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#ForaRicardoTeixeira

A internet faz mal às revoluções. Criou-se uma falsa impressão que o teclado basta para mudar o mundo. No Twitter, todo dia há uma hashtag revolucionária ou de protesto. Que não mudam absolutamente nada.

Normalmente, sou absolutamente contra quaisquer manifestações deste tipo. Exatamente pelos motivos explicitados acima.

Hoje, todos os meus posts no Twitter serão acompanhados da tag #ForaRicardoTeixeira (clique na tag para entender de onde surgiu a idéia do twitaço).

Ricardo Teixeira, certamente, estará "cagando" para o protesto. Ele não vai pedir pra sair da CBF porque mil, 50 mil ou 10 milhões de pessoas twittaram o pedido. Não deixaria, mesmo que centenas de milhares de pessoas saíssem as ruas para protestar.

Por trás do presidente da CBF, há muita gente e muita coisa. Presidentes de clubes, de federações, CBF, Globo, patrocinadores, governos municipais, estaduais e federais. Infelizmente.

Se não serve para que Ricardo Teixeira largue o osso, o protesto serve pelo menos para mostrar ao mundo que aqui não se compactua com o que ele pensa ou com o que ele faz. Muito menos com o que ele fala (clique no link para ver o perfil do presidente da CBF na Revista Piauí - Leitura obrigatória!).

Por isto, e só por isto, o Marcação apoia o #ForaRicardo Teixeira.

O que ele pensa sobre o assunto? Estou cagando pra isso...

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A mesma praça, o mesmo banco...

Muda o nome do time, a história se repete. O que aconteceu ontem no Corinthians não é nenhuma novidade. Torcida Organizada que acha que é dona do clube. Dirigentes que permitem que elas achem tal coisa. E confusão armada. Não adianta jogar pedra e falar que só acontece no Corinthians. Só nos três anos de Marcação Cerrada, já aconteceu no Vasco, Palmeiras, Fluminense, Atlético-MG e Flamengo.

Pode ter acontecido em outros times. Talvez o assunto não tenha sido tratado dor aqui por cansaço do mesmo assunto. E por isso não vou dedicar muitas linhas ao caso do Corinthians.

Todos sabiam (desde sempre) do bom relacionamento entre Andrés Sanchez e Gaviões da Fiel. As regalias dadas pelo presidente à organizada garantiram a paz e o sucesso do projeto Série B. E desde então, time e torcida viviam uma lua de mel.

Mas estava na cara. Quando faltassem resultados, o amor acabaria. E quem dá a mão, fica sem ter como tirar o braço.

O excesso de espaço da Gaviões já havia sido pivô da saída de Adilson Batista, competentíssimo, do comando do time. Agora a pressão recai sobre jogadores. Alguns inclusive, citados literalmente pela torcida no protesto, como Souza, Moacir, Alessandro e Danilo.

Independente de os jogadores serem bons ou ruins, de o time estar bem ou mal, lugar de torcida é na arquibancada. Lá, eles tem todo o direito de protestarem da forma como quiserem. Qualquer atitude contrária é absurda, retrógada e imbecil.

Aí corre o risco de o Corinthians vencer o Guarani no fim-de-semana, e ainda haverá quem diga que foi graças à pressão da torcida...

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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