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O caminho contra a degola

O Campeonato Brasileiro chegou à última rodada com o funil apertado na luta contra a Série B. Avaí e América já haviam confirmado a queda duas rodadas atrás. Agora, para as duas vagas restantes, são três concorrentes. E a briga promete ser quente.

Cruzeiro - 16º colocado - 40 pontos Adversário: Atlético-MG (casa)

O Cruzeiro é o único que depende apenas de si na rodada final. Caso vença o clássico com torcida única celeste contra o Atlético-MG, está salvo do rebaixamento. Mas, diferentemente das últimas ocasiões, o Cruzeiro está longe de ser favorito na partida. Dono da pior campanha do returno ao lado do Avaí, ainda terá desfalques importantes: Fábio e Montillo, referências técnicas e comportamentais do time estão fora, suspensos.

A "sorte" do Cruzeiro está na vantagem nos critérios de desempate. Tem folga em relação aos adversários e mesmo com uma derrota para o Atlético-MG, pode permanecer na Série A desde que nenhum dos outros concorrentes vença seus jogos.

Ceará - 17º colocado - 39 pontos Adversário: Bahia (fora)

O confronto final dá ao Ceará uma vantagem e uma desvantagem em relação aos concorrentes. É o único que não encara um clássico local. Mas é também o único que jogará distante de sua torcida.

Embora muitos falem em favorecimento do Bahia, o cenário encontrado pelo Ceará em Pituaçu não será fácil. O Bahia quer uma vaga na Sul-Americana e promete dar a seus jogadores um bom prêmio pela conquista. Além disso, é um time defensivo que sofre poucos gols (foram apenas 21 nos 18 jogos do returno).

O Ceará, que precisa vencer e contar com empate ou derrota do Cruzeiro, também jogará com desfalques importantes. Fernando Henrique, Daniel Marques, Eusébio e Thiago Humberto estão suspensos. João Marcos é dúvida. A boa notícia é o retorno do artilheiro Felipe Azevedo, que marcou três gols na importante vitória sobre o Grêmio no Olímpico.

Atlético-PR - 18º colocado - 38 pontos Adversário: Coritiba (casa)

A missão do Atlético-PR é, de longe, a mais complicada. Primeiro pela combinação necessária: precisa vencer o Coritiba, que o Ceará não vença o Bahia e que o Cruzeiro perca para o Atlético-MG.

Como se não bastasse, terá pela frente um rival local que recentemente viveu o drama do rebaixamento. Para o Coritiba, o jogo é ainda mais especial pois pode valer uma vaga na próxima Libertadores. Sem dúvidas, o Atlético-PR tem a pior missão e o adversário mais complicado.

A única vantagem em relação aos adversários é a "ausência de ausências". Se o Ceará pode ficar sem meio time titular e o Cruzeiro não terá seus dois principais jogadores, o Furacão vai de força (quase) máxima. Gustavo Araújo, que vinha atuando como titular, está suspenso mas raramente foi unanimidade na Baixada. Será substituído por Fabrício, titular até pouco tempo atrás.

OPINIÃO DO MARCAÇÃO:

A briga é complicada. Os três times vivem momentos técnicos muito ruins e não mostram poder de reação. Acho a missão do Atlético-PR impossível e o considero carta fora do baralho. Na verdade, a tendência natural é que nenhum dos três vençam na rodada (por enfrentarem adversários mais fortes e condições adversas). Esta é a grande vantagem dos mineiros. Mas na imprevisibilidade do futebol, acredito que aquele que vencer, seja quem for, estará a salvo.

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Inaceitável e vergonhoso

Restava apenas uma vaga. Três times já estavam rebaixados antes da última rodada do Brasileirão (Sport, Náutico e Santo André - o último ainda tinha míseras chances matemáticas). Três outros times lutavam para não ficar com a vaga restante: Botafogo, Coritiba e Fluminense. Quem vencesse, estava livre.

O Botafogo tinha pela frente o Palmeiras, lutando por título e por vaga na Libertadores, no Engenhão. Precisava vencer. Um empate serviria apenas se o Coritiba fosse derrotado.

Coritiba que encarava o Fluminense, no Couto Pereira.

No Rio, o Botafogo começou mal. Nervoso, dava campo ao Palmeiras, que dominava as ações, mas como de costume nas últimas partidas não conseguia chegar com qualidade ao gol adversário. Na etapa final, porém, o time se acertou. Mais leve, conseguia levar perigo ao Palmeiras até chegar aos gols. Um com Wellington. Outro com Jóbson. O gol do Palmeiras no fim, veio apenas para fazer sofrer ainda mais o já saturado torcedor do Bota. Mas no fim, veio a vitória e a permanência na Primeira Divisão.

Na outra partida, jogo tenso, brigado. Estádio lotado, em festa linda. O Fluminense, em ótima fase, saiu na frente com Marquinho. O Coritiba, desesperado, empatou o jogo. O resultado seria bom apenas se o Botafogo não vencesse o Palmeiras. Não foi o que aconteceu.

Resultado: o Coritiba foi o último rebaixado e vai jogar a Série B em 2010.

Depois do jogo, cenas lamentáveis. Inaceitáveis em um país que sediará Copa do Mundo e Jogos Olímpicos nos próximos anos. Torcedores do Coritiba, com uma facilidade impressionante, invadiram o gramado para bater em quem viesse pela frente. Jogadores do Coritiba, do Fluminense, torcedores, seguranças, policiais. A polícia paranaense, mostrou um despreparo incrível para a situação. Não tinha idéia do que fazer.

Mais de 10 minutos de vandalismo, violência desnecessária, descontrole. Mais de 20 feridos. Um policial desmaiado. Um torcedor com um tiro no crânio. Mais de 500 mil reais de prejuízo para os donos da casa.

O Coritiba fez uma campanha péssima. Muito abaixo do que poderia com o bom time que tem. Mas, quando precisaria do apoio para buscar mais um renascimento em sua história centenária, viu a torcida afundar o time de vez. O clube será punido. De preferência, algo exemplar. Defendo um ano fora de todas as competições da CBF. Duvido que dará em muita coisa.

Queria estar aqui falando da ótima rodada final e da acirradíssima disputa. Dos dois ótimos jogos do Botafogo em casa, contra São Paulo e Palmeiras, que decidiram a permanência do time. Da arrancada incrível do Fluminense, que tinha 99% de chances de cair e estará na Série A em 2010.

Mas, mais uma vez, perdi tempo e linha com boçais que só fazem destruir a imagem do campeonato mais incrível da história brasileira. Uma pena.

Que o Coritiba e sua torcida agonizem na Série B, para pagar pelas lamentáveis cenas que o Brasil foi obrigado a assistir.

Mais uma decisão

O ritmo é frenético. Não há um minuto sequer de paz. A fase do Fluminense é ótima. Mas altamente desgastante.

Hoje, o time tem mais uma guerra. Mais uma decisão pela frente. Encara a LDU pela decisão da Copa Sul-Americana. A meta: reverter a goleada de 5 a 1 no primeiro jogo para ficar com o título.

Parece impossível? Sim. É? Para o Fluminense, nada é impossível neste momento.

O time que já teve 99% de chances matematicas de jogar a Série B em 2010 já está fora da zona do rebaixamento e depende "apenas" de um empate na última rodada para se salvar.

Já dei minha opinião. Para mim, o Fluminense utilizava os reservas nesse jogo e se focava completamente no Brasileirão.

Por mais que ache que o Flu tem time para vencer a LDU, fazer quatro gols de diferença é difícil demais. Principalmente quando se entra em campo sabendo que só este resultado interessa.

Mas, ao que tudo indica, Cuca lançará todos os titulares. E um time altamente ofensivo, com Alan, Kieza e Fred na frente. Pode dar resultado. Fato é que qualquer vitória, por 2 ou 3 gols de diferença, mesmo que não dê o título, vai levantar ainda mais o astral do time para a grande decisão de domingo contra o Coritiba.

O momento iluminado do Fluminense está em momento de decisão. Pode surtir um efeito histórico, inesquecível. Ou pode ir por água abaixo.

PS: Independente do título da Sul-Americana e do rebaixamento no Brasileirão, fica a certeza que este time entrará para a história do Fluminense pela raça e dignidade demonstrada dentro de campo.

Um gigante de volta

Sábado, 07 de novembro de 2009. Um dia para ficar marcado na história. A ressureição de mais um gigante brasileiro, que infelizmente, teve que cair para retornar ao seu local de origem. Não gosto do tradicional "de onde nunca deveria ter saído". Se caiu, foi porque mereceu.

Mas a discussão não é essa. Foi no sábado que o Vasco confirmou, matematicamente, o que já era sabido a várias semanas. Está de volta à série A. Estará novamente na elite do futebol brasileiro em 2010.

Festa inesquecível e emocionante. Como é de costume, quando grandes times caem para a Série B. A torcida vascaína abraçou o time durante toda a campanha. E neste fim-de-semana, deu um espetáculo marcante. Mais de 85 mil pessoas. Recorde do ano. Recorde da história da Série B.

Agora, o Vasco brigará pelo título. É possível. É provável. Coroaria uma ótima temporada, com apenas 4 derrotas. Mas o maior objetivo de 2009 já foi alcançado. Recolocar o Vasco na prateleira de cima do futebol brasileiro.

Méritos para Roberto Dinamite, Dorival Júnior e para os jogadores, comandados por Fernando Prass, Carlos Alberto e Élton.

Mas, é preciso que fique a lição. Os grandes também caem. E o Vasco precisa se cuidar. Se o time foi bem montado para a Série B, está muito longe de ter qualidade para disputar a primeira divisão. Precisa de reforços. E de jogadores à altura do gigante Vasco da Gama. A torcida merece. E a história do Vasco também.

A queda do Leão

Sintonia. Esta era a palavra que traduzia o início de temporada do Leão da Ilha. Com bons reforços, o Sport viu em 2009 uma esperança de se igualar aos grandes clubes brasileiros. O trabalho de Nelsinho surtia efeito: depois de vencer a Copa do Brasil, o time queria fazer bonito na Libertadores.

A apreensão surgiu quando o clube caiu no "grupo da morte" do torneio mais difícil do continente. Foi pouco. O time goleava quem vinha pela frente no Pernambucano e conseguia somar pontos importantes na Libertadores, inclusive, vencendo o Palmeiras fora de casa.

Euforia total! Torcedores viajando para fora do país para acompanhar o clube do coração e um time que dava gosto de ver em campo.

Mas vieram as oitavas-de-final e a eliminação para o Palmeiras pesou. O clima de velório terminou com brigas no elenco.

E a diretoria agiu da maneira mais fácil: demitiu Nelstinho Baptista, o responsável pela montagem daquele bom grupo.

Daí em diante, todos conhecem a história. Jogadores importantes saíram, vários treinadores tentaram e o Sport, que começou 2009 cheio de esperanças, já assume o rebaixamento para a Série B em 2010.

Mais um clube brasileiro que não percebeu o óbvio. O trabalho de Nelsinho era ótimo e ele era o único que não podia deixar o clube naquele momento.

Pior para os torcedores do Leão. Que sonharam tão alto e agora vão acordar no inferno.

Jogando a toalha

Há um ano, o Fluminense vivia uma turbulência. Havia perdido a Libertadores e não conseguia se encontrar no Brasileirão. Correndo risco de rebaixamento, resolveu tomar uma decisão: demitir Renato Gaúcho e contratar, horas depois, Cuca. O treinador, mal completou o primeiro mês no clube, e foi demitido, com 2 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. Problemas de relacionamento com os jogadores. Diretoria fazendo sérias críticas à postura do técnico.

Hoje, um ano depois, o Fluminense mais uma vez está na pior. Este ano, a situação é ainda mais complicada. O elenco é pior. E os pontos são mais escassos. Renato Gaúcho dava sinais de desânimo no comando. E o que a diretoria faz? Demite o treinador e contrata Cuca.

Quanta criatividade! Quanta serenidade para tomar decisões!

E a sequência de decisões erradas não deixa dúvidas: o Fluminense vai disputar a Série B em 2010.

Do jeito que andam as coisas eu não duvido que Cuca nem permaneça no clube até o fim do ano. O Fluminense virou uma esculhambação total!

Errou o Fluminense e errou Cuca. Mais uma vez, ele toma decisões erradas em sua carreira e por isso não decola. Com tempo e paciência Cuca é um bom treinador e pode surtir efeito. Mas convenhamos: está longe do perfil motivador que o Fluminense precisava. Aliás, nem motivador servia.

O Flu precisa mesmo é de um milagreiro...

Missão Espinhoza

Ser lanterna do Campeonato Brasileiro na 16ª rodada é motivo de preocupação. Principalmente quando junto à esta marca, temos outra ainda pior. 11 jogos sem vencer.

E é na base do desespero, que o Fluminense tenta, mas não consegue, arrumar a casa.

Depois de tentar reformular o elenco com campeonatos em andamento, o time desistiu de Parreira. Resolveu apostar em Vinicius Eutrópio. E não demorou para largá-lo. Contratou Renato Gaúcho, que já começa a conviver com certa desconfiança depois de "apenas" quatro rodadas.

Ontem, mandaram embora o coordenador do futebol, Alexandre Faria. Este aí, até demorou para cair. E resolveram arrumar um "ajudante" para o treinador. Valdir Espinoza. Sumido. Depois de anos, estará de volta ao Flu. Para ser o auxiliar da comissão de Renato Gaúcho. Missão estranha. E na verdade, eu confesso que não sei em quê, ele poderá ajudar.

Nas próximas horas, o clube deve anunciar o retorno de Branco à diretoria de futebol.

Aí, só vai ficar faltando contratar Thiago Silva, Gabriel, Roger, Thiago Neves, Washington, etc e o Flu terá um bom time de futebol.

Isto é que é planejamento!

O Fluminense caminha à passos largos para disputar a Série B em 2010. Clubes candidatos, atenção. Restam poucas vagas...

Aquele gosto amargo

O rebaixamento do Figueirense veio com vitória. Dentro do esperado, o time fez sua parte, vencendo os reservas do Internacional. Mas os outros resultados não colaboraram, e o Figueirense vai dar a vaga de Santa Catarina na Série A ao rival Avaí.

O Figueira cai porque acordou tarde demais. Pintado chegou faltando três rodadas para o fim da competição, quando os burros já estavam na água. Mas fez sua parte. Venceu as três partidas. Incríveis 9 pontos nos últimos três jogos. Que de nada adiantaram.

E assim como o estado de Santa Catarina, o Figueirense vai ter que se reconstruir. E com certeza, estará apto no ano que vem, a brigar por um lugar novamente na elite.

A dor de ser rebaixado com vitória, não pode apagar os diversos erros de diretoria e principalmente, comissão técnica durante a competição. A queda, já estava desenhada à algum tempo.

Hora da reconstrução

Mais um gigante rebaixado. Sinais de novos tempos no Campeonato Brasileiro. O Vasco fez de tudo, e conseguiu, com muita justiça, ser rebaixado à Série B. Neste momento de dificuldade, onde os torcedores normalmente dão lindos espetáculos de amor, a torcida do Vasco não fez diferente. Mostrou a paixão que sente pelo time.

Mas precisa entender: a queda não foi ontem, na derrota por 2 a 0 para o Vitória, em pleno São Januário. Que já foi um caldeirão, mas este ano, foi ruim para o time carioca jogar em casa. O rebaixamento vem sendo "preparado" há alguns anos. Desde os tempos de Eurico Miranda.

E não é o fim dos tempos. Basta ver o Grêmio, vice-campeão brasileiro, que em tempos recentes, esteve disputando a Série B. Assim como o Palmeiras, que está classificado para a pré-Libertadores.

O Vasco pode e deve se reestruturar. A nova diretoria, com Roberto Dinamite, precisa ter paciência e muita sabedoria. E acertar o passo, já que vêm errando demais também, apesar de não ser a principal culpada pela queda.

Como um gigante do futebol brasileiro que é, o Vasco tem tudo para dar a volta por cima. O trabalho começa na busca de um novo treinador, já que Renato Gaúcho não deve mesmo permanecer. O time precisa de alguém que saiba buscar os reforços certos, como fez Mano Menezes no Corinthians. E gente que entenda de futebol. E que esteja disposta a recolocar o Vasco no lugar de onde nunca deveria ter saído.

Rodada final

Chegou a hora. O Brasileirão será decidido neste domingo. Duas horas de pura emoção. De querer saber quanto estão os jogos dos rivais. De se preocupar a cada ataque sofrido pelo seu time. De ficar com coração na mão.

E muita coisa ainda resta para se decidir. O título. Duas vagas na Libertadores. E duas vagas que ninguém quer: na Segunda Divisão.

E você, leitor do Marcação Cerrada, como acredita que ficará o Brasileirão 2008?

Minha bola de cristal anda meio furada, mas deixo meus palpites. O São Paulo é campeão. Com apenas um ponto de vantagem. Palmeiras em terceiro e Cruzeiro em quarto, garantem as últimas vagas na Libertadores. Para a Segunda Divisão, um gigante cairá pela primeira vez. O Vasco vence, mas é rebaixado junto com o Náutico.

Façam suas apostas...

Caio ou não caio...

Duas rodadas para o fim do Brasileirão. Sete times, não querem três vagas. As do rebaixamento para a Série B. Três porque o Ipatinga já está lá. Depois da derrota de ontem, por 2 a 0 para o Palmeiras, nem um milagre salva o time mineiro. Que tem o Grêmio, jogo difícil, na próxima rodada. E ainda vai deixar, de sua rápida passagem pela Primeira Divisão, uma cena triste: o maldoso lance de Leandro Salino, que chutou um adversário caído no chão.

Entre os candidatos à queda, os favoritos, claro, são os que no momento ocupam as vagas. A Portuguesa vive situação delicadissima. Depois de empatar (0 a 0) em casa com o Goiás, a Lusa também precisa de um milagre. Vencer os dois jogos restantes (um deles contra o Cruzeiro, no Mineirão) não garante o time matematicamente, primeiramente porque tem apenas 9 vitórias até aqui.

O Vasco também vive esta situação. Duas vitórias não garantem matematicamente a permanência do time, que pode e deve, cair pela primeira vez na história. O que ajuda o time vascaíno e permite ainda sonhar com a permanência, é o fato de ter 10 vitórias, uma a mais do que a maioria dos concorrentes.

Já o Figueirense, precisa também de duas vitórias. Mas pelo menos, com elas, está garantido. E é possível, já que pega Botafogo (que não quer nada com a dureza) e o Internacional (provavelmente com ressaca do título da Sul-Americana). O que torna a tarefa complicadíssima, é o desempenho do time até aqui. A vitória no meio da semana sobre o Náutico ajudou, mas ainda não foi suficiente para deixar o time respirar.

O Náutico é o favoritíssimo à queda caso algum destes consiga se salvar. Principalmente porque tem um confronto direto complicado na próxima rodada, contra o Atlético-PR. Quatro pontos, em dois jogos restantes, podem definir a redenção do time pernambucano, que mais uma vez, vai ficar na beirada.

Atlético-PR, Santos e Fluminense, também estão em risco. Mas precisam de apenas uma vitória (ou dois empates) nos dois jogos para garantir matematicamente a permanência. E eles devem mesmo ficar.

Agora pra ficar?

A mensagem no celular diretamente de São Paulo, através do amigo Bruno Silva na noite de sábado anunciava: o Corinthians está de volta à Primeira Divisão. Com méritos, diga-se de passagem. Mas é preciso anunciar com calma a passagem do Corinthians pela Série B.

O papo de que "é bom cair, para se organizar e voltar ainda mais forte" é balela. Cair é péssimo. Em todos os sentidos. Financeiramente principalmente. Apenas parece ser mais fácil se organizar na Série B. O motivo? A cobrança é menor, porque o nível é menor. Simples assim.

O Corinthians montou um bom time. Ou melhor, um ótimo time. Para a Série B. Não que o time seja fraco para a Série A. Poderia, inclusive, estar disputando uma posição entre os 8 primeiros. Mas precisa de reforços, se quiser estar à altura da história corinthiana. Claro que alguns jogadores devem permanecer. Felipe, Chicão, André Santos, Dentinho e alguns outros. Douglas, principalmente. O melhor jogador do Brasil no segundo semestre ao lado de Alex, do Internacional. Douglas é craque. É diferente. O que não pode, é achar que já está tudo certo. É preciso continuar o trabalho.

De toda forma, o Corinthians voltou à Série A, como era esperado. Lugar de onde nunca deveria ter saído. E que eu, como amante do futebol, espero que não saia mais. O Timão faz falta.

Um abraço e uma singela homenagem à todos os corinthianos, em especial ao Brunão. De longe, eu pude acompanhar o sofrimento dele por estar onde estava. E que o Corinthians faça jus à música escolhida como "jingle" da subida.

"Eu voltei, agora pra ficar..."

Drama Caricoa

Na mistura de sotaques do Brasileirão, o carioca está levando a pior. O Fluminense foi de finalista da Libertadores à lanterna da competição nacional. O Vasco, aos poucos encontrou um cantinho na zona de rebaixamento.

O time das laranjeiras deixou o Campeonato Brasileiro de lado para priorizar a maior competição das Américas. Com a perda do título e de algumas das principais peças do time, a recuperação no Brasileiro está ficando cada vez mais difícil. Nas últimas 11 rodadas, a equipe vai enfrentar nada menos que: Palmeiras (no Rio de Janeiro), Cruzeiro, São Paulo e Internacional (fora de casa). Matemáticos colocam o tricolor com 72% de chances de cair para a Segundona.

Já o time de São Januário é o 19º colocado e possui a segunda pior defesa da competição, com 53 gols sofridos, 2 a menos do que o Figueirense. A reta final parece não ser tão complicada para o Vasco. Mas a equipe está perdendo pontos em jogos aparentemente fáceis. Neste momento, tem cerca de 62% de chances de jogar a 2ª Divisão em 2009.

As chances de termos um carioca considerado "grande" na Segundona ano que vem é muito grande. As duas equipes não esboçam reação e faltando apenas 11 jogos para o fim do Campeonato Brasileiro a queda está próxima. Para completar, os matemáticos calculam que a chance de cair pelo menos um carioca para a Série B é de 92%. Será que ainda há tempo das equipes se acertarem na competição?

Carandiru Catarinense

Depois de estrear mal no comando do Figueirense, o técnico Mário Sérgio resolveu tomar uma decisão inovadora e ousada. Desde a noite de ontem, todo o elenco está concentrado em um hotel em Águas Mornas, Santa Catarina. O regime de concentração só termina no dia 7 de dezembro, após a última rodada do Brasileirão.

15º colocado, e dois pontos acima da zona de rebaixamento, o Figueirense, que não vence há seis jogos tem motivo para se preocupar. Mas a decisão, me parece exagerada. Já dizia a célebre frase que "se concentração ganhasse jogo, o time do presídio seria campeão".

Quem conhece o ritmo dos jogadores de futebol sabe que grande parte do elenco não deve ficar nada satisfeito com a escolha do novo treinador. E nesse caso, o feitiço, pode virar contra o feitiçeiro. Seria minha aposta, inclusive. Se o Figueirense era apenas mais um candidato ao rebaixamento, agora tornou-se um dos grandes favoritos.

Sem condição

"Infelizmente, nós temos atletas que não tem condição nenhuma de jogar no Vasco da Gama". As palavras de Tita, ex-técnico do Vasco, após o jogo contra o Palmeiras foram fortes, e justas. De alguém que tentou. Que fez o possível. Mas que entregou os pontos quando viu que não dava mais.

Ontem, o time bem que tentou. Mas foi incapaz de segurar o time misto do Palmeiras, pela Copa Sul-Americana. 3 a 0. Destaque para a boa atuação de Thiago Cunha, que marcou dois gols. Denílson, que também foi bem, marcou o outro. E o Vasco, pouco ameaçou o gol dos paulistas.

Enquanto o Palmeiras terá que pensar qual competição priorizar (Luxemburgo disse que dá para levar as duas, pelo menos por enquanto), ao Vasco resta apenas a luta contra o rebaixamento. E buscar um novo treinador.

PC Gusmão é o mais cotado. E a melhor opção do mercado no momento. Mas como já disse Tita, a situação do Vasco é complicada porque o elenco é fraco. Foi montado um time de série B. Candidato à queda para a série C. E os jogadores não são culpados. Tem sido homens. Tem tentado. Mas lhes falta condição técnica. Qualidade futebolística. Para tirar o Vasco da situação complicada, o novo treinador precisará de muita sorte.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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