Até 2014, a Seleção Brasileira pode mudar muito. É possível que algum jogador que hoje nem seja conhecido pela grande maioria, esteja entre os titulares. É muito provável, porém, que alguns destaques do ótimo time Sub-20, estejam no grupo que vai disputar o próximo Mundial.

Hoje (ou ontem, como preferirem) o time de Ney Franco confirmou a vaga na decisão do Mundial da categoria. Pela segunda vez consecutiva, o Brasil chega à final da competição. Na última vez, derrota para Gana nos penaltis, de um time que tinha Ganso e Giuliano como principais jogadores.
Contra o México, o Brasil teve enormes dificuldades e fez um jogo parelho, decidido apenas nos minutos finais.
No primeiro tempo, o time de Ney Franco tinha a bola mas não conseguia ameaçar. Oscar seguia sendo a principal referência técnica, contando com o apoio sempre fundamental de Casemiro. Mas faltava movimentação incisiva e acerto no passe final. O México, retraído, tinha as melhores oportunidades e chegou a ter um gol bem anulado no último minuto da primeira etapa.
No segundo tempo, os adversários adiantaram a marcação e dificultaram o jogo do Brasil. Os problemas defensivos, principalmente na esquerda com Gabriel Silva eram claros. Ney Franco demorou a mexer e por pouco não colocou o resultado em risco. Não fosse mais uma ótima atuação de Gabriel, os mexicanos teriam aberto o placar com pelo menos duas ótimas chances.
Quando Ney Franco resolveu mexer, acertou em cheio e definiu o confronto. Alan entrou na lateral direita organizando o sistema defensivo e liberando Danilo. E Dudu entrou endiabrado mais uma vez pelo lado esquerdo, partindo para cima e incendiando o jogo. O Brasil cresceu e chegou ao gol com Henrique, que faz Mundial irrepreensível. Pouco depois, ampliou novamente com o atacante, artilheiro da competição com 5 gols ao lado do espanhol Vásquez.
Na final, o Brasil vai pegar Portugal. Que não levou um gol sequer até aqui. Ney Franco vai precisar de um time com boas alternativas ofensivas. Negueba e Dudu, mais velozes e que tem entrado bem, merecem uma oportunidade entre os titulares. Principalmente porque Coutinho, principalmente, não faz grande Mundial.
Independente do resultado final, é preciso ressaltar o trabalho que vem sendo feito nas categorias de base da seleção. Duas finais de Mundial seguidas não pode ser obra do acaso.
E apesar do momento negro do time principal, olhando para o futuro o Brasil pode encontrar o seu caminho certo para 2014.
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O Barcelona joga o futebol mais agradável do planeta no 4-3-3. Com quase os mesmos jogadores, e algumas mudanças, a Espanha ganhou a Copa e tem a seleção mais forte do momento no 4-2-3-1. O que isto significa? Que não há fórmula do "futebol perfeito". É preciso adaptar sistema de jogo a jogadores disponíveis. Bem mais fácil do que o caminho inverso.

Quando chegou à Seleção Brasileira, Mano Menezes assumiu o 4-2-3-1 como seu sistema de jogo. Interessante, porém engessante. Ney Franco seguiu pelo mesmo caminho, possivelmente a pedido de Mano. Seleções principais e sub-20, sofrem muitas vezes com a falta de alternativas para um sistema que não pensa nos jogadores que tem à disposição.
Na segunda partida do Mundial Sub-20, hoje, Ney Franco fez duas mudanças no time. Alex Sandro assumiu seu posto de titular na lateral esquerda (machucando-se novamente logo no início e dando lugar outra vez a Gabriel Silva). Alan Patrick perdeu a vaga na equipe para a entrada de Henrique.
A equipe que se desenhava no 4-2-2-2 com William José e Henrique no ataque não aconteceu. Ney Franco manteve o 4-2-3-1, deslocando Wlliam para a meia direita.
Assim como em outras oportunidades, o time sentiu. Faltou movimentação, fluência, naturalidade. Embora fosse muito superior tecnicamente, o Brasil tinha dificuldades para furar o bloqueio da Áustria.
Quando Oscar saiu do gesso e se aproximou de Philippe Coutinho, a tabela rápida deixou Henrique na frente do gol para abrir o placar. Simples e explorando o que a equipe tem de melhor.
Henrique melhorou a movimentação ofensiva, se apresentando bem como único atacante. William José, porém, ficou escondido, aparecendo somente quando saía da meia direita e fazia o papel que sabe fazer: de centro-avante.
O segundo gol marcado por Philippe Coutinho logo no início da etapa final deu a tranquilidade que o time precisava para jogar melhor. O meia da Inter passou a se entender melhor com Oscar e o time a se soltar. Em jogada de Coutinho, o fundamental Casemiro apareceu a frente e deu ótimo passe para William José ampliar.
A vitória convincente anima e deve tirar a pressão que a equipe de Ney Franco vinha sofrendo. Porém, é preciso perceber que as peças do momento não facilitam para o 4-2-3-1. Se não quiser o 4-2-2-2, Ney Franco tem outras possibilidades. Um 4-3-2-1, com Galhardo na lateral direita e Danilo no meio deixando Henrique como atacante também pode ser alternativa interessante.
O importante é que é preciso desapegar de alguns conceitos para seguir em frente. A seleção sub-20 tem muita qualidade e pode fazer ainda mais na competição.
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O Brasil estreou ontem a noite no Mundial Sub-20. Sem seus dois principais jogadores (Lucas e Neymar), Ney Franco teve tempo para preparar a equipe e ainda assim, tem ótimos valores no grupo. Danilo é titular absoluto do Santos e fez ótimo primeiro semestre. Casemiro também é peça fundamental do São Paulo. Oscar ganha cada vez mais importância nas escalações do Internacional. E Philippe Coutinho, embora não jogue com regularidade, pertence à Inter de Milão e isto diz muito.

Em campo, porém, o Brasil voltou a mostrar as mesmas dificuldades do Sul-Americano. Sem o brilho de Neymar, elas ficaram ainda mais evidentes. A articulação era problemática, com pouca movimentação no 4-2-3-1. Oscar ficou muito preso ao lado direito, Alan Patrick ao esquerdo. Casemiro tinha que sair para auxiliar e deixava enorme espaço atrás. William José sentiu dificuldades no posicionamento como único atacante.
Apesar disto, o início de jogo foi animador. O Brasil se aproveitou da pouca experiência e de um Egito que ainda se organizava em campo para adiantar a marcação e pressionar. Destacando-se nas cobranças de bola parada muito bem trabalhadas, insistiu até Danilo abrir o placar de cabeça.
Com o gol, o Brasil diminuiu o ritmo. O Egito passou a tentar jogar também e viu que era possível atacar. Sempre em velocidade, com passes verticais e ótimo aproveitamento, o adversário passou a incomodar. O Brasil não conseguia segurar a bola no campo ofensivo e foi pressionado até Gaber empatar o jogo, aos 25.
Assustado com o potencial do adversário, o Brasil passou a tentar acalmar o jogo. Esperava que o brilho individual resolvesse. Mas faltava Neymar. Os egípcios ameaçavam nos contra-ataques em uma defesa que ainda se mostra insegura.
Na etapa final, Ney Franco tentou criar um fato novo dando velocidade ao time com Negueba e Dudu. Embora atacasse mais e jogasse melhor, porém, foram poucas as oportunidades do Brasil que terminou o jogo recebendo merecida vaia.
A estreia decepcionante não pode desanimar a equipe. São bons valores e condições de brigar pelo título. Sem Neymar, porém, a equipe precisa funcionar melhor como time. Ney Franco teve tempo para isto, e seu trabalho precisa aparecer.
Ainda é cedo. Mas o Brasil tem muito a melhorar.
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Mesmo jogando menos do que podia e decepcionando em alguns momentos, não restam dúvidas: ninguém jogou mais do que a Seleção Brasileira no Sul-Americano sub-20. Campanha fechada com chave de ouro. Goleada sobre o Uruguai, vaga no Mundial, nos Jogos Olímpicos e o título que fica em boas mãos.

No duelo derradeiro da competição, o Brasil encarou um Uruguai fechado e disposto a segurar o empate que lhe garantiria o título. Mais solto, provavelmente por estar muito perto da vaga nas Olimpíadas, o Brasil não teve dificuldades para superar a defesa adversária. Como nos melhores momentos no campeonato, na individualidade e no talento.
Com Oscar novamente muito tímido (para este que vos escreve, a grande decepção do time de Ney Franco), coube a Lucas juntar-se a Neymar novamente como principal jogador da equipe. E dos pés do meia do São Paulo saíram as principais jogadas do Brasil. Além de marcar três gols (um deles muito belo), participou de outros dois diretamente.
No fim, o acachapante placar de 6 a 0 fez justiça a um time que se mostrou muito superior não só ao Uruguai, vice-líder da competição, como a todos os outros adversários.
O Brasil de Ney Franco que decepcionou taticamente, mostrou bons talentos individuais. Como de costume, uma minoria vingará na seleção principal. Bruno Uvini, o zagueiro e capitão que se lesionou gravemente na reta final, pode virar. Casemiro mostrou evolução ao longo da competição e provavelmente será peça fundamental no São Paulo. Lucas, seguirá o mesmo caminho. E Neymar...bem, Neymar é um capítulo a parte. Já é realidade e provou isto com o recorde de gols brasileiros na competição.
Sem o principal jogador (do time e da competição), sem a dupla de zaga titular e vindo de derrota para a Argentina, é difícil cobrar mais do que uma vitória da Seleção Brasileira Sub-20. Ela veio. 1 a 0 com pouco brilho sobre o Equador, resultado que deixou o time classificado para o Mundial da categoria no meio do ano e muito perto das Olimpíadas de 2012.

Com Diego Maurício na vaga de Neymar, o Brasil manteve a estrutura tática (4-2-3-1) e começou em ritmo alucinante. Nos primeiros 10 minutos teve duas boas chances de gol (com Lucas e Diego Maurício) e abriu o placar com Casemiro.
Daí em diante, salvo raros lapsos (principalmente de Lucas), o time foi inofensivo, lento e pouco preocupado em definir o jogo. E mais uma vez, correu riscos desnecessários, como no chute de Montaño, aos 34 da etapa final, defendido por Gabriel. O goleiro, aliás, fez sua partida mais segura na competição até aqui, e foi importante para garantir a vitória.
Apesar do desempenho decepcionante, principalmente no hexagonal final, o Brasil deve ficar com a vaga nas Olimpíadas. Só uma impensável combinação de resultados tira o time da competição, meta única antes do início do Sul-Americano. Uma vitória sobre o Uruguai, na rodada final, dará ainda ao time o título, coroando uma geração que tem qualidade, mas que jogou abaixo e à longo prazo, deve oferecer poucos nomes à seleção principal.
Ney Franco fez o que lhe era conveniente. Já classificado para o hexagonal final, colocou os reservas em campo no encerramento da participação da seleção brasileira sub-20 na primeira fase do Sul-Americano. Forma de poupar os jogadores fisicamente e evitar lesões e suspensões para a fase decisiva.

Oportunidade de ouro para quem não vinha atuando mostrar potencial e lutar por um espaço entre os 11 titulares, certo? Errado. Em geral, o time foi sonolento e preguiçoso. A motivação que deveria existir para conquistar vaga na equipe não apareceu. Salvo, claro, raras exceções. Aleksander fez boas defesas, mostrando mais segurança do que Gabriel. Rafael Galhardo voltou a participar bem do jogo e é alternativa válida para o lugar do até aqui apagado Danilo. Fernando provavelmente ganhará o lugar de Zé Eduardo (minha maior decepção até aqui na competição), graças a mais uma ótima partida. E Oscar, que deu passe magistral para o gol, provou o quanto pode ser útil ao time.
Mudaram os jogadores, não mudou a estrutura. Postado novamente no 4-2-3-1, a seleção demorou para encaixar seu jogo. Mas foi se soltando e mostrou desprendimento tático maior do que o time titular. Por várias vezes, Oscar e Diego Maurício deixaram os lados do campo aparecendo pela faixa central e confundindo a marcação. Numa delas, o ex-meia do Inter deu lindo passe de calcanhar para Henrique abrir o placar.
Pouco depois, o juiz exagerou ao expulsar Cazares do Equador (mesmo árbitro que expulsou dois jogadores e Ney Franco na estreia do Brasil). O que abria espaço para uma goleada e uma atuação de gala, transformou o jogo em algo arrastado, chato e moroso. O Equador com 10 jogadores não conseguia ameaçar. E o Brasil parecia satisfeito com a vitória simples e a classificação em primeiro do grupo.
No fim, o Equador assustou e não fosse a pontaria ruim de Montaño, o resultado poderia ter sido novamente decepcionante.
O Brasil se classificou sem muitas dificuldades e sem jogar tudo que era esperado. A fase final reservará jogos certamente muito mais difíceis. O time de Ney Franco precisará de mais concentração, movimentação e poder de definição. Qualidade individual, já provou que tem. Faltam cinco jogos para garantir a permanência do sonho olímpico. E daqui em diante, é proibido vacilar.
O empate decepcionante, mas que garantiu a classificação da seleção brasileira sub-20 para o hexagonal final no Sul-Americano, veio em boa hora. Basta ver o que os próprios jogadores disseram ao fim dos 90 minutos, para perceber que é bem provável que uma lição importante tenha sido tirada da partida contra a esforçada Bolívia: a de que por melhor que um time seja, ele não ganhará a partida quando quiser.

Mais uma vez, o Brasil apresentou as mesmas falhas. Apesar de muito bem postado taticamente (o 4-2-3-1 de Ney Franco é claro e todos os jogadores mostram saber exatamente sua função em campo), o time voltou a pecar pela pouca mobilidade e troca de posições. Parece faltar liberdade, termo fundamental para o sucesso do "esquema da moda".
Neymar muito preso pelo lado esquerdo tornou-se presa fácil para a marcação forte dos bolivianos (também muito bem armados num 5-4-1 que variava para o 3-6-1). Henrique movimentou-se mais como meia pelo lado direito, mas fez poucas incursões em diagonal. Sobrou para Lucas toda a responsabilidade de armar o time.
Mesmo com tantos defeitos, o Brasil foi superior, porque é muito melhor tecnicamente do que todos os adversários da competição. Na individualidade, algumas jogadas foram criadas. Principalmente depois dos 30 minutos iniciais, quando Henrique e Neymar passaram a jogar mais em diagonal abrindo espaço para os volantes e laterais aproveitarem o corredor lateral. Foi assim que saiu o primeiro gol, de Henrique.
Na etapa final, talvez pelo calor, talvez pela vitória parcial, o time se acomodou. Indolente, se poupava de correr. Mesmo assim, criava, sempre na qualidade individual. A Bolívia parecia morta, e Ney Franco acreditou nisto, tirando Zé Eduardo para colocar Oscar, recuando Lucas. A marcação se foi e o time brasileiro ficou completamente exposto.
E enquanto os brasileiros desperdiçavam gols no ataque, a Bolívia empatou o jogo em escorregão do ótimo Bruno Uvini e gol de Rios. Quase virou em contra-ataque puxado por Torrico. Assustou. E espera-se, tenha deixado lições.
O Brasil tem um baita time. Tem um baita técnico. Teve tempo de sobra para treinar e parece ter organização tática suficiente para brilhar. Precisa se soltar mais. E assim, chegar com a facilidade esperada a uma das vagas para os Jogos Olímpicos.
Se alguém fora das fronteiras brasileiras teimava em não conhecer o talento de Neymar, certamente passou a noite/madrugada de ontem admirado com o talento do que há de melhor no futebol do país no momento. O jovem atacante brincou em campo, como sempre fez, e com atuação brilhante definiu a importante vitória do Brasil na estreia do Sul-Americano Sub-20: 4 a 2, com 4 gols de Neymar.

A participação de Neymar foi tão decisiva e interessante que ofuscou até mesmo a também ótima estreia do trio do São Paulo: o muito seguro Bruno Uvini na zaga, o forte e qualificado Casemiro no meio e o veloz e inteligente Lucas no meio-campo.
Mas nem tudo foram flores na estreia da equipe de Ney Franco. Nos 20 minutos iniciais, o Brasil sentiu dificuldades com a marcação adiantada do Paraguai, atenuando o nervosismo habitual do início de uma competição deste porte. Para conseguir algo mais do que as bolas longas dos zagueiros e laterais que raramente encontravam um disperso Henrique no ataque, o time precisava encurtar os espaços e movimentar-se para fugir da marcação e abrir espaço para quem vinha de trás.
Tudo começou a fluir quando Lucas e Oscar variavam entre o centro e o lado direito. Numa destas inversões, o meia do São Paulo confundiu a defesa e abriu o corredor para Casemiro, que carregou muito bem a bola até sofrer penalti. Batido por Neymar com a seriedade e a responsabilidade de quem mostra amadurecimento e está preparado para comandar o time.
Com o gol, o Brasil cresceu e se soltou no jogo. Passou a jogar mais pelo lado esquerdo, com Neymar (quase sempre com a aproximação de Lucas) e confundir a marcação de Cáceres e Pérez no setor. O segundo gol veio, novamente com Neymar, após jogada rápida pelo setor e dribles desconcertantes dentro da área.
Na etapa final, a tendência era de um jogo mais tranquilo. E seria, não fosse a tola expulsão do promissor Zé Eduardo, que cometeu duas faltas desnecessárias em menos de cinco minutos. O gol paraguaio, logo na sequência, dava contornos ainda mais dramáticos ao jogo.
Ney Franco reconstruiu o meio com a entrada de Fernando e fortaleceu o lado direito da defesa (por onde o Paraguai mais chegava) com a entrada de Galhardo - muito bem - no lugar de um Danilo desconcentrado.
Novamente organizado, coube ao time brasileiro observar Neymar resolver a parada. Primeiro em um gol de força, raça, vontade. Entrou com bola e tudo. Depois com um toque leve, sutil, que deixou o goleiro Ovando absolutamente sem reação. As várias facetas de um craque.
No fim, outra expulsão (do destemperado Henrique) e um gol do Paraguai que não tiram o brilho da estreia positiva e da partida de Neymar. Ele está muito acima dos outros da categoria.
É preciso atenção com a parte emocional do time. As expulsões desnecessárias (em que pese a atuação complicada da arbitragem) podem prejudicar o Brasil num momento decisivo. Mas o "simples" fato de ter o marrento, mas cada vez mais maduro Neymar no time, faz do time de Ney Franco o grande favorito no Sul-Americano. E mais do que isto: faz valer cada segundo de uma noite de sono perdida.
Depois de muito mistério, longas negociações, muitas possibilidades, a CBF anunciou o seu novo "coordenador da base", que será responsável por gerir e observar as seleções de base e também treinar o time sub-20 (que será responsável por levar o Brasil às Olimpíadas). E o escolhido foi Ney Franco, técnico do Coritiba, que assumirá após o fim do ano.

Ney Franco é um grande treinador. Competente, sereno, sério e muito profissional. Fez trabalhos muito interessantes na carreira, principalmente quando apostou em jovens. Aprendeu na base do Cruzeiro a selecionar bons garotos. Manteve o trabalho no Ipatinga, com resultado brilhante. E daí em diante, colecionou campanhas de bom nível.
Este ano, mostrou hombridade ao permanecer no Coritiba após o rebaixamento. E está no caminho certo para trazer o time de volta à Série A. Um caso raro e muito interessante.
Ney será braço direito de Mano. Futuramente, o esquerdo também. A renovação tão prometida pela CBF e pelo novo técnico passará diretamente pelas mãos de Ney Franco.
Que tem competência para o posto e sabe o que fazer. A CBF mais uma vez, parece ter acertado na mosca. Sorte dos novos talentos do país. Com Ney Franco, fica a certeza que eles serão reconhecidos e bem trabalhados.
A derrota é sempre triste. Quanto seu time é melhor, ela é lamentável. O Brasil desperdiçou ontem uma incrível chance de tornar-se penta campeão mundial também na categoria sub-20. Mas faltou poder de decisão. No tempo normal, na prorrogação, nos penaltis. Normal. São meninos. E por isso não podem ser sacrificados nem marcados por este tropeço. Temos ali uma ótima geração.

Assim como em outras partidas deste Mundial, a Seleção Brasileira foi superior ao adversário. E mais uma vez, enfrentamos uma equipe forte. Gana tem bons jogadores é um time muito forte e muito valente. Tanto que ficaram com apenas 10 jogadores ainda no primeiro tempo, e tiveram pernas para correr até o fim da prorrogação.
Durante os 90 minutos que tivemos um jogador a mais, fomos muito superiores. Afinal, o Brasil já era melhor 11 contra 11. Mas faltava poder de decisão. Ousadia. Aquele jogador que ia bater no peito e falar: "deixa comigo que eu resolvo". O time teve paciência e organização tática para rodar a bola e buscar espaços. Mas não conseguiu fazer o mais importante: gol.
Nos penaltis, nada de loteria. O Brasil ia bem nas cobranças. Rafael, como sempre na competição, não decepcionou, defendendo duas cobranças. Mas quando chegou a hora de "bater, fazer o gol e sair para o abraço", faltou o mesmo poder de decisão. O gol parecia ficar pequeno e ninguém foi capaz de perceber sequer que o goleiro de Gana saía nas cobranças horas antes do chute. Era só levantar a cabeça, e bater do outro lado. Assim, desperdiçamos três cobranas seguidas e aí, não há goleiro que aguente. Gana campeã mundial.
Normalmente, mesmo nas seleções campeãs mundiais, não se salvam mais do que 4 ou 5 jogadores. Quando eu digo salvar, falo daqueles que vão disputar vaga na seleção principal um dia. Todos deste elenco tem futebol para serem jogadores de sucesso. Mas vejo potencial especial em "apenas" cinco deles: Rafael, Rafael Tolói, Diogo, Souza e Giuliano. O último, apesar de ter decepcionado na final, foi o grande jogador do Brasil no torneio ao lado de Alex Teixeira, outro que se apagou na decisão.
Como já disse acima: a safra é boa. E não pode se deixar levar por este grande tropeço.
O Brasil terá pela frente um duríssimo adversário na decisão do Mundial Sub-20. Na próxima sexta-feira, a seleção definirá o campeão contra Gana. Antes, porém, teve muitas dificuldades para bater a Costa Rica.

As duas equipes já tinham se enfrentado na primeira fase. Vitória brasileira por 5 a 0. Placar que não refletiu o que havia acontecido no jogo. Na verdade, tudo era equilíbrio até que os adversários se esqueceram de jogar. Sabe-se lá porque, talvez pela jovialidade, pararam de correr atrás. E assim o Brasil construiu a goleada.
Ontem, foi bem parecido. Só faltou a "cochilada". Os costarriquenhos vier

am fechados, para jogar nos contra-ataques. Fechados até demais. Era um time com potencial para agredir o Brasil. Que individualmente não brilhou pela primeira vez no Mundial. Ninguém se destacou como poderia. Alex Teixeira fez sua pior partida. Giuliano foi apenas razoável.
Mas se não estava bem individualmente, taticamente a equipe foi perfeita. Soube ter paciência, rodar a bola, buscar os espaços, chegar à linha de fundo. Tanto insistiu que fez o gol com Alan Kardec. E aí, foi só segurar o jogo, contando com a sempre segura presença da dupla de "Rafaéis". O goleiro e o Tolói.
Teremos pela frente um adversário duríssimo. Gana é um time forte, muito veloz e com jogadores habilidosos no ataque. Uma linha ofensiva perigosíssima. Será nosso grande desafio e nossa grande oportunidade de provar que temos ali verdadeiras jóias. Que nossos garotos brilhem no momento certo e tragam para o Brasil mais um título Mundial.
O melhor jogo do Mundial Sub-20. E uma partida animadora para a Seleção Brasileira. Já nas oitavas de final, deixamos pelo caminho uma grandes favoritas ao título. A celeste uruguaia. 3 a 1. Vitória incontestável. Gigante. De um Brasil que dá gosto.

A partida foi praticamente decidida no primeiro tempo. O Brasil passeou. Jogou fácil, com toques rápidos e envolventes. Com marcação forte já no campo de ataque, impedia que o bom ataque adversário funcionasse. Quem viu apenas este jogo, achou que o Uruguai tinha um time ruim ou estava em uma tarde péssima. Nem um, nem outro. Os uruguaios estavam bem no jogo, mas eram engolidos por uma atuação quase perfeita do Brasil.
Ainda na etapa inicial, abrimos 3 a 0. Alex Teixeira duas vezes e Alan Kardec uma. Atuação fantástica do primeiro. Aliás, o melhor em campo. Vale destacar o segundo gol. Uma verdadeira obra de arte. Toque de pé em pé, envolvendo o adversário por 30 segundos. Drible de Douglas e gol de Alex Teixeira. E podíamos ter feito mais. Alan Kardec desperdiçou boas chances.
O jogo já parecia definido e era natural que o time de garotos deixasse as rédeas um pouco mais soltas. E foi aí que o Uruguai provou o bom time que tem, diminuindo ainda no primeiro tempo a vantagem.
Daí em diante, foram 45 minutos de administração. O Brasil teve calma e paciência para levar o jogo sem sofrer uma grande pressão. E teve que contar com seu goleiro para garantir o resultado. Aos 41 minutos, penalti para o Uruguai. Rafael defendeu e salvou o Brasil de um sufoco no fim. Rafael ótimo goleiro que havia tomado um frango na última partida e acabou se redimindo. Era dos poucos titulares que faltavam brilhar na competição.
Mais importante do que ver um time fantástico em campo, dando show e vencendo, é imaginar que temos quase outro time, do nível deste, só com jogadores que não foram convocados: Rafael e Fábio (Manchester), Breno, Diego Renan, Sandro, Renan Oliveira, Neymar, Pato, Dentinho.
O Brasil tem boas chances de ser campeão. E na próxima fase vai ter mais uma difícil batalha contra a forte seleção alemã. Sonhar com o título é algo mais que palpável para este time.
Saiu ontem a lista do técnico Rogério Lourenço para o Mundial Sub-20, que acontecerá entre 24 de setembro e 16 de outubro, no Egito. Reta final de Campeonato Brasileiro. E entre os escolhidos, alguns jogadores importantes em seus elencos, que vão desfalcar a equipe por pelo menos 30 dias.

Alguns clubes, como o Internacional, já manifestaram interesse em "desconvocar" os atletas. Vai dar confusão e dor de cabeça. Apesar de tudo, disputar um Mundial da categoria é importante para os jogadores e vencê-lo é importante para a CBF.
Entre os convocados, são titulares ou utlizados frequentemente em seus clubes: os zagueiros Fabrício (Flamengo) e Rafael Tolói (Goiás); os volantes Sandro (Internacional) e Souza (Vasco); os meias Alex Teixeira (Vasco), Giuliano (Internacional) e Paulo Henrique (Santos); e os três atacantes.
Dos 21 convocados são 10 os titulares. Se a CBF abrir mão de um, pode ter um verdadeiro desmanche em sua equipe.
Cenas para os próximos capítulos... Em tempo, confira a lista completa:
Goleiros - Rafael (Cruzeiro); Renan Ribeiro (Atlético Mineiro); Saulo (Sport).
Laterais - Diogo (São Paulo); Douglas (Goiás); Wellington Junior (Botafogo)
Zagueiros - Dalton (Fluminense); Fabrício (Flamengo); Rafael Tolói (Goiás); Victor Ramos (Standard Liége)
Apoiadores - Alex Teixeira (Vasco); Boquita (Corinthians); Giuliano (Internacional); Maylson (Grêmio); Paulo Henrique (Santos); Sandro (Internacional); Renan (Atlético Paranaense); Souza (Vasco)
Atacantes - Allan Kardec (Vasco); Maicon (Fluminense); Ciro (Sport).