Até 2014, a Seleção Brasileira pode mudar muito. É possível que algum jogador que hoje nem seja conhecido pela grande maioria, esteja entre os titulares. É muito provável, porém, que alguns destaques do ótimo time Sub-20, estejam no grupo que vai disputar o próximo Mundial.

Hoje (ou ontem, como preferirem) o time de Ney Franco confirmou a vaga na decisão do Mundial da categoria. Pela segunda vez consecutiva, o Brasil chega à final da competição. Na última vez, derrota para Gana nos penaltis, de um time que tinha Ganso e Giuliano como principais jogadores.
Contra o México, o Brasil teve enormes dificuldades e fez um jogo parelho, decidido apenas nos minutos finais.
No primeiro tempo, o time de Ney Franco tinha a bola mas não conseguia ameaçar. Oscar seguia sendo a principal referência técnica, contando com o apoio sempre fundamental de Casemiro. Mas faltava movimentação incisiva e acerto no passe final. O México, retraído, tinha as melhores oportunidades e chegou a ter um gol bem anulado no último minuto da primeira etapa.
No segundo tempo, os adversários adiantaram a marcação e dificultaram o jogo do Brasil. Os problemas defensivos, principalmente na esquerda com Gabriel Silva eram claros. Ney Franco demorou a mexer e por pouco não colocou o resultado em risco. Não fosse mais uma ótima atuação de Gabriel, os mexicanos teriam aberto o placar com pelo menos duas ótimas chances.
Quando Ney Franco resolveu mexer, acertou em cheio e definiu o confronto. Alan entrou na lateral direita organizando o sistema defensivo e liberando Danilo. E Dudu entrou endiabrado mais uma vez pelo lado esquerdo, partindo para cima e incendiando o jogo. O Brasil cresceu e chegou ao gol com Henrique, que faz Mundial irrepreensível. Pouco depois, ampliou novamente com o atacante, artilheiro da competição com 5 gols ao lado do espanhol Vásquez.
Na final, o Brasil vai pegar Portugal. Que não levou um gol sequer até aqui. Ney Franco vai precisar de um time com boas alternativas ofensivas. Negueba e Dudu, mais velozes e que tem entrado bem, merecem uma oportunidade entre os titulares. Principalmente porque Coutinho, principalmente, não faz grande Mundial.
Independente do resultado final, é preciso ressaltar o trabalho que vem sendo feito nas categorias de base da seleção. Duas finais de Mundial seguidas não pode ser obra do acaso.
E apesar do momento negro do time principal, olhando para o futuro o Brasil pode encontrar o seu caminho certo para 2014.
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O Barcelona joga o futebol mais agradável do planeta no 4-3-3. Com quase os mesmos jogadores, e algumas mudanças, a Espanha ganhou a Copa e tem a seleção mais forte do momento no 4-2-3-1. O que isto significa? Que não há fórmula do "futebol perfeito". É preciso adaptar sistema de jogo a jogadores disponíveis. Bem mais fácil do que o caminho inverso.

Quando chegou à Seleção Brasileira, Mano Menezes assumiu o 4-2-3-1 como seu sistema de jogo. Interessante, porém engessante. Ney Franco seguiu pelo mesmo caminho, possivelmente a pedido de Mano. Seleções principais e sub-20, sofrem muitas vezes com a falta de alternativas para um sistema que não pensa nos jogadores que tem à disposição.
Na segunda partida do Mundial Sub-20, hoje, Ney Franco fez duas mudanças no time. Alex Sandro assumiu seu posto de titular na lateral esquerda (machucando-se novamente logo no início e dando lugar outra vez a Gabriel Silva). Alan Patrick perdeu a vaga na equipe para a entrada de Henrique.
A equipe que se desenhava no 4-2-2-2 com William José e Henrique no ataque não aconteceu. Ney Franco manteve o 4-2-3-1, deslocando Wlliam para a meia direita.
Assim como em outras oportunidades, o time sentiu. Faltou movimentação, fluência, naturalidade. Embora fosse muito superior tecnicamente, o Brasil tinha dificuldades para furar o bloqueio da Áustria.
Quando Oscar saiu do gesso e se aproximou de Philippe Coutinho, a tabela rápida deixou Henrique na frente do gol para abrir o placar. Simples e explorando o que a equipe tem de melhor.
Henrique melhorou a movimentação ofensiva, se apresentando bem como único atacante. William José, porém, ficou escondido, aparecendo somente quando saía da meia direita e fazia o papel que sabe fazer: de centro-avante.
O segundo gol marcado por Philippe Coutinho logo no início da etapa final deu a tranquilidade que o time precisava para jogar melhor. O meia da Inter passou a se entender melhor com Oscar e o time a se soltar. Em jogada de Coutinho, o fundamental Casemiro apareceu a frente e deu ótimo passe para William José ampliar.
A vitória convincente anima e deve tirar a pressão que a equipe de Ney Franco vinha sofrendo. Porém, é preciso perceber que as peças do momento não facilitam para o 4-2-3-1. Se não quiser o 4-2-2-2, Ney Franco tem outras possibilidades. Um 4-3-2-1, com Galhardo na lateral direita e Danilo no meio deixando Henrique como atacante também pode ser alternativa interessante.
O importante é que é preciso desapegar de alguns conceitos para seguir em frente. A seleção sub-20 tem muita qualidade e pode fazer ainda mais na competição.
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O Brasil estreou ontem a noite no Mundial Sub-20. Sem seus dois principais jogadores (Lucas e Neymar), Ney Franco teve tempo para preparar a equipe e ainda assim, tem ótimos valores no grupo. Danilo é titular absoluto do Santos e fez ótimo primeiro semestre. Casemiro também é peça fundamental do São Paulo. Oscar ganha cada vez mais importância nas escalações do Internacional. E Philippe Coutinho, embora não jogue com regularidade, pertence à Inter de Milão e isto diz muito.

Em campo, porém, o Brasil voltou a mostrar as mesmas dificuldades do Sul-Americano. Sem o brilho de Neymar, elas ficaram ainda mais evidentes. A articulação era problemática, com pouca movimentação no 4-2-3-1. Oscar ficou muito preso ao lado direito, Alan Patrick ao esquerdo. Casemiro tinha que sair para auxiliar e deixava enorme espaço atrás. William José sentiu dificuldades no posicionamento como único atacante.
Apesar disto, o início de jogo foi animador. O Brasil se aproveitou da pouca experiência e de um Egito que ainda se organizava em campo para adiantar a marcação e pressionar. Destacando-se nas cobranças de bola parada muito bem trabalhadas, insistiu até Danilo abrir o placar de cabeça.
Com o gol, o Brasil diminuiu o ritmo. O Egito passou a tentar jogar também e viu que era possível atacar. Sempre em velocidade, com passes verticais e ótimo aproveitamento, o adversário passou a incomodar. O Brasil não conseguia segurar a bola no campo ofensivo e foi pressionado até Gaber empatar o jogo, aos 25.
Assustado com o potencial do adversário, o Brasil passou a tentar acalmar o jogo. Esperava que o brilho individual resolvesse. Mas faltava Neymar. Os egípcios ameaçavam nos contra-ataques em uma defesa que ainda se mostra insegura.
Na etapa final, Ney Franco tentou criar um fato novo dando velocidade ao time com Negueba e Dudu. Embora atacasse mais e jogasse melhor, porém, foram poucas as oportunidades do Brasil que terminou o jogo recebendo merecida vaia.
A estreia decepcionante não pode desanimar a equipe. São bons valores e condições de brigar pelo título. Sem Neymar, porém, a equipe precisa funcionar melhor como time. Ney Franco teve tempo para isto, e seu trabalho precisa aparecer.
Ainda é cedo. Mas o Brasil tem muito a melhorar.
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Mesmo jogando menos do que podia e decepcionando em alguns momentos, não restam dúvidas: ninguém jogou mais do que a Seleção Brasileira no Sul-Americano sub-20. Campanha fechada com chave de ouro. Goleada sobre o Uruguai, vaga no Mundial, nos Jogos Olímpicos e o título que fica em boas mãos.

No duelo derradeiro da competição, o Brasil encarou um Uruguai fechado e disposto a segurar o empate que lhe garantiria o título. Mais solto, provavelmente por estar muito perto da vaga nas Olimpíadas, o Brasil não teve dificuldades para superar a defesa adversária. Como nos melhores momentos no campeonato, na individualidade e no talento.
Com Oscar novamente muito tímido (para este que vos escreve, a grande decepção do time de Ney Franco), coube a Lucas juntar-se a Neymar novamente como principal jogador da equipe. E dos pés do meia do São Paulo saíram as principais jogadas do Brasil. Além de marcar três gols (um deles muito belo), participou de outros dois diretamente.
No fim, o acachapante placar de 6 a 0 fez justiça a um time que se mostrou muito superior não só ao Uruguai, vice-líder da competição, como a todos os outros adversários.
O Brasil de Ney Franco que decepcionou taticamente, mostrou bons talentos individuais. Como de costume, uma minoria vingará na seleção principal. Bruno Uvini, o zagueiro e capitão que se lesionou gravemente na reta final, pode virar. Casemiro mostrou evolução ao longo da competição e provavelmente será peça fundamental no São Paulo. Lucas, seguirá o mesmo caminho. E Neymar...bem, Neymar é um capítulo a parte. Já é realidade e provou isto com o recorde de gols brasileiros na competição.
Depois de muito mistério, longas negociações, muitas possibilidades, a CBF anunciou o seu novo "coordenador da base", que será responsável por gerir e observar as seleções de base e também treinar o time sub-20 (que será responsável por levar o Brasil às Olimpíadas). E o escolhido foi Ney Franco, técnico do Coritiba, que assumirá após o fim do ano.

Ney Franco é um grande treinador. Competente, sereno, sério e muito profissional. Fez trabalhos muito interessantes na carreira, principalmente quando apostou em jovens. Aprendeu na base do Cruzeiro a selecionar bons garotos. Manteve o trabalho no Ipatinga, com resultado brilhante. E daí em diante, colecionou campanhas de bom nível.
Este ano, mostrou hombridade ao permanecer no Coritiba após o rebaixamento. E está no caminho certo para trazer o time de volta à Série A. Um caso raro e muito interessante.
Ney será braço direito de Mano. Futuramente, o esquerdo também. A renovação tão prometida pela CBF e pelo novo técnico passará diretamente pelas mãos de Ney Franco.
Que tem competência para o posto e sabe o que fazer. A CBF mais uma vez, parece ter acertado na mosca. Sorte dos novos talentos do país. Com Ney Franco, fica a certeza que eles serão reconhecidos e bem trabalhados.
Coritiba, 15º colocado. Cinco pontos acima da zona de rebaixamento. Duas vitórias e apenas uma derrota nos últimos cinco jogos.

Botafogo, 18º colocado. Afundado na zona de rebaixamento. Onze jogos sem vencer no Brasileirão.
E ainda há quem diga que Ney Franco era culpado da "má fase" do Botafogo. A diretoria acreditou, e nada é tão ruim que não possa piorar.
Com Estevam Soares, o Botafogo não encontrou seu caminho. Segue sendo um time lento, chato e que não demonstra vontade. Tem problemas nas mesmas posições: a lateral esquerda, a meia e o ataque. Mudou pouco em relação ao time do antigo treinador. E piorou consideravelmente sua condição na tabela. Com Ney Franco, o Botafogo não ia bem, mas permanecia fora da zona perigosa.
Enquanto isto, Ney Franco seguiu sua vida. Aceitou o interessante desafio do Coritiba. Um bom time, que não merecia a posição que estava. E ainda não merece. Mas que cresce à cada rodada. Que soma pontos e anima seu torcedor para as próximas rodadas.
Ney Franco é um bom treinador. E esta é apenas mais uma prova que a cultura de demitir o treinador nem sempre dá certo. E que está bem longe de ser a melhor opção sempre.
O Botafogo não brigaria pelo título se tivesse mantido Ney. Nem faria isto com treinador algum do mundo e este elenco. Mas poderia viver momentos mais tranquilos nas últimas rodadas do Brasileirão.
E Estevam Soares...de possível grande técnico da competição, colocou sua cabeça à prêmio e pode voltar a estaca zero. Errou na gestão da carreira. Mas também tem suas qualidades.
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O balanço da 18ª rodada mostrou que os treinadores brasileiros estão, cada vez mais, próximos do caos. Só nesta segunda-feira, foram demitidos três técnicos: Ney Franco, no Botafogo; Renê Simões, no Coritiba; e Paulo César Carpegiani, no Vitória. Ao todo, agora, são 18 técnicos demitidos, em 18 rodadas do Brasileirão. Só oito times, tem o mesmo técnico desde o início. A lista deve cair para sete nos próximos minutos...

Antes de analisar a situação dos times, é importante notar, como venho dizendo seguidamente aqui no blog, a falta de criatividade dos cartolas brasileiros. 12 dos 20 times já trocaram de técnico. Mas dos 20 técnicos que começaram o Campeonato Brasileiro, 13 seguem trabalhando no Campeonato Brasileiro. O técnico que é demitido de um time hoje, pega o emprego de outro amanhã. E assim a roda segue.
A solução? Seria bancar para técnicos a mesma regra que para os jogadores. Comandou o time em mais de 7 partidas na Série A, não pode ir para outro. Assim, os times pensariam duas ou três vezes antes de demitir um treinador. E quando o fizessem, buscariam novas soluções, colocando gente nova no mercado.
Mas como duvido que isto aconteça, porque a classe dos "treinadores de ponta" é muito forte, vamos aos times que mudaram o comando desta vez.
O Botafogo cometeu um erro gravíssimo. Ney Franco era o menos culpado pelo momento do time. É ótimo treinador e fazia um trabalho que pode ser considerado bom, com o elenco que tinha em mãos. Vale lembrar que há algumas rodadas, o Botafogo conseguiu emplacar seis ou sete jogos sem perder. Mas é mais fácil demitir o técnico do que dispensar André Lima. Como se não bastasse estragar o seu campeonato, o Botafogo ainda pode destruir a competição para outro time. Estevam Soares, do Barueri, deve ser o novo técnico do Bota. Por isso, minha lista caiu para sete, no começo do texto. Uma pena para o pequeno time paulista, que fazia bela campanha e terá dificuldades imensas para achar outro treinador tão bom quanto no mercado.
Já o Coritiba, se deu bem. Mandou embora um Renê Simões que parecia não saber o que fazer. O time do Coxa é bom e não merece o lugar que ocupa no momento. Além disso, o time ganha um ótimo comandante para seu elenco. Ney Franco é agregador e sabe montar um time. Tem tudo para dar certo. E meu palpite é que ele ainda termina o campeonato à frente do Botafogo. Mas os cartolas são muito inteligentes, nem vão ligar...
Por fim, o Vitória foi outro que errou feio. Carpegiani tinha arrumado o time. Levou o Vitória à liderança em uma rodada e ao G-4 na maioria delas. E fazia um belo trabalho. Mas o elenco é fraco e faltam opções. Não é um time para ser campeão. Quando oscila pela primeira vez, o foice passou e levou a cabeça do bom treinador. Vágner Mancini é a única opção aceitável. Pelo menos, ele conhece grande parte do elenco e pode manter o bom nível do trabalho que vinha sendo realizado. Qualquer outra escolha será um erro fatal.
Um dos maiores símbolos do atual time do Botafogo, o volante Túlio acertou ontem a recisão de contrato com o clube carioca. É mais um jogador livre para a próxima temporada. Dizem que interessa à Corinthians e Internacional.
Vale lembrar que o Botafogo já havia perdido Carlos Alberto. E que muito provavelmente não terá Lúcio Flávio, que já admitiu ter propostas e interessa à Corinthians, Cruzeiro, Santos, Fluminense e Vasco.
Com isto, os tres meio-campistas que formaram a base no melhor momento do Botafogo no Brasileirão, estão fora do ano que vem. Sem dinheiro, Ney Franco terá muito trabalho para remontar um time forte. E podem ter certeza: ele será o principal cobrado pelos resultados dentro de campo. A tarefa será das mais difíceis.
PS: Por falar em Túlio, o outro ídolo do Botafogo, o Maravilha, acabou dispensado do Goiás. Problemas políticos com a diretoria. É o mal de ter um "jogador-político". Faltam ainda pouco menos de 240 gols para o mil. Mas ele promete que não vai parar antes de marcar. O provável destino: Atlético-GO. Mas não duvidem se ele pintar no Bota...
EDITADO: Não sei onde estava com a cabeça quando escrevi este PS. Túlio Maravilha foi dispensado pelo Vila Nova de Goiás. E na verdade, faltam pouco menos de 140 gols. Já está difícil, ainda tirei 100 gols do rapaz. Obrigado ao amigo Daniel Reiner, que percebeu o erro e comentou. Não vou apagar seu comentário Daniel, pelo contrário. Desculpem o "desleixo".
O incrível Botafogo de Ney Franco, segue fazendo bonito no Brasileirão. Ontem, venceu mais uma, a quinta seguida, e agora fora de casa. 1 a 0 contra o Sport, que faz no Brasileirão o que Renato Gaúcho queria que o Fluminense fizesse.
Não foi a melhor partida do Bota nas últimas rodadas. Pelo contrário. Mas o Sport também não foi bem. E a falta de eficiência de ambas as equipes tornou o jogo muito chato. Estava na cara que quem marcasse, dificilmente sofreria um revés. E Jorge Henrique, que vive um momento sensacional, fez o gol que deu a vitória e um lugar no G-4 para o Botafogo.
O Sport não se preocupa. Já tem vaga na Libertadores, e não é candidato ao rebaixamento. Graças ao péssimo desempenho de alguns outros, diga-se de passagem. Enquanto isto o Botafogo vai subindo. Nos últimos 10 jogos, apenas 1 derrota e 2 empates. Belo retrospecto de Ney Franco. Se a diretoria tivesse acertado antes de contratar Geninho, os cariocas poderiam estar na disputa pelo título. Porém, ainda tenho minhas dúvidas se a ótima fase perdurará por muito tempo. Mas, de fato, os botafoguenses vão ter motivos para comemorar no fim da competição.
74% de aproveitamento. É o que tem Ney Franco, no comando do Botafogo até agora. Não sei se o time seria o líder, caso o técnico estivesse no Bota desde o início. Mas é bem provável que estivesse pelo menos entre os quatro primeiros. Ontem, venceu o Palmeiras por 1 a 0. Ótimo jogo. Talvez o único grande jogo do domingo. E excelente resultado para os cariocas, que entram em definitivo na briga.
Com Leandro Guerreiro na vaga de Carlos Alberto a impressão era de que o Botafogo estava disposto a se cuidar na defesa. Ledo engano. O time buscou o resultado positivo durante toda a partida contra o Palmeiras. E acabou premiado, com o gol de Zé Carlos, outrora criticado. É um time que pode trocar as peças mas os jogadores parecem saber o que fazer. Poderia, inclusive, marcar mais vezes. Principalmente porque Gil teve boas chances. O Palmeiras também levou perigo, principalmente com Evandro. Mas em nenhum momento, fez pensar que o empate pudesse ser um resultado justo.
O Botafogo deixou o campo falando em título. Improvável. Mas com a arrancada no fim do turno, já é possível tentar imaginar quem vai parar o time da estrela solitária. Uma vaga no G-4 é totalmente imaginável. Já o Palmeiras, viu novamente a zaga bater cabeça. Luxemburgo viu Valdívia tomar mais um cartão bobo e ser suspenso. Prometeu medidas mais severas. É preciso cuidado nesta relação. O chileno é essencial para o time, cheio de concorrentes na disputa por uma vaga no G-4. É possível pensar em título, mas é preciso cuidar do clima no Parque Antártica. Durante todo o turno, o Palmeiras me pareceu uma bomba prestes à explodir.
O Botafogo de Ney Franco segue surpreendendo e subindo na tabela, no Campeonato Brasileiro. Ontem, voltou a vencer, mesmo jogando fora de casa. E mesmo tendo no elenco um Carlos Alberto, que aos poucos mostra o mesmo descompromisso de outrora.
Com um jogador ao menos desde os 25 minutos de jogo (adivinhem quem foi expulso!) o Botafogo teve dificuldades. Mas venceu o desafio, mostrando as qualidades e a eficiência do trabalho do treinador. Seguro na defesa, o Bota pode atacar. E surpreendeu com um homem surpresa que ganha destaque a cada rodada. Túlio, mais uma vez marcou (pela terceira rodada consecutiva). Desta vez, um belíssimo gol, diga-se de passagem. Thiaguinho marcou o outro. Rafael Coelho ainda descontou para o Figueira, que não ameaçou a vitória dos cariocas.
O Figueirense vai ficar nesse perde e ganha. Cravar seu lugar no meio da tabela é suficiente para as pretensões, que podem ainda almejar uma vaguinha no final dos classificados para a Sul-Americana. Já o Botafogo, com 4 vitórias e 1 empate nos últimos 5 jogos, pode sonhar sim com uma vaga na Libertadores. Os últimos jogos, provam que é possível.
Nenhuma dificuldade. Foi o que enfrentou o Botafogo, mesmo jogando no Paraná. Goleou o Atlético-PR, por 3 a 0, como quis. Não fosse Gallato, o prejuízo poderia ter sido ainda maior. Em nenhum momento do jogo, o Furacão deu um soprinho sequer.
Com mais uma ótima atuação da dupla Jorge Henrique e Lúcio Flávio, o Botafogo mostrou facilidade para decidir a partida. Mostrou que dispensar Ney Franco, talvez não tenha sido a mais inteligente das idéias, para o Atlético. E goleou. Os três gols, marcados por Lúcio Flávio (de penalti), Jorge Henrique e Túlio (de novo) colocam o Botafogo á cinco pontos do G-4. A goleada, poderia ser ainda maior. O time ainda tem saudades do Wellington Paulista dos primeiros meses do ano.
No Atlético, Roberto Fernandes não deve durar. O problema é: substituí-lo por quem? Não seria mais correto buscar jogadores de verdade? Salvo poucas peças, o time é muito fraco. Já o Botafogo, mostrou que escolheu muito mal, quando trouxe Geninho. Rodadas preciosas. O trabalho de Ney Franco surtiu efeito rapidamente. Sonhar com a Libertadores, já não é nenhuma utopia para o Bota.
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A rodada de domingo do Brasileirão favoreceu os times que estavam por baixo na tabela. Apenas o São Paulo, venceu um time que já estava abaixo na tabela. Inter e Náutico empataram. Nos outros jogos, o time que (pelo menos inicialmente) tinha menos pontos, faturou a vitória. Domingo também dos mandantes, apenas o surpreendente Vitória venceu fora de casa.
Surpreendente não pela ótima campanha. O Vitória já é uma realidade no Campeonato Brasileiro. É impossível não destacar o ótimo trabalho feito por Vánger Mancini e companhia. Mas o resultado sobre o Flamengo é surpreendente e ótimo para o campeonato. A liderança do rubro-negro, ainda líder, para o São Paulo, quinto colocado, é de apenas três pontos. Campeonato que embolou lá embaixo também. Os seis últimos colocados venceram, e apenas 5 pontos separam o lanterna do décimo segundo colocado.
No Maracanã, o Flamengo sentiu a falta de jogadores importantes. Juan, o melhor do time ultimamente. Sem Renato Augusto e Marcinho, faltou qualidade no meio e poder de decisão. O artilheiro do time vai fazer muita falta. E o Vitória aproveitou. Não apenas a má partida do Flamengo, como também o erro da bandeirinha, que anulou gol legal de Diego Tardelli. A história poderia ser diferente, mas não cabe ao Flamengo chorar o leite derramado. É preciso reforços e cabeça erguida para o time seguir na frente. A cochilada nas duas últimas rodadas não foi fatal, mas pode ser. E o Vitória mostra que segue firme para brigar em cima.
No Morumbi, o São Paulo chegou à terceira vitória consecutiva. Sem brilho, venceu o Botafogo, por 2 a 1. Destaque para Rogério Ceni, que voltou a marcar depois de três meses. O trabalho de Ney Franco já começa a surtir efeito no Bota, que parece finalmente ter um time. Bons resultados são questão de tempo. Não fossem os gols perdidos por Jorge Henrique, os cariocas poderiam ter saído com um resultado melhor. Para o São Paulo, ao que pesem os desfalques de Hernanes e Alex Silva nos próximos jogos, os comandados de Muricy Ramalho estão definitivamente na briga pelo título.
O Palmeiras voltou a tropeçar e caiu para a sexta colocação. A defesa dormiu no ponto duas vezes em bolas alçadas, suficientes para o Goiás abrir 2 a 0. Porém, ainda no primeiro tempo o time verde limão conseguiu empatar o jogo. Mas outra soneca rápida no segundo tempo, custou um ponto importante ao time de Luxemburgo, que não engrena. Destaque ainda para a expulsão de Kléber, a terceira em apenas 13 rodadas. Ninguém vai fazer nada com o rapaz? Denílson ainda "arrumou" um cartão vermelho após o apito final. O Goiás, cada dia melhor, se prepara, aos poucos para sair da zona de rebaixamento.E o Palmeiras que tem um clássico difícil contra o Santos na próxima rodada, volta a sofrer com a pressão.
Santos que reencontrou a vitória depois de 9 jogos. 1 a 0 suado na Vila, com gol em rebote de penalti de Kléber Pereira. Custou, mas saiu a primeira vitória de Cuca. Importante para o Santos, que mostra potencial para crescer. É preciso, porém, acertar o ataque que erra demais. Sorte que o do Sport erra tanto quanto. Carlinhos Bala abusou do direito de perder chances. E assim, no jogo fraco tecnicamente, o Peixe tenta finalmente começar a nadar na competição.
Nos Aflitos erros de arbitragem e boa fase do Inter. O colorado já é sétimo colocado, ainda sem D´Alessandro. E o Náutico, tropeça mais uma vez em casa. Não vence nos Aflitos há dois jogos, o que preocupa o torcedor. Os dois gols do empate em 1 a 1 foram irregulares. Não existiu penalti sobre Ticão, para o Náutico. E Nilmar estava impedido quando marcou o gol de empate. Terceira rodada seguida com gol de Nilmar, que não machuca e se firma como principal jogador.
Com Morais no banco (incrível!) o Vasco foi derrotado pelo Atlético-PR, por 3 a 1, no Paraná. Se o Atlético é péssimo ofensivamente, se arruma na defesa. Aos poucos, Roberto Fernandes deixa o time com sua cara. Se melhorar no ataque, pode dar trabalho e subir na tabela. Caso contrário, ficará sempre do meio para baixo. Já o Vasco, encontra a sexta derrota na competição. O time é fraco e a diretoria precisa se mexer rápido. Mudar o técnico apenas, não é solução, mas poderia resolver alguns dos problemas.
Por fim, mas não menos importante, o Mineirão foi palco de uma virada importante. Em tarde de protesto da torcida atleticana, o time deu mostras de que o protesto era mais do que justo. Deixou o Coritiba fazer 2 a 0, em apenas 2 ataques no jogo. Mas Petkovic, saiu do banco para resolver o jogo. Deu o passe para o primeiro e marcou o segundo, em penalti sofrido por ele mesmo. Com a expulsão de Rubens Cardoso no início da segunda etapa ficou fácil para o Atlético pressionar até marcar o terceiro gol. Vitória merecida. Mas ainda nada animadora para o time mineiro, que segue na rabeira da zona de rebaixamento.
No dia 30 de maio,
eu postei sobre a demissão de Cuca no Botafogo. Hoje, 40 dias depois, o
Botafogo![[bb]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_tqM-DialF3DKwm4b-srnzMXPJ9KKZ4NvruGc6SwTFLTJyvB5XzHEREScnTkyi59rH-mJ9QamHAimOM=s0-d)
apresentou Ney Franco como novo treinador. 40 dias de puro atraso.
Na época, o Botafogo optou por Geninho que já vinha de um péssimo trabalho no Atlético-MG e eu defendi a opção por Ney Franco.
O Botafogo perdeu tempo, dinheiro e o mais importante: posições na tabela.
Ney tem um trabalho duro pela frente. O elenco do Botafogo não é nenhuma
Brastemp![[bb]](https://lh3.googleusercontent.com/blogger_img_proxy/AEn0k_tqM-DialF3DKwm4b-srnzMXPJ9KKZ4NvruGc6SwTFLTJyvB5XzHEREScnTkyi59rH-mJ9QamHAimOM=s0-d)
. Parece só render com Cuca. Mas precisa render com outro técnico. Ney Franco é capaz, resta saber se a diretoria do Bota terá paciência para esperar.
Até lá, o torcedor da estrela solitária deve continuar sofrendo.
O Santos anunciou definitivamente a contratação do técnico Cuca. Bom? Só para o Santos. Ganha um treinador da primeira linha no futebol brasileiro. E que sabe montar times, mesmo com pouco investimento. Que conhece o futebol brasileiro e que sabe onde se reforçar.
Para Cuca, a escolha é péssima. Ou alguém acha que hoje, Cuca tem condições de ser campeão no Santos? Se fosse para montar times médios e lutar por espaço, seria melhor permanecer no Botafogo. Mas era o próprio Cuca que se pressionava, decepcionado por não conquistar os títulos.
O principal problema para o novo técnico santista, é a costumeira falta de paciência da diretoria do alvinegro praiano. E Cuca vai precisar de tempo.
Já o Inter segue atrás de um treinador. Já procurou Paulo Autuori, Muricy Ramalho e Carlos Alberto Parreira. Nenhum deles acertou. Ney Franco e Dorival Júnior, com mais chances para o segundo, são os mais cotados no momento. Mas a diretoria do colorado está disposta a esperar uma ou duas semanas, para ver se algo melhor aparece no mercado.
Enquanto isto, o São Paulo resolveu prestigiar Muricy. Por que? A resposta é simples. Não há no mercado técnicos qualificados desempregados. Paulo Autuori era um sonho da diretoria, mas o técnico não vai conseguir sair do futebol árabe.
E assim segue a dança das cadeiras. Já são 7 times mudando de técnico em 4 rodadas.
5 técnicos e 3 destinos. E a dança das cadeiras continua no Brasileirão. Antes do início da quarta rodada, 6 times já trocaram de técnico.

O Botafogo perdeu Cuca. Perda irreparável. O técnico que fez o time da Estrela Solitária voltar a ser grande. E temido. Títulos são detalhes, principalmente neste caso.
Para o lugar dele, dois concorrentes: Geninho, o preferido, ou Ney Franco, o plano B. Com o segundo, a diretoria já se acertou. Pediu um tempo "para pensar". Pensamento que passa pela reunião com Geninho. A primeira escolha errada da diretoria, na era pós-Cuca. Ney Franco é competente, e tem condições de montar elencos baratos e com qualidade. Com tempo para trabalhar, poderia brilhar.

Já Cuca, tornou-se plano B do Santos. Para não dizer plano C. Mas o Santos também não é a primeira opção do ex-técnico botafoguense, que pediu um tempo para pensar. Tempo que passa pela rodada deste fim-de-semana. Cuca conta (ou torce) por vitória do Santos sobre o São Paulo. Conta também com uma improvável, mas possível, queda de Muricy Ramalho.
Assim, ficaria bom para todos. Cuca, feliz, seria o nome preferido da diretoria tricolor. E Muricy Ramalho, contaria com apoio total do Santos, e de Marcelo Teixeira, fã de seu trabalho.
Enquanto isso, Paulo Autuori tenta resolver sua situação no Qatar. Para ver o que sobra pra ele...
Imagens: GloboEsporte.com e Blog do Lédio Carmona
Começou quente a "dança dos técnicos" no Campeonato Brasileiro. Em apenas 3 rodadas, já são 5 clubes trocando de treinador. A última vítima foi Émerson Leão, correto?
Errado. Contrariando a normalidade do futebol brasileiro, a última vítima foi o Santos Futebol Clube. Leão perdeu a paciência. Desde sua chegada, vem avisando que o time carece de muitos reforços para chegar onde a diretoria sonha e onde a torcida cobra. O mais próximo que chegou disso, foi uma barca de estrangeiros. Apenas Molina vingou.
Cansado por ter ficado fora das semifinais do Carioca. Cansado por sair nas quartas da Libertadores (graças à arbitragem, é fato). Cansado por perder de goleada do Cruzeiro. Cansado de esperar, e cansado da pressão.
Ruim para o Santos, já que Leão vinha tirando leite de pedra, em um time medíocre. Ney Franco e Geninho são os mais cotados para assumir. Sem reforços, nada poderão fazer.
O Atlético-MG confirmou oficialmente a contratação de Alexandre Gallo, ex-Figueirense.
O Figueirense agiu rápido e contratou Guilherme Macuglia, ex-Guaratinguetá.
O Atlético-PR ficou com inveja, e quis trocar também. Demitiu Ney Franco, agora disponível no mercado, por causa dos maus resultados no início do Brasileirão, e também pelas decepções no primeiro semestre.
O nome mais cotado? Geninho, que acabou de deixar o Atlético-MG. É mole?
Não podia deixar passar em branco aqui no blog, o início surpreendente e fulminante do Atlético Paranaense no Campeonato do Paraná. Não falei antes pois acreditava que o time ia bater o recorde de 11 vitórias consecutivas conseguidas pelo time de 1949, e esperei o fato acontecer para brindar os torcedores do Furacão com o post.
Confesso que ainda não vi o time do Atlético jogar este ano. Não conheço muito bem o elenco e não posso falar muito à respeito. Além do Campeonato Mineiro, a única coisa que consigo pegar na TV às vezes é o Paulista ou Carioca. Do atual plantes, alguns jogadores são bem conhecidos do torcedor, principalmente dos paranaenses. O meia Irênio, que já esteve por lá, e foi jogador criado na base do América Mineiro, foi uma das principais contratações. É um jogador versátil, interessante e no momento, mais maduro. Claiton e Willian também são já conhecidos pelo torcedor local, bem como o bom avante Pedro Oldoni, que inclusive marcou o gol da vitória, ontem, sobre o Cianorte por 1 a 0, que valeu o novo recorde.
Porém, o que posso falar de carteirinha sobre o Atlético Paranaense, é o trabalho do treinador Ney Franco. Sou um dos grandes fãs do técnico, que acompanho desde a base do Cruzeiro. É um batalhador, vencedor, e entende muito de bola. Poderia, e deveria ser o técnico do Flamengo no momento. O time decolou com Joel Santana, pois o experiente treinador recebeu grandes reforços que Ney Franco pediu, mas não ganhou. De toda forma, mais uma vez em um time de menor repercussão, sem faltar ao respeito com o Furacão, Ney Franco mostra sua faceta de ótimo treinador e vai realizando um ótimo trabalho, como bom mineiro que é, na calada.
Como não vi o time jogar, não sei onde pode chegar este Atlético. É um time para lutar pelo título da Copa do Brasil? Pode ser. Ser Campeão Brasileiro? Pouco provável. Com os elencos que vejo atualmente no país, se surpreender, o Furacão pode brigar por uma vaga na Libertadores. De toda forma, vou guardar minha boca para comer a farinha depois. Pelo menos, depois que ver em campo, o Furacão mais famoso do país.