A quarta-feira, dia 2 de maio, ficará na história do Real Madrid. Mourinho e sua turma sacramentaram hoje o que já parecia definido desde o clássico no Camp Nou: o 32º título nacional do clube merengue em sua gloriosa história.

No dia da celebração, o Real deu mais uma demonstração de força. Bateu, fora de casa, o bom (mas desfalcado) Atlético de Bilbao. Com goleada: 3 a 0 apesar do penalti perdido por Cristiano Ronaldo. Mais uma grande atuação coletiva. Mais uma baita partida de Xabi Alonso e Ozil. Mais um gol do artilheiro português (o 45º na Liga).
O Real Madrid não é, ao meu ver, um time melhor do que o Barcelona. Mas tem um elenco mais correto, tem um time competente e teve todos os méritos possíveis na conquista. Foi regular e venceu o principal, e mais difícil desafio: Barcelona no Camp Nou.
Título que dá ainda mais destaque para José Mourinho, campeão aonde vá. É o quarto país em que o português consegue conquistar a competição nacional. História que ainda não me parece perto do fim. Dada a evolução em relação à última temporada e a proximidade cada vez maior em relação ao maior rival, o Real Madrid seguirá favorito na temporada 2012/2013.
O Real Madrid não tem o melhor time da Espanha. Mas o título espanhol fica na melhor mão possível para esta temporada.
---
O Real Madrid repetiu o Chelsea, fazendo ainda melhor. Outra atuação impecável defensiva com ótimo aproveitamento ofensivo. Outra derrota do Barcelona. A segunda seguida, pela primeira vez desde maio de 2009. Os números impressionantes do time de Guardiola reforçam ainda mais o momento conturbado vivido pelos catalães. Com sete pontos de desvantagem para o rival faltando quatro rodadas, o Campeonato Espanhol tornou-se missão impossível. Transformar a Champions em missão possível, é o novo desafio.
Guardiola apostou num ousado 3-4-3 com pouca gente pelos lados. Adriano fazia o zagueiro pela esquerda e deixava o time defensivamente no mano a mano com os ótimos Cristiano Ronaldo, Dí Maria e Benzema. O time de Mourinho muito bem postado defensivamente, saía para dar o bote com inteligência e foi melhor até abrir o placar. Jogada aérea contra a baixa defesa do Barcelona (problema atenuado com Piqué, em má fase, no banco) e gol de Khedira após falha de Valdez e Puyol.
Com a vantagem o Real Madrid se retraiu de vez. Bloqueava a entrada da área e via o Barcelona rodar o jogo com sua atuação tradicional mas sem levar perigo. Exceto por Messi, sempre ótimo, individualmente o Barcelona vive um momento ruim. Iniesta, Xavi, Thiago, Tello, Daniel Alves, todos sem capacidade de decidir. Mas água mole em pedra dura... Após a entrada de Sanchez, Messi achou espaço e fez grande jogada que terminou com gol do chileno.
Quando o jogo dava pinta de que iria esquentar, o Real Madrid voltou a mostrar suas armas. Passe genial de Ozil e Cristiano Ronaldo mostrando todo o seu poder. Arrancada, drible e gol. 2 a 1 para silenciar o Camp Nou e definir o título nacional a favor de Mourinho. O quarto país diferente conquistado pelo treinador português.
O Barcelona não vive um momento bom. Individualmente vai mal e embora tenha um elenco homogêneo, volta a sofrer com as poucas opções. O desafio contra o Chelsea será enorme para os comandados de Guardiola, que parecem viver uma "crise" mesmo controlando os jogos e obrigando gigantes como Real e Chelsea a jogarem atrás da linha da bola.
Bom para o Real que ganha ainda mais moral para o confronto contra o Bayern. E que deixa para trás o sentimento ruim de acabar sempre inferiorizando frente ao rival. O novo "dono" da Espanha é forte demais e vai obrigar o rival a fazer ainda mais para voltar às conquistas.
---
O distanciamento no Campeonato Espanhol só interessa a Real Madrid e Barcelona. Que só precisam se preocupar um com o outro e tem tempo para cuidar da Champions League. Pior para os outros participantes, que viram sparrings de baixo nível para os gigantes. Hoje, foi a vez do Osasuña.

Não é só a qualidade do Barcelona que explica o passeio por 8 a 0 sem nenhuma dificuldade. Foram três bolas na trave, mais de 80% de posse de bola e um placar que poderia ter sido ainda maior. O Osasuña tem um time muito pobre tecnicamente, lento na defesa e que cometeu seguidas falhas de posicionamento. Zagueiros muito adiantados, bola nas costas à todo instante. Contra um adversário com tanta qualidade no meio, é fatal.
Guardiola voltou a escalar o Barcelona no inovador 3-4-3 que já havia sido usado outras vezes na temporada. Puyol fazia a sobra ao lado de Mascherano e Abidal na defesa. Busquets era o responsável pela proteção. No meio, com liberdade e qualidade, Thiago fazia o lado direito, Fábregas ficava mais adiantado próximo à Messi e Xavi fazia o lado esquerdo. Na frente, Daniel Alves era ponta pela direita, muito aberto, Messi circulava e Villa entrava em diagonal vindo da esquerda. Ofensivo, técnico e funcional.
Com extrema facilidade, o Barcelona criou. Um lance atrás do outro e os gols foram saindo. Messi e Fábregas fizeram atuação de gala. No segundo tempo, mesmo diminuindo o ritmo e com mudanças táticas (voltando ao 4-3-3 com as entradas de Adriano e Maxwell), o Barça sobrou.
É gostoso de ver. É ótimo para os torcedores. Para quem gosta de futebol.
Péssimo para o futebol espanhol. O processo parece irreversível. Quanto mais os clubes menores demorarem para tomar uma atitude, ficará mais. No Barcelona sobram talentos. E o time sobra, com folga, no Campeonato Espanhol.
---
O Campeonato Espanhol começou no fim de semana. Começou na segunda rodada, atrasado. Graças a greve feita pelos jogadores, com salários atrasados. Diferentemente do Brasil, por lá há organização entre os atletas, que exigem condições dignas de trabalho. Mas como atraso de salários? A Liga Espanhola não é rica, com times sempre disputando os principais títulos da Europa? Não é bem assim.

Enquanto Barcelona e Real Madrid seguram suas principais estrelas e ainda tem condições de contratar ótimos reforços (o Barcelona buscou os ótimos Alexis Sanchez e Fábregas enquanto o Real apostou na revelação Nuri Sahin e no lateral-volante Fábio Coentrão), o restante dos clubes sofre.
O Atlético de Madrid não conseguiu segurar De Gea, Aguero e Forlán. O Espanyol perdeu Osvaldo para a Roma. O Valência viu Mata caminhar para a Inglaterra, para jogar no Chelsea. A reposição não foi à altura, pelo contrário. E o abismo enorme do resto para os dois gigantes, cresceu ainda mais.
O Real Madrid estreou fora de casa. Contra um Zaragoza, que deve brigar apenas no meio da tabela, mas que tem um time tradicional. Atropelou vencendo por 6 a 0, sem parecer precisar se esforçar muito. Cristiano Ronaldo começou com três gols, disposto a bater mais um caminhão de recordes.
Hoje foi a vez do Barcelona. Placar menor, jogo ainda mais impressionante. O Villareal está na Champions League. Deve de novo brigar por vaga nesta temporada. Mas foi atropelado por um Barcelona desmontado (sem nenhum zagueiro e com dois volantes improvisados num 3-4-3 ainda não testado). 5 a 0 fora o baile, com o primeiro (de muitos) show de Messi na Liga.
Enquanto os pequenos sofrem, sem dinheiro, Barcelona e Real Madrid sobram. Contam com apoio do governo, recebem milhões a mais de patrocinadores e transmissores. A diferença que hoje é imensa, parece que vai apenas aumentar com o passar do tempo.
A partir do ano que vem, o Brasil entrará num novo patamar em termos de receitas. A renegociação foi ótima para os clubes. Em especial para Flamengo e Corinthians, que tem as maiores torcidas e conseguiram (de longe) os melhores contratos. Hoje, é impossível que um clube como o América, recém-chegado à Série A consiga disputar com os dois. A tendência, é que seja cada vez mais impossível.
A polarização no Brasil, não deve acontecer com apenas dois clubes. Mas caminha para acontecer. Com três, quatro ou cinco. O que desmotiva a competição e que afunda os clubes menores em dívidas e vexames.
É bom pensar nisso antes que o abismo não seja ultrapassável. E agir antes que seja tarde demais.
Abre o olho, Brasil! O exemplo a não ser seguido, vem da Espanha.
---
Foi apenas o primeiro dos quatro duelos que Barcelona e Real Madrid vão ter nos próximos dias. O que valia menos (já que mesmo se vencesse, o Real ainda continuaria apenas com chances remotas no Campeonato Espanhol). Mas já tivemos um bom aperitivo do que pode acontecer nas próximas semanas quando os dois melhores times do planeta medirão forças pela Copa do Rei e Champions League.

Mourinho e Guardiola mandaram a campo o que tinham de melhor. Sabiam que precisavam de força máxima e que o primeiro jogo poderia definir o rumo das partidas seguintes de maneira indireta.
O Barcelona manteve o 4-3-3 que encanta o planeta há três temporadas. Puyol voltou ao time e foi fundamental enquanto esteve em campo para comandar o sistema defensivo. Novamente a equipe catalã apostou no jogo ofensivo e de paciência com a posse de bola (alcançado incríveis 83% de posse de bola em determinado momento do jogo).
Mourinho mudou a estratégia e a formação para tentar surpreender (e impedir o jogo eficiente do rival). Adiantou Pepe para jogar como primeiro volante, fazendo o primeiro cerco à Messi, com Albiol na zaga. E adiantou Alonso e Khedira para bater de frente com Iniesta e Xavi. A estratégia era marcar forte o Barcelona, mantendo a intensidade ofensiva com Cristiano Ronaldo e Dí Maria invertidos (com o argentino correndo atrás de Daniel Alves e Cristiano Ronaldo com mais liberdade).
O jogo foi equilibrado e muito bem disputado. O Real Madrid diminuía os espaços e não se viu um passeio como nos 5 a 0 do primeiro turno. Muito pelo contrário. O Barcelona também teve que se cuidar na defesa e não conseguia sair para o jogo com a mesma desenvoltura de outras partidas. Pepe fez ótima partida (apesar dos exageros na violência em alguns lances) e conseguiu marcar Messi da melhor forma possível.

Partida tão disputada, com times tão qualificados, só poderia ter sido decidida em detalhes ou falhas individuais. Foi o que aconteceu quando Albiol se atrapalhou e fez penalti claro em Villa. Expulsão e gol de Messi (o primeiro sobre times comandados por José Mourinho).
Com um jogador a mais e vantagem no placar, o Barcelona poderia ter matado o jogo. Mas tocou a bola em excesso, em alguns momentos de forma indolente. Perdeu a chance de matar o jogo e viu Mourinho armar o bote para pressionar o adversário mesmo com um a menos. De forma desordenada, o Real tentava surpreender, embora Adebayor tenha entrado muito mal no jogo. Até que a arbitragem deu penalti de Daniel Alves em Marcelo (duvidoso e absolutamente discutível) para que Cristiano Ronaldo empatasse no fim (primeiro gol do português sobre o Barcelona).
1 a 1 justo. Um bom começo e uma prévia interessante do que está por vir. Que serviu para o Barcelona garantir de vez o título espanhol. E serviu para o Real Madrid ver que é possível bater o grande rival com marcação forte e um pouco mais de capricho ofensivo.
Foi apenas o primeiro round. De um confronto que encantará e surpreenderá ainda mais.
---
O Campeonato Espanhol é a competição onde há maior discrepância entre os times. Barcelona e Real Madrid estão anos-luz a frente de todos seus concorrentes. A distância de 25 pontos que separou o segundo do terceiro colocado não é simples coincidência.

O que parece sintoma de um campeonato ruim, acaba tornando-se completamente o contrário. Assistir os jogos de Barcelona e Real Madrid no Campeonato Espanhol é bom demais. Por que? Os dois sabem da diferença que há entre ambos e os outros times. Sabem que perder pontos pode ser fatal. E por isso fazem cada jogo virar uma verdadeira decisão.
Hoje, Barcelona e Real Madrid chegaram praticamente empatados na última rodada. O Real Madrid não fez sua parte e apenas empatou com o Málaga por 1 a 1. O Barcelona goleou. Fez 4 a 0 fora o baile no Valladolid e confirmou mais um título.
Justo, diga-se de passagem. O Barcelona só perdeu uma vez na temporada. Terminou o ano invicto em casa. Venceu os dois clássicos diante do Real Madrid. Fez 99 pontos (um recorde) e 98 gols. Não havia um campeão mais justo que o Barça na competição, sem desmerecer o Real Madrid.
O show de hoje foi fechado com chave de ouro. Messi marcou os dois últimos gols da goleada. O primeiro, com o gol vazio. Um segundo, com o jeito Messi de jogar, driblando em velocidade e fuzilando com precisão. 34 gols em 38 jogos no Campeonato Espanhol. Outro recorde de um time que não se cansa de quebrar barreiras.
Assim como faz craques em casa, o Barcelona ainda produziu um baita vencedor para comandar este elenco. Guardiola é sensacional! Ao lado de Mourinho, o grande técnico do planeta. Enquanto o português é mais tático, mais motivação; Guardiola é coração, é técnica, é extrair individualmente o melhor de cada jogador em nome do grupo.
E por isto o Barcelona encanta. E por isto o Barcelona vence. Campeão Espanhol pela 20ª vez. Um exemplo!
Nas últimas semanas, falou-se muito do Barcelona. E toda vez que se falou do time espanhol, Messi foi citado, pelos seguidos espetáculos que vem proporcionando. Ontem, em um dos jogos mais importantes do ano, Messi mais uma vez jogou bem. Mas não foi ele o homem decisivo na vitória por 2 a 0 sobre o Real Madrid, que deixou o Barça muito perto de faturar mais um título espanhol. Desta vez, o Barcelona mostrou outros personagens. E que está muito longe de ser time de um homem só.

Mais uma vez, o Barcelona jogou muito desfalcado. Sem Ibrahimovic e Iniesta, Guardiola optou por colocar Daniel Alves como meia, pela direita. Assim, tinha Puyol mais preso na defesa pelo lado direito, para conter as avançadas de Cristiano Ronaldo e Marcelo.
E a impressão que o primeiro tempo passou foi que, independente dos desfalques e da posição dos jogadores em campo, o Barcelona não se perde. Se não foi brilhante, evitou bem as subidas do rival e controlou, como de costume, a partida. Chances de gol, apenas uma. O gol do Barcelona. Tabela fantástica entre Messi e Xavi. O argentino entortou Albiol com o peito e abriu o placar.
Na etapa final, o Barcelona voltou no 4-1-4-1. E teve domínio ainda mais absoluto. O conjunto prevalecia sobre as peças individuais do Real. O segundo gol não demorou a sair. Xavi, perfeito outra vez, deu lindo lançamento para Pedro, o predestinado, definir o placar.
Dali em diante, o jogo tornou-se um martírio para o Madrid. Primeiro porque quando chegava ao ataque, esbarrava numa partida perfeita de Victor Valdez. Segundo porque corria sérios riscos de sofrer outros gols.
No fim, venceu o melhor. O Barcelona não é o melhor da Espanha. É o melhor do mundo. Caminha a passos largos para conquistar mais um título nacional. E é também favoritíssimo para, pela segunda vez, ser o melhor da Europa.
Todo mundo já sabia. Mas era preciso a confirmação matematica para a comemoração. E ela veio, no fim-de-semana. Coroando os campeões das principais Ligas mundo afora.

Na Inglaterra, sobram motivos para temer o Manchester United. Imbatível. Beirando a perfeição. Mesmo fazendo uma temporada não tão brilhante dentro de campo, o time fez um ano imbatível nos resultados. Assim, chegou ao tricampeonato inglês, ao título da Copa da Liga e da Copa da Inglaterra, ao título mundial e ainda brigará nas próximas semanas contra o Barcelona, pelo bi da Champions League. O melhor time do mundo se acostumou novamente a vencer, depois de um curto período sem títulos. E será difícil tirar o espírito vencedor deles.
O concorrente do Manchester na última grande batalha da temporada européia será o Barcelona. Que nem precisou entrar em campo para se tornar o novo campeão espanhol. Viu o rival Real Madrid tropeçar mais uma vez no sábado, e apenas cumpriu tabela ontem com os reservas. A derrota no último jogo, não apaga a brilhante temporada também do Barcelona. Que já conquistou a Liga e a Copa em seu país. E agora busca a Europa. Não é um time tão preparado. Mas é um time melhor de ver jogar do que o Manchester. E tem minha torcida na decisão.
Por fim, o mais esperado de todos. Há uma diferença abismal entre a Inter e seus concorrentes na Itália. O que não quer dizer muita coisa. Mais uma vez, o time de Ibrahimovic e Júlio César, foi campeão sem encantar. Um futebol chato, pragmático, sem graça. Mas que sabe o que quer. E sabe fazê-lo. E com vitórias simples, sem muito brilho, o time chega à mais um esperado título italiano. Juventus, Fiorentina e principalmente o Milan, vão precisar melhorar muito se quiserem quebrar a hegemonia da Inter. Que também terá que melhorar muito, se quiser algo mais que a Itália.
O fim-de-semana fez a bola rolar pela última vez no ano de 2008, de forma oficial. Os campeonatos europeus param para o fim de ano e só voltam no ano que vem. Mas muita coisa já parece definida.
Na Espanha o Barcelona já vive ritmo de festa. O time fechou 2008 com 10 pontos a mais que o vice-líder, Sevilla. Faltam ainda 3 jogos para o fim do turno, o que já faz do Barcelona, campeão da primeira metade da competição. E pelo que vem jogando, dificilmente vão tirar do Barça mais esta conquista. O destaque, no entanto, é negativo. O Real Madrid, neste momento, segue fora inclusive do grupo que se classifica para a Champions League no ano que vem. Precisa melhorar, e muito, no ano que vem.
Na Itália a Inter também sobra. Mas com uma vantagem pouco menor. Faltando duas rodadas para o fim do turno, o time de José Mourinho tem 6 pontos a mais do que a Juventus, vice-líder. Apesar da crescente da Juventus na competição, a regularidade da Inter deixa poucas dúvidas quanto ao campeão no fim do ano. A grande decepção na bota é a Roma, que faz campanha abaixo da crítica, em 11º. O time, porém, tem um jogo em atraso, e caso vença a Sampdória pode chegar ao 8º lugar, o que ainda não é digno do investimento realizado.
Na Inglaterra, o Chelsea ainda enfrenta o Éverton hoje. E pode retomar a liderança, que no momento está com o Liverpool. Dois pontos separam as equipes. O Manchester, com pontos a menos, tem dois jogos ainda por fazer, devido ao Mundial de Clubes, e também pode entrar quente na disputa. O que faz com que o Arsenal perceba que a luta deles é mesmo para conquistar um lugar na Champions. No momento, perde a vaga para o Aston Villa, surpreendente. A grande decepção é o milhonário Manchester City, de Robinho e cia, que com mais uma derrota neste fim-de-semana, acabou caindo para a zona do rebaixamento. Dinheiro não é tudo...
Schuster foi demitido do Real Madrid por afirmar que o time não tinha como vencer o Barcelona no Camp Nou. Tinha razão. E a prova veio ontem, no maior clássico do futebol espanhol e um dos maiores do mundo.
Como um rolo compressor, o Barcelona mostrou a superioridade desde o início do jogo. Perdido, tendo que jogar com Sneidjer machucado, e compor o banco com garotos do time B, o Real Madrir não viu a cor da bola. Ataque contra defesa, foi a tônica durante quase todos os 90 minutos. Quase porque o holandês Denthre poderia ter aberto o placar, mas faltou qualidade.
Questão de tempo era. E foi. Mas com Cassillas mais uma vez em tarde inspirada, o Real conseguia se segurar. Até oito minutos do fim. Quando em cobrança de corner, Eto´o, que já havia perdido um penalti abriu o placar. Mais perdido ainda, o Real que pedia o fim do jogo, teve que sair para o ataque. Deu o contra-ataque que o Barça precisava para definir o placar. Messi, o melhor em campo, fechou o marcador.
O Barcelona sobra. 12 pontos de vantagem para o Real. 8 para o vice-líder Valência. Um time que dá gosto de ver jogar, pela ofensividade. Voltando a ser o Barça de anos atrás. Já o Real Madrid, precisa repensar. Um dos clubes mais ricos do mundo, montou um elenco estranho, escasso. E tem dificuldades para emplacar. Robinho, à esta altura, deve estar com a certeza que fez a escolha certa.
O Campeonato Espanhol começou cheio de resultados ruins para os principais favoritos ao título nesta temporada. Apenas dois dos verdadeiros candidatos venceram na estréia e promete muito equilíbrio este ano.
O Valência, que montou um ótimo elenco, recheado de jogadores campeões da Eurocopa, estreou bem. Goleou o Mallorca por 3 a 0, com bela atuação do artilheiro David Villa. É um time que pode brigar de verdade nesta temporada, depois de um vexatório décimo lugar no campeonato passado. Outro time que começou bem, foi o Atlético de Madrid, que goleou por 4 a 0 o Málaga, com 2 gols de Forlan. É um time que mais uma vez, vai brigar por uma vaga na Champions League.
Os três primeiros colocados do último Espanhol, não conseguiram vencer na estréia. O Villareal ficou no empate (1 a 1) contra o Osasuna. O Barcelona, estreou o técnico Josep Guardiola no Espanhol, e decepcionou. Foi derrotado fora de casa pelo Numancia, por 1 a 0 (Mario). É um time ainda muito dependente da qualidade de Messi. O atual campeão, Real Madrid, também decepcionou. Sem Robinho (falaremos dele mais tarde), foi batido pelo La Coruña, por 2 a 1. O gol do Real, foi marcado pelo artilheiro Van Nilsterooy, sempre presente. Apesar disso, o time mostrou-se muito inseguro em grande parte do jogo.