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Galo assume o controle

O fim de semana que começou com Ronaldinho se atrasando para a concentração e recebendo cobranças duras de Alexandre Kalil, terminou com o Atlético-MG mais líder do que nunca. A forma como o time dominou e controlou o vice-líder Vasco no Independência é a mesma com que ele tem lidado com a tabela do Campeonato Brasileiro. 15 jogos, 12 vitórias e só uma derrota. Irretocável.

Enquanto o Vasco negou espaços ao adversário, o Atlético negou o jogo. Adiantou a marcação, teve velocidade pelos lados e controlou o jogo do início ao fim. Raras foram as escapadas do Vasco que não conseguia segurar a bola no campo de ataque nem usar a velocidade de Éder Luís.

Faltava um pouco mais de capricho quando a bola chegava aos pés de Bernard, o melhor do primeiro tempo. Faltava um pouco mais de participação de Guilherme e Ronaldinho Gaúcho. Veio no segundo tempo, com o camisa 49 partindo pra jogadas individuais e abrindo mais espaços na defesa do Vasco, sobrecarregando Auremir.

O futebol intenso e moderno do Galo faz do time o líder isolado e justo do Campeonato Brasileiro. Com um jogo a menos, pode ampliar ainda mais a vantagem. Aos poucos, começa a dar pinta que pode desgarrar do grupo dos três primeiros a qualquer momento. Controlou um jogo cascudo e venceu com autoridade. Se controlar também os ânimos fora de campo, fica cada vez mais difícil imaginar que não sustentará a ótima campanha.

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Com Ronaldinho coadjuvante, Galo mantém a liderança

A vitória sobre a Portuguesa manteve a boa fase do Atlético-MG jogando em casa e isolou o time na liderança do Campeonato Brasileiro. A estreia de Victor enche de esperança o torcedor que espera há anos por um título importante. Nas oito rodadas iniciais do Brasileirão, Ronaldinho chamou atenção mais fora do que dentro de campo. Mas o time de Cuca é notícia nos dois.

Mais uma vez no 4-2-3-1 com Bernard e Danilinho participando ativamente e ditando o ritmo do time, o Atlético começou em cima da Portuguesa. Fez o seu jogo, de velocidade e pressão. Já havia chegado duas vezes quando Marcos Rocha aproveitou saída de gol de Dida no melhor estilo Dida e chutou de fora da área para o gol vazio.

Com a vantagem, o time de Geninho se soltou. Os três ótimos volantes ocuparam o meio-campo, acharam os espaços no ataque com inteligência e fizeram o time jogar. Bernard e Danilinho voltavam muito para marcar e isolavam Jô e Ronaldinho à frente sem velocidade para contra-atacar. O sufoco só não fez desmoronar a vantagem porque Victor fez duas importantes defesas e porque faltou um pouco mais de capricho dos homens de frente da Lusa.

No intervalo Cuca corrigiu. Adiantou a marcação e tirou os espaços que os volantes da Portuguesa tinham para trabalhar, principalmente Guilherme. Voltou a controlar o jogo até em nova falha de Dida (e do bandeira), Leonardo Silva ampliar a vantagem.

Com 2 a 0, o Atlético voltou a mostrar a consistência defensiva, marca do início da campanha com apenas 3 gols sofridos até aqui. Deixava a Portuguesa ter a bola, sem ameaçar o gol atleticano nenhuma vez sequer. Geninho demorou para sacar um dos zagueiros desmontando seu 3-5-2 e viu seu time sair derrotado apesar de fazer boa partida.

Novamente o Galo precisou de detalhes para vencer. Hoje, foram as duas falhas de Dida. A questão é que além de aproveitar muito bem os erros dos adversários, o time de Cuca dá poucas brechas. Se defende bem e sabe utilizar o pequeno repertório ofensivo para marcar gols. A tendência, porém, é que o time tenha menos espaço para jogar em velocidade como gosta ao passo que mantém a boa campanha. E aí, Ronaldinho precisará ser mais do que um mero coadjuvante se o Galo não quiser deixar para trás o sonho de ser campeão. Ainda é cedo para apostar.
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Ronaldinho faz Galo acreditar, não pelo que joga

O horário assombroso e o Pacaembu vazio pouco importavam. Era a estreia de Ronaldinho Gaúcho com a camisa do Atlético-MG e isto bastava para que o jogo contra o Palmeiras chamasse a atenção. E se o número 49 não conseguiu superar as expectativas, o time de Cuca voltou a chamar a atenção pelo jogo coletivo e reassumiu provisoriamente a liderança do Campeonato Brasileiro.

Chamou a atenção mais uma vez a falta de alternativas do Palmeiras. Pobre com a bola nos pés e pouco veloz, o time voltou a depender das bolas paradas de Marcos Assunção. Muito pouco, para quem sonha com o título da Copa do Brasil e tem pela frente um Brasileirão difícil. Embora Valdívia não venha jogando bem, sem ele o time tem ainda menos ideias.

Com Ronaldinho na articulação central, o Atlético também não mudou muito em relação aos últimos jogos. Se saiu melhor quando Bernard pôde explorar sua velocidade pelo lado esquerdo. Saindo em diagonal, confundia a marcação de Cicinho e sobrava. Teve duas ótimas chances na cara do gol, mas voltou a falhar na hora de concluir.

Bem marcado por Márcio Araújo, Ronaldinho apareceu pouco. Dois bons passes no segundo tempo, quando o marcador já tinha cartão amarelo e o Palmeiras partia em busca do empate. Uma falta bem cobrada em meio a outras faltas e escanteios nas mãos do goleiro. Pouco para quem já foi o melhor jogador do mundo e recebe o maior salário do elenco. Pelo meio, longe do auge físico, normalmente Ronaldinho será presa fácil para marcações individuais. Pelo lado e mais perto do gol, pode receber mais vezes a bola em condições de decidir.

O gol do Galo não teve participação de Ronaldinho mas com grande jogada de Bernard para a cabeçada certeira de Jô. Dois gols em dois jogos e boas atuações podem garantir ao atacante um lugar entre os onze de Cuca. Com o Palmeiras aberto, faltou ao Atlético mais uma vez definir o marcador. Desta vez, porém, o juiz impediu que a vantagem fosse ampliada errando em duas marcações fundamentais.

As duas bolas que bateram no travessão contra o Bahia e afastaram os três pontos, jogaram a favor no Pacaembu. Marcos Assunção acertou a trave de Giovanni e não conseguiu levar o Palmeiras ao injusto empate.

O jogo coletivo é o que chama a atenção no Atlético. Ronaldinho não me parece capaz de fazer a equipe jogar mais e melhor. Mas já mostrou que com ele o time acredita que pode. Se não deve ser decisivo dentro de campo, o novo meia atleticano pode ser fator fundamental fora dele para um time que sempre parece desacreditar em si mesmo na hora de decidir.

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Sem Ronaldinho e sem inspiração

Na terceira rodada do Campeonato Brasileiro, Cuca ainda não pôde contar com Ronaldinho Gaúcho graças à manobra desnecessária da Federação Carioca, a qual não vou perder tempo comentando. Achei que o futebol brasileiro já havia ultrapassado esta fase. Sem ele, o Atlético-MG voltou a sofrer com os problemas que apresenta desde o início da temporada: a dificuldade de criar.

O Bahia entrou em campo com três homens avançados e muita movimentação, disposto a surpreender o então líder da competição. A partida começou quente mas não demorou para Falcão perceber que o esquema ousado causaria a morte rápida de seu time. Danilinho e Bernard levavam ampla vantagem sobre os laterais baianos e o Galo chegou pelo menos quatro vezes nos 10 primeiros minutos.

Coube ao time visitante o recuo para fechar os espaços e tentar escapar no contra-ataque. E sem espaços, o Atlético não conseguiu imprimir sua velocidade e sofreu. Abusou da bola longa buscando a referência do estreante Jô, bem pelo alto e com porte físico para fazer o pivô. Era a única jogada atleticana, que levantou quase 50 bolas na área durante o jogo, com pouco sucesso.

O gol logo no início do segundo tempo, com Jô batendo penalti a meu ver inexistente sobre Marcos Rocha, deu ao Galo o que precisava para manter o 100%: espaço. Aos poucos o Bahia se abria, principalmente após a entrada de Júnior, dando à equipe de Falcão a possibilidade de usar o mesmo expediente do Atlético para enganar a pouca criatividade. Mas a atuação indolente do trio de meias do Galo impediu que o time matasse o adversário com sua melhor arma, a velocidade. O castigo, veio com Fahel roubando bola, usando o pivô de Júnior e acertando um chutaço da intermediária. Ali, já era tarde para Cuca colocar velocidade no ataque para buscar algo diferente no Independência.

Cuca já confirmou que Ronaldinho jogará centralizado na armação do time. Com o passe qualificado, pode acionar a velocidade de Bernard e Danilinho e fazer o time jogar. Mas não o vejo em condições de participar ativamente do jogo, driblar e decidir jogando nesta posição. Se pode dar mais criatividade ao Galo, o meia poderá ser alvo fácil para a marcação num setor onde há muita gente. A tentativa é válida, e embora com o Gaúcho o time atleticano certamente melhore, corre um sério risco de seguir com pouca inspiração.

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Nem tão simples assim (Parte 2)

11 de janeiro de 2011. Neste dia, este blog tratou a contratação de Ronaldinho Gaúcho como a maior contratação da história do futebol brasileiro. Era. No mesmo espaço, tratei com o pé atrás que a questão merecia, afinal não era tão simples assim.

Um ano e quatro meses se passaram e o Gaúcho não vingou no Flamengo. Um modesto título estadual com pouco destaque. Raras partidas no nível em que atuou um dia. Muitas polêmicas fora do campo. Problemas e uma saída conturbada que deixará para o Flamengo uma dívida difícil de pagar.

Quando todos pareciam perder as esperanças com Ronaldinho, veio o Atlético-MG e o presidente Alexandre Kalil. Adepto da grife, o mandatário atleticano que já tinha tentado Adriano e Forlán viu no camisa 10 a chance de mais uma vez chamar a atenção para o seu clube. E de atender aos pedidos de Cuca por um articulador.

Ronaldinho Gaúcho é a maior contratação da história do Atlético (basta ver a repercussão da notícia nesta segunda-feira). Mas deixou em 2005 o rótulo de melhor jogador do mundo para tornar-se uma incógnita em 2012. É também, o maior risco da história do Atlético. Kalil gosta de viver perigosamente e normalmente não tem se dado bem nas apostas (Diego Souza, Luxemburgo, Jóbson...). Mas admiro sua coragem.

Fato é que Ronaldinho não é o que Cuca pensa e precisa (e ainda pode trazer ao treinador problemas extra-campo). Como articulador central no 4-2-3-1, Ronaldinho não foi bem no Flamengo nem na seleção brasileira. Falta ao meia participar mais do jogo, recuar para fazer a saída de bola, mobilidade para fugir da marcação. Como meia pela esquerda, bem próximo do atacante e do gol, Ronaldinho viveu seus lapsos nos últimos sete anos. Ali, pode ser decisivo em algumas partidas, encantar em outras (e tirar do promissor Bernard de sua posição ideal). Só.

Esperar regularidade e um bom custo x benefício de Ronaldinho Gaúcho é perder tempo. Eu não apostaria. Não mais.

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Decepção, erros e uma conta. Enorme.

Imagine você receber uma proposta de trabalho imperdível. Com aquele salário que você sabe que não merece. Que você jamais encontrará em outro lugar. Não precisa amar o seu ambiente de trabalho para aceitar. Mas passa o tempo e você vê que a coisa não é bem assim. O salário não chega, você não rende, a cobrança aumenta. Dos dois lados. Decepção.

Imagine conseguir trazer para a sua empresa um profissional disputado. Atenção da mídia, rebuliço dos fãs. Com algo tão positivo, vai ser fácil pagar a conta. Todos vão querer investir neste negócio de sucesso. Mas passa o tempo e você vê que a coisa não é bem assim. O rendimento do funcionário é abaixo do esperado, a renda não chega, a cobrança aumenta. Dos dois lados. Decepção.

A relação Ronaldinho x Flamengo deve ser vista assim. Da maneira mais profissional possível. Sempre foi assim, embora muito tenha se falado de amor. Profissionalismo que faltou desde o início na história do meia com o rubro-negro.

Ronaldinho tinha a obrigação de se esforçar ao máximo. Não de suprir todas as expectativas ao seu redor. O Flamengo sabia desde o início que a contratação era um risco.

O Flamengo tinha obrigações financeiras com Ronaldinho. O contrato não previa que ele jogasse como no Barcelona em 2006. Aquele Ronaldinho não existe mais. Se a proposta era de um milhão de reais por mês, o clube tinha a obrigação de pagar.

A decepção mútua não exclui o Flamengo de suas obrigações. Faltou profissionalismo e vontade de resolver um problema que já vinha se arrastando há meses. O clube empurrou com a barriga até ser "humilhado" com a decisão judicial de um jogador que parecia não ter direito algum pelo que (não) vinha jogando. Mas tinha e sabia deles desde o dia em que assinou o contrato.

O Gaúcho não deve demorar para acertar com outro clube, talvez em cifras tão astronômicas quanto. Para o clube, fica a conta para pagar. Enorme.

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SMCCB - Atacantes

O ataque é a posição com maior rotatividade na Seleção Marcação Cerrada. Ainda não há um "bi-campeão". Entre os que já apareceram, a maioria não disputou o Campeonato Brasileiro de 2011. Mas Borges, Keirrison, Adriano e Neymar tiveram a chance de serem os primeiros a aparecerem pela segunda vez.

Confira quem acabou indicado e vote:

Borges (Santos) - O faro de gol de sempre. Foi artilheiro da competição. Em 2008, esteve na Seleção jogando pelo São Paulo.

Deivid (Flamengo) - Muito questionado, venceu a desconfiança com gols. Fez 15 e foi o terceiro artilheiro da competição.

Fred (Fluminense) - Cresceu na reta final marcando gols decisivos para o Fluminense. Foi vice-artilheiro do Campeonato.

Júlio César (Figueirense) - Grata surpresa ofensiva do Brasileirão. O atacante mostrou qualidade e fez gols fundamentais na boa campanha do Figueira.

Leandro Damião (Internacional) - Uma pena a grave lesão em seu melhor momento no ano. Mas fez golaço e esteve perto de se firmar no time de Mano Menezes.

Liédson (Corinthians) - Atrapalhado pela forma física, não conseguiu render mais. Mas fez 12 gols, boa parte deles decisivos para o título do Corinthians.

Loco Abreu (Botafogo) - Experiente e decisivo. Marcou gols importantes, deu declarações importantes e mais uma vez foi o principal nome do Botafogo.

Neymar (Santos) - Jogou menos, mas jogou muito. Golaços, dribles fantásticos, jogadas decisivas. O astro do Santos torna-se cada vez mais do mundo. Estava na Seleção 2010.

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - Decisivo para o Flamengo com gols e passes. Caiu na reta final, mas teve bom retorno ao futebol brasileiro.

William (Avaí) - O único que se salvou na desastrosa campanha do Avaí. Fez 14 gols e conseguiu chamar alguma atenção no time que acabou rebaixado.


Quem foram os dois melhores atacantes do Campeonato Brasileiro?

Borges (Santos)

Deivid (Flamengo)

Fred (Fluminense)

Júlio César (Figueirense)

Leandro Damião (Internacional)

Liédson (Corinthians)

Loco Abreu (Botafogo)

Neymar (Santos)

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

William (Avaí)













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No rumo

Importante e justa a vitória do Flamengo sobre o Ceará no Presidente Vargas. Igualou o time (com um jogo a mais) aos líderes e colocou o time novamente no rumo do título nacional. Rumo oposto ao do Ceará, a cada rodada com mais cara de candidato ao rebaixamento.

Luxemburgo voltou a apostar no 4-2-3-1 dando chance no time titular a Bottinelli, destaque do clássico contra o Fluminense. Decisão mais acertada ainda a utilização de Renato Abreu como segundo volante ao lado de Airton, qualificando a saída de bola.

Depois de um início difícil, com o Ceará atacando muito pelos lados, o Flamengo se encontrou em campo e dava pintas de que o gol não ia demorar. Inicialmente pela esquerda, Ronaldinho trocou com Bottinelli e passou a circular com imensa liberdade pelo meio. Variava os lados e se aproximava de Deivid, entrando na área para finalizar. O gol saiu com Deivid, de cabeça, quando o time já havia perdido pelo menos três boas oportunidades.

No segundo tempo, após a justa expulsão de Ronaldinho e Heleno, o jogo caiu. O Flamengo se contentou em administrar, fechando o meio-campo com a entrada de Maldonado. E o Ceará mostrou porque está na situação atual. O time viveu das ótimas arrancadas do ótimo Osvaldo, mas faltava alguém que pudesse ajudá-lo ou completar suas jogadas. A pressão dos donos da casa rendeu poucas chegadas e apenas uma grande defesa do seguro Felipe.

O Flamengo terá desafio complicado na próxima rodada. Apesar de ter um desinteressado pela frente, novamente o clube não poderá contar com Ronaldinho e Thiago Neves, suspensos. Se quer brigar pelo título, o Flamengo precisa vencer.

Já o Ceará, me parece depender mais da campanha dos concorrentes. A queda é iminente e, por si só, me parece incapaz de reverter a situação.

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Provisória, mas merecida

O início fulminante deu ao Corinthians gordura extra que ele ainda aproveita na tabela do Brasileirão. Mas o momento, na competição, é de outro time. Maduro, encorpado e que não para de somar pontos. Neste sábado, o Flamengo assumiu provisoriamente a liderança pela primeira vez. Tem um ponto e dois jogos a mais que o Corinthians. Mas não parece disposto a deixar a ponta com facilidade.

No Engenhão, porém, o Flamengo não teve vida fácil. Não foi exagero de Luxemburgo dizer que foi o jogo mais difícil da equipe na competição. Muito bem armado num 4-4-1-1 que fazia marcação compacta e tentava encaixar o contra-ataque, o time de Marcelo Oliveira fez boa partida e também deixou a impressão que chegará longe no Brasileirão.

Os primeiros minutos foram do Coritiba. Com marcação adiantada e o time muito bem organizado, esteve perto de marcar duas vezes com Bill, que dava muito trabalho. O Flamengo errava muito na saída de bola e não conseguia sair da pressão.

A diferença do time de Luxemburgo, porém, é que ele raramente se desorganiza. É um time que consegue sentir o jogo sem se perder. Ronaldinho passou a recuar mais para buscar o jogo e aos poucos o Flamengo entrou no jogo.

Com a posse da bola, o Flamengo cresceu e a pressão aumentou gradativamente. Cresceu no segundo tempo, e transformou-se em abafa após as entradas de Diego Maurício e Jael. O Coritiba já não tinha força (nem velocidade) para contra-atacar e se viu acuado.

Até que Ronaldinho Gaúcho, mais uma vez decisivo, acertou passe (não cruzamento) perfeito para Jael marcar de cabeça aos 45 minutos do segundo tempo. Antes, o centro-avante já havia acertado a trave em sua primeira participação.

O Flamengo sabe onde pode chegar. E Ronaldinho Gaúcho parece disposto a levá-lo até lá. Quando foi contratado pelo Flamengo, eu disse aqui que com vontade poderia carregar qualquer time nas costas no Brasil. Foi decisivo nas últimas partidas e ajuda a explicar o ótimo momento rubro-negro no Brasileirão.

Líder provisório, mas merecido, o Flamengo joga o melhor futebol do país no momento.

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Destaque da Rodada

Uma atuação de gala na Vila Belmiro rendeu a Ronaldinho Gaúcho sua primeira participação entre os destaques do Brasileirão. Venceu com sobras e agora faz parte da lista que vai disputar o prêmio de Destaque do Campeonato. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª rodada
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada

Quem foi o destaque da 12ª rodada do Brasileirão?

Lucas (São Paulo)

14,29%
Neymar (Santos)

14,29%
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

71,43%

Vamos agora eleger o destaque da 13ª rodada. Confira os candidatos e vote:

Dedé (Vasco) - Atuação de seleção contra o São Paulo. Perfeito nos desarmes, fez grande roubada de bola em Lucas, que iniciou lance do primeiro gol na vitória por 2 a 0.

Souza (Fluminense) - Duas assistências e um gol. Souza relembrou seus melhores momentos na goleada do Flu por 4 a 0 sobre o Ceará.

Rafael Coelho (Avaí) - Dois gols sobre o líder do Campeonato Brasileiro, na vitória da redenção do Avaí: 3 a 2 no Corinthians.


Quem foi o destaque da 13ª rodada do Brasileirão?

Dedé (Vasco)

Souza (Fluminense)

Rafael Coelho (Avaí)













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Destaque da Rodada

Ele vinha ficando no banco de reservas. Recuperou o lugar no time e já foi o Destaque da Rodada. Com dois gols sobre o seu ex-time, Diego Souza agora é o segundo jogador do Vasco na lista. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª rodada
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada

Quem foi o destaque da 11ª rodada do Brasileirão?

Leandro Damião (Internacional)

21,43%
Morro Garcia (Atlético-PR)

21,43%
Diego Souza (Vasco)

57,14%

Vamos agora ao destaque da 12ª rodada. Veja os concorrentes e vote:

Lucas (São Paulo) - Uma grande atuação diante do Coritiba. E um gol de encher os olhos, por cobertura na vitória do São Paulo por 4 a 3.

Neymar (Santos) - É a primeira vez que um jogador que perdeu o jogo aparece como candidato. Neymar fez de tudo na Vila: dribles gol(aços) e assistência.

Ronaldinho (Flamengo) - Só não fez chover na Vila Belmiro. Grandes jogadas e três gols, decisivos na virada histórica do Flamengo sobre o Santos.


Quem foi o destaque da 12ª rodada do Brasileirão?

Lucas (São Paulo)

Neymar (Santos)

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)













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Agarre esta chance, Muricy!

Quem acompanha o blog e meu Twitter, sabe das minhas milhões de ressalvas aos trabalhos de Muricy Ramalho. Vitorioso, o atual técnico do Santos sempre priorizou o futebol de resultado. Obteve resultados inegáveis. Jamais encantou.

Se gosta de futebol (e eu acredito que goste), Muricy Ramalho saiu satisfeito da Vila Belmiro ontem à noite. Mesmo com a derrota para o Flamengo, que deixa o Santos, com muitos jogos atrasados, longe de brigar por alguma coisa no Campeonato Brasileiro.

O 5 a 4 para o Flamengo foi o melhor jogo do ano no Brasil. Talvez, o melhor dos últimos anos. Eletrizante, empolgante, mágico. Teve grandes lances, grandes jogadores e gols. Muitos gols!

Desde os primeiros minutos, quando saiu na frente, o Santos deixou a impressão que jogaria e deixaria jogar. Quando Borges abriu o placar após bela jogada coletiva, o Flamengo já havia perdido duas boas chances. Deivid perdeu gol incrível antes de Deivid ampliar antes de jogada genial de Neymar. O Flamengo criava e não fazia. O Santos criava e ampliava. Neymar, em lance de cinema, ampliou o marcador.

O placar indicava um massacre. O jogo, indicava equilíbrio. Ainda no primeiro tempo, Elano bateu penalti de maneira tosca (terminando com defesa e embaixadinhas de Felipe) e o Flamengo marcou três vezes. Empate sensacional por 3 a 3.

No segundo tempo, embora o número de gols tenha caído, o jogo seguiu ótimo. Neymar e Ronaldinho comandavam suas equipes com atuações individuais acima da média. Neymar marcou outro belo gol. Ronaldinho foi a rede duas vezes (uma delas em cobrança de falta magistral e nada inédita).

No fim, o Flamengo conseguiu vitória espetacular por 5 a 4, seguiu na luta pelo título e deu enorme demonstração de força. Luxemburgo faz trabalho sólido e altamente positivo, mesmo com várias carências no elenco. É o único invicto no Brasileirão e só tem uma derrota na temporada.

Voltando ao Santos, ficou claro que havia supervalorização dos jogadores de defesa graças ao ótimo sistema defensivo. O primeiro semestre acima da média de Adriano, escondeu que os zagueiros são lentos e os laterais marcam mal. Sem eles, o Santos fica exposto além da conta e escancara seus problemas individuais.

Apesar disto, foi um time bom de ver. E que esteve muito perto da vitória. O Santos que joga e deixa jogar não tem nada da cara de Muricy Ramalho. E isto é ótimo!

Muricy tem a chance de sua carreira. Já mostrou que sabe vencer. Com um time espetacular em mãos, pode aprender a ganhar jogando um futebol atraente e coletivo. Que esta derrota, não mude os rumos da equipe santista. Agarrando esta chance, Muricy se tornará, de longe, o melhor técnico do país. E eu torço por ele. E pelo futebol. E pelo espetacular Santos.

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Destaque da Rodada

A 6ª rodada ficou para trás, e seguimos sem repetir nomes na lista de Destaques. Depois de fazer 3 gols no clássico contra o São Paulo, Liédson é o novo integrante do time de destaques. E o Corinthians, líder não por acaso, é o primeiro time com dois jogadores na lista. Confiram:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada

Quem foi o destaque da 6ª rodada do Brasileirão?

Liédson (Corinthians)

50,00%
D'Alessandro (Internacional)

25,00%
Fernando Prass (Vasco)

25,00%

Vamos agora escolher o destaque da 7ª rodada. Veja os candidatos e vote:

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - Voltou a jogar bem. Marcou dois gols sobre o América e assumiu a artilharia do Brasileirão.

Júlio César (Corinthians) - A grande atuação garantiu ao Corinthians a liderança do Brasileiro. Salvou o time, principalmente no segundo tempo contra o Bahia.

Oscar (Internacional) - Mais uma partida segura da revelação do Inter. Marcou o quarto gol e deu o passe para outro.

Quem foi o destaque da 7ª rodada do Brasileirão?

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

Júlio César (Corinthians)

Oscar (Internacional)













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Destaque da Rodada

O Brasileirão mal começou mas a Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro já está de olho, fazendo suas escolhas. A performance durante todas as 38 rodadas será avaliada para escolher os melhores da competição no fim do ano, como de costume.

A cada rodada, os três jogadores que mais se destacaram serão colocados em votação. O melhor deles, ganha um ponto na disputa para chegar ao prêmio de Destaque do Campeonato, no fim. Em 2010, Conca do Fluminense e Jonas do Grêmio dividiram o prêmio.

Confira os candidatos da primeira rodada e não deixe de votar:

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - Teve sua melhor atuação desde que voltou ao Brasil. Dribles e uma assistência para gol. Ainda teve a arrancada que terminou com chute fulminante, lembrando seus melhores momentos no Barcelona.

Bernardo (Vasco) - Entrou na segunda etapa e mais uma vez foi decisivo no Vasco. Marcou dois gols na virada vascaína sobre o Ceará.

Wilson (Figueirense) - Uma série de boas defesas que garantiram a vitória por 1 a 0 do Figueirense sobre o Cruzeiro na estreia.

Quem foi o destaque da 1ª rodada do Brasileirão?

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

Bernardo (Vasco)

Wilson (Figueirense)












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O bonde precisa acelerar

O título invicto é animador. Nada melhor do que começar a temporada levantando o troféu. Melhor ainda se for sem perder. O Flamengo nem precisou da grande decisão para vencer o Campeonato Carioca. Venceu a Taça Guanabara e a Taça Rio. Não perdeu nenhuma vez.

Dentro de campo, porém, o "bonde sem freio" de Ronaldinho Gaúcho e companhia ainda não convenceu. Não conseguiu superar os rivais nas decisões cariocas (exceto nos penaltis). Teve dificuldades contra o modesto Horizonte na Copa do Brasil. Os números iludem, mas o futebol trás o rubro-negro de volta à realidade e impedem que o time deixe o trabalho e a seriedade em segundo plano.

Na campanha em 2011 até aqui, Luxemburgo não pode ser acusado de não tentar. Começou no 4-2-3-1 com Ronaldinho na meia esquerda, passou a usar o craque como "falso nove", utilizou-se de dois meias e dois atacantes, fortaleceu o meio com três volantes e deu liberdade ao Gaúcho como segundo atacante. Mas ainda não achou time e formação ideal.

Certo é que há uma base animadora. Felipe fez grande Campeonato Carioca, decisivo nos penaltis e regular nas partidas. Léo Moura aos poucos volta a jogar bem. Willians tem crescido de produção dentro de suas limitações. Thiago Neves, foi o mais importante jogador até aqui. E de Ronaldinho Gaúcho sempre é possível esperar mais.

É a partir desta espinha dorsal que Luxemburgo precisa pensar o Flamengo daqui em diante. Na Copa do Brasil, o time precisará de entrega total. No Brasileirão, precisará de reforços.

Se não se contentar apenas com o estadual, é bom que o bonde do Flamengo deixe de lado a "banguela" e comece a acelerar logo.

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Noite de festa, salva pela plebe

A festa e o show da torcida do Flamengo para Ronaldinho Gaúcho foi justa e emocionante. Empolgou não apenas o craque, que já viveu de tudo no mundo da bola, mas a todos que puderam assistir o Engenhão (finalmente) lotado, colorido e em clima especial.

E de fato, era uma noite especial. Para o Flamengo, para Ronaldinho Gaúcho e porque não para o futebol brasileiro. Não é todo dia que um craque deste porte reestreia por aqui. E Ronaldinho não é apenas um excelente jogador de futebol. É uma estrela, um personagem, um ídolo.

Quando a bola rolou, porém, o jogo ficou sério e o Flamengo não demorou para perceber isto. O Nova Iguaçu não foi ao Engenhão para fazer parte da festa. Foi para estragá-la. Bem postado no mesmo 4-3-2-1 que complicou a vida do Vasco, o time mostrou novamente muita organização, pegada no meio-campo e saída veloz para o contra-ataque.

Antídoto que parecia perfeito para um Flamengo ainda desentrosado e com sérios problemas na recomposição defensiva. O gol perdido por Alex Faria fez o Flamengo acordar e lembrar que a vitória era fundamental na noite festiva.

Postado no 4-2-3-1 que Luxemburgo já vinha trabalhando, o Flamengo até demonstrava organização principalmente nas jogadas pela direita com Léo Moura e Willians. Centro das atenções, Ronaldinho aparecia principalmente pela faixa central, com boa movimentação e participação efetiva. Sentiu a falta de ritmo, de entrosamento e de adaptação em vários momentos, mas mostrou que tem condições de evoluir e brilhar com a camisa do Fla. Passes de letra, visão de jogo, boa cobrança de falta. O cardápio de Gaúcho é variado e novas atrações devem aparecer a cada jogo.

O gol da vitória, porém, só saiu quando Wanderlei, de pouca visibilidade entrou em campo. Diferentemente de Gaúcho, Neves e cia, o atacante sabe que precisa correr atrás (e muito) para ter lugar no time. E assim o faz. Para ele não há tempo ruim e nem bola perdida. Correu como nunca e decidiu como sempre (pelo menos desde que chegou ao Flamengo). Foi dele o único gol do jogo.

Na noite de gala no Engenhão, foi a plebe que salvou a festa. O suor de Wanderley fez valer ainda mais a inesquecível estreia de Ronaldinho.

Nem tão simples assim

O show foi longo, o circo cansativo, a novela repetitiva. Mas chegou ao fim, com um final feliz para o torcedor rubro-negro: Ronaldinho Gaúcho assinou contrato com o Flamengo até julho de 2014. Tempo suficiente para se esbaldar na tentadora noite carioca, para voltar a brilhar no futebol brasileiro e para, quem sabe, brigar por um espaço hoje pouco provável, na seleção que disputará a Copa do Mundo no Brasil.


Em que pese a péssima condução do negócio, principalmente graças à postura de seu irmão/empresário Assis (que quis aproveitar-se da situação para uma exposição exagerada e completamente desnecessária), é preciso encarar a volta de Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro como ela merece. Aos meus olhos, a maior contratação de um clube do país em todos os tempos. Explico:

Ronaldinho Gaúcho esteve entre os cinco melhores jogadores da última década, sem sombra de dúvidas. É um jogador extremamente midiático e ótimo produto de marketing. E ainda que indique estar definitivamente na curva descendente na carreira, tem condições totais de brilhar e ser decisivo no futebol brasileiro. Basta o mínimo de vontade e responsabilidade.

Resta saber o que o meia-atacante deseja com o retorno ao Brasil e com a escolha pelo Flamengo. Se curtir a noite carioca e o fim da carreira ou se voltar a ser um dos principais jogadores brasileiros. Condições (físicas e técnicas) para isto, ele tem.

Quanto ao Flamengo, precisará render em campo para compensar o esforço hercúleo na contratação de Gaúcho. E para isto, precisará de muitos cuidados. Dentro e fora de campo. Ronaldinho é mais uma estrela que chega com salário infinitamente superior a seus companheiros de equipe e certamente terá privilégios no clube o que pode gerar ciúme e problemas internos. E dentro de campo, precisa do posicionamento tático correto para poder render tudo o que sabe, e esta tarefa Luxemburgo tem condições de cumprir se quiser voltar a ser respeitado (alternativas táticas com a presença do meia em breve na Pré-Temporada do Marcação).

Falta foco

Mano Menezes convocou hoje a Seleção Brasileira para o jogo mais importante desde sua chegada. Mesmo que o jogo contra a Argentina seja apenas um amistoso, a rivalidade com os hermanos servem para dar um toque especial à qualquer partida (em qualquer esporte) entre os dois países.

Por isso, eu esperava algumas mudanças significativas em relação às últimas listas, para jogos com importância menor. E após os 23 selecionados por Mano para este amistoso, ficou uma dúvida: qual o foco da atual seleção?

Mano me parece querer abraçar o mundo neste momento. Impossível. Ele não monta a seleção mais forte possível. Deixa fora alguns jogadores que não vão chegar até 2014 mas que vivem o auge das carreiras neste momento. Inclui alguns jogadores que podem ser solução em 2014 mas que não seriam "convocáveis" agora. Convoca alguns jogadores pela "idade olímpica". E outros que não tem condições de ir às Olimpíadas.

Vamos à lista de Mano, com minhas considerações por posição:

Goleiros: Victor (Grêmio), Jéfferson (Botafogo) e Neto (Atlético-PR)
Acho uma besteira levar três goleiros para um amistoso. Não consigo entender a ausência de Júlio César. E nem a convocação de Jéfferson, que já voltou a ter atuações "apenas" normais no Botafogo.

Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Rafael (Manchester United), André Santos (Fenerbahçe) e Adriano (Barcelona)
Pela direita, perfeito. O melhor lateral do momento e uma ótima aposta para o futuro. Na esquerda, difícil entender a ausência de Marcelo e a opção por Adriano, que têm jogado pouco no Barça.

Zagueiros: Thiago Silva (Milan), David Luiz (Benfica), Alex (Chelsea) e Réver (Atlético-MG)
Para mim, são os quatro melhores no momento. Ainda que Alex Silva já comece a merecer uma vaga entre os selecionáveis e que ainda veja espaço para Lúcio na seleção (principalmente para a Copa América no ano que vem).

Volantes: Lucas (Liverpool), Ramires (Chelsea), Sandro (Tottenham) e Jucilei (Corinthians)
Gosto dos nomes. Nesta posição, Mano têm acertado. Eu preferia Wesley à Jucilei, mas acho justa a convocação do corinthiano, que Mano conhece bem.

Meias: Philippe Coutinho (Inter de Milão), Douglas (Grêmio), Ronaldinho Gaúcho (Milan) e Elias (Corinthians)
Não acho que Ronaldinho mereça estar entre os convocados. Fez alguns bons jogos mas não dá sequência no Milan e ao meu ver seu tempo na seleção já passou. Preferia a manutenção de Carlos Eduardo (mesmo que ele tenha optado por se esconder na Rússia). Senti falta de Hernanes, que como meia, faz início de temporada espetacular na Lázio. Mas gosto da inclusão de Douglas (já defendida aqui). Para mim, é o melhor jogador para substituir Ganso pelas características.

Atacantes: Alexandre Pato (Milan), Neymar (Santos), Robinho (Milan) e André (Dynamo de Kiev)
A lista só de atacantes não é perfeita pela inclusão de André que quase não tem jogado no Dynamo e ainda me parece "verde" para a seleção. Nomes como Nilmar e Hulk, que fazem ótimo início de temporada, poderiam ganhar uma oportunidade. Ou até mesmo Jonas, que vive grande momento no Grêmio e é artilheiro do Brasileirão. Perfeita a volta de Neymar. Não havia porque castigá-lo mais.

Quem sabe, sabe

Os europeus deram ontem mais um exemplo de como se tratar ídolos. O "amistoso" entre Barcelona e Milan, que valia o troféu Joan Gamper foi mais um sucesso. Não por acaso, foi transmitido mundo afora e assistido no Nou Camp por mais de 97 mil pessoas.

Melhor do que o 1 a 1 e a vitória dos donos da casa nos penaltis, foram as homenagens à Ronaldinho Gaúcho. Pela primeira vez contra o ex-clube (onde jogou de 2003 a 2008), o meia foi ovacionado pela torcida antes do jogo. O telão exibiu lances dele com a camisa do Barça. E ainda foi convidado para sair na foto junto com seus ex-companheiros.

Já estava de bom tamanho. Mas o Barcelona fez mais. Após vencer e receber a taça, através de seu capital Puyol, o time catalão ofereceu o troféu ao ídolo. Uma cena inédita, bonita e muito interessante.

Agora, precisamos ser justos. Teve coisa mais bela do que as homenagens ao brasileiro. E por isso, vou voltar a postar um vídeo no Marcação. O gol do eterno Inzaghi, foi uma pintura! Quem sabe, não esquece. Vale a pena conferir:

Os 23 homens de Dunga

A Copa do Mundo vem aí. Por mais que o técnico insista em dizer que ainda fará avaliações, o grupo brasileiro para o Mundial está fechado, desde que uma grande catástrofe não aconteça. E seguindo a idéia do amigo Filipe Araújo em seu blog Gambetas, o Marcação Cerrada vai tentar apostar o que passará na cabeça de Dunga na hora de fechar a lista dos brasileiros.

Farei um pouco diferente. Falarei sobre minhas opções e o que imagino passar na "brilhante" mente do aprendiz de treinador. No fim, postarei a "provável" lista.
Vamos começar pelos goleiros. Dunga tem seus três nomes definidos e dificilmente mudará um deles. Eu não levaria Doni, em baixa e na reserva da Roma. No Brasil, há goleiros melhores. Fábio, Bruno e Marcos, por exemplo, nesta ordem.

A lateral direita é a posição mais certa. Só uma lesão mudará os dois selecionados. Na zaga, Lúcio e Juan serão os titulares, desde que o segundo mantenha a condição física. Luisão é um reserva certo. Miranda e Thiago Silva disputam a última vaga.

A grande dúvida é a lateral esquerda. Michel Bastos, titular na reta final de preparação estará entre os 23. Gilberto, experiente e já testado, bom jogador de grupo, tem ótimas chances. Mas seria bom jogar na posição pelo Cruzeiro. André Santos corre por fora, mas precisa se afastar das polêmicas e jogar muito mais na Turquia. Eu pensaria no jovem Marcelo, do Real Madrid. Ou até mesmo em levar apenas um jogador para a posição e pensar em Daniel Alves com alternativa.

No meio-campo, muitas definições e uma grande polêmica. Os volantes estão escolhidos, apesar da pressão para a saída de Josué. De fato, só Sandro do Internacional pode "roubar" o lugar do jogador. Na meia, todos parecem certos. Inclusive o contestadíssimo Júlio Baptista, outro reserva da Roma. A cobrança em torno da convocação de Ronaldinho Gaúcho cresce à cada instante.

Minha opinião: Júlio Baptista sempre foi contestado na seleção. Mas sempre cumpriu bem seu papel. É um bom jogador de grupo e tem a confiança de Dunga. Mas não é decisivo e diferenciado como Ronaldinho, longe disso. É complicado abrir mão de um jogador campeão mundial e já eleito o melhor do mundo. Mas, será que Ronaldinho aceitaria a reserva? Se sentiria bem sendo coadjuvante no time de Dunga? Acho que não. Eu levaria o meia do Milan, mas consciente de que o risco é grande.

No ataque, os quatro nomes também só serão alterados por uma lesão. Aí, Grafite e Pato correm por fora. O primeiro, para as vagas de Adriano ou Luís Fabiano. O segundo, no lugar de Robinho ou Nilmar. Esta escolha de Dunga é inquestionável. Os atacantes que ele está levando, fazem por merecer.

Vamos então ao meu palpite de lista para o Mundial:

Goleiros: Júlio César, Doni e Victor
Laterais Direitos: Maicon e Daniel Alves
Zagueiros: Lúcio, Juan, Luisão e Thiago Silva
Laterais Esquerdos: Michel Bastos e Gilberto
Volantes: Gilberto Silva, Felipe Melo, Josué e Kléberson
Meias: Ramires, Elano, Kaká e Júlio Baptista
Atacantes: Robinho, Luís Fabiano, Nilmar e Adriano

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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