Cartola - Pós-rodada 17 e pré-rodada 18

Decepção voltou a ser palavra de ordem no M.Cerrada FC. Aos poucos, a torcida já começa a se acostumar com a campanha medíocre. Outra vez, o time não passou sequer a barreira dos 40 pontos. Graças principalmente a Édson Bastos (-4) e Juninho Pernambucano (-2,2). Hora de arriscar e mudar o esquema, como vocês verão no fim do post.

O destaque da rodada foi o Tá Rolando United, do Felipe Scheid, que fez 70,61 pontos. Escolhas certeiras por Patric (10,7), Bernard (10,3) e Kieza (11,4). Não foi o único a cair na pegadinha Marcos Rocha (-2,7). Subiu uma posição na tabela e ainda ocupa o modesto 18º lugar.

A liderança ainda é do ElkeChopp, que aproveita a fase ruim do Galo13fc para abrir vantagem. Nesta rodada fez 41,14 pontos e já está 26,84 à frente do segundo colocado.

Para o fim de semana, o M.Cerrada FC vai arriscar no 3-4-3. É hora de tomar medidas. Aí vão os escolhidos:

Marcelo Grohe (Grêmio); Leandro Euzébio (Fluminense), Leonardo Silva (Atlético-MG) e Werley (Grêmio); Juninho Pernambucano (Vasco), Bernard (Atlético-MG), Jádson (São Paulo) e Elano (Grêmio); Barcos (Palmeiras), Ademílson (São Paulo) e Marcelo Moreno (Grêmio). Técnico: Alexandre Gallo (Náutico).

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Mesma eficiência, outra concentração

A missão de vencer a Libertadores e voltar o foco para um Campeonato Brasileiro já em andamento não é simples. Mas o Corinthians faz a opção de não "brincar" como fez o Santos em 2011. Ainda sem a mesma concentração, marca do time na conquista continental, os comandados de Tite mantém a eficiência e começa a subir na tabela.

Contra o Internacional, o Corinthians não fez um bom jogo. Sentiu falta de Paulinho para trabalhar a saída de bola e de um ataque mas efetivo já que Jorge Henrique, Romarinho e Emerson estavam ausentes. Adilson ganhou uma chance e embora tenha se movimentado muito, não foi feliz.

Outra vez sem ser brilhante, o Corinthians manteve o padrão. É um time que mesmo nos piores dias, erra muito pouco. Dá poucas chances ao adversário. Desperdiça poucas oportunidades. Em uma das poucas chegadas, Douglas bateu falta e Paulo André marcou de cabeça. Detalhe. Que faz toda a diferença.

A concentração ainda não é a mesma. É um time em determinados momentos disperso, sem o "sangue no olho" que chamou a atenção na Libertadores. Mas aos poucos encosta no G-4. Com uma boa sequência, pode se aproximar e passar a pensar em título. Ainda não me parece um bom negócio descartar.

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Pra comemorar e lamentar

Durou pouco o tempo para lamentar a prata nos Jogos Olímpicos. Com reforços importantes e sem Marcelo, o Brasil voltou à campo para enfrentar a Suécia em amistoso comemorativo neste domingo. Venceu com autoridade e voltou a mostrar padrão de jogo contra um adversário desfalcado e pobre tecnicamente.

Daniel Alves, David Luiz, Paulinho e Ramires entraram para fortalecer o time principal, que manteve Gabriel no gol e teve Alex Sandro na lateral esquerda. Com Neymar novamente livre para circular pelo campo, atuando mais centralizado, o time de Mano variou entre o 4-2-3-1 e o 4-4-2 em linha, com Oscar na esquerda e Ramires pela direita. Funcionou. Posse de bola, boas jogadas e goleada construída já no fim do jogo com Alexandre Pato no comando do ataque.

O Brasil segue mostrando que já tem uma base para trabalhar. O time não deve mudar muito nos próximos anos. Tem um esquema, uma proposta e um time. Precisa trabalhar mais em cima disto e não recomeçar o trabalho. A grande dificuldade, porém, será a falta de jogos competitivos. Sem disputar as Eliminatórias, o Brasil perde a referência de análise quando enfrenta adversários menos interessados em amistosos. Encontrar uma solução para isto será fundamental para a CBF e para Mano Menezes montar um time forte.

A lamentar ainda mais a postura do time ao não querer jogar com a bonita camisa comemorativa feita pela CBF em homenagem ao mundial de 1958. Ajuda a deixar uma geração cada vez menos identificada com o torcedor ainda mais distante justamente quando deveriam fazer o contrário, pensando na Copa de 2014.

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Cartola - Pós-rodada 16 e pré-rodada 17

Diego Cavalieri salvou o M.Cerrada FC de mais um vexame. Com 20 pontos, o goleiro do Fluminense subiu a média e fez o time chegar aos 54,26 pontos na 16ª rodada, ajudado por Gum (10,6). Duro foi ver o meio-campo mais uma vez decepcionando com Moisés e Bernard fazendo 0,8 cada. Com a pontuação, a equipe subiu duas posições na tabela, chegando ao 15º lugar.

O destaque da rodada foi também o novo líder da competição. O ElkeChopp, do Thiago Campos, fez 86,65 pontos e voltou a ultrapassar o Galo13fc na classificação. Além de Diego Cavalieri e Gum, rendeu pontos a contratação certeira de Vágner Love (24,6).

O desempenho acima da média fez o time abrir ainda uma vantagem confortável para o segundo colocado, de quase 10 pontos. Os dois seguem se afastando dos demais participantes e cada vez mais parecem polarizar a briga pelo título.

Como amanhã é dia de mais uma rodada, aí vai o M.Cerrada FC, escalado no 4-3-3 com investimento de 133,66 cartoletas:

Édson Bastos (Ponte Preta), Ceará (Cruzeiro), Douglas (Vasco), Naldo (Grêmio) e Patric (Náutico); Juninho Pernambucano (Vasco), Elano (Grêmio) e Andrezinho (Botafogo); Alecsandro (Vasco), Barcos (Palmeiras) e Fred (Fluminense). Técnico: Gilson Kleina (Ponte Preta).

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Galo assume o controle

O fim de semana que começou com Ronaldinho se atrasando para a concentração e recebendo cobranças duras de Alexandre Kalil, terminou com o Atlético-MG mais líder do que nunca. A forma como o time dominou e controlou o vice-líder Vasco no Independência é a mesma com que ele tem lidado com a tabela do Campeonato Brasileiro. 15 jogos, 12 vitórias e só uma derrota. Irretocável.

Enquanto o Vasco negou espaços ao adversário, o Atlético negou o jogo. Adiantou a marcação, teve velocidade pelos lados e controlou o jogo do início ao fim. Raras foram as escapadas do Vasco que não conseguia segurar a bola no campo de ataque nem usar a velocidade de Éder Luís.

Faltava um pouco mais de capricho quando a bola chegava aos pés de Bernard, o melhor do primeiro tempo. Faltava um pouco mais de participação de Guilherme e Ronaldinho Gaúcho. Veio no segundo tempo, com o camisa 49 partindo pra jogadas individuais e abrindo mais espaços na defesa do Vasco, sobrecarregando Auremir.

O futebol intenso e moderno do Galo faz do time o líder isolado e justo do Campeonato Brasileiro. Com um jogo a menos, pode ampliar ainda mais a vantagem. Aos poucos, começa a dar pinta que pode desgarrar do grupo dos três primeiros a qualquer momento. Controlou um jogo cascudo e venceu com autoridade. Se controlar também os ânimos fora de campo, fica cada vez mais difícil imaginar que não sustentará a ótima campanha.

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Futebol brasileiro tem mais uma lição

No futebol e na grande maioria dos esportes há duas maneiras de vencer. Uma delas é com organização, planejamento, estratégia. A outra, contando com brilho individual. O "país do futebol" se acostumou a ter sempre um grande craque, os melhores jogadores do planeta, sempre prontos para decidir uma partida. Foi ótimo para ganhar títulos e conquistar. Foi péssimo para avançar em outros aspectos.

Enquanto o resto do mundo tratava de procurar formas de se organizar e jogar de maneira coletiva para vencer, o Brasil conquistava com brilho individual. Ficamos para trás no momento em que os nossos jogadores deixaram de ser os melhores (o que não quer dizer que são ruins). Poucas vezes tivemos o "melhor time". Quase sempre tivemos os "melhores jogadores".

O México trabalhou esta lição. Se planejou para vencer os Jogos Olímpicos lá atrás, quando abriu mão da Copa América e mandou um time forte para o Pan-Americano. Teve organização em campo para adiantar a marcação quando necessário e pressionar a saída de bola, dificultando o jogo do Brasil. Teve humildade para se defender, fazer faltas, dar chutão. Para trocar o seu melhor jogador, machucado, por um volante para fechar o lado esquerdo forte do Brasil. Teve um time, extremamente competitivo, como exige o futebol atual.

O Brasil não foi péssimo como se pinta pela derrota. Teve um jogo apagado, muito por méritos dos mexicanos. Oscar e Neymar, de quem mais se esperava, apareceram poucos. É uma geração ainda pouco testada, pouco preparada como time. O planejamento ineficaz com os "olímpicos" não permitiu a Mano perceber que não dava para confiar em Juan, que Sandro não vivia bom momento, que os goleiros reservas precisavam de ritmo. Eles foram convocados na véspera e jogaram melhor quando houve brilho individual, que não apareceu na decisão.

Interromper o trabalho de Mano Menezes neste momento seria apostar mais uma vez que o Brasil tem os melhores jogadores, que o técnico é o único e principal culpado e que qualquer outro ganharia o ouro. Seria deixar de lado um trabalho de dois anos que já deu ao treinador testes interessantes e a possibilidade de ter algumas convicções. Nossa base para 2014, com ou sem Mano Menezes, deve fugir pouco desta de Londres. Que pelo menos, ela fique na mão de quem já iniciou o processo para transformá-la em um time. Não se faz do dia para a noite.

A prata deixa um gosto amargo mais uma vez para o torcedor brasileiro. Mas deixa também uma lição que já deveria ter sido aprendida.

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Cartola - Pós-rodada 15 e pré-rodada 16

Mais uma rodada de decepção e desilusão no M.Cerrada FC. Ridículos 44,17 pontos que mantém o time na modesta 17ª posição na classificação. Salvou-se apenas o melhor jogador do Campeonato Brasileiro: Juninho Pernambucano (11,7). Difícil é apostar na dupla do líder do Campeonato e ter enorme decepção com Bernard (-0,8) e Guilherme (-1,3).

O destaque da rodada foi o Duck BHFC, do Diogo Neves, que fez 76,79 pontos. Destaque para o meio-campo que teve Juninho Pernambucano, Paulinho (12,7) e Andrezinho (12,4). Marcos Rocha (13,7) também foi aposta certeira. A boa rodada fez o time subir duas posições na classificação, chegando ao 7º lugar e se aproximando dos primeiros colocados.

A liderança ainda é do Galo13fc, que chegou a 988,11 na competição. Abriu vantagem mais confortável em relação ao segundo colocado (ElkeChopp) e viu o terceiro colocado @THICAMPOSMOTA se desgarrar dos demais concorrentes. Nesta rodada foram 63,96 pontos com destaque para Marcos Rocha e Paulinho.

Para o fim de semana, o M.Cerrada está previamente escalado, mas pode sofrer mudanças de última hora para surpreender os adversários:

Diego Cavalieri (Fluminense), Douglas (São Paulo), Valdomiro (Portuguesa), Gum (Fluminense) e Fabrício (Internacional); Fred (Internacional), Bernard (Atlético-MG) e Jádson (São Paulo); Gilberto (Sport), Fred (Fluminense) e Forlán (Internacional). Técnico: Hélio dos Anjos (Figueirense).

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Flu mantém regularidade e não desgarra

O primeiro turno do Campeonato Brasileiro vai chegando ao fim. E o Fluminense, na terceira posição, tem desempenho de campeão (nos números). Mas a campanha também impressionante de Atlético-MG e Vasco não permite ao time tricolor assumir a ponta. De toda forma, o Flu não vacila e não desgarra da briga.

Jogando em São Januário, o time tinha um jogo difícil pela frente contra o São Paulo. No jogo que tecnicamente mais se esperava na rodada, o que se viu foi decepcionante. Dois times presos, lentos e pouco criativos. O controle do jogo alternou entre Fluminense e São Paulo por várias vezes. E o jogo acabou decidido em gols de cabeça.

O São Paulo começou melhor. O 4-2-3-1 tinha João Filipe como lateral direito/zagueiro e Douglas solto para armar pela direita. Mas Ademílson ficou isolado já que o trio de meias se aproximava muito e tanto Cícero quanto Douglas se comprometiam muito com a marcação. Aos pouco, o Fluminense percebeu os espaços e cresceu no jogo quando Wágner passou a participar mais já que Thiago Neves fez mais uma partida apagada.

O primeiro gol, marcado por Leandro Euzébio após cobrança de falta, contou com falha grotesca de Rogério Ceni que saiu vendido do gol. Mas a festa durou pouco já que a defesa do Flu também vacilou e Cícero ficou sozinho para empatar. Leandro Euzébio demorou para sair na linha do impedimento e deu condição.

Na etapa final, boa jogada de Jean e lançamento preciso para Fred marcar mudou o panorama do jogo logo no início. Ney Franco foi obrigado a se mexer e melhorou o time com Paulo Assunção e William José. Mas enquanto os paulistas esbarravam na marcação forte imposta pelo time de Abel Braga, o Fluminense não tinha velocidade para contra-atacar sem Wellington Nem e Marcos Júnior.

O jogo terminou sem grandes sustos para nenhum dos lados. O São Paulo até criou mais, mas não exigiu uma grande defesa de Diego Cavalieri. E mais uma vez deixou o campo com a impressão de que podia mais, com mais esforço.

O Fluminense assiste de camarote a "final antecipada" entre Atlético-MG e Vasco no domingo. Com um empate, pode se aproximar ainda mais da briga. A impressão é que mesmo sem jogar bem, pode decidir jogos com Deco e Fred. Por enquanto, tem sido suficiente para se manter na briga.

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"Adversário dos sonhos" recupera o Santos

Eram apenas 9 gols em 14 jogos. Só uma vitória nas últimas seis rodadas. A reação era necessária para o Santos. E urgente. Esperar Neymar voltar dos Jogos Olímpicos não parecia boa opção. Encontrar o Cruzeiro, na Vila Belmiro, sim.

Depois de derrota para a Ponte Preta, Celso Roth resolveu fazer uma mudança no Cruzeiro. Acertou no volante que entrou no time (Sandro Silva) mas errou no que saiu (Charles). O time perdeu qualidade na saída de bola e continuou com o excesso de espaço na entrada da área com Leandro Guerreiro aprofundando pra marcar atrás dos zagueiros. Foi este espaço que Felipe Anderson aproveitou para abrir o placar em belo chute da meia-lua.

Se não funcionava atrás, o Cruzeiro se soltava bem quando a bola chegava à Montillo. Crescendo pelo lado esquerdo, o argentino se movimenta cada vez melhor, adaptado à função. Trazia a bola para dentro e fugia da marcação com liberdade para acionar Wallyson, outro que entrava bem na diagonal.

O Santos também tinha seus problemas defensivos. Bruno Peres atacava demais e não marcava Montillo. Leandrinho fazia bem a saída de bola pelo lado esquerdo, mas ajudava pouco na marcação. E Bruno Rodrigo errava no posicionamento justamente com quem não podia falhar: Borges. Foi do ex-jogador do Santos o gol de empate.

E assim, nos erros dos dois times, os gols foram saindo. Sandro Silva errou a saída, a defesa do Cruzeiro demorou na recomposição, e a velocidade dos jovens Leandrinho e Victor Andrade foi suficiente pra recolocar o Cruzeiro na frente.

No intervalo, Roth mudou o time celeste e o viu crescer, apoiado no recuo excessivo do rival. Charles melhorou a saída de bola e a marcação. Élber prendia Bruno Peres. Os mineiros já eram donos do jogo quando empataram em cobrança de falta de Ceará. E davam toda a pinta que virariam quando outra falha defensiva colocou tudo a perder. Três rebatidas dentro da pequena área e ninguém para cortar antes de Durval balançar as redes. A equipe sentiu o gol e parou de ameaçar, dando espaço para um reoxigenado Santos com Pedro Paulo finalmente fazendo sua função preferida no meio-campo e construindo a jogada do quarto gol, marcado por Bill.

O Santos ainda não tem motivos para se empolgar. Não vai encontrar jogos fáceis e com tantos espaços como o Cruzeiro muitas vezes no Brasileiro. Tem bons jovem em quem se apoiar para buscar a reação mas precisa que Muricy de fato confie neles e não os use apenas em último caso. Já o Cruzeiro, precisa voltar a olhar no espelho. Desde que assumiu a liderança e passou a querer propor mais o jogo, só caiu. Organizar a defesa é o melhor ataque. E a única saída.

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Liderança é provisória, segurança não

É difícil imaginar que o Atlético-MG não vença nenhum dos dois jogos que tem a menos que o Vasco e reassuma a liderança do Campeonato Brasileiro. A liderança é muito provisória. O que mais impressiona, porém, é a segurança e a regularidade que o Vasco mantém desde o ano passado. Contra o Sport, na Ilha do Retiro, sofreu com ausências e com o gramado pesado. Não fez um bom jogo. Mas venceu mais uma.

O primeiro tempo com o gramado mais pesado foi ruim. O Vasco não conseguia aplicar velocidade com Éder Luís nos contra-ataques e não controlava o jogo com Juninho muito longe de Carlos Alberto. O Sport também enfrentava dificuldades na armação graças ao 4-3-3 que tinha Marquinhos Gabriel com a obrigação de voltar para articular as jogadas muito distante dos trio de volantes que saía pouco.

Percebendo a dificuldade para jogar com rapidez, Cristóvão Borges apostou em Tenório no lugar de Éder Luís. Mostrou mais uma vez que o elenco do Vasco não tem grandes nomes, mas tem opções interessantes para mudar a forma de jogar e manter bom nível.

Mas foi o Sport que começou a etapa final com mais ímpeto. Avançou as linhas e já havia criado duas boas chances (inclusive uma bola no travessão) antes de Juninho Pernambucano aproveitar uma das dezenas de faltas que os donos da casa fizeram na entrada da área. Gol monumental do melhor jogador do Campeonato. Dentro e fora de campo. Exemplo a ser seguido e que deveria ser mais valorizado pela torcida do rubro-negro pernambucano, que vaiou quem deveria ser ídolo.

O gol desestruturou o time de Vágner Mancini que se mandou de vez ao ataque e pouco depois perdeu Diego Ivo expulso. Espaços que o Vasco aproveitou com Tenório, que marcou um golaço depois de driblar o goleiro e Aílson dentro da área. Vitória segura de um time seguro.

O Vasco que não perde há nove jogos, não levou gol em nenhum dos últimos sete. Já foi apontado por aqui como o favorito ao título. O motivo? É só assistir um jogo para entender. As oscilações vascaínas são mínimas, para mais e para menos.

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Eficiência garante medalha ao Brasil

O desempenho mais uma vez não foi ótimo, embora os números novamente apontem para um grande resultado. A goleada por 3 a 0 sobre a Coreia do Sul, que garantiu o Brasil na final dos Jogos Olímpicos foi "mais do mesmo" do time de Mano Menezes. Jogo equilibrado, com altos e baixos dos brasileiros mas resultado confortável no fim. No sábado, o ouro inédito pode vir contra o México.

No início do jogo a postura dos coreanos surpreendeu e assustou. Linhas adiantadas e muita posse de bola incomodavam o sistema defensivo do Brasil. Juan e Sandro, principalmente, faziam sempre a opção pela bola longa e facilitavam o trabalho dos asiáticos que controlavam o jogo e criaram pelo menos duas boas chances de gol nos primeiros 15 minutos.

Demorou, mas o Brasil entrou no jogo. Com Alex Sandro promovido ao time titular na vaga de Hulk, Neymar teve mais liberdade para jogar mas acabou encaixotado pela boa marcação de Ja-Cheol. O craque santista de novo não fez grande partida. Mas novamente foi eficiente e fundamental, participando dos três gols.

O primeiro deles marcado por Rômulo. Sem Hulk, o lado direito do ataque brasileiro estava abandonado já que Oscar tem tendência a centralizar muito. O volante vascaíno percebeu o espaço e se soltou por ali. Em uma das jogadas, bola recuperada por Neymar e bom passe de Oscar além da ajuda do goleiro fizeram o Brasil, que já era melhor, abrir o placar.

A etapa final começava com panorama semelhante ao do primeiro tempo. O Brasil repetia a insegurança na saída de jogo e os coreanos intimidavam. Sandro, muito abaixo do comum nas Olimpíadas, errou e contou com a sorte quando fez penalti não marcado pela arbitragem. O que parecia virar um drama, virou goleada quando Neymar abandonou o meio e foi para o lado esquerdo. Ocupado por Neymar, Alex Sandro e Marcelo, aquela parte do campo tornou-se praticamente impossível de marcar. Ali nasceram os dois gols do artilheiro Leandro Damião, voltando à velha forma e ao costume de marcar gols "de qualquer jeito".

No primeiro, boa trama de Neymar e Marcelo. No segundo, lançamento incrível de Thiago Silva e jogada de Neymar que acabou nos pés de Damião. 3 a 0 sem brilho, mas com muita eficiência.

Palavra que será chave na decisão do ouro contra o México. Além de tentar esquecer a pressão pela conquista inédita, os comandados de Mano Menezes precisarão repetir a eficiência contra um adversário muito forte. Porém, se ainda não é um time consistente e o mais equilibrado dos Jogos até aqui, ninguém mostrou tanto poder de decisão quanto o Brasil. É o que pode fazer a diferença: eficiência.

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Cartola - Pós-rodada 14 e pré-rodada 13

Depois de aparentar crescer na competição, o M.Cerrada FC voltou a decepcionar. Foram apenas 45,05 pontos desta vez. Graças, principalmente, às atuações abaixo da crítica de Ceará (-3,2) e Carlos Alberto (-1,6). Só não foi pior porque Zé Roberto (10) e Borges (12,5) alavancaram o time com boas atuações. Por sorte, porém, a rodada ruim não custou nenhuma posição na classificação. O time continua no modesto 17º lugar, embora cada vez mais longe dos líderes.

O destaque da rodada foi o @THICAMPOSMOTA, que fez ótimos 85,34 pontos. Aposta certeira na defesa completa do São Paulo com todos rendendo mais de 5 pontos. Rogério Ceni (11), Rhodolfo (11,7) e Borges foram os principais nomes da equipe que se manteve na 3ª posição e se aproximou de vez da briga pelo título.

A liderança continua nas mãos do Galo13fc. Na última rodada ele manteve a boa média com 73,74 pontos. Mudou o esquema para o 3-4-3 e se deu bem com Rhodolfo e principalmente Elano (14). Foi um pouco pior que o vice-líder, ElkeChopp e viu a diferença cair para apenas 4,28 pontos.

Para a rodada desta semana, o M.Cerrada FC vai mais uma vez sem mistério. Investimento de 131,86 cartoletas e promessa de dias melhores:

Cássio (Corinthians), Ávine (Bahia), Bolívar (Internacional), Leonardo Silva (Atlético-MG) e Fábio Santos (Corinthians); Juninho Pernambucano (Vasco), Danilo (Corinthians) e Bernard (Atlético-MG); Forlán (Internacional), Guilherme (Atlético-MG) e Fred (Fluminense). Técnico: Fernandão (Internacional).

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A paciência venceu

A noite de domingo no Independência teve dois times completamente opostos em campo. Um era organizado, o outro não. Um sabia o que queria, tinha uma proposta bem definida, o outro não. Um tinha paciência para conquistar os objetivos, o outro não. Difícil imaginar que o primeiro não sairia com a vitória como foi.

Depois da vitória sobre o Palmeiras, Celso Roth teve uma semana para trabalhar o Cruzeiro e manteve praticamente o mesmo time que havia feito boa partida no domingo anterior. Curiosamente, involuiu. Muito por méritos de uma Ponte Preta muito organizada e consciente.

Gilson Kleina variou seu time taticamente visando sempre bloquear o time celeste e avançar sempre que houvesse espaços. Gerônimo jogaria como terceiro zagueiro, mas com Borges como único atacante no 4-2-3-1 celeste, saiu para dar combate a Wallyson (no primeiro tempo) e Montillo (no segundo tempo, quando inverteu o lado com o atacante). A estratégia liberava Cicinho para jogar à vontade ofensivamente, aproveitando os espaços dados por Diego Renan e Leandro Guerreiro no setor esquerdo celeste.

Os gols marcados pela Ponte no início do primeiro e do segundo tempo, deixaram ainda mais clara a falta de paciência do Cruzeiro. Que passa pelo campo e pela arquibancada em efeito contínuo. Em todos os lances, o time de Celso Roth jogava como se fosse a última bola. Assim, acelerava contra um adversário fechado, errava e dava espaços para os contragolpes. Que a Macaca não soube aproveitar para definir o jogo correndo riscos graças somente à mais uma grande atuação de Borges, que consegue se virar sozinho na frente. Montillo, voltando a jogar como em outros tempos, ainda não encontra companheiros na mesma sintonia e erra muito tentando resolver sozinho.

O Cruzeiro é um time em formação. Vai jogar bem e jogar mal. Vencer e perder. A tendência é brigar no meio da tabela até que se organize. Precisa ter paciência e principalmente cabeça no lugar para conseguir superar adversidades que certamente estão por vir. Um gol do adversário não pode causar efeitos tão gritantes no time como vem acontecendo. Enfrentar adversários organizados como a Ponte Preta de Gilson Kleina pode ser mais complicado do que enfrentar uma equipe mais forte que ofereça espaços como aconteceu contra Flamengo e Palmeiras.
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Inter soma e Palmeiras preocupa

O Internacional somava mais desfalques para o jogo na Arena Barueri. Mas os do Palmeiras, fariam mais falta. Simples fato de Felipão ter pouquíssimas opções, principalmente para superar a ausência de Valdívia e Daniel Carvalho no mesmo jogo. Já Fernandão, com mais alternativas, ainda pôde abrir mão do ótimo volante Bollatti, inexplicavelmente sem espaço no time.

Não foi um bom jogo em Barueri, muito pelo excesso de ausências dos dois lados. O Palmeiras sem Henrique e Thiago Heleno perdeu muita qualidade defensiva, dando espaços em excesso para Jajá e Forlán trabalharem a bola. Em uma delas, o uruguaio perdeu a chance mais clara com a camisa colorada após lindo lançamento de Jajá. Quando o volante Ygor marcou de cabeça após cobrança de falta, o time gaúcho era muito superior e já empilhava chances perdidas contra um adversário desorganizado atrás e com volantes pouco combativos.

Sem Valdívia e Daniel Carvalho, faltavam idéias ao Palmeiras. Nem mesmo Maikon Leite, alternativa de velocidade para mudar o jogo no segundo tempo estava à disposição de Felipão desta vez. Embora tenha entrado bem no intervalo, Obina não conseguiu mudar o panorama do jogo.

Se apertasse com Marcos Aurélio entrando mais cedo e guardando os zagueiros e volantes para jogos mais difíceis, o Internacional poderia ter matado o jogo. A postura do time em campo, porém, refletia as mudanças do técnico que deixavam o time mais defensivo a cada instante. Risco desnecessário que fez com que o Palmeiras quase empatasse com Obina. Não seria justo. E não foi mais do que isto, no fraco segundo tempo.

Mesmo com muitos desfalques, o Inter de Fernandão consegue somar pontos importantes. Entra na briga de vez pelo G-4 e quem sabe pelo título. Tem elenco para tal. Mas Fernandão precisará ser mais corajoso para  levar o time adiante. Quanto ao Palmeiras, é bom começar a se preocupar com o Campeonato Brasileiro. Embora tenha time para se livrar sem riscos do rebaixamento, o elenco me parece raso demais para querer brigar também pela Copa Sul-Americana. Se não souber dosar, os títulos das Copas podem não valer a pena para Felipão e sua turma.

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Cartola - Pré-rodada 14

Uma semana para treinar e avaliar. O M.Cerrada FC aproveitou a folga na tabela do Campeonato Brasileiro para observar bem o mercado. E investir forte, com quase todas as 133 cartoletas disponíveis no cofre.

Grêmio, São Paulo e Cruzeiro formam a base do time que tem ainda toques de Náutico e Vasco.

Confira os selecionados, e espere o show:

Marcelo Grohe (Grêmio), Ceará (Cruzeiro), Rafael Tolói (São Paulo), Werley (Grêmio) e Bruno Cortez (São Paulo); Zé Roberto (Grêmio), Carlos Alberto (Vasco) e Jádson (São Paulo); Kieza (Náutico), Borges (Cruzeiro) e Kléber (Grêmio). Técnico: Celso Roth (Cruzeiro).

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Boas novas na Sul-Americana

Acompanhei um pouco das estreias brasileiras na Copa Sul-Americana. Vi Grêmio e Coritiba se enfrentarem em partida ruim graças à um gramado impraticável por causa da chuva. Vi o primeiro tempo pouco emocionante de Atlético-GO e Figueirense, com mais um penalti inventado pela arbitragem brasileira. Vi o segundo tempo da vitória do Palmeiras e a boa atuação de Barcos.

Um detalhe, no entanto, me chamou mais a atenção que os jogos em si. Aos poucos, a Sul-Americana vai sendo levada mais a sério pelos brasileiros. E é ótima notícia.

Todos os times entraram com força máxima ou o mais próximo possível dela. Poucos jogadores poupados, o que faz parte e é saudável. É importante perceber que a competição pode ser importante e a tendência é que ela ganhe cada vez mais espaço. Afinal, além de ser um título internacional, conquistar a Sul-Americana vale vaga na Libertadores e participação na Recopa e Copa Suruga.

A competição ainda não empolga a torcida. Exceção feita ao jogo na Bahia, os estádios ficaram vazios e os jogos atraíram pouco público. Talvez o excesso de vagas para o país fazem parecer que a competição vale menos. Com poucos classificados, chegar à Sul-Americana poderia se tornar um prêmio e obrigaria os clubes a valorizarem a participação. A solução pode ser o fim da "fase nacional".

De toda forma, é bom ver que aos poucos os clubes vão se adaptando aos calendários e planejando melhor a temporada. Mesmo com as bizarrices de campeonatos estaduais e jogos em sequência. Valorizar a Sul-Americana é bom para todos. Para os clubes e até para o Brasileirão, que ganha ainda mais emoção na disputa.

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Mano aproveita último jogo e ganha opções

Já classificado para a próxima fase nas Olimpíadas, Mano Menezes aproveitou o último jogo para fazer mudanças no time. Poupou alguns jogadores, testou outros e ganhou opções que podem ser importantes para a reta final da competição.

Gabriel, Alex Sandro, Danilo, Lucas e Leandro Damião ganharam uma oportunidade no time. Boa parte deles aproveitou. No 4-2-3-1 de sempre, o Brasil controlou o jogo desde o início sem sustos. Fez 3 a 0, soube a hora certa de pisar no freio para evitar o duro jogo de contato dos neo zelandezes.

Gabriel pouco foi testado, tamanho o domínio brasileiro. Mas mostrou segurança e que pode ser alternativa viável em caso de problemas com Neto.

Danilo foi o segundo volante no 4-2-3-1 e mostrou qualidade. Mais uma vez, saiu-se melhor no meio do que na lateral. Marcou um gol, qualificou a saída de bola e conseguiu ocupar bem os espaços. Pode virar alternativa se Mano precisar de uma saída melhor ao ataque já que Sandro e Rômulo vão bem mas costumam ficar mais presos.

Alex Sandro era o que melhor aproveitava a chance, até a página 2. Escalado na meia esquerda, onde jogava no início da carreira, mostrou desenvoltura e bom trabalho coletivo com Marcelo. Deu o passe para o gol de Leandro Damião e fazia ótima partida, abrindo espaço na equipe. Porém, levou dois cartões idiotas e acabou expulso no meio do segundo tempo. No segundo, um mergulho na grande área bem punido pela arbitragem. Perdeu ótima chance. E mostrou mais uma vez que os brasileiros precisam aprender a jogarem de pé.

Lucas foi o mais discreto. Mesmo contra um adversário mais fraco, não soube se mostrar para o jogo. Ficou muito preso do lado direito e acabou prejudicado pela presença de dois laterais esquerdos e Neymar, que buscavam sempre o jogo pelo lado oposto. Não parece em condições de assumir papel de protagonismo no time e fica cada vez mais apagado pelas boas atuações de Hulk.

Leandro Damião, antigo titular, mostrou bom futebol mais uma vez. Fez um gol e deu assistência para Danilo. Bom trabalho no pivô e aproveitamento na única bola que teve em condições de finalizar. Continua sendo alternativa, mas um cochilo de Pato e deve retornar aos 11 de Mano.

O Brasil classifica com sobras e parece pronto para o ouro. É o principal candidato, pelas peças, pela campanha e pela segurança de seu jogo. Principalmente depois da decepcionante participação da Espanha. Se mantiver a cabeça no lugar e seguir trabalhando o grupo de forma coesa, Mano tem tudo para fechar bem o trabalho e ganhar tranquilidade para pensar na Copa do Mundo.

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Cartola - Pós rodada 13

Um terço do Campeonato Brasileiro se foi. E o Marcação Cerrada só agora começa a encontrar o seu lugar na classificação. O desempenho ainda não é brilhante, mas já garante ao time subidas seguidas na tabela. Nesta rodada, foram 60,55 pontos. Suficientes para ultrapassar dois concorrentes e chegar ao ainda modesto 17º lugar.

Tudo isto graças aos gols e boas atuações do trio Jádson (13,2), Andrezinho (11,7) e Borges (14,9). Só não foi melhor porque a Portuguesa conseguiu decepcionar em casa contra o Náutico gerando pontos negativos para Dida (-2) e Gustavo (-3,5).

O destaque da rodada foi o @THICAMPOSMOTA, que marcou 86,77 pontos. Alavancados pela escolha sábia em Luis Fabiano (28,4) além de contar com o trio que salvou o M.Cerrada FC. Vacilou ao apostar em Fábio (-2) que acabou vazado pelo Palmeiras e diminuiu a pontuação. De toda forma, o time mostrou força na briga pelo título, ganhando uma posição e chegando ao terceiro lugar.

A liderança segue com o Galo13fc que depois do aperto conseguiu abrir vantagem. Os 78,15 pontos na última rodada garantiram 10 pontos de vantagem em relação ao Elkechopp que segue em segundo. Não por coincidência, o time também apostou em Fábio, Andrezinho, Jádson e Luis Fabiano.

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Cruzeiro encontra o caminho

Nos últimos cinco jogos, Celso Roth usou pelo menos quatro esquemas táticos diferentes em busca de um time ideal para o Cruzeiro. Na quarta-feira, este espaço destacou que a diferença dos mineiros para o Corinthians na derrota no Pacaembu era simplesmente o fato de estar montando um time durante o Campeonato Brasileiro. Se ainda está longe de ser considerado "pronto", Roth encontrou ontem um caminho para seguir.

Contra o Palmeiras, o Cruzeiro fez seu melhor jogo no Campeonato Brasileiro. Com Wallyson novamente titular, Celso Roth voltou ao seu esquema preferido, o 4-2-3-1. Mas surpreendeu com uma mudança tática interessante. Tinga era o meia central, bem próximo dos volantes, e Montillo aparecia do lado esquerdo. Por ali, o argentino escapou da marcação forte que vinha sofrendo e teve espaço (até demais) para arrancar com a bola e criar chances de gol. Em uma delas, foi derrubado fora da área mas "enganou" a arbitragem que deu penalti. Borges bateu e abriu o placar.

Antes a partida era equilibrada. O Palmeiras era mais equilibrado e compacto. Ainda pouco adaptado ao esquema, o Cruzeiro deixava espaços no meio-campo principalmente porque Leandro Guerreiro voltou a aprofundar demais na marcação virando quase um terceiro zagueiro. Ficava para Charles a obrigação de marcar sozinho. E o Palmeiras tinha espaço.

No segundo tempo, com Guerreiro mais adiantado, o Cruzeiro foi soberano. Wallyson se movimentou mais, sempre às costas dos zagueiros. Tinga conduziu bem o jogo ditando o ritmo no meio enquanto Montillo seguia jogando livre. E as mexidas de Felipão, colocando Obina ao lado de Barcos no ataque, não funcionaram porque Victorino e Thiago Carvalho fizeram partida firme.

O Cruzeiro chegou ao segundo gol, de novo com Borges (em jogada de impedimento de Wallyson). Poderia ter chegado ao terceiro e ao quarto com um pouco mais de capricho e "sangue no olho" dentro da área. No fim, sofreu sem necessidade depois que o juiz errou mais uma vez ao marcar penalti inexistente em Maikon Leite. E só não acabou do empate porque em raro acerto, o trio assinalou impedimento de Arthur que empataria de cabeça já nos acréscimos.

O Cruzeiro segue com uma campanha mais segura do que o time é e demonstra em campo. Mas deixou contra um adversário complicado (embora a pontuação do Palmeiras na competição indique o contrário) a impressão de que pode crescer com escolhas acertadas como o retorno de Victorino à zaga, Montillo jogando longe do setor mais congestionado do campo e Wallyson como alternativa de velocidade. O caminho Roth já encontrou.

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Tudo que vai volta e o Galo comemora

Na quarta-feira o texto neste blog dizia que o trio de arbitragem esteve mais perto de parar o líder Atlético-MG que o Santos. Não conseguiu, mesmo anulando dois gols legais dos mineiros. As reclamações eram justas, embora sempre soem exageradas por motivo que explicarei no fim deste post. Hoje, o erro crucial mudou de lado. Eram 42 minutos do segundo tempo quando Fred recebeu em condição legal e teve gol mal anulado pelo árbitro no Engenhão.

O jogo era entre o líder e o terceiro colocado. O primeiro grande desafio do Galo, fora de casa diante de um adversário forte. O Fluminense com Deco e Fred também sabia que o jogo seria complicado. E a postura dos dois times foi digna de uma das várias decisões que o Campeonato Brasileiro proporciona neste formato.

O início nervoso do Atlético deu espaços para o Fluminense trabalhar no meio-campo com Thiago Neves circulando sem marcação do lado esquerdo, nas costas de Marcos Rocha. Os mineiros reclamavam demais da arbitragem, não se concentravam no jogo e não jogavam. Aos poucos, porém, Cuca deslocou Leandro Donizete para fazer a marcação no setor, o time encaixou e melhorou. Tinha menos a bola, mas não corria riscos e conseguia chegar bem mais uma vez nas bolas longas para Jô, que costumeiramente levava vantagem.

O panorama do jogo só mudava quando a bola chegava à Wellington Nem. No mano a mano com Júnior César, o atacante ganhou todos os lances. Mas não conseguia dar sequência por não encontrar companheiros na mesma sintonia. Deco foi muito bem marcado, Thiago Neves jogou mal e Fred levou vantagem poucas vezes sobre a dura e boa marcação de Leonardo Silva.

Equilibrado, o jogo mudou quando os técnicos precisaram mudar. Cuca trocou Danilinho e Bernard por Guilherme e Escudero. Não ficou com um time pior em campo. Mas perdeu características fundamentais para o sucesso do líder até aqui: a rápida recomposição e a bola longa pelos lados para contra-atacar. O Atlético não chegava mais e permitiu a Abel Braga ousar com Marcos Júnior e Wágner no time. A pressão era grande quando o lance decisivo foi mal interpretado pela arbitragem.

O empate foi bom para o Atlético que manteve a liderança e a vantagem para o segundo colocado. Mais do que isto, mostrou que pode enfrentar qualquer adversário na competição. Mostrou força, conjunto, qualidade. E "sorte", pois o erro a favor veio num jogo em que era fundamental somar pontos. O Fluminense deixa escapar a chance de encostar na briga pela primeira posição em jogo em que foi melhor, mas que sofreu com a partida apagada de peças importantes.

Sobre a reclamação, é sempre a mesma coisa. Quem tem o erro contra, chora. Quem tem a favor, se cala. Enquanto a postura não mudar, a arbitragem seguirá errando. Cada hora para um. Cada hora contra um. O silêncio de hoje, é o "mimimi" de amanhã. Serve como muleta e parece ser mais simples do que cobrar uma solução definitiva e a melhora na preparação dos árbitros. Enquanto a postura do favorecido não mudar, nada vai mudar.

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Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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