A Espanha do jogo de controle e de títulos foi chamada de "chata" por alguns que a viram na Eurocopa. Justo, diga-se. Em vários momentos da competição, faltou ímpeto e poder de definição para um time que parecia tocar a bola sem um propósito no campo ofensivo. A "culpa" pela pressão em cima de seu futebol era da própria Espanha. Todos sabiam que o time podia mais. E contra a Itália, ficou provado que a maioria estava certa.

Com menos posse, mas com toques incisivos e velocidade, a Espanha colocou a cereja no bolo. Venceu a Itália com goleada incontestável, conquistou o terceiro título em seis anos e seguiu sem levar gols em mata-mata desde as oitavas da Copa do Mundo de 2006. Rendimento impressionante. Futebol também.
Com Xavi aparecendo bem pela primeira vez na competição, o time teve o toque de qualidade que faltava. O toque preciso, vertical. Pronto para aproveitar as investidas de Silva, Fábregas e Alba. A Itália, dentro de sua nova característica, tentou anular o adversário jogando. Chegou a ter mais posse, marcou com as linhas adiantadas e teve paciência com a bola. Mas não teve o brilho individual que resolveu o jogo e a competição.
No segundo tempo, quando Prandelli errou ao queimar a regra três cedo demais, a Itália acabou pagando. Perdeu Thiago Motta machucado pouco depois de entrar e ficou com dez jogadores. Um convite para uma Espanha com ótimas opções no banco transformar a vitória parcial por 2 a 0 em goleada. Pedro, Mata e Torres entraram para reoxigenar o setor ofensivo e participaram ativamente dos dois gols que definiram o placar.
Duas euros consecutivas com uma Copa do Mundo entre elas. Um banco sensacional e uma geração que promete fazer bonito também nas Olimpíadas. A histórica Espanha joga e joga bem. E ainda parece ter potencial para alguns anos de domínio depois de se acostumar a ganhar.
---
A estreia da atual campeã mundial na Euro 2012 escancarou mais uma vez o quão fantásticos são Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. A Espanha, que ganhou a Copa do Mundo com o pior rendimento ofensivo da história, voltou a jogar futebol de encher os olhos mas novamente sofreu mais do que deveria contra uma aplicada Itália, mais uma vez mostrando o peso da camisa.

Vicente Del Bosque preferiu não apostar em nenhum dos três atacantes convocados. O indecifrável esquema tático tinha Xavi à frente dos dois volantes preparando a saída de bola e intensa movimentação dos três homens de frente. Fábregas e Silva se revezavam no comando do ataque e Iniesta partia da esquerda para o centro.
Postada no 5-3-2 sem a bola, tentando aproveitar os lançamentos longos de Pirlo e a velocidade de Cassano e Balotelli, a Itália negava espaços no meio-campo e jogava. Conseguia sair em bloco usando a chegada dos alas e criou as melhores chances da primeira etapa. Ou melhor: criou todas as chances.
Assim como na Copa do Mundo, a Espanha jogou bonito. Foi agradável ver os toques rápidos, a movimentação intensa. Mas faltava o "instinto assassino". Unindo o melhor de Barcelona e Real Madrid, a seleção espanhola "só" não tem o que há de melhor nos dois times: Cristiano Ronaldo e Messi. São eles que aproveitam a qualidade do restante para definir no último quarto. Dribles rápidos e finalização de jogadas com perfeição. Gols que fazem falta à Espanha.
Se ainda deve ser cotada como uma das favoritas da Euro, a Espanha voltou a sofrer mais do que deveria hoje. O justo empate por 1 a 1 poderia ser diferente se o time definisse mais. Falta ímpeto e ele pode vir com um atacante na equipe. Ignorar a fase ruim de Fernando Torres ou a qualidade técnica de Llorente me parece ser o melhor caminho para que a Espanha tenha algum instinto goleador.
---
O bom jogo, mas que foi até certo ponto decepcionante pela falta de oportunidades de gol e emoção, está analisado no Quadro Negro do Marcação Cerrada.
Ali, é possível entender o que fez da Holanda um dos times mais fortes da Copa. E também, o que fez da Espanha o melhor time do mundo nos quatro anos e qual o legado que a Fúria deixa para o mundo da bola com este importante e grandioso título.
Aproveite para ver a análise também de todos os outros times da Copa:

A Copa do Mundo das novidades teve uma grata novidade neste domingo. A Espanha contrariou os pré-conceitos, jogou por terra as frases prontas e a fama de amarelona e conquistou o primeiro título mundial de sua história.
Não me apegarei neste texto a detalhes táticos e do jogo. Farei isto no Quadro Negro que postarei em instantes. E que me desculpe a Holanda, vice-campeã por justiça e com muitos méritos. Mas este texto é da Espanha. É da Fúria.
Vermelha, cor da paixão. Paixão retratada no choro de Casillas. E porque não, no beijo honesto e sem máscaras repleto de emoção na namorada, a repórter Sara Carbonero, ao vivo.

Vermelho puro. Como foi puro Iniesta, ao comemorar o gol homenageando um jogador do rival. Jarque, do Espanyol, morreu ano passado na pré-temporada de seu time.
Vermelho de histórias. Como a de Puerta, outro ex-jogador espanhol falecido antes deste Mundial e lembrado pelos jogadores.
Imagens para sempre! Coisas que só o futebol e um evento tão extraordinário como a Copa do Mundo podem proporcionar.
A melhor seleção do mundo nos últimos 4 anos, conquistou o planeta com justiça na tarde de hoje. Desde a última Copa, jogou 54 vezes: 49 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas. Ganhou a Europa em 2008 e agora o Mundial.
Esta é a Espanha, que encantou o mundo com os pés. Que provou que nem só nos gols está a beleza do futebol. Apesar do futebol que agradou a todos, teve a melhor defesa, e um ataque com poucos gols (apenas 7 em 6 jogos). Bom, bonito e eficiente.
Hoje, a Espanha brindou os amantes do futebol com o título como tinha que ser. Nos próximos ano, é o estilo espanhol quem vai ditar o modelo a ser seguido. Os dias de Fúria, vão ser ótimos para o futebol. O planeta bola agradece.
Bastou uma rodada, 90 minutos, para muitos voltarem aos conceitos e lugares-comum que colocavam a Espanha como "amarelona". A derrota para a Suíça, mesmo jogando infinitamente melhor, fez a alegria daqueles que adoram dizer que camisas jogam sozinhas e que quem não ganhou uma Copa até hoje não vai ganhar nunca mais.

Hoje, estes aí devem estar vermelhos de vergonha. A Fúria venceu o melhor time da Copa até aqui por 1 a 0 e está na final inédita contra a Holanda no domingo. Teremos uma seleção campeã pela primeira vez. Ótimo para o futebol. E sinal de novos tempos!
A classificação da Espanha também serviu para jogar para o alto o tabu de que a Copa coroa o "melhor do mês" e não o melhor do mundo. Os espanhóis foram fantásticos nos últimos 4 anos. Encantaram, quase não perderam e conquistaram título importante (Eurocopa). Ao lado da Holanda (que teve 100% de aproveitamento nas Eliminatórias) e do Brasil (que venceu a Copa das Confederações, Copa América e Eliminatórias), foram os que tiveram os melhores resultados desde a Copa passada. E de fato, entre os três, o Brasil era o que menos convencia.
Ontem, contra a Alemanha, a Espanha voltou a provar que não só de gols vive o futebol bonito. Em 6 jogos no Mundial, marcou apenas 7. Venceu por 1 a 0 as três últimas partidas. Mas encanta. Porque sabe jogar quando tem a bola e sabe se defender quando não a tem. É um time que beira a perfeição. Pode perder para a Holanda na final? Claro. Assim é o futebol e é aí que está a graça do jogo. Mas a tendência natural, é que a Fúria faça mais um jogo correto e saia com a taça no domingo.
Ontem, mais uma vez a Espanha foi o time da posse de bola. 58%. Não deixou a Alemanha jogar e conseguiu marcar bem as principais jogadas do adversário. Quase não levou sustos. Busquets foi perfeito, tanto na saída de bola quanto na marcação a Ozil. Trochowski, mais marcador, não conseguiu substituir Muller à altura. E como Schweinsteiger teve que marcar, não teve a liberdade de antes para armar a equipe. Ou seja, a Alemanha ficou amarrada.
Outra vez, faltou ser um pouco mais incisiva. A Espanha poderia ter vencido mais um jogo com uma margem mais confortável se arriscasse um pouco mais com a bola. Mas não parece querer isto. Ela parece curtir cada segundo que tem a bola nos pés.
E assim, encantando e quebrando conceitos, a Espanha chegou à vitória, com gol de cabeça do "patinho feio" Puyol. A Fúria está na final. A campanha já é histórica. Mas o futebol merece mais. Merece ver este time com a taça do Mundo.
Já era de se esperar uma Espanha controlando o jogo, trocando passes e aguardando o melhor momento de atacar um Paraguai recuado e que joga em função dos contra-ataques.

O começo mostrou uma equipe paraguaia apertando os espanhóis na defesa. Em alguns momentos, Haedo Valdéz levou mais perigo para Casillas do que a sensação David Villa para Villar. Em um primeiro tempo de poucas oportunidades, o mérito foi do treinador do time sul-americano, que soube neutralizar Villa e Iniesta, jogadores cruciais na criatividade do time espanhol.
Na segunda etapa os toureiros espanhóis continuaram esperando o melhor momento para dar o golpe fatal nos touros paraguaios, mas em uma jogada isolada Piqué cometeu um pênalti infantil em Cardozo. Daí entra o psicológico, entra o poder de mudar o destino do jogo! Assim como Gyan contra o Uruguai, faltou tranquilidade e de certa forma competência para Cardozo converter a penalidade, defendida por Casillas.
O castigo veio a cavalo, um cavalo paraguaio, diria eu! Na sequência, pênalti para a Espanha. Na cobrança, Xabi Alonso fez mas o juiz anulou alegando invasão na área. Na segunda cobrança, Villar pegou a bola e manteve o zero a zero, para sorte de Cardozo.
As falhas acontecem. Em uma delas, Iniesta conseguiu se livrar da marcação, rolou para Pedro que carimbou a trave. No rebote ela procurou ele, David Villa, que chutou e caprichosamente fez a bola bater nas duas traves antes de entrar. O gol marca a passagem da Fúria para a semifinal, que na minha opinião decidirá o campeão. Alemanha ou Espanha devem faturar o caneco em 2010.
Por sorte não veremos Maradona pelado em Buenos Aires como prometeu em caso de título. Por outro lado, o triste de ver o Paraguai fora é saber que a modelo Larissa Riquelme não vai mais desfilar nua pelas ruas de Assunção...uma pena!
Vendo comentários no Twitter, em blogs e nos programas televisivos, me fiz a pergunta: o que será que a Espanha ainda precisa provar nesta Copa do Mundo? Os clichês de que a Fúria "amarela" na hora de decidir tomam conta da maioria das cabeças que parecem preferir não enxergar o óbvio. A Espanha é a melhor equipe da África do Sul.

E vale dizer que a equipe ainda tem problemas. Iniesta está claramente fora de ritmo, após as lesões que o atormentaram no fim da temporada. Se estivesse inteiro, o jogador daria outra dinâmica para a equipe. Assim como Fernando Torres, que não fez uma boa temporada e tem problemas físicos e técnicos.
De toda forma, a Espanha passa poucos sustos. Fez quatro boas partidas até aqui. Vale a lembrança de que mesmo quando foi derrotada pela Suíça na estréia, por 1 a 0, foi infinitamente superior.
Ontem, mais uma boa partida dos espanhóis contra Portugal. Os portugueses voltaram a atuar fechados na defesa, apostando em uma equipe que não levava gols há oito jogos e não perdia desde o amistoso contra o Brasil. O grande pecado de Carlos Queiroz, foi deixar seu único jogador capaz de decidir e de fazer algo diferente, cheio de obrigações táticas. Cristiano Ronaldo ficou longe do gol, principalmente porque tinha que acompanhar as descidas de Capdevilla.
Apesar disso, com seu ótimo aproveitamento defensivo, Portugal criava as melhores chances na etapa inicial. A Espanha novamente tinha posse de bola total, controlava o jogo, mas era pouco incisiva. Xavi foi mais um "terceiro volante" do que o meia central no 4-2-3-1 e Torres ficou muito sozinho à frente.
No segundo tempo, porém, a Espanha tentou mais o jogo enquanto Portugal preferiu se fechar. E quando se joga contra um adversário tão forte, uma hora a jogada encaixa. Passe de Iniesta para Xavi que de calcanhar colocou Villa na frente do gol. Impedido, é verdade. Mas Villa fez o quarto gol dele na Copa, o quinto da Espanha. Se não é o melhor jogador do Mundial, é de longe o mais decisivo e o mais importante.
Portugal poderia ameaçar mais. A pressão foi freada pelas mexidas pouco ousadas de Carlos Queiroz e também pela expulsão de Ricardo Costa (confesso que até agora não vi agressão alguma no lance). E foi Llorente quem esteve perto de ampliar o placar, não fosse mais uma atuação fantástica de Eduardo.
Aliás, no time de Cristiano Ronaldo, foi o sistema defensivo que se sobressaiu. E sai da Copa com apenas um tento sofrido. Eduardo brilhou. Fábio Coentrão é a grande revelação do Mundial até aqui.
Mas quem segue em frente é a Espanha. Que pode não ganhar, pois futebol não é ciência exata. Mas que mesmo com problemas, é a equipe que joga o melhor futebol. E é a mais segura entre todas as candidatas ao título (que não são poucas). Para mim, os espanhóis não precisam mais provar coisa alguma.
Espanha e Chile fizeram mais um jogo ótimo na África do Sul. No fim, a vitória dos espanhóis fez muito bem ao Mundial. Ambas as equipes conseguiram a classificação para as oitavas-de-final. De fato, seria uma pena que uma delas ficasse de fora, pelo que demonstraram até aqui na primeira fase.

Pela primeira vez em muito tempo, a Espanha foi atacada. Obra de Bielsa, que quis ver seu time jogando de igual para igual com um dos favoritos ao título. Como o empate era perigoso para os europeus, o jogo ficou franco, técnico e interessantíssimo.
Aproveitando-se das falhas e lacunas da defesa chilena (que não são poucas) a Espanha fez 2 a 0 e definiu o jogo. Primeiro com o artilheiro Villa, após saída bizarra de Bravo. Toque por cobertura com muita categoria. Depois, com Iniesta, batendo forte da entrada da área. Estrada, que tropeçou em Fernando Torres sem ver, ainda foi mal expulso pelo árbitro da partida.
Com dois gols contra e um jogador a menos, contra uma equipe técnica e veloz, era impossível imaginar que os chilenos conseguiriam alguma coisa. Mas como o resultado era perigoso, já que com um gol contra a fraca Honduras, os suíços eliminariam os sul-americanos, coube ao Chile continuar querendo o jogo. Acabaram premiados com um belo gol de Millár, com desvio em Piqué. 2 a 1. Resultado bom para as duas equipes.
A Espanha fez o que dela esperava. Mostrou que a derrota contra a Suíça foi apenas um pequeno desvio de percurso. É fortíssima e grande favorita. Com Iniesta, Xavi, Villa e Torres, tem tudo para chegar longe. E de cara, terá um teste dificílimo, contra Portugal de Cristiano Ronaldo.
Assim como o Chile, que enfrentará o Brasil. Com o excesso de destaques defensivos e um time extremamente ofensivo, as coisas podem acabar ficando boas para a seleção brasileira. Mas que não se empolguem. A coragem e a qualidade do ataque chileno podem surpreender.
A derrota na estréia foi um percalço. Não estava nos planos, surpreendeu a todos. Mas não trouxe abatimento e decepção. A Espanha mostrou ontem, diante da fraca seleção de Honduras, que é uma das grandes forças presentes na África do Sul.

O domínio foi total. Tanto é que Honduras não acertou nenhum chute no gol espanhol. O único susto, foi graças a boa jogada do único bom jogador: Suazo. A Espanha, com quase 60% da posse de bola, mostrou a calma e tranquilidade que o time sempre teve. Toque de bola até buscar o melhor espaço, rodando de um lado para o outro. Ainda não teve o brilho da Euro'08, mas mostrou evolução.
Fez 2 a 0, com dois gols do artilheiro David Villa, novo contratado do Barcelona. Não é atoa que o atacante lidera a lista de apostas para a artilharia na África do Sul. Poderia ter feito outros vários. Villa perdeu pelo menos duas boas chances e um penalti, chutado para fora. Torres, claramente fora de forma e ritmo, perdeu outras grandes oportunidades.
A Espanha que pisou no freio na reta final e acabou não consquistando uma previsível goleada, mostrou sua força. É um time forte e qualificado. E que deve melhorar, quando Fábregas entrar no ritmo e provavelmente assumir a condição de titular. Quando Navas der lugar a Iniesta. E quando Fernando Torres ficar perto das condições ideais.
Só um louco para duvidar da Espanha. E não me venham com papo de amarelona ou qualquer outra coisa do tipo. O time de Vicente del Bosque foi à África do Sul para brigar pelo título. Terá uma tarefa dificílima diante do qualificado Chile para se classificar. Mas deve passar de fase e brigar pela taça. É um time fantástico!
Antes de mais nada: sou contra todos aqueles que vibraram com a derrota da Espanha. Sou absolutamente contra todos que taxaram a equipe de "amarelona" pela derrota de hoje. E terminantemente contra aqueles que fadaram a seleção ao fracasso na África do Sul graças à estréia de hoje.

Agora vamos aos fatos: A Espanha entrou em campo para enfrentar uma Suiça tradicionalmente defensiva. Que armava uma verdadeira blitz na entrada de sua área e não dava espaços para os espanhóis trabalharem. Não é atoa, que não sofrem gols há sete jogos em Copas do Mundo. É preciso reconhecer os méritos de uma equipe que soube de sua inferioridade e fez o único jogo que lhe daria alguma chance de vitória.
Graças ao melhor time e à capacidade técnica infinitamente superior, a Espanha dominou amplamente a partida. Teve 63% de posse de bola e finalizou 3 vezes mais do que o adversário. Acertou a trave, o travessão e contou com boas defesas do goleiro. Mas a bola não entrou.
Já a Suiça, foi ao ataque poucas vezes. Em uma delas, bola espirrada, bate rebate, e gol de Gélson Fernandes. 1 a 0 que abalou os espanhóis e animou quem saiu na frente. Que por pouco não se animou além da conta abrindo espaços na defesa.
A Espanha seguiu pressionando, a entrada de Fernando Torres surtiu efeito, mas o empate não veio. E a estréia do maior favorito no Mundial, acabou com derrota.
Aliás, a Espanha precisa rever um conceito básico. O time não funciona e não vai funcionar no 4-2-3-1, como pretende Del Bosque e como foi escalada no início hoje. O motivo é simples. Xavi, o meia central, volta muito para receber a bola e joga longe do gol. É característica. Assim, o centro-avante acaba ficando muito isolado. Com Fernando Torres, Villa ganha alguém para tabelar. Como os dois sabem abrir espaços e jogar sem a bola, a Espanha fica forte demais.
Hoje, inclusive, acho que a melhor alternativa era usar o 4-4-2 em linha, já que a Suíça deixava muito espaço na entrada da área. Assim, o time conseguiria fazer a virada de jogo de forma mais veloz, tentando surpreender.
A derrota da Espanha pode complicar a classificação do melhor time do planeta. Com a vitória no primeiro jogo, a Suíça deve acreditar na classificação e jogar mais aberta contra seus próximos adversários. Também deve vencer Honduras. Assim, é bem provável que a vaga seja decidida no saldo de gols. E é aí que eu acredito na equipe mais capaz de criar algo diferente na África do Sul.
De toda maneira, é importante que aqueles que estão torcendo contra saibam de uma coisa. Quem perdeu hoje, não foi a Espanha. Foi o futebol.
"Eu torço e acredito numa final entre Brasil e Espanha. Mas sou capaz de apostar em, pelo menos, um sustinho nesta semifinal."
Com esta frase, terminei a minha postagem de ontem sobre a Copa das Confederações.

De fato, eu estava torcendo para a Espanha. Mais do que para a Fúria, eu torcia para o futebol. E não aguento este papo de "time perdedor". São gerações diferentes, e esta, já provou ser vencedora na Eurocopa.
Ontem, não jogou tão mal. Exceto algumas peças (Sérgio Ramos e Fernando Torres, principalmente) o time conseguiu controlar a partida e tocar a bola no campo de ataque. Mas parou, como eu previa, no ótimo sistema defensivo americano. Ainda havia algum espaço pelo lado direito, que o treinador dos EUA corrigiu no intervalo, complicando de vez a vida dos espanhóis.
Tirando o domínio, em dois ataques, os Estados Unidos fizeram dois gols. E depois disso, quase marcaram o terceiro, em falha coletiva do sistema defensivo espanhol. 2 a 0. E classificação assegurada para a final.
Os Estados Unidos tem um time interessante. Donovan e Altidore formam um ataque perigoso. E como havia dito, a defesa é muito bem postada, comandada por um bom goleiro e pelo ótimo zagueiro Bocanegra.
A Espanha não consegue se tornar a seleção há mais tempo sem perder. Apenas se iguala com o Brasil, com 35 jogos sem derrota. Marca fantástica. Que prova a força da Fúria nos últimos anos. Independente da eliminação, o time entrará como um dos favoritos para a Copa do Mundo. Vale lembrar que não contaram com Marcos Senna e Iniesta, peças fundamentais no meio-campo.
Hoje tem Brasil. E não duvidem de mais surpresas. Se conseguir se acertar na defesa, o time sul-africano poderá ser muito perigoso. E não é papo de pessimista. Aliás, não vou torcer contra. Mas já pensaram Brasil e Espanha na disputa de terceiro lugar?
Começam hoje as semifinais da Copa das Confederações.
A Espanha recebe a grande surpresa da primeira fase: Estados Unidos.

O Brasil, encara amanhã os donos da casa: África do Sul.
Todo mundo quer ver e imagina na final um confronto entre Brasil e Espanha. É impossível pensar diferente. Mas depois de tantos resultados estranhos na competição, eu não duvido de uma surpresa na decisão.
A Espanha tem mais time. E tem bola para vencer os Estados Unidos. Mas encontrará um adversário com caraceterísticas extremamente defensivas, com um ataque leve e perigoso. Pode ser pega de surpresa.
O Brasil é muito superior à África do Sul. Mas vai encarar um adversário com técnico brasileiro, que conhece as artimanhas do futebol brazuca e principalmente, que estará motivadissimo para fazer bonito diante do seu torcedor.
Eu torço e acredito numa final entre Brasil e Espanha. Mas sou capaz de apostar em, pelo menos, um sustinho nesta semifinal.
Faltou futebol na segunda rodada do grupo mais fácil da Copa das Confederações.

Ao contrário do que imaginava-se, a Espanha venceu (claro!), mas esteve longe de dar espetáculo diante da limitada seleção do Iraque. 1 a 0 e foi só. É verdade que o time espanhol perdeu boas chances de gol, e poderia ter tido um resultado mais tranquilo, mas o futebol esteve longe do imaginado.
Fiquei pensando se fosse o Brasil. A tão elogiada seleção espanhola, que para muitos ontem fez um bom jogo, seria apedrejada neste momento. E com razão. Afinal, não conseguiu penetrar na defesa de uma equipe sem muitas opções.
A grande virtude, no entanto, foi mais uma vez jogar trocando passes com calma e velocidade. Mas não foi suficiente.
Vale lembrar que a Fúria jogou sem alguns titulares.
No jogo seguinte, deu dó de Joel Santana. O time bem que tentou, mostrou raça, mas é muito limitado. Erra lances bobos, tem jogadores completamente abaixo da crítica e falta maldade. Para golear um time praticamente juvenil (não na idade) da Nova Zelândia.
Destaque para Mashego, que entrou aos 25 minutos do segundo tempo, ficou impedido 5 vezes e perdeu um gol cara a cara com o goleiro. Depois, ainda tirou uma bola que ia em direção ao gol adversário. Sem dúvidas, a pior atuação individual da história da Copa das Confederações.
A África do Sul pode até dar a sorte de se classificar (acho que dá Iraque). Mas precisa melhorar muito se não quiser fazer feio na Copa do Mundo.
Não costumo abrir este espaço para mostrar uniformes recém-lançados. Mas a camisa lançada ontem pela Seleção da Espanha, abre uma discussão um pouco mais interessante. Antes, vale só dizer que ela é maravilhosa. Consegue unir simplicidade e modernidade de uma forma muito interessante.
Mas agora vamos falar de bola, porque não sou especialista em moda. Em tempos de jogos de Eliminatórias, qual é a melhor seleção do mundo no momento?

Ao meu ver, Espanha e Argentina têm os melhores times atualmente. Pela qualidade técnica dos jogadores, estão na frente para a disputa da Copa do Mundo de 2010. Porém, a Espanha têm um passo de vantagem em relação aos argentinos. O time já está montado. Os jogadores já tem consciência da forma de jogar adotada pelo treinador e de suas funções dentro do campo. Já a Argentina, ainda precisa de entrosamento e de definir melhor a maneira de jogar. Normal, uma vez que Maradona acabou de assumir o comando da equipe. Eu ainda tenho um pé atrás com o ex-craque. Mas resta esperar.
Um degrau abaixo, Brasil, Itália e Alemanha estão no mesmo nível. E pela tradição e qualidade de seus jogadores, são sempre candidatas.
Fato é que muita coisa pode mudar até a próxima Copa do Mundo. Jogadores que hoje nem sabemos quem é, podem acabar titulares da seleção lá. E por isso o futebol é dinâmico e apaixonante.
E para você? Qual a melhor seleção do mundo no momento?
Depois do confronto entre Brasil e Itália, os amistosos internacionais reservaram mais dois clássicos do futebol mundial para ontem.
Em Sevilla, a Espanha continua provando a sua força. Bateu a Inglaterra por 2 a 0, até com certa facilidade. Tem a melhor seleção do mundo no momento. Os gols foram de David Villa, após maravilhoso passe de Xabi Alonso; e Llorente. A Espanha sobra. Joga um futebol encantador. Com um meio-campo leve, mas de ótimo toque de bola e que surpreende pela qualidade. É gostoso ver o time jogar. E não é atoa que não perde há mais de 2 anos (29 jogos). Já a Inglaterra, sentiu muita falta dos desfalques. Foi um grande jogador em cada setor da equipe: Ferdinand, Gerrard e Rooney. O time acabou perdido em campo. Só assustou a Fúria no final, com o mediano Carlton Cole. Resultado justo.
Assim como foi justa também a vitória da Argentina sobre a França pelo mesmo placar, em Marselha. Na segunda partida sob o comando de Maradona, seu pupilo Messi foi quem comandou as ações. O Pulga continua numa fase extraordinária. Maradona disse que pode ser ultrapassado por ele como jogador. E pelo andar da carruagem, é possível. O primeiro gol da partida foi marcado pelo fraco Gutierrez (não sei o que faz na seleção). O segundo, de Messi, em jogada individual à lá Maradona. O trabalho do treinador agrada. A Argentina tem um futebol alegre e começa a aproveitar bem a ótima safra que tem. Resta saber se tem prazo de validade.
Nos outros jogos importantes, a Alemanha foi derrotada em casa pela fraquíssima Noruega, por 1 a 0 e Portugal finalmente voltou a vencer: 1 a 0 sobre a Finlândia com gol de penalti de Cristiano Ronaldo. Com Felipão à solta, a pressão também é grande por lá. Será que ele encara?
A Espanha venceu a Euro 2008 com merecimento. Já tinha a melhor campanha até chegar à decisão. Bateu a Itália, atual campeã mundial, e a surpreendendte Rússia duas vezes - com duas goleadas.

Não vi o jogo de ontem. Estava no Mineirão acompanhando o confronto entre Cruzeiro e São Paulo. Ainda não consegui pegar a reprise na TV. Portanto, não tenho muito a falar sobre o jogo em questão. Pelos melhores momentos, não restam dúvidas de que a vitória foi realmente justa.
Destaque para Xavi, mais uma vez bem na partida, e eleito, com muito merecimento, o melhor da competição. Euro que não teve um grande craque. Mas que teve muitos ótimos times.
É a volta do futebol bonito. É a volta do futebol onde marcar gols e mais importantes do que não levar.
É a volta da Espanha. 40 anos depois. Quebrando o tabu de "amarelona" para se tornar grande mais uma vez.
Marcadores:
alemanha,
david villa,
espanha,
euro 2008,
fábregas,
final,
iniesta,
marcos senna,
podolski,
schweinsteiger,
xavi
No caso, a medalha de ouro. E o troféu de campeão da UEFA Euro 2008. E vale ouro para quem gosta de futebol. Espanha e Alemanha chegam com justiça à final. Jogaram um bom futebol, bateram adversários fortes, venceram jogos difíceis. E aqui estão, lutando frente à frente, dois times ótimos, porém muito diferentes.
A Espanha joga um futebol mais gostoso de ver. É um time leve, solto. Uma equipe de toque de bola, que chega com muita qualidade ao ataque. Não deverá contar com David Villa, artilheiro da copa. Não fez falta contra a Rússia, mas pode fazer hoje. É um atacante decisivo. Se Fábregas o substituir como fez na última partida, o peso da falta será menor.
O time espanhol tem peças muito importantes no meio. A dupla do Barcelona, Xavi e Iniesta, é responsável por fazer um combate importante no meio-campo, e fazer a bola chegar com velocidade ao ataque. Outro jogador fundamental (que tem até sido confundidos por alguns como craques) é o brasileiro naturalizado Marcos Senna. O volante é um verdadeiro cão de guarda. E não erra passes, o que facilita o jogo espanhol. O ponto fraco é o miolo de zaga, e os laterais que ainda não jogaram bem na competição.
Já o time da Alemanha, aposta na tradição. Além da tradição de levantar troféus (é o único time tri-campeão da Euro) a de times pragmáticos que sabem o que fazer e que erram pouco. Desta vez, o time tem um aperitivo à mais. Ótimos jogadores, capazes de decidir, como há muito tempo não se via. Schweinsteiger tem jogado o fino da bola. Podolski também é baita jogador. Klose, sempre está no lugar certo na hora certa.
A equipe alemã tem como ponto forte o fato de errar pouco. Por isso, é um time difícil de ser batido. Mas tem uma das defesas mais fracas dos últimos anos. Os bons zagueiros, não convencem, parecem muito desentrosados. Os laterais, se são ótimos com a bola nos pés, ofensivamente, também tem tomado muitas bolas nas costas e dribles fáceis. Mas é um time que faz poucas bolas, e que tem um jogo veloz, muito perigoso. O meio-campo erra poucos passes e faz a bola chegar rapidamente aos atacantes, que são ótimos. Ballack, vem aparecendo pouco, mas é o termômetro do time. Dita o ritmo. Faz a bola rodar. É craque!
Vai ser um grande jogo. Tudo pode acontecer. Aposto na Alemanha, pelo fato de ser um time tão "certo". E além disso, tradição pesa em decisões. E o time alemão é convidado à isto. Mas a Espanha não tem o time bobo de outrora e está muito disposto à surpreender.
A Espanha conseguiu dar a volta por cima. Deixou de lado a fama de "amarelona" pela segunda vez, e mostrou uma Fúria forte, em condições de chegar ao título da Euro.

A Rússia decepcionou. Mostrou que a belíssima partida contra a Holanda foi apenas uma belíssima partida. Ontem, me toquei para um fato interessante. Alguns jogadores russos, tratados como grandes revelações e destaques da Euro, não são nada menos do que jogadores de 26, 27 anos. O bom (e nada mais que isso) meia Arshavin, de 27 anos, é um destes casos. Depois da brilhante partida contra os holandeses, tornou-se o craque da competição, destaque internacional, cobiçado por todos os grandes clubes europeus. Mas ontem, mostrou que não é isso tudo (muito, é claro, devido à ótima marcação do sempre seguro Marcos Senna).
Depois de perder o artilheiro da Euro, David Villa, a impressão era de que a Espanha poderia sentir muito a falta do atacante. A entrada do ótimo jovem Césc Fabregas, demorou para encaixar o time. Parece que a conversa com Luis Aragonés, no intervalo, foi fundamental.
A Espanha voltou outro time para o segundo tempo. Logo aos 5 minutos, Xavi fez 1 a 0, aproveitando chute errado de Iniesta. E a Espanha passou a dominar. Quando a Rússia tentou partir para o tudo ou nada, a Fúria era muito melhor em campo. Tanto que não tee dificuldade para marcar o segundo, em contra-ataque mortal puxado por Fábregas. No final, o time ainda fechou o caixão, em outro contra-ataque.
Espanha e Alemanha chegam à final e as apostas são diversificadas. Deixarei para analisar o confronto mais para frente, mas antecipo: meu palpite é Alemanha.
A Fúria não amarelou. Pelo contrário. Teve peito e raça, para bater nos penaltis a Itália, atual campeã do mundo, e chegou 24 anos depois, a uma semifinal da Euro.
O jogo de ontem, esteve abaixo do esperado. Mas mais uma vez, foi extremamente equilibrado. A Alemanha foi o único time que não precisou de prorrogação para se classificar nas quartas.
A Itália sentiu muito a falta de Pirlo. O meio-campo, perdeu em qualidade. Aquilani, nem de longe, é um substituto à altura. Gattuso não fez tanta falta. Ambrosini foi um leão na defesa. A retaguarda italiana ficou tão protegida que a Espanha poucas vezes conseguiu chegar. As principais jogadas, acabavam com chutes de média e longa distância.

A Itália, mais uma vez teve um desempenho ofensivo péssimo. Chegou apenas após a entrada do argentino Camoranesi. Se não é brilhante, o jogador deu mais movimentação ao ataque. Mas a bola não chegou redonda para Luca Toni. Que também não foi bem. Acaba a Euro como a principal decepção, sem marcar nenhum gol.
Cassillas começou a aparecer em defesa fantástica, com os pés, após jogada de Camoranesi. Buffon, mostrava que o dia não estava muito para ele, quase levando um frango histórico. Foi salvo pela trave.
A partida continuou estudada, inclusive na prorrogação. Ambos os times não queriam se arriscar. Confiavam em dois dos melhores goleiros do mundo para definir. E quem se deu bem foi a Espanha, com Cassillas perfeito nas penalidades. Pegou 2. Quase pegou outros dois. Buffon pegou um. Insuficiente.
A Espanha, com justiça, está nas semifinais. É um time mais interessado em jogar futebol. E a Itália, sente que poderia, com mais ousadia, ter chegado mais longe. Material para isto, tem.
Na semi, a Fúria volta a encontrar a Rússia. Na primeira fase, os Espanhóis golearam, 4 a 1. Desta vez, deve ser muito diferente...
A Espanha começou bem a Euro 2008. Goleou a Rússia por 4 a 1, sem dificuldades e mostrando bom futebol. Tem um meio campo de muita qualidade, onde sobra técnica. E um ataque de colocar medo em qualquer adversário com David Villa e Fernando Torres. Ainda conta com a estrela Fábregas, que fica no banco por não conseguir repetir na seleção o sucesso do Arsenal.

Agora, resta aos espanhóis lutar contra a fama de jogar bem, chegar e nunca ganhar nada. Time para vencer eles tem.
Na outra partida, 2 a 0 chatinho para a Suécia sobre a atual campeã Grécia. Destaque apenas para o primeiro gol. Ibrahimovic à moda Ibrahimovic. Um chutaço da entrada da área. O craque não marcava com a camisa da seleção há 3 anos. Mais um caso daqueles que brilham no clube, mas não repetem o sucesso na seleção.
Já a Grécia, sentiu o peso dos importantes desfalques no ataque, e acabou optando apenas por se defender. Uma pena que com este futebol, os campeões dificilmente passarão da primeira fase.