostrou outra coisa: Doni e Kléberson foram para a África a passeio. Pura gratidão, mesmo. Dunga não conta com eles e mostrou isto nestes dois amistosos.

Estamos prontos. Que venha a Copa do Mundo!

Não se fala em outra coisa

A Copa do Mundo começa oficialmente hoje para o Brasil. Às 13h, o técnico Dunga vai divulgar os 23 convocados para representar a Seleção na África do Sul. Mais tarde, a CBF anunciará os sete possíveis suplentes, no caso de alguma lesão.

Com o excesso de ótimos jogadores que o Brasil sempre teve e continua tendo, fica uma certeza: as chances de a lista não agradar em cheio a ninguém é enorme! A minha, por exemplo, certamente seria muito diferente da do treinador. Como a moda é apostar, vamos aos 23 jogadores que eu acredito que Dunga levará:

Goleiros: Júlio César (Inter de Milão), Doni (Roma) e Victor (Grêmio)
Laterais: Maicon (Inter de Milão), Daniel Alves (Barcelona), Gilberto (Cruzeiro) e André Santos (Fenerbahçe)
Zagueiros: Juan (Roma), Lúcio (Inter de Milão), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan)
Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos), Felipe Mello (Juventus), Josué (Wolfsburg) e Ramires (Benfica)
Meias: Elano (Galatasaray), Kaká (Real Madrid), Júlio Baptista (Roma) e Paulo Henrique Ganso (Santos)
Atacantes: Robinho (Santos), Adriano (Flamengo), Luís Fabiano (Sevilla) e Nilmar (Villareal)

Como vocês vêem, acredito em Ganso convocado no lugar de um volante, já que Dunga não encontrou ninguém por ali. Creio também que André Santos voltará agora. Foi o jogador que melhor se firmou na lateral esquerda. Adriano é minha aposta e se ele ficar fora, acredito em Grafite e não Neymar entre os convocados.

Como a corneta precisa estar ativa, vou colocar a minha lista:

Goleiros: Júlio César (Inter de Milão), Fábio (Cruzeiro) e Victor (Grêmio)
Laterais: Maicon (Inter de Milão), Daniel Alves (Barcelona), Marcelo (Real Madrid) e Roberto Carlos (Corinthians)
Zagueiros: Juan (Roma), Lúcio (Inter de Milão), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan)
Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos), Felipe Mello (Juventus), Josué (Wolfsburg) e Ramires (Benfica)
Meias: Elano (Galatasaray), Kaká (Real Madrid), Ronaldinho Gaúcho (Milan) e Paulo Henrique Ganso (Santos)
Atacantes: Robinho (Santos), Fred (Fluminense), Luís Fabiano (Sevilla) e Nilmar (Villareal)

Como vocês vêem, mudaria apenas cinco nomes. Não levaria Neymar. Mas levaria Ronaldinho Gaúcho. Na lateral esquerda colocaria o jovem Marcelo ao lado do experiente Roberto Carlos. São ótimas opções. E na frente, nem Adriano nem Grafite. Levaria Fred, o ótimo centro-avante do Fluminense.

Agora resta aguardar as 13h. De tarde, voltarei aqui com a lista oficial e meus comentários a respeito.

Ainda dá para ele?

Mais uma boa atuação e fica a impressão de que Roberto Carlos começa a se adaptar novamente ao futebol brasileiro. Percebeu que aqui é preciso dosar a energia e a força nas jogadas. E que assim, sobra mais espaço e fôlego para ele fazer o que sempre soube muito bem: jogar futebol.

O lateral voltou a atuar bem na lateral esquerda do Corinthians. Além da técnica que sempre lhe foi peculiar e da força física tradicional, Roberto mostra-se fundamental à equipe do Parque São Jorge pela experiência. Sabe comandar o time de dentro de campo e isto é importante. Não é o único no Corinthians que sabe fazê-lo. Mas está entre os que fazem melhor.

E nem digo isso pelo gol que fez no clássico contra o São Paulo (o segundo com a camisa corinthiana). Ali, ele contou mais com a ajuda de Rogério Ceni do que com seu potencial, na verdade.

Fato é que, com mais esta boa atuação, Roberto Carlos voltou a falar em Copa do Mundo e Seleção Brasileira. Do alto de seus 33 anos, um dos jogadores mais criticados do último mundial pretende dar a volta por cima. Aos poucos, ele conquistou o torcedor corinthiano. Agora, começa a conquistar os jornalistas. Difícil, será convencer Dunga.

Roberto Carlos é mais do que bom jogador. Foi um dos melhores laterais esquerdos do planeta. Tem experiência e maturidade. Na ausência de bons jogadores na posição (os últimos dois laterais convocados por Dunga, tem jogado no meio-campo em seus clubes), eu acredito que Roberto poderia ser uma boa. Na pior das hipóteses, como opção no banco de reservas. À distância, ele me parece fazer bem ao grupo e não seria problema para Dunga.

Mas, ainda não tendo convocado o jogador nenhuma vez, acho muito pouco provável que Dunga chame o jogador logo na lista final.

Fato é que, olhando as coisas de maneira generalista, ainda dá para acreditar em Roberto Carlos como boa opção na África do Sul.

Os 23 homens de Dunga

A Copa do Mundo vem aí. Por mais que o técnico insista em dizer que ainda fará avaliações, o grupo brasileiro para o Mundial está fechado, desde que uma grande catástrofe não aconteça. E seguindo a idéia do amigo Filipe Araújo em seu blog Gambetas, o Marcação Cerrada vai tentar apostar o que passará na cabeça de Dunga na hora de fechar a lista dos brasileiros.

Farei um pouco diferente. Falarei sobre minhas opções e o que imagino passar na "brilhante" mente do aprendiz de treinador. No fim, postarei a "provável" lista.
Vamos começar pelos goleiros. Dunga tem seus três nomes definidos e dificilmente mudará um deles. Eu não levaria Doni, em baixa e na reserva da Roma. No Brasil, há goleiros melhores. Fábio, Bruno e Marcos, por exemplo, nesta ordem.

A lateral direita é a posição mais certa. Só uma lesão mudará os dois selecionados. Na zaga, Lúcio e Juan serão os titulares, desde que o segundo mantenha a condição física. Luisão é um reserva certo. Miranda e Thiago Silva disputam a última vaga.

A grande dúvida é a lateral esquerda. Michel Bastos, titular na reta final de preparação estará entre os 23. Gilberto, experiente e já testado, bom jogador de grupo, tem ótimas chances. Mas seria bom jogar na posição pelo Cruzeiro. André Santos corre por fora, mas precisa se afastar das polêmicas e jogar muito mais na Turquia. Eu pensaria no jovem Marcelo, do Real Madrid. Ou até mesmo em levar apenas um jogador para a posição e pensar em Daniel Alves com alternativa.

No meio-campo, muitas definições e uma grande polêmica. Os volantes estão escolhidos, apesar da pressão para a saída de Josué. De fato, só Sandro do Internacional pode "roubar" o lugar do jogador. Na meia, todos parecem certos. Inclusive o contestadíssimo Júlio Baptista, outro reserva da Roma. A cobrança em torno da convocação de Ronaldinho Gaúcho cresce à cada instante.

Minha opinião: Júlio Baptista sempre foi contestado na seleção. Mas sempre cumpriu bem seu papel. É um bom jogador de grupo e tem a confiança de Dunga. Mas não é decisivo e diferenciado como Ronaldinho, longe disso. É complicado abrir mão de um jogador campeão mundial e já eleito o melhor do mundo. Mas, será que Ronaldinho aceitaria a reserva? Se sentiria bem sendo coadjuvante no time de Dunga? Acho que não. Eu levaria o meia do Milan, mas consciente de que o risco é grande.

No ataque, os quatro nomes também só serão alterados por uma lesão. Aí, Grafite e Pato correm por fora. O primeiro, para as vagas de Adriano ou Luís Fabiano. O segundo, no lugar de Robinho ou Nilmar. Esta escolha de Dunga é inquestionável. Os atacantes que ele está levando, fazem por merecer.

Vamos então ao meu palpite de lista para o Mundial:

Goleiros: Júlio César, Doni e Victor
Laterais Direitos: Maicon e Daniel Alves
Zagueiros: Lúcio, Juan, Luisão e Thiago Silva
Laterais Esquerdos: Michel Bastos e Gilberto
Volantes: Gilberto Silva, Felipe Melo, Josué e Kléberson
Meias: Ramires, Elano, Kaká e Júlio Baptista
Atacantes: Robinho, Luís Fabiano, Nilmar e Adriano

Segurança. Este é o segredo

Acabaram os testes. A próxima vez que Dunga e seu elenco entrarem em campo, será valendo três pontos. Será pela Copa do Mundo. O questionado aprendiz de treinador conseguiu completar o seu ciclo à frente da Seleção e chegar ao Mundial da África do Sul, coisa que muitos duvidavam. E apesar da enxurrada de críticas que segue recebendo, é preciso reconhecer que seu trabalho amadureceu e evoluiu.


Ontem, um teste difícil contra a Irlanda. Não é um super-time. Mas deu muito trabalho para Itália e França nas Eliminatórias européias. Aliás, só não eliminou os franceses graças à mãozinha da arbitragem no gol de Henry. No primeiro tempo, os irlandeses deram muito trabalho. Foram fortes e competitivos. No segundo, caíram de rendimento. Pareciam cansados. E sofreram com a melhora na marcação do Brasil.

Sobre o time de Dunga, fez uma boa partida. Nada extraordinário, como de costume. Mas é um time eficiente. Principalmente na defesa, que leva poucos gols. Por um lado, a estratégia é muito inteligente, embora não agrade aos torcedores e amantes do futebol. Com uma defesa segura, o Brasil tem talentos individuais suficientes para decidir na frente.

Ontem, o talento foi Robinho. Foi dele a inteligente mexida por trás da defesa para receber (impedido) e chutar a bola que acabou desviada por Andrews e morreu no fundo do gol. Foi o único bom lance do Brasil na primeira etapa. No contra-ataque, a marca do time de Dunga.

Na etapa final, o time se acertou. A cobertura para Michel Bastos funcionou, e o lateral do Lyon, claramente desconfortável como lateral, cresceu de produção. A marcação adiantada também facilitou o trabalho, impedindo que a Irlanda tivesse a bola. Fundamental também a entrada do sempre ótimo Daniel Alves. Tem bola para ser titularíssimo do time. Deu "azar" de ter Maicon, gigante, como concorrente. Mas pelo que tem jogado, vai acabar por conquistar sua posição entre os 11, seja como meia (de preferência) ou como lateral esquerdo.

Ainda temos alguns defeitos. Mas é preciso enxergar as muitas virtudes do seguro time de Dunga. Os resultados estão aí. A Seleção conquistou tudo com o treinador. Se não empolga, faz o suficiente para ser considerada por todos entre as favoritas. Mas é preciso saber: todo o trabalho estará perdido se o hexa não vier. No Brasil, é assim que as coisas funcionam. Dunga sabe disso. E por isso não parece disposto a largar suas convicções.

Não é hora de experimentar

Assisti com estranheza a reação da grande maioria com a convocação de Dunga para o amistoso da Seleção contra a Irlanda no dia 2 de março. Foi a última convocação do técnico antes da decisiva, para a Copa do Mundo. Entre os 22 convocados, poucas ou nenhuma novidade.



Mais uma vez Dunga optou pela manutenção da base. Não quer se comprometer. Afinal, são quase 4 anos de um trabalho que já pode ser considerado sólido. E de muito sucesso nos números. É natural que Dunga siga apostando naqueles que já demonstraram capacidade e lealdade sob seu comando.

É por isso, que Dunga mantém alguns nomes que seguem sendo criticados. Com algumas críticas, concordo plenamente. Com outras, nem tanto. Vejamos:

Doni foi novamente convocado para o gol. Uma lástima. O jogador é reserva de outro brasileiro em seu próprio clube. Vive um momento péssimo. A situação é ainda mais complicada se considerarmos a incrível safra de goleiros que temos no país. Victor, Fábio, Bruno, entre outros. Mas, Dunga mostra lealdade aos seus convocados. Para poder cobrar o mesmo deles depois.

Na zaga, justa e ótima a troca de Miranda por Thiago Silva. O zagueiro que vai muito bem no Milan é ótimo e tem que estar em todas as listas da Seleção. Principalmente já que Juan, que tem características parecidas com a dele, não é confiável fisicamente.

Na lateral esquerda as grandes surpresas. Dunga manteve Michel Bastos, que vem jogando como meia pela direita no Lyon. E convocou ainda Gilberto, que é meia no Cruzeiro. Duas apostas ótimas tecnicamente, mas de dois jogadores "desacostumados" com a posição. Vale lembrar que Gilberto tem a confiança de Dunga e foi titular da posição no início da carreira do treinador. Saiu pois ficou muito tempo sem jogar pelo Tottenham. É bom jogador e sabe fazer a função. Só não sei se tem físico para isso. Seria bom ter, além dele, alguém que vem jogando por ali, como Kléber do Internacional, que está reencontrando o bom futebol.

No meio-campo, as mesmas caras, com exceção de Kléberson, recuperado de lesão. É um jogador experiente, dedicado e que pode ser importante no grupo. Felipe Melo, em péssima fase na Juventus, está mantido e é justo que ele tenha mais uma oportunidade. Mas é preciso encontrar outras soluções para a posição. Lucas, que vem sendo titular absoluto no Liverpool, pode ser uma boa saída.

O nome mais questionado, porém, é o de Júlio Baptista. Outro reserva da Roma em péssima fase. Mas, como já disse aqui outras vezes: é um jogador que sempre correspondeu quando entrou em campo pela Seleção. Fez gols importantes, é versátil e já está no grupo. Acredito, porém, que vai acabar ficando fora da última convocação, para dar lugar à Ronaldinho. Dunga foi prudente em mantê-lo de fora. Assim, o meia continuará focado e concentrado no desejo de jogar pelo país. Afinal, Ronaldinho não precisa ser testado.

Por fim, no ataque, Robinho foi convocado novamente. Natural. Dunga confia e tem uma dívida de gratidão com o atleta. Ao seu lado, nomes inquestionáveis que fatalmente estarão na África do Sul.

Até 2010

A Seleção Brasileira se despediu de uma temporada de afirmação com a vitória por 2 a 0 sobre Omã, ontem. 2009 fica para trás e o time só volta a campo em março de 2010, no último amistoso antes da Copa do Mundo.

O balanço de 2009 é extremamente positivo. Há confiança no trabalho de Dunga. Se não é um exímio treinador, soube fazer as escolhas certas e principalmente, controlar bem o ímpeto do grupo.

Os números são extremamente favoráveis. Em 2009, foram 17 jogos, 14 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota.

Vencemos a Copa das Confederações. Vencemos Argentina, Itália, Inglaterra.

Temos um grupo quase pronto.

O amistoso de ontem disse pouco. Ritmo de treino, contra uma equipe muito abaixo mas que se esforçou o quanto pôde. E que mostrou um ótimo goleiro, capaz de segurar as raras e boas investidas do ataque brasileiro.

Nilmar, garantido no grupo, fez o primeiro gol. O segundo, foi contra, em lançamento de Michel Bastos que iria na cabeça de Hulk. Aliás, o atacante do Porto, das novidades, foi o que jogou melhor. Mas foi apenas observação. Não há vaga para ele no ataque. Assim como não há para Fábio Simplício no meio e Cris na zaga.

De todos estes, o único que pode ficar é Michel Bastos. Apesar de não ter sido fantástico, fez o básico. Agradou a Dunga e deve ter novas chances. Ao lado de André Santos, pela falta de concorrência, torna-se um dos favoritos. Cada vez mais, acho que só teremos um lateral esquerdo de fato, entre os 23 escolhidos para a África do Sul.

Resta aguardar. E torcer para que 2010 seja tão bom e vitorioso para a seleção brasileira quanto foi 2009.

Respeitando a competição

Dunga prometeu e cumpriu. Deixou fora da última convocação do ano os jogadores que atuam no Brasil. Respeitou o Campeonato Brasileiro e, mais do que isso, impediu que quem perdesse, transferisse a responsabilidade para o comandante da Seleção.

Assim, Victor, Miranda, Souza, Diego Souza, Diego Tardelli e Adriano ficaram fora da lista. Abrindo espaço para novos nomes.

No gol, Doni está de volta. Depois de um período lesionado, o goleiro comprova que será o reserva da Copa do Mundo reaparecendo na lista. Victor, será o terceiro goleiro e a posição me parece fechada.

Na zaga, Lúcio fica fora. Naldo terá outra oportunidade e Juan, a última chance de se mostrar recuperado da lesão. Boas escolhas. Miranda, que não foi bem na última convocação pode acabar perdendo espaço.

As grandes novidades estão na lateral esquerda. Fábio Aurélio (finalmente) e Michel Bastos foram os escolhidos. Sinal que Dunga ainda quer experimentar na posição. E que André Santos e Filipe Luís estão longe de garantir a posição. Escolhas justas. Fábio Aurélio é ótimo jogador e tem qualidades para ser o titular. Michel Bastos, tem tudo para se tornar o novo Daniel Alves. Pode ser opção na lateral esquerda, ou também na meia (inclusive pelo lado direito), onde vem atuando desde a temporada passada.

No meio-campo, uma novidade. E ótima. Carlos Eduardo, do Hoffenheim. É um jogador interessante, que pode jogar na meia, ou como atacante, aberto pelo lado esquerdo, função parecida com a de Robinho. É uma alternativa interessante, principalmente se Robinho continuar jogando o que vem jogando.

Alex é outro que ganha nova oportunidade. Pode se aproveitar do fato de jogar fora para levar vantagem na disputa com Diego Souza por uma vaga no meio-campo.

No ataque, além da volta de Robinho, Dunga dá a primeira oportunidade para Hulk, do Porto. O atacante é bom. Forte, tem qualidade para jogar fora da área, é ágil e sabe fazer gols. Só fico triste por, mais uma vez, Dunga ignorar a convocação de Grafite (mesmo que este ande na pior fase desde o ano passado). Pelo que fez, merecia, no mínimo, uma oportunidade. E ao meu ver, estava na frente, na fila da convocação.

Em termos gerais, ótimas escolhas. Que dão novas possibilidades para Dunga, pensando no Mundial. Esta é a hora que todos precisam provar para, definitivamente, firmarem suas posições. E Dunga, mostrou, novamente, estar antenado com o que anda acontecendo com os jogadores brasileiros.

Confira a lista completa:

Goleiros

Julio César (Inter de Milão)

Doni (Roma)

Laterais

Maicon (Inter de Milão)

Daniel Alves (Barcelona)

Michel Bastos (Lyon)

Fabio Aurelio (Liverpool)

Zagueiros

Luisão (Benfica)

Juan (Roma)

Naldo (Werder Bremen)

Meias

Gilberto Silva (Panathinaikos)

Josué (Wolfsburg)

Ramires (Benfica)

Felipe Melo (Juventus)

Julio Baptista (Roma)

Kaká (Real Madrid)

Elano (Galatasaray)

Alex (Spartak Moscou)

Carlos Eduardo (Hoffenheim)

Lucas (Liverpool)

Atacantes

Luis Fabiano (Sevilla)

Nilmar (Villarreal)

Hulk (Porto)

Robinho (Manchester City)

Estamos lá. E estamos prontos?

Mais um empate por 0 a 0 dentro de casa. Aliás, foram 4, nos 9 jogos do Brasil em casa nas Eliminatórias. Quase 50%. Este, pouco ou nada contestado, graças à situação do time, que já estava classificado há três rodadas.

Mas é fato: pela primeira vez, encaramos a Venezuela no Brasil e não vencemos. Mas, Dunga, outra vez contou com a sorte. E com a derrota do Paraguai, que nos deixou como líderes das Eliminatórias. Título simbólico, que não vale nada. Mas que prova que fomos os melhores durante o torneio classificatório. E de fato, fomos.

Pouco importa o resultado. Era jogo para testes. Dunga fez dois logo de cara. Poderia ter feito mais. Lucas e Filipe Luís saíram jogando. Seria um bom jogo para colocar Victor, por exemplo. Mas o treinador foi coerente e preferiu assim.

O jogo foi fraco. O Brasil demorou a entender a forma de jogar dos adversários. E por isso, nos primeiros 25 minutos o jogo foi péssimo. Aos poucos, o Brasil se adiantou e passou a jogar. Teve azar nas finalizações e a trave atrapalhou o rendimento. Destaque para Luís Fabiano, com presença de área invejável e muita vontade de fazer um gol.

Queria ser o artilheiro das Eliminatórias e não conseguiu. Ficou atrás de Suazo, que fez o gol que eliminou o Equador. Mas convenceu. Está garantido na Copa. E provavelmente será o titular na África do Sul.

Aliás, terminada as Eliminatórias, é hora de pensar na África. Faltando pouco menos de 8 meses para o início do Mundial, o Brasil é um dos grandes favoritos ao título. Temos uma base, temos uma maneira de jogar, temos um time competitivo e resultados que sustentam esta tese.

No gol temos uma vaga em aberto. Mas a certeza de que Júlio César é o títular absoluto.

Nas laterais, temos a direita definida e a esquerda em aberto. André Santos convenceu e deverá estar no Mundial, mas pode não ser titular. Filipe Luís foi bem em sua primeira oportunidade. Deve ter novas chances e só depende de si para ir à Copa.

Na zaga, Lúcio e Luisão são os únicos garantidos. Juan vai depender da condição física. Miranda, que estava na frente por uma vaga, pode ter atrapalhado seu sonho com a expulsão de ontem. Thiago Silva e Naldo são os principais concorrentes.

No meio-campo, antes contestado, Gilberto Silva é titular absoluto e homem de confiança do técnico e da torcida. Josué será seu reserva. Felipe Melo andou decepcionando, mas irá ao Mundial, provavelmente como titular. Sandro e Lucas brigam pela reserva da posição, com Anderson correndo por fora. Ramires, Elano, Kaká e Júlio Baptista completam a posição. O último, pode ficar fora, e abrir uma vaga para, provavelmente, Alex. O meia agradou a Dunga, principalmente pela polivalência e pela possibilidade de ser lateral esquerdo.

No ataque temos Luís Fabiano, Robinho, Nilmar e Adriano. Só uma grande mudança de percurso mudará os nomes escolhidos por Dunga.

Temos uma ótima base e algumas posições em abertos. Mas, mesmo os garantidos, terão que fazer por onde para estar no Mundial. Dunga não costuma aceitar derrapadas. Foi assim desde o início e por isso, alguns bons nomes estão tão longe da competição.

Totalmente opostos

É impossível comparar Dunga e Maradona. Como jogador, como técnico, como pessoa.

Dunga como jogador foi apenas um bom atleta. Longe da exuberância de um craque, sabia ocupar espaços e não deixava faltar vontade. Maradona, como jogador, foi genial. Inteligente, habilidoso, rápido e letal.
 
Como pessoa, Dunga é um ranzinza. Não faz nada para agradar ninguém. Mas é sério, trabalhador. Já Maradona, é um marketeiro irresponsável. Envolvido em polêmicas e que leva a vida na diversão.

Como técnico, ambos são puro reflexo do que foram e são, dentro e fora de campo.

Dunga pegou o Brasil em situação delicada. Foi contestado, por nunca ter sido treinador. Montou um time com sua cara: sério, comprometido, com muita pegada. E funcionou. Calou a boca de muita gente e agora não se deixa levar pelos elogios aproveitadores.

Já Maradona, pegou a Argentina num momento melhor. Reconhecidamente, os hermanos tinham um dos melhores times do Mundo. Faltava o "algo a mais". E os torcedores, que endeusam Maradona, acreditavam que ele podia dar. Mas o time de Maradona tem a sua cara: nenhum comprometimento tático, pouca seriedade. Só que em campo, ninguém tem a genialidade de Maradona para levar o time em frente.

Sempre fui contra os dois. Hoje me rendo à Dunga pelos resultados e pela coerência. É justo que ele siga em frente e vá à Copa. Se perder, terá que aguentar as consequências.

Já Maradona, cometeu um grande erro em aceitar o cargo na Argentina. É como Zico tornar-se técnico do Flamengo. Rogério Ceni, no São Paulo. Tostão no Cruzeiro. Grandes ídolos, que só tem a perder colocando a cara à tapa em um cargo tão complicado.

E um recado para a AFA: procurem um técnico de verdade e demitam logo Maradona. Os amantes do futebol não merecem uma Copa do Mundo sem a Argentina e sem o melhor jogador do mundo na atualidade.

Hora de testar

Se a coerência de Dunga não nos pregar uma peça, o Brasil entrará em campo hoje com: Júlio César, Maicon, Miranda, Luisão e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Júlio Baptista; Nilmar e Adriano.

Muitos pedem Daniel Alves jogando no meio-campo. Pesa o fato de o jogador ser da terra. Mas, não deve acontecer e Dunga, ao meu ver, acerta.

Quem é convocado como o reserva, entra no time quando o titular está indisponível. É simples. Como tudo que o treinador fez desde que assumiu o Brasil.

Interessante que as ausências vieram em duplas. Os dois zagueiros, os dois armadores e os dois atacantes. Oportunidade para testar novas duplas e ver se os reservas podem funcionar da mesma forma.

Destes, Júlio Baptista é o que mais tem que mostrar bola. A sombra dos Diegos (da Juventus e o Souza, do Palmeiras) incomoda. Mesmo estando na lista de jogadores do Dunga desde as primeiras convocações, atualmente o jogador na reserva do Roma pode acabar preterido.

De toda forma, a expectativa é muito boa. Gostaria de ver Daniel Alves e Diego Souza na partida, pelo menos um tempo. Mas, com este time, acredito que o Brasil tem totais condições de vencer o Chile.
PS: A expectativa também é muito boa para a volta de Adriano. Vale a pena confiar em muita vontade do Imperador.

PS2: Infelizmente tive que adicionar a "verificação de palavras" para comentarem no blog, graças aos malditos spams que temos recebido. Prometo deixar apenas um tempo para ver se me esquecem e em breve tudo voltará ao normal. Prometo! Não deixem de comentar.

Tiro certo

Com excesso de suspensões e o corte de Robinho, Dunga demorou, mas agiu. Quando todos achavam que o treinador não ia convocar mais um atacante para a partida desta quarta, ele surpreendeu, convocando quatro novos jogadores para o duelo contra o Chile. Vale lembrar que apenas jogadores que atuam no Brasil poderiam ser chamados.

André Dias chega para substituir Lúcio. Ótima escolha. Inclusive, são jogadores com perfis parecidos. André vem seguidamente fazendo ótimos campeonatos e merecia uma chance. Dificilmente, porém, seguirá na seleção por muito tempo. No exterior, vários nomes estão à sua frente, como Alex e Thiago Silva.

Cleiton Xavier é o substituto de Ramires. Não tem grife, mas é ótimo jogador. É outro que dificilmente seguirá no grupo. E é difícil vê-lo jogando na Seleção. Mas, de fato, no Brasil não há ninguém melhor que ele no momento, para a função.

Diego Souza será o substituto de Kaká. A melhor convocação de todas. Diego tem tudo para vir e ficar. É ótimo jogador, é forte, bate bem na bola. Já faz por merecer há algum tempo. Na reserva de Kaká ou como um meia mais recuado, Diego tem espaço no elenco e tem tudo para seguir em frente.

Por fim, Diego Tardelli chega para a vaga de Luís Fabiano. Convocação justa e coerente. No Brasil, hoje, as opções são poucas. Os principais concorrentes de Tardelli no país andaram caindo muito de produção. E o caminho para ele ficou livre, mesmo não jogando bem há algum tempo. Porém, é outro que dificilmente seguirá no grupo por muito tempo.

Dunga acertou. Mais uma vez. E o Brasil vai fazer ótimas experiências neste jogo contra o Chile. A tranquilidade de estar classificado para a próxima Copa com antecedência só tras benefícios.

O passeio e o tango de Maradona

Quando Maradona foi anunciado como técnico da Argentina, eu disse que tratava-se de um grande erro. Disse que ele jamais teria o equilíbrio necessário para ser um grande técnico. E a história mostra que eu estava certo.

No sábado, o Brasil passeou por Rosário. Como sempre, o time de Dunga mostrou um invejável equilíbrio tático, tranquilidade e garra nos momentos certos, perfeição nas jogadas ensaiadas e muita qualidade técnica. Para os hermanos, só sobrou o último.

Quem temia Adriano, viu Luis Fabiano mais uma vez implacável. É o artilheiro das Eliminatórias. E o mais regular jogador da seleção no momento. Oposto completo de Robinho, mais uma vez apagado. Lesionado, pode dar adeus definitivo ao time titular se não voltar a jogar bem.

O Brasil está classificado para a Copa do Mundo. E Dunga, que eu tanto critiquei, tem muitos méritos nesta classificação. Montou seu time e confiou nas peças, independente das críticas. E o trabalho foi realizado com extrema competência.

Já a Argentina, corre risco, mas não ficará fora da Copa. Mas, se for com este treinador e com alguns jogadores que ele seleciona para o Mundial, corre sério risco de desperdiçar uma geração extremamente talentosa, que precisa apenas de um verdadeiro treinador.

Veio para ficar?

Depois de muita demora, o técnico da Seleção Brasileira, Dunga, convocou o substituto de Josué, cortado por lesão dos jogos contra Chile e Argentina. Surpreendendo a muita gente, Sandro, volante do Internacional, foi o escolhido para a vaga.

A mim, a convocação soou estranha. De fato, não esperava. Senti algo parecido com a convocação de Diego Tardelli, para o amistoso contra a Estônia. Curiosamente, Sandro vem sendo especulado como possível reforço de equipes européias.

Acho que, mesmo no Brasil, havia gente na frente na lista, mesmo que com características diferentes. Richarlyson, Hernanes e Elias, por exemplo. E mesmo com menos potencial, Pierre, jogador de características semelhantes, também fazia por merecer uma convocação.

Fato é, que Sandro é bom jogador. Alto, forte, marca muito bem e tem qualidade para sair para o jogo. À longo prazo, seria o substituto ideal para Gilberto Silva, pelas características físicas e psicológicas. Mas, assim como fez Felipe Melo, Sandro pode surpreender. E entrar para não sair mais. Principalmente, porque Josué não vem jogando bem na Alemanha, e Lucas menos ainda no Liverpool.

Só depende do bom Sandro.

O retorno do Imperador

Mais uma lista sensata e coerente do técnico Dunga, comandante da Seleção Brasileira. Poucas mudanças em relação aos convocados para o amistoso contra a Estônia, na semana passada. Mas mudanças importantes e interessantes.

A primeira é no gol. Gomes, machucado, dá lugar à Victor. Ótima escolha. O goleiro do Grêmio está muito bem e tem tudo para ser o terceiro goleiro na Copa. Fábio, do Cruzeiro, também faz por merecer uma chance. Mas como Dunga já tem praticamente escolhidos o titular e o reserva na posição, é inteligente investir em gente mais jovem.

A segunda, nem é uma mudança. Mas vale destaque. Filipe Luís foi mantido na lista, mesmo Marcelo estando atuando normalmente pelo Real Madrid. Vale à pena Dunga observar por mais tempo o jovem lateral. Principalmente porque esta é a única posição carente na seleção. Marcelo, Dunga já conhece muito bem.

No meio-campo, Lucas fica com a vaga de Kléberson. A escolha é justa, pelo bom futebol de Lucas. Mas Dunga poderia ter ousado um pouco mais na escolha. Sendo Kléberson o terceiro homem do meio-campo, o treinador poderia ter dado uma chance para Diego Souza ou Hernanes, por exemplo. Mas, cada um com suas preferências.

No ataque, a principal novidade. Diego Tardelli dá seu lugar à Adriano. O Imperador, em pouco mais de três meses, está de volta à Seleção. E faz por merecer. Afinal, é o artilheiro do Campeonato Brasileiro e tem sido figura fundamental na campanha do Flamengo. É concorrente fortíssimo à ficar definitivamente com a vaga, até a Copa. Na verdade, só depende dele.

Quanto à Tardelli, apesar da boa fase, dificilmente voltará a ter oportunidade. A convocação passada, que havia soado estranha, fica ainda mais agora. Definitivamente, hoje, Tardelli não é jogador para a Seleção Brasileira.

A lamentar, apenas Grafite, que mais uma vez ficou de fora. Dunga bem que poderia dar uma chance ao jogador, que continua fazendo gols como água na Alemanha.

Confira a lista completa:

Goleiros - Júlio César (Inter de Milão) e Victor (Grêmio)
Laterais - Daniel Alves (Barcelona), Maicon (Inter de Milão), André Santos (Fenerbahce) e Filipe Luís (Deportivo)
Zagueiros - Lúcio (Inter de Milão), Juan (Roma), Luisão (Benfica) e Miranda (São Paulo)
Meio-campo - Felipe Melo (Juventus), Gilberto Silva (Panathinaikos), Josué (Wolfsburg), Lucas (Liverpool), Elano (Galatasaray), Ramires (Benfica), Júlio Baptista (Roma) e Kaká (Real Madrid)
Atacantes - Robinho (Manchester City), Nilmar (Villareal), Adriano (Flamengo) e Luís Fabiano (Sevilla)

90% confirmada

A Estônia vem em boa hora. Será um verdadeiro "treino de luxo" para o que virá a seguir. O grande duelo contra a Argentina, que pode complicar de vez a vida dos hermanos e deixar o Brasil quase garantido na Copa do Mundo de 2010.

Para este jogo, Dunga poderia até se dar ao luxo de fazer mais testes. Afinal, amistosos são para isto. Mas o treinador optou por, mais uma vez, manter a base dos escolhidos. E provou, que o grupo de jogadores para o Mundial do ano que vem, dificilmente sofrerá mais do que três ou quatro mudanças.

Na lista, em relação aos convocados para a Copa das Confederações, três mudanças.

Sai Victor, goleiro do Grêmio. Não há porque levar três jogadores da posição para um amistoso. Na verdade, achei que pudesse sair Gomes, mas Dunga manteve a coerência.

Na lateral esquerda, Dunga finalmente acordou. Kléber não foi convocado. Alívio. Fábio Aurélio, que merecia e terá uma chance em breve, ficou fora por causa da lesão. Chance, mais uma vez, para o ótimo Marcelo, do Real Madrid. Sempre foi um dos meus preferidos para a posição, e agora que voltou a jogar como lateral na Espanha, tem tudo para se firmar.

A última e inesperada mudança foi no ataque. Alexandre Pato não agradou mesmo. E fica fora. Para o seu lugar, Dunga surpreendeu. Diego Tardelli, artilheiro do Atlético-MG tem a primeira oportunidade na Seleção. Não dá para falar que a convocação de Tardelli é injusta para o jogador. Mas dá para dizer que é injusta com outros, que esperam na fila há mais tempo, como Grafite.

Pelo ótimo desempenho até aqui na temporada, Tardelli merece a oportunidade. Mas é impossível enxergar o jogador se mantendo por muito tempo por ali. Afinal, regularidade nunca foi seu forte.

Confira a lista de convocados:

Goleiros - Julio Cesar (Internazionale) e Gomes (Tottenham)

Laterais - Maicon (Internazionale), Daniel Alves (Barcelona), André Santos (Fenerbahce) e Marcelo (Real Madrid)

Zagueiros - Lúcio (Internazionale), Juan (Roma), Luisão (Benfica) e Miranda (São Paulo)

Meias/Volantes - Gilberto Silva (Panathinaikos), Elano (Manchester City), Felipe Melo (Juventus), Josué (Wolfsburg), Julio Baptista (Roma), Kaká (Real Madrid), Kleberson (Flamengo) e Ramires (Benfica)

Atacantes - Robinho (Manchester City), Diego Tardelli (Atlético Mineiro), Luis Fabiano (Sevilla) e Nilmar (Villarreal).

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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