Cinco derrotas, cinco empates e só três vitórias. Este era o desempenho de Vágner Mancini no comando do Cruzeiro no fim de 2011. O balanço já era negativo e com ele o time não deu nenhum passo de evolução, salvando-se do rebaixamento apenas na rodada final. Graças à atípica goleada sobre o rival, foi mantido. Só não viu quem não quis.

Dos 14 reforços contratados no início da temporada, só um vingou. O comum Marcelo Oliveira, liberado pelo Atlético-Pr, rebaixado à Série B. Do time de campanha ruim no último Brasileirão saíram os bons volantes Fabrício e Marquinhos Paraná. O Cruzeiro caminhou para trás. Só não viu quem não quis.
Wellington Paulista, artilheiro do Campeonato Mineiro, nunca foi solução para o ataque. Ele e Anselmo Ramón, sequer, formam a melhor dupla possível para o setor. Resultados e atuações no Campeonato Mineiro serviram para avaliação quando não deveriam. Só não viu quem não quis.
O Cruzeiro jogou só uma vez contra um adversário da Série A em 2012. Seis vezes contra times que vão disputar a Série B. Venceu duas, empatou uma, perdeu quatro. Mas acreditou numa evolução inexistente e em resultados ilusórios no Campeonato Mineiro. Só não viu quem não quis.
Nas últimas sete vezes que tinha entrado em campo, o Cruzeiro saiu atrás no placar. Hoje, não sofrer um gol contra o Atlético-PR era fundamental para tentar a classificação. Mas era inimaginável, diante dos imensos espaços dados no meio-campo desde o ano passado e das avenidas disponíveis nas laterais. Guerrón viu. Aproveitou para descer por ali e fazer o primeiro gol e dar o passe para o segundo. Só não viu quem não quis.
A diretoria do Cruzeiro não viu. Ou fingiu que não viu. Cinco meses se passaram e a única coisa que a equipe fez foi perder tempo. Eliminado da Copa do Brasil e do Mineiro, precisará se remontar faltando 10 dias para o Campeonato Brasileiro. Não dá pra dizer que foi uma surpresa. Só não viu quem não quis.
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O Cruzeiro 2012 é um retrato de seus próprios erros: do passado, do presente e do futuro. E não é por falta de aviso. Não foi só neste espaço que se debateu amplamente desde o início do ano que repetir os erros do ano anterior seria o caminho para novo sufoco.
Vágner Mancini chegou ao Cruzeiro como um tiro no escuro. Parecia fadado à demissão quando "achou" uma goleada enganosa sobre o maior rival na última rodada do Campeonato Brasileiro. Salvação e permanência no clube, mesmo que ainda com pouca confiança por parte da torcida e da diretoria. O Cruzeiro perdeu a chance de passar uma borracha em 2011 e se projetar para novos desafios. Perdeu a chance e perdeu tempo.
Cinco meses depois, o Cruzeiro involuiu. Perdeu peças importantes e taticamente ainda é um arremedo. Eliminado do Campeonato Mineiro, joga todas as suas fichas na Copa do Brasil. Mas não consegue fazer com que torcedor algum deposite alguma confiança em tempos melhores.
Contra o Atlético-PR, mais uma partida ruim. Dos dois times. Enquanto os mineiros entraram em campo desorganizados, mal escalados e desligados, os paranaenses desperdiçaram a chance de golear. Perderam chances claras nos dois tempos (principalmente com Patrick), não conseguiram encaixar os contra-ataques e deram espaços para um time que parecia morto parecer perto de reagir. De fato, embora tenha escapado de uma derrota pesada, o Cruzeiro poderia ter empatado o jogo com um pouco mais de capricho.
Sem respaldo, Mancini preferiu jogar a responsabilidade no elenco antes do jogo. Quando diz que o Cruzeiro tem um time limitado, o treinador provavelmente acerta pela primeira vez no diagnóstico do que tem à disposição. Mas fala exatamente a única coisa que não poderia dizer.
Não dá para esperar que os limitados corram por um treinador que não acredita neles. Mas dá para acreditar que o time do Cruzeiro vença o ainda mais limitado Atlético-PR como deveria ter feito com o América. Mas para isso, precisa de alguém em quem acredite de verdade. E que acredite no time.
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A versão 2012 do Cruzeiro segue tocando o barco sem mudanças: sofre para vencer no Campeonato Mineiro e soma pontos sem brilho. Ontem, chegou à terceira vitória consecutiva quando enfrentou o lanterna Democrata, ainda sem pontos conquistados.

Por conta de uma lesão sofrida por Roger, Mancini foi obrigado a mexer no meio-campo. Rudnei, que já pedia passagem no time, ganhou uma oportunidade. Com ele, além de poder de marcação, o Cruzeiro pode ganhar dinâmica e rapidez.
No campo pequeno e ruim, o que se viu foi um jogo fraco. O Cruzeiro manteve o ritmo: time lento, previsível, que se movimenta pouco e sem brilho individual. Depende muito de Montillo, sempre bem marcado e com dificuldades para jogar. O adversário, com o meio-campo congestionado por 4 volantes, tinha na passagem dos laterais seus melhores momentos e chegou a dominar o jogo em alguns momentos.
Só no segundo tempo, quando trocou Rudnei por Wálter, o Cruzeiro conseguiu ameaçar. Pouco. Dois passes fantásticos de calcanhar de Anselmo Ramón e dois gols de Montillo, um deles após chegada de Diego Renan (o melhor do time) ao fundo. O time de Mancini chegou a ser sufocado em alguns momentos e não conseguiu impor seu ritmo.
As três vitórias do Cruzeiro foram sobre os três últimos colocados na classificação. Partida após partida, Vágner Mancini fala que o time vai corrigir os erros durante a semana e evoluir. Embora os resultados tenham melhorado (contra adversários muito abaixo, é verdade), o futebol do Cruzeiro é o mesmo daquele que quase levou o time à Série B em 2011.
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A goleada impressionante sobre o rival na última rodada do Campeonato Brasileiro trouxe à diretoria do Cruzeiro uma falsa impressão de que havia pouco a mudar. A manutenção de Dimas Fonseca e Vágner Mancini no comando do futebol do clube depois de o time quase ser rebaixado não parecia decisão sensata. E não foi. O planejamento para 2012 começou tão ruim quanto foi no ano passado e o clube não empolga.

O reflexo da decisão prejudica o time dentro e fora de campo neste início de ano. Como se não bastasse, o Cruzeiro ainda passa por mudança administrativa com a chegada de Gilvan de Pinho Tavares à presidência. Hoje, antes do segundo jogo no ano, Dimas Fonseca sentiu a pressão e pediu o boné. Não é mais o diretor de futebol. Mancini, caso não dê uma reviravolta que me parece improvável, deve seguir o mesmo caminho.
Em campo, o Cruzeiro vai mal. Hoje Roger virou solução para melhorar o passe contra o Tupi. A intenção era interessante. No mesmo 4-3-1-2, o meia atuou recuado pela direita e todas as bolas passavam por seus pés na origem. O problema, é que havia uma distância enorme entre os volantes e o setor ofensivo. Sem companhia, Roger abusou da bola longa e errou demais.
Na etapa inicial, o Cruzeiro só ameaçou nas bolas paradas. Abriu o placar logo aos 3 minutos com Wellington Paulista e conseguiu chegar algumas vezes, principalmente em escanteios. Pouco produziu. E com a vantagem no placar, não permitiu ao Tupi o contra-ataque, única forma que o time de Juiz de Fora tinha para surpreender.
No segundo tempo, o Tupi adiantou a marcação e massacrou. Sem saída e com Roger só observando (a bola não chegava nele e ele não participava da marcação) o Cruzeiro sofreu. Fábio fez uma defesa monstruosa e o visitante perdeu pelo menos três boas chances. Teve um penalti ignorado. Moacir Júnior confiou que podia buscar o resultado e trocou um volante por mais um meia, abrindo um enorme buraco em sua defesa. Resultado: dois gols de Anselmo Ramón que definiram o jogo e deram a falsa impressão de que o Cruzeiro foi bem. Destaque apenas para Rudnei, que entrou dando dinâmica ao meio, chegando à frente e marcando forte.
O Cruzeiro que reformulou o time da pior maneira possível não mudou no comando quando deveria. Uma nova política de contratações e um novo treinador poderiam dar um gás que o time não tem. Sem pressa, Gilvan viu Dimas pedir demissão e parece querer esperar o mesmo de seu treinador que já começou a temporada no telhado.
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A entrevista coletiva do técnico Vágner Mancini após o empate foi um prato cheio para quem soube observar o jogo. Embora não tenha dito (e provavelmente não tenha percebido) em suas respostas o treinador do Cruzeiro escancarou os seus próprios erros, responsáveis diretos pelo resultado ruim que deixa o time celeste ainda em situação delicadíssima no Campeonato Brasileiro.
"Então, nós achávamos que a entrada de mais um jogador de meio-campo desse um pouco mais de posse de bola, já que o que eu temia aconteceu no jogo: vários atletas retornando e, fisicamente, o time sentiu muito na segunda metade do segundo tempo."Vágner Mancini sabia que tinha um Cruzeiro em situação delicada fisicamente: Cribari sem ritmo de jogo, Charles e Fabrício retornando recentemente de lesão, Montillo muito distante do ideal. Escalou o Cruzeiro no 4-3-3, sobrecarregando os volantes e o sistema defensivo sob sol escaldante de Sete Lagoas. E na etapa final, viu o time definhar fisicamente e quando precisava atacar teve que recompor o meio para ter mais posse de bola.
"Tive que tirar um volante, que não estava suportando fisicamente, sendo que eu não quis tirar o Fabrício, que também pediu."O motivo já foi exposto acima. Com três atacantes e Montillo sem condições de voltar para ajudar a marcação, Fabrício e Charles ficaram sobrecarregados. Com o Atlético-PR em um 4-3-3 mais organizado, o Cruzeiro sofreu. Não teve posse de bola, não teve velocidade para atacar e raramente foi melhor no jogo.
"Na hora em que você tem que ganhar a partida e tem que mexer na parte defensiva do time, é lógico, ninguém entende, só a gente que está ali e sabe o que acontece e os motivos para que tenha sido feito."
O fator surpresa do Cruzeiro, poderia ser a entrada de um terceiro atacante no segundo tempo com o adversário desgastado. Poderia ser, se Mancini não tivesse optado desde o início por um esquema que não lhe daria alternativas durante o jogo. Um treinador, não pode pensar só nos primeiros 15 minutos e tem que montar a equipe pensando também nos 15 finais.
O Cruzeiro jogou mal contra o Atlético-PR. De novo. Hoje, é o pior time do Campeonato Brasileiro e isto passa diretamente pelos erros de avaliação de seu treinador (que reclama que o Cruzeiro rouba poucas bolas e expõe a defesa colocando três atacantes pesados, que insiste com um descompromissado Roger abandonando o promissor Élber, que acha que Wellington Paulista vai resolver). Se houvesse um vencedor, provavelmente seriam os paranaenses que criaram melhores chances e tiveram um gol mal anulado. Os donos da casa foram superiores apenas nos 20 primeiros minutos do segundo tempo, até Mancini tirar a combatividade do meio-campo ao trocar Charles por Éverton e perder a posse de bola. O restante do jogo foi de sofrimento e alguns lapsos ofensivos.
Embora esteja fora da zona de rebaixamento faltando dois jogos para o fim, é impossível não colocar o Cruzeiro como forte candidato. Contra o Ceará, terá jogo decisivo e problemático. Com três volantes, posse de bola e inteligência, pode conquistar bom resultado. Mas Mancini parece gostar de fortes emoções. E obriga o torcedor cruzeirense a passar pelo mesmo.
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Pouco a dizer sobre o empate sem gols entre Avaí e Cruzeiro na Ressacada. Conclusão, apenas uma: os dois merecem a Série B, pois jogam futebol de tal nível na competição. A partida deixou claro que a situação dos dois na tabela não é obra do acaso e nem da falta de sorte.

E se um time não pode reclamar da sorte, é o Cruzeiro. Perdido em campo, foi sufocado pelos donos da casa durante boa parte dos 90 minutos. Criou apenas duas chances de gol. Viu Fábio fazer três grandes defesas e levou três bolas na trave. Sem contar o gol de William, mal anulado pela arbitragem em difícil lance de impedimento.
O Avaí entrou em campo moralmente rebaixado. Saiu praticamente rebaixado. Além de vencer os três jogos que restam precisa tirar enorme diferença no saldo de gols para o Cruzeiro. A contratação de Mauro Ovelha me parece já ser pensando em 2012 e na reestruturação de um grupo carente e pobre de opções. No último suspiro, o time bateu na trave. Mas vai jogar a Série B ano que vem.
Quanto ao Cruzeiro, sofre por ser fraco mas também por fazer escolhas impossíveis de entender. Pelo que joga, é um time que merecia cair direto para a Série C. Pelo que tem, poderia mais.
Difícil explicar um time que passa uma semana concentrado treinando em Atibaia ser tão desorganizado e não ter uma jogada coletiva. Incompreensível Diego Renan ser titular da lateral esquerda com o promissor Gabriel Araújo no elenco. Complicado ver Roger substituir Montillo quando o que separa os dois não é só a capacidade técnica mas sim o comprometimento. E faltam palavras para falar sobre Wellington Paulista, com um gol no Campeonato, ser titular no lugar de Anselmo Ramón, que marcou oito. Pior que tudo isto, só um treinador que escala quatro atacantes entre os sete reservas e sequer leva o jovem meia Élber para Florianópolis.
Depois de vencer o Inter e caminhar para a tranquilidade, o Cruzeiro se pressiona contra um Atlético-PR que venceu o São Paulo e ganhou moral. Fez hoje o mais fácil de seus quatro últimos jogos e mostrou que precisa acertar e perceber o que está acontecendo em campo antes que seja tarde.
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Durante a semana, Vágner Mancini deu entrevista e disse que já havia percebido o principal defeito do time do Cruzeiro (citado inúmeras vezes neste espaço): a falta de combatividade do meio-campo. Tentou acertar contra o Corinthians usando três volantes. Mas sem Charles, mostrou não confiar no jovem Sandro Manoel e resolveu fortalecer a defesa com três zagueiros diante do Atlético-PR.

A princípio, parecia um caminho interessante. A chuva incessante deixou pesado o gramado da Arena do Jacaré, e também por isto, Farías ganhou a vaga de Ortigoza no ataque.
Mas no 3-5-2 de Mancini contra um esforçado e muito organizado Atlético-GO, o Cruzeiro só experimentou o que o esquema tem de ruim. O Cruzeiro durante os 90 minutos não teve transição ofensiva e abusou da bola longa, quase sempre em desvantagem para seus atacantes. Além disso, teve dificuldades nos rebotes ofensivos e defensivos, deixando o adversário ficar mais tempo com a bola e constantemente passando por momentos de dificuldade.
Assim, com tantas dificuldades, o Cruzeiro começou mal. Nervoso no ataque, tinha dificuldades para ter a bola. E na defesa, apesar de ter muitos jogadores, manteve o defeito: observava de longe e dava espaços de sobra para o trio de frente do Atlético se movimentar e receber o passe em boas condições. No Cruzeiro, todos voltam, todos ocupam espaços, mas ninguém morde. Fabrício até tenta, mas o volante celeste corre muito, se entrega muito, mas se posiciona mal e invariavelmente chega tarde demais, fazendo pouquíssimos desarmes.
O Cruzeiro saiu atrás e ficou ainda mais nervoso. Estava claro que o time precisava de mais um volante, mas Mancini preferiu tirar Vitor (de primeiros 20 minutos abaixo da crítica) para colocar Roger. Não melhorou a saída de bola, não melhorou a posse ofensiva e principalmente, não melhorou a marcação.
Em meio a uma partida tão ruim, o Cruzeiro jogava bem quando chegava trocando passes ao ataque. Criava, embora finalizasse pouco. Bastava colocar a bola no chão que o Cruzeiro mostrava que ainda conhecia o caminho e que a situação em que está se deve a outros fatores, não ao fato de "não saber jogar futebol".
O empate veio com Farías (um absurdo ter ficado tanto tempo fora quando o Cruzeiro sofria sem atacantes) e Mancini teve a chance de organizar o time no intervalo. Mas repetiu o erro, trocando Fabrício por Élber, abrindo ainda mais o seu time e dificultando ainda mais os desarmes no meio. Levou o segundo gol e na base da entrega e do sucesso pessoal do limitado Anselmo Ramón, achou a virada. Sofreu, teve que jogar na base da superação até o fim, mas saiu com o resultado.
O Cruzeiro tinha que vencer. Mais do que a série de 12 jogos sem vencer, pesaria demais o fato de passar a semana na zona de rebaixamento. O sofrimento, foi bom para o time perceber que ainda tem problemas demais para resolver. O principal deles, Mancini já mostrou enxergar mas parece estar perdido para resolver. Com os três pontos e o fim do jejum, poderá ter mais tranquilidade para achar o ponto certo nos dois desafios difíceis que o time terá fora de casa nas próximas rodadas.
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Existe uma diferença enorme entre um jogo agradável e um bom jogo. Cruzeiro e São Paulo fizeram na noite desta quarta-feira um jogo agradável em Sete Lagoas. Gostoso para quem estava assistindo. Teve gols, alguns lances bonitos, lances polêmicos, chances perdidas. Erros. Muitos erros. No fim, o 3 a 3 acabou sendo um resultado justo e ruim para os dois times na tabela.

As escalações deixavam a impressão que os times teriam espaço para jogar. Em campo, a expectativa se confirmou. O Cruzeiro começou marcando no campo ofensivo em um 4-2-2-2 que dava muita liberdade para os laterais e também para Charles. Apesar do esforço de Farías quando o time não tinha a bola, descendo para marcar Juan (e formando um 4-2-3-1), as dificuldades defensivas do Cruzeiro eram enormes.
O São Paulo demorou para perceber o caminho. Quando o fez, já perdia por 1 a 0 (gol de Keirrison após boa troca de passes pela esquerda e passe de Montillo). Viu que precisava sair pelos lados, fugindo do bloqueio dos meias do Cruzeiro em sua intermediária. Achou Cícero, que buscava o jogo pelo lado direito e explorava com inteligência o imenso espaço na intermediária cruzeirense. Primeiro ele deu passe para Jean acertar a trave. Depois, arrancou sozinho em grande jogada individual e após driblar Fábio preferiu se jogar do que marcar o gol. O juiz não teve segurança para marcar o inexistente penalti, tanto é que não expulsou o goleiro celeste. Para sorte do juiz e do Cruzeiro, Fábio fez justiça com as próprias mãos e defendeu a cobrança de Luis Fabiano.
Veio o segundo tempo e a intensa movimentação que o Cruzeiro promovia quando tinha a bola cessou. O time cansou e deu campo para o São Paulo jogar. Os mineiros não incomodavam na marcação, não roubavam a bola e o sufoco crescia. Quando perdeu Keirrison, machucado, Mancini poderia reoxigenar o meio-campo mas preferiu colocar o inofensivo Wellington Paulista. O resultado, não poderia ser outro: a virada veio com Cícero e Dagoberto (golaço).
Obrigado a somar pontos, Mancini não pôde mais reforçar a marcação. Seguia dando enormes espaços, mas reoxigenou o setor ofensivo com Élber na vaga de Roger. E contou, principalmente, com erros grotescos do sistema defensivo do São Paulo, disposto a atrapalhar os planos de Adilson Batista. Primeiro, Rivaldo fez falta boba na lateral, Rogério Ceni saiu mal, Luis Fabiano escorregou e Charles ficou sozinho pra fazer o gol.
Com novo empate, o Cruzeiro tinha a chance novamente de trocar o exausto Farías (que perdeu gol feito, mas teve papel importante taticamente) pela força no meio. Mancini demorou para agir, Farías perdeu bizonhamente a bola e Dagoberto deu lançamento preciso para Juan marcar de cabeça em falha de Fábio. A chance perdida refletiu na entrada de Anselmo Ramón na vaga de Farías. E em mais um golpe mais de sorte que de competência, a defesa do tricolor cochilou e deixou o atacante recém colocado em campo livre no segundo pau para reempatar.
O resultado foi um achado para o Cruzeiro. Que não fez grande partida, errou nas escolhas, errou na defesa. Somar um ponto contra um time do G-4, não pode ser considerado ruim para quem briga contra o rebaixamento. Com 10 dias até o próximo jogo, Mancini poderá trabalhar o time, recuperar jogadores lesionados e tentar a arrancada necessária para evitar o rebaixamento.
O mesmo serve para Adilson. Que pode brigar pelo título mas precisa acertar o sistema defensivo, que erra além da conta. Será preciso também trabalhar a situação de Casemiro que foi para o banco, entrou nos minutos finais, mas parece não ter entendido o óbvio recado. Apesar do penalti perdido, Luis Fabiano é baita reforço, e com ele sigo achando que o São Paulo é forte candidato ao título. Vencer o Cruzeiro hoje era obrigação para quem quer brigar e a margem de erro vai ficando cada vez menor.
Sorte para quem pôde assistir ao jogo hoje que tantos erros acabaram transformando o desastroso duelo em uma boa partida de futebol.
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Vágner Mancini foi degolado pelo Vasco. É o quarto técnico demitido de um clube grande até aqui em 2010, salvo engano. Antes, Antônio Lopes deixou o Atlético-PR, Hélio dos Anjos o Goiás e Muricy Ramalho o Palmeiras. Quatro! Em menos de três meses. Mas enfim...

Mancini repetiu o ciclo que segue repetindo-se em sua carreira. Começa muito bem, com o time jogando um belo futebol. Acha um pequeno problema, que vai crescendo aos poucos. Perde completamente o comando. E depois, o emprego.
No Vasco, tudo caminhava bem no início do Carioca. O time jogava um futebol interessante, tinha Dodô em ótima fase e a torcida estava junto. Até que veio a derrota, com goleada, na final da Taça Guanabara, para o Botafogo. Um pequeno problema, que poderia ser contornado com uma boa campanha na Taça Rio e Copa do Brasil. Que acabou tornando-se insustentável para o treinador.
Mancini mexeu demais quando não devia. E agiu de menos quando era preciso. Perdeu totalmente o controle e fez por merecer mais uma demissão. É bom técnico, mas precisa rever conceitos se quiser chegar à algum lugar na carreira.
Já o Vasco...bem, a situação é complicada. O elenco não é uma maravilha, mas tem qualidade. Bem trabalhado, o time pode jogar um futebol redondo, como fez ano passado e no início deste. Mas é preciso acertar na contratação do treinador. Um bom técnico pode fazer esse time jogar.
A escolha, começou errada. Gaúcho, interinamente, vai comandar a equipe. Já foi avisado que bons resultados podem mantê-lo. Um erro. Ele vai acabar caindo pois a pressão é grande. E o Vasco só vai perder tempo para colocar logo alguém para conhecer o time a tempo de não envergonhar novamente a torcida. Tite e Celso Roth são os mais cotados até o momento. Definitivamente, não empolgam.
E pensar que por 100 mil reais mensais a mais o Vasco preferiu dispensar Dorival Júnior...
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O balanço da 18ª rodada mostrou que os treinadores brasileiros estão, cada vez mais, próximos do caos. Só nesta segunda-feira, foram demitidos três técnicos: Ney Franco, no Botafogo; Renê Simões, no Coritiba; e Paulo César Carpegiani, no Vitória. Ao todo, agora, são 18 técnicos demitidos, em 18 rodadas do Brasileirão. Só oito times, tem o mesmo técnico desde o início. A lista deve cair para sete nos próximos minutos...

Antes de analisar a situação dos times, é importante notar, como venho dizendo seguidamente aqui no blog, a falta de criatividade dos cartolas brasileiros. 12 dos 20 times já trocaram de técnico. Mas dos 20 técnicos que começaram o Campeonato Brasileiro, 13 seguem trabalhando no Campeonato Brasileiro. O técnico que é demitido de um time hoje, pega o emprego de outro amanhã. E assim a roda segue.
A solução? Seria bancar para técnicos a mesma regra que para os jogadores. Comandou o time em mais de 7 partidas na Série A, não pode ir para outro. Assim, os times pensariam duas ou três vezes antes de demitir um treinador. E quando o fizessem, buscariam novas soluções, colocando gente nova no mercado.
Mas como duvido que isto aconteça, porque a classe dos "treinadores de ponta" é muito forte, vamos aos times que mudaram o comando desta vez.
O Botafogo cometeu um erro gravíssimo. Ney Franco era o menos culpado pelo momento do time. É ótimo treinador e fazia um trabalho que pode ser considerado bom, com o elenco que tinha em mãos. Vale lembrar que há algumas rodadas, o Botafogo conseguiu emplacar seis ou sete jogos sem perder. Mas é mais fácil demitir o técnico do que dispensar André Lima. Como se não bastasse estragar o seu campeonato, o Botafogo ainda pode destruir a competição para outro time. Estevam Soares, do Barueri, deve ser o novo técnico do Bota. Por isso, minha lista caiu para sete, no começo do texto. Uma pena para o pequeno time paulista, que fazia bela campanha e terá dificuldades imensas para achar outro treinador tão bom quanto no mercado.
Já o Coritiba, se deu bem. Mandou embora um Renê Simões que parecia não saber o que fazer. O time do Coxa é bom e não merece o lugar que ocupa no momento. Além disso, o time ganha um ótimo comandante para seu elenco. Ney Franco é agregador e sabe montar um time. Tem tudo para dar certo. E meu palpite é que ele ainda termina o campeonato à frente do Botafogo. Mas os cartolas são muito inteligentes, nem vão ligar...
Por fim, o Vitória foi outro que errou feio. Carpegiani tinha arrumado o time. Levou o Vitória à liderança em uma rodada e ao G-4 na maioria delas. E fazia um belo trabalho. Mas o elenco é fraco e faltam opções. Não é um time para ser campeão. Quando oscila pela primeira vez, o foice passou e levou a cabeça do bom treinador. Vágner Mancini é a única opção aceitável. Pelo menos, ele conhece grande parte do elenco e pode manter o bom nível do trabalho que vinha sendo realizado. Qualquer outra escolha será um erro fatal.
A roda-viva dos treinadores continua. Confesso que já perdi as contas, mas vou voltar à fazê-las e divulgar aqui no blog. O número de técnicos demitidos no Brasileirão é, mais uma vez, assustador.

A bola da vez é Cuca, no Flamengo. Crônica da demissão anunciada. Estava na cara que Cuca não iria durar no comando do rubro-negro carioca.
Inclusive, deveria ter pedido demissão antes. Bom treinador que é, não precisava passar pelo que passou. Problemas com Juan, Adriano fazendo o que quer...e Cuca aceitou tudo isto, calado. Até o dia em que foi mandado embora.
Estou quase me convencendo de que o Flamengo não tem jeito. Entra ano, sai ano, e nada muda no clube. Ou melhor, muda o técnico, quase sempre. É muita politicagem, muita gente querendo aparecer e pouca seriedade no comando de um dos mais importantes clubes do futebol brasileiro.
Wágner Mancini vem aí. E vai precisar de sorte. A caixinha de surpresas chamada Flamengo pode querer mudar à qualquer momento. E vão mudar o técnico, como sempre.
Nada mais inseguro do que ser treinador de um time de futebol brasileiro.
Quando se chega à Série A, imagina-se que você está entre os melhores. Por aqui, imagina-se que na primeira derrota, você deve ser trocado.
Por isso, em 10 rodadas, o Brasileirão já demitiu 9 treinadores.
Atlético-PR, Fluminense, Náutico (duas vezes), Palmeiras, Santos, São Paulo e Sport já trocaram seus técnicos.
Só nesta rodada, caíram três.

Márcio Bittencourt deu lugar à Geninho no Náutico. Um time que troca de treinador duas vezes em 10 rodadas não merece respeito. Tem grandes chances de ser rebaixado. Aliás, ainda erraram na escolha do nome...acho pouco provável que Geninho fique até o fim da competição.
Carlos Alberto Parreira deu lugar (a princípio) à Vinicius Eutrópio no Fluminense. Perdida como sempre, a decisão da diretoria não parece ser definitiva. E depende, muito, dos desejos da Unimed e do início do novo treinador. Que já mostrou capacidade, mas que ainda não me parece pronto para tanta pressão.
Por fim, Vágner Mancini deixa o Santos ainda sem treinador. Depois do ótimo início na Vila Belmiro, Mancini sofreu com problemas internos e não conseguiu controlar a equipe no Brasileirão. Esperava mais dele. Com ótimos treinadores no mercado, ele não resistiu. Muricy Ramalho é o mais cotado para assumir o Peixe.
E a degola não vai parar por aí. Na próxima rodada, já deve ter mais gente caindo. Silas e Tite estão entre os concorrentes mais fortes.
Quem será a próxima vítima?
PS: malandro é o Nelsinho Baptista, que está de malas prontas para o Japão.
A torcida do Vitória já andava mal acostumada. Mas o time, parece aos poucos, perder o encanto do início e "voltar ao normal". Ontem, mais um jogo chato do Brasileirão. 0 a 0 de poucas (para não dizer nenhuma) emoções no Barradão, contra o já desanimado Sport.
Sem Marquinhos e Dinei (que pode estar de saída), o Vitória mostrou o que já vinha sendo colocado por aqui. É um ótimo time, quando joga completo. Mas não é um elenco. A falta de um jogador, faz muita falta ao time. E assim, faltou criatividade, velocidade e qualidade para chegar à vitória. O Sport, que não quer nada com a dureza mesmo, apenas se postou defensivamente e esperou o juiz apitar o fim do jogo.
O Vitória, lentamente, cai na tabela. Nada que diminua o ótimo trabalho da diretoria e do técnico Wágner Mancini. É um time interessante, e que ainda vai dar muito trabalho. Mas aos poucos, é perceptível, que imaginá-los na Libertadores, era sonhar alto demais. E o Sport, que não tem nada com isso, já tem vaga garantida. Pode se dar ao luxo de "brincar".
A dança dos técnicos começou cedo no país este ano. Na Primeira Divisão, já existe a primeira vítima. É Wágner Mancini, que substituiu Mano Menezes no comando do Grêmio, e não durou mais do que 6 partidas. Ele foi demitido ontem, depois da vitória magra e pouco convincente, por 1 a 0, sobre o Jaciara, na abertura da Copa do Brasil.
A diretoria gremista mostrou-se insatisfeita com as atuações do time até então na temporada, comprovando o que eu havia dito em post passado, e fui criticado. O Grêmio vencia, mas não convencia. Culpado? Com certeza, Wágner é o menos. O time gaúcho perdeu peças importantes, a principal delas o meia Diego Souza. Contratou mal. Para se ter uma idéia, a melhor contratação foi Roger, dispensado pelo Corinthians, e desprezado por todos os outros clubes do país.
Sem time, é impossível cobrar trabalho. Wágner é bom treinador, ainda jovem, e deve ter um bom futuro pela frente. No entanto, o imediatismo dos grandes clubes, o impediu de fazer o que mais sabe: montar, aos poucos, um time coeso e competitivo. Não é com ele no banco, e com este elenco à disposição, que o Grêmio vai encantar. Já era de se esperar que não conseguiria mais do que isto.
O provável substituto é Celso Roth. Péssima troca. Treinador ultrapassado e retranqueiro. Pobre torcedor gremista.