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Venceu quem joga mais. E melhor.

A Espanha do jogo de controle e de títulos foi chamada de "chata" por alguns que a viram na Eurocopa. Justo, diga-se. Em vários momentos da competição, faltou ímpeto e poder de definição para um time que parecia tocar a bola sem um propósito no campo ofensivo. A "culpa" pela pressão em cima de seu futebol era da própria Espanha. Todos sabiam que o time podia mais. E contra a Itália, ficou provado que a maioria estava certa.

Com menos posse, mas com toques incisivos e velocidade, a Espanha colocou a cereja no bolo. Venceu a Itália com goleada incontestável, conquistou o terceiro título em seis anos e seguiu sem levar gols em mata-mata desde as oitavas da Copa do Mundo de 2006. Rendimento impressionante. Futebol também.

Com Xavi aparecendo bem pela primeira vez na competição, o time teve o toque de qualidade que faltava. O toque preciso, vertical. Pronto para aproveitar as investidas de Silva, Fábregas e Alba. A Itália, dentro de sua nova característica, tentou anular o adversário jogando. Chegou a ter mais posse, marcou com as linhas adiantadas e teve paciência com a bola. Mas não teve o brilho individual que resolveu o jogo e a competição.

No segundo tempo, quando Prandelli errou ao queimar a regra três cedo demais, a Itália acabou pagando. Perdeu Thiago Motta machucado pouco depois de entrar e ficou com dez jogadores. Um convite para uma Espanha com ótimas opções no banco transformar a vitória parcial por 2 a 0 em goleada. Pedro, Mata e Torres entraram para reoxigenar o setor ofensivo e participaram ativamente dos dois gols que definiram o placar.

Duas euros consecutivas com uma Copa do Mundo entre elas. Um banco sensacional e uma geração que promete fazer bonito também nas Olimpíadas. A histórica Espanha joga e joga bem. E ainda parece ter potencial para alguns anos de domínio depois de se acostumar a ganhar.

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O melhor dos melhores, sem os melhores

A estreia da atual campeã mundial na Euro 2012 escancarou mais uma vez o quão fantásticos são Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. A Espanha, que ganhou a Copa do Mundo com o pior rendimento ofensivo da história, voltou a jogar futebol de encher os olhos mas novamente sofreu mais do que deveria contra uma aplicada Itália, mais uma vez mostrando o peso da camisa.

Vicente Del Bosque preferiu não apostar em nenhum dos três atacantes convocados. O indecifrável esquema tático tinha Xavi à frente dos dois volantes preparando a saída de bola e intensa movimentação dos três homens de frente. Fábregas e Silva se revezavam no comando do ataque e Iniesta partia da esquerda para o centro.

Postada no 5-3-2 sem a bola, tentando aproveitar os lançamentos longos de Pirlo e a velocidade de Cassano e Balotelli, a Itália negava espaços no meio-campo e jogava. Conseguia sair em bloco usando a chegada dos alas e criou as melhores chances da primeira etapa. Ou melhor: criou todas as chances.

Assim como na Copa do Mundo, a Espanha jogou bonito. Foi agradável ver os toques rápidos, a movimentação intensa. Mas faltava o "instinto assassino". Unindo o melhor de Barcelona e Real Madrid, a seleção espanhola "só" não tem o que há de melhor nos dois times: Cristiano Ronaldo e Messi. São eles que aproveitam a qualidade do restante para definir no último quarto. Dribles rápidos e finalização de jogadas com perfeição. Gols que fazem falta à Espanha.

Se ainda deve ser cotada como uma das favoritas da Euro, a Espanha voltou a sofrer mais do que deveria hoje. O justo empate por 1 a 1 poderia ser diferente se o time definisse mais. Falta ímpeto e ele pode vir com um atacante na equipe. Ignorar a fase ruim de Fernando Torres ou a qualidade técnica de Llorente me parece ser o melhor caminho para que a Espanha tenha algum instinto goleador.

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Quadro Negro - Itália

Os atuais campeões eliminados na primeira fase. Lanterna do grupo. A humilhação da tradicional Itália está no Quadro Negro. Tentei explicar, mas confesso que é difícil entender certas escolhas.

Para ver alguns dos ingredientes que fizeram da Itália uma equipe fraca e previsível é só clicar aqui.

Aproveite para ver outras equipes da Copa do Mundo no Quadro Negro do Marcação:

- África do Sul

Umiliazione

Na Copa do Mundo, torço para os grandes. Acho muito mais bacana ver a Inglaterra do que a Austrália nas fases decisivas. O mesmo serve para Argentina, Holanda, e claro, para a Itália. A exceção nesta Copa foi a França, que teve a eliminação comemorada, principalmente pela forma injusta como conquistou a classificação.

Tenho certeza que não sou o único que torço pelos grandes. E confesso que preferia ver a Itália, fortíssima, classificada para a próxima fase. Este ano, porém, nem os italianos quiseram torcer pelos grandes. E acabaram deixando grandes jogadores de fora. Totti, Del Piero e Cassano teriam vaga, no mínimo, entre os 23 selecionados pela Azurra.

O vexame, estampado em italiano no título deste post, aconteceu por diversos fatores. E o principal deles, ao meu ver, a falta de ousadia na hora de convocar. E principalmente, a idéia de apostar em uma geração campeã, porém, envelhecida.

Contra a Eslováquia (pela primeira vez na Copa), os atuais campeões entraram em campo com a obrigação de vencer. Talvez o empate serviria, dependendo dos outros resultados. Por isto, Lippi fez algumas mudanças. A principal delas, a entrada de Di Natale no time titular. Aliás, não dá para entender porque a mexida demorou tanto.

Os primeiros 65 minutos do jogo não foram bons. A Itália tentava atacar mas não tinha qualidade no meio-campo. Era obrigada a tentar a ligação direta e seus atacantes raramente receberam bolas em boas condições. Neste meio-tempo, um erro grotesco de De Rossi na saída de bola culminou no gol de Vittek.

Sendo eliminada com o resultado, a Itália tentou partir para cima colocando mais um atacante: Quagliarela. De nada adiantou, já que o meio-campo continuava errando passes e incapaz de armar boas jogadas.

O jogo esquentou depois que Skrtel salvou um gol incrível, em cima da linha. A Itália se empolgou e tentou partir para o ataque mesmo de forma desordenada. Deixou muitos espaços atrás e o jogo ganhou tons de dramaticidade e emoção.

Depois de desperdiçar muitos contra-ataques, Vittek voltou a balançar as redes. Àquela altura, a Itália parecia mais morta do que nunca. Quando Di Natale aproveitou o rebote para diminuir aos 38 minutos, porém, a chama se reacendeu. O time precisava de mais um gol para se classificar. Ele veio, pouco depois. Mas Quagliarela foi pego em impedimento (bem marcado) pela arbitragem.

O golpe quase final veio com Kopunek que havia acabado de entrar. Por cobertura, ele fez o terceiro da Eslováquia. O time estava cansado e parecia não acreditar. A camisa italiana parecia jogar sozinha. E aos 47, Quagliarela marcou um golaço, recolocando fogo na partida. Foram mais 3 minutos de pressão italiana, sem efeito. 3 a 2 Eslováquia. E vexame italiano.

A Itália sai da Copa sem nenhuma vitória. Foi lanterna de um grupo teoricamente comum. Uma campanha ridícula. Se a maioria imaginava que o time não chegaria longe, certamente ninguém pensou que a atual campeã faria um papel tão ruim. A Itália decepcionou, mesmo com poucas expectativas a seu redor. Foi a pior campanha de um país tão tradicional.

A Eslováquia chega a próxima fase logo na sua primeira participação. Sinceramente? Sorte da Holanda.

Não há vaga para eles?

Totti, Del Piero, Miccolli, Cassano e Balotelli. São apenas alguns dos jogadores que Marcelo Lippi deixou de fora na convocação italiana para o Mundial. O que daria a entender que os atuais campeões tem um ótimo time na África do Sul, deixa apenas a impressão do quão errada foram as escolhas do treinador.

Contra a fraca Nova Zelândia, mais uma vez a Itália fez uma partida abaixo da crítica. Teve posse de bola e atacou mais (não havia outra forma). Mas criou muito pouco, rarissimas vezes ameaçou de fato a meta de Paston e acabou com o segundo empate em dois jogos na Copa do Mundo.

Com Gilardino e Iaquinta parados no ataque, com Pepe e Marchisio chegando pouco em diagonal, e com laterais que raramente vão ao ataque, só restava para a seleção italiana as jogadas aéreas (principalmente nas bolas paradas). Exceção feitas a alguns bons chutes de Montolivo, sempre de fora da área.

A Nova Zelândia que saiu na frente com Smeltz em jogada irregular, passou apenas a se defender e buscar um resultado histórico. De certa forma conseguiu. Apesar do gol de empate marcado por Iaquinta em penalti duvidoso sobre De Rossi.

Quem foi ao Mundial apenas para fazer história, certamente já tem algo para contar. E a Itália (que deve se classificar contra uma desanimada e decepcionante Eslováquia) faz as contas do prejuízo de deixar jogadores talentosos de fora. Se não bastasse, Lippi segue escolhendo mal entre os que estão com ele na África. Lutar pelo bi-campeonato parece improvável. E não me venham com o papo de que a Azurra cresce após a primeira fase e que sempre começa mal. O problema não é a fase. Com os jogadores que estão aí, é difícil fazer muito mais. Então, é melhor mesmo começar a rezar.

Empate e dupla "garantida"


O jogo teve primeiro tempo um pouco abaixo do que se esperava. A Itália tomou a iniciativa, partiu pra cima e teve a bola, mas não finalizava. Quando chegava às conclusões, não era eficiente. Confesso que até entendi a lista de convocação sem Cassano, uma espécie de “Adriano Imperador da Velha Bota”, mas hoje vi que um atacante deste nível faz muita falta à azurra.

O Paraguai assumiu o papel de segunda força do grupo, manteve o nível esperado da defesa, tradicionalmente sólida, e propôs aos italianos o contra-golpe. Outra alternativa eram os lances de bola parada, recurso forte das duas equipes, muito bem trabalhado pelo Paraguai nas suas grandes campanhas. E foi assim que saiu o gol: o cruzamento na batida de falta pela direita encontrou Alcaraz, que cabeceou e abriu o marcador: 1x0 Paraguai.

No segundo tempo a Itália voltou com a mesma postura e o mesmo futebol, e continuou a perder chances, nenhuma delas claríssima. No início da etapa final entrou Camoranesi, remanescente dasquadra tetra campioni. Perto dos 20 min a Itália chegou ao gol, em falha na saída do goleiro paraguaio, que presenteou De Rossi. Na insistência veio o empate, e a partir de então a partida voltou ao que era no primeiro tempo. Só no fim a Itália chegou com algum perigo e quase nenhuma qualidade.

Fica a sensação de impotência italiana para lutar contra a entressafra de jogadores, aumentando o número das viúvas de Totti. Além disso, sinto falta de Cassano e acredito que Balotelli, apesar de maluco, merecia chance no ataque da Squadra Azzurra.

No Paraguai, a equipe parece trabalhar para fazer de um limão uma limonada: a ausência de Cabañas é sentida, principalmente pela qualidade técnica, mas o grupo se fechou em nome do companheiro. Pode parecer pouco, mas em Copa do Mundo o quesito motivação pesa, e muito, sobretudo devido à natureza da disputa: o torneio de tiro curto premia os grupos mais concisos e nem sempre o melhor vence. Por essas e outras o Paraguai pode avançar bem e encaixar o estilo de jogo contra outros grandes.

De qualquer forma, as duas seleções devem passar de fase, já que Nova Zelândia e Eslováquia não aparentam ameaçar as vagas italiana e paraguaia.

Fico por aqui e deixo um abraço ao amigo Vinicius Grissi, proprietário do terreno virtual, e a todos aqueles que aqui acessam. Valeu!

Iluminado

Fui um dos que mais critiquei a contratação e os primeiros meses de Dunga na Seleção Brasileira.

Mas é preciso, assim como fez o treinador, dar o braço a torcer diante dos erros.

Hoje, a Seleção que teve dificuldades para vencer Bolívia, Colômbia e Equador dentro de casa, segue dando provas de que é forte. E não contra os adversários fracos. Goleou mais uma das mais respeitadas seleções do planeta. A vítima de Dunga, desta vez, foi a Itália. 3 a 0.

É verdade que o time italiano não é nenhuma maravilha. Que precisa urgentemente se renovar. Mas é impossível não respeitar a força da Azurra.

O Brasil, parece nem ter respeitado. Resolveu atropelar.

E por isso, fez 3 a 0. Poderia ter feito outros.

Dunga, mais uma vez, acertou em tudo.

Acertou na defesa, com a manutenção dos laterais. Maicon foi muito bem outra vez. E André Santos, ainda tímido, faz mais do que Kléber. Lúcio está cada dia melhor. No meio-campo, digam o que for, mas a dupla Gilberto Silva e Felipe Melo cresce e ganha espaço a cada jogo. Assim como Ramires, que tornou-se rapidamente, peça fundamental no time titular. Aliás, parabéns ao Dunga por ter a coragem de mantê-lo, mostrando que aquele treinador "do contra" ficou para trás.

Na frente, Luís Fabiano é o atacante do momento. E apesar de não estar bem, Robinho é capaz de lances geniais, como aquele "passe" sem tocar na bola para o último gol.

O Brasil chega em pé de igualdade com a Espanha para as semifinais. É impossível não imaginar que as duas seleções vão decidir a Copa das Confederações. Só é difícil saber quem vai vencer. O Brasil hoje, joga também o melhor futebol do mundo. Se não é tão bonito plasticamente, é tão eficiente e envolvente quanto o espanhol. Queiram ou não queiram, é hora de admitir. Dunga está cada dia melhor, e o Brasil também.

Em casa

Ricardo Teixeira disse recentemente que não mandaria jogos da seleção para as praças onde a equipe foi vaiada pela torcida. Talvez, a Inglaterra seja uma ótima opção. Ali, o nosso time "estrangeiro" se sente em casa. E faz bonito. Assim como já havia feito com a Argentina, ontem foi a vez da Itália. E no maior clássico do futebol mundial, deu Brasil: 2 a 0.

Para os italianos, a derrota deve ter sido dura. Mais dura que o normal. Perderam para uma seleção brasileira praticamente italiana. Dos jogadores que começaram a partida, 6 jogadores atuam na Itália. É como imaginar uma Argentina composta por D'Alessandro, Guiñazu, Sorín, Herrera e sei lá mais quem, vencendo o Brasil.

Em campo, porém, o time de Dunga mostrou qualidade. Principalmente no primeiro tempo. Jogando contra uma Itália que tinha um rosto diferente. Era um time ofensivo, ao contrário das tradições. E a mudança não caiu bem. Principalmente porque faltaram jogadores para levar a bola para o ataque. Pirlo tinha que fazer praticamente sozinho. Elano e Robinho, principalmente, apertavam muito a saída de bola, e a Itália sentiu dificuldades. Por isso, na base do abafa, o Brasil foi perfeito. Porque não basta jogar quando tem a bola. É preciso atacar também sem ela. E foi isso que a seleção de Dunga fez.

Quando tinha a bola no entanto, o Brasil sabia ditar o ritmo. Às vezes, valorizava a posse com muita qualidade e viradas de jogo eficientes. Quando tinha a oportunidade, chegava com velocidade e toques rápidos, de primeira, e principalmente contando com grande movimentação, em especial de Elano.

Assim, o Brasil chegou ao primeiro gol, com Elano, que saiu da esquerda para a direita, buscou o espaço vazio e tabelou rápido com Robinho antes de ficar cara a cara com Buffon. Vale lembrar que logo no início, a Itália teve um gol de Grosso, mal anulado. Mas não foi um erro "grosseiro". O lançamento veio de longe, e era questão de centímetros.

Com o gol o Brasil se animou. E a Itália teve ainda mais dificuldade para jogar. Di Natale e Gilardino mal viam a cor da bola. Já Robinho, seguia mordendo. E numa bola roubada na entrada da área em vacilo de Pirlo, fez uma jogada magistral. Daquelas que só os craques são capazes de fazer. E Robinho é craque. Pena que não saiba administrar a carreira. 2 a 0.

No segundo tempo, porém, a seleção caiu. Primeiro porque a Itália colocou gente de mais qualidade para buscar a bola no meio-campo. E segundo porque não tinha fôlego para pressionar a saída de bola como no primeiro tempo. E a etapa final ficou fraca. Carente de emoções. Melhor para Júlio César, que pode mostrar mais uma vez sua ótima forma. Fez pelo menos duas defesas ótimas. Uma delas, um milagre.

Dunga também fez algumas experiências. Como Daniel Alves, mais uma vez como meia direita. Pode sim, ser uma opção interessante. Daniel tem qualidade para atuar como Dunga quer. Alguns jogadores, porém, mereciam ter tido mais tempo para jogar, casos de Alexandre Pato e Júlio Baptista, principalmente.

Em termos gerais, no entanto, o Brasil foi bem. Soube controlar a partida e venceu uma seleção muito forte com autoridade. Os números de Dunga (infelizmente) são incontestáveis. E a seleção sob seu comando, pela primeira vez vai bem em duas partidas seguidas. Sinal de amadurecimento? Espero que sim.

NOTAS INDIVIDUAIS:

Júlio César - 8 - Quando foi exigido, na segunda etapa, mostrou toda a segurança que lhe é peculiar.
Maicon - 7 - Chega ao ataque com muita força. E é ótimo na marcação. Precisa melhorar o cruzamento.
Lúcio - 8 - A mesma segurança de sempre. É o melhor zagueiro do país.
Juan - 7 - Não deve durar muito na Seleção, infelizmente. Mas foi bem na partida. / Thiago Silva - 6 - Mostrou qualidade, no pouco tempo que esteve em campo.
Marcelo - 7,5 - Mostrou qualidade e maturidade. Vai assumindo o posto de titular.
Gilberto Silva - 6 - Bem na marcação, não comprometeu. Mas convenhamos: o Brasil merece mais.
Felipe Melo - 7,5 - Estréia segura. Marcou forte e mostrou a qualidade já conhecida nos passes. Fez o básico e se deu bem. / Josué - Sem nota - Não teve tempo para nada.
Elano - 8 - Muita movimentação. É um jogador com a cara do time de Dunga. Tem qualidade e sorte. / Daniel Alves - 7 - Mostrou que tem potencial para jogar como meia.
Ronaldinho Gaúcho - 6,5 - Alguns passes interessantes. Outras gracinhas desnecessárias. Está longe do Ronaldinho que nos acostumamos a ver.
Robinho - 8,5 - Vontade de jogar pela seleção. Diferente do que vem acontecendo no City, Robinho mostrou muita disposição. E assim, ele é indomável. / Júlio Baptista - Sem nota - Outro que demorou para entrar em campo.
Adriano - 6 - Muito isolado na frente teve poucas oportunidades. Faltou-lhe mobilidade em um time tão leve no ataque. / Pato - Sem nota - Infelizmente, entrou tarde demais.

Dunga - 7 - Escalou bem a equipe e mostra um esquema eficiente. Porém, demora demais para mexer e quando o faz é previsível. Não consegue mudar a cara do time durante um jogo.

Amistoso que nada

11 anos depois, Brasil e Itália voltam a se enfrentar hoje, em Londres, atual "casa" da seleção brasileira, infelizmente. Clássico do futebol mundial. O maior, apesar de eu gostar mais dos jogos contra a Argentina. Mas é uma questão de rivalidade. Não de qualidade.

Brasil e Itália colocam em campo 9 títulos mundiais. 2 finais de Copa do Mundo. Jogos memoráveis e inesquecíveis. Duas escolas de respeito. E sempre, grandes craques.

O duelo de hoje fica esvaziado pela ausência de Kaká, o principal jogador da seleção. O que não tira a responsabilidade dos jogadores que estarão em campo. Oportunidade para Ronaldinho Gaúcho mostrar a sua importância. E para Dunga testar o time sem o jogador. Com certeza, a maneira de jogar tem de ser diferente.

Buffon, Júlio César, Juan, Materazzi, Pirlo, Anderson, De Rossi, Ronaldinho Gaúcho, Toni, Adriano, Robinho. Muitos dos melhores jogadores do mundo em cada posição estarão em campo. E por mais que muitos teimem em desdenhar a partida, por ser amistosa, será certeza de ótimo futebol.

Assim espero. E com certeza, ficarei atento à TV para não perder nenhum lance desse jogão. E torcendo para que o aprendiz de treinador não estrague esta ótima oportunidade. Como escrevi abaixo: Felipão está aí...

Ficou vermelho

A Fúria não amarelou. Pelo contrário. Teve peito e raça, para bater nos penaltis a Itália, atual campeã do mundo, e chegou 24 anos depois, a uma semifinal da Euro.

O jogo de ontem, esteve abaixo do esperado. Mas mais uma vez, foi extremamente equilibrado. A Alemanha foi o único time que não precisou de prorrogação para se classificar nas quartas.

A Itália sentiu muito a falta de Pirlo. O meio-campo, perdeu em qualidade. Aquilani, nem de longe, é um substituto à altura. Gattuso não fez tanta falta. Ambrosini foi um leão na defesa. A retaguarda italiana ficou tão protegida que a Espanha poucas vezes conseguiu chegar. As principais jogadas, acabavam com chutes de média e longa distância.

A Itália, mais uma vez teve um desempenho ofensivo péssimo. Chegou apenas após a entrada do argentino Camoranesi. Se não é brilhante, o jogador deu mais movimentação ao ataque. Mas a bola não chegou redonda para Luca Toni. Que também não foi bem. Acaba a Euro como a principal decepção, sem marcar nenhum gol.

Cassillas começou a aparecer em defesa fantástica, com os pés, após jogada de Camoranesi. Buffon, mostrava que o dia não estava muito para ele, quase levando um frango histórico. Foi salvo pela trave.

A partida continuou estudada, inclusive na prorrogação. Ambos os times não queriam se arriscar. Confiavam em dois dos melhores goleiros do mundo para definir. E quem se deu bem foi a Espanha, com Cassillas perfeito nas penalidades. Pegou 2. Quase pegou outros dois. Buffon pegou um. Insuficiente.

A Espanha, com justiça, está nas semifinais. É um time mais interessado em jogar futebol. E a Itália, sente que poderia, com mais ousadia, ter chegado mais longe. Material para isto, tem.

Na semi, a Fúria volta a encontrar a Rússia. Na primeira fase, os Espanhóis golearam, 4 a 1. Desta vez, deve ser muito diferente...

Eles estão lá

Foi sofrido. À italiana. Mas a azzura, atual campeã mundial, chega à próxima fase da Eurocopa.

Ainda sem jogar bem. Ainda longe de ser brilhante. Ainda sem estar próximo da altura de um atual campeão mundial. Mas chegou. E quando chega, dá trabalho.

Ontem, venceu a França por 2 a 0. Vitória fácil. Em nenhum momento pareceu ameaçada. Mas mais por causa do excesso de erros e bizarrices no time francês do que por méritos italianos.

Raymond Domenech pisou na bola desde o início. Deixou importantes jogadores de fora. Escalou mal o time. Mexeu ainda pior. E ainda por cima, teve azar. Perdeu logo no início Ribery, o melhor jogador do time. Pouco depois, perdeu Abidal, expulso por cometer penalti em Luca Toni. Dali, saiu o primeiro gol. Com um a menos, a França não conseguia assustar. Chegou algumas vezes, em jogadas individuais de Benzema. Govou e Henry foram mal. Erraram além da conta.

Do jeito que a Itália gosta, ficou o jogo. A azurra esperou na defesa, e jogava no erro dos franceses. O técnico, também errou demais. É inacreditável Del Piero, o mais lúcido ofensivamente, ficar no banco e nem sequer entrar em campo. Cassano, outra vez, foi figura nula. Numa falta do meio da rua, De Rossi contou com o desvio de Henry para marcar o segundo. E matar o jogo. A Itália, que poderia ter partido para cima, e goleado, preferiu se defender e tocar a bola. A França não ameaçava a classificação.

E a Holanda, mesmo com quase o time completo de reservas, garantiu a classificação italiana vencendo a Romênia, por 2 a 0. É o melhor time da Euro.

Primeira morte

Itália e França entram em campo hoje para fazer valer o nome "grupo da morte". Quem perder está fora. Mesmo quem ganhar, pode acabar eliminado, caso a Holanda perca para a Romênia.

As duas seleções que fizeram a final da última Copa, mostram que já passou da hora de passarem por reformulações. São dois times velhos, que não acompanharam a evolução de outras seleções como Portugal, Holanda e Espanha.

Falta um craque. Na Itália, Totti faz muita falta. Na França, nem preciso citar Zidane.

Entre um e outro porém, a França me parece mais capaz. Mais capaz de fazer uma jogada diferente, de chegar à cara do gol com um drible ou um passe longo. Porque tem atacantes mais habilidosos e velozes. E tem mais opções no banco de reservas, capazes de mudar o jogo.

Meu palpite? Nenhuma das duas passas, com um empate sem graça.

Montagem: GloboEsporte.com

Laranja veloz

Holanda e Itália fizeram o melhor jogo da Euro 2008 até agora. O resultado: 3 a 0 para a Laranja, que não é mecânica, mas é muito veloz. Surpreenderam uma Itália burocrática, com três volantes e laterais que pouco apóiam o ataque.

Resultado justíssimo. A Holanda ainda se deu ao luxo de perder alguns gols feitos. Gols que Nilsterooy normalmente não perderia. Ele, que fez o primeiro. Em lance que todos acharam estar impedido. Mas que a UEFA já surpreendeu, dizendo ter sido legal. O jogador fora do campo sem a liberação do juiz, é considerado em cima da linha.

Depois, matou o jogo com dois contra-ataques fulminantes. É candidatíssima ao título, pois tem um grande time. Até Bronckhorst e Boulahrouz brilharam.

Já a Itália, precisa de mais atenção na defesa, e mais ousadia no ataque. Os pontas não são velozes e tãopouco criativos. Toni não faz milagre sozinho. E Pirlo não pode ficar tão preocupado em apenas marcar.

Mas nem tudo são flores na Euro. Antes de Holanda e Itália o que se viu foi um dos piores jogos do ano. França e Romênia fizeram uma partida sonolenta. Os franceses decepcionaram e estrearam muito mal no "grupo da morte". Agora, vão precisar de bons resultados contra Holanda e Itália para passar de fase. Faltou vontade. E humildade. Para saber que o jogo não seria ganho quando o time quisesse.

De toda forma, o grupo ainda promete grandes confrontos.
Foto: GloboEsporte.com

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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