Espaços sobraram na Vila Capanema. O Atlético-PR teve seu sistema defensivo improvisado pelos desfalques e o Palmeiras teve o desempenho costumeiramente ruim de sua defesa. Os espaços, principalmente na entrada das áreas, era enorme. Liguera e Valdívia puderam jogar com tranquilidade e por isto se destacaram. O primeiro, teve tanto espaço que se assustou quando saiu na cara de Bruno e acabou desperdiçando uma grande chance. O segundo colocou Barcos algumas vezes em boas condições e foi o principal responsável pelas jogadas do Palmeiras.
Erros da arbitragem prejudicaram o jogo. A infelicidade total do trio permitiu que os dois times saíssem insatisfeitos, com razão. Maurício Ramos fez penalti que o juiz não deu. Guerrón ficou impedido antes de dar o passe para o segundo gol mas eles não viram. Pelo menos duas penalidades a favor do Palmeiras foram ignoradas (uma bola na mão da barreira e um empurrão sobre Mazinho). Isto sem falar nas faltas invertidas, mal marcadas, ignoradas.
Empate foi o resultado mais justo. O jogo aberto e corrido do primeiro tempo foi melhor para o Atlético-PR que fez 2 a 1 e poderia ter ampliado, apesar das chances do Palmeiras em três cobranças de falta perigosas com Marcos Assunção. No segundo tempo, com Maikon Leite no time e marcação mais forte no meio, o Palmeiras cresceu e controlou o jogo. Empatou e com um pouco mais de força poderia ter encontrado a vitória.
Resultado bom para o Palmeiras, que fica mais perto da vaga. Segue sendo um time sem graça e muito pouco confiável. O Atlético-PR tem uma boa safra jovem, mas ainda precisa de ajustes para tornar-se um forte candidato na Série B. Difícil imaginar que qualquer um dos dois depois de passar desta fase, consiga muito mais na Copa do Brasil.
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Cinco derrotas, cinco empates e só três vitórias. Este era o desempenho de Vágner Mancini no comando do Cruzeiro no fim de 2011. O balanço já era negativo e com ele o time não deu nenhum passo de evolução, salvando-se do rebaixamento apenas na rodada final. Graças à atípica goleada sobre o rival, foi mantido. Só não viu quem não quis.

Dos 14 reforços contratados no início da temporada, só um vingou. O comum Marcelo Oliveira, liberado pelo Atlético-Pr, rebaixado à Série B. Do time de campanha ruim no último Brasileirão saíram os bons volantes Fabrício e Marquinhos Paraná. O Cruzeiro caminhou para trás. Só não viu quem não quis.
Wellington Paulista, artilheiro do Campeonato Mineiro, nunca foi solução para o ataque. Ele e Anselmo Ramón, sequer, formam a melhor dupla possível para o setor. Resultados e atuações no Campeonato Mineiro serviram para avaliação quando não deveriam. Só não viu quem não quis.
O Cruzeiro jogou só uma vez contra um adversário da Série A em 2012. Seis vezes contra times que vão disputar a Série B. Venceu duas, empatou uma, perdeu quatro. Mas acreditou numa evolução inexistente e em resultados ilusórios no Campeonato Mineiro. Só não viu quem não quis.
Nas últimas sete vezes que tinha entrado em campo, o Cruzeiro saiu atrás no placar. Hoje, não sofrer um gol contra o Atlético-PR era fundamental para tentar a classificação. Mas era inimaginável, diante dos imensos espaços dados no meio-campo desde o ano passado e das avenidas disponíveis nas laterais. Guerrón viu. Aproveitou para descer por ali e fazer o primeiro gol e dar o passe para o segundo. Só não viu quem não quis.
A diretoria do Cruzeiro não viu. Ou fingiu que não viu. Cinco meses se passaram e a única coisa que a equipe fez foi perder tempo. Eliminado da Copa do Brasil e do Mineiro, precisará se remontar faltando 10 dias para o Campeonato Brasileiro. Não dá pra dizer que foi uma surpresa. Só não viu quem não quis.
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O Cruzeiro 2012 é um retrato de seus próprios erros: do passado, do presente e do futuro. E não é por falta de aviso. Não foi só neste espaço que se debateu amplamente desde o início do ano que repetir os erros do ano anterior seria o caminho para novo sufoco.
Vágner Mancini chegou ao Cruzeiro como um tiro no escuro. Parecia fadado à demissão quando "achou" uma goleada enganosa sobre o maior rival na última rodada do Campeonato Brasileiro. Salvação e permanência no clube, mesmo que ainda com pouca confiança por parte da torcida e da diretoria. O Cruzeiro perdeu a chance de passar uma borracha em 2011 e se projetar para novos desafios. Perdeu a chance e perdeu tempo.
Cinco meses depois, o Cruzeiro involuiu. Perdeu peças importantes e taticamente ainda é um arremedo. Eliminado do Campeonato Mineiro, joga todas as suas fichas na Copa do Brasil. Mas não consegue fazer com que torcedor algum deposite alguma confiança em tempos melhores.
Contra o Atlético-PR, mais uma partida ruim. Dos dois times. Enquanto os mineiros entraram em campo desorganizados, mal escalados e desligados, os paranaenses desperdiçaram a chance de golear. Perderam chances claras nos dois tempos (principalmente com Patrick), não conseguiram encaixar os contra-ataques e deram espaços para um time que parecia morto parecer perto de reagir. De fato, embora tenha escapado de uma derrota pesada, o Cruzeiro poderia ter empatado o jogo com um pouco mais de capricho.
Sem respaldo, Mancini preferiu jogar a responsabilidade no elenco antes do jogo. Quando diz que o Cruzeiro tem um time limitado, o treinador provavelmente acerta pela primeira vez no diagnóstico do que tem à disposição. Mas fala exatamente a única coisa que não poderia dizer.
Não dá para esperar que os limitados corram por um treinador que não acredita neles. Mas dá para acreditar que o time do Cruzeiro vença o ainda mais limitado Atlético-PR como deveria ter feito com o América. Mas para isso, precisa de alguém em quem acredite de verdade. E que acredite no time.
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O Campeonato Brasileiro chegou à última rodada com o funil apertado na luta contra a Série B. Avaí e América já haviam confirmado a queda duas rodadas atrás. Agora, para as duas vagas restantes, são três concorrentes. E a briga promete ser quente.
Cruzeiro - 16º colocado - 40 pontos Adversário: Atlético-MG (casa)O Cruzeiro é o único que depende apenas de si na rodada final. Caso vença o clássico com torcida única celeste contra o Atlético-MG, está salvo do rebaixamento. Mas, diferentemente das últimas ocasiões, o Cruzeiro está longe de ser favorito na partida. Dono da pior campanha do returno ao lado do Avaí, ainda terá desfalques importantes: Fábio e Montillo, referências técnicas e comportamentais do time estão fora, suspensos.
A "sorte" do Cruzeiro está na vantagem nos critérios de desempate. Tem folga em relação aos adversários e mesmo com uma derrota para o Atlético-MG, pode permanecer na Série A desde que nenhum dos outros concorrentes vença seus jogos.
Ceará - 17º colocado - 39 pontos Adversário: Bahia (fora)O confronto final dá ao Ceará uma vantagem e uma desvantagem em relação aos concorrentes. É o único que não encara um clássico local. Mas é também o único que jogará distante de sua torcida.
Embora muitos falem em favorecimento do Bahia, o cenário encontrado pelo Ceará em Pituaçu não será fácil. O Bahia quer uma vaga na Sul-Americana e promete dar a seus jogadores um bom prêmio pela conquista. Além disso, é um time defensivo que sofre poucos gols (foram apenas 21 nos 18 jogos do returno).
O Ceará, que precisa vencer e contar com empate ou derrota do Cruzeiro, também jogará com desfalques importantes. Fernando Henrique, Daniel Marques, Eusébio e Thiago Humberto estão suspensos. João Marcos é dúvida. A boa notícia é o retorno do artilheiro Felipe Azevedo, que marcou três gols na importante vitória sobre o Grêmio no Olímpico.
Atlético-PR - 18º colocado - 38 pontos Adversário: Coritiba (casa)A missão do Atlético-PR é, de longe, a mais complicada. Primeiro pela combinação necessária: precisa vencer o Coritiba, que o Ceará não vença o Bahia e que o Cruzeiro perca para o Atlético-MG.
Como se não bastasse, terá pela frente um rival local que recentemente viveu o drama do rebaixamento. Para o Coritiba, o jogo é ainda mais especial pois pode valer uma vaga na próxima Libertadores. Sem dúvidas, o Atlético-PR tem a pior missão e o adversário mais complicado.
A única vantagem em relação aos adversários é a "ausência de ausências". Se o Ceará pode ficar sem meio time titular e o Cruzeiro não terá seus dois principais jogadores, o Furacão vai de força (quase) máxima. Gustavo Araújo, que vinha atuando como titular, está suspenso mas raramente foi unanimidade na Baixada. Será substituído por Fabrício, titular até pouco tempo atrás.
OPINIÃO DO MARCAÇÃO:A briga é complicada. Os três times vivem momentos técnicos muito ruins e não mostram poder de reação. Acho a missão do Atlético-PR impossível e o considero carta fora do baralho. Na verdade, a tendência natural é que nenhum dos três vençam na rodada (por enfrentarem adversários mais fortes e condições adversas). Esta é a grande vantagem dos mineiros. Mas na imprevisibilidade do futebol, acredito que aquele que vencer, seja quem for, estará a salvo.
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A entrevista coletiva do técnico Vágner Mancini após o empate foi um prato cheio para quem soube observar o jogo. Embora não tenha dito (e provavelmente não tenha percebido) em suas respostas o treinador do Cruzeiro escancarou os seus próprios erros, responsáveis diretos pelo resultado ruim que deixa o time celeste ainda em situação delicadíssima no Campeonato Brasileiro.
"Então, nós achávamos que a entrada de mais um jogador de meio-campo desse um pouco mais de posse de bola, já que o que eu temia aconteceu no jogo: vários atletas retornando e, fisicamente, o time sentiu muito na segunda metade do segundo tempo."Vágner Mancini sabia que tinha um Cruzeiro em situação delicada fisicamente: Cribari sem ritmo de jogo, Charles e Fabrício retornando recentemente de lesão, Montillo muito distante do ideal. Escalou o Cruzeiro no 4-3-3, sobrecarregando os volantes e o sistema defensivo sob sol escaldante de Sete Lagoas. E na etapa final, viu o time definhar fisicamente e quando precisava atacar teve que recompor o meio para ter mais posse de bola.
"Tive que tirar um volante, que não estava suportando fisicamente, sendo que eu não quis tirar o Fabrício, que também pediu."O motivo já foi exposto acima. Com três atacantes e Montillo sem condições de voltar para ajudar a marcação, Fabrício e Charles ficaram sobrecarregados. Com o Atlético-PR em um 4-3-3 mais organizado, o Cruzeiro sofreu. Não teve posse de bola, não teve velocidade para atacar e raramente foi melhor no jogo.
"Na hora em que você tem que ganhar a partida e tem que mexer na parte defensiva do time, é lógico, ninguém entende, só a gente que está ali e sabe o que acontece e os motivos para que tenha sido feito."
O fator surpresa do Cruzeiro, poderia ser a entrada de um terceiro atacante no segundo tempo com o adversário desgastado. Poderia ser, se Mancini não tivesse optado desde o início por um esquema que não lhe daria alternativas durante o jogo. Um treinador, não pode pensar só nos primeiros 15 minutos e tem que montar a equipe pensando também nos 15 finais.
O Cruzeiro jogou mal contra o Atlético-PR. De novo. Hoje, é o pior time do Campeonato Brasileiro e isto passa diretamente pelos erros de avaliação de seu treinador (que reclama que o Cruzeiro rouba poucas bolas e expõe a defesa colocando três atacantes pesados, que insiste com um descompromissado Roger abandonando o promissor Élber, que acha que Wellington Paulista vai resolver). Se houvesse um vencedor, provavelmente seriam os paranaenses que criaram melhores chances e tiveram um gol mal anulado. Os donos da casa foram superiores apenas nos 20 primeiros minutos do segundo tempo, até Mancini tirar a combatividade do meio-campo ao trocar Charles por Éverton e perder a posse de bola. O restante do jogo foi de sofrimento e alguns lapsos ofensivos.
Embora esteja fora da zona de rebaixamento faltando dois jogos para o fim, é impossível não colocar o Cruzeiro como forte candidato. Contra o Ceará, terá jogo decisivo e problemático. Com três volantes, posse de bola e inteligência, pode conquistar bom resultado. Mas Mancini parece gostar de fortes emoções. E obriga o torcedor cruzeirense a passar pelo mesmo.
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Apesar da carga emocional intensa, Atlético-PR e Fluminense não fizeram um bom jogo na Arena da Baixada. A partida teve drama, polêmica, penaltis, expulsão, entradas fortes e reviravolta nos minutos finais. Mas ficou devendo, tecnicamente.

O primeiro tempo teve mais faltas e passes errados do que futebol. O Atlético-PR dependia muito de Paulo Baier, afunilava o jogo e produzia nada. O Fluminense errava muitos passes na saída de bola e o imenso espaço entre Marquinho e os dois homens de frente impediam que a equipe chegasse ao ataque. Panorama que podia ter mudado nos minutos finais quando Wágner Diniz sofreu penalti (duvidoso, mas ao meu ver, penalti). Mas Cléber Santana bateu muito mal e perdeu.
Na etapa final, o jogo mantinha-se o mesmo. Com mais opções no banco, Abel poderia ousar para buscar uma possível vitória. Demorou para fazê-lo e viu Paulo Baier trocar bons passes com Cléber Santana e aproveitar um dos raros vacilos da defesa carioca para abrir o placar.
Pouco depois, o lance que deixou a partida mais emocionante. Rafael Santos colocou a mão na bola em disputa com Fred, levou o segundo amarelo e foi expulso. O lance aconteceu na linha da área, e o juiz deu apenas falta. Mas era, de fato, muito difícil.
Com um a menos, Antônio Lopes resolveu mexer na equipe. Trocou Guerrón, que poderia dar velocidade ao contra-ataque para matar o jogo para recompor a zaga com Fabrício. Paulo Baier, único meia do time, foi substituído pelo volante Wendell (proibido aos gritos de passar do meio-campo). Pablo, que entrou no lugar de Morro García, ficou isolado à frente. Sozinho para segurar a bola, sem velocidade para surpreender.
O ataque contra defesa durou 25 minutos. O Atlético-PR entrincheirado, no campo defensivo. E o Fluminense tentando achar espaço (já com Lanzini e Martinuccio no time). Pressão que não rendeu jogadas de grande perigo. Mas que fez Lanzini ser derrubado por Manoel a dois minutos do fim. Fred bateu e empatou.
O Atlético-PR abdicou do jogo e foi justamente castigado. Perdeu ótima chance de ganhar moral na luta contra o rebaixamento. E pode perder o mando de campo graças aos protestos da torcida contra a arbitragem (confusa, mas que acertou na maioria dos lances decisivos).
E o Fluminense, de boa campanha no returno, perdeu boa chance de somar três pontos. Faltou ousadia e coragem ao time que era melhor e tinha mais alternativas. Mas que só se jogou ao ataque quando perdia o jogo.
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Com 7 derrotas nos últimos 7 jogos contra um adversário que vinha demonstrando crescimento, era inevitável encarar o Atlético-MG como provável derrotado contra o xará paranaense, na Arena da Baixada. Mas o futebol tem daquelas situações inesperadas, que marcam mudanças, positivas ou negativas. Pode ter sido o caso do time de Cuca, que finalmente venceu, e aliviou um pouco a situação ainda complicadíssima.

O jogo na Arena foi equilibrada. No primeiro tempo, o Galo começou melhor no 4-3-1-2, com Bernard auxiliando Mancini na marcação pelo lado direito. Aos poucos, porém, o Atlético-PR acertou a marcação e entrou no jogo. Cuca trocou Bernard de lado com Filipe Soutto e deixou Mancini mais exposto, fazendo com que os paranaenses forçassem o jogo por lá. No fim, a etapa inicial com poucas chances mereceu o 0 a 0.
Na etapa inicial, Cuca viu que podia arriscar mais. Bernard adiantou pelo lado esquerdo com o Galo formando um 4-2-3-1. Que funcionou bem. O jovem meia foi agudo, entrando bem em diagonal e participou das principais ações ofensivas dos mineiros, que pressionavam. Renato Gaúcho tentou mexer no time mas tirou os meias que podiam qualificar o passe para colocar atacantes que jogaram num deserto, sem bolas. Na fase difícil, o Atlético-MG cansou de perder gols até que o juiz marcasse penalti claríssimo de Wágner Diniz em Magno Alves e Mancini, chorado, abrisse o placar. A pressão dos paranaenses, em bolas longas e aéreas, rendeu pouco sustos e os visitantes acabaram saindo com o justo resultado.
Ainda não é hora de acomodar. Para nenhum dos Atléticos. Uma vitória representa muito pouco. Principalmente contra adversários diretos. Apesar de ser ótimo na tabela, ambos vão precisar fazer mais do que isto para escapar do rebaixamento.
Para os mineiros, fica o alívio. A tabela teoricamente menos complicada nas próximas rodadas pode fazer o time encaixar e somar pontos importantes.
Para os paranaenses, fica a chance de cair na real enquanto ainda é tempo.
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A recuperação do Atlético-PR não é obra do acaso. E sim de um trabalho correto de Renato Gaúcho.
A ótima organização tática e as escolhas corretas para o time, estão no Quadro Negro do Marcação Cerrada. Confiram
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O castigo no fim do jogo que deu mais um belíssimo resultado ao Ceará pode ser visto de duas formas. Justos para o time que tentou o sufoco e finalizou 36 bolas em gol. Injusto para quem mostrou melhor organização e esteve mais perto de matar o jogo até que Gustavo foi expulso.

Ceará e Atlético-PR fizeram um bom jogo no PV. Movimentado e de boa qualidade técnica. Dentro da média do bom Campeonato Brasileiro até aqui. Mas é verdade que a impressão que ficou, após ver o histórico Santos x Flamengo ontem, foi de uma partida ruim.
Não é a verdade. O Ceará jogando em casa queria confirmar a ascenção no Campeonato. O Atlético-PR, animado com a primeira vitória, queria crescer para finalmente deixar a lanterna da competição.
No primeiro tempo os paranaenses foram melhores. Mais organizados, tinham as melhores chances. O Ceará finalizava mais, mas levava pouco perigo. As chances cristalinas foram de um Atlético-PR que conseguia se fechar muito bem na defesa, e sair com perigo ao ataque nas investidas de Mádson. Foi do baixinho, o belíssimo gol por cobertura aos 15 minutos. O Ceará, com a posse de bola, sentia falta de Thiago Humberto ou de alguém que pudesse pensar o jogo.
Na etapa final, com Enrico no lugar de Boiadeiro, o Ceará partiu para o abafa. Aparecia mais no campo ofensivo, mas seguia sem levar perigo. Ainda com Mádson puxando os contra-ataques, o Atlético-PR parecia mais perto do gol. Faltava capricho no último passe para definir o confronto.
Quando a pressão do Ceará já parecia perder força, Gustavo cometeu falta na entrada da área e foi corretamente expulso. Animo novo e pressão total dos donos da casa. Nicácio aproveitou as duas oportunidades que teve para marcar os gols da virada do Vozão.
O Ceará não perde há cinco jogos. Conseguiu resultados empolgantes contra Atlético-MG e Flamengo. Já é nono. Fica longe da zona do rebaixamento e mais uma vez adquire gordura. Tem um time organizado e bons valores como Michel (impressionante evolução) e Osvaldo. Não entregará pontos fáceis para ninguém.
Já o Atlético-PR, mostrou evolução. Esteve perto de um resultado fundamental mas não pode se desanimar com a derrota. Renato Gaúcho deu padrão ao time e já pode sonhar com a subida. Dos quatro times na zona de rebaixamento, excetuando-se o Santos obviamente, é o time que joga melhor no momento. A recuperação, na base de muito trabalho, tornou-se um sonho possível.
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Vi pouco, muito pouco, do Atlético-PR neste Brasileirão. Com apenas 2 pontos em 10 jogos e parecia destinado à Série B. Neste sábado, o time conseguiu reconhecer sua limitação. E colocou em campo, contra o Botafogo, um ingrediente fundamental para quem precisa sair de situação difícil: vontade.

O primeiro tempo na Arena da Baixada foi ruim. O Atlético-PR bloqueava o meio-campo com o trio Deivid, Kléberson e Cléber Santana. Mas deixava Morro Garcia muito isolado à frente e a bola não chegava. O Botafogo, com problemas no ataque, apostava na movimentação de Elkeson, circulando bem próximo de Alex e Alexandre Oliveira. Mas não conseguia criar, principalmente porque Maicosuel voltou a fazer partida apagada e Renato apareceu pouco.
Com pouca inspiração, levou vantagem o time que teve mais transpiração. Gol de Morro Garcia em lance isolado. Das raras finalizações, com cruzamento de Kléberson e giro rápido do centro-avante na área.
No segundo tempo, o Botafogo se soltou. Somália entrou bem no jogo e o time cresceu. Elkeson seguiu avançado pelo lado direito e o time passou a criar oportunidades. O sufoco era enorme e o Atlético-PR não conseguia respirar porque Marcinho cansou e o time além de não manter a posse não tinha velocidade para contra-atacar.
O Botafogo perdeu diversas chances até que, em outro lance isolado, Morro Garcia aproveitou cruzamento de Marcinho e indecisão de Jéferson para definir o jogo. O gol de Alex, já nos minutos finais, foi apenas um prêmio de consolação para um time que já não vence há quatro jogos.
O Atlético-PR ainda é o lanterna e nem de longe é favorito para deixar a zona de rebaixamento. Mas além do primeiro passo, mostrou que com transpiração pode somar pontos. Principalmente se Morro Garcia mostrar em outros jogos o aproveitamento fantástico da noite de hoje.
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O primeiro semestre teve momentos de preocupação para o torcedor do Atlético-MG. Principalmente no pior momento da equipe, eliminada da Copa do Brasil pelo Grêmio Prudente (ex-ex-Barueri) e com o grupo passando por profunda reformulação. Mas Dorival teve a sapiência de sempre para reconstruir o Galo, que provou mais uma vez seu crescimento e deixou animada sua torcida na estreia do Brasileirão.

Sem Renan Oliveira, machucado, o técnico atleticano apostou na fórmula que eu acredito ser a ideal para o elenco que tem em mãos. Com Toró no meio-campo, o Atlético ganhou combatividade e velocidade no meio-campo.
Adilson Batista apostou em esquema parecido no xará paranaense. Em determinado momento do primeiro tempo, os dois times atuaram no 4-3-2-1. No Galo, Guilherme recuava para ajudar Giovanni Augusto na marcação isolando Magno Alves. No Furacão, Marcelo Oliveira e Paulo Baier tinham liberdade com Guerrón mais à frente.
A diferença primordial do primeiro tempo estava na intensidade. O Atlético-MG marcava de perto e tentava sair em velocidade, com seus volantes chegando ao ataque. Era "agressivo" sem a bola, dificultando as ações do adversário. O Atlético-PR jogava em outro ritmo. Demorava para chegar na marcação, acompanhava à distância e tinha dificuldade de transição.
Toró e Magno Alves duas vezes, marcaram para o Atlético-MG. Que poderia ter marcado goleada ainda maior. Toró perdeu chance incrível. Magno Alves também teve boas chances. O Furacão, mesmo após a entrada de mais um atacante no intervalo, pouco ameaçou o gol de Renan Ribeiro.
Adilson ainda monta o Atlético-PR, que aguarda reforços. Corrêa deve ser reforço para o meio-campo, dando a qualidade na saída que o técnico precisa. Cléber Santana tende a crescer de produção. Mas o time ainda precisa encontrar um companheiro para Guerrón e mais opções para poder fazer um bom papel na competição.
Quanto ao time mineiro, o início animador deixa boas expectativas. O grupo que Dorival tem à disposição encorpou. Guilherme deu um salto de qualidade ao ataque. Assim como Dudu Cearense deve dar ao meio-campo. Se ainda não dá para apontar o Galo entre os favoritos da competição é impossível não perceber o crescimento da equipe e os méritos de seu treinador na rápida reconstrução de um elenco jovem e cheio de potencial.
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A Pré-Temporada do Marcação Cerrada chegou ao último, mas não menos importante, dos três Atléticos da Série A.
No Paraná, o Furacão sofre com a saída de seus principais jogadores e ainda não conseguiu repor a altura a venda de seus principais jogadores na última temporada.
Apesar disto, Sérgio Guedes tem um time bem armado no 4-2-2-2, que pode conseguir bons resultados na temporada.
Confira!
Aproveite para ver outros times que já passaram por nossa pré-temporada:
Se o São Paulo ainda tem o direito de sonhar com uma vaga na Libertadores do ano que vem, deve muito disto a Ricardo Oliveira. O decisivo artilheiro é peça fundamental na arrancada e em pontos importantes na subida da equipe na tabela.

Ontem, mais uma vez, foi o melhor do time. Desfalcado de peças importantes para manter a velocidade e o jogo vertical que vinha apresentando, o São Paulo apostou em uma equipe mais pesada, mas com mais qualidade no passe. Fernandão, que caía no ostracismo, voltou a ser titular. Mais recuado, como meia, foi importante na aproximação com a dupla de ataque.
Foi de Ricardo Oliveira o primeiro gol do jogo, aos doze minutos. Belo gol, diga-se de passagem. Mas o Atlético-PR conseguia aproveitar bem a velocidade de seus homens de frente e os espaços deixados na defesa do São Paulo. Empatou com Guerrón, em vacilo de Casemiro.
Na etapa final, com o jogo mais equilibrado e o São Paulo com dificuldades para achar espaços, Miranda aproveitou-se de um velho artifício do tricolor para marcar o segundo, o gol da vitória.
Ricardo Oliveira mais uma vez foi importante. Assim como já havia sido decisivo nas vitórias contra Ceará, Guarani e Prudente. Foi dele também o gol que garantiu o empate contra o Cruzeiro.
Sempre nas horas importantes, Ricardo Oliveira aparece. E também nas horas decisivas, o São Paulo costuma crescer. Por isso é impossível desacreditar no time na briga por uma vaga na Libertadores. Mas vencer no Brasileirão não basta. É preciso torcer também para que um estrangeiro consiga bater o rival brasileiro na decisão da Sul-Americana.
O mesmo, aliás, vale para o Atlético-PR...
Num campeonato com 38 rodadas e tantos pontos disputados, um ponto pode fazer toda a diferença. Principalmente quando é conquistado quando não se contava mais com ele. Prova disto é o Fluminense. O empate contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, valeu ao tricolor a volta à liderança do Brasileirão.

O jogo no Paraná foi estranho. O Fluminense tinha o domínio do jogo, tinha a posse de bola e estava melhor posicionado em campo. Mas criava pouco. Ao contrário do Atlético-PR, que conseguia levar perigo ao gol de Ricardo Berna, principalmente nas investidas pelo lado direito, com Guerrón, que errava porém no último passe ou na finalização. Curiosamente, a melhor chance veio em cobrança de falta surpreendente de um Washington em péssima fase, que o ótimo Neto defendeu bem.
Veio o segundo tempo e o panorama do jogo era o mesmo. O Furacão seguia criando as melhores chances apesar do domínio do Fluminense. Até que Paulo Baier cruzou e Washington provou que nada é tão ruim que não possa piorar. Marcou contra, e viu a torcida do Atlético-PR, de forma irônica, gritar seu nome.
O jogo mudou. O Fluminense deixava ainda mais espaços para os contra-ataques e cabia aos donos da casa matar o jogo. E poderiam, se o árbitro não tivesse deixado de marcar penalti de Diguinho em Guerrón. Pouco depois, Marquinho acertou belo chute de fora da área para empatar o jogo.
A partida já caminhava para o fim quando Wágner Diniz escapou bem pelo lado direito e depois da tentativa de cruzamento bateu, em posição legal, para marcar o segundo do Atlético. A vitória (justa pelas oportunidades) parecia bem encaminhada. Mas o Flu não se entregou. Um penalti nos minutos finais, batido com firmeza por Conca que garantiu um importante ponto para os cariocas na tabela.
O Fluminense segue na briga pelo título mas precisa resolver seu ataque. O retorno de Fred e Émerson em boa forma é fundamental para o time chegar. Depender de um atacante que não marca há nove partidas é demais para quem quer ser campeão.
Quanto ao Atlético-PR, segue sua trajetória de crescimento. É capaz de encarar de igual para igual qualquer time no Brasileirão. E lutará, até o último instante, por uma vaga na próxima edição da Libertadores.
Ele fechou o gol do Atlético-PR e justificou sua recente convocação para a seleção brasileira. Neto, foi o destaque do 0 a 0 entre Cruzeiro e Atlético-PR e também da 27ª rodada. E agora entra na seleta lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadasJonas (Grêmio) - 4ª e 24ª rodadasBruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadasHugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadasJéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada
Wesley (Grêmio Prudente) - 26ª rodada
Marcos Assunção (Palmeiras) - 26ª rodada
Neto (Atlético-PR) - 27ª rodada
Quem foi o destaque da 27ª rodada do Brasileirão?| Éder Luís (Vasco) | | 26,67% |
| Giuliano (Internacional) | | 20,00% |
| Neto (Atlético-PR) | | 53,33% |
Agora é hora de votar no destaque da 28ª rodada. Confira os candidatos:
Jonas (Grêmio) - Marcou três gols, mandou duas bolas na trave e deu uma assistência. Jonas comandou o Grêmio na goleada sobre o Grêmio Prudente por 4 a 0. Foi destaque na 4ª e na 24ª rodada.
Zé Eduardo (Santos) - Outro que marcou três vezes na rodada. Foram dele os três da vitória do Santos sobre o Fluminense em pleno Engenhão.
Valdívia (Palmeiras) - Marcou duas vezes na goleada do Palmeiras sobre o Avaí. O segundo, o gol mais bonito da rodada.
A notícia não chegou a surpreender já que vinha sendo ventilada há alguns dias. Paulo César Carpegiani deixou de lado o ótimo trabalho que vinha fazendo no Atlético-PR para voltar ao São Paulo, depois de proposta financeiramente irrecusável.

É preciso enxergar os três lados da história:
- O São Paulo agiu mais uma vez sem a menor ética. Mas não pode ser crucificado. Faz parte do jogo e não vai ser o primeiro nem o último clube a contratar um técnico empregado em outra equipe sem dar a mínima satisfação. É a lei do mercado: valorizou um profissional que fazia um bom trabalho em outro lugar e o convenceu a "mudar de lado". Carpegiani é uma boa escolha. Sabe trabalhar com o que tem em mãos, não tem medo de apostar em jovens e já se mostrou competente.
- Paulo César Carpegiani é um bom técnico. De vez em quando peca pelo excesso, mas em termos gerais tem uma carreira recheada de bons trabalhos. Seu trabalho beirava o brilhantismo no Atlético-PR, que só perdeu um jogo nos últimos 13 e se aproxima do G-3 a cada rodada. Assume uma escolha arriscada. No São Paulo, pode não durar até fevereiro de 2011. Mas faz uma escolha pensando na sua carreira e na possibilidade de brigar por algo maior no ano que vem. Poderia ter terminado a temporada no Atlético antes de mudar. E logo, não pode reclamar se for demitido.
- O Atlético-PR perde um grande treinador em um momento importante. Será difícil achar um bom substituto no mercado, principalmente com a pressa que o momento existe. É preciso rapidez para não deixar que a boa fase do time acabe. Carpegiani deixa uma boa base e o treinador que chegar não terá uma missão "impossível". Tem motivos para reclamar do São Paulo? Talvez. Mas não duvido que vão procurar um técnico empregado por aí.
A ética passa longe. E a vida segue...
Mais uma derrota e a agonia do Atlético-MG no Brasileirão continua. Ontem, o time sofreu com aquele velho ditado: "pau que dá em Chico, dá em Francisco". Depois de vencer o Grêmio Prudente com um gol de Obina aos 42 do segundo tempo no fim-de-semana, foi derrotado pelo Atlético-PR por 2 a 1 ontem, levando o último tento aos 43 da etapa final.

Não assisti a partida e por isso não farei nenhuma análise do confronto. Pelo que vi, li e ouvi, a vitória dos paranaenses foi justa, pelo excesso de oportunidades que tiveram durante a partida.
O fato levantado será outro, para uma análise importante da situação do time mineiro.
É impressionante a quantidade de problemas físicos existentes no elenco atleticano. Jogo após jogo, algum jogador deixa a equipe com lesão muscular. Neto Berola, que está no clube há cinco meses, não consegue fazer uma partida completa. Isto sem falar no grande número de jogadores visivelmente fora da forma física ideal.
Já que Kalil dá sinais de que manterá mesmo Luxemburgo no comando da equipe mesmo com a campanha pífea até aqui, é preciso fazer cobranças sérias. E a primeira delas, deveria recair sobre Antônio Mello, que deve explicações.
Se Luxemburgo não consegue repetir a equipe e não consegue escalar o seu "time ideal", muito disto passa pelo trabalho do preparador físico do Galo. A hora de rever o tal projeto já passou faz tempo. Mas ainda há tempo para mudança de filosofia. Caso contrário, a Série B parece mesmo ser o caminho mais provável para o Atlético-MG.
Não é por acaso que o Fluminense é o líder do Brasileirão (mais uma vez). O time tem a cara e o jeito de seu comandante, que rejeitou a Seleção Brasileira em nome do compromisso assumido com o clube. O tricolor carioca tem comprometimento, simplicidade e objetividade. Que levam a vitórias, principalmente por ter ainda um bom elenco à disposição. E que trazem a torcida para seu lado.

Em tarde de mais um show nas arquibancadas, com mais de 40 mil torcedores presentes, o Fluminense teve dificuldades contra um Atlético-PR em franco crescimento, mas voltou a conquistar três pontos para ultrapassar o Corinthians (que ficaria apenas no empate contra o Palmeiras, no dia seguinte).
O jogo foi bastante equilibrado. No primeiro tempo, as dificuldades do Fluminense aconteciam principalmente devido a mais uma atuação ruim de Belletti. Perdido na marcação e errando passes demais no campo ofensivo. Os espaços acabavam deixando no mano a mano o estreante Guerrón e o zagueiro André Luís. Para a sorte do Flu, assim como no Cruzeiro, Guerrón correu muito, apareceu muito mas foi pouco efetivo. Erra demais.
Diferente do Fluminense. Que aproveitou a jogada de raça de Conca pelo lado direito para abrir o placar com o reestreante Washington. O Coração Valente voltou em grande estilo fazendo o que sabe: gol.
No segundo tempo, o Atlético-PR poderia seguir oferecendo perigo com poucas mudanças. Carpegiani, no entanto, pecou pelo excesso de ousadia contra um candidato ao título que jogava em casa. Deixou seu time com quatro atacantes e pouco poder de marcação. Em jogadas rápidas, de contra-ataque, o Fluminense matou o jogo. Primeiro com Émerson e depois novamente com Washington, outra vez em jogada de Conca.
No fim, o Fluminense deu espaços para o Atlético-PR tentar alguma coisa na base do desespero e confirmar a boa fase de Fernando Henrique, apesar do gol de Bruno Mineiro já no fim. 3 a 1 com justiça e simplicidade.
Não foi uma atuação brilhante e plástica. Mas foi eficiente e com poucos erros. Repleta de entrega e comprometimento. O Fluminense de Muricy Ramalho tem a cara de seu comandante. E a liderança do Campeonato. Um filme que já passou três vezes e está querendo entrar em cartaz novamente.
Dois estados que já tiveram muita força no Brasileirão, este ano acabaram ficando com um representante cada em 2010. E por isto a Série "O Retorno" passa ao mesmo tempo, rapidamente, pelos dois. Avaí e Atlético-PR ainda não conseguiram emplacar no Brasileirão. Mas ambos trabalharam de maneira diferente no mercado durante a Copa do Mundo.

O Avaí resolveu trocar apenas o comando. O delegado Antônio Lopes reaparece no futebol brasileiro na vaga de Péricles Chamusca. E terá muito trabalho pela frente, já que o único reforço contratado pela diretoria foi o lateral Eltinho, que voltou do Internacional. De importante, pelo menos, a equipe não perdeu nenhum jogador representativo.
O Avaí vai ter uma missão complicadíssima pela frente. Será uma batalha permanecer na Série A com este elenco. Antônio Lopes terá muito trabalho na sua volta ao futebol.
Time-base: Zé Carlos; Patric, Gabriel, Emerson e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei, Davi e Rivaldo; Roberto e Leonardo.
Já o Atlético-PR atuou com força no mercado. Contratou pelo menos 13 jogadores para o restante da temporada. Também teve perdas importantes. E conta com esta sacudida para deixar a zona de rebaixamento.
O bom volante Valência foi para o Fluminense. Os jovens Tartá e Wallyson foram para Fluminense e Cruzeiro, respectivamente. Para compensar, a diretoria contratou bastante. Os mais importantes: Éder, lateral do Prudente, o zagueiro Alex Fraga e o atacante Anderson Aquino, que estavam na Geórgia, o volante Olberdan, que estava em Portugal e o jovem meia Mithyuê, do Grêmio. O mais importante, porém, foi Guerrón, recebido com festa pela torcida depois de uma passagem muito ruim pelo Cruzeiro.
Com tantas mudanças, o Atlético-PR pode demorar para se ajeitar. Mas melhorou seu time. Não brigará por muito mais do que uma vaga na Sul-Americana. E precisa se acertar rápido se não quiser sofrer com o rebaixamento.
Time-base: Neto, Wagner Diniz, Manoel, Rodolfo e Márcio Azevedo; Chico, Olberdam, Mithyuê, Paulo Baier; Guerrón e Anderson Aquino.
Acabou o Brasileirão. Pelo menos este aí, que começava a dar gosto nos torcedores brasileiros. 7 rodadas depois de começar, a competição vai parar nos próximos meses devido à Copa do Mundo. E fica uma certeza: quando voltar, a competição será outra.

São vários motivos. Muitos jogadores vão chegar às equipes. Outros, certamente vão sair. Times que estão sem técnico vão contratar novo comandante. Ou seja, a competição será outra. O que pode ser bom, afinal, o início do Campeonato não foi tão empolgante assim.
E graças a um gol no último minuto, o Corinthians largou na frente e ficará na liderança durante todo este período. Paulo André marcou o empate contra o Botafogo que colocou o Timão na liderança. Candidatíssimo ao título. O elenco, que já era forte, ganhou muito com a chegada de Bruno César, que está jogando demais. Com a paralização, pode se acertar de vez e ficará difícil batê-lo. É um dos dois times que ainda não perdeu na competição.
O outro é o vice-líder Ceará. A grande surpresa do início do Brasileirão. O time de PC Gusmão chegou a ser líder quando terminou sua partida, mas não contava com o gol corinthiano no último lance. A ótima campanha cearense, deve-se à defesa. O time sofreu apenas um gol nas sete partidas que jogou. Diga-se de passagem, gol sofrido em penalti que não existiu. Impressionante! Para quem dava o Ceará como candidato ao rebaixamento (e eu me incluo nesta), aí está a resposta. Dentro de campo. Se não vai lutar pelo título, fica uma boa gordurinha para fazer uma competição tranquila.
Enquanto Ceará e Corinthians vibram o período de tranquilidade pré-Copa, os Atléticos vão ter que trabalhar muito durante o Mundial. Os três (goianiense, mineiro e paranaense) estão na zona do rebaixamento. Motivo extra de preocupação. E a certeza de que a paralização veio em boa hora para o time se acertar. Dos três, o mineiro é o que tem mais potencial de crescimento. Mas precisa repensar o planejamento, muito mal realizado após o título estadual.
Corinthians sobrando; Ceará surpreendendo; Guarani conseguindo pontos importantes; Palmeiras, Cruzeiro e Inter decepcionando; Atléticos na zona do rebaixamento. É apenas o começo. Foi a primeira parte do Brasileirão. Que venha a Copa do Mundo. E um Brasileirão bem diferente no segundo semestre!