Muricy Ramalho mais uma vez preferiu responder forte e com falta de respeito ao repórter do que tentar justificar o injustificável. Contra o Guarani, o técnico do Santos voltou a mostrar o seu pouco apreço pelos jogadores vindos da categoria de base (embora venha sendo obrigado a usar vários deles pelo elenco pouco numeroso que tem).

Com muitos desfalques e sem as duas estrelas da companhia, o Santos começou bem. Com troca de passes fáceis, o time envolveu o Guarani e não demorou para abrir o placar. Passe fantástico de Dimba, com o peito, e conclusão perfeita de Ibson.
Não demorou, porém, para o dono da casa equilibrar e acertar a marcação. Ibson, quem organizava o jogo do time de Muricy Ramalho foi bem marcado e sumiu. Assim como Dimba, Elano e Alan Kardec pouco acionados. O Guarani cresceu e levava perigo principalmente pelo lado esquerdo onde o jovem Crystian deixava um espaço tremendo. Mas para o técnico do Santos, era mais fácil tirar Dimba aos 44 minutos do primeiro tempo e responder mal um repórter do que esperar o intervalo para organizar o seu time.
A "mudança fundamental" do treinador não melhorou o Santos. Que voltou para o segundo tempo com as mesmas dificuldades. Mas faltava ao Guarani qualidade para chegar ao gol do inseguro Aranha. A pressão com poucas chances de gol seguiu até o fim até que Arouca roubou bem a bola no meio, recebeu passe preciso, driblou o goleiro e matou o jogo já nos minutos finais.
O Santos venceu mais uma. Sem brilho, mas sem seus melhores jogadores. O time poderia render mais sem eles aproveitando a boa safra de jovens que espera por uma chance. E se Muricy conseguisse explicar porque a paciência com eles é tão menor do que com os outros. Pequena como é para responder as perguntas dos jornalistas depois dos jogos.
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Contra o Milan, o Barcelona jogava para garantir a primeira posição no grupo já que os dois já haviam confirmado a classificação para a próxima fase da Champions. E no duelo contra um adversário forte e experiente, Guardiola voltou a mostrar a nova faceta de um time que se reinventa mas não cansa de encantar.

Sem Piqué, Daniel Alves e Pedro, o técnico do time espanhol voltou a apostar no 3-4-3 que vem aparecendo com frequência nesta temporada. Puyol, Mascherano e Abidal formaram o trio defensivo. Busquets era o volante com Xavi à direita, Keita à esquerda e Thiago na ligação. A principal novidade foi na frente. Fábregas jogou como o "falso nove" para Messi dar velocidade do lado direito e aproveitar as limitações de Zambrotta.
Muda a tática, muda o posicionamento dos jogadores, mantém o estilo. O Barcelona continua sendo o time da marcação adiantada, da posse de bola "irritante", da movimentação extrema. Começou bem, dominou o jogo e abriu o placar em gol contra de Van Bommel após erro de Zambrotta, passe genial de Messi e "assistência" de Abidal (que mesmo como zagueiro, saía com inteligência pela esquerda).
Para tentar uma alternativa ofensiva, o Milan mudou. Boateng adiantou pela direita formando um 4-3-3 e deixando a defesa adversária sem sobra. Resultado: pressão de 10 minutos, gol perdido por Robinho e empate com Ibrahimovic.
Após o gol, o Barcelona também se reorganizou. Com Busquets recuando para a zaga e Messi mais centralizado, formou um inusitado 4-1-3-2 mantendo o padrão. No equilíbrio do jogo, marcou o segundo em penalti inexistente sobre Xavi e manteve a pressão no início do segundo tempo para definir o jogo, quando acabou levando o empate em ótima jogada individual de Boateng (o melhor do Milan). Mas novamente na individualidade de Messi, o Barcelona se colocou à frente: passe genial e gol de Xavi, cada vez com mais liberdade ofensiva e jogando mais perto do gol. Com o 3 a 2, o Barcelona controlou o jogo e tentou colocar velocidade com Pedro e Sánchez, mas acabou garantindo o resultado.
O impressionante é o quanto o Barcelona tem facilidade para mudar taticamente, mantendo os jogadores e o nível. Todos os atletas parecem aptos para fazer qualquer função com a mesma qualidade. Se reinventa para manter a qualidade e impedir o encaixe dos adversários.
O jogo mostrou algo importante para o Santos, que observa o adversário de olho no Mundial. Quando jogou no 4-3-3 contra o 3-4-3 de Guardiola, o Milan deixou o adversário em dificuldade. Pode ser um caminho (já testado por Muricy no Brasileiro) caso o adversário mantenha a tática na competição.
O grande problema será marcar o adversário e principalmente seu principal craque. Sem Adriano, óbvio "cão de guarda" na marcação de Messi, o Santos penará defensivamente. A zaga lenta e um meio-campo que joga e deixa jogar não é o caminho para enfrentar um adversário de tão alto nível. E este é o grande desafio para time e treinador santista.
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Quem acompanha o blog e meu Twitter, sabe das minhas milhões de ressalvas aos trabalhos de Muricy Ramalho. Vitorioso, o atual técnico do Santos sempre priorizou o futebol de resultado. Obteve resultados inegáveis. Jamais encantou.

Se gosta de futebol (e eu acredito que goste), Muricy Ramalho saiu satisfeito da Vila Belmiro ontem à noite. Mesmo com a derrota para o Flamengo, que deixa o Santos, com muitos jogos atrasados, longe de brigar por alguma coisa no Campeonato Brasileiro.
O 5 a 4 para o Flamengo foi o melhor jogo do ano no Brasil. Talvez, o melhor dos últimos anos. Eletrizante, empolgante, mágico. Teve grandes lances, grandes jogadores e gols. Muitos gols!
Desde os primeiros minutos, quando saiu na frente, o Santos deixou a impressão que jogaria e deixaria jogar. Quando Borges abriu o placar após bela jogada coletiva, o Flamengo já havia perdido duas boas chances. Deivid perdeu gol incrível antes de Deivid ampliar antes de jogada genial de Neymar. O Flamengo criava e não fazia. O Santos criava e ampliava. Neymar, em lance de cinema, ampliou o marcador.
O placar indicava um massacre. O jogo, indicava equilíbrio. Ainda no primeiro tempo, Elano bateu penalti de maneira tosca (terminando com defesa e embaixadinhas de Felipe) e o Flamengo marcou três vezes. Empate sensacional por 3 a 3.
No segundo tempo, embora o número de gols tenha caído, o jogo seguiu ótimo. Neymar e Ronaldinho comandavam suas equipes com atuações individuais acima da média. Neymar marcou outro belo gol. Ronaldinho foi a rede duas vezes (uma delas em cobrança de falta magistral e nada inédita).
No fim, o Flamengo conseguiu vitória espetacular por 5 a 4, seguiu na luta pelo título e deu enorme demonstração de força. Luxemburgo faz trabalho sólido e altamente positivo, mesmo com várias carências no elenco. É o único invicto no Brasileirão e só tem uma derrota na temporada.
Voltando ao Santos, ficou claro que havia supervalorização dos jogadores de defesa graças ao ótimo sistema defensivo. O primeiro semestre acima da média de Adriano, escondeu que os zagueiros são lentos e os laterais marcam mal. Sem eles, o Santos fica exposto além da conta e escancara seus problemas individuais.
Apesar disto, foi um time bom de ver. E que esteve muito perto da vitória. O Santos que joga e deixa jogar não tem nada da cara de Muricy Ramalho. E isto é ótimo!
Muricy tem a chance de sua carreira. Já mostrou que sabe vencer. Com um time espetacular em mãos, pode aprender a ganhar jogando um futebol atraente e coletivo. Que esta derrota, não mude os rumos da equipe santista. Agarrando esta chance, Muricy se tornará, de longe, o melhor técnico do país. E eu torço por ele. E pelo futebol. E pelo espetacular Santos.
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Teve tudo que uma final de Libertadores pede: emoção, disputa, lances ríspidos, discussão, briga. Mas teve também futebol. Bem jogado e qualificado de um Santos que não parece ter limites para parar. O glorioso alvinegro praiano soube jogar quando foi preciso, tendo a cara leve dos "meninos da Vila" e soube ser pragmático como reza a cartilha de seu treinador quando era o momento. Resultado: venceu o Peñarol e conquistou o tri-campeonato da Libertadores.

Com Ganso no time titular, o Santos ganhou o toque qualificado que faltou na primeira partida. Era o arco perfeito para acionar Neymar, a flecha decisiva durante a competição. Com ele, o Santos tomou a rédea do jogo desde o início e não deu brechas para o adversário. Muito disto graças a mais uma partida incansável e impecável de Adriano, destacado para marcar o melhor jogador do Peñarol e que engoliu Martinuccio mais uma vez.
Sem permitir que Martinuccio jogasse, o Santos não permitiu que o adversário jogasse. O Santos perdeu um jogador, o Peñarol parecia ter perdido onze.
No primeiro tempo, o domínio foi claro e absoluto embora o Santos não conseguisse levar perigo ao gol de Sosa. Faltava capricho no último passe e movimentação mais efetiva de Neymar à frente. Nas duas vezes que o atacante saiu da marcação forte imposta pelo lateral direito Gonzales, Ganso o achou com belos passes, faltando detalhes para o gol.
O primeiro tempo passou com apenas uma chance clara de gol para o Santos. Mas veio o segundo tempo e logo Arouca saiu do meio-campo para aproveitar espaço deixado pela defesa uruguaia, desmontar o sistema adversário e deixar Neymar sozinho para abrir o placar. Gol que dava tranquilidade. Gol de quem tinha que ser.
O gol desnorteou o Peñarol. Pela primeira vez na Libertadores, o time uruguaio ficou desorganizado em campo. Sem Martinuccio, faltava o toque que levaria o time ao ataque. E no desespero, todos queriam atacar. O espaço finalmente apareceu para o Santos, que só não matou o jogo porque Zé Eduardo voltou a viver noite para lá de infeliz. Quando a bola não passou pelos pés do atacante, Danilo fez jogada individual e bateu firme marcando o segundo gol do Peixe.
Com o 2 a 0, o Peñarol mostrou o nervosismo. Abusava das chegadas violentas e passou a tentar intimidar o time santista, principalmente Neymar e o nervoso Zé Love. O gol uruguaio saiu por acaso, em falha de marcação de Alex Sandro que acabara de entrar e infelicidade de Durval (que marcou seu segundo gol contra em finais de Libertadores).
O gol deu o toque de drama que faltava ao jogo nos minutos finais. Muito embora o Santos sempre tenha parecido mais perto do terceiro gol do que o Peñarol do empate. O descuido e a bobeira da defesa santista, não custou mais do que alguns minutos de tensão ao Santos. Que vibrou com justiça após o apito final.
É inegável o mérito de Muricy Ramalho na conquista do Santos. Soube acertar o sistema defensivo do time porque sabia que na frente, havia quem resolvesse. Não é o estilo que mais me agrada e tenho ressalvas com o trabalho do técnico que são sempre repetidas aqui. Mas não há como negar que Muricy é um vencedor, que trabalha simplesmente para vencer.
O Santos tri-campeão da Libertadores tem uma geração pronta para marcar época. Venceu a Copa do Brasil ano passado e a Libertadores este ano. Poderia ter ganhado o último Campeonato Brasileiro assim como é favoritíssimo neste, desde que mantenha seus principais jogadores e que não se preocupe apenas com o Mundial.
Ganso e Neymar vão ganhar o mundo. Antes, ganharam o Brasil e a América. Eles fazem bem ao Santos e ao futebol brasileiro. E são o símbolo de um time que amadureceu e que definitivamente não tem limites para crescer.
Na América, quem dá a bola agora é o Santos.
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O time encantador, leve com seu DNA ofensivo ficou no passado. Com Muricy Ramalho, o Santos se tornou pragmático e ótimo na defesa (embora ainda erre muito nas bolas paradas). Se tornou, mais do que nunca, o Santos de Neymar. E por ele, o time ainda vale a pena.

Ainda sem Ganso, Muricy não fez o básico escalando Alan Patrick. Com Pará na lateral direita e Danilo novamente no meio-campo, fez de Elano o homem de ligação do 4-3-1-2 santista. Não funcionou. Elano não tem as características necessárias para ser o "10". Participou pouco do jogo e não deu ao time a fluência necessária.
Assim, mais uma vez o Santos foi o time de Neymar. Só chegou quando a bola passou pelo camisa 11. Invariavelmente, dos pés do atacante saem boas jogadas. Se o restante do time chegasse perto de seu ritmo e nível de acerto, o resultado poderia ser outro. Zé Eduardo fez mais uma partida ruim e passou longe do gol. Alan Patrick também perdeu ótima chance, no último minuto da partida. Gol que daria tranquilidade ao time para o jogo de volta no Paraguai.
Gol que Edu Dracena não perdeu aos 44 minutos do primeiro tempo. De cabeça, o zagueiro completou para as redes mais uma das incontáveis ótimas jogadas de Neymar. 1 a 0 injusto àquela altura e que ficaria ainda mais quando minutos depois Rafael conseguiu salvar cabeçada a queima-roupa dentro da área.
O Cerro Porteño tem seus méritos. Não se apequenou jogando fora de casa contra um adversário tecnicamente mais forte. Tentou jogar com marcação adiantada e manteve a posse de bola no campo ofensivo. Poderia ser ainda mais perigoso se tivesse apostado no jovem Iturbe, no segundo tempo. Lamenta o fato de não ter feito gol no Pacaembu, pois teve oportunidades para tal. Mas leva para o Paraguai uma vantagem reversível.
O Santos não jogou bem. Brilha com Neymar, não empolga no restante. Falta criatividade, leveza. Hoje, é ainda mais favorito que ontem para chegar à decisão da Libertadores. É um time que sofre poucos gols e que tem em Neymar a certeza de que em algum momento, sairá alguma boa jogada. São indiscutíveis os méritos de Muricy que vai levando o Santos à final. Mas é uma pena que o time não possa ter liberdade para jogar mais.
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A quarta-feira foi agitada para o jovem craque do Santos. Começou com a provocação dos jornais paraguaios, que perguntavam "Ney quem?". Quem já havia se apresentado ao mundo com a seleção brasileira, precisaria dar "muito prazer" também aos colombianos.

Pouco depois, o seu empresário Wágner Ribeiro fazia comparações tolas e desnecessárias em seu twitter. Começou comparando Neymar a Pelé. Depois disse que o jovem santista já estava acima de Ronaldo Fenômeno, Robinho, Kaká e Cristiano Ronaldo. Por fim que ele "está no mesmo nível de Messi". Quem conhece Wágner Ribeiro já se acostumou ao seus exageros "fanfarrônicos".
Chegou a noite, e Neymar mais uma vez foi o protagonista do Santos. Novamente sem o "fiel escudeiro" Ganso, o garoto chamou a responsabilidade contra o Once Caldas. Saíram de seus pés as principais jogadas ofensivas do Peixe, que venceu por 1 a 0. Passe de Neymar e gol de Alan Patrick.
Porém, embora tenha Neymar cada vez mais protagonista e decisivo, o Santos assume de vez o "DNA defensivo" de Muricy Ramalho. São seis jogos sem sofrer gols. Apenas duas vezes a defesa foi vazada desde a chegada do treinador, dez jogos atrás.
É funcional e tem resolvido. Garantiu ao Santos um ótimo resultado em Manizales que deixa o time com ampla vantagem para o confronto de volta contra os colombianos. Mas que não decide o confronto. Vale lembrar que o Once Caldas conseguiu reverter a vantagem contra o Cruzeiro na semana passada e que a campanha do time se destaca pelos bons resultados obtidos fora de casa (ainda não conseguiu vencer como mandante).
Ontem, com um jogador a mais em boa parte do segundo tempo, o Santos poderia ter deixado o confronto mais perto da definição. Preferiu tocar a bola, se defender e não correr riscos. Apesar de ter Neymar mais maduro a cada dia, o Santos "brilha" é jogando na defesa. Com Muricy é assim e há quem goste.
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O América do México que o Santos enfrentou ontem em Querétaro certamente não é o melhor América do México. Mais uma vez, os mexicanos priorizam o campeonato nacional ou a Copa Concacaf e ignoram a Libertadores.

Ontem, mesmo precisando vencer os brasileiros, os mexicanos pouparam três titulares: Layun, Nicolás Olivera e Reyna (artilheiro do time na temporada com 13 gols em 17 jogos, que entrou no segundo tempo). O melhor jogador da equipe, o meia Montenegro (que tem 2 gols e 6 assistências no mexicano) foi poupado no segundo tempo, mesmo com a equipe precisando marcar. Treviño, que atuou os 90 minutos ontem, havia entrado em campo apenas duas vezes na temporada.
Por todos estes fatores, não dá para considerar um grande resultado o empate sem gols que classificou o Santos para as quartas-de-final da Libertadores. Muito menos dá para entender o sofrimento desnecessário que o time de Muricy Ramalho enfrentou, salvo pela grande atuação de Rafael.
O primeiro tempo foi ruim, de poucas chances de gol. Faltava aos donos da casa criatividade no meio e movimentação no ataque, que dependia das bolas alçadas (em uma delas, acertou a trave). O Santos, tinha seus jogadores muito distantes uns dos outros e não conseguia reter a bola.
Na etapa final, os santistas se acertaram. Ganso se aproximou de Neymar e com os dois o Santos conseguia segurar a bola no campo ofensivo. Era melhor (chegou a acertar a trave em falta cobrada por Ganso) e obrigou o técnico Carlos Reinoso a colocar em campo seu principal jogador. O Santos tinha a bola e conseguia controlar o adversário quando Muricy trocou Zé Eduardo por Bruno Aguiar (repetindo a alteração feita contra o São Paulo) e chamou o adversário. Com mais alternativas, os mexicanos sufocaram. E só não chegaram ao gol que levaria o jogo para os penaltis graças à Rafael, que esteve em noite inspirada.
Em dois jogos contra um misto (em grande parte desinteressado) do América do México, o Santos não conseguiu mais do que fazer um gol e não sofrer nenhum. Pouco. Muricy acertou a defesa (sofreu apenas dois gols em oito jogos) mas o restante ficou órfão, dependente das jogadas individuais de Ganso e Neymar.
Nas quartas-de-final, o Santos deve encarar o Cruzeiro. É o time com mais potencial, contra o time que tem jogado melhor. Para vencer a equipe de Cuca, o Peixe precisará de mais do que uma defesa compacta. Resta saber se o "grande" Muricy permitirá.
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Perder um técnico reclamando da estrutura do clube e dizendo entre várias outras coisas, que jogadores precisam dividir espaço com ratos no vestiário. Parece distante, coisa de time de várzea. Mas aconteceu no atual campeão brasileiro, com Muricy Ramalho.

Mas a série de vexames que parece não ter fim no Fluminense não para por aí. Campanha pífia e classificação quase impossível na Libertadores, derrotas para pequenos no Estadual.
Como se não bastasse, a saga do clube na busca pelo novo treinador é de envergonhar até mesmo quem pouco se importa com o clube carioca.
O primeiro a rejeitar o emprego foi Levir Culpi. Demonstrou interesse, mas declarou que não poderia sair do Japão no momento, em respeito ao seu clube e também ao povo do país que passa por momento delicado.
Depois veio Cuca. Demitido de maneira tosca pela diretoria do Flu após campanha de recuperação no Brasileirão de 2009 para abrir a vaga de Muricy Ramalho, preferiu permanecer no Cruzeiro onde tem estrutura e faz bela campanha na Libertadores.
Adilson Batista, desempregado, foi mais um a não aceitar proposta do tricolor. Pesou para o ex-treinador do Santos a situação complicada do time tanto na Libertadores quanto no Carioca. Adilson que teve passagens rápidas por Corinthians e Santos, gosta de trabalhos longos. E sabe que provavelmente entraria o Brasileirão já pressionado, principalmente com Abel Braga (o preferido da diretoria do Flu) finalmente disponível no mercado.
O golpe final foi ainda mais humilhante. O emergente Gilson Kleina, que faz ótima campanha com a Ponte Preta no Campeonato Paulista recebeu proposta. A assessoria do Flu (outra que recentemente esteve no centro das atenções) chegou a divulgar o acerto com o treinador. Que após reunião com a diretoria da Ponte, resolveu permanecer em Campinas.
Quatro nomes. Todos publicamente rejeitaram a proposta do Fluminense. A diretoria, perdida, ofereceu rios de dinheiro e atirou para todos os lados. Conseguiu desgastar ainda mais a imagem do clube, já prejudicada pelas declarações de Muricy Ramalho.
Sabe-se que Abel Braga tem interesse em treinar o Fluminense e que o clube deseja o treinador. Pesa contra o acordo, o fato de Abel só poder chegar em julho, já que cumprirá o contrato nos Emirados Árabes. E qualquer outro técnico que chegar ao Flu agora, caso não consiga a quase impossível recuperação na Libertadores, estará pressionado depois de apenas três meses no cargo. Por isso, a tendência é que o bom Enderson Moreira, contratado recentemente como auxiliar permanente, acabe permanecendo até a chegada de Abel. Até porque, esta parece a única opção para um clube queimado no mercado.
O mundo do futebol dá voltar. As vezes, rápidas demais. Aconteceu com o Fluminense, mas pode acontecer com vários outros. Falta de estrutura, planejamento e paciência não é coisa das Laranjeiras.
Que fique a lição.
PS: Muitos leitores provavelmente não conhecem a figura que aparece na imagem deste post. Este é Gilson Kleina, o técnico da Ponte Preta que não aceitou treinar o atual campeão nacional.
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A vida do técnico campeão brasileiro 4 vezes nos últimos cinco anos é cercada de mistérios. Como pode um treinador deixar de lado o grande sonho da carreira, de comandar o Brasil numa Copa por aqui, para manter um compromisso e 10 meses depois romper o contrato pela "falta de estrutura" que ele já conhecia quando assumiu o clube?

Perguntas sem resposta, histórias do futebol. A estranha saída de Muricy Ramalho do Fluminense parece não fazer sentido algum e as desculpas definitivamente não se encaixam. Vão passar os anos e só quem saberá o que realmente aconteceu é o treinador.
Certamente, a desculpa alegada pode ter pesado, mas não foi o que levou Muricy a deixar o tricolor carioca. Mesmo sem estrutura, ele foi campeão brasileiro em 2010 e não apareceu na época para reclamar de coisa alguma.
O desgaste de Muricy no Fluminense era evidente. Passou pelas mudanças na assessoria de imprensa, que não agradaram ao técnico. Também pela saída iminente de Alcides Antunes, amigo pessoal do treinador, confirmada enfim no sábado.
Mais do que isto, porém, Muricy tinha dificuldades para encontrar alternativas em campo. Time eliminado na semifinal da Taça Guanabara, em situação praticamente irreversível na Libertadores...
A carreira de Muricy Ramalho é praticamente inquestionável. Os títulos estão aí para combater qualquer coisa que se fale contra o treinador. Em outras oportunidades, já declarei neste espaço que não sou fã do estilo do técnico, pelo contrário. Mas fica claro que nesta saída, perdem os dois.
O Fluminense fica sem técnico em momento determinante na temporada. A decisão do Carioca está próxima e a missão na Libertadores é ingrata. O mercado é escasso. O novo presidente Peter Siemsen precisará de ousadia e criatividade para encontrar um bom nome. E precisa agir rápido o que complica a situação.
Pressa que não faz parte do cotidiano de Muricy. Certamente, seguirá sua vida com um ótimo contrato em um grande clube. Santos e Inter aparecem como principais candidatos. É um técnico competente e trabalhador. Como de costume, diz que pretende ficar 30 dias descansando. Me parece receio em assumir um Santos que também está em situação difícil na Libertadores e corre o risco de acabar eliminado.
No fundo, espero mesmo que o acerto entre o técnico e o Santos não aconteça. O time mais lúdico do país tem potencial para mais. E não combina em nada com o trabalho do multi-campeão.
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O final do Campeonato Brasileiro de 2010 veio com uma sensação estranha. Pela primeira vez desde que me entendo por gente (ou que me entendo como amante do futebol) não acompanhei nada. Estava dentro do avião, curtindo meus últimos momentos de férias (que inclusive fizeram este blog ficar sem texto algum por 15 dias) quando os clubes decidiam título, Libertadores e rebaixamento.

Por isso, a análise sobre o título do Flu veio tarde (dois dias depois) e virá com menos análise do que o comum.
Mas claro que o Marcação Cerrada não deixaria um fato tão importante passar em branco. Ou melhor, vai passar em branco. Mas branco, verde e grená.
Demorou 26 anos a agonia tricolor. Que tantas vezes bateu na trave. O grito "campeão" que ficou preso após a sofrida final da Libertadores contra a LDU só pôde ser liberado no último domingo. O sofrimento dos "99%" de chances do rebaixamento em 2009, ficou para trás com o alívio do título em 2010.
O Fluminense é mais um justo campeão brasileiro nos pontos corridos. Afinal, não dá para declarar injusto que o campeão seja o time que teve a melhor defesa, o maior saldo de gols, o terceiro melhor ataque e o maior número de vitórias após 38 rodadas.
Flu que sofreu com a difícil adaptação de contratações que vieram para resolver como Belletti e Conca. Que sofreu com o excesso de lesões e as longas ausências de Diguinho, Fred e Émerson. Mas que soube se reinventar, reencontrar as vestimentas de guerreiros usadas nas rodadas finais do último Brasileirão e buscar o título.
Mais um tricolor campeão nas mãos de Muricy Ramalho. Tetra-campeão brasileiro. Quatro primeiros lugares e um segundo nos últimos seis campeonatos. Um vencedor, que independente dos métodos (que não agradam a este que vos escreve) combate com títulos qualquer possível crítica quanto ao seu trabalho.
Demorou, mas o Fluminense reencontrou o lugar cimeiro do pódium. E dali, não parece disposto a sair tão cedo.
1 a 0. Eis o placar da moda no Brasileirão. Mania que começou com Muricy Ramalho e seu já famoso "Muricybol" dos tempos de São Paulo, tri-campeão brasileiro. E que virou mania entre os primeiros colocados do Brasileirão. Um gol e três pontos. Suficientes para mantê-los na briga pelo título.

A festa do placar mínimo começou em Salvador. Cruzeiro e Vitória fizeram um jogo truncado, de poucas chances. No fim, vitória dos mineiros por 1 a 0, com gol contra de Jonas (que o árbitro deu de presente para Thiago Ribeiro).
Com três zagueiros, o Cruzeiro repetiu a fórmula dos jogos mais importantes deste Brasileirão até aqui. Foi também por 1 a 0 que o time venceu Fluminense, Internacional, Flamengo, Corinthians, Goiás (2 vezes), Botafogo e Atlético-MG. Se o time sentiu a falta de um homem mais presente na área (Montillo foi mais meia que atacante e Thiago Ribeiro só apareceu bem quando caiu pelo lado direito), voltou a ter segurança defensiva, fazendo com que Fábio aparecesse apenas duas vezes com ótimas intervenções (além de uma bola na trave).
No fim, o resultado foi justo para um time que teve mais qualidade e organização do que um Vitória que depois de ótimo primeiro semestre se perdeu a parece cada vez mais candidato ao rebaixamento.
No mesmo horário, o Corinthians quase repetiu a dose. Diante do São Paulo, o time venceu por 2 a 0. O gol da tranquilidade, porém, foi marcado por Dentinho já aos 40 minutos do segundo tempo. O "1 a 0" corinthiano acabou ganhando um bônus de última hora.
Resultado importante que mostrou o quanto alguns jogadores fizeram falta ao time paulista num momento essencial da competição. Não fosse o excesso de lesões na parte aguda do Brasileirão, o Corinthians poderia estar folgado na disputa pelo título. Contra o São Paulo, não fez uma partida brilhante, mas foi seguro durante os 90 minutos e conseguiu definir a partida quando teve oportunidade. De quebra, segue na briga pela taça, mantém um longo tabu contra o rival (quase 4 anos) e praticamente impede que o São Paulo volte à Libertadores.
Por fim, mas não menos importante, o líder. O Fluminense, comandado (não por acaso) por Muricy Ramalho também venceu por 1 a 0 na rodada. Ganhou o clássico diante do Vasco e manteve a ponta da tabela.
A fórmula para o tricolor também funcionou em momentos importantes. Pelo placar mínimo o time venceu ainda Avaí, Cruzeiro, Atlético-GO e Santos. Ontem a margem poderia ser maior não fosse a fase terrível (e que parece interminável) de Washington, que não marca há 12 jogos. Mas poderia não existir, não fosse mais uma boa atuação de Ricardo Berna, aposta certeira de Muricy para a reta final. Assim como Alan, que novamente foi titular e marcou o gol decisivo da vitória.
O peso do saldo de gols existe. E com três times tão iguais faltando apenas quatro jogos, pode fazer a diferença. Fato é que o mais importante são os três pontos. E os líderes, estão conseguindo provar que 1 a 0, principalmente nesta reta final, é goleada.
Não é por acaso que o Fluminense é o líder do Brasileirão (mais uma vez). O time tem a cara e o jeito de seu comandante, que rejeitou a Seleção Brasileira em nome do compromisso assumido com o clube. O tricolor carioca tem comprometimento, simplicidade e objetividade. Que levam a vitórias, principalmente por ter ainda um bom elenco à disposição. E que trazem a torcida para seu lado.

Em tarde de mais um show nas arquibancadas, com mais de 40 mil torcedores presentes, o Fluminense teve dificuldades contra um Atlético-PR em franco crescimento, mas voltou a conquistar três pontos para ultrapassar o Corinthians (que ficaria apenas no empate contra o Palmeiras, no dia seguinte).
O jogo foi bastante equilibrado. No primeiro tempo, as dificuldades do Fluminense aconteciam principalmente devido a mais uma atuação ruim de Belletti. Perdido na marcação e errando passes demais no campo ofensivo. Os espaços acabavam deixando no mano a mano o estreante Guerrón e o zagueiro André Luís. Para a sorte do Flu, assim como no Cruzeiro, Guerrón correu muito, apareceu muito mas foi pouco efetivo. Erra demais.
Diferente do Fluminense. Que aproveitou a jogada de raça de Conca pelo lado direito para abrir o placar com o reestreante Washington. O Coração Valente voltou em grande estilo fazendo o que sabe: gol.
No segundo tempo, o Atlético-PR poderia seguir oferecendo perigo com poucas mudanças. Carpegiani, no entanto, pecou pelo excesso de ousadia contra um candidato ao título que jogava em casa. Deixou seu time com quatro atacantes e pouco poder de marcação. Em jogadas rápidas, de contra-ataque, o Fluminense matou o jogo. Primeiro com Émerson e depois novamente com Washington, outra vez em jogada de Conca.
No fim, o Fluminense deu espaços para o Atlético-PR tentar alguma coisa na base do desespero e confirmar a boa fase de Fernando Henrique, apesar do gol de Bruno Mineiro já no fim. 3 a 1 com justiça e simplicidade.
Não foi uma atuação brilhante e plástica. Mas foi eficiente e com poucos erros. Repleta de entrega e comprometimento. O Fluminense de Muricy Ramalho tem a cara de seu comandante. E a liderança do Campeonato. Um filme que já passou três vezes e está querendo entrar em cartaz novamente.
A era do jornalismo via Twitter causa problemas incríveis. A velocidade de interação do microblog faz com que notícias se espalhem com velocidade. Notícias que nem sempre são verdadeiras. Ou até poderiam ser, mas não foram apuradas e confirmadas como deveriam.

A onda é ser rápido. Ser o primeiro a dar notícia. Ser o primeiro a emitir opinião. Ser o primeiro a fazer piada.
E isto causa certos transtornos. Como ontem, quando Ricardo Gomes chegou a ser demitido do São Paulo e Adilson Batista já estava praticamente certo. Nada disso. O treinador do tricolor segue no comando e muitos veículos tiveram que "voltar atrás".
Hoje aconteceu mais uma vez. Antes de qualquer anúncio oficial, todos os veículos deram Muricy Ramalho como treinador da Seleção Brasileira. Está certo que desta vez, os fatos ajudaram: o treinador foi visto lanchando com o presidente da CBF, que pouco depois "confirmava" de maneira informal o acerto.
Todo mundo foi na onda, inclusive este que vos escreve. Mas como errar é humano e não é motivo para vergonha, o Marcação Cerrada não vai apagar o post sobre Muricy Ramalho. Tive o cuidado de esperar uma entrevista do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, mas como a maioria, me apressei mais do que devia. Mas como é errando que se aprende, seguiremos em frente. Tomando cada vez mais cuidado com os "jornalistas de twitter", que só querem chegar na frente dos outros.
Quanto à recusa de Muricy Ramalho, acho que foi uma grande besteira. O treinador perde a grande oportunidade da sua carreira. Comandar o Brasil, em um Mundial no Brasil é uma oportunidade única. O ápice da carreira de um técnico de futebol. Muricy quis ser correto, prometendo cumprir o contrato com o Fluminense. Envolvido em um confronto também político, se deixou levar. Mas devia lembrar o que o próprio Flu fez recentemente com Cuca, depois do trabalho incrível no fim do ano passado. Sem resultados, eu duvido que o técnico seja mantido.
Bom para o Fluminense, que segue forte na briga pelo título nacional. Mas que comprou de vez uma briga para lá de perigosa contra a CBF.
Quanto à Seleção, a desmoralização da CBF é geral. Mano Menezes deve ser o próximo sondado. André Sanchez não deve fazer jogo duro, mas certamente, Mano não chegará com a mesma empolgação sabendo que foi a segunda opção. Agora, é aguardar um anúncio oficial, e aí sim, ver o que vai acontecer.
Aos leitores do Marcação, meu sincero pedido de desculpas. Também caí na "barrigada digital".
É questão de pequenos detalhes: Muricy Ramalho será o novo técnico da seleção brasileira. Resta apenas o acerto do treinador com o Fluminense para a oficialização do acordo.

Muricy Ramalho chega à CBF credenciado pelos três títulos brasileiros à frente do São Paulo. De fato, ninguém conquistou tanto no país como ele nos últimos cinco anos. Um técnico que evoluiu, que fez bons trabalhos, que mostrou poder de reação e qualidades.
Por tudo isto, não há como discutir: a escolha do treinador foi a mais justa possível.
O que não quer dizer que tenha sido a melhor possível. Explico: já fiz aqui no blog várias críticas ao "estilo Muricy". Que ele é vencedor, é inegável. Mas venceu quando tinha elenco muito superior aos concorrentes e com um estilo que, definitivamente, não agrada ao torcedor brasileiro. No Palmeiras, ano passado, com elenco fraco, seu trabalho foi um fiasco. É inegável, no entanto, que faltam opções no mercado. Felipão não queria assumir agora, Mano deixa algumas incertezas e os outros nomes causam calafrios.
Na seleção, Muricy terá que trabalhar a renovação. E encontrará uma safra muito interessante para ser utilizada. Não temos a melhor seleção do mundo. Mas temos potencial para montar um time interessante e vencedor.
O que me preocupa é o estilo. Muricy não é retranqueiro. Mas monta times com mais qualidades defensivas e que usa das bolas paradas e dos contra-ataques como arma principal. O estilo, é bem parecido com o de Dunga (sem querer comparar os dois treinadores, por favor).
O treinador precisa saber que a pressão será grande demais. O objetivo é a Copa de 2014. E aqui, os torcedores vão querer muito mais do que vencer. Por isso, Muricy precisará ter paciência para trabalhar o time e se reinventar quando for preciso.
De toda forma, Muricy já provou que o trabalho é o melhor caminho. Então, mãos à obra. E boa sorte ao novo treinador.
PS: Na liderança do Brasileirão, o Flu sofrerá para achar um substituto. O mercado anda escasso, como já disse acima. Adilson Batista é de longe o melhor nome entre os desempregados. O tiro precisa ser certeiro, já que o trabalho vinha sendo bem feito e a equipe tem ótimas condições de brigar pelo título.
Já comentei aqui no blog diversas vezes minhas ressalvas quanto ao trabalho de Muricy Ramalho. Mas não há como negar que quando o assunto é "Campeonato Brasileiro por pontos corridos", poucos entendem como o técnico do Fluminense. Motivos de sobra para preocupar Mano Menezes. O Flu está chegando.

Na rodada que marcou a primeira derrota do surpreendente Ceará na competição, o Fluminense conseguiu um resultado incrível. Venceu o Santos em plena Vila Belmiro (antes deles, só o Palmeiras tinha conseguido o feito) e alcançou a vice-liderança da competição. Resultado que mostra a força do time, que ainda será reforçado em breve por Belletti e Deco. Com a experiência de Muricy, é impossível não considerar o tricolor carioca um dos mais fortes candidatos ao título.
Ao lado, claro, do Corinthians, único invicto do Campeonato. Ontem, o Timão venceu mais uma. 1 a 0 sobre o Atlético-MG, com mais um gol de Bruno César. Não foi um jogo fácil. Poderia ter sido uma vitória mais tranquila se Chicão não batesse para fora o penalti (que não existiu) ainda no começo do jogo. Mas os paulistas foram superiores na maior parte da partida e mereceram sair com a vitória.
Enquanto o Flamengo surpreende de forma positiva depois de conquistar a segunda vitória consecutiva mesmo com os problemas envolvendo Bruno e a saída do "Império do Amor" (a vítima desta vez foi o Atlético-GO, no Serra Dourada), o Grêmio é a grande decepção do Brasileirão. O bom time de Silas, campeão Gaúcho, semifinalista da Copa do Brasil, ocupa um lugar na zona do rebaixamento. Inaceitável. Silas precisa trabalhar rápido se quiser manter o emprego. Neste fim-de-semana, a derrota foi para o Grêmio Prudente, por 2 a 0.
A rodada teve ainda mais uma vitória de Cruzeiro e Avaí, se aproximando dos primeiros colocados, erros grotescos da arbitragem que prejudicaram o Atlético-PR contra o Vasco, outra derrota do São Paulo. E o Brasileirão está só no início.
O começo de Muricy no Fluminense não foi nada animador. Mesmo no Maracanã e com um jogador a mais em grande parte do segundo tempo, o time foi derrotado pelo Grêmio e praticamente deu adeus à Copa do Brasil. Talvez o Flu não vencesse, pois o time gremista é muito melhor, mas com Cuca no comando a história poderia ser diferente.

Não que a culpa seja do novo treinador. Muricy tem competência para fazer um bom trabalho no Flu, desde que nas condições citadas em outro post. O fato é que trocar de técnico tão perto de um jogo decisivo foi um tiro no pé. A prova foi o resultado da partida.
O Fluminense começou a perder o jogo ainda no vestiário. O time que já não tinha Conca e Alan, machucados, perdeu Fred (por 20 dias). Desfalcado, o Flu até começou bem e saiu na frente. Mas rapidamente caiu diante da qualidade muito superior do time gaúcho.
O Grêmio que já havia feito um belo resultado contra o Inter no fim-de-semana, conseguiu mais uma vitória baseada na boa fase de Douglas e Jonas. Encaminhou muito bem a classificação para as semifinais da Copa do Brasil. E mais do que nunca, se afirma como candidatíssimo ao título ao lado do Santos.
Já o Fluminense, tem muito trabalho pela frente. É bom esquecer a Copa do Brasil e se concentrar num difícil Brasileiro. Outro milagre como ano passado, será tarefa quase impossível. Portanto, é bom jogar bola desde o início. E para isso, é preciso muito trabalho e alguns reforços.
O Fluminense já sabia o que queria quando demitiu Cuca, há uma semana: Muricy Ramalho. Era mais um sonho de consumo do "Real Madrid brasileiro". A Unimed, como sempre, bancou. E o sonho se tornou rapidamente realidade nas Laranjeiras. Já falei aqui no blog, quando da demissão de Cuca, que era contra a mudança. Mas, pensando friamente, Muricy e Fluminense podem fazer muito bem um ao outro, se souberem abrir mão de certas coisas.

O principal beneficiado pode ser o Fluminense. Muricy aprendeu em sua vitoriosa carreira a ser exigente. E hoje, pode ser assim. Certamente, vai querer muito mais do que contratações que o elenco do tricolor precisa. Vai exigir ótima estrutura de trabalho. Sendo assim, a tendência é que o Flu, finalmente, comece a se organizar como clube. É necessário. E antes tarde, do que nunca. Uma pena que não tenham dado para Cuca, por exemplo, esta mesma estrutura.
Quanto à Muricy, é a oportunidade de respirar novos ares e dar a volta por cima depois do trabalho ruim no Palmeiras. O Rio de Janeiro e seu astral elevado podem fazer bem à Muricy. E com o bom time que tem em mãos o competente treinador pode voltar a erguer troféus, o que acostumou-se a fazer ao longo da carreira.
É um casamento que pode dar certo. Se Muricy tiver a paciência que muito lhe faltou. E se o Fluminense passar a levar o futebol a sério, o que sempre lhe faltou.
Cuca é um baita treinador. Sempre foi. Mas escolhas erradas e problemas de relacionamento (principalmente) não fizeram sua carreira decolar como ele merecia. Foi assim no Botafogo, no Flamengo e anteriormente no mesmo Fluminense.

Desta vez, porém, o técnico mostrou-se amadurecido. Fez um trabalho ótimo no Flu. Acabou despedido injustamente. Se antes, os próprios jogadores faziam força para que ele caísse, desta vez foi diferente. Saiu de pé, e aplaudido pelos jogadores em seu último ato nas Laranjeiras.
Quando assumiu o Fluminense, matemáticos cravavam 99% de chances de rebaixamento para o time carioca. Cuca foi homem para aceitar o trabalho meses depois de ser humilhado pela mesma agremiação. E fez (muito bem) seu trabalho. Contrariou todas as hipóteses e fez o clube conseguir a salvação.
46 jogos, 28 vitórias, apenas seis derrotas. Conseguiu salvar um time morto no Brasileirão. Levou o mesmo time à final da Copa Sul-Americana. Caminha com tranquilidade para chegar às quartas-de-final da Copa do Brasil. Mas foi despedido por não ter chegado às finais do "importantíssimo" Campeonato Carioca.
O "Real Madrid Brasileiro" resolveu apostar na grife mais uma vez. Colocará no comando de um elenco mediano e sem a menor estrutura de trabalho, o multicampeão Muricy Ramalho. Que funciona, desde que aja condições extremamentes favoráveis para o seu trabalho, o que não é o caso.
Vale lembrar ainda, mais uma vez, que os jogadores se despediram de Cuca com aplausos. Eles queriam demais a permanência do treinador. E podem não receber tão bem assim o novo comandante.
Decisão errada, na hora errada. Ingratidão total. E o Fluminense provavelmente, acaba de jogar fora sua temporada 2010.
Surpreendeu a todos a entrada em campo do Palmeiras no clássico do último fim-de-semana contra o Corinthians. Não pelo time que entrava em campo. Não pela ausência de Diego Souza e de boas contratações que colocassem o time em condições de brigar em pé de igualdade com os rivais. Mas pelo azulado uniforme do técnico Muricy Ramalho.
O uniforme faz parte do acordo entre o Palmeiras e a Unimed Seguros, um dos braços da Unimed. Vai render ao Palmeiras 660 mil reais por um ano e não 1,5 milhões como vem sendo noticiado. Ninharia, se considerarmos que o treinador ficará com R$840 mil.
O projeto do departamento de marketing do clube paulista parece inovador. Mas tem tudo para fracassar. Primeiro pelos valores, que dificilmente vão ajudar o suficiente as combalidas finanças do clube. Segundo pois deixou o tricampeão brasileiro Muricy altamente constrangido. Por mais que ele receba uma parte maior do bolo. Por mais que ele saiba que o clube precisa de dinheiro para contratar os reforços que ele pede. Ficou claro que o técnico não estava à vontade fantasiado de outdoor.
Inovadora é mesmo a idéia da Unimed. Segundo o ótimo jornalista Erich Beting, a idéia da empresa é lançar planos exclusivos para os torcedores do Palmeiras e aumentar sua participação no concorrido mercado. Muito mais do que uma simples exposição da marca.
Resta saber porém, se o Palmeiras será capaz de levar a Unimed ao seu torcedor. Futebol é resultado. E com este time...
Tenho certeza que não fui o único pego de surpresa com a notícia da contratação de Muricy Ramalho pelo Palmeiras. Aliás, pouco se falava na possibilidade do treinador retomar a negociação com o clube alvi-verde. Ficou claro, porém, que Márcio Rivellino, agente do técnico, era o grande problema na negociação. Assim que conseguiu sentar-se com Muricy, Belluzo não teve dificuldades para fechar o acerto.

Ainda não sei se é uma boa. Ou melhor. É uma boa. Mas não sei se era a melhor opção.
Desde a saída de Luxemburgo, o Palmeiras cresceu demais. Nas mãos de Jorginho, o time passou a jogar bem e somar pontos. Até chegar à liderança, empatado com o Atlético-MG, neste momento. Mas é claro que Jorginho não se sentia à vontade para assumir o time, apesar da grande satisfação de jogadores e diretoria com o treinador. Segundo ele, faltava mais experiência para assumir um clube da grandeza do Palmeiras. De toda forma seu trabalho era ótimo e sua permanência podia render ótimos frutos.
Quanto à Muricy, é ótimo treinador. Não é meu estilo preferido, mas o tricampeonato brasileiro dizem muito sobre o novo comandante do Palmeiras. Com ele, fica a certeza que o time vai batalhar muito. E crescem ainda mais as chances de o Porco levantar o caneco no fim da temporada.
Eu esperaria mais um pouco com Jorginho. Apesar de correr o risco de perder Muricy Ramalho e ficar sem opções mais tarde. O fato é que o Palmeiras, que já era candidato, ganha mais algumas estrelas na briga pelo troféu.
PS1: Muricy é o quinto treinador que troca o São Paulo pelo Palmeiras na história. Fato raro. E que pode pesar contra o técnico caso não vá bem.
PS2: O tal "teto salarial" já foi por água abaixo. A FPF é quem ajuda o Palmeiras a bancar seu novo treinador.