Fevereiro de 2010. Roger estreou pelo Cruzeiro saindo do banco e resolvendo o clássico contra o Atlético-MG, que terminou com vitória celeste por 3 a 1. O jogo que ficou marcado pelo bem-humorado "flanelation" promovido pela torcida cruzeirense, marcou também a última vez que as torcidas rivais se encontraram em um estádio de futebol.
De lá para cá, oito clássicos jogados no interior (Arena do Jacaré e Parque do Sabiá). Todos com "torcida única". A expectativa era que a situação voltaria ao normal quando os jogos voltassem para Belo Horizonte. Ledo engano e doce ilusão. O jogo do próximo domingo não contará com a presença de nenhum torcedor do líder do Campeonato Brasileiro.
O Independência é um estádio complicado. As vias de acesso são poucas e apertadas. Evitar um confronto entre as torcidas seria missão difícil, mas não impossível. Assim é na Ilha do Retiro, no Pacaembu, na Vila Belmiro e diversos outros estádios Brasil afora. Vale lembrar que teoria da própria Polícia Militar de Minas Gerais garante que as grandes confusões acontecem em pontos distantes do entorno do estádio (ou pelo menos era o que diziam nos tempos de Mineirão).
Proibir é mais fácil que educar. Afastar é mais simples que cuidar. Perde o torcedor e perde o espetáculo. Tudo por conta de alguns poucos baderneiros (sim, eles são minoria) e de autoridades que preferem não assumir responsabilidade.
É a vitória da preguiça e da impunidade. Mudar a mentalidade é importante, mas só acontecerá com atitude enérgica das autoridades. O contrário é impedir, cada vez mais, que gente de bem frequente um local onde não há lei.
As belas cenas das "disputas" das torcidas nas arquibancadas está na memória de atleticanos e cruzeirenses. E parece que continuará apenas lá, bem longe dos estádios de Minas Gerais.
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Nos últimos anos, os dias ruins tem se tornado cada vez mais presentes na vida do Palmeiras. Turbulências, notícias complicadas, confusão, clima pesado. Hoje, não dava para imaginar um dia pior. O pior da vida recente do Palmeiras, daqueles que deixam milhares de lições.

Tudo começou mal. Protestos da torcida antes mesmo da reapresentação do grupo. O clima tenso só serve para pressionar ainda mais diretoria e jogadores. A nota mais triste, porém, e que mais chamou a atenção foi uma faixa que dizia "a homofobia veste verde". Tudo por conta da especulação de uma possível contratação de Richarlyson, do Atlético-MG, pelo clube. Tosco, desproporcional, descabido. Felizmente, tenho certeza que apenas uma parte (pequena) da torcida do Palmeiras pensa assim. O problema é que esta pequena parte não se cansa de fazer mal ao clube e parece não perceber.
Como para o alviverde recentemente nada é tão ruim que não possa piorar, a notícia que estragaria de vez a reapresentação do grupo ainda estava por vir. O goleiro Marcos, maior ídolo do clube nos últimos 20 anos, anunciou (através da diretoria) a sua aposentadoria.

Marcos foi um grande goleiro. Fundamental na Libertadores em 1999. Grande nome na conquista do Mundial em 2002 pela seleção brasileira. Ficou marcado pelos penaltis, mas sempre foi um goleiro completo. Já em fase final de carreira, prejudicou o Palmeiras quando quis jogar abaixo de suas condições ideais. Mas nada disso apaga a brilhante história que construiu, no clube e no país.
Marcos é uma grande pessoa. Autêntico, conhece os problemas do Palmeiras como poucos. E toma as dores. É verdadeiro, capaz de chorar e fazer chorar. Age como torcedores gostariam de agir nos momentos bons e ruins. É verdade que também prejudicou o Palmeiras quando falou além da conta e não contribuiu para apagar incêndios. Mas ele é assim.
Marcos merece o descanso. E merece ficar para sempre no hall de jogadores históricos do clube e do futebol brasileiro.
Jogadores como Marcos, são daqueles que fazem falta. Muita falta. A todos, mas principalmente ao Palmeiras. A torcida que veste a camisa da homofobia, vai demorar muito para vestir a camisa de um ídolo como Marcos se não mudar a postura. É preciso aprender.
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Em 2010, a Petrobras fez um trabalho muito legal com os times da Série A do Campeonato Brasileiro. O projeto Todas as Torcidas fez mini-documentários mostrando um lado muito legal de cada uma das torcidas da elite do futebol nacional.
Em 2011, o projeto continua. Não serão feitos vídeos dos 16 times que permaneceram na Série A. Mas é hora de mostrar as quatro "novidades" desta temporada.
E começaram com o pé direito, com o Bahia. Mais uma vez, trabalho de tirar o chapéu. Confiram no vídeo abaixo:
Acha que a força da torcida do Bahia é coisa de documentário?
Clique aqui e veja outro vídeo, da recepção ao time nesse domingo, depois de duas vitórias consecutivas fora de casa. Cerca de 200 torcedores foram receber os jogadores no aeroporto de Salvador.
Os vídeos que a Petrobras fez no ano passado, você confere no
site do Todas as Torcidas. Vale a pena! Figueirense, Coritiba e América vão ter seus vídeos postados no site até o fim de julho.
Enquanto isto, o Bahia vai se organizando no Brasileirão. Duas vitórias consecutivas e um crescimento inesperado.
Eu, sinceramente, torço para que o Bahia consiga se manter na elite por longo tempo.
Bora Bahêa!
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Mais uma discussão válida mas pouco produtiva. Mais uma pesquisa que vai mudar pouco na vida dos clubes brasileiros que não sabem usar os números a seu favor, excetuando-se raríssimas exceções.

Hoje saiu mais uma pesquisa do Instituto Datafolha sobre o tamanho das torcidas no Brasil.
Muita gente vai dizer que "não conhece ninguém que já foi entrevistado". Outras vão dizer que "torcida que vale é a que vai ao estádio". O que importa, no entanto, é que a regularidade nos números mostram que a pesquisa faz algum sentido. E que as projeções tendem a se aproximar muito da realidade.
Prato cheio para alimentar discussões. Principalmente na semana do jogo entre Flamengo e Corinthians pela Copa Libertadores. As duas maiores torcidas do país estarão frente a frente.
Confira as 10 maiores torcidas do país:
1º - Flamengo - 17% (22,62 milhões de torcedores)
2º - Corinthians - 14% (17,89 milhões de torcedores)
3º - São Paulo - 8% (11,09 milhões de torcedores)
4º - Palmeiras - 6% (8,26 milhões de torcedores)
5º - Vasco - 4% (5,41 milhões de torcedores)
6º - Cruzeiro - 3% (4,44 milhões de torcedores)
7º - Grêmio - 3% (3,60 milhões de torcedores)
8º - Internacional - 3% (3,44 milhões de torcedores)
9º - Santos - 2% (3,10 milhões de torcedores)
10º - Atlético-MG - 2% (2,51 milhões de torcedores)
Na sequência vem: Botafogo, Fluminense, Bahia, Sport, Vitória, Portuguesa, Náutico, Ceará, Santa Cruz, Paysandu, Goiás, Coritiba e Atlético-PR.
O título não passa de uma brincadeira, claro. É impossível ligar Campeonatos Estaduais ao sucesso. Em vários sentidos. E este ano, o público Brasil afora vai provando, definitivamente, que a competição não está nas graças do povo.

O maior exemplo disto aconteceu ontem, no Rio de Janeiro. Botafogo e Flamengo fizeram um dos poucos jogos que podem ser considerados interessantes no Campeonato Carioca. É um assim a cada 15 ou 20 que não interessam em absolutamente nada.
Mesmo assim, menos de 10 mil pessoas estiveram presentes. Pouco mais de 6 mil pagantes. Uma vergonha!
Talvez por isso, os jogadores não se empolgaram. E preferiram não mostrar quase nada de novo. E sim, um placar já tradicional no confronto entre as duas equipes. 2 a 2. Foi com este resultado que terminaram 7 dos últimos 20 jogos entre Flamengo e Botafogo.
Destaque para Adriano, autor de 2 gols. Destaque para a arbitragem que errou em dois gols, um de cada time. Destaque para o Botafogo, que mostrou que não depende tanto assim de "Loco" Abreu. Destaque para a torcida, que deu mais uma prova de que os Estaduais não valem nada.
O rubro-negro preparou a festa, em um palco praticamente perfeito. O Maracanã estava lotado, com mais de 81 mil presentes, e um verdadeiro show da torcida flamenguista. Mas quem acabou cantando de galo foi o Atlético-MG.
Num primeiro tempo morno, o Flamengo conseguiu acertar o travessão do goleiro atleticano após uma cabeçada de Marcelinho Paraíba. Logo depois Castillo acertou um belo chute da entrada da área para abrir o placar. No segundo tempo o time carioca parece ter voltado nervoso. Errando muitos passes o meio-campo Ibson acabou sendo vaiado pela torcida. Quem não quis saber de nada disso foram os visitantes que marcaram mais duas vezes com Renan Oliveira e Leandro Almeida.
Com a vitória o Atlético se manteve em 12º e se distanciou ainda mais da zona de rebaixamento. Já o Flamengo está vendo os primeiros colocados cada vez mais longe, já são 7 pontos de diferença para o líder Grêmio.

A confusão da manhã de hoje no treinamento do Flamengo não seria nenhuma anormalidade no futebol brasileiro, não fosse a bomba caseira atirada pelos "torcedores" no campo. Por sorte, a bomba explodiu no ar e não casou danos maiores. Dininho e Obina foram levemente machucados pelo artefato.
O incrível é que se vê muita crítica sobre a bomba, mas pouco sobre a ação como um todo. O vandalismo não começa na explosão, mas sim, na invasão. Os jogadores, revoltados (com razão), partiram para tirar satisfação. Afinal, eles não estavam ali brincando, ou batendo uma bola para passar a tarde. Estavam trabalhando pelo Flamengo, clube pelo qual deveriam torcer estes 30 marginais. E depois reclamam quando eu digo que lugar de torcedor não é em treino, é no estádio. Estes indivíduos, inclusive, deveriam estar trabalhando também e não badernando por aí.

De toda forma, o episódio marca o triste fim do casamento entre time e torcida no Flamengo, que começou no ano passado. Após 5 jogos sem vitória, a pressão parece não ter vindo da forma correta. O primeiro candidato ao título brasileiro, é o primeiro a afundar numa crise perigosa.
Este seria meu grito, se estivesse no lugar de Adilson Batista, ontem, no comando do Cruzeiro. Direcionaria os gritos para a torcida, que voltou a pegar no pé do treinador, no clássico contra o Atlético-MG. Antes de chegar aos motivos, é preciso contar a história do jogo.
O Cruzeiro começou com ritmo alucinante. Sufocou o rival, que não conseguia passar do meio-campo. Foram 5 escanteios nos primeiros minutos de jogo. E o Atlético não conseguia trocar mais do que 3 passes seguidos.
Porém, não era possível manter este ritmo durante 90 minutos. O Cruzeiro afrouxou a marcação na saída de bola e o Galo conseguiu ganhar terreno. Mas não conseguia chegar. Os dois laterais eram improdutivos ofensivamente e as principais armas, Danilinho e Petkovic, estavam muito bem marcados por Marquinhos Paraná e Fabricio.
No Cruzeiro, a principal arma era Jadílson. O lateral deixou sem rumo o lateral direito atleticano Mariano. Com a ajuda de Wágner, fazia o Cruzeiro chegar constantemente à área atleticana. Mas faltava um bom finalizador. Aos poucos, também, ficou mais difícil chegar por ali. O Cruzeiro era previsível. Não tinha lateral direito, já que Marquinhos Paraná fora deslocado para o setor esquerdo da defesa, já que Danilinho jogada por ali.
Quando parecia que o gol do Cruzeiro era questão de tempo o Atlético chegou. Falha de Charles e Espinoza (apenas uma das inúmeras do zagueiro), Danilinho aproveitou e abriu o placar. Festa atleticana, que durou pouco. Apenas 3 minutos depois o Cruzeiro empatou com Thiago Martinelli, o melhor em campo. E poderia ter virado, não fosse o chute fraco de Fabinho, que Édson defendeu fácil. Foi a gota d´água para a torcida, que pediu Jajá.
As duas equipes voltaram iguais para o segundo tempo. Mas o jogo voltou diferente. Moroso. Chato. Sem emoção. Alexandre Gallo resolveu tentar o gol. Sacou um lateral, um meia e um atacante e colocou três homens de frente. Almir seria um armador que chegava ao ataque, Castillo o centro-avante e Marques o ponta, pela esquerda. E assim, o time do Atlético-MG tentava explorar o lado direito do Cruzeiro, que não tinha ninguém. Adilson também mexeu. Sacou Fabinho e colocou Gérson Magrão, que entrou muito mal na partida. Sobrou vontade e passes errados. Depois, tirou o ótimo Jadílson para colocar o lateral direito Jonathan. Gritos de "burro" foi o que mais amistoso ouviu da torcida.
Torcida que não conseguiu enxergar o jogo. O lado esquerdo do Cruzeiro estava muito bem marcado. Jadilson estava cansado. E o Atlético tinha muito espaço pelo lado direito celeste, com Marques e Renan. Com Jonathan no time, o Cruzeiro dominou as ações. Não deixava o adversário chegar ao ataque, e mantinha a posse. Mas não conseguia levar perigo, principalmente porque faltava um homem de frente. Gérson Magrão era um meia pela esquerda e Wéldon abria pelo lado direito. O Cruzeiro chegava pelos lados mas a bola passava pela área. Aí, Adilson optou por colocar o grandalhão Rômulo, na vaga de Wéldon. Mais uma vez, foi criticado pela torcida, que queria o velocista Jajá.
Rômulo teve pouco tempo. Pouco produziu. Acabou perdendo uma ótima chance, chutando por cima. Logo depois, lançamento de Fabricio e a bola sobrou para Ramires, o pior jogador em campo, que deu apenas um toque, na saída de Edson e definiu, nos acréscimos, o placar final. Vitória do Cruzeiro por 2 a 1. A terceira, em quatro jogos contra o rival em 2008. Um belo presente de centenário.
No Atlético-MG, mais uma vez, a sombra da zona do rebaixamento incomoda. Alexandre Gallo vem fazendo um bom trabalho, mas o elenco é fraco. Os volantes são fracos, não há lateral esquerdo e Mariano é peça nula pela direita. Além disso, os atacantes não empolgam e o time não tem velocidade com Petkovic no meio. Vai ter muito trabalho para lutar pela permanência na Série A do ano que vem.
Já o Cruzeiro, volta à segunda posição. Apesar da hostilidade da torcida, Adilson segue tranquilo, fazendo seu trabalho, que é ótimo. Todos os treinadores estão sujeitos a errar. Por isso, é importante não apenas olhar as peças que estão sendo trocadas ou colocadas, mas sim a intenção. E nisso, Batista tem sido perfeito e importante para colocar a Raposa na briga pelo título. Os resultados provam que ele está certo e a torcida, errada.
Todos se perguntam: como o time que é terceiro colocado na Libertadores não consegue agradar ao seu torcedor? Como um treinador que montou um dos times mais fortes do país, com um elenco comum, pode ser tão "burro" para a torcida?
Este é o Cruzeiro, de Adilson Batista.

Até agora, das 8 rodadas do Brasileirão, Adilson foi criticado por escalações ou substituições em 7. O técnico só foi poupado na goleada por 3 a 0 contra o Figueirense, quando o time jogou sem Ramires e Charles, que estavam com a Seleção Olímpica.
Na estréia, contra o Vitória, críticas para a escalação de Marquinhos Paraná como lateral esquerdo. Depois, criticas por deixar o time muito defensivo com as entradas dos volantes Henrique e Elicarlos nas vagas de Bruno e Maicossuel, respectivamente. Resultado final, vitória do Cruzeiro por 2 a 0.
No segundo jogo, contra o Botafogo, mais críticas. Desta vez, pela entrada de Elicarlos na vaga de Jadílson, um dos xodós da torcida. Vitória do Cruzeiro por 1 a 0.
Terceira rodada, contra o Santos. A saída, mais uma vez, de Jadílson gerou protestos da torcida. Que não gostou também quando os dois atacantes (Guilherme e Jajá) foram substituídos por dois meias (Bruno e Maicossuel). O Cruzeiro goleou, 4 a 0. Maicossuel marcou um gol.
Contra o Coritiba, na quarta rodada, fora de casa, mais reclamações. Tudo isto, por causa da escalação de um meio-campo com 4 volantes, e o meia Wágner jogando no ataque, improvisado. Empate por 1 a 1.
Outra vez no Mineirão. O adversário foi o Vasco. Outra vez, muitas críticas pela saída de Jadílson, que desta vez deu lugar ao lateral direito Jonathan.
Contra o Palmeiras, mais uma vez, a torcida criticou. Críticas aliviadas pelo fato de o time jogar com um jogador a menos desde o primeiro tempo. Mas a saída de Guilherme para a entrada de Henrique, no intervalo, colocando mais uma vez Wágner, isolado na frente, foi problemática. E desta vez, o Cruzeiro foi goleado por 5 a 2.
Contra o São Paulo, na última rodada, muitas críticas. Alguns, reclamaram que o técnico preteriu o lateral esquerdo Carlinhos, recém chegado do Santos, preferindo improvisar Marquinhos Paraná na posição. A substituição do atacante Wéldon pelo meia Bruno, foi a gota d´água. Placar final: empate por 1 a 1.
Concordando ou não com as mexidas ou substituições, é impossível não constatar que o trabalho de Adílson vem sendo bem feito. Em 8 jogos, o Cruzeiro venceu 5 e perdeu apenas 1. O treinador já disse, diversas vezes, que suas escalações e substituições são feitas pensando no adversário, buscando sempre neutralizar a força do rival. Para isto, as vezes, abre a mão da sua própria força, o que ao meu ver é um erro, principalmente para clubes como o Cruzeiro, que tem sempre o dever de vencer.
De toda forma, os números não mentem. Adilson é uma grata revelação como treinador no futebol brasileiro. Merece crédito e paciência, de uma torcida que não enxerga o que o país tem visto: o Cruzeiro é um forte candidato ao título do Brasileirão.
O Corinthians estava à um passo da Libertadores de 2009. Liderava sozinho, e sem percalços a Série B.
Acabou perdendo a decisão para o Sport. A crise afetou o time. Alguns jogadores importantes caíram em descrédito, como o ótimo goleiro Felipe.
Dois jogos, e dois empates na Série B, parecem ter estourado o estopim. A Copa do Brasil, que parecia um ótimo bônus, de repente tornou-se obrigação.
A torcida, que já havia protestado no Parque São Jorge na semana passada, ficou ainda mais nervosa depois do 1 a 1, contra o Bragantino ontem à noite.
O Corinthians segue lider. Segue invícto. Mas não inspira a mesma confiança, o que não indica - nem de longe - que não vá subir com facilidade.
Mas estou ao lado do capitão William, quando este diz: "Nós somos líderes invictos e as pessoas aqui estão trabalhando de maneira séria. Se achar que tem que cobrar, cobre na hora certa e da forma correta, não no nosso local de trabalho, porque estamos buscando resgatar o Corinthians para a Série A".
É preciso mais respeito com o grupo.
A quinta rodada foi a melhor e a mais movimentada até agora no Brasileirão. E pelo jeito, será a primeira a dar trabalho ao STJD.
Edmundo poderá ser punido, pelas esdrúxulas declarações no vestiário do Mineirão, após o jogo contra o Cruzeiro. Independente do erro ou do acerto do árbitro, Edmundo, que nem pareceu ter entrado em campo, não pode sair falando pelos cotovelos.
O Grêmio também pode ter alguns dirigentes e membros da comissão técnica punidos. Na vitória sobre o Fluminense, eles teriam reclamado ostensivamente do bandeira.
No Paraná, mais confusão. Um torcedor atirou um copo no gramado e o juiz colocou na súmula. O Atlético não deve ser punido, graças à própria torcida. Torcedores denunciaram o infrator, que saiu praticamente linxado por seguranças e torcedores. Bela atitude dos paranaenses, excetuando é claro o babaca que jogou o copo.
Por fim, Cuca. Logo na estréia no Santos, foi denunciado pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique, o mesmo da final da Taça Guanabara. O treinador alega ser algo "pessoal". Já foi absolvido uma vez, e deve ser novamente. E o Marcelo, vai se complicando com más arbitragens e polêmicas.