Mano chegou e citou a Espanha como modelo a ser seguido. Marcação no campo ofensivo, posse de bola. Hoje, contra a Argentina, a proposta foi outra. Que lembrou, aliás, o time de Dunga tão criticado.
Não foi um jogo vistoso. O primeiro tempo foi tão sonolento como a primeira partida na Argentina. E na etapa final, a emoção cresceu após o gol de Lucas que desanimou a Argentina e a obrigou a dar mais espaços.
O Brasil, no 4-2-3-1 com Lucas e Neymar pelos lados, jogou quando teve espaços para contra-atacar. No mano-a-mano, pelos lados, é mortal. Tem velocidade, qualidade, poder de definição. Quando precisa trabalhar a bola, faltam alternativas.
Fechada e organizada num 3-5-2 que liberava Montillo para circular atrás dos dois volantes do Brasil, a Argentina tinha dificuldades para trabalhar a bola. Os três volantes no meio-campo não tem bom passe e os laterais além de noite pouco inspirada tinham de se preocupar mais com a marcação. Como Viatri foi mal e não conseguiu dominar uma bola sequer, a bola batia e voltava sem oferecer perigo algum.
Para sair o gol, era preciso um erro ou muito espaço. E a Argentina ofereceu a chance que o Brasil aproveitou no melhor estilo "Dunga". Passes rápidos de Rômulo para Danilo e dele para Lucas que arrancou até estufar as redes. Com mais espaços, o time se soltou e Cortês em boa arrancada achou Diego Souza que achou Neymar. Toques rápidos e outro gol.
O Brasil do segundo tempo não tem a cara que Mano quer. Mas tem a melhor cara para o momento. O problema é que não dá para jogar sempre no contra-ataque, principalmente em uma seleção tão respeitada. Jogar rápido e se impor no drible vertical é um caminho. E uma ótima alternativa para um time que pode ganhar Kaká em evolução, outro meia mais de imposição física que cerebral.
Não era a proposta, mas trouxe a vitória. E pode ser um caminho a ser melhor observado. Assim como os amistosos contra a Argentina serviu para observar o seguro Jéfferson, o interessante Cortês, o eficiente Rômulo e o fundamental Lucas.
O retorno da extinta Copa Rocca, agora sob novo nome, poderia ser extremamente útil no trabalho da Seleção. Seria uma oportunidade para testar jogadores diferentes, dar cancha para jovens que começam a buscar espaço na equipe e dar sequência ao trabalho para 2014. Mano disse em entrevista antes do jogo que não era partida para jogar, e sim para ganhar. Não fez nem um, muito menos o outro. E acabou não aproveitando absolutamente nada em mais um amistoso.
Não estou de acordo com os que acham que os amistosos são apenas para testes. Principalmente porque, como não vai disputar as Eliminatórias, o Brasil precisa levar todas as partidas à sério. E vencer adversários fortes é fundamental. Mas, em um jogo apenas com jogadores locais, contra uma Argentina desfigurada, a hora era de aproveitar a oportunidade.
Mano começou mal na escalação. Kléber, aos 31 anos, e com rendimento apenas regular no Inter foi titular. Réver, que só agora começa a recuperar seu futebol no Atlético-MG também. Isto sem falar na inexplicável opção por Renato Abreu no meio-campo.
O jogo começou com o Brasil no 4-3-3 europeu (três volantes e três atacantes). Voltou a sentir falta de articulação. Neymar e Ronaldinho eram obrigados a recuar muito para buscar o jogo. Além de ficarem longe da área de decisão, deixaram Leandro Damião isolado.
A Argentina, no 3-5-2, tinha o objetivo claro de fechar os lados do campo. Aos poucos, percebeu os espaços, ganhou o meio-campo e dominou o jogo. Era um time mais fraco tecnicamente, mas uma equipe muito bem organizada pelo ótimo Alejandro Sabella. E mostrou alguns bons nomes como Martinez, Fernandez e principalmente Canteros. Boseli, no pouco tempo que esteve em campo, também foi bem, levando constante vantagem sobre a dupla de zaga do Brasil que batia cabeça.
O Brasil não jogou. Jovens como Mário Fernandes, Cortês, Casemiro, Lucas e Oscar que poderiam ser testados não entraram em campo ou jogaram pouco tempo. A noite só não foi absolutamente perdida porque em lance isolado, Leandro Damião fez jogada individual: chaleira no lado do campo, em direção ao gol, e finalização por cobertura que bateu na trave.
Mano segue colocando o emprego à frente do desenvolvimento. O trabalho não ganha força e a pressão cresce. A impressão que fica é que o processo é irreversível: a cada partida Mano fica mais pressionado, pensa mais nos resultados e o time piora.
A hora de ganhar já chegou. Mas a hora de jogar não deveria ter passado em momento algum.
61 anos depois. A mesma data. Em proporções muito menores (pela importância do jogo), a seleção do Uruguai conseguiu fazer história. Desta vez na Argentina. Eliminando os donos da casa de uma Copa América estranhamente incompreensível. Com atuação que teve raça, técnica e principalmente, impecável disposição tática.
Antes de mais nada, é preciso dizer que o Uruguai não é um time qualquer. Tem tradição e recupera seu prestígio de maneira vertical. Foi quarto colocado no último Mundial, voltou a levar um representante à final da Libertadores e teve campanhas destacadas também com as seleções de base. A Copa América é mais uma grande oportunidade para consagrar o trabalho seguro e competente de Oscar Tabarez no comando do time, favoritíssimo ao título após os resultados de domingo.
Em campo, Argentina e Uruguai fizeram um jogo tenso e repleto de emoção. Logo nos minutos iniciais, na óbvia bola aérea, Pérez abriu o placar. Gol que dava ao Uruguai a possibilidade de jogar como queria: fechado e saindo em velocidade pelos lados. O que os uruguaios não contavam é que Messi aproveitaria o enorme espaço que tinha para circular, assumiria o papel de protagonista e daria passe genial para Higuaín empatar ainda no início.
Messi deu mais um passe para gol argentino e assim como nas outras partidas, poderia ter ampliado seu número de assistências. Cansou de colocar Higuaín em condições de marcar. Circulou bem variando entre o lado direito e o centro do ataque e comandou a Argentina em sua melhor partida na competição. Pelo menos enquanto teve pernas.
A expulsão de Pérez, ainda no primeiro tempo, tardou mas veio. Depois de dezenas de faltas, o volante recebeu justamente o segundo amarelo. Tabárez foi corajoso e não tirou seus dois homens de frente do jogo. Sabia que eles podiam ser decisivos. Fechou Pereira e Gonzales para ajudar no meio-campo e manteve o time.
Com todo o segundo tempo com um jogador a mais, esperava-se que a Argentina ousasse mais. E embora tenha sido melhor, faltou volúpia e vontade de decidir. Messi seguia participando muito, mas faltava aproximação. Quando o 10 recebia a bola, não tinha com quem dialogar. Ao contrário da dupla uruguaia. Forlán e Suarez se entendiam bem e faziam que o Uruguai conseguisse levar perigo mesmo com um homem a menos.
Enquanto Muslera se consagrava com partida histórica (e rara, em sua carreira), o Uruguai seguia jogando. Poderia forçar mais o jogo na bola aérea, mas não abdicava do jogo e nem do ataque. E se viu aliviado após a (ao meu ver injusta) expulsão de Mascherano.
O jogo foi para uma prorrogação tensa, que teve bola na trave e grande tabela da dupla uruguaia que quase definiu o jogo na cabeçada de Forlán. No fim, foi para os penaltis. Pressionada e diante de um goleiro em noite inspirada, a Argentina acabou derrotada na cobrança de Tévez.
Sérgio Batista tem sua parcela de culpa. Apesar de ter feito uma partida correta, a Argentina não soube aproveitar o que tem de melhor: a qualidade ofensiva. Além de procurar um técnico capaz de dar padrão e organização ao time, permitindo que Messi jogue tudo que saiba, é preciso encontrar soluções para um sistema defensivo envelhecido e muito fraco. Dar espaço ao jovem Hugo Nervo na lateral direita, dar mais oportunidades para Emiliano Papa que fez ótima Libertadores pelo Vélez é necessário. É preciso ousar e renovar. Ou deixará um craque histórico como Messi longe de fazer história na seleção.
Dois jogos e dois empates com futebol abaixo da crítica. Ameaça de eliminação e muita pressão. Não havia hora melhor para a Argentina enfrentar um time sub-23 da pouco tradicional Costa Rica na Copa América. A goleada por 3 a 0 não prova que a equipe de Batista está pronta para os desafios maiores. Mas dá moral a um grupo qualificado e que tem condições de crescer na competição.
A Argentina veio mudada. Com Di Maria, Aguero e Higuain, Messi ganhou leveza e qualidade ao seu lado. O time melhorou a movimentação e se aproveitou de um adversário que não tem forças para atacar.
O que ficou claro na etapa inicial foi o nervosismo da pressionada equipe. Messi participava muito do jogo (e com muita qualidade). Colocou algumas vezes os companheiros à frente do gol. Mas a bola teimava em não entrar até que Aguero aproveitou rebote em chute de Gago e abriu o placar aos 45 minutos.
A acuada Costa Rica sabia que o sonho havia acabado ali. No segundo tempo, a Argentina foi ainda mais leve e melhorou na partida. Messi passou a jogar ainda mais. Cansou de colocar os companheiros na cara do gol. Aguero e Di Maria aproveitaram e ampliaram o placar. Higuain e Lavezzi se cansaram de perder.
Messi encerrou o jogo com quase 70 passes e apenas três erros. Deu duas assistências e não fosse a fase ruim dos atacantes argentinos, sairia de campo com seis. Apesar da pouca qualidade do adversário, a atuação foi digna do que é Messi e do que ainda pode ser. Para isto, não precisa morar na Argentina, nem cantar o hino.
Com Messi se encontrando e a Argentina com menos pressão a tendência é crescimento. Batista parece também se afastar de seus conceitos iniciais e se aproximar da equipe ideal. Ainda não dá para dizer que o time baterá de frente contra os grandes adversários (e tendência é encarar o Uruguai já na próxima fase). Mas a paz é o primeiro e fundamental passo para que o time possa alcançar as expectativas e lutar pelo título da Copa América.
No principal clássico do torneio, a seleção brasileira sub-20 comandada por Ney Franco experimentou situações que ainda não havia vivido no Sul-Americano até aqui. Saiu atrás no placar pela primeira vez e viu também a primeira derrota na competição.
Mas nem só de novidades viveu o time canarinho na derrota por 2 a 1 para os argentinos. Assim como na estreia, diante do Paraguai, os jogadores do Brasil mostraram nervosismo excessivo. Desta vez, porém, Neymar não esteve tão inspirado como no primeiro jogo para resolver a partida.
Os primeiros 10 minutos de jogo foram decisivos e definiram os rumos do jogo. Primeiro, porque o Brasil perdeu o capitão e referência da defesa Bruno Uvini, machucado (o jogador quebrou a perna e já voltou ao Brasil para fazer cirurgia, ficando de fora do resto da competição). Pouco depois, Juan agrediu o atacante Funes Morí, sem razão e sem sentido dentro da área. Expulsão, penalti e gol da Argentina.
Com um a menos, e nervoso em campo, o Brasil demorou para se encontrar em campo. Neymar chamou a responsabilidade, mas pecava pelo excesso de individualismo, querendo provocar os argentinos e gerar cartões para o adversário. E neste aspecto, pecava o árbitro, que pouco fez para coibir o excesso de faltas no atacante brasileiro.
Aos poucos, porém, por ser melhor tecnicamente, o Brasil se encontrou no jogo e passou a jogar melhor. Principalmente com Danilo (que fez sua melhor partida na competição) pelo lado direito, o time de Ney Franco criava boas oportunidades, mas não conseguia concluir em gol. Pressionada, a Argentina parou de buscar o jogo. Tentava segurar a bola e catimbar a partida.
O gol de empate saiu apenas no início do segundo tempo. Willian José, que não vinha bem na partida, conseguiu achar espaço na entrada da área para soltar uma bomba indefensável.
O jogo voltou a ficar truncado e equilibrado, com poucas chances. Até que Iturbe, o melhor da partida, arrancou com a bola aproveitando erro de Casemiro e fez o segundo gol dos argentinos. Daí em diante, pressão desorganizada do Brasil com poucas chances de empatar novamente a partida (excessão feita a falta muito bem cobrada por Casemiro, que por capricho acertou o travessão).
O Brasil perde pela primeira vez no torneio num momento onde vencer daria tranquilidade e praticamente garantiria a classificação aos Jogos Olímpicos. Mas não há motivos para se desesperar. Aliás, o momento é de buscar controle emocional para um time que parece sofrer com o nervosismo em excesso e com a responsabilidade de ser de longe a melhor equipe do torneio.
A próxima partida, promete uma "novidade" que pode complicar ainda mais a vida do time: Neymar, suspenso, fica fora. Sem ele, o Brasil já venceu o Equador (1 a 0, na primeira fase, quando Ney Franco usou time praticamente reserva). Agora, porém, as circunstâncias serão outras e um vacilo poderá ser fatal.
A primeira derrota de Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira veio para o pior adversário possível, mas no jogo mais passível de derrota até aqui. A Argentina foi o primeiro grande teste do novo comandante e o time acabou derrotado. Resultado que representa pouco, por ser um amistoso. E que pode ter vindo em boa hora, por uma série de motivos.
Antes de mais nada, é preciso dizer que o Brasil fez, dentro das possibilidades um bom jogo. Controlou a partida, teve maior posse de bola e jogou sutilmente melhor que o adversário durante os 90 minutos. Apesar da qualidade técnica visível de ambos os lados, Brasil e Argentina fizeram uma partida pouco agitada e de pouquíssimas emoções.
Mano optou por escalar o time no 4-3-1-2, com Ronaldinho centralizado na armação. A estratégia deixou o time leve e com boa movimentação pelos lados. Mas ressentia de presença de área, já que ninguém aparecia como surpresa no setor. O Brasil tinha a bola, rodava bem o jogo, mas quase não criava.
A Argentina, num 4-1-4-1 que dava muita liberdade para Pastore e Messi (os wingers), tinha menos a bola. Faltava adiantar suas linhas para pressionar a saída brasileira para tentar controlar melhor o jogo.
No segundo tempo, Mano até tentou melhorar o panorama. Mas foi pouco corajoso ao substituir Neymar por André (aliás, inconcebível a permanência de um Robinho abaixo da crítica até o fim do jogo). A saída de um dos volantes e o retorno ao 4-2-3-1 que funcionou bem nos primeiros jogos poderia ser uma aposta mais interessante.
No fim, quando o justo e o mais provável era o empate sem gols, Douglas perdeu bola no meio-campo e deu o contra-ataque que Messi precisava para marcar seu primeiro gol contra o Brasil e tirar os hermanos da fila de cinco anos sem vencer o clássico.
A derrota para a Argentina é sempre dolorida mas deixa lições importantes. A primeira, e principal ao meu ver, é que comandar a seleção brasileira não é tarefa tão fácil para Mano como parecia. É preciso pensar em passado, presente e futuro para enfrentar os adversários mais fortes. Nomes como Júlio César, Maicon, Lúcio e até Luís Fabiano podem ser importantes num processo de transição. E alguns, como André, ainda precisam amadurecer muito para merecer a oportunidade.
O time de Maradona já está no Quadro Negro do Marcação Cerrada. Na análise, é possível entender porque o time acabou caindo de 4 em seu primeiro grande desafio na África do Sul.
Acabou nas quartas-de-final o sonho argentino de ver a equipe voltando a conquistar o mundo sob o comando de Diego Maradona. No primeiro grande teste, os hermanos demonstraram que o futebol moderno não se faz apenas com brilho individual e foram massacrados pela Alemanha com impiedosos 4 a 0 no placar.
Na Alemanha, o melhor time da Copa até aqui, há brilho individual e uma formação tática coesa e bem trabalhada. No 4-2-3-1 da moda, são os alemães que conseguiram o melhor encaixe. Graças ao momento incrível de Schweinsteiger (o melhor da partida), ao ótimo Ozil e ao regular e artilheiro Klose.
O primeiro gol, em falha de Otamendi e cabeçada de Muller veio cedo demais e assustou a Argentina. Com Podolski, Ozil e Schweinsteiger caindo pelo setor esquerdo, a Alemanha causava pânico na defesa adversária e tinha facilidade para criar. O panorama só mudou quando a Argentina adiantou a marcação e trocou Máxi Rodriguez e Dí Maria de lado, forçando o jogo pelo seu lado direito.
Faltou porém, organização para que o time chegasse com qualidade ao ataque. À exceção de jogadas individuais (a maioria delas com o meia do Benfica - ou Real Madrid) raras foram as vezes que a Argentina conseguiu trabalhar algum lance de gol.
O jogo teoricamente equilibrado, parecia sob controle para a Alemanha. Só uma jogada brilhante individual poderia alterar o panorama. E aos poucos, a Argentina teve que deixar espaços em sua defesa. Bem aproveitados pela Alemanha, que fez o segundo gol e praticamente definiu o jogo.
A entrada de Pastore abriu a porteira da Argentina. Joachim Low colocou Jansen fortalecendo o setor esquerdo alemão. E por ali saíram as jogadas dos dois gols que selaram definitivamente a humilhação dos hermanos.
A Argentina foi eliminada como imaginava-se. É um time repleto de talento individual ofensivo mas com uma defesa lenta e fraca. Faltou organização tática e alternativas para que o time de Maradona pudesse brigar de igual para igual com as melhores seleções do Mundial.
Entre elas, a Alemanha. Que já deixou a Inglaterra e a Argentina para trás, ambas com sobras e boa margem de gols. Vai encarar Espanha e Holanda ou Uruguai caso chegue à final. Um título alemão, será incontestável pelos adversários que a equipe encarou. Mas mais do que isto, pelo futebol moderno e encantador mostrado até aqui pelo time.
Depois da mão de Maradona ajudar a Argentina numa Copa do Mundo, hoje foi a vez da bandeira ser decisiva. Se o placar de 3 a 1 parece deixar incontestável a vitória dos hermanos, é preciso dizer que o primeiro gol, absolutamente irregular, foi marcado quando o México era melhor na partida.
A Argentina voltou a entrar em campo no 4-4-2 em losango. Máxi Rodrigues ganhou a posição de Verón, por ter mais dinâmica e mais pulmão. Tévez jogou bem perto de Higuaín na frente. E Messi, atuou solto como sempre.
Já o México, finalmente colocou em campo Chicarito Hernandez e Bautista na frente. O 4-4-2 tradicional, parecia um 4-2-3-1 em determinados momentos, com Bautista recompondo o meio-campo e marcando Mascherano quando preciso.
O jogo equilibrado, tinha o México um pouco melhor por impedir que a bola chegasse com facilidade para Messi e Tévez no campo de ataque. Apesar de Giovanni dos Santos mais uma vez pecar por prender a bola demais, o time tinha no lado esquerdo ampla vantagem sobre a defesa argentina, com Guardado e Salcido. Já havia colocado uma bola no travessão.
Aí entrou a arbitragem, decisiva sim. Tévez, impedido, sem nenhum jogador adversário à sua frente (nem o goleiro), marcou após passe de Messi. O erro, mostrado para todos (inclusive jogadores e árbitros) no telão, descontrolou os mexicanos. O italiano Roberto Rosseti não podia voltar atrás, já que a FIFA não permite o uso de equipamentos, infelizmente.
Daí em diante, argentinos passaram a comandar e controlar o jogo, aproveitando-se dos espaços deixados pelos mexicanos. Di María entrou de vez no jogo. Tévez não parava um segundo de correr. E as coisas ficariam ainda mais fáceis quando Osório errou feio e entregou a bola para Higuaín marcar o segundo com facilidade.
Na etapa final, o México tentou alterar o ritmo do jogo, mas o terceiro gol argentino, marcado por Tévez em bomba de fora da área, definiu de vez a classificação. A Argentina abdicou do ataque e o México tentou jogar de forma desordenada. Se quisesse, os sul-americanos teriam goleado. Mas não o fizeram e ainda viram Demichelis falhar mais uma vez, para Hernandez marcar o de honra.
No fim, o 3 a 1 classifica a Argentina para fazer um confronto que promete muito contra a Inglaterra. O México fez uma bela Copa. E certamente, daria muito mais trabalho não fosse o erro da arbitragem, que se não foi decisivo, serviu para deixar o jogo "fácil" para a Argentina.
Argentina que mais uma vez brilhou pelo talento individual. Falta jogo de grupo, armação tática e jogadas envolventes. A Alemanha será um teste sagrado para ver até onde Messi, Tévez e sua turma podem definir jogando "cada um por si e todos pela Argentina".
A Grécia precisava de um resultado positivo. E não saiu para o jogo um minuto sequer.
A Argentina não precisava de muita coisa. E não parou de atacar um minuto sequer.
Em um jogo de contradições do início ao fim, o time de Maradona conseguiu a terceira vitória na primeira fase.
É cativante a busca de Messi pelo gol. Nunca o 10 foi tão participativo e “agressivo” com a camiseta argentina. Mas apostando em um time misto diante dos gregos, o resultado de tanta procura foi um gol de Demichelis e mais um capítulo do “filme” Palermo.
Terceiro reserva para a posição, amuleto de Maradona, Martin precisou de dez minutos para tornar-se o primeiro jogador do Boca Juniors a marcar um gol em uma Copa do Mundo. Em 80 anos!!
Maradona e seus comandados perseguem a glória no Mundial. Messi persegue o gol na África do Sul. E a bola persegue Martín Palermo.
Dentro do previsto, a segunda rodada começou com mais gols. Depois da goleada do Uruguai, ontem, sobre a África do Sul; outro sul-americano fez as honras da casa nesta quinta-feira. A Argentina goleou a Coreia do Sul por 4 a 1 e praticamente garantiu sua classificação para a próxima fase. Dois jogos, 8 gols. A média que abre a segunda rodada é animadora.
De volta ao 4-4-2 em losango, já que Maradona resolveu poupar Verón, a Argentina cresceu. Jogando desta forma, o time fica mais equilibrado defensivamente. Di Maria participa mais do jogo, como meia pelo lado esquerdo. A dificuldade nos 15 minutos iniciais aconteceu apenas porque a equipe afunilava demais as jogadas.
A Coreia do Sul entrou em campo recuada, praticamente num 4-4-1-1, deixando Park centralizado como armador. A idéia, cheia de boa vontade, facilitou a marcação argentina, deixando Mascherano tranquilo para anular a melhor peça do adversário. O correto, seria deslocar Park para o lado esquerdo, aproveitando os espaços deixados por Jonás Gutierrez.
Com dificuldade para chegar ao gol, a Argentina rapidamente notou que a bola aérea poderia novamente abrir espaços no adversário. E chegou ao primeiro gol aos 17 minutos contando com ajuda de Chu Young após cobrança de falta de Messi. Pouco depois veio o segundo, com o contestado Higuaín. Um gol fácil após boa troca de passes.
Dali em diante, Messi (que começou muito distante do gol), se juntou aos atacantes e passou a comandar o show. Uma partida praticamente irrepreensível. Exceto pela falha tosca de Demichelis, no último lance da etapa final, que deixou uma falsa impressão de que a Coréia poderia reagir.
No segundo tempo, o domínio argentino se transformou em massacre após a entrada do descansado Aguero na vaga de um Tevez pouco inspirado. Com velocidade, troca de passes rápidos, a Argentina marcou mais duas vezes, ambas com Higuaín, ambas com a participação de Messi.
A Argentina venceu e convenceu. Apesar dos problemas defensivos (que podem ser parcialmente corrigido graças à suspensão de Gutierrez na próxima rodada, que obrigará Maradona a colocar um jogador defensivo no setor), o time tem peças ofensivas ótimas e em excelente fase. O mais criticado deles (Higuaín) aproveitar a partida para marcar três vezes e assumir a artilharia da Copa, repetindo o que fez na ótima temporada pelo Real Madrid, é uma prova disso. Com Messi mais do que disposto a ser decisivo e fundamental na Seleção como é no Barcelona, é impossível descartar a Argentina de qualquer previsão.
Maradona pode contar com a sorte e com a ótima fase de seus talentosos atacantes para chegar longe. E olha que as bolas de Messi ainda nem começaram a entrar...
Argentina e Nigéria fizeram um jogo completamente diferente das previsões antes da partida.
Para quem imaginava os hermanos confusos taticamente e brilhante individualmente, o que se viu em campo foi bem diferente. Maradona foi esperto ao montar a equipe no 4-2-3-1, muito semelhante ao esquema que fez sucesso no Barcelona. Porém, as principais peças da equipe não funcionaram.
A exceção foi Lionel Messi. Para quem dizia que o melhor jogador do mundo não repetia na seleção o bom desempenho do Barcelona, o jogador deu uma prova completa do contrário. Chamou a responsabilidade, enfrentou os zagueiros e só não marcou graças à atuação brilhante de Enyema. Diga-se de passagem, vale constar que a liberdade e a boa atuação do jogador deve-se (e muito) ao esquema montado por Maradona.
Quem também surpreendeu foi a Nigéria. Mesmo não sendo brilhante tecnicamente e tendo muitos problemas ofensivos (curiosamente, a Copa do Mundo na África tem apresentado os africanos bem defensiva e taticamente e mal na parte ofensiva), encarou a Argentina, jogou de igual para igual e poderia ter vencido.
O jogo começou frenético. Em menos de 10 minutos, a Nigéria já tinha chegado com perigo uma vez. E a Argentina, pelo menos quatro, duas delas com Messi. Em uma, Heinze abriu o placar, de cabeça. O início de jogo com a Argentina marcando no campo de ataque e chegando com perigo a todo instante deu a falsa impressão de uma partida eletrizante. O que, claro, não aconteceu. Aliás, o ritmo muito forte nos 20 minutos iniciais, fez com que as equipes abrissem o bico na reta final.
Com 1 a 0, a Argentina criou chances e teve oportunidade para matar a partida. Mas deixou muitos espaços na defesa. As costas de Jonas Gutierrez era um convite aos contra-golpes em velocidade. Faltou, porém, tranquilidade para a Nigéria definir as jogadas colocando os atacantes em melhor condição.
No fim, o resultado foi justo. A Argentina foi melhor. Mas provou que uma andorinha só pode fazer melhor. Se Gutierrez deixava muitos espaços na defesa, Demichellis se posicionava mal, Verón errava passes como nunca antes, Dí Maria não entrou em campo e Higuaín esteve irreconhecível (fazendo inclusive que muita gente se revoltasse com a presença de Diego Milito no banco); Messi fez uma partida impecável que deixou a falsa impressão de um bom jogo p0r parte dos argentinos.
A Nigéria vai brigar (e muito) pelo segundo lugar do grupo. E a Argentina, quando os seus principais jogadores jogarem o que sabe, mostrou que tem taticamente um time pronto para brilhar.
Reprodução na íntegra do texto de Henrique Aznar, na revista Placar deste mês. Um dos melhores quadros da revista, para mim, mesmo que curto. É sempre divertido e direto. Com o deste mês, concordo quase que plenamente, por isso reproduzo. Claro, só não seria assim, tão...irado.
"O bairrismo é imbecil. O nacionalismo, ridículo. Então toma! Chupa! A Argentina está na Copa e não há Copa do Mundo decente sem a Argentina. Sua raça, seus dramas, sua intensidade, suas glórias e desgraças. Maradona é um gênio, e só a figura dele no banco justificaria a vaga no Mundial. Não importa quantas bobagens faça na escalação e no esquema. Maradona é alma, e é de alma que o futebol sobrevive. Estúpidos os que torceram contra a Argentina. Idiotas os que tripudiaram nas ruas e nos programas de TV da hora do almoço. A Argentina vai à Copa. E quem estier em seu caminho que trema!"
Nota do autor do blog: deixei claro por aqui minha torcida para a Argentina nas Eliminatórias. E volto a repetir: torço ainda mais para que Maradona não seja o técnico e que dê aos "hermanos" a chance de jogarem o futebol que esta boa geração é capaz de apresentar.
A maioria deixou de lado o jogo do Brasil. Coisa rara. Eu fui um deles. Queria acompanhar o último jogo de Argentina e Uruguai nas Eliminatórias. Valia uma vaga direta para o Mundial de 2010. Assim como a maioria, me decepcionei. Um jogo fraco, com poucas emoções. Pobre.
Pouco para analisar. Uma Argentina acanhada e muito defensiva, cheia de zagueiros. Contra um Uruguai fraco demais no meio-campo, sem força para inventar algo diferente capaz de deixar os atacantes em boa situação. Muitas faltas e um árbitro que, infelizmente, optou por controlar o jogo apitando tudo e mais um pouco. Na dúvida, era apito na boca e jogo parado.
Tudo isto contribuiu para um jogo de poucas oportunidades reais de gol. E para um sonolento e arrastado 0 a 0. Que permaneceria até o fim, não fosse a expulsão infantil do zagueiro uruguaio no fim do jogo, uma bola na área e um gol de Bollati, para a Argentina, depois de um bate-rebate.
Festa dos argentinos. E destempero total de Maradona. Comemorou como se ainda fosse um jogador. Falou como se realmente fosse um "Dios", também como treinador. Atacou a tudo e à todos. Da forma como o torcedor, normalmente, gosta. E assim, pode ter cavado sua permanência na seleção.
Caso aconteça, será um erro grave. Assim como foi sua contratação. Mais uma vez, Maradona provou que não tem a mínima condição de coordenar e gerir um grupo. Para isto, é preciso, no mínimo, raros momentos de leveza. Isto, com ele, não existe.
A Argentina chega ao Mundial mais na sorte que na qualidade. Mais no peso da camisa do que na ordem natural. Pelo que fez, seria comum ficar fora da Copa.
Um time sem ordem tática alguma. Sem padrão. Sem definições.
Em poucos jogos, Maradona convocou mais de 80 jogadores. Não repetiu a escalação uma vez sequer. Estava tão perdido fora de campo, como seus jogadores ficavam dentro.
Deixou de fora nomes importantes e essenciais como: Zanetti, Cambiasso e Riquelme.
Escancarou uma defesa fraca e completamente exposta.
Com ele, a Argentina caminha para mais uma decepção na Copa. Todo o esforço terá sido em vão e dificilmente o time passará da primeira fase. Principalmente, se mantiver o agouro de costumeiramente cair nos grupos mais difíceis.
Com um treinador de verdade, desde já, a Argentina tem material humano para formar um bom time. E chegar forte como deve ser à mais uma Copa do Mundo.
PS: Ontem eu pedi e os Deuses da bola ajudaram. Se Uruguai e França passarem pela repescagem, e devem passar, teremos todos os campeões mundiais na África do Sul. Fica também a torcida por Portugal, de Cristiano Ronaldo. E os lamentos pela suécia de Ibrahimovic.
Reta final de Eliminatórias são sempre emocionantes. Algumas das principais seleções ainda correndo atrás de uma vaguinha no Mundial. França, Portugal e Argentina são alguns exemplos de quem ainda sofre para carimbar o passaporte para a África do Sul.
Muitas destas situações serão decididas hoje. A última rodada das eliminatórias mundo afora. Depois de hoje, ficarão os desesperados em busca de uma vaga na repescagem.
Mais tarde, o Brasil entrará em campo, para encerrar sua participação contra a Venezuela em Campo Grande. Jogo que não vale nada. Exceto para alguns jogadores que ainda pretendem confirmar seu espaço, como Lucas, Diego Souza, Alex e Diego Tardelli. Para o torcedor, só mais uma boa oportunidade de ver o bom time de Dunga em campo.
Os olhos, na América do Sul, estarão ligados mesmo é no confronto entre Uruguai e Argentina no histórico Estádio Centenário. O jogo que vale o alívio e uma vaga direta para o Mundial. Um confronto que já foi histórico e que hoje volta a ser o duelo mais importante do planeta, mesmo que por um dia apenas.
Quem vencer, está classificado para a África do Sul. Quem perder, depende de uma combinação de resultados para ir à repescagem. O Equador, que joga fora de casa contra o Chile, pode eliminar definitivamente o perdedor do confronto.
Por isso vale tanto. E por isso, muito brasileiro não perderá a oportunidade de secar nossos eternos rivais.
Não será meu caso. Assim como torço por França e Portugal na Europa, gostaria de ver a Argentina na Copa do Mundo. Não há graça em um campeonato com os melhores do mundo, sem os melhores do mundo. Não que os argentinos sejam os melhores. Mas estão entre os mais fortes. E são sempre candidatos ao título. Basta terem mais seriedade e contratarem um técnico de verdade depois deste susto. Já basta não termos Ibrahimovic no Mundial. Messi e Cristiano Ronaldo não podem ficar fora.
Que viva la fiesta. E que os Deuses da bola estejam lado a lado com os verdadeiros craques logo mais.
É impossível comparar Dunga e Maradona. Como jogador, como técnico, como pessoa.
Dunga como jogador foi apenas um bom atleta. Longe da exuberância de um craque, sabia ocupar espaços e não deixava faltar vontade. Maradona, como jogador, foi genial. Inteligente, habilidoso, rápido e letal.
Como pessoa, Dunga é um ranzinza. Não faz nada para agradar ninguém. Mas é sério, trabalhador. Já Maradona, é um marketeiro irresponsável. Envolvido em polêmicas e que leva a vida na diversão.
Como técnico, ambos são puro reflexo do que foram e são, dentro e fora de campo.
Dunga pegou o Brasil em situação delicada. Foi contestado, por nunca ter sido treinador. Montou um time com sua cara: sério, comprometido, com muita pegada. E funcionou. Calou a boca de muita gente e agora não se deixa levar pelos elogios aproveitadores.
Já Maradona, pegou a Argentina num momento melhor. Reconhecidamente, os hermanos tinham um dos melhores times do Mundo. Faltava o "algo a mais". E os torcedores, que endeusam Maradona, acreditavam que ele podia dar. Mas o time de Maradona tem a sua cara: nenhum comprometimento tático, pouca seriedade. Só que em campo, ninguém tem a genialidade de Maradona para levar o time em frente.
Sempre fui contra os dois. Hoje me rendo à Dunga pelos resultados e pela coerência. É justo que ele siga em frente e vá à Copa. Se perder, terá que aguentar as consequências.
Já Maradona, cometeu um grande erro em aceitar o cargo na Argentina. É como Zico tornar-se técnico do Flamengo. Rogério Ceni, no São Paulo. Tostão no Cruzeiro. Grandes ídolos, que só tem a perder colocando a cara à tapa em um cargo tão complicado.
E um recado para a AFA: procurem um técnico de verdade e demitam logo Maradona. Os amantes do futebol não merecem uma Copa do Mundo sem a Argentina e sem o melhor jogador do mundo na atualidade.
Quando Maradona foi anunciado como técnico da Argentina, eu disse que tratava-se de um grande erro. Disse que ele jamais teria o equilíbrio necessário para ser um grande técnico. E a história mostra que eu estava certo.
No sábado, o Brasil passeou por Rosário. Como sempre, o time de Dunga mostrou um invejável equilíbrio tático, tranquilidade e garra nos momentos certos, perfeição nas jogadas ensaiadas e muita qualidade técnica. Para os hermanos, só sobrou o último.
Quem temia Adriano, viu Luis Fabiano mais uma vez implacável. É o artilheiro das Eliminatórias. E o mais regular jogador da seleção no momento. Oposto completo de Robinho, mais uma vez apagado. Lesionado, pode dar adeus definitivo ao time titular se não voltar a jogar bem.
O Brasil está classificado para a Copa do Mundo. E Dunga, que eu tanto critiquei, tem muitos méritos nesta classificação. Montou seu time e confiou nas peças, independente das críticas. E o trabalho foi realizado com extrema competência.
Já a Argentina, corre risco, mas não ficará fora da Copa. Mas, se for com este treinador e com alguns jogadores que ele seleciona para o Mundial, corre sério risco de desperdiçar uma geração extremamente talentosa, que precisa apenas de um verdadeiro treinador.
Ontem, um pequeno aperitivo. Hoje uma análise digna de um jogo do porte de Brasil e Argentina. Os maiores rivais da América do Sul se enfrentam hoje, às 21h, e o Marcação Cerrada não fica de fora.
Uma partida com tons especiais. Como já disse ontem, pode valer a vaga na Copa do Mundo para o Brasil. Apesar de não haver pressa, seria bacana conquistar a vaga em cima dos argentinos e também daria tempo para Dunga testar algumas peças que merecem chance. Para a Argentina, vale a vida nas Eliminatórias. Derrota, além de classificar o Brasil, deixa o time em situação complicadíssima na tabela. Duvido que fique fora da Copa, mas...
Até bem pouco tempo, defendia que a Argentina tinha mais time que o Brasil. E que tinha a melhor seleção do mundo, ao lado da Espanha. Isto, antes da "era Maradona". E antes de Dunga se firmar como um bom técnico para a Seleção.
Os times, mudaram pouco. É questão de espírito. De forma de atuar. E de uma ou outra peça.
Maradona segue apostando em uma defesa experiente e fraca. Que tem o ótimo Andújar no gol, mas tem dois laterais lentos e que pouco chegam ao ataque, e Sebá (ele mesmo!) na zaga. Insegurança total. Já a seleção brasileira, tem hoje (exceto a lateral esquerda) o melhor sistema defensivo do mundo. Falta um lateral, e seria bom que André Santos se firmasse, apesar da minha desconfiança.
No meio, a Argentina tem mais qualidade. Mas o Brasil tem mais seriedade e senso tático. Mascherano é o único homem de pegada forte, nos hermanos. Mas com a bola nos pés, todos são ótimos. O problema é que os jogadores até hoje, parecem não entender o que Maradona quer deles, taticamente. E vivem de lampejos individuais. No Brasil, com funções muito bem definidas, os jogadores deixam para Kaká e os homens de frente resolver a parada. E marca muito, com Gilberto Silva e Felipe Melo.
O ataque é o único setor onde a Argentina leva vantagem. Porque tem Messi mais jogador e em fase milhões de vezes superior ao apagado Robinho. E quem é que jogue ao lado do atacante, tem condições de fazer o que Luís Fabiano faz (olho em Lisandro Lopez, que começou muito bem a temporada pelo Lyon). Adriano pode ser uma sombra interessante. Mas o grande problema de Dunga no momento, é conseguir fazer Robinho jogar.
Meu palpite? Muro. Acho que dá empate. Vai ser um jogo tenso, difícil, complicado. Mas, mais uma vez, acho que Brasil e Argentina vão decepcionar seus torcedores no quesito "gols". No máximo, um para cada lado.
Sábado o maior clássico do mundo entre seleções acontecerá em Rosário, na Argentina.
A Nike preparou um vídeo com Luís Fabiano, falando sobre a importância de "fazer a diferença" em um confronto como este.
Jogo que pode ser decisivo. Para o Brasil, que pode garantir uma vaga na Copa. E para a Argentina, que em caso de derrota, ficará em situação delicada para seguir ao Mundial.
Que Luís Fabiano e sua turma, possam mesmo fazer bonito.
Sem dúvidas, o pior jogo da Seleção nos últimos anos. Quem parou para assistir Brasil e Estônia hoje, com certeza se decepcionou. Faltou futebol. Sobraram pancadas, dos dois lados.
O jogo, tinha tudo para ser uma exibição brasileira. Robinho prometeu dois gols e caneta. Não cumpriu. E nem esteve perto disto. Foi mais um dos 17 apagados jogadores brasileiros em campo. Impossível destacar a atuação de um ou de outro. Júlio Baptista entrou se movimentando bem mas errando muito. Diego Tardelli entrou com personalidade, mas pecou por querer resolver sozinho e se mostrar demais.
No mais, um jogo chato, burocrático. Ajudou o campo pequeno. Atrapalhou o excesso de pegada do time da Estônia. Mas está certo. Para eles, aquilo ali era final de Copa mesmo.
Duro é ver o Brasil entrando na pilha, sem conseguir envolver os adversários. E que não me venham com o papo de "início de temporada". Pela diferença técnica, mesmo em período de férias o Brasil tem obrigação de atropelar sempre que enfrentar a Estônia.
Luís Fabiano fez o único gol do jogo, na única chance que teve. Ainda deu um passe ótimo para Elano que quase deixou Tardelli com o gol vazio. Felipe Melo deveria ter sido expulso. O goleiro da Estônia também. Aliás, que cara chato!
Mas não vou culpá-lo. Ele esteve no nível do que se viu. Pior do que o jogo, só a transmissão da TV local. Uma lástima!
Em tempo: mais cedo, a Argentina bateu a Rússia por 3 a 2. Muito desfalcada, a Argentina não foi bem. Salvaram-se aqueles que tem poucas oportunidades na seleção. Quando entraram, entraram muito bem. Maradona respira um pouco. É uma vitória importante, contra um adversário forte. Mas técnico e jogadores sabem que a responsabilidade é gigante para a próxima rodada das Eliminatórias. Uma derrota para o Brasil, pode colocar muita coisa a perder.