A pressão foi grande demais. Maior do que a prancheta de Joel Santana podia suportar. A frase acima, foi retirada do divertidíssimo Twitter do treinador (fake, é óbvio), que brinca com o inglês de Joel.

Não foi apenas a barreira linguística que o técnico teve que enfrentar. Joel teve, em mãos, um material humano dos piores. Não havia como fazer milagres com aquele grupo. E ele quase fez, levando a equipe às semifinais da Copa das Confederações, mesmo que aos trancos e barrancos.
Num elenco franco, onde jogadores médios se acham a última bolacha do pacote, como Benny McCarthy, Joel teve dificuldades para tirar o algo mais. Teve que montar uma equipe defensiva e deixar a responsabilidade para os melhores jogadores do time, como os meias Modise e Pienaar.
Ao todo, 14 derrotas em 27 jogos. Desempenho péssimo. Mas que dificilmente melhorará devido à troca de comando. Com o apoio maciço da torcida, o time pode até chegar à segunda fase do Mundial, se der sorte de cair em um grupo fraco. Mas será tarefa quase impossível.
Mais do que tudo, Joel tentou vencer a barreira linguística sem problemas. Deu entrevistas em inglês e aguentou gozação de toda parte com o melhor bom-humor. E agora, na reta final, terá que assistir a Copa pela TV.
A melhor opção para a África do Sul é Parreira. Não que ele vá fazer milagre. Muito pelo contrário. Mas há menos de um ano do Mundial é melhor apostar em alguém que já conhece a maioria dos jogadores e a estrutura do futebol no país.
Já Joel, rapidinho arruma emprego em algum time carioca. Provavelmente, no primeiro que resolver mudar de técnico.
Nada mais inseguro do que ser treinador de um time de futebol brasileiro.
Quando se chega à Série A, imagina-se que você está entre os melhores. Por aqui, imagina-se que na primeira derrota, você deve ser trocado.
Por isso, em 10 rodadas, o Brasileirão já demitiu 9 treinadores.
Atlético-PR, Fluminense, Náutico (duas vezes), Palmeiras, Santos, São Paulo e Sport já trocaram seus técnicos.
Só nesta rodada, caíram três.

Márcio Bittencourt deu lugar à Geninho no Náutico. Um time que troca de treinador duas vezes em 10 rodadas não merece respeito. Tem grandes chances de ser rebaixado. Aliás, ainda erraram na escolha do nome...acho pouco provável que Geninho fique até o fim da competição.
Carlos Alberto Parreira deu lugar (a princípio) à Vinicius Eutrópio no Fluminense. Perdida como sempre, a decisão da diretoria não parece ser definitiva. E depende, muito, dos desejos da Unimed e do início do novo treinador. Que já mostrou capacidade, mas que ainda não me parece pronto para tanta pressão.
Por fim, Vágner Mancini deixa o Santos ainda sem treinador. Depois do ótimo início na Vila Belmiro, Mancini sofreu com problemas internos e não conseguiu controlar a equipe no Brasileirão. Esperava mais dele. Com ótimos treinadores no mercado, ele não resistiu. Muricy Ramalho é o mais cotado para assumir o Peixe.
E a degola não vai parar por aí. Na próxima rodada, já deve ter mais gente caindo. Silas e Tite estão entre os concorrentes mais fortes.
Quem será a próxima vítima?
PS: malandro é o Nelsinho Baptista, que está de malas prontas para o Japão.
Notícia de última hora. Carlos Alberto Parreira não é mais o técnico do Fluminense. Foi demitido, depois da derrota em casa, ontem, para o Santo André por 1 a 0. O Flu, ocupa uma posição na zona de rebaixamento, neste momento.

O trabalho de Parreira foi fraco. Apostava muito nele, mas simplesmente não deu liga no Fluminense. Em nenhum momento, o caro treinador empolgou. E é justa a sua demissão. Aliás, Parreira já disse que agora deve se dedicar à família, principalmente a neta. E dificilmente conseguiria emplacar algum clube no Brasil nos próximos meses.
O que fica para o Flu, é uma situação delicadissima. Dizem que vão atrás de Muricy Ramalho. Duvido muito que o atual tricampeão brasileiro entre nesta furada. Não que o time seja péssimo. Tem até peças interessantes. Mas falta opções e a defesa...
Não sei qual o plano B dos cariocas. Mas aposto em um nome para assumir o time: Wanderley Luxemburgo. É um técnico com o perfil da Unimed, é do Rio de Janeiro e está desempregado. Anotem e me cobrem. Não é informação. É palpite.
Em tempo: Geninho é o novo técnico do Náutico. Quanta criatividade!
O Brasileirão começou diferente. Mas na terceira rodada, já tem time mudando de treinador. É pouco, já que a tradicional média é de um por rodada. Mas muita gente vai perder o emprego nas próximas semanas. Quer apostar?

Nelsinho Baptista perdeu a paciência e resolveu entregar o cargo no Sport. Não deixou muito explícitos os motivos de sua saída. Certamente, problemas internos. Não é possível saber, porém, se com a diretoria ou com jogadores. Infelizmente, há mais coisas estranhas no futebol do que julga nossa vã filosofia.
Na cola dele, também deve sair Paulo Baier. Bom jogador, que de fato não tem rendido. E que é colocado pela imprensa como causador da saída do técnico. Com isso sofrerá grande pressão. Nelsinho era querido pelos torcedores do rubro-negro.
E com razão. 1 ano e meio. Três títulos. Entre eles, a inédita Copa do Brasil. Nelsinho fez um ótimo trabalho. E o futuro do Sport, sem ele, é desanimador. O mundo do futebol dá voltas. Às vezes, rápidas demais.
E o segundo técnico a cair não deve demorar. O palpite da maioria é Carlos Alberto Parreira. A Unimed pressiona a diretoria do Flu para trocar de treinador. Querem Renato Gaúcho. Quanta criatividade!
Lá vem mais um Brasileirão. E uma brincadeira nada engraçada para a torcida do Fluminense.
Pra variar, só se fala em Ronaldo. Mais um jogo (o primeiro diante da torcida, o primeiro como titular) mais um gol salvador, e o Fenômeno entra de vez na lista dos grandes atacantes do momento no futebol brasileiro. Impossível negar.

Desta vez, Ronaldo esteve em campo por 78 minutos. E jogou bem. Poderia ter ficado o jogo inteiro, segundo Mano Menezes. Mas não precisava. Ele já havia feito o que se esperava dele. No primeiro tempo, uma atuação até apagada. Ronaldo apareceu apenas no gol que perdeu, após passe de André Santos. Já havia, a esta altura, dado um belo chute de fora da área, uma das novas facetas do craque. De longe, ele viu o São Caetano abrir o placar. Mas pouco depois, também em chute de fora da área, viu o companheiro André Santos empatar o jogo. Voltou para o segundo tempo com a mesma motivação de sempre. E resolveu o jogo, batendo de primeira, após deixadinha de Jorge Henrique. 2 a 1. E muita festa, como era de se esperar. Ronaldo segue evoluindo. Joga de forma diferente, mas não menos eficiente. E vai melhorar ainda mais com o decorrer dos jogos. Porém, é preciso cuidado. Ser poupado, em algumas partidas, não será nada traumático nem ruim para o Fenômeno. Quem vai sofrer com isto, pelo contrário, é o seu "reserva", Souza. Coitado...
Já o Palmeiras, mais uma vez foi à campo com time misto. E tropeçou novamente. Desta vez, ficou no empate por 1 a 1 com o Ituano, o que pouco interessa. A gordura, porém, já está queimada. O Corinthians está há um ponto de distância. Vale destacar que depois de contar com a sorte das bolas na trave no jogo contra o Santos, o feitiço virou contra o feitiçeiro. E o apagado time alvi-verde viu o Itu mandar quatro bolas na trave durante o jogo. Resultado injusto.
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O Fluminense estreou o técnico Carlos Alberto Parreira. Mas o futebol, continuou aquele pequenino, da Taça Guanabara. Porém, fez o que importa no momento. Venceu o Volta Redonda, de Júnior Baiano (ele mesmo! autor do gol) por 2 a 1. Com dificuldades, é verdade. Ainda desorganizado, o time da capital teve dificuldades para marcar os gols com Thiago Neves e Conca. Ainda perdeu ótima oportunidade com Maicon. Ainda com dois volantes, Parreira sabe que o time vai mudar e muito a partir de domingo, com a entrada de Fred. E aí sim, começará a ter a cara que o treinador deseja para a sequência da competição.
Em Volta Redonda, o Flamengo não teve dificuldades para vencer o Duque de Caxias. Resolveu o jogo quando quis e teve tempo para assistir uma pequena reação do adversário, que em nenhum momento ameaçou. Com Leonardo Moura se saindo muito bem no meio-campo, e provavelmente saindo também do clube no meio do ano (após o jogo ele revelou ter proposta do CSKA, de Zico), o time não teve dificuldades para marcar os gols. Que saíram naturalmente. 4 a 0 com facilidade. Destaque para as cobranças de falta, com Juan e Léo. Depois, no entanto, Ibson foi expulso e o time parou de jogar. Viu a reação do adversário, que marcou duas vezes. No entanto, vitória fácil, em campeonato sem graça. O Flamengo estará nas semifinais, junto com Vasco, Botafogo e Fluminense. Falei.
Renê Simões não é mais o técnico do Fluminense. Não resistiu à campanha irregular no início da temporada, e principalmente ao futebol ruim apresentado pela equipe nas partidas até aqui. Em nenhum jogo do ano, o Fluminense encantou, jogou bem, deu esperanças.
Apesar de um currículo humilde, com trabalhos interessantes mas poucas (ou nenhuma) conquista relevante, Renê é bom técnico. Precisa pensar porém, o que quer da carreira. Se quer continuar buscando trabalhos interessantes ou se quer de fato buscar títulos. Tem potencial para tal, mas não parece ter muito interesse.

Para o seu lugar, o Fluminense finalmente consegue convencer um grande treinador a voltar aos trabalhos. Carlos Alberto Parreira será o substituto. Treinador sério, competente e principalmente respeitadíssimo. Parreira terá um ótimo elenco nas mãos, apesar de algumas carências, que com certeza ele lutará para terminar. Tem tudo para fazer um trabalho brilhante à frente do Flu. E assim poderá, finalmente, apagar a péssima impressão que deixou após a Copa de 2006. Eu acredito.
E você, aprova a contratação de Parreira?
O Santos anunciou definitivamente a contratação do técnico Cuca. Bom? Só para o Santos. Ganha um treinador da primeira linha no futebol brasileiro. E que sabe montar times, mesmo com pouco investimento. Que conhece o futebol brasileiro e que sabe onde se reforçar.
Para Cuca, a escolha é péssima. Ou alguém acha que hoje, Cuca tem condições de ser campeão no Santos? Se fosse para montar times médios e lutar por espaço, seria melhor permanecer no Botafogo. Mas era o próprio Cuca que se pressionava, decepcionado por não conquistar os títulos.
O principal problema para o novo técnico santista, é a costumeira falta de paciência da diretoria do alvinegro praiano. E Cuca vai precisar de tempo.
Já o Inter segue atrás de um treinador. Já procurou Paulo Autuori, Muricy Ramalho e Carlos Alberto Parreira. Nenhum deles acertou. Ney Franco e Dorival Júnior, com mais chances para o segundo, são os mais cotados no momento. Mas a diretoria do colorado está disposta a esperar uma ou duas semanas, para ver se algo melhor aparece no mercado.
Enquanto isto, o São Paulo resolveu prestigiar Muricy. Por que? A resposta é simples. Não há no mercado técnicos qualificados desempregados. Paulo Autuori era um sonho da diretoria, mas o técnico não vai conseguir sair do futebol árabe.
E assim segue a dança das cadeiras. Já são 7 times mudando de técnico em 4 rodadas.