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Apenas uma pergunta

Gostaria de participar da coletiva de Mano Menezes após a magra e sonolenta vitória contra a Costa Rica por 1 a 0 ontem a noite. Mais um amistoso pobre, que não acrescentou nada e que não serviu para conclusão alguma. A pergunta é: qual o objetivo atual de Mano no comando da seleção?

Independente da resposta, Mano se perde. Me parece querer abraçar o mundo, com vários objetivos, e não consegue evoluir em nenhum deles.

Se o objetivo da seleção é vencer, jogar o mais forte possível, está errado. Não faz sentido poupar jogadores como Daniel Alves e Marcelo. Nem contar com jogadores como Fred, que pouco tem resolvido no Fluminense. Tão pouco, deixar de fora jogadores como Anderson, que faz ótimo início de temporada no Manchester.

Se o objetivo é pensar para 2014, o erro é ainda maior. Júlio César, Ronaldinho Gaúcho e Fred (de novo) já estão na curva descendente da carreira. E sinceramente, não vejo chances para que eles estejam atuando ainda em alto nível até 2014. A mesma reposta ficaria negativa se o treinador estiver pensando na formação do time olímpico.

Mano paga caro por não ter uma base para evoluir. A Espanha, melhor time do mundo, pôde aproveitar o modelo e grande parte dos jogadores do Barcelona. A Alemanha, segundo melhor na minha opinião, pegou a base de Dortmund e Bayern de Munique, que jogam de maneira parecida. No Brasil, é impossível fazê-lo. O Santos, poderia servir como base com Danilo, Arouca, Elano, Ganso, Neymar e Borges. Mas além da impossibilidade de convocar muitos jogadores do mesmo time, a falta de competitividade do Santos (que brinca no Brasileirão) prejudica.

Mano precisa escolher um objetivo. E focar nele para buscar evolução na linha de trabalho.

O que eu faria? Colocaria como objetivo a Olimpíadas de 2012. Utilizaria apenas jogadores que poderão jogar em Londres sempre com o acréscimo de três ou quatro jogadores acima da idade. Mano poderia montar um time forte para ganhar o ouro olímpico, observar garotos que podem estar no auge em 2014 e seguiria aproveitando jogadores mais experientes (fazendo um rodízio). Independente de ser a melhor ou pior, é uma linha de trabalho.

Qual a sua, Mano?

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A paz que eu preciso

Dois jogos e dois empates com futebol abaixo da crítica. Ameaça de eliminação e muita pressão. Não havia hora melhor para a Argentina enfrentar um time sub-23 da pouco tradicional Costa Rica na Copa América. A goleada por 3 a 0 não prova que a equipe de Batista está pronta para os desafios maiores. Mas dá moral a um grupo qualificado e que tem condições de crescer na competição.

A Argentina veio mudada. Com Di Maria, Aguero e Higuain, Messi ganhou leveza e qualidade ao seu lado. O time melhorou a movimentação e se aproveitou de um adversário que não tem forças para atacar.

O que ficou claro na etapa inicial foi o nervosismo da pressionada equipe. Messi participava muito do jogo (e com muita qualidade). Colocou algumas vezes os companheiros à frente do gol. Mas a bola teimava em não entrar até que Aguero aproveitou rebote em chute de Gago e abriu o placar aos 45 minutos.

A acuada Costa Rica sabia que o sonho havia acabado ali. No segundo tempo, a Argentina foi ainda mais leve e melhorou na partida. Messi passou a jogar ainda mais. Cansou de colocar os companheiros na cara do gol. Aguero e Di Maria aproveitaram e ampliaram o placar. Higuain e Lavezzi se cansaram de perder.

Messi encerrou o jogo com quase 70 passes e apenas três erros. Deu duas assistências e não fosse a fase ruim dos atacantes argentinos, sairia de campo com seis. Apesar da pouca qualidade do adversário, a atuação foi digna do que é Messi e do que ainda pode ser. Para isto, não precisa morar na Argentina, nem cantar o hino.

Com Messi se encontrando e a Argentina com menos pressão a tendência é crescimento. Batista parece também se afastar de seus conceitos iniciais e se aproximar da equipe ideal. Ainda não dá para dizer que o time baterá de frente contra os grandes adversários (e tendência é encarar o Uruguai já na próxima fase). Mas a paz é o primeiro e fundamental passo para que o time possa alcançar as expectativas e lutar pelo título da Copa América.

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Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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