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Profissão Perigo

Nada mais inseguro do que ser treinador de um time de futebol brasileiro.

Quando se chega à Série A, imagina-se que você está entre os melhores. Por aqui, imagina-se que na primeira derrota, você deve ser trocado.

Por isso, em 10 rodadas, o Brasileirão já demitiu 9 treinadores.

Atlético-PR, Fluminense, Náutico (duas vezes), Palmeiras, Santos, São Paulo e Sport já trocaram seus técnicos.

Só nesta rodada, caíram três.

Márcio Bittencourt deu lugar à Geninho no Náutico. Um time que troca de treinador duas vezes em 10 rodadas não merece respeito. Tem grandes chances de ser rebaixado. Aliás, ainda erraram na escolha do nome...acho pouco provável que Geninho fique até o fim da competição.

Carlos Alberto Parreira deu lugar (a princípio) à Vinicius Eutrópio no Fluminense. Perdida como sempre, a decisão da diretoria não parece ser definitiva. E depende, muito, dos desejos da Unimed e do início do novo treinador. Que já mostrou capacidade, mas que ainda não me parece pronto para tanta pressão.

Por fim, Vágner Mancini deixa o Santos ainda sem treinador. Depois do ótimo início na Vila Belmiro, Mancini sofreu com problemas internos e não conseguiu controlar a equipe no Brasileirão. Esperava mais dele. Com ótimos treinadores no mercado, ele não resistiu. Muricy Ramalho é o mais cotado para assumir o Peixe.

E a degola não vai parar por aí. Na próxima rodada, já deve ter mais gente caindo. Silas e Tite estão entre os concorrentes mais fortes.

Quem será a próxima vítima?

PS: malandro é o Nelsinho Baptista, que está de malas prontas para o Japão.

Novo lanterna

Dois novos técnicos estrearam na Arena da Baixada. Melhor para o dono da casa. Geninho viu o Atlético-PR vencer um importante confronto direto contra a Portuguesa, e fica pelo menos provisoriamente, fora da zona de rebaixamento.

Depois de um primeiro tempo fraco, e com poucas chances de gol, o Atlético-PR mostrou na etapa final que estava mesmo disposto a voltar a vencer. Netinho jogou duas bolas na área. Júlio César e Antônio Carlos marcaram, ambos de cabeça. E foi só. Daí em diante os goleiros pouco apareceram, e a partida ficou disputada no meio-campo.

O Atlético-PR seca o Náutico para ficar fora da zona perigosa. O início de Geninho não pode ser chamado de animador, mas dá certo ânimo, que o time precisava. Já a Portuguesa, assume a lanterna. Estevam Soares vai ter muito trabalho. E vai precisar de mais que um milagre para salvar o time.

Inesperado

Não foi tanto o resultado da partida, o inesperado. Uma vitória do Cruzeiro sobre o Vasco, mesmo em São Januário, era esperada. Mas o jogo, totalmente anormal, foi o que chamou a atenção.

Logo no início do jogo, o Vasco perdeu por lesão um dos melhores jogadores - Wágner Diniz. Jonílson, o cão de guarda da defesa, abusou da violência, e foi expulso antes dos 25 minutos, após entrada criminosa em Ramires. Logo na sequência, gols de Guilherme (de penalti) e Ramires (que moleza de Tiago!) abriram uma vantagem que já era esperada. No segundo tempo, o Cruzeiro se poupava, e o Vasco pressionava de forma muito atabalhoada. Quando a esperança ia embora, André, diminuiu. Chance para o Vasco buscar na raça um resultado melhor. Mas Eduardo Luíz falhou feio (novidade...) e só restou a Tiago fazer penalti sobre Guilherme e ser expulso. Por falta de opção Edmundo foi para o gol. Molezinha para Guilherme, fechar o placar. Vitória tranquila.

O Vasco jogou mal. Poderia ter sido goleado. E não adianta reclamar da arbitragem. O time foi completamente dominado. É candidato ao rebaixamento, e preocupa, apesar da melhora que vinha tendo com Tita. Já o Cruzeiro, recupera a moral e a vice-liderança. Tem o Palmeiras pela frente, em casa, na próxima rodada. Jogo decisivo. Pena para os mineiros que Guilherme, que tomou um cartão amarelo bobo, fica fora do jogo.

Em tempo 1: O Atlético-PR anunciou o retorno de Geninho ao comando. Só um milagre, saído da lâmpada, salva os paranaenses. É mais um treinador fadado à queda.

Em tempo 2: O desabafo de Edmundo, no fim da partida foi de dar dó. Realmente, Edmundo não precisa mais passar por tamanha humilhação. Mas continua lá. Já o torcedor do Cruzeiro, lavou a alma. Foi um pagamento com juros, para o penalti "perdido" pelo atacante quando jogava na Raposa.

Erros, erros, erros

No dia 30 de maio, eu postei sobre a demissão de Cuca no Botafogo. Hoje, 40 dias depois, o Botafogo[bb] apresentou Ney Franco como novo treinador. 40 dias de puro atraso.

Na época, o Botafogo optou por Geninho que já vinha de um péssimo trabalho no Atlético-MG e eu defendi a opção por Ney Franco.

O Botafogo perdeu tempo, dinheiro e o mais importante: posições na tabela.

Ney tem um trabalho duro pela frente. O elenco do Botafogo não é nenhuma Brastemp[bb]. Parece só render com Cuca. Mas precisa render com outro técnico. Ney Franco é capaz, resta saber se a diretoria do Bota terá paciência para esperar.

Até lá, o torcedor da estrela solitária deve continuar sofrendo.

Essa é a dança do desempregado...

5 técnicos e 3 destinos. E a dança das cadeiras continua no Brasileirão. Antes do início da quarta rodada, 6 times já trocaram de técnico.

O Botafogo perdeu Cuca. Perda irreparável. O técnico que fez o time da Estrela Solitária voltar a ser grande. E temido. Títulos são detalhes, principalmente neste caso.

Para o lugar dele, dois concorrentes: Geninho, o preferido, ou Ney Franco, o plano B. Com o segundo, a diretoria já se acertou. Pediu um tempo "para pensar". Pensamento que passa pela reunião com Geninho. A primeira escolha errada da diretoria, na era pós-Cuca. Ney Franco é competente, e tem condições de montar elencos baratos e com qualidade. Com tempo para trabalhar, poderia brilhar.

Já Cuca, tornou-se plano B do Santos. Para não dizer plano C. Mas o Santos também não é a primeira opção do ex-técnico botafoguense, que pediu um tempo para pensar. Tempo que passa pela rodada deste fim-de-semana. Cuca conta (ou torce) por vitória do Santos sobre o São Paulo. Conta também com uma improvável, mas possível, queda de Muricy Ramalho.

Assim, ficaria bom para todos. Cuca, feliz, seria o nome preferido da diretoria tricolor. E Muricy Ramalho, contaria com apoio total do Santos, e de Marcelo Teixeira, fã de seu trabalho.

Enquanto isso, Paulo Autuori tenta resolver sua situação no Qatar. Para ver o que sobra pra ele...

Imagens: GloboEsporte.com e Blog do Lédio Carmona

A todo vapor

Começou quente a "dança dos técnicos" no Campeonato Brasileiro. Em apenas 3 rodadas, já são 5 clubes trocando de treinador. A última vítima foi Émerson Leão, correto?

Errado. Contrariando a normalidade do futebol brasileiro, a última vítima foi o Santos Futebol Clube. Leão perdeu a paciência. Desde sua chegada, vem avisando que o time carece de muitos reforços para chegar onde a diretoria sonha e onde a torcida cobra. O mais próximo que chegou disso, foi uma barca de estrangeiros. Apenas Molina vingou.

Cansado por ter ficado fora das semifinais do Carioca. Cansado por sair nas quartas da Libertadores (graças à arbitragem, é fato). Cansado por perder de goleada do Cruzeiro. Cansado de esperar, e cansado da pressão.

Ruim para o Santos, já que Leão vinha tirando leite de pedra, em um time medíocre. Ney Franco e Geninho são os mais cotados para assumir. Sem reforços, nada poderão fazer.

E a dança continua...

O Atlético-MG confirmou oficialmente a contratação de Alexandre Gallo, ex-Figueirense.

O Figueirense agiu rápido e contratou Guilherme Macuglia, ex-Guaratinguetá.

O Atlético-PR ficou com inveja, e quis trocar também. Demitiu Ney Franco, agora disponível no mercado, por causa dos maus resultados no início do Brasileirão, e também pelas decepções no primeiro semestre.

O nome mais cotado? Geninho, que acabou de deixar o Atlético-MG. É mole?

100%

Palpites perfeitos para os confrontos semifinais da Copa do Brasil. O blogueiro que vos escreve, aos poucos, vai recuperando a velha forma.

O Vasco era barbada. E foi. Fez 3 a 1, sem muitas dificuldades. Ainda se deu ao luxo de poupar Wágner Diniz e Morais, pendurados. Mais uma partida fantástica de Edmundo, com duas assistências. A primeira, de cinema, para o gol de Leandro Amaral (mais um). Mas que não pensem que foi fácil assim. O Corinthians Alagoano até fazia uma boa partida antes de levar o primeiro gol. Tinha as melhores oportunidades. Mas vacilou, e o que era difícil, ficou impossível.

No duelo contra o Corinthians, o Vasco tem o primeiro desafio de verdade na Copa. Até agora, quando teve grandes desafios, o time carioca decepcionou. Mas conta, e muito, com a dupla Edmundo e Leandro Amaral em grande fase para vencer. Minha aposta é no Corinthians, mas não se surpreendam se o Vasco, de repente, se encaixar.

No Engenhão, era uma semi-barbada. Apesar do domínio territorial do Atlético-MG, o Botafogo teve boas chances. Já o Galo, quando as teve, desperdiçou, com Danilinho e Almir. Na segunda etapa, o Botafogo marcou logo no início, na manjada bola parada. Gol legal, de Wellington Paulista. E aí, ficou fácil. O jogo que já era feio, ficou horrível. Chutão pra todo lado, cabeçadas pra cima. E assim o Bota segurou até o final, sem ser ameaçado. Quando o time mineiro já estava desesperado, saiu o segundo gol, no último minuto.

Além do jogo e da classificação, o Atlético-MG perdeu o técnico Geninho. Meio ano já se passou, e o centenário nada promete para o time mineiro. Com este elenco, a briga no Brasileirão vai ser, no máximo, por uma vaga na Sul-Americana. Não gostei do trabalho de Geninho no Atlético. Mas ruim com ele, pode ser pior sem. Quem seria um bom técnico para o Galo? Difícil....

No último jogo, fui dos poucos que apostaram claramente no Sport. Em casa, o time já se mostrou forte. E mais uma vez, fez valer a Ilha do Retiro. O rubro-negro pernambucano, tri-campeão estadual, está próximo de conseguir seu primeiro título da Copa do Brasil. Já eliminou os dois mais fortes candidatos. E agora, é considerado um dos favoritos. Já o Inter, fica pelo caminho, mas não tem tantos motivos para se preocupar. O elenco é forte, e tem tudo para brigar pelo título do Brasileirão.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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