Os Campeonatos Estaduais pelo Brasil são um sucesso. Só que ao contrário. Neste meio de semana, 16 dos 20 times que vão disputar a próxima Série A entraram em campo (as exceções foram mineiros e gaúchos que não tiveram jogos).
A rodada seria interessante se todos eles jogassem ao mesmo tempo seus jogos no mesmo estádio. No novo Maracanã, com capacidade projetada para 76 mil pessoas por exemplo, pouco mais de 20 mil torcedores ficariam do lado de fora sem ingresso.
Isto mesmo! Nos 16 jogos envolvendo clubes da Série A nesta quarta e quinta, só 98.677 pessoas compraram ingresso. Média pífea de 6.167 torcedores por jogo (alavancada pela torcida do Itumbiara, que comprou mais de 26 mil ingressos para o jogo contra o Atlético-GO, um dos dois com público superior a 10 mil). O Náutico, por exemplo, de torcida apaixonada, jogou para apenas 581 pagantes contra o América. No Rio, os quatro grandes somados, venderam menos de 10 mil ingressos.
Para fazer uma (injusta) comparação, a média de público do Barcelona na última temporada foi de 79.192 torcedores por jogo, seja contra Alavés ou Real Madrid. O número é quase igual ao público total dos 16 times citados.
Na última Premier League, por exemplo, o time que teve a pior média de público foi o Blackpool com 15.782 presentes por jogo: 90% de ocupação do seu estádio, com capacidade para 17.600 pessoas e quase três vezes mais do que a média da rodada estadual.
Não é só o público que não se empolga. Em geral, os jogos são fracos e os times desinteressados. Muitos reservas, poucos tropeços, algumas crises desnecessárias e muito mais problemas do que soluções.
Mas há quem defenda as competições dizendo que "valorizam" rivalidades e colocam clubes pequenos em atividade (como se fosse possível procurar uma fórmula em outra competição que fosse interessante para eles). Desculpas descabidas. Comprovadas pelos números abaixo:
PÚBLICO DOS 16 TIMES DA SÉRIE A NOS ESTADUAIS NOS DIAS 29/02 E 01/03
Considerados o público de acordo com borderôs divulgados pelas Federações
Atlético-GO (contra o Itumbiara, fora de casa): 26.079 pagantes
Santos (contra o Guarani, fora de casa): 10.720 pagantes
Corinthians (contra a Catanduvense, em casa): 9.946 pagantes
Coritiba (contra o Toledo, em casa): 9.076 pagantes
Bahia (contra o Camaçari, em casa): 8.846 pagantes
Palmeiras (contra o Linense, fora de casa): 6.798 pagantes
Sport (contra o Belo Jardim, em casa): 6.476 pagantes
São Paulo (contra o Guaratinguetá, em casa): 6.026 pagantes
Botafogo (contra o Americano, fora de casa): 3.609 pagantes
Flamengo (contra o Boavista, em casa): 2.461 pagantes
Vasco (contra o Bonsucesso, em casa): 2.428 pagantes
Ponte Preta (contra o Botafogo, fora de casa): 1.816 pagantes
Portuguesa (contra o Mogi Mirim, fora de casa): 1.756 pagantes
Fluminense (contra o Resende, fora de casa): 1.447 pagantes
Figueirense (contra o Marcílio Dias, fora de casa): 1.059 pagantes
Náutico (contra o América, fora de casa): 581 pagantes
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Já falei outras vezes. Nos Campeonatos Estaduais é assim: os clubes grandes são os menos interessados, mas o que tem a obrigação de vencer. Questão de tamanho, de hierarquia. Perder, deixa todos com o pé atrás. E a crise mais perto. Foi o que aconteceu ontem com Fluminense e Internacional.

Os gaúchos abriram mão do Gaúcho por vários motivos. O mundial fez os jogadores entrarem de férias mais tarde. E a prioridade (outra questão de hierarquia) é a Libertadores. Por isso, Enderson Moreira comandou o Inter B na competição. Ontem, depois de empate com o Cruzeiro-POA, nas quartas-de-final da Taça Piratini (primeiro turno do campeonato) o time foi derrotado nos penaltis. Eliminação precoce e princípio de crise.
Enderson Moreira foi demitido. Jogadores do Inter B, devem ser dispensados. A pressão sobre o time principal (que disputará o restante da competição) cresce bastante. O desespero só não é maior pois obviamente que com os titulares o Inter tem toda condição de fazer um belo papel. Mas fato é que, para quem tem a Libertadores para se preocupar, o aumento da pressão pode ser prejudicial.
O mesmo acontece com o Fluminense. Ontem, o tricolor foi eliminado nas semifinais da Taça Guanabara (também nos penaltis, também depois de empate por 2 a 2) pelo organizado Boavista. Muricy sonhava vencer o primeiro turno do Estadual para poder focar somente no difícil grupo da Libertadores (vale lembrar que o time já tropeçou na estreia). Não conseguiu e a pressão por resultados vai crescer daqui em diante.
Fluminense que tem em 2011 os gols de Rafael Moura que Washington não fez em 2010. Mas tem problemas defensivos que não tinha. E ainda não tem o Conca versão 2010. Após a cirurgia e a impensável sequência de jogos enfrentada pelo argentino no ano passado, é preciso cuidados especiais com o meia este ano. Ou ele pode fazer ainda mais falta no futuro.
A panela de pressão está no fogo. Mas há quem goste dos Estaduais. Para eles, deve fazer bem.
Os Campeonatos Estaduais são uma maravilha. Cheio de grandes jogos e ótimos jogadores. Uma revelação atrás da outra. Regulamentos empolgantes que deixam a decisão para a reta final e que não deixa favoritos.

Este fim-de-semana, tivemos os primeiros clássicos da temporada 2011. E os públicos provaram que a fórmula não poderia ser mais desmotivante.
No Engenhão (que cada vez mais prova que não é "Vazião" apenas quando joga o Botafogo), 15.356 torcedores testemunharam o clássico entre Flamengo e Vasco. As duas maiores torcidas do Rio de Janeiro não conseguiram vender mais do que 13 mil ingressos. Apenas como prova do esvaziamento dos clássicos nos estaduais, a estreia de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo, contra o tradicional Nova Iguaçu, quarta-feira, já vendeu mais de 20 mil ingressos.
Estádios vazios que não são privilégio do Rio de Janeiro. Na Arena Barueri, somente 9.334 pessoas pagaram para ver o clássico San-São.
Falta de público que ultrapassa as fronteiras do país. Grêmio e Internacional tinham tudo para fazer do primeiro Gre-Nal "internacional" um duelo que chamasse a atenção. Ambos utilizaram times reservas e levaram apenas 7 mil torcedores ao Atílio Paiva, no Uruguai.
Exceção feita, como de costume, ao nordeste. Em Pernambuco, a torcida do Náutico lotou os Aflitos (18.112 pagantes) para ver a vitória do time no "Clássico das Emoções".
E assim seguirá a vida pelo menos nos próximos dois meses. Estádios vazios, jogos sem sentido. E há quem diga que os Estaduais valem a pena...
Os Campeonatos Estaduais começaram no último fim-de-semana. Com pouco tempo (e paciência) para observar, não tinha aberto espaço ainda no blog para eles. Ontem, iniciou-se também o Campeonato Carioca. Entre os mais importantes, falta apenas o Mineiro.

Vieram os estaduais, vieram os tropeços. Como de costume, os campeonatos não servem de parâmetro. Vencer é obrigação. Derrota, por mais natural que seja em início de temporada (ou no meio da pré-temporada) é sinônimo de vexame.
E não são poucos já nas primeiras rodadas. O Náutico perdeu para o Salgueiro (1x0). O Avaí foi goleado pelo Brusque por 3 a 0 e é lanterna do Catarinense. O Ceará não conseguiu mais do que um empate por 1 a 1 com o Guarani de Juazeiro. Mesmo resultado do Corinthians, contra o Bragantino. Com Carlos Alberto, Felipe e Éder Luís em campo, o Vasco perdeu em casa para o Resende (1 a 0). Mas ninguém fez mais feio que o Goiás, humilhado pelo CRAC por 5 a 1.
Resultados que colocam pressão e iniciam (cedo demais) a caça às bruxas. Já há quem aposte que Tite não vai durar no Corinthians. Quem diga que o time do Vasco é fraco e não tem solução. Que o Goiás vai cair para a Série C.
Natural, assim como a empolgação sem sentido com os times que fazem um pouco mais. Dentre os mais tradicionais, Santos e São Paulo foram os que começaram melhor em 2011.
O Santos conseguiu mais uma goleada. 3 a 0 sobre o Mirassol, nas estréias de Jonathan e Elano. A equipe continua ofensiva, rápida e com faro de gol como nos tempos de Dorival Júnior. Tende a ter mais aproximação e posse de bola com o novo treinador. Ainda há muita gente para entrar no time (Danilo, Léo, Charles, Arouca, Ganso, Neymar...) e o futuro é animador. Mas não pela vitória, com facilidade, contra um adversário muito inferior.
O mesmo serve para o São Paulo, que em 2011 parece querer deixar definitivamente para trás o fardo deixado por Muricy Ramalho. É o time da velocidade, da bola na chão, da movimentação. Mais solto, como deve ser. E que vai ganhar muito com o retorno do ótimo Lucas, capaz de distribuir e pensar melhor o jogo.
Começar vencendo, obviamente, é melhor do que perdendo. Mas em ambos os casos, se tratando dos Campeonatos Estaduais, é bom ter (muito) cuidado com a avaliação.
É impossível acompanhar todos os Estaduais do país. Nem tãopouco tenho uma equipe de colaboradores para postar aqui sobre todos eles.
De toda forma, este fim-de-semana a maioria chegou ao fim. Alguns já tinham acabado. Outros, ainda dependem de outras partidas.
Mas no Marcação Cerrada, o título conquistado não passa batido. Se não são tão emocionantes, disputados e rentáveis, pouco importa. Vale a festa! E um motivo a mais para pensar em voar ainda mais alto no restante da temporada.
Aí vai a lista dos campeões estaduais de 2010. E junto com ela, meus parabéns a todos eles:
Alagoas - Murici (1º título)
Bahia - Vitória (Tetracampeão)
Ceará - Fortaleza (8º título em 10 anos)
Distrito Federal - Ceilândia (1º título)
Goiás - Atlético-GO (21 anos depois, nem Goiás nem Villa Nova estiveram na decisão)
Mato Grosso - União (1º título)
Minas Gerais - Atlético-MG (40º título da história)
Paraná - Coritiba (33º título)
Rio de Janeiro - Botafogo (Campeão dos dois turnos, depois de três vices consecutivos)
Rio Grande do Norte - ABC (51 títulos. O maior campeão estadual do país)
Rio Grande do Sul - Grêmio (36º título)
Roraima - Baré (Campeão invicto)
Santa Catarina - Avaí (15º título, se igualando ao Figueirense)
São Paulo - Santos (3º nos últimos 5 anos)
O título não passa de uma brincadeira, claro. É impossível ligar Campeonatos Estaduais ao sucesso. Em vários sentidos. E este ano, o público Brasil afora vai provando, definitivamente, que a competição não está nas graças do povo.

O maior exemplo disto aconteceu ontem, no Rio de Janeiro. Botafogo e Flamengo fizeram um dos poucos jogos que podem ser considerados interessantes no Campeonato Carioca. É um assim a cada 15 ou 20 que não interessam em absolutamente nada.
Mesmo assim, menos de 10 mil pessoas estiveram presentes. Pouco mais de 6 mil pagantes. Uma vergonha!
Talvez por isso, os jogadores não se empolgaram. E preferiram não mostrar quase nada de novo. E sim, um placar já tradicional no confronto entre as duas equipes. 2 a 2. Foi com este resultado que terminaram 7 dos últimos 20 jogos entre Flamengo e Botafogo.
Destaque para Adriano, autor de 2 gols. Destaque para a arbitragem que errou em dois gols, um de cada time. Destaque para o Botafogo, que mostrou que não depende tanto assim de "Loco" Abreu. Destaque para a torcida, que deu mais uma prova de que os Estaduais não valem nada.
Mais uma polêmica envolvendo os Campeonatos Estaduais. E quando ela chega, voltam todas as antigas discussões. Vale a pena manter os Estaduais no já apertado calendário brasileiro?

Tudo começou graças ao jogo entre América de Teófilo Otoni e Atlético-MG, na quarta-feira, pelo Campeonato Mineiro. A partida, disputada em uma chuva fora do comum, foi interrompida aos 20 minutos do segundo tempo, pois o campo não oferecia condição alguma para um jogo de futebol.
A situação já era péssima no fim do primeiro tempo. Pela TV, eu não autorizaria sequer o reinício do jogo no segundo tempo. No primeiro tempo, um movimentado e interessante jogo que ficou 2 a 2. No segundo, não houve futebol. Só chutão e água para todo lado.
O árbitro, no entanto, resolveu tentar. Precisou de nove minutos no segundo tempo até interromper o jogo. Converou com os jogadores e disse que esperaria vinte minutos. A chuva diminuiu o ritmo e ele logo fez com que os times voltassem à campo. O gramado continuava péssimo e pouco depois a chuva voltou a apertar. Resultado: encerramento definitivo do jogo.
Em meio à muito disse-me-disse, a Federação remarcou os 25 minutos finais para a próxima semana. Antes disso, especulava-se até que o Galo poderia perder os pontos, pois não compareceu ao estádio no dia seguinte, quando uma inspeção comprovou que havia condições para o jogo. O fato, porém, é que o time da capital joga hoje, mais uma partida pelo Estadual.
O campo de Teófilo Otoni, que não é bom, ficou ainda pior. Corrêa e Diego Tardelli saíram lesionados da partida e vão desfalcar o Atlético-MG por algum tempo. Perdas complicadas.
Fato é que os Estaduais são fundamentais para o futebol brasileiro, por mais que pareça o oposto completo ser o mais correto. Um país com dimensões continentais como o Brasil não pode simplesmente excluir a chance dos pequenos times de disputar competições. E não há condições financeiras para fazê-los viajar de uma ponta a outra do país em semanas.
No entanto, é preciso rever a participação dos grandes times. Não faz sentido eles serem obrigados a jogar contra times péssimos em campos ainda piores. Excluí-los completamente, desvalorizaria a competição a ponto de torná-la inviável. Mas diminuir o desgaste e os riscos é fundamental.
Como fazer? Tarefa difícil, mas não impossível. Boas idéias estão aí. Basta ter paciência e boa vontade.
PS: a melhor sugestão, ao meu ver, foi a do amigo Henrique Comini, pelo Twitter. A volta dos Campeonatos Regionais (Sul-Minas, Rio-São Paulo, etc). Os piores nos regionais seriam rebaixados aos estaduais. E os campeões estaduais, vão para os regionais. Pode dar certo.
E segue a rotina dos Campeonatos Estaduais. Ontem, mais três jogos de grandes contra pequenos nos dois principais campeonatos do país. Resultado: 11 para os grandes. 0 para os pequenos. Goleadas fáceis, como é de se esperar.

Em São Paulo, o saldo foi 3 a 0. Todos do São Paulo, contra o Paulista. Destaque para a bela atuação de Dagoberto, que voltou de suspensão depois da expulsão na primeira rodada. Ricardo Gomes voltou a escalar o time no 3-5-2 e tudo indica que o esquema deve permanecer pelo restante da temporada.
No Rio, dois jogos com o mesmo placar. 4 a 0. O Vasco, goleou o Macaé. Philippe Coutinho não marcou, mas voltou a ser o destaque do time. Pena que vai durar tão pouco no futebol brasileiro. O Fluminense segue como o melhor time do Rio. Bateu o Duque de Caxias mais uma vez com extrema facilidade. Tem na próxima rodada, porém, o primeiro desafio real de 2010: o clássico contra o Flamengo.
Até março será assim. Um ou outro tropeço. Algumas vitórias complicadas. E muitas goleadas. Quanta emoção...
Quem, assim como eu, estava com saudade do futebol profissional no Brasil, pôde começar a matá-la ontem, com o início de alguns campeonatos estaduais país afora. A bola rolou em São Paulo, no Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Entre os principais, só o Mineiro ainda não começou. Será aberto na quarta-feira, com Cruzeiro e Uberlândia.
As primeiras partidas, no entanto, trouxeram atropelamentos, jogos complicados e zebras, como de costume. Todo resultado é normal quando a temporada está só no começo.

Em São Paulo, Palmeiras e Santos saíram na frente. Os dois tiveram muita facilidade para golear seus adversários. O alviverde deixou de lado a crise do ano passado e venceu o Mogi Mirim nas bolas paradas. Já o Santos, colocou a meninada para jogar solta e bateu fácil o Rio Branco. O Corinthians decepcionou. Sem vários jogadores considerados titulares, ficou só no empate por 1 a 1 com o Monte Azul. Não é motivo para preocupação. Mas começar o centenário com o pé esquerdo...Quem caiu feio na estréia foi o São Paulo. Derrotado em casa pela Portuguesa, por 3 a 1. Show do jovem Héverton. E mais uma expulsão tola de Dagoberto.
No Rio, os quatro grandes venceram. Mas o Fluminense foi o único que sobrou. Goleou o Americano por 3 a 0, destaque para as boas estréias de Éverton e Júlio César. Flamengo e Botafogo suaram para vencer seus jogos pelo mesmo placar: 3 a 2. O campeão brasileiro jogou desfalcado de mais de meio time. A vitória foi ótima mas não mostrou a que veio o Fla em 2010. O Botafogo mostrou raça e muita força física, para vencer na estréia de Herrera, que marcou o seu. Outro atacante que estreou foi Dodô. Mas foi Fágner quem fez o gol da vitória simples do Vasco sobre o Tigres, por 1 a 0.
Ainda tivemos a vitória do Inter B, enquanto os titulares se preparam para a temporada. Uma virada espetacular do Grêmio. A estréia com goleada de Renato Gaúcho no Bahia. E o gol contra de Fernandão que decretou a primeira derrota do Goiás em 2010. E a festa está só no começo...
Como são muitos estaduais Brasil afora, o Marcação Cerrada pede ajuda aos seus leitores. Quem quiser contribuir com informações sobre o Campeonato de seu estado será muito bem-vindo. É só entrar em contato através do menu do blog enviando nome, e-mail e estado. Conto com vocês!
A temporada chega em momento de decisão. E já tem gente levantando os primeiros canecos.

- Um dos melhores times do país é disparado o melhor do Nordeste. O Sport conquistou o tetracampeonato pernambucano, sem perder uma partida sequer. Por lá, inclusive, não foram necessárias finais nos últimos 3 anos. Isto porque, mais uma vez, o Sport venceu turno e returno da competição.
Desta vez, o título veio com um empate sem gols com o Náutico. 0 a 0 que valeu a taça para o rubro-negro. Título que estava muito próximo. O Náutico precisava vencer o Sport quatro vezes seguidas para levantar a taça. Muito, para um time muito inferior.
E o Sport ganha força e tranquilidade. Poderá se concentrar 100% na Libertadores agora. A vaga na próxima fase está bem encaminhada. E o time pode continuar a surpreender. Certeza, no entanto, só uma. O grito "Cazá, cazá" ainda vai ecoar bastante em 2009.

- No Rio Grande do Sul há um belo time. O melhor do país. O desempenho do Inter na temporada é assustador. Assustador para os adversários. No Campeonato Gaúcho, o Colorado também não precisou de final para comemorar mais um título.
Na decisão do returno, mais um passeio. Sem demonstrar tanto esforço, o Inter massacrou o pobre Caxias. 8 a 1. 7 a 0 só no primeiro tempo. Mais um show do time comandado por Tite. O único que vale a pena ver jogar no momento no país. O Inter é um show a parte.
Invicto no Gaúcho, sobrou literalmente. Não deu a menor chance para o rival Grêmio e para nenhum dos outros concorrentes. Pelo contrário. Goleou um atrás do outro. Não atoa, é o meu favorito para levantar outro troféu ainda no primeiro semestre. Ninguém segura o Internacional.
Depois de mil e sei lá quantos jogos que não geraram o menor interesse, o futebol chega ao momento decisivo na primeira parte da temporada.
Inter, Sport e Botafogo podem levantar a taça de campeão estadual já neste fim-de-semana. O que mostra que agora, de fato, é para valer. Acho que só o Inter leva agora. Mas acredito que os outros dois clubes, apesar de certo atraso, também serão campeões.
No mais, teremos decisão em São Paulo, com a definição dos finalistas e também em Minas Gerais, apesar da previsibilidade deste torneio.
Quem não fez o check-up no coração como eu recomendei, pode passar por maus bocados.
Ontem, assistindo às mesas-redondas e programas esportivos, depois de uma rodada repleta de clássicos pelo Brasil, o principal assunto não foi o futebol. Foi a violência. Infelizmente.
Porém, quando se proclama o fim das torcidas organizadas, esquecem que a violência cresce diariamente no Brasil.
Em Belo Horizonte, proibiram a venda de bebidas alcoólicas no Mineirão. No último jogo, proibiram a torcida do Cruzeiro de levar bandeiras para o estádio. Mas não impediram que dois torcedores tenham sido mortos nos dois últimos anos fora do estádio. Talvez, num futuro próximo, proibam a entrada do torcedor no estádio e se isentem de vez da responsabilidade. Mas não vão impedir, desta forma, que mais mortes aconteçam. Apenas vão levá-las para longe do "espetáculo".
Em São Paulo, o Ministério Público "reclama" da cota de 10% dos ingressos para o visitante. Acha muito. Querem apenas 5%. Por lá, também devem chegar a 0% rapidamente. Segundo o promotor, quanto menor o grupo, mais fácil controlá-lo. Então, para que vender ingresso?
Não percebem também, que transferindo responsabilidades, também favorecem um clima de tensão. Assim como nada justifica as incabíveis declarações de Emerson Leão, ainda no gramado do Mineirão, após o jogo de domingo, dizendo: "o torcedor do Atlético não vai aguentar isto...ele (juiz) precisa lembrar que mora em Belo Horizonte." Irresponsável. Assim como Alexandre Kalil, que invés de reclamar da falta de capacidade de seus jogadores que perderam pelo menos três gols de frente para Fábio, disse que há uma quadrilha na FMF e que já é conhecida há tempos. Mas não disse que foi ele quem defendeu a arbitragem mineira quando o Cruzeiro quis um juiz de outro estado para a partida.
E assim nós vamos. Transferindo responsabilidades. Fingindo que não vimos. Jogando para a torcida depois do leite derramado. E tentando "facilitar" as coisas. E faltam apenas 5 anos para a Copa do Mundo...
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O fim-de-semana foi de muitos clássicos. E de muita polêmica, vinda da arbitragem. Como se não bastasse, a violência apareceu mais uma vez nos estádios do país, que será sede da Copa do Mundo em 5 anos. A mentalidade precisa mudar muito até lá...

No Morumbi, a confusão já estava armada. Tudo por conta da quantidade de ingressos. Os Corinthianos, acabaram nem comprando os 10% que lhe cabiam. E o estádio ficou pela metade (32 mil pessoas). Em campo, um jogo tenso. O São Paulo surpreendeu, entrando com um time misto. O Corinthians também, com Souza no banco. Chicão também ficou fora. Apesar dos vários reservas, o São Paulo já era melhor quando Túlio, infantilmente, foi expulso ainda no primeiro tempo, por dar um soco em André Dias. Mas no segundo tempo, o destemperado Wágner Diniz acabou expulso também. Sorte dele que, apenas um minuto depois, Borges, que entrou no segundo tempo, marcou o gol do tricolor, em linda triangulação. Também lindo o lance, que pouco depois, gerou o empate do Coritinhians. André Santos, teve tranquilidade para dar um toque sutil na saída do goleiro. Pena que logo depois, acabou expulso também. Apesar de jogar os últimos minutos com um jogador a mais, porém, o São Paulo não conseguiu a vitória. No fim da partida, confusão entre torcedores do Corinthians e Polícia Militar. Um coloca a culpa no outro. O saldo foi horrível. Cenas de guerra nas arquibancadas com torcedores saindo de maca a todo instante, com lesões de todos os tipos. Lamentável.
Na Vila Belmiro, Vágner Mancini (falarei dele mais tarde) assistiu o seu novo time vencer o Guarani por 3 a 1. Muito desfalcado, o Santos não teve dificuldades para vencer. Resultado que alivia um pouco o clima ruim e a pressão para Mancini ter tranquilidade para trabalhar. Destaque nesta partida para o lindo gol de Ganso, ou Paulo Henrique Lima, como queiram.
No sábado, com um time cheio de reservas, mais uma vez, o Palmeiras venceu o Paulista na conta do chá. 1 a 0. Debaixo de muita chuva, Evandro marcou o único gol da partida. Resultado importante para o Palmeiras que segue 100%. Mas injusto. O Paulista bem que criou muitas oportunidades, e mandou uma bola na trave de Marcos. Um empate, cairia bem na partida. Melhor para o Palmeiras.
==========No Mineirão, o clássico mineiro começou com uma notícia lamentável. Um torcedor do Atlético-MG, de apenas 20 anos, foi baleado enquanto esperava o ônibus para ir para o jogo. Lamentável, mais uma vez. Em campo, foi o Cruzeiro quem surpreendeu. Adílson poupou alguns jogadores para a estréia na Libertadores, quinta-feira, entrando com quatro reservas. E o jogo começou equilibrado. Logo no início, o Galo reclamou muito de um penalti em Carlos Alberto. Na verdade, foi falta clara não marcada, porém, fora da área. Aos poucos, o Cruzeiro se acertou em campo e abriu o placar com Ramires, de cabeça. Antes, ele já havia mandado uma bola na trave. Depois do gol, o Atlético cresceu e pressionou. Mas, bem pior tecnicamente, perdia gols incríveis e jogadas imperdoáveis. Nos contra-ataques, o Cruzeiro ameaçava a lenta defesa alvinegra, que só tinha como recurso às faltas. E assim, Wélton Felipe foi expulso aos 37, por levar o segundo cartão amarelo em dois lances idênticos. Com mais espaço, o Cruzeiro dominou a partida e fez o segundo ainda na etapa inicial, com Soares, em falha de Juninho. No segundo tempo, o Cruzeiro voltou a campo demonstrando total superioridade. Perdeu uma infinidade de gols, alguns até por displiscência. Parecia achar que o jogo já estava decidido. Mas em rápido contra-ataque, o Galo chegou com perigo e o juiz inventou penalti, também em Carlos Alberto. Diego Tardelli, apagadíssimo, diminuiu. Pouco depois, Thiago Ribeiro também foi expulso equilibrando ainda mais o jogo. Minutos finais de tensão, com perigos para ambos os lados. Mas o placar não mudou. O Cruzeiro segue 100% em 2009. E há 10 jogos não perde para o rival. O Atlético reclama muito da arbitragem, sem razão. O juiz foi péssimo, mas para os dois lados. Antes de ver a arbitragem, o Galo deveria observar o time limitado tecnicamente que montou para a temporada.
==========No Rio, o clássico carioca não valia muita coisa. Por isso, Flamengo e Botafogo entraram em campo com times mistos. O que não impediu as torcidas de causarem confusão do lado de fora do estádio, como sempre. Em campo, um jogo sonolento e desinteressante, com o Botafogo superior. Dominava a partida, pois tinha muito espaço em campo e pouco era incomodado pela marcação adversária. Marcou um gol com Batista, de fora da área, e poderia ter feito vários outros. No segundo tempo, uma bola na área despretenciosa acabou gerando um penalti para o Flamengo. O Botafogo reclama muito. Há meu ver, com razão. Mas reclamou porque não sabia que Obina quem bateria. Se soubesse, bastava esperar a defesa de Renan. Obina saiu sob vaias para a entrada de Josiel. E quando o jogo parecia decidido, o atacante acabou marcando o gol de empate. Mais uma vez, o Botafogo reclamou de falta de Zé Roberto, no início da jogada. Um a um de bom tamanho. Bom para todo mundo. Os dois estão classificados e esperam os adversários.
Em São Januário quem jogou não foi o Vasco. Foi o Fluminense, que parecia eliminado mas acordou a tempo. E ontem, goleou o fraquíssimo Tigres por 4 a 0, garantindo uma das vagas nas semifinais. Destaque para Everton Santos, que entrou no lugar de Roger, machucado, e marcou dois gols. Maicon e Thiago Neves (que voltou muito bem!) marcaram os outros. E o Flu, quem diria, está mais vivo do que nunca no Rio.
No Engenhão, o Vasco goleou o Madureira por 3 a 0. Dentro de campo, o time fez a sua parte na Taça Guanabara. Agora, aguarda a decisão do TJD sobre o recurso no caso Jéferson para ficar com uma das vagas nas semifinais. O resultado sai na terça. Caso consiga reverter a situação o Vasco se classifica. Caso contrário, o Resende será semifinalista. Em campo, o Vasco foi bem. Venceu com autoridade. Destaque para Jéferson, que marcou um dos gols. E negativo para Rodrigo Pimpão. Vai perder gol assim lá longe...
O primeiro turno do Gauchão está praticamente terminado, pois faltam apenas dois jogos atrasados do Brasil de Pelotas(contra Grêmio e Ulbra). Com isso, estão praticamente definidos os classificados para as quartas-de-final.
Ontem o Inter não teve muitas dificuldades para vencer o Caxias. Aplicou um incontestável 5 a 1. Taison mais uma vez mostrou que quer ser titular, fazendo dois gols após boas assistências de Nilmar, o primeiro deles de fora da área, o que mostra a sua evolução nas conclusões a gol, um dos seus maiores problemas no ano passado. Alex também fez dois e está voltando ao normal, e Kleber aos poucos vai mostrando seu futebol. Foi preciso nos passes e facilitou a vida dos atacantes. Kleber será titular com sobras. Talvez por isso Marcão tenha sido negociado com o Palmeiras.
Já o Grêmio venceu o fraco Avenida, de Santa Cruz, por 2 a 1. Jonas fez os dois gols. O primeiro em uma falha do goleiro do time da casa e o segundo um golaço de fora da área. É provável que Roth passe a utilizar dois atacantes, e não um, como vinha tentando fazer. Maxi Lopez, que, segundo se comenta, receberá 100 mil dólares mensais, obviamente virá para ser titular. Com isso Roth terá alternativas, pois já conta com Alex Mineiro e Jonas. O primeiro tem feito boas assistências, mas não tem sido o goleador que o time necessita. Com as opções o Grêmio pode ter um time mais equilibrado do que no ano passado, quando faltavam opções ofensivas.
E no último jogo da noite o Ypiranga venceu o Brasil de Pelotas por 3 a 1 e manteve-se em primeiro lugar no grupo do Grêmio(chave 2). O time de Erechim fez dois gols( aos 7 e aos 9 minutos do primeiro tempo), e depois segurou-se na defesa durante o resto do primeiro tempo. No início do segundo houve um pênalti não marcado para o Brasil. Em seguida o Ypiranga fez o terceiro. Aí veio uma sucessão de gols perdidos pelo time visitante, que poderia ter feito mais quatro ou cinco gols, e dois pênaltis inexistentes marcados a favor do Brasil, sendo que só o primeiro foi convertido. O Ypiranga tem um bom time. Os laterais apresentam-se e abrem espaço para o meio-campo jogar. A defesa é segura e bem protegida. Dificilmente o time sai no chutão. Já o Brasil tem uma defesa fraca e oferece espaços demais para o adversário. O time está totalmente sem entrosamento e correndo muito menos que os adversários. Terá que evoluir muito no segundo turno.
==========Por Adriano AssisO Criciúma é o campeão do turno do Campeonato Catarinense. O Tigre atropelou neste domingo o Figueirense e ficou com o caneco, graças também, a derrota do Joinville para a Chapecoense, no oeste do estado. O Atlético de Ibirama que também disputava o título fez sua parte, bateu o Marcílio Dias em Itajaí, mas acabou com o segundo lugar.
Com o estádio cheio, o Criciúma partiu para cima, querendo golear o adversário para não depender do resultado do jogo de Chapecó (Tigre e JEC tinham o mesmo número de pontos, mas o JEC tinha saldo de gols maior). Apesar disso, a primeira chance de gol foi do time da capital, Rafael Coelho acertou a trave logo no início da partida. O jogo foi seguindo equilibrado até os 30 minutos, quando o tricolor se acertou em campo e começou a dominar a partida. O primeiro gol saiu aos 37 minutos, depois de um lance de muita confusão na área, a bola sobrou para Kempes que encheu o pé e abriu o placar. Três minutos depois, o zagueiro Marcos falhou, Zulu aproveitou e ampliou o placar, 2 a 0 Tigre. No segundo tempo, aos 10 minutos, Wellington cruzou da esquerda, Michel dominou no peito e fuzilou, fazendo três a zero Tigre. Aos 21 minutos, o Figueira descontou com Marcelo cobrando pênalti. Pouco tempo depois a situação do alvi-negro piorou com a expulsão de Dieyson. O Tigre seguiu dominando a partida e fez mais um, aos 39, depois de cruzamento de Mateus, a bola sobrou para Wellington que não perdoou e fechou o placar. Depois do quarto gol, restou para o Criciúma tocar a bola e esperar o apito final para comemorar. Com o título, o Tigre já está classificado para o quadrangular final do estadual.
No estádio da Ressacada, em Florianópolis, o Avaí recebeu o lanterna Metropolitano e venceu por 2 a 0. Com apenas três minutos de jogo, o time da Ilha da Magia saiu na frente, Marquinho lançou Lima, que tirou do goleiro e mandou a bola para o fundo da rede. Sem chances de ser campeão, na frente no placar e enfrentando o fraco Metropolitano, o time avaiano levou a partida em banho maria. Aos 19 minutos, Marquinho entrou na área e deixou para Evando, que perdeu um gol feito. Aos 16 minutos do segundo tempo, Tiago deu rebote e Evando quase ampliou. A única grande chance do Metrô saiu aos 20, Eduardo Martini deu rebote do chute de Ricardo Lobo e Felipe Oliveira chutou, mas a bola foi para fora. Aos 24 minutos, Marquinhos de calcanhar passou para Uendel encobrir o goleiro e fechar o placar.
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A temporada ainda está no início. Os Campeonatos Estaduais, tecnicamente, são fracos. Mas apenas dois grandes no país seguem com 100% de aproveitamento. Palmeiras e Cruzeiro estão imbatíveis em 2009. O time mineiro venceu mais uma ontem pelo Campeonato Mineiro. Mas a noite vai ficar marcada mesmo como a da trapalhada de Fernando Henrique.

O Cruzeiro, que lidera tranquilo o Campeonato Mineiro resolveu mandar a campo um time misto. Cheio de reservas. E com 10 mudanças em relação à última partida. Atropelou o Guarani com extrema facilidade: 5 a 0. O Cruzeiro pode não ter o melhor time do país. Mas estou quase seguro para dizer que tem o melhor elenco. Adilson tem muita tranquilidade para fazer mudanças na equipe e manter o alto nível. Alessandro, Leonardo Silva, Wellington Paulista, Soares e Jonathan marcaram. O segundo jogo no Mineirão no ano. A segunda goleada por 5 a 0. No domingo, o animado Cruzeiro pega o também animado Atlético.
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No Campeonato Carioca o Fluminense segue a sina de jogar mal. O time tem muitas dificuldades para se encontrar em campo. E ontem, ganhou novo fôlego na competição devido aos pontos perdidos pelo Vasco. O time, praticamente eliminado, viu a classificação como possível. E conseguiu, na base de muita sorte, vencer o Americano, por 2 a 1. Pouco importa na partida até os 35 do segundo tempo. Antes disso, Thiago Neves fez uma pintura de gol de falta e o Fluminense vencia por 1 a 0 no sufoco. Depois de uma bola cruzada na área, o goleiro Fernando Henrique, do Flu, tirou a bola com tranquilidade, e depois em uma atitude inexplicável, deu um soco em um adversário. Levou apenas cartão amarelo. Erro da arbitragem. Penalti para o Americano e 1 a 1 no placar. No final do jogo, porém, desistiu do inoperante ataque comandado por Roger e foi para a área. E em bola "dividida" no alto, acabou sendo acertado pelo zagueiro. Penalti para o Fluminense. E redenção de Fernando Henrique. Pelo menos com a torcida. A coisa ainda deve ficar feia para o goleiro no Tribunal.
Enquanto isto, o Botafogo encontrou muita facilidade para atropelar o Friburguense. Duas cobranças de escanteio e dois gols de Fahel. Entre eles, um gol do Friburgo e um de Maicossuel, de penalti. Maicossuel marcou outro em bela jogada individual. E ainda fez outra, para dar passe para Reinaldo marcar o quinto. Pena que o jogador estragou a belíssima atuação com uma expulsão infantil no fim do jogo. O Botafogo segue crescendo no comando de Ney Franco. E domingo tem o primeiro grande desafio contra o Flamengo, para decidir o primeiro lugar do grupo. Vale a pena aguardar.
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No Morumbi, o São Paulo segue sem encantar. Mas continua mostrando sua força e regularidade. Em casa, venceu mais uma. 2 a 1, na conta do chá. Em noite de Jorgé Wágner. Duas cobranças de falta perfeitas (na ausência de Rogério Ceni) e dois gols para o São Paulo. O primeiro, contando com raspão na cabeça de Rodrigo. Mas a bola ia entrar de todo jeito. A outra, foi perfeita. E o Tricolor mostrou pela primeira vez a falta que faz Hernanes ao time. Sem ele, o São Paulo venceu, e segue em terceiro. Está na briga, e vai dar trabalho, como sempre.
Em Marília, no entanto, caiu o primeiro técnico de time grande no Brasil em 2009. E já era esperado. Só faltava colocar a data em sua carta de rescisão. Márcio Fernandes não resistiu a mais uma derrota do time molenga do Santos, desta vez para o Marília, por 1 a 0. Apesar de bem reforçado, o Santos precisava de tempo para se organizar. Foram muitas mudanças. E as principais, ainda não encaixaram. Porém, o futebol brasileiro não pode esperar. A torcida, já sondou Renato Gaúcho. Incrível criatividade...
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No Rio, os grandes decepcionaram. Acabaram apenas com um ponto cada um na rodada. Mas praticamente garantidos na semifinal. Em São Paulo e em Minas, quem tinha de vencer, venceu. E assim seguem quentes os campeonatos estaduais.

Em São Januário o Vasco sentiu falta da torcida (apenas 4 mil pagantes). E também da sorte. Apesar de jogar quase toda a segunda etapa com dois jogadores a mais em campo do que a Cabofriense, o time criou diversas oportunidades, mas não conseguiu marcar um golzinho sequer. 0 a 0 frustrante e que deixa o Vasco em situação delicada. Dependendo dos resultados de hoje, o jogo de domingo contra o Madureira pode ser pra lá de tenso. Destaque para mais uma ótima partida de Paulo Sérgio. É impressionante como encaixou no time vascaíno. Mas destaque negativo para os atacantes. O Vasco precisa de alguém por ali, urgente. Rodrigo Pimpão e Faiolli não dá.
No Maracanã, o Flamengo usou time misto, como Cuca havia prometido. E a aposta não deu certo. O time ficou apenas no empate (2 a 2) contra o Boavista e deixou o campo embaixo de vaias. Apesar do resultado que parece péssimo e das vaias da torcida, porém, a partida serviu para Cuca observar algumas coisas. A primeira, que Josiel pode ser útil. O atacante deixou a sua marca na partida. A segunda, que o jovem lateral direito Everton Santos, como esperado, fez ótima partida e se torna opção importante. A terceira, negativa, porém, é que Ibson e Marcelinho Paraíba fazem muita falta ao time. O meio-campo do Flamengo definitivamente não é o mesmo sem eles.
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Mais uma vez a chuva foi protagonista no Pacaembu. E o Corinthians, novamente, sentiu dificuldades. Não encontrava o caminho do gol. E só foi salvo no fim. O resultado de 2 a 0, acaba sendo mentiroso e não mostra o quanto o time sentiu a partida. Boquita, jovem revelação do time, após belo passe de calcanhar de Elias em confusão na área e Chicão, de penalti, marcaram os gols do Timão. Não fosse a expulsão do jogador do Mogi Mirim, não sei se o Corinthians chegaria ao resultado. A equipe parecia entregue à forte marcação do adversário. Vale lembrar que Mano ainda está longe de ter escalado seu "time ideal". Mas o Corinthians 2009, também está longe de convencer. Inclusive o torcedor, que "protesta" contra o preço dos ingressos sem comparecer.
Enquanto isto, o Palmeiras segue sobrando na liderança. Ontem, venceu mais uma, fora de casa, sobre o Mirassol. 3 a 2, no ritmo de Diego Souza. E não foi fácil. Os donos da casa deram muito trabalho, pressionaram, e chegaram a ficar com um homem a mais em campo. Mas não colocaram em risco a vitória do alvi-verde que encanta o país. Diego Souza fez o primeiro. Anderson Paim empatou de falta. Jogada de Diego Souza e gol de Keirrison, sempre ele. Outra jogada de Diego (já no segundo tempo) e agora gol de Jéfferson. No fim, Wesley ainda diminuiu. Mas foi só. E os reservas serão responsáveis por manter a liderança no fim-de-semana, contra o Paulista. É o Palmeiras, com sobras, e de olho na Libertadores.
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Mais uma vez Diego Tardelli foi o dono da bola no Atlético-MG. Ontem, o artilheiro de Minas marcou mais duas vezes, e comandou o Galo na goleada por 4 a 1 sobre o Uberaba. Depois de um início morno, o Atlético-MG esquentou. E marcou três vezes em 9 minutos. Dois de Diego e um de Éder Luís. Aí o time amoleceu a partida e o Uberaba, tinhoso, aproveitou para diminuir o placar. E até teve mais volume. Principalmente após a saída de Lopes, machucado. No segundo tempo, porém, coube ao Atlético-MG administrar. E sem sustos, ainda conseguiu marcar o quarto, com Tchô. Apesar dos exageros de Émerson Leão chamando Tardelli de craque, o início do jogador em Minas é animador. Porém, não pode cair sobre ele a responsabilidade de levar uma equipe tão jovem e com poucas alternativas nas costas. Se não conseguir peças de reposição logo, o Atlético pode passar dificuldades frente à adversários mais fortes. O primeiro grande desafio será domingo, no clássico contra o Cruzeiro, adversário que não é batido desde o início de 2007.
Os três líderes do Catarinão venceram nesta quarta-feira. Em jogo polêmico o Joinville goleou o Marcílio Dias e segue na liderança da competição. O JEC abriu o placar com William de cabeça aos 11 minutos. O Marcílio teve dois jogadores expulsos ainda no primeiro tempo, Leandrinho recebeu o cartão vermelho aos 33; e aos 44 em lance confuso, Márcio Kessler saiu da área para dividir com Lima e o árbitro entendeu que o goleiro tocou a mão na bola, mostrando outro cartão vermelho. No segundo tempo, o Joinville aproveitou a vantagem numérica e fechou a partida. Marcelo Silva ampliou o placar aos 22 minutos, depois de cruzamento de William e Lima aos 29 minutos fechou o placar. Na próxima rodada, a última do turno, o JEC vai ao oeste do estado, enfrentar a Chapecoense.
O Avaí foi até o Estádio da Baixada pegar o Atlético de Ibirama e foi goleado. Aos 4 minutos, o zagueiro Turatto falhou, Júnior aproveitou e tocou para Leandrão abrir o placar. Aos 16 minutos, em contra-ataque rápido, Lenílson partiu do campo de defesa, invadiu a área e chutou para fazer 2 a 0. O Avaí não se encontrava em campo e o Atlético de Ibirama, seguia dominando. Aos 32 minutos, Júnior cobrou falta na entrada da área, a bola desviou na barreira e enganou o goleiro Eduardo Martini. O segundo tempo começou com o Atlético ainda dominando a partida, aos 7 e aos 8, o atacante Leandrão quase ampliou, na primeira a bola foi para fora, depois foi o goleiro do Avaí que salvou. Porém, aos 14 minutos, não deu para Martini. Lenílson recebeu a bola, passou por um defensor do Avaí e da intermediária mandou uma bomba, no ângulo, 4 a 0 Atlético. Com a vantagem o time de Ibirama foi tirando o pé, o Avaí aproveitou para tentar reagir. Aos 22 minutos, Uendel cruzou e Julinho marcou contra, 4 a 1. Dominando a partida, o Avaí quase diminuiu aos 38, com a cabeçada de Evando, mas a bola acertou o travessão. No fim, aos 47 minutos, Marquinhos partiu pela esquerda e cruzou para Evando de cabeça fechar o placar.
No Aníbal Costa, em Tubarão, Criciúma e Atlético Tubarão (Cidade Azul) fizeram o clássico do sul. Todos os gols sairam na etapa final. Aos 11, Michel Neves cruzou, Adriano ajeitou e Zulu abriu o placar. Aos 15, Fábio Bala de cabeça deixou tudo igual. Zulu marcou novamente aos 34. O Atlético Tubarão novamente empatou, com gol de Alan. Aos 42 minutos, Zulu marcou o terceiro gol do Tigre e o terceiro gol dele na partida e fechou o placar. 3 a 2.
Fechando a rodada de quarta. O Figueira no sufoco venceu a Chapecoense. O Figueira errava muito, a chapecoense era mais perigosa, mas aos poucos o alvi-negro foi se acertando em campo. Aos 36 minutos, a bola sobrou na entrada da area para Juninho chutar no ângulo e abrir o placar. O Verdão do oeste quase empatou nos acréscimos, Anderson Lima cobrou falta para dentro da área, Bruno Cazarine desviou para o gol, mas Wilson defendeu. Aos 4 do segundo tempo, Dieyson foi cortar a bola, ela sobrou para Bruno Cazarine que não desperdiçou e deixou tudo igual. Aos 18, Ricardinho cruzou da direita e Rafael Coelho de cabeça fez 2 a 1 Figueira. Aos 34, Talhetti perdeu a bola, Badé dividiu com o goleiro e no rebote Éverton César mandou por cobertura para novamente igualar o placar. Aos 42 minutos, Ricardinho cai na área, depois de cobraça de escanteio e o árbitro marca pênalti. Ele mesmo cobra e fecha o placar. 3 a 2 Figueira.
O JEC segue na ponta com 16 pontos e 8 gols de saldo. O Criciúma também tem 16 pontos, mas tem apenas 5 gols de saldo. O Atlético de Ibirama vem em terceiro com 15 pontos. São as únicas equipes que podem ser campeãs do turno neste domingo.
No Campeonato Gaúcho, o Inter foi a Erechim enfrentar o Ypiranga no estádio Colosso da Lagoa, mesmo local onde foi realizado o Grenal no domingo passado, quando Taison e Nilmar liquidaram a fatura. Nesta quarta-feira, no entanto, o colorado entrou com um time praticamente reserva, exceção de Álvaro e Alex, e não saiu do 0 a 0. No jogo entre os líderes de cada chave, o Inter com reservas e uma movimentação de partida amistosa, com poucos momentos para acordar o torcedor. No primeiro tempo o Inter começou melhor, com boas subidas dos laterais Kleber, pela esquerda, e Arilton, pela direita. Alex também movimentou-se e apareceu para o jogo, melhorando em relação as partidas anteriores. Chutou duas boas faltas que obrigaram o goleiro Marcelo Pitol, que começou no Grêmio e já jogou no Brasil de Pelotas, a fazer intervenções importantes. Na metade da primeira etapa o Ypiranga equilibrou o jogo, mas ainda assim o Inter teve boas oportunidades. Walter, que chegou da seleção sub-20, esteve frente a frente com o goleiro mas optou por rolar para Marcelo Cordeiro, que não conseguiu concluir com perfeição. E por falar em Walter, ele começou bem o jogo, conseguindo puxar a defesa adversária pra dentro da área e abrindo espaços para os adversários. Mas depois a defesa do Ypiranga acertou a marcação e o centroavante colorado passou a aparecer menos. Acabou substituído no segundo tempo por Taison, que movimentou-se muito mais uma vez e perdeu algumas oportunidades.
Pelo lado do Inter, a dupla de área, com Álvaro e Danny Morais, foi muito bem. Marcam com segurança, não deixam buracos e fazem poucas faltas na frente da área. Kleber parece tímido, em fase de adaptação, Andrezinho não repetiu jogos anteriores e Alex deu sinais de que está voltando ao ritmo do ano passado. Já o Ypiranga mostrou que tem um bom time, embora tenha se limitado a defender-se no segundo tempo e conte com o centroavante Sharley, que jogou no Brasil de Pelotas no ano passado e que pra mim mostrou pouco futebol no Bento Freitas. É um time que fará boa campanha, principalmente se considerarmos que no ano passado estava na segundona gaúcha.
E por falar em Brasil de Pelotas, o xavante perdeu mais uma. Levou 2 a 0 do São Luiz, de Brasil em uma forca desgraçada. Jogou as duas primeiras partidas em casa, contra Santa Cruz e São José de Porto Alegre, com jogadores desentrosados e com preparo físico longe do ideal, e depois saiu para 3 partidas fora de casa, em uma maratona que liquida qualquer time, principalmente uma equipe montada às pressas. Para que se tenha uma idéia, na sexta passada o Brasil jogou contra o São José. No domingo foi a Caxias enfrentar o time grená. Hoje foi a Ijuí e sexta vai a São Leopoldo, jogar contra a Sapucaiense. Aí no domingo volta a Pelotas para pegar o Ypiranga. Como bem disse Tite, técnico do Inter, é desumano o que estão fazendo com o Brasil. Dá pra ver que a Federação Gaúcha não ficou comovida com o acidente.
O Palmeiras 2009 começou arrasador. É o melhor time do Brasil até aqui. 7 jogos e 7 vitórias mostram exatamente o que estou falando. 21 gols marcados, apenas 4 sofridos. E não pegou apenas moleza. É o time que enfrentou os maiores desafios. Teve um clássico contra o Santos, e dois jogos pela Pré-Libertadores. Atropelou. Em todos eles. Não é atoa que lidera o Paulista com um ponto a mais que o segundo colocado (Corinthians) com um jogo a menos.

Ontem, a vítima foi o Santos. Que aos 20 minutos, já poderia estar sendo goleado. Willians e Cleiton Xavier já tinham perdido ótimas chances antes de Edmílson e Keirrison marcarem os primeiros. Primeiros de uma tarde quase perfeita. O Palmeiras manteve o ritmo. É um time impressionante quando o assunto é velocidade. A bola que sai da defesa e passa pelos pés de Cleiton Xavier antes de chegar à Willians, faz tudo isso muito rápido. Mais rápido que o mole time do Santos (Lúcio Flávio segue titular) conseguiu acompanhar. E o Palmeiras fez o terceiro (Keirrison) e o quarto (Lenny) e poderia ter feito muitos outros. Bem que o Santos também teve suas chances. E em uma delas Kléber Pereira não mandou na trave. Mas o Palmeiras foi melhor. E faz por merecer a liderança do Paulistão até aqui.
O São Paulo também venceu. 2 a 1, apesar das dificuldades, sobre o Botafogo, em Ribeirão Preto. Destaque para mais uma partida brilhante de Hernanes, autor do primeiro gol. O que não tira o erro do jogador ao ser expulso infantilmente no fim da partida, ao perder ótima oportunidade de marcar (o adversário estava sem goleiro). Vale lembrar mais um gol de Washington, que entra definitivamente no time. Veio para ser titular. E será. É um jogador decisivo e de presença. Que será muito importante na caminhada tricolor. Que começou periclitante. Mas que aos poucos vai se acertando.
No sábado, a chuva foi a principal protagonista no Paulistão. Não faltou apenas futebol no confronto entre Corinthians e Portuguesa. Faltou comunicação. Faltou luz. Sobrou água. E a partida, que foi dada como encerrada pelo sistema de som do estádio, fazendo com que muitos torcedores fossem embora, foi reiniciada, depois que os times já haviam ido para o vestiário, mais de uma hora depois. E ficou mesmo no empate de 1 a 1, gols de Otacílio Neto e Cristian.
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No Rio, o Flamengo segue com 100% de aproveitamento. E com a mesma fórmula. Jogo sofrido e gol no fim. Zé Roberto foi o salvador, na vitória por 2 a 1 sobre o Macaé. O Flamengo se classifica com antecedência e Cuca poderá observar outros jogadores. Não concordo. Acho que o time ainda busca o entrosamento ideal dentro de campo. E tem sim melhorado. Principalmente o posicionamento de Ibson e Léo Moura. Dentro do que pretende Cuca, um time com muita mobilidade (marca registrada do treinador), o Flamengo vai chegando à um ponto interessante. E é favorito ao título do Campeonato Carioca, apesar de ainda não ter se encontrado.
O grande concorrente do rubro-negro se encontra no mesmo grupo. O Botafogo, vai dar trabalho. Não tenham dúvidas. O time de Ney Franco é o mais organizado do Rio até aqui. Ontem, goleou o Bangu por 4 a 1, de virada. O susto inicial veio em falha coletiva, que resultou no gol de Somália. Mas em ótima tarde de Victor Simões, o Botafogo conseguiu a virada até com certa facilidade. E o Botafogo está praticamente classificado para a próxima fase do Carioca.
No clássico da rodada, faltou bola. Fluminense e Vasco não saíram do 0 a 0. Jogo chato no Maracanã. Que só valeu (um pouco) pelo segundo tempo. Quando o Vasco ficou com um jogador a menos (Alex Teixeira, expulso infantilmente) a partida esquentou. Mas faltou bola (mais uma vez) para o Flu vencer a partida. Bom para o Vasco, que está praticamente classificado. Ruim para o Flu, que está muito longe de chegar às semifinais. Renê balança. Mas a princípio não cai. Mas é bom que reverta logo o bom elenco que tem em resultados, ou pode chorar o leite derramado mais tarde.
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Em Minas, o Cruzeiro segue tranquilo. E se dá ao luxo de poupar alguns titulares já na terceira rodada da competição. Ontem, venceu o Villa, com quatro reservas, por 3 a 2. Placar que não reflete o que foi a partida. O Cruzeiro sobrou desde o início. Apesar do gramado péssimo, o time da capital não teve dificuldades para se impor e controlar o jogo. Mas tinha dificuldades para achar espaços no fechado time do Leão. Só conseguiu na segunda etapa, depois que ótima jogada de Ramires resultou em expulsão de Rodrigão. Com espaço e ótima atuação de Soares, o Cruzeiro teve facilidade para chegar aos gols. E poderia ter feito muitos outros. No final, cochilou e deu ânimo aos donos da casa, que chegaram inclusive à sonhar com um empate.
No sábado, o Atlético-MG conseguiu a primeira vitória na competição. Depois de um primeiro tempo lastimável contra o fraquíssimo time do Social (também num gramado abaixo da crítica), Diego Tardelli, sempre ele, resolveu a parada. Marcou duas vezes em cobrança de falta e definiu o jogo. O atacante, que sempre teve estrela, mas nunca foi estrela, parece assumir status de jogador mais importante do elenco alvinegro. E faz por merecer. Já são 7 gols com a camisa do Galo até aqui. Éder Luís, em ótimo cruzamento de Júnior fez mais um (na verdade, foi o segundo). 3 a 0, com facilidade, para os visitantes. E o Galo começa, finalmente, a temporada 2009.
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(Por Adriano Assis)A sétima rodada do Campeonato Catarinense foi marcada pelos empates, foram 3 nos 5 jogos. Em Itajaí, o Figueirense venceu o Marcílio Dias por 1 a 0, gol de Schwenck, de pênalti, aos 7 do primeiro tempo. Lourival, cantroavante do Marcílio perdeu um pênalti aos 47 minutos do segundo tempo. O Figueira tem apenas 9 pontos e é o sétimo colocado.
No Índio Condá, a Chapecoense goleou o Cidade Azul 5 a 2. Bruno Cazarine marcou três vezes, os outros gols dos donos da casa foram marcado por Rafael Morisco e Badé. Com a goleada o time de Chapecó pulou para a quarta colocação. No João Marcatto em Jaraguá do Sul (o Sesi segue em obras), o Metropolitano recebeu o Atlético de Ibirama, a partida terminou empatada em 1 a 1. O Metrô abriu o placar aos 11 da etapa final, Tiago Soler marcou contra. Aos 42 minutos, Julinho deixou tudo igual. Os mandantes sairam de campo revoltados com a arbitragem, por conta de um gol anulado pouco antes do Atlético empatar a partda. O Metrô ainda não venceu na competição e segue na lanterna com 4 pontos. O time de Ibirama é o terceiro.
Em Criciúma o Tigre empatou com o Brusque, 1 a 1. Os gols sairam na etapa final. Rafael Bitencourt abriu o placar aos 17 minutos para os visitantes. Aos 24 minutos, Kanu marcou e evitou a derrota do Tigre. Com o empate o Tigre continua em segundo com o mesmo número de pontos do líder Joinville.
Fechando a rodada, o Avaí recebeu o líder Joinville na Ressacada. Apesar da boa partida e de um bom número de chances de ambos os lados, o placar não saiu do 0 a 0. Ótimo para o JEC que é o líder da competição. Faltam apenas duas rodadas para o fim do turno. O campeão vai para o quadrangular final junto com o campeão do returno e as duas equipes com maior número de pontos nas duas fases.
Sigo buscando interessados em fazer a cobertura dos Campeonatos Estaduais para o Marcação Cerrada. Quem quiser colaborar, assim como o Adriano Assis, correspondente de Santa Catarina, basta entrar em contato através do formulário Contato, no menu principal.
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Ontem foi dia dos goleiros balançarem as redes nos estaduais. Muita gente vai pensar em Rogério Ceni, do São Paulo. Enganou-se. A noite foi péssima para o arqueiro são paulino. A noite foi boa mesmo para os goleiros cariocas.

O Flamengo venceu mais uma. Mas pela primeira vez, foi Flamengo, no Campeonato Carioca. Goleou o Mesquita por 4 a 1 na estréia do Zé Roberto. Depois de um primeiro tempo complicado, onde o time não passou de um empate (com gol do estreante), o Fla deslanchou na etapa final. E fez tanto, que teve tempo para Bruno, deixar sua marca. Mais uma vez cobrando falta com perfeição. O terceiro da carreira.
O Vasco também sofreu. Saiu atrás do Resende, fora de casa. Mas viu Nílton, outra vez, ser o principal jogador da equipe. Conseguiu a virada, sem muita dificuldade, é verdade. Incrível como estão mal nesta temporada os times pequenos do Rio. O gol de goleiro desta partida foi de Tiago, cobrando penalti. Já são 3 com a camisa do Vasco. 16 na carreira.
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Por falar em goleiro, a noite não foi de Rogério Ceni. O goleiro falhou feio no primeiro gol da partida no Morumbi, marcado pelo Bragantino. Como se não bastasse, voltou a sair lesionado. A coxa incomoda o goleiro tricolor. Pouco antes de sair, RC viu Washington marcar um belo gol fora de casa. Já com Bosco, mas com muitas dificuldades, o São Paulo usou uma velha estratégia para conseguir a primeira vitória no Morumbi em 2009. Bola na área e André Dias de cabeça. 2 a 1.
No jogo das viradas, o Corinthians, muito desfalcado, começou avassalador. Fez o primeiro no início, com Elias. Mas acabou olhando o Paulista jogar e levou a virada: 2 a 1. No segundo gol do Paulista, inclusive, Felipe deu azar, escorregando no lance. Mas foi a vez de Chicão entrar no jogo. O zagueiro-artilheiro marcou duas vezes (falta e penalti) e o Corinthians conseguiu a virada. 3 a 2 e liderança em São Paulo.
Palmeiras e Cruzeiro começam 2009 jogando o fino. E ultrapassando seus adversários, encontrando extrema facilidade até aqui. Ambos os times, tem 5 jogos e 5 vitórias até aqui na temporada.

Em São Paulo, só dá Palmeiras. Com titulares ou reservas. Ontem, o jovem Lenny mostrou mais uma vez que será peça importante no elenco alvi-verde, comandando o time "misto" que venceu a Ponte Preta por 3 a 2. Luxemburgo optou por preparar os principais jogadores para enfrentar a altitude de Potosí. E não perdeu muito, já que o Palmeiras segue líder isolado em São Paulo.
Depois de golear o Oeste por 4 a 1, no sábado, o Corinthians aparece na segunda posição. O time tem apenas um tropeço, e dois pontos a menos que o Palmeiras. Destaque para os gols marcados por Souza até aqui, que vem fazendo a torcida nem pensar em Ronaldo. Nenhuma surpresa. O Timão vai fazendo o que se espera dele.
Surpresa mesmo é a campanha do Mirassol. Até aqui, são 8 pontos, dos 12 disputados. Um time organizado em campo, que surpreende os adversários. Não acredito que chegue à próxima fase. Mas é o grande time do interior paulista até o momento. Nesta rodada, porém, quem surpreendeu mesmo foi o Santo André. Em pleno Morumbi, o time quebrou uma série de 5 meses sem perder do São Paulo, atual campeão brasileiro. 2 a 0, num jogo fantástico da equipe interiorana que conseguiu apenas a segunda vitória na competição. Derrota, que deixou Muricy Ramalho daquele jeito...
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Em Minas Gerais, só dá Cruzeiro. Ontem, o time passeou, sem nenhuma dificuldade, para golear o Social por 5 a 0. E Adilson Batista foi claro após o jogo: não gostou do comportamento da equipe, que foi vaidosa. O Cruzeiro, com um jogador a mais desde a metade do primeiro tempo, poderia fazer muitos outros gols no adversário. E o time, que começa a temporada "voando baixo", marcou 15 gols em 5 jogos. Venceu todos. Não reclamou de calor nem de início de temporada. Efeito do planejamento. Da manutenção da base. Que ainda foi reforçada. A defesa melhorou muito com Leonardo Silva e crescerá ainda mais com Anderson. E o ataque, ficará ainda melhor com a chegada de Kléber.
Enquanto o Cruzeiro dá show, o Atlético-MG não emplaca. No sábado, o time vacilou e acabou empatando uma partida que parecia fácil. O Galo vencia o Tupi no primeiro tempo por 2 a 0, com extrema facilidade. E abusou do direito de perder gols fáceis. Poderia ter feito, 4 ou 5. Mas não fez e acabou levando dois gols do Tupi, que viu a possibilidade de crescer no jogo e assim o fez. Por muito pouco ainda, não levou a virada, no fim da partida. Dois jogos e nenhuma vitória. O Atlético-MG começa a temporada de forma preocupante. Não pela sétima posição no Campeonato Mineiro, já que num campeonato onde de 12 classificam-se 8, o time não ficará de fora. Mas quando o nível aumentar, a coisa pode ficar feia para o Galo.
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No Rio, Botafogo e Flamengo são os únicos que mantém 100% de aproveitamento. O time de Ney Franco, bateu ontem o Mesquita, fora de casa. Com facilidade. E com ótima estréia de Reinaldo, que marcou um gol e poderia ter feito outro, pois perdeu penalti. Victor Simões fez o outro. Uma forte dupla de ataque. E um time que convive com o pé atrás da própria torcida, mas que começa muito bem a temporada. Não pelos resultados no estadual. Mas pelo que vem jogando, e pelo que vem mostrando que pode crescer. Vale destacar as ótimas atuações de Léo Silva, volante que marca mas que sai muito bem para o jogo.
Já o Flamengo sofreu para manter o aproveitamento perfeito. Josiel, que jogou pela primeira vez na temporada, deu apenas um leve toque na bola para marcar o único gol da partida contra o Volta Redonda. Mais uma vez, o Flamengo não foi bem. Esteve longe de encantar. Sentiu falta de qualidade, principalmente no setor ofensivo e de criação. Mas venceu, e neste momento, é o que importa. O time ainda vai ter algum tempo para se acertar em campo.
No sábado, Vasco e Fluminense venceram com extrema facilidade. 3 a 0 para o Flu e 3 a 1 para o Vasco. Mas a liderança do grupo ainda é do Americano, com 7 pontos. Vale destacar na partida do Fluminense mais um erro grotesco da arbitragem. Uma sequência de equívocos no período de 5 minutos que fez estrago na partida. Mesmo com um jogador a menos, porém, o Fluminense acabou conquistando a importante vitória.
* Procuro pessoas dispostas a colaborar com o Marcação Cerrada, com a cobertura dos outros campeonatos estaduais pelo país. Serão bem-vindos moradores de Pernambuco, Bahia, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul. São muitos jogos e é impossível acompanhar tudo. Prefiro não falar do que falar besteira. Quem estiver disposto pode deixar um comentário ou enviar e-mail através do formulário "Contato" no menu.
O título paulista foi esperado. E justo. Belissima vitória do Palmeiras sobre a Ponte. O alvi-verde foi imponente como manda o hino e não teve dificuldade para golear. Destaque para mais uma atuação decisiva de Valdívia. E para as imagens liberadas pela diretoria do clube. Palestra fantástica de Luxemburgo, e palavras de arrepiar do goleiro e capitão Marcos.
No Rio, título justíssimo também para o Flamengo. Se não foi o melhor time durante o campeonato, foi o melhor nos momentos de decisão. Não atoa, venceu os 2 jogos contra o Botafogo. Detalhe: mais uma vez Obina foi decisivo, marcando gols importantes. Não é craque, mas tem estrela como poucos.
Em Minas, o esperado. Vitória e título do Cruzeiro. Jogo fraco tecnicamente. Um Atlético moroso, sem qualidade para chegar aos gols que precisava, e um Cruzeiro preguiçoso, pensando apenas no Boca. Um detalhe: a famosa e aclamada "torcida atleticana" mostrou que torcedor é igual em qualquer canto do país. Menos de 2.000 torcedores do Atlético deram as caras no Mineirão.
No Sul, mais uma partida épica do Inter. 8 a 1, que o Juventude nunca mais esquecerá. Destaque para a volta aos gols de Nilmar, para o show de Fernandão, e para o gol de Clemer, que na verdade, achei desnecessário e desrespeitoso. O Inter é candidatíssimo a todos os títulos este ano. É o trabalho de Abel Braga, mais uma vez, surtindo efeito.
Vale lembrar também os títulos do: Coritiba (já esperado), Vitória (no sufoco!), Itumbiara (o Goiás colecionou vexames na semana), Figueirense e cia, que não vou me lembrar.
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29 de abril de 2007. Atlético-MG 4 x 0 Cruzeiro. Galo campeão mineiro.
27 de abril de 2008. Atlético-MG 0 x 5 Cruzeiro. Cruzeiro campeão mineiro.
Durou pouco menos de um ano a festa atleticana. O Cruzeiro devolveu com juros a goleada da final do Campeonato Mineiro passado. E devolveu com sobras. Se não tivesse pisado no freio, principalmente nos primeiros 15 minutos da etapa final, poderia ter alcançado uma vantagem ainda maior.
E tudo deu certo para a Raposa. A marcação foi impecável, em tarde brilhante de Marquinhos Paraná. Espinoza também esteve muito bem. No ataque, jogadores essenciais voltaram a brilhar. Com liberdade, Jadílson e Ramires voltaram a ser decisivos. Com a bola nos pés, Wágner mostrou ser o camisa 10 que a torcida espera. Guilherme e Marcelo Moreno mostraram que são mesmo uma dupla promissora de frente. Méritos também para o técnico Adílson Batista. Brilhante na montagem do time.
Para o Atlético, poucos dias para juntar os cacos. É preciso vencer o Náutico para tentar salvar o centenário. Depois de ser engolido no clássico, sobra para o mediano time atleticano sonhar com a Copa do Brasil. Para vencê-la precisará melhorar. Muito.
Campeão também em São Paulo. O Palmeiras venceu a Ponte por 1 a 0. Gol esperto de Kléber. Ainda não vi o VT do jogo, por isso não vou me aprofundar. Pelos melhores momentos, qualquer resultado seria justo. Marcos continua brilhando no gol palmeirense. Repito: é o melhor goleiro do Brasil no momento. Por ele, pela volta de Martinez, pelo Palestra Itália cheio, e por Vanderley Luxemburgo, o Palmeiras é campeão paulista. A Ponte tem um bom time. Mas incapaz de vencer a partida decisiva por 2 gols de diferença.
Espaço aberto também para parabenizar os torcedores do ABC de Natal. Campeão do século passado, e campeão mais uma vez. É o time com mais títulos estaduais no Brasil. Ontem, empatou com o Potiguar por 2 a 2 para assegurar mais um caneco.