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Aqui falta explicação, meu filho

Muricy Ramalho mais uma vez preferiu responder forte e com falta de respeito ao repórter do que tentar justificar o injustificável. Contra o Guarani, o técnico do Santos voltou a mostrar o seu pouco apreço pelos jogadores vindos da categoria de base (embora venha sendo obrigado a usar vários deles pelo elenco pouco numeroso que tem).

Com muitos desfalques e sem as duas estrelas da companhia, o Santos começou bem. Com troca de passes fáceis, o time envolveu o Guarani e não demorou para abrir o placar. Passe fantástico de Dimba, com o peito, e conclusão perfeita de Ibson.

Não demorou, porém, para o dono da casa equilibrar e acertar a marcação. Ibson, quem organizava o jogo do time de Muricy Ramalho foi bem marcado e sumiu. Assim como Dimba, Elano e Alan Kardec pouco acionados. O Guarani cresceu e levava perigo principalmente pelo lado esquerdo onde o jovem Crystian deixava um espaço tremendo. Mas para o técnico do Santos, era mais fácil tirar Dimba aos 44 minutos do primeiro tempo e responder mal um repórter do que esperar o intervalo para organizar o seu time.

A "mudança fundamental" do treinador não melhorou o Santos. Que voltou para o segundo tempo com as mesmas dificuldades. Mas faltava ao Guarani qualidade para chegar ao gol do inseguro Aranha. A pressão com poucas chances de gol seguiu até o fim até que Arouca roubou bem a bola no meio, recebeu passe preciso, driblou o goleiro e matou o jogo já nos minutos finais.

O Santos venceu mais uma. Sem brilho, mas sem seus melhores jogadores. O time poderia render mais sem eles aproveitando a boa safra de jovens que espera por uma chance. E se Muricy conseguisse explicar porque a paciência com eles é tão menor do que com os outros. Pequena como é para responder as perguntas dos jornalistas depois dos jogos.

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Craque sem esforço

Em meio à indefinição quanto a chegada de Muricy Ramalho (que ao que tudo indica será o próximo treinador), o Santos ainda passa longe do brilho de temporadas passadas. Mas vai vencendo, mesmo sem encanto, no Campeonato Paulista. Ontem foi assim: 3 a 1, num jogo chato contra o Mogi Mirim.

Mais uma vez a qualidade só apareceu quando a bola passou pelos pés de Paulo Henrique Ganso. E com o Santos muito desfalcado, inclusive sem os selecionáveis Elano e Neymar, a diferença do meia para os demais companheiros fica ainda mais evidente.

E olha que o camisa 10 não estava em seus dias mais inspirados. Em determinados momentos, inclusive, pareceu desinteressado. Errou muitos passes. Mas acertou tantos outros, decisivos. E assim, sem muito esforço, colocou Zé Eduardo na cara do gol logo no início do jogo. Já no segundo tempo, foi dele o passe para Pará que terminou com gol de Keirrison (finalmente!). E quando o Mogi ameaçou, marcando com Cristiano na insegura defesa santista, outro passe para Edu Dracena ampliar de cabeça.

Assim, o Santos venceu. Na qualidade do jogador que pode fazer a diferença. Mesmo sem muito esforço.

Fica claro que o Santos precisa de definições. Comando é fundamental para um time jovem, cheio de potencial, que ainda está longe de jogar o que pode. Além disso, definir a situação de Ganso pode trazer diversos benefícios. O que não quer dizer que mesmo parecendo desinteressado, o craque não seja capaz de decidir.

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Coisa boa é tê-lo de volta

Pouco a se dizer da vitória do Santos sobre o Botafogo por 2 a 0. Mais um jogo fraco do Peixe. Pouca inspiração e o time ainda travado, sem conseguir jogar o futebol que dele se espera. Fica óbvio a cada rodada, que a culpa não era de Adilson Batista.

Martellotte é jovem e tem futuro. Mas não vai nada além dos desejos da torcida. Coloca os preferidos das arquibancadas e afasta a pressão de seu cargo interino. Com três homens na frente e Diogo voltando para a armação, o Santos não funcionou. O atacante não sabe fazer o "falso-nove". Acaba não conseguindo voltar para criar e não mostra presença de área quando o time precisa.

Assim, o Santos voltou a encontrar enormes dificuldades. Bem armado pelo ex-zagueiro Argel, o Botafogo chegou a ser melhor em alguns momentos do jogo e ameaçar nos contra-ataques. E tudo caminhava para mais um jogo de muito sofrimento para o torcedor santista.

Caminharia, não fosse Paulo Henrique Ganso. No banco do Santos, estava o que de melhor apareceu no futebol brasileiro nos últimos cinco anos. Depois de ficar afastado algum tempo por conta de uma lesão no joelho, o meia tinha retorno marcado para o segundo tempo.

Entrou em campo e mudou o jogo. Primeiro com a cabeça em pé e o passe preciso para Zé Eduardo encontrar Elano na área e abrir o placar. Depois, com o bom posicionamento e a finalização firme e precisa, que marcou seu retorno com bola na rede.

Mais do que isto, Ganso mostrou que falta de ritmo é para quem não tem bola. Tocou, organizou, comandou como de costume. Sofreu faltas, levantou, seguiu em frente. Deu caneta. Jogou demais! Apenas um aperitivo, de pouco mais de 25 minutos.

Com Ganso, o Santos ainda longe do ideal pode tornar-se mortal novamente. O camisa 10 da Vila é diferenciado e não precisa provar coisa alguma. Já é uma realidade. Um craque. Neymar agradece. O Santos também.

E todos que gostam de futebol, devem fazer o mesmo. Seja bem-vindo novamente, Ganso.

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Coincidências e diferenças

A aposentadoria já havia sido anunciada, inclusive oficialmente. Mas só neste domingo, Ronaldo teve seu último ato como jogador do Corinthians. Volta olímpica, discurso e homenagens no Pacaembu. Merecidas. E importantes para que o clube paulista siga sua vida. Assim como foi importante o resultado: vitória por 3 a 1 sobre o Santos, terceira colocação no Paulista e único time ainda invicto na competição.

A homenagem para Ronaldo foi muito bacana. Mais uma bola dentro do marketing corinthiano. Jogador entrando em campo com camisa em homenagem ao clube. Jogadores entrando em campo com camisa em homenagem ao atacante. Todos com o número 9 na camiseta. Tudo muito legal.

E as coincidências não pararam por aí. Passaram pelo placar e pela forma como foi construído. 3 a 1 sobre o Santos. O mesmo placar de um dos melhores jogos do Fenômeno com a camisa do Corinthians, em seu melhor momento pelo clube. No jogo, na Vila Belmiro, Ronaldo fez um golaço por cobertura. Neste domingo, foi a vez de Liédson fazer o seu por cobertura, na última homenagem da tarde ao ex-jogador.

Mas houveram diferenças, principalmente com relação aos últimos momentos de Ronaldo no Corinthians. Tite finalmente viu um time veloz e leve em campo. A mobilidade, principalmente no ataque, é outra com Liédson. Aos poucos, os tempos de Ronaldo e Roberto Carlos ficam para trás e o Corinthians se reencontra com nova cara. Melhor e com potencial para melhorar, ainda que precise de reforços urgentes.

Quanto ao Santos, Adilson começa a ter o trabalho questionado. Acostumado a pressão, não deve demorar a dar a volta por cima. Ainda faltam peças importantes para entrar na equipe, mas esta "desculpa" não deve durar muito tempo. É preciso que o time se acerte com o que tem já que os grandes desafios da temporada devem começar em breve.

Transpiração e consciência

O discurso de Felipão após a sofrida vitória do Palmeiras (1 a 0 sobre o Oeste) deixa claro a mudança e principalmente, a postura esperada para o time em 2011: "A vitória foi ótima, espetacular, porque também não fizemos muito mais que o Oeste para ganhar o jogo. Tivemos mais sorte, só isso".

De fato, não parece estar na mente do treinador palmeirense desviar o foco das más atuações da equipe como fez em boa parte de 2010. E isto pode ser fundamental para que o Palmeiras se encontre, dentro de suas limitações.

Novamente no 4-3-3 com três volantes e pouca criatividade no meio-campo, o Palmeiras apostou na qualidade de Kléber na frente e na correria, principalmente pelo lado esquerdo com Rivaldo e Luan. Longe de ser um primor técnico (principalmente enquanto segue sem contar com os eternos machucados Lincoln e Valdívia), o Palmeiras reconheceu que a transpiração pode ser o segredo do sucesso.

O jogo truncado no primeiro tempo, melhorou no segundo. Algumas chances de gol, desperdiçadas por ambos os times. O Palmeiras teve as melhores, mas não aproveitou. E já no fim, quando o zero a zero parecia ser o placar final, Patrick aproveitou jogada de raça de Kléber pelo lado esquerdo e bom cruzamento de Luan para marcar o gol da vitória.

Além de conviver com o excesso de lesões, Felipão tem um elenco com algumas boas peças e muitos jogadores que acrescentam pouco ou quase nada. Mas montar um time organizado taticamente e que tem tanta vontade é o caminho indicado para fazer do Palmeiras um time competitivo. Sem ilusão. Com transpiração e consciência.

Final digna

Eletrizante, emocionante, de tirar o fôlego. A final do Campeonato Paulista de 2010, sem dúvidas, valeu o ingresso. E por pouco, não teve um fim que não poderia ser chamado de injusto, mas seria angustiante para aqueles que como eu, amam o futebol.

O Santos encantou. Foi brilhante e ganhou a torcida de todo o país na competição. Mas na final, foi pior do que o Santo André nos dois jogos. Foi superior apenas na etapa final do primeiro jogo, quando fez o resultado que lhe garantiu o título ontem.

A partida deste domingo, porém, foi incrível. Cheia de reviravoltas e com todos os ingredientes de uma grande decisão. Casa cheia, dois grandes times, jogo equilibrado e aberto até o último instante.

O Santo André mais uma vez começou avassalador. Abriu o placar com Nunes logo aos 30 segundos. Mais uma vez, o Santos meio perdido, não jogava bem. Mas na individualidade do seu fantástico ataque, conseguia o resultado que lhe interessava. Incrível passe de Robinho, mais incrível ainda a frieza e a qualidade na finalização de Neymar para o Santos empatar. O Santo André voltou a frente aos 20 minutos. Mas em outro ataque isolado, Ganso deu um passe no mínimo espetacular para Neymar marcar mais um. Ali, surgia o nome do jogo. O destaque da conquista: Paulo Henrique Ganso. Deixemos para depois...

O jogo esquentou e ficou aberto de vez quando os jogadores resolveram aumentar os espaços. Léo e Nunes foram expulsos depois de uma discussão idiota. Marquinhos também recebeu o cartão vermelho pouco depois, por entrada ainda mais idiota. Não seria a jogada mais idiota da noite. Ali, o Santo André ficava com um homem a mais. E o Santos com apenas 9 em campo. O terceiro gol dos visitantes, ainda no primeiro tempo, colocou ainda mais fogo na etapa final.

O Santo André precisava de mais um gol e tinha um homem a mais e 45 minutos pela frente. Tentou atacar de todas as formas. O Santos se segurava como podia. E mais uma vez na individualidade de seus jogadores levava perigo. Ganso passou a ser decisivo. Sozinho no ataque, prendia a bola, driblava, ditava o ritmo do jogo. Assumiu a responsabilidade de comandar a equipe e de ser o solista de uma orquestra desfalcada.

A imagem que deixou claro que ali havia um jogador pronto, maduro, aconteceu aos 36 minutos. Pouco antes dela, Roberto Brum que tinha acabado de entrar, deu um carrinho por trás e foi expulso, deixando o Santos com dois jogadores a menos. Ali, ele ganhou o troféu de imbecil do dia. Tosco.

Dorival Júnior precisava se fechar. Eram 10 minutos para segurar o adversário com dois jogadores a menos. E pensou em tirar Ganso, que parecia cansado. O jogador então olhou para o técnico e disse que não sairia do jogo. Não por insubordinação ou desrespeito. Mas porque ele sentia o calor do jogo e sabia que não havia no gramado ninguém mais importante que ele para aquela conquista.

Nos 10 minutos seguintes, o Santo André tentava atacar enquanto Paulo Henrique segurava a bola no campo de ataque do Santos sozinho. A angustiante bola na trave aos 44 minutos quase levou o troféu para um improvável campeão. Mas o mundo do futebol não seria justo se não fizesse o número 17 do Santos levantar a taça no fim da tarde.

Os Meninos da Vila superaram a pressão e foram campeões mesmo sem jogar bem na decisão. Que não percam o encanto e nem a forma de jogar. Que Dorival volte a escalar a equipe com três atacantes, de maneira corajosa. O futebol merece que este time conquiste muito mais! E depois de duas derrotas consecutivas, é melhor abrir o olho para o duelo de quarta-feira contra o Atlético-MG pela Copa do Brasil.

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Alguém se habilita?

A grande pergunta do início da temporada no futebol brasileiro é: quem vai parar o Santos? Ontem, o bom e organizado time do Santo André bem que tentou. E poderia ter conseguido, se não desperdiçasse chances claras de gol. Acabou tornando-se mais uma vítima dos "Meninos da Vila".

O início avassalador dos garotos de Dorival Júnior deram a esperança de mais um espetáculo. Mas o Santo André foi corajoso e valente. Encarou o Santos de igual para igual. E jogou futebol. Só assim para combater o excelente time santista. Ficar na defesa esperando parar o adversário é um erro fatal. São craques demais, dispostos a tirar um coelho da cartola a qualquer momento.

E assim o Ramalhão abriu o placar com Bruno César, cobrando falta. Poderia ter feito mais dois ou três na reta final do primeiro tempo, quando o Santos acusava o golpe. Acabou desperdiçando as oportunidades, que fariam muita falta depois. Era a chance de matar o jogo.

No intervalo, Dorival Júnior deu bronca geral. Perdeu Neymar, mas ganhou André, com mais presença dentro da área. O time que não jogou no primeiro tempo, passou a mostrar querer no segundo. E com a normalidade que tem sido vista na temporada, os gols começaram a sair. Primeiro com André, de cabeça, em passe precioso de Ganso (o melhor em campo). Depois com o excelente coadjuvante Wesley, duas vezes. Gols quase idênticos. Entrando em velocidade pelo lado direito e batendo firme, cruzado. 3 a 1 e o título paulista parecia definido.

Parecia e ainda parece, apesar do gol meio na sorte de Rodriguinho, no fim do jogo. O 3 a 2 deixa uma réstia de esperança para o Santo André. Mas só um milagre tira o título do Santos. Que será merecido, pra quem encantou fez bonito e soube vencer mesmo quando não foi brilhante.

A Copa do Brasil é um desafio ainda maior. Quarta-feira o Atlético-MG de Luxemburgo pode ser apenas o primeiro grande teste. Mas, provavelmente, será o mais difícil da temporada até aqui. Resta saber se os mineiros serão, finalmente, capazes de deter os garotos de Dorival.

Errou de novo

Clássico emocionante, empolgante e decidido em pequenos detalhes. Ou em um recorrente detalhe, é justo dizer. Santos e São Paulo começaram ontem a decisão antecipada do Campeonato Paulista. Jogo cheio de mudanças e que terminou com vitória dos Meninos da Vila, muito perto da final.

O Santos começou melhor a partida. Conseguia chegar bem ao ataque. O São Paulo, apesar da evidente vontade de seus jogadores, não conseguia se acertar no meio-campo. O gol contra de Júnior César, ainda no início, piorou ainda mais a coisa. Mais do que isso, prejudicou também o tricolor o árbitro Marcelo Rogério. Não pelo segundo, mas pelo primeiro cartão amarelo para Marlos, que foi no mínimo um exagero.

Com um jogador a mais, o Santos não demorou para fazer o segundo, em enfiada genial de bola de Neymar para o artilheiro André. 2 a 0, 11 contra 10. Ali, o jogo cheirava a goleada.

Mas no segundo tempo, Ricardo Gomes acertou seu time. A entrada de Cicinho deu consistência e velocidade ao meio são paulino. O time cresceu no jogo. Conseguiu diminuir com Hernanes (o melhor em campo) e virar com Dagoberto de cabeça, mais um sinal claro das fraquezas da defesa do Peixe. Ali, o jogo cheirava a empate.

Mas veio uma falta lateral cobrada por Mádson. Rogério Ceni voltou a errar num momento decisivo e Durval teve tudo para decidir o clássico. Santos 3 a 2. Vitória que deixa o time perto demais de uma vaga na final. Pode até perder o segundo jogo.

Rogério Ceni é bom goleiro. Sempre foi. Mas este ano, tem falhado demais e o pior: em momentos decisivos. Assim como Marcos no Palmeiras, ele ainda é importante para o São Paulo. Mas com 37 anos, é preciso que o clube comece a pensar em alternativas.

Já o Santos, não decepcionou. Não foi brilhante e empolgante como em outras partidas. Mas mostrou qualidade para vencer um adversário que é forte demais. Dorival agora deve conviver com um dilema: manter um esquema ofensivo e que funciona, correndo riscos defensivos, ou tentar uma maneira mais segura de jogar para segurar um resultado que muito lhe interessa. Eu, tentaria a primeira opção. Este time merece. E o futebol brasileiro também.

Nem tão lógico assim

Se em Minas tudo caminhou dentro do previsto, em São Paulo as coisas não foram bem assim. Dos quatro grandes, apenas dois se classificaram para as semifinais. E na decisão, teremos um grande contra um pequeno.

Santos e Santo André já chegaram à última rodada classificados. Foram os melhores times da primeira fase. O Santos sobrou. Atropelou todo mundo que viu pela frente. Goleou, empolgou, encheu os olhos. Já o Santo André foi o time mais correto. Tem um elenco interessante, um time entrosado e muito organizado taticamente. Fez muito por merecer a bela classificação.

O Grêmio Prudente, que eu vou continuar classificando no blog como Grêmio Barueri, mostrou incrível reação. E quem diria, um dos grandes responsáveis foi Toninho Cecílio, do qual eu fiz chacota (confesso) quando foi contratado. Nove jogos e nove vitórias. Uma arrancada fulminante no final. Que fez do time de empresários, que perdeu muitos pontos com este que vos escreve quando mudou de cidade, chegar bem na terceira posição.

O São Paulo ficou com a quarta vaga. E segue mostrando evolução. Marlos se encontrou. Ricardo Gomes parece estar perto de achar a melhor forma de atuar do time. Dagoberto e Washington estão se entendendo. Foi outro time a reagir bem na reta final. Mas ainda tem a Libertadores para se preocupar.

São Paulo x Santos na semifinal tem cara de decisão antecipada. E deve ser. Os dois são fortes o suficiente para vencer qualquer dos "pequenos" que aparecerem na final. O Santo André é meu favorito e tem minha torcida no outro jogo. Mas será no Morumbi e na Vila, nos próximos finais de semana, que a competição será decidida. Serão estes jogos que vão levar milhares de pessoas para os estádios, para a frente das tvs, etc.

Corinthians e Palmeiras vão apenas assistir. O segundo, fez campanha pífea e já estava eliminado há várias rodadas. O Corinthians ainda tinha chances. Fez 5 a 1 no Rio Claro em uma das melhores partidas de 2010. Mais uma vez, Roberto Carlos mostrou que pode ser muito útil ao Corinthians e à Dunga. Mas, os pontos deixados pelo caminho quando Mano não sabia o que fazer com o grande elenco, custaram a classificação. Olho e concentração total agora na Libertadores. É justo e faz parte.

Seguidos tropeços

E o Palmeiras vacilou de novo no Campeonato Paulista. Mais uma vez em casa, o time esteve à beira do abismo. E o que já era fato há algumas rodadas, tornou-se praticamente matemático depois do empate contra o fraco Mirassol.

Mais uma vez o time começou bem, com o gol de Robert. Mais uma vez se perdeu no caminho e passou a jogar como um pequeno visitante contra um gigante europeu. Os papéis se invertem com frequência quando o Palmeiras está em campo.

Depois de mais um empate, a pressão segue aumentando. Cleiton Xavier, machucado, pode deixar a situação ainda mais complicada. Diego Souza quer sair e não é de hoje. Se com eles o time é apenas mediano, sem eles...

Mas é preciso calma com Antônio Carlos. É bom treinador e já mostrou competência. Precisa de tempo e mais ainda de reforços para poder ser cobrado. Com este time, será difícil chegar à algum lugar.

A eliminação no Paulista, que parece uma tragédia, pode ser positiva. Dará tempo para o Palmeiras colocar a cabeça no lugar e tentar se acertar para o futuro, que é o que vale. Nas fases decisivas da Copa do Brasil e no Brasileirão é que o time terá que mostrar a que veio em 2010.

E por falar em bom futebol...

Não é só este que vos escreve que anda repetitivo ultimamente. E aliás, me eximo de culpa neste caso. Afinal, não há como ignorar os seguidos shows de Messi no Barcelona. Assim como é impossível não falar sobre o irresistível e arrasador Santos. Não é o Santos de Robinho. Nem de Neymar. Nem de Ganso. É o Santos do futebol.

Ontem, mais um show. 9 a 1, fora o baile no Ituano. Isto tudo desfalcado de Robinho e Neymar. É mole?

Não, mas parece que é. O show particular da última rodada foi de André, autor de três gols. Destaque também para mais uma partida espetacular de Paulo Henrique Ganso.

Muitos vão justificar mais uma vez dizendo que o adversário era fraco. São os ranzinzas que sempre precisam buscar problemas e fechar os olhos para o que está óbvio à sua frente.

Mas, se serve de comparação, o São Paulo venceu o mesmo time apenas por 1 a 0. O Palmeiras, empatou em casa por 3 a 3. O Corinthians, ainda não enfrentou, mas dificilmente repetirá o resultado.

Porque o Santos consegue fazer o que ninguém consegue?

Se fosse fácil, todos fariam. Mas não é nenhuma fórmula da Coca-Cola. O Santos joga para frente. Busca o gol à todo instante. Dá liberdade para seus jogadores criarem, ousarem. E jogam com alegria, o que é mais importante.

O time tem problemas defensivos? Tem. Principalmente pela vocação dos jogadores pelo ataque. É algo que precisa ser resolvido. Mas que não inviabiliza os bons resultados do time. Aliás, times que fazem e sofrem muitos gols sempre foi característica de Dorival Júnior.

O time pode terminar a temporada sem ganhar nada? Pode. Como outros times espetaculares já ficaram. Futebol não é uma ciência exata e é aí que está a graça.

Ou melhor: hoje, a graça está em ver o Santos jogar e marcar gols. Como se tudo não passasse de uma brincadeira.

Dançou na hora certa

Não existe "hora boa para perder". Ganhar é sempre bom. E é sempre melhor do que perder ou empatar. Mas é bom quando uma derrota pode trazer ensinamentos e lições. E quando os pontos perdidos não farão muita falta. Foi o que aconteceu com o Santos, ontem, em um dos melhores jogos do ano na Vila Belmiro.


E logo que a partida começou, o encantador e envolvente ataque santista mostrou a que veio. Aproveitou-se de falhas da defesa palmeirense para com a tradicional velocidade e técnica fazer 2 a 0, com Pará e Neymar. O Palmeiras, sufocado, parecia entregue para uma goleada.

Mas o mundo do futebol dá voltas rápido demais. Ainda no primeiro tempo, a defesa do Santos parou para ver Robert empatar. E ainda baqueada pelo primeiro gol, levou o segundo três minutos depois. Neste momento, as danças à cada tento marcado, já tinham virado provocação. Provocação sadia, diga-se de passagem. E divertidíssima.

Empolgado com o empate, o Palmeiras se acertou na etapa final. Melhorou a marcação no meio-campo e passou a controlar a partida. O Santos seguia envolvente no ataque. Mas continuava mostrando que precisa melhorar muito a defesa para as grandes partidas. Em outro erro, Diego Souza colocou o Palmeiras na frente.

Em um jogo repleto de reviravoltas, o Santos conseguiu reempatar a partida com Mádson em outro passe magistral de Ganso. O time se empolgou além da conta para buscar a virada. Neymar exagerou na dose e foi expulso. E Robert acabou acertando um lindo chute para dar a vitória ao Palmeiras.

4 a 3. Um jogão. E um placar digno dos grandes jogos. Um resultado interessante, mas que precisa ser analisado com calma.

Primeiro o do vencedor. O Palmeiras conseguiu uma vitória muito importante. Mas ainda tem problemas demais, principalmente na defesa. Venceu mais na base da raça e da vontade de provar que é um time incomparável ao Naviraiense do que por um futebol correto taticamente. Mas conseguiu um passo importante para ter paz para trabalhar.

Segundo o perdedor. No jogo das danças, o Santos dançou na hora certa. Segue líder do Paulistão, mas percebeu que é preciso respeitar o adversário seja qual for. E que, apesar da fase brilhante, principalmente dos meias e atacantes, a defesa ainda tem muito a se acertar para poder brilhar na valsa final.

Apenas uma caricatura

Mais um jogo e o Palmeiras segue mostrando que está muito longe de ser um time de futebol. Recentemente falei sobre a pena que me dá ver Marcos sofrendo com este time, que certamente não está à altura do Palmeiras.

Ontem, mais uma prova. Mal no Campeonato Paulista o time precisava a todo custo da vitória. Pela frente, nada melhor do que o lanterna da competição. O Sertãozinho é fraco. Não havia ameaçado ninguém.

Mas deu um susto. E muito trabalho. No fim das contas, a vitória veio. 3 a 2, graças ao "espírita" Cleiton Xavier, autor de dois gols nos minutos finais. Resultado justo pelo que o Palmeiras fez em campo. Mas que escancarou mais uma vez a pouca qualidade e as deficiências do time.

Não há laterais. A zaga tem problemas. Tantos que estão deixando o pentacampeão e experiente Marcos absolutamente inseguro no gol. No meio, só Cleiton Xavier joga. Pierre continua sendo um leão e ótimo ladrão de bolas, mas não é solução. De resto, é uma caricatura. O meio erra passes demais. E o ataque não emplaca.

No fim-de-semana, o alviverde encara o clássico contra o Santos. É forte a tendência de uma vitória fácil dos santistas. Salvo uma grande mudança de espírito, devido ao "clássico". O mais provável, porém, é uma vitória do líder da competição. E a eliminação precoce de um Palmeiras que vai precisar de muito mais se não quiser seguir sofrendo em 2010.

Ele não merece passar por isso

Um sonho de verão que durou pouco. Antônio Carlos Zago chegou ao Palmeiras e os bons resultados vieram juntos. Em tempo recorde, o técnico parecia ter encontrado a fórmula para transformar um time perdido em vencedor. Doce ilusão.

Os resultados sumiram. O futebol pouco vistoso reapareceu. Os problemas vieram à tona novamente. E a torcida, voltou a jogar contra.

O último capítulo foi na quinta-feira. O algoz, mais uma vez foi o Santo André, assim como no último Brasileirão. Os 3 a 1 para o time interiorano em pleno Palestra Itália voltaram a acabar com a paciência da torcida e estremeceram a relação clube x torcida mais uma vez.

Em meio aos protestos pela falta de títulos, aos gritos de burro para o novo treinador e xingamentos para alguns jogadores (principalmente Diego Souza) estava Marcos. O goleiro pentacampeão mundial. Símbolo do Palmeiras. E que, definitivamente, não precisava passar por isso no fim da carreira.

E por isso, em mais um dos milhares de momentos de sinceridade na carreira, Marcão admitiu pela primeira vez que pode encerrar a carreira no fim do ano. Ele sabe que falhou no primeiro gol do Santo André e mais do que isso, sabe que tem problemas físicos, devido à idade. E tem respeito pelo clube que lhe paga o salário. Mais do que isso, pelo clube que o transformou no que é.

Por isso, Marcos já disse que encerra a carreira ou vai aceitar o banco de reservas para ajudar os mais jovens no momento de transição. Mas, para isto, abaixaria o seu salário, por respeito. Marcos é um exemplo. Polêmico pela sinceridade. Autêntico. Escutá-lo falar é sempre certeza de boas frases.

Por isso, merece o respeito eterno dos palmeirenses. E não merecia passar pelo que vem passando junto com o clube.

E quando ele parar, fica a certeza de que um jogador como Marcos não fará falta apenas ao Palmeiras. Fará muita falta ao futebol.

Sem se importar com a idade

Foi na Vila Belmiro o grande jogo do fim-de-semana no futebol brasileiro. Santos e Corinthians fizeram um clássico com quase todos os ingredientes. Na verdade, faltou um. Apenas nove mil torcedores compareceram ao estádio graças ao abusivo preço cobrado pelos ingressos.

Em campo, o que se viu foi mais uma partida empolgante do travesso time santista. Venceu por 2 a 1, foi superior e poderia ter goleado o rival. Perdeu uma ótima oportunidade para o feito.

Mais uma vez, o Santos encantou. Com um time leve e altamente ofensivo (marca registrada de Dorival Júnior, o melhor técnico da nova geração) não deixou o Corinthians ver a cor da bola. Toques rápidos, envolventes, movimentação constante. Mesmo sem o apoio dos laterais (que ficam plantados para que os volantes, meias e atacantes possam se movimentar) é incrível a facilidade do Santos em criar jogadas. Além disso, é impossível não destacar mais uma atuação decisiva de Neymar, de apenas 18 anos. Um futuro craque de alto gabarito.

Enquanto isto, o Corinthians que investiu em experiência, pareceu um time de garotos. Perdido e nervoso, o time do Parque São Jorge teve mais uma atuação confusa. Que culminou com a derrota e com mais duas expulsões. Moacir e Roberto Carlos (pela segunda vez na temporada - esta injusta, diga-se de passagem).

Ao contrário do que diz Mano Menezes quando acusa a arbitragem de ter definido o jogo, foi no meio-campo que as coisas foram resolvidas. Enquanto os volantes do Santos faziam boa partida e os meias (Marquinhos e Ganso) jogavam soltos, o Corinthians tinha dificuldades. Elias não podia sair para o jogo e ajudar o ataque como fez no meio da semana. E Tcheco não parece ter se encaixado bem no esquema de Mano. Falta velocidade ao Corinthians. Assim, Ronaldo acaba sendo obrigado a buscar a bola no meio-campo (e ali faz jogadas geniais, mesmo fora de forma), tirando do craque seu instinto definidor.

Ao meu ver, o árbitro errou apenas na desnecessária expulsão de Roberto Carlos. O jogador não tentou simular o penalti e rapidamente se levantou para disputar a bola. De resto, todas as decisões foram perfeitas por parte do árbitro.

Enquanto Mano Menezes tem um grande problema para resolver, se quiser acertar a equipe a tempo de disputar o título paulista e de brigar também pela Libertadores, Dorival tem um problema bem menor: manter o que vem jogando o melhor time do país no momento. E evitar que firulas desnecessárias e pressão dos adversários interfiram no ótimo time que ele tem nas mãos. Com ou sem Robinho.

Com o pé direito

Não podia ter sido melhor a estréia de Fernandinho com a camisa do São Paulo. Não podia ter sido melhor para o São Paulo, o momento em que Fernandinho estréia bem com a camisa do clube.

Para muitos, inclusive para este que vos escreve, o São Paulo foi o time que melhor contratou para 2010. Apesar do excesso e de alguns jogadores de qualidade duvidosas, é incrível como o elenco são paulino foi fortalecido pela diretoria. Jogadores que estiveram entre os melhores no último Brasileirão chegaram para o time na temporada.

Entre eles, Fernandinho. Enquanto jogou, foi o melhor jogador do último Campeonato Brasileiro. Sua performance só foi piorada pois ficou sem contrato com o Barueri no meio do caminho. Acabou muito tempo sem jogar.

Até agora em 2010, o São Paulo não havia feito nenhuma grande partida. As atuações do time não justificam o investimento feito pela diretoria. Ricardo Gomes começa a sofrer pressão. E a sofrer com a sombra de Muricy Ramalho.

Mas hoje, ganhou um bom motivo para sorrir. Fernandinho e seus quatro gols em 45 minutos, na estréia contra o Monte Azul. A camisa não parece ter pesado. Personalidade ele já mostrou que tem. Futebol, não há dúvidas que ele vai mostrar.

O São Paulo agradece.

Letra P. De paradinha

Ando um pouco sem tempo para o blog. Ossos do ofício. Por isso, ficou prejudicada a análise dos jogos do fim-de-semana nos Campeonatos Estaduais. Graças ao atraso, vou sair um pouco dos jogos em si, para tratar de outro tema.

No domingo, Robinho reestreou no futebol brasileiro. Em grande estilo. Fez de letra, o gol da vitória do Santos no clássico contra o São Paulo. Saiu melhor do que a encomenda.

Quando a tendência era que só se falasse na letra e na ótima volta de Robinho, outro assunto veio à tona devido ao jogo. O primeiro gol do Santos. De penalti, cobrado por Neymar.

A "paradaça", como foi apelidada a cobrança do jovem craque santista, foi o tema. Jornalistas e torcedores passaram a segunda-feira debatendo na TV, nos blogs, no Twitter. E as opiniões são as mais diversas possíveis.

Eu, confesso, que penso um pouco dos dois lados. Acho que todos ou quase todos tem razão em seus argumentos.

Lédio Carmona, por exemplo, disse em seu blog que é contra a paradinha. "A paradinha pode parecer uma forma de expressar a arte em campo, mas não passa de um escárnio contra o goleiro e contra o caráter competitivo de um jogo. Se é para mantê-la na regra, melhor evitar que o goleiro perca seu tempo...Fica mais democrático e consequentemente menos perverso e ditatorial com os arqueiros". Concordo que é uma humilhação para o goleiro, que cai sozinho e assiste o humilhante toque para o gol deitado.

Mas, preciso concordar também com os argumentos do também ótimo André Rocha em seu blog: "é dever lembrar que o penalti normalmente impede um gol ou uma jogada perigosa...impedir este artifício, como pretende fazer a sisuda FIFA, é beneficiar o infrator que não merece nenhuma vantagem ao prejudicar o espetáculo com a falta dentro da área." É impossível discordar.

No fim das contas, acho que todo artifício que for utilizado para facilitar a vida do cobrador do penalti, é justo, já que é uma falta grave e deve ser punida como tal. Com a "penalidade máxima", como o nome diz. Pobre do goleiro, que é o humilhado na jogada. Não é atoa, que a grama não nasce por ali...

PS: Duro é ver Rogério Ceni que é goleiro e já utilizou algumas vezes o artifício como batedor, reclamando da jogada. Ai, meu telhado de vidro.

Feliz aniversário e um brilhante futuro

Hoje é dia de Neymar. O jovem e ótimo atacante do Santos faz 18 anos. Isto mesmo. Só 18 anos. Tão pouca idade e tanto futebol.

Depois de um início tímido e pressionado, já que a expectativa que o cercava era muito grande, o garoto finalmente parece encontrar o seu verdadeiro futebol com a camisa alvinegra.

Ontem, contra o Santo André, Neymar foi o autor desta pintura:


Ainda deu o passe para o segundo gol, marcado pelo também ótimo companheiro Paulo Henrique Ganso.

Com a chegada de Robinho, deve crescer ainda mais a exposição e a pressão exercida sobre Neymar. Que já mostrou, no entanto, capacidade para desenvolver o que sabe.

Para muitos, ele é melhor do que Robinho. Para mim, ele tem tudo para ser melhor do que Robinho. E melhor do que muitos outros grandes craques do futebol brasileiro.

Neymar tem velocidade, dribles rápidos, é inteligente e está cada vez mais preciso nas finalizações.

Bem cuidada, a jóia da categoria de base do Santos pode tornar-se uma estrela da primeira linha do futebol mundial. E fazer lá fora o que Robinho nunca conseguiu fazer.

11 a 0

E segue a rotina dos Campeonatos Estaduais. Ontem, mais três jogos de grandes contra pequenos nos dois principais campeonatos do país. Resultado: 11 para os grandes. 0 para os pequenos. Goleadas fáceis, como é de se esperar.

Em São Paulo, o saldo foi 3 a 0. Todos do São Paulo, contra o Paulista. Destaque para a bela atuação de Dagoberto, que voltou de suspensão depois da expulsão na primeira rodada. Ricardo Gomes voltou a escalar o time no 3-5-2 e tudo indica que o esquema deve permanecer pelo restante da temporada.

No Rio, dois jogos com o mesmo placar. 4 a 0. O Vasco, goleou o Macaé. Philippe Coutinho não marcou, mas voltou a ser o destaque do time. Pena que vai durar tão pouco no futebol brasileiro. O Fluminense segue como o melhor time do Rio. Bateu o Duque de Caxias mais uma vez com extrema facilidade. Tem na próxima rodada, porém, o primeiro desafio real de 2010: o clássico contra o Flamengo.

Até março será assim. Um ou outro tropeço. Algumas vitórias complicadas. E muitas goleadas. Quanta emoção...

Altos e baixos (e gordos)

Entre os estaduais mais importantes do país, o que me parece mais equilibrado neste início de temporada é mesmo o Paulista. Mas, confesso, que não acho que seja por causa do bom nível dos times do interior. Na verdade, os grandes que não parecem ainda tão preparados como deveriam estar para enfrentar concorrentes tão mais fracos.

Prova disto foram os desempenhos de Palmeiras e Corinthians ontem. O primeiro, assumiu a liderança da competição com a vitória por 1 a 0 sobre o fraquíssimo Monte Azul. O gol veio com penalti batido por Cleiton Xavier. E foi só. O Palmeiras jogou pouco mais uma vez e provou que precisa urgentemente de reforços se quiser chegar à algum lugar na temporada. Apostar na garotada é que não vai dar.

Já o Corinthians tropeçou mais uma vez jogando em casa. Ficou no empate por 1 a 1 com o Mirassol. Ronaldo, mesmo parecendo ainda mais pesado que no ano passado, fez um belíssimo gol com a técnica de sempre. Mas, saiu machucado e deve ficar fora do clássico contra o Palmeiras. Culpa do peso? Não sei. O fato é que Ronaldo segue não se cuidando como deveria e o Corinthians definitivamente não pode contar com ele. No fim, Felipe fez mais uma trapalhada bizarra com a defesa e o Mirassol acabou empatando o jogo, liberando o direito às vaias do torcedor.

Quem fez bonito foi o Santos. Mais um jogo em casa e mais uma goleada. Com a marca e o show de Neymar. O jovem parece empolgado com a possibilidade de atuar ao lado do ídolo Robinho. Só não fez chover na Vila Belmiro. Pareceu inspirado com o belíssimo lance de Léo que resultou no primeiro gol do jogo. E depois, fez seu show particular. Marcou belo gol, deu assistência, drible desconcertante, arrancadas fatais. Mas, é cedo para se animar com o Santos. Se o ataque tem potencial, dali para trás o time fica devendo. E muito. Mais triste ainda a situação do Barueri, ou Prudentina, sei lá. O time de aluguel parece completamente perdido após a reformulação feita no fim do ano passado.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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