Nem só de lances lamentáveis, reclamações e notícias ruins vive o futebol brasileiro. E a prova disto esteve ontem na Bahia, onde o carnaval antecipado foi justo e merecido. Além de belo e inesquecível.

Durou sete anos o retiro do Bahia da elite do futebol nacional. Sete longos anos. Neste caminho o time sofreu com a queda para a terceira divisão e viu uma tragédia em seu estádio (lotado, mesmo na Série C). Mas não desanimou.
O Bahia fez da Arena do Pituaçu sua casa. E da Série B 2010, seu retorno para onde jamais deveria ter saído.
Ontem, o acesso à Série A, foi sacramentado com uma bela vitória por 3 a 0 sobre o bom time da Portuguesa (que ainda sonha com uma vaga entre os quatro primeiros). Gols do artilheiro Adriano, mais um penalti perdido por um dos ícones da boa campanha (Jael) e mais uma grande atuação do sistema defensivo.
Mas nenhum jogador, nenhum lance, nenhum esquema tático será maior do que a festa da torcida do Bahia. Uma torcida incrível, que acompanhou o time e apoiou onde ele esteve. E que agora faz a justa festa pelo retorno do tradicional time ao grupo das melhores equipes do país.
Ontem, o Figueirense também garantiu o retorno (beneficiado pelo resultado do Bahia). O Coritiba já havia firmado seu posto, e ao que tudo indica será o campeão. Mas que me perdoem os dois simpáticos times. O que me deixou mais feliz, foi mesmo a volta dos baianos.
O hall dos clubes centenários no Brasil cresce hoje. E ganha um integrante ilustre, essencial, peculiar e que faz muito bem ao futebol no país. O Sport Club Corinthians Paulista é um time de torcida incrível, de história interessante e cheia de reviravoltas e cercado de folclore.

Não é atoa que a festa pelos 100 anos do Timão foi incrível. Mais de 130 mil apaixonados representaram outros tantos milhões. Um verdadeiro bando de loucos, capaz de lotar estádios Brasil afora e de fazer tremer os adversários em qualquer que seja a divisão.
O Corinthians repleto de histórias, todas tão marcantes e diferenciadas. O time do jejum de quase 23 anos sem títulos, quebrado em 1977. O time da "Democracia corinthiana", comandada por Sócrates. O time campeão mundial que nunca ganhou a Libertadores. O campeão brasileiro apoiado em um investidor duvidoso e em erros grotescos de arbitragem.

O Timão de Wladimir, Basílio, Biro-Biro, Sócrates, Ataliba, Casagrande, Ronaldo, Viola, Neto, Tupãzinho, Zé Elias, Marcelinho Carioca, Dida, Rincón, Vampeta, Gamarra, Tévez e Ronaldo e tantos outros. Que será de Dentinho, Elias, Boquita e outros de uma geração de futuro e de jogadores que ainda estão por vir.
O time do povo e da Fiel. Que causa inveja pelo excesso de espaço nas manchetes naqueles que não entendem a força e o poder que tem esta torcida apaixonada.
Por tudo isto, o Marcação Cerrada deixa esta homenagem e os parabéns ao Sport Clube Corinthians Paulista e à sua apaixonada e Fiel torcida pelos 100 anos de história.

Criticado pela maioria da torcida brasileira, Gilberto Silva foi recebido como rei na Grécia. O volante, contratado pelo Panathinaikos foi recebido por milhares de torcedores na apresentação ao clube.
Depois de duas temporadas sendo pouco aproveitado no Arsenal, o jogador foi vendido por apenas R$ 3 milhões. Pouco para um jogador titular da seleção brasileira, se não tivéssemos perdido tanto prestígio nos últimos tempos.
Na Grécia, Gilberto Silva espera reencontrar seu bom futebol, que não aparece desde o início de 2006.
A seleção e o povo brasileiro agradecem. Em grande forma, Gilberto Silva é um jogador que todo técnico gostaria de ter.
Desde à noite de ontem, Belo Horizonte vive o clima do centenário atleticano. Nas ruas, os torcedores ostentam a camisa do clube como há tempos não se via. Cerca de 3 mil torcedores passaram a "virada" na sede social do Galo, no bairro de Lourdes. A festa, varou a madrugada e entrou pela manhã.
Às 9 da manhã, foi celebrada uma missa na catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, com a presença, mais uma vez, de milhares de torcedores. A igreja, viveu uma manhã de Mineirão. A charanga animou ainda mais a festa, que terminou com o grito de torcedores e ex-jogadores, ao som do hino do clube.
Depois disso, uma passeata levou centenas de torcedores ao "marco zero" do Galo. No coreto do Parque Municipal, onde há exatos 100 anos, 22 garotos fundaram um dos maiores clubes esportivos do estado.
A festa continua amanhã, quando o time principal enfrenta o Peñarol. Se não é o mesmo time campeão das décadas passadas, o uruguaio é sinônimo de tradição na festa atleticana, mas não bota medo em mais ninguém. Antes do jogo, haverá ainda show com a banda de axé Jammil e Uma Noites. O evento, deve dar uma acalmada nos torcedores, que protestaram muito contra a diretoria na semana passada. Provavelmente, o Mineirão estará lotado pela torcida.
Festas de uma torcida carente de grandes títulos. Carente de um time à altura dos 100 anos de tradição do Clube Atlético Mineiro.