No olho dos outros...

O futebol brasileiro não vive sem uma polêmica. Principalmente na reta final do Brasileirão. Semana passada foi o tal penalti em Ronaldo marcado por Sandro Meira Ricci. Esta semana começou com outra: o São Paulo entregou para o Fluminense?

É preciso cuidado para avaliar a vitória, e goleada, do novo líder do campeonato em Barueri. E relembrar como aconteceu a vitória do Fluminense relembrando alguns pontos importantes.

O primeiro deles, que hoje, o Fluminense tem um time melhor. A posição na tabela e as atuações ao longo do Brasileirão provam isto. Hoje, se São Paulo e Fluminense se enfrentarem 10 vezes, os cariocas são favoritos para vencerem pelo menos seis vezes.

O segundo deles, que o Fluminense tinha mais do que motivação para o confronto. Os três pontos para o tricolor carioca valiam muito. Para o tricolor paulista, valor nenhum. A situação do São Paulo na competição não mudaria com uma vitória.

Falar em corpo mole ou "resultado entregue" é injusto. Basta observar as ótimas defesas que Rogério Ceni fez durante o jogo. E relembrar que o resultado só se confirmou quando o São Paulo tinha dois jogadores a menos (bem expulsos, diga-se) já nos minutos finais. Até então, o empate era amargo para o Fluminense.

O Corinthians não tem motivos para reclamar. A derrota do São Paulo ontem, foi a derrota do Corinthians para o Flamengo ano passado. Não dá para falar em jogo entregue. Acho pouco provável que jogadores profissionais se prezem a isto. A questão é que se a vitória do tricolor valia muito para o rival, não valia nada para seu time. E daí, para motivar jogadores, é mesmo tarefa das mais difíceis.

O Fluminense é cada vez mais favorito para ganhar o Brasileirão. Na próxima rodada, encara um Palmeiras com ainda menos motivação que o São Paulo. Além de tudo, está poupando (com razão) os titulares para a Copa Sul-Americana. Natural, e não pode manchar a possível e provável do Flu com mais insinuações de "entrega".

30 minutos para seguir sonhando

O Cruzeiro entrou em campo com a obrigação de vencer para garantir antecipadamente a vaga na Libertadores e para seguir sonhando com o título Brasileiro. O Vasco, entrou sem nenhuma aspiração na competição. Talvez isto explique o ritmo da partida nos 30 minutos iniciais, que definiram o confronto e deixaram os mineiros ainda vivos na luta pelo troféu.

Com Roger no lugar de Fabrício, machucado, Cuca deixou o Cruzeiro ofensivo para dominar o adversário e matar o jogo assim que possível. Contra um adversário que também tinha dois volantes e dois meias, as equipes ficaram espelhadas em campo.

A vantagem do Cruzeiro se deu pela forte marcação já na saída de bola do Vasco e pela ótima movimentação dos volantes. Henrique e, principalmente, Marquinhos Paraná se revezavam no ataque e confundiam a marcação vascaína, que não contava com a ajuda de Zé Roberto e Carlos Alberto. Do outro lado, Roger acompanhava as subidas de Fágner e chegou a dar carrinhos na beira do campo para recuperar a bola.

Em velocidade, quase sempre pelo lado direito (onde o Vasco não tinha um lateral de origem) e com movimentação constante de Jonathan, Montillo e Thiago Ribeiro, o Cruzeiro criava suas melhores chances, desperdiçadas por Wellington Paulista. Por isso, os gols só saíram nas bolas paradas. Três escanteios cobrados por Montillo e três gols (Roger, Henrique e Edcarlos). Tudo isto em 30 minutos.

Depois disto a chuva chegou e esfriou os ânimos em Sete Lagoas. O Cruzeiro pisou no freio com o resultado já determinado e o jogo caiu muito de qualidade. Ainda no fim da primeira etapa, o Vasco diminuiu com o (bom) estreante Renato Augusto, em rara falha de Fábio.

No segundo tempo, o jogo seguiu com poucas emoções. O Vasco levava mais perigo, principalmente porque Cuca demorou para reoxigenar seu time e quando o fez, apostou em substituições óbvias e que pouco mudaram a postura do time. Mas faltou qualidade e vontade aos cariocas para ameaçar, de fato, a vitória celeste.

O Cruzeiro segue na briga. Mas para os mineiros, não basta jogar bem (como fez contra o Corinthians e nos primeiros 30 minutos de ontem) e vencer. É preciso torcer por tropeços de Corinthians e Fluminense que parecem cada vez menos prováveis nas duas rodadas restantes.

De toda forma, fica o "alívio" pela classificação antecipada para a Libertadores. Será a quarta consecutiva. Será, em 2011, o Brasileiro com maior sequência na competição (devido a não participação do São Paulo). Uma marca que vale o registro.

Destaque da Rodada

Ele chegou ao Atlético-MG na reta final do Brasileirão. E assim como Dorival Júnior, é parte importante da recuperação do Galo. Renan Oliveira marcou duas vezes e participou de outro gol na goleada atleticana sobre o Flamengo e é o destaque da 35ª rodada.

Confira como ficou a lista, ainda com Jonas na liderança:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª, 24ª e 28ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª e 30ª rodadas
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª e 32ª rodadas
Elias (Corinthians) - 13ª e 34ª rodadas
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada
Wesley (Grêmio Prudente) - 26ª rodada
Marcos Assunção (Palmeiras) - 26ª rodada
Neto (Atlético-PR) - 27ª rodada
Ricardo Oliveira (São Paulo) - 29ª rodada
Obina (Atlético-MG) - 31ª rodada
Ricardo Berna (Fluminense) - 33ª rodada
Renan Oliveira (Atlético-MG) - 35ª rodada

Quem foi o destaque da 35ª rodada do Brasileirão

Renan Oliveira (Atlético-MG)

45,00%
Róbston (Atlético-GO)

30,00%
Paulo Baier (Atlético-PR)

25,00%

Vamos agora escolher o destaque da 36ª rodada. Faltam apenas três para o fim:

Conca (Fluminense) - Marcou dois gols e comandou o Fluminense na goleada sobre o São Paulo e retomada da liderança. Foi destaque na 12ª e 32ª rodadas.

Neymar (Santos) - Marcou três dos quatro gols do Santos na goleada sobre o Goiás em pleno Serra Dourada.

Roger (Cruzeiro) - Apesar da marcação implacável, conseguiu ótimos passos e ainda abriu caminho para a vitória do Cruzeiro sobre o Vasco.

Quem foi o destaque da 36ª rodada do Brasileirão?

Conca (Fluminense)

Neymar (Santos)

Roger (Cruzeiro)












MCerrada FC

Faltam três rodadas para o fim. A pretensão é apenas ficar no G-4 até o fim. Quem sabe beliscar o segundo lugar. Mas se vacilarem...

Sem falar em pontos, o MCerrada FC chega escalado para mais uma rodada. Um time humilde, com apenas 133 cartoletas investidas. Com alguns jogadores que não entraram na equipe nenhuma vez na temporada, como Welinton, Willians e Edno.

De toda forma, boa expectativa, de olho nos bons resultados dos mandantes. Na verdade, metade deles. Apostamos em cinco dos 10 mandantes nesta reta final.

Confira a escalação:

Fábio (Cruzeiro), Léo Moura (Flamengo), Welinton (Flamengo), Rafael (Avaí) e Alessandro (Botafogo); Willians (Flamengo), Douglas (Grêmio) e Edno (Botafogo); Thiago Ribeiro (Cruzeiro), André Lima (Grêmio) e Loco Abreu (Botafogo). Técnico: Vagner Bennazi (Avaí).

Resta um

Duas rodadas e uma vaga. É o que resta na Série B 2010 de mais importante para este final de ano. Três clubes e apenas uma passagem no trem que chegará à primeira divisão em 2011. Ainda restam outras decisões na competição (quem será o campeão, quem vai cair para a Série C), mas certamente nenhuma será tão emocionante e importante como a que está por vir.

América, Portuguesa e Sport disputam a vaga final. Vantagem para os mineiros, que no momento completam o G-4 e tem três pontos de vantagem para os dois adversários. Mas os duelos das rodadas finais, comprovam o quanto a decisão está aberta.

O América passou 20 das 36 rodadas no G-4. Se mantém entre os quatro primeiros desde a rodada 22. Dos dois jogos restantes, tem um confronto direto (e decisivo) contra o Sport e uma partida fora de casa contra um adversário sem pretenções na competição (Ponte Preta).

A quinta colocação é da Portuguesa. Começou bem o Campeonato mas caiu num momento decisivo. Por isso, passou apenas 5 rodadas no G-4, a última delas na 13ª, quando foi vice-líder. Enfrenta o Ipatinga (desesperado contra o rebaixamento e em crescimento na competição) em casa antes de sair para um confronto direto contra o Sport, na Ilha do Retiro. Tem como trunfo o ataque, segundo melhor da competição, com 64 gols.

O Sport é o que tem a tabela mais complicada, pois faz dois confrontos diretos contra seus adversários. Na sexta colocação, tem a situação complicada pelo excesso de empates na competição (11 em 36 jogos). Em caso de igualdade com seus concorrentes no final, certamente perderá nos critérios de desempate. Como trunfo, seu crescimento na reta final. Depois de começar perto da zona de rebaixamento, o time se aproxima do acesso com uma boa arrancada, apesar de não ter passado ainda nenhuma rodada entre os quatro primeiros.

Tempo de decisão e certeza de emoção. Qualquer um dos três que conseguir o "bilhete premiado", será bem-vindo na próxima temporada. São times simpáticos e de tradição. Se precisasse apostar, apostaria no América. Dentre os três, além da vantagem de pontos é o que tem a tabela mais fácil. Mas numa Série B tão cheia de reviravoltas, nem sempre o mais provável é "o mais provável".

Marcos Salvação

No primeiro jogo da semifinal da Copa Sul-Americana, Goiás e Palmeiras não empolgaram. Pelo contrário. O jogo foi fraco, truncado e de poucas chances. Mesmo em casa, o Goiás preferiu apostar nos contra-ataques. O Palmeiras não quis se expor. E o excesso de faltas no meio-campo impedia que o que acontecia em campo pudesse ser chamado de futebol.

O jogo só não terminou em um zero a zero modorrento porque o Palmeiras tem um jogador especial: Marcos Assunção. Foi dele (em mais um belo chute de fora da área) o único gol do jogo, que deixa o Palmeiras muito perto de mais uma decisão internacional sob comando de Felipão.

O Palmeiras foi o mesmo time das últimas partidas. Muita vontade, muito suor, pouco futebol. Kléber luta mas produz pouco. Lincoln, assim como Valdívia, sofre com os problemas físicos. Mas a manutenção do bom futebol de Marcos Assunção é um alívio. É a salvação.

Dos últimos 20 gols marcados pelo Palmeiras, Marcos Assunção marcou 6. E deu passe para outra meia-dúzia. 12 gols com participação do volante artilheiro. Assunção marcou um tento em cada uma das fases da Sul-Americana. Fundamental para levar o Palmeiras até a semifinal (e quem sabe até a decisão). Sem ele no Brasileirão, a equipe poderia ainda estar sofrendo com a ameaça do rebaixamento.

Quanto ao Goiás, jogará suas últimas fichas do ano em São Paulo. Praticamente rebaixado no Brasileiro, o time voltou a sofrer quando teve a obrigação de atacar. Rafael Moura é bom, e quase tão importante para o time quanto Assunção. Mas não vai resolver sempre.

Se o confronto feio e equilibrado parece estar perto de definido, deve-se a ele e seus chutes implacáveis: Marcos Salvação Assunção.

É preciso saber perder

A primeira derrota de Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira veio para o pior adversário possível, mas no jogo mais passível de derrota até aqui. A Argentina foi o primeiro grande teste do novo comandante e o time acabou derrotado. Resultado que representa pouco, por ser um amistoso. E que pode ter vindo em boa hora, por uma série de motivos.

Antes de mais nada, é preciso dizer que o Brasil fez, dentro das possibilidades um bom jogo. Controlou a partida, teve maior posse de bola e jogou sutilmente melhor que o adversário durante os 90 minutos. Apesar da qualidade técnica visível de ambos os lados, Brasil e Argentina fizeram uma partida pouco agitada e de pouquíssimas emoções.

Mano optou por escalar o time no 4-3-1-2, com Ronaldinho centralizado na armação. A estratégia deixou o time leve e com boa movimentação pelos lados. Mas ressentia de presença de área, já que ninguém aparecia como surpresa no setor. O Brasil tinha a bola, rodava bem o jogo, mas quase não criava.

A Argentina, num 4-1-4-1 que dava muita liberdade para Pastore e Messi (os wingers), tinha menos a bola. Faltava adiantar suas linhas para pressionar a saída brasileira para tentar controlar melhor o jogo.

No segundo tempo, Mano até tentou melhorar o panorama. Mas foi pouco corajoso ao substituir Neymar por André (aliás, inconcebível a permanência de um Robinho abaixo da crítica até o fim do jogo). A saída de um dos volantes e o retorno ao 4-2-3-1 que funcionou bem nos primeiros jogos poderia ser uma aposta mais interessante.

No fim, quando o justo e o mais provável era o empate sem gols, Douglas perdeu bola no meio-campo e deu o contra-ataque que Messi precisava para marcar seu primeiro gol contra o Brasil e tirar os hermanos da fila de cinco anos sem vencer o clássico.

A derrota para a Argentina é sempre dolorida mas deixa lições importantes. A primeira, e principal ao meu ver, é que comandar a seleção brasileira não é tarefa tão fácil para Mano como parecia. É preciso pensar em passado, presente e futuro para enfrentar os adversários mais fortes. Nomes como Júlio César, Maicon, Lúcio e até Luís Fabiano podem ser importantes num processo de transição. E alguns, como André, ainda precisam amadurecer muito para merecer a oportunidade.

Só ficou a tradição

Não vejo no mundo um espetáculo mais interessante para quem gosta de futebol do que o Superclássico argentino. River e Boca fazem um duelo cercado de tradição, rivalidade, história. São sempre jogos que ficam na memória. Que constróem ídolos que ficarão para sempre na memória dos torcedores.

Ontem, os dois entraram em campo para o 333º Superclássico. Não conheço a fundo a história dos dois para dizer que este foi no pior momento da história. Mas certamente, Boca e River vivem o pior momento dos últimos 20 anos.

Nem isto esvaziou o jogo. O Monumental estava absolutamente tomado, com mais de 50 mil pessoas. Que como de costume, cantaram e apoiaram seus times o jogo inteiro.

Dentro de campo, porém, as duas equipes não estiveram à altura do confronto. Desesperado com o risco (mais que iminente) do rebaixamento, o River Plate tomou as rédeas do jogo. Dominou o meio-campo e não deixou o Boca ter a bola. Encontrava espaços e chegava bem pelo lado esquerdo com o improvisado Pereyra e o jovem Lamela (o melhor em campo). Faltava capricho no último passe e presença de área para abrir o placar.

Com Riquelme visivelmente fora de forma, ritmo e condições, o Boca não conseguia segurar a bola. Sofria com a pouca mobilidade de seu meio-campo e com os seguidos erros do nervoso Giménez. Mouché, que entrou para dar movimentação ao ataque, se escondeu do jogo. E Palermo, isolado, não viu a cor da bola.

Assim se desenhou um jogo de um ataque pouco eficiente do River contra uma defesa perdida do Boca. Até que saiu o gol, em bola parada e cabeçada de Maidana (revelado pelo Boca). 1 a 0 que obrigou o time visitante a se lançar de maneira desordenada e pouco efetiva ao ataque e que fez o River recuar além da conta.

No fim, o 1 a 0 foi justo para quem buscou o jogo desde o início e martelou até que o gol saísse. A vitória é um alívio para o River que não vencia há sete jogos e não bateu o rival nos últimos três anos. Mas o alívio é parcial. Nem a vitória tirou a equipe da "zona de rebaixamento".

Quanto ao Boca, foi o fim da linha para Borghi, que pediu demissão ainda no vestiário. O multi-campeão dos anos 90 e início de 2000 ficou na lembrança. Com um elenco com tão poucas alternativas, apostando em veteranos sem condições físicas para ajudar, nenhum técnico salvará o time da pífea temporada.

Do Superclássico argentino, restou "só" a tradição.

O show ficou para o fim

A temporada não pode ser considerada ruim. Mesmo que o objetivo principal não esteja perto de ser conquistado. Mas para brindar os torcedores do MCerrada FC, as últimas rodadas tem sido de show do atual campeão da liga M. Cerrada.


Nesta rodada, mais uma grande atuação, que rendeu 75,73 pontos. O melhor desempenho da Liga.


Destaque para a incrível formação de meio-campo: Giuliano (12,3), Conca (13,8) e Paulo Baier (22). O desempenho só não foi melhor pois na defesa só um jogador passou dos 4 pontos e dois ficaram negativos: Emerson (-2) e Mariano (-0,1).


De toda forma, ganhamos uma posição e voltamos ao G-4. A proximidade com segundo e terceiros colocados permite imaginar um fim de ano melhor. Só não dá para imaginar o título.


Que deve mesmo ficar com o DrogFla. Nesta rodada foram 53,06 pontos. Boas apostas em Victor (18), Conca e Paulo Baier. Mas cinco jogadores com pontuação negativa ajudaram a afundar as notas da equipe. Destaque (negativo) para Boiadeiro (-4,7), Bruno César (-4,9) e Jonas (-6,3).


Ainda assim a equipe segue tranquila com 30,32 pontos de vantagem para o segundo colocado (agora o SLMB) e só uma queda inesperada de rendimento lhe tirará o título.

Destaque da Rodada

Ele não é convocado frequentemente para a seleção atoa. Elias além de volante fundamental no esquema corinthiano, ainda consegue aparecer bem na frente para marcar gols importantes. Assim, ele foi o destaque da 34ª rodada e agora segue na briga pelo destaque da competição.

Confira a lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª, 24ª e 28ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª e 30ª rodadas
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª e 32ª rodadas
Elias (Corinthians) - 13ª e 34ª rodadas
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada
Wesley (Grêmio Prudente) - 26ª rodada
Marcos Assunção (Palmeiras) - 26ª rodada
Neto (Atlético-PR) - 27ª rodada
Ricardo Oliveira (São Paulo) - 29ª rodada
Obina (Atlético-MG) - 31ª rodada
Ricardo Berna (Fluminense) - 33ª rodada

Quem foi o destaque da 34ª rodada do Brasileirão?

Douglas (Grêmio)

40,00%
Elias (Corinthians)

46,67%
Neto (Atlético-PR)

13,33%

Agora vamos escolher o destaque da 35ª rodada. Falta pouco para o fim. Confira:

Renan Oliveira (Atlético-MG) - Marcou dois gols e participou do outro na goleada do Galo sobre o Flamengo por 4 a 1.

Róbston (Atlético-GO) - O volante foi o destaque do Dragão. Perfeito na defesa, marcou dois gols e deixou o time mais longe do rebaixamento.

Paulo Baier (Atlético-PR) - Marcou o primeiro gol de penalti. E surpreendeu marcando o segundo de cabeça e garantindo o Furacão no G-4 do Brasileirão.

Quem foi o destaque da 35ª rodada do Brasileirão

Renan Oliveira (Atlético-MG)

Róbston (Atlético-GO)

Paulo Baier (Atlético-PR)












Futebol derrotado outra vez

Antes de tecer qualquer comentário sobre a polêmica arbitragem de Sandro Meira Ricci no Pacaembu, é preciso falar algo importante, esquecido pela maioria. Corinthians e Cruzeiro fizeram uma ótima partida. Para este que vos escreve, uma das melhores do Brasileirão até aqui. Pelo simples fato de serem dois baita times, que dá gosto assistir.

Como esperado, a partida acontecia no meio-campo. E o Cruzeiro levou a melhor no primeiro tempo porque encaixou melhor a marcação. Além da partida perfeita de Gil e Léo, Marquinhos Paraná conseguia anular Bruno César e Fabrício não só marcava bem Elias como conseguia sair para o jogo.

Já o Corinthians, demorou para perceber o posicionamento de Gilberto. Ora era lateral esquerdo, ora era meia. E tinha liberdade para jogar, desafogando a armação, que não poderia ficar toda a cargo de Montillo, muito bem marcado por Ralf.

Pelo equilíbrio e importância da partida, foi um jogo de poucas chances de gol. O que não quer dizer que foi ruim, pelo contrário. Fábio não teve que fazer nenhuma intervenção importante até os 43 minutos do segundo tempo. Júlio César apareceu bem duas vezes (na primeira, Thiago Ribeiro preferiu cavar o penalti do que fazer o gol; na segunda, salvou a bola do jogo, dos pés de Wellington Paulista).

Outras oportunidades poderiam ser criadas pelos mineiros, não fossem os quatro impedimentos muito mal marcados pelo trio de arbitragem (três no primeiro tempo, um no segundo). Thiago Ribeiro ainda sofreu falta clara na entrada da área (longe de ser penalti), ignorada por Sandro Meira Ricci.

Mas como nem sempre é de justiça que se faz o futebol, Ricci viu penalti de Gil em Ronaldo, aos 43 minutos do segundo tempo. Revolta cruzeirense, e gol do Fenômeno, sacramentando a liderança (pelo menos até o jogo do Fluminense, hoje) e colocando o Corinthians definitivamente na briga pelo título.

Mais uma vez, prefiro não acreditar em "teoria da conspiração". Os árbitros erram porque são ruins e não são profissionais. Erram contra todos, como já erraram contra o Corinthians. Favorecem todos, como já favoreceram o Cruzeiro (o mesmo Ricci marcou penalti semelhante a favor do Cruzeiro, contra o Atlético-MG). O ruim é que todos só reclamam quando são prejudicados. E aí, nada é feito para melhorar o nível da arbitragem.

O penalti de Gil é discutível. Eu não marcaria. Mas o jogador foi imprudente, em um lance onde o atacante estava de costas para o gol. O discutível não é a marcação. Mas a convicção de um árbitro que errou tanto durante a partida (em lances mais claros) ao marcar a penalidade aos 43 do segundo tempo.

O post, deveria ser para exaltar o grande jogo entre dois dos melhores times do país. Mas mais uma vez, fui obrigado a gastar linhas e linhas para discutir arbitragem.

Ontem no Pacaembu, assim como em 2005, o futebol foi o grande derrotado.

Dívida paga?

A melhor frase sobre Atlético-MG e Flamengo eu ouvi no SporTV, logo após a partida. Não me lembro o autor, para dar os créditos, mas deixo a frase mesmo assim: "Finalmente, Luxemburgo conseguiu tirar o Galo da zona do rebaixamento".

Em Sete Lagoas, o clima antes da partida era de tensão. Aliás, Atlético-MG e Flamengo, por si só, costumam fazer jogos tensos. A presença (ou o retorno) de Luxemburgo na Arena do Jacaré era apenas um ponto a mais.

Dentro de campo, porém, Luxa mostrou porque deixou o Galo em situação delicada. Demorou a enxergar o jogo, levou um baile tático de Dorival Júnior e uma goleada difícil de ser esquecida.

Faltava apetite ao time do Flamengo. Que até começou bem o jogo, mas não demorou para ser engolido pela vontade e velocidade do meio-campo mineiro. Serginho e Zé Luís tinham facilidade contra o lento meio rubro-negro, formado por Corrêa, Maldonado e Petkovic. Assim que a marcação encaixou, o Flamengo se perdeu e o Galo tomou conta do jogo.

Os gols não demoraram a sair. Sempre com participação de Renan Oliveira, destaque do jogo e que não é destaque do Campeonato porque jamais conseguiu na carreira manter uma boa sequência. Mas provou, mais uma vez, que tem bola. Em seu primeiro chute, Lomba deu rebote e Obina marcou (sem comemorar). No segundo, ele aproveitou bom passe do atacante baiano para marcar.

No intervalo, Luxemburgo mostrou que percebeu o que estava acontecendo. Tentou dar velocidade ao seu time com Negueba e Marquinhos. Equilibrou o jogo e viu seu time passar a levar perigo. Mas Dorival, astuto, apostou no contrário. Colocou Ricardinho, para fazer o Galo manter a posse de bola e não perder o controle do jogo.

E conseguiu, aproveitando-se do desespero do adversário, matar o jogo com mais dois gols. Primeiro, um golaço de Tardelli. E depois outro belo gol, com Renan Oliveira novamente. O tento de Marquinhos, na reta final, não serviu nem para diminuir o vexame de Luxemburgo e de seu Flamengo.

O Atlético-MG de Dorival Júnior tem outra cara, outra vontade e já vive outro momento. Não será rebaixado e já deixa um bom animo para 2011. Se esta temporada é para ser esquecida, o trabalho no próximo ano pode render ótimos frutos para um grupo que só precisava ter aflorada sua qualidade.

Já o Flamengo, ainda corre risco. E Luxemburgo repete no rubro-negro o desempenho ruim de seu início no Galo. Foram apenas 10 pontos em 8 jogos. Um time que não vence a cinco. Nenhum técnico merece tanto o rebaixamento quanto Luxemburgo este ano. Pobre Flamengo...

Bem-vindo de volta

Nem só de lances lamentáveis, reclamações e notícias ruins vive o futebol brasileiro. E a prova disto esteve ontem na Bahia, onde o carnaval antecipado foi justo e merecido. Além de belo e inesquecível.

Durou sete anos o retiro do Bahia da elite do futebol nacional. Sete longos anos. Neste caminho o time sofreu com a queda para a terceira divisão e viu uma tragédia em seu estádio (lotado, mesmo na Série C). Mas não desanimou.

O Bahia fez da Arena do Pituaçu sua casa. E da Série B 2010, seu retorno para onde jamais deveria ter saído.

Ontem, o acesso à Série A, foi sacramentado com uma bela vitória por 3 a 0 sobre o bom time da Portuguesa (que ainda sonha com uma vaga entre os quatro primeiros). Gols do artilheiro Adriano, mais um penalti perdido por um dos ícones da boa campanha (Jael) e mais uma grande atuação do sistema defensivo.

Mas nenhum jogador, nenhum lance, nenhum esquema tático será maior do que a festa da torcida do Bahia. Uma torcida incrível, que acompanhou o time e apoiou onde ele esteve. E que agora faz a justa festa pelo retorno do tradicional time ao grupo das melhores equipes do país.

Ontem, o Figueirense também garantiu o retorno (beneficiado pelo resultado do Bahia). O Coritiba já havia firmado seu posto, e ao que tudo indica será o campeão. Mas que me perdoem os dois simpáticos times. O que me deixou mais feliz, foi mesmo a volta dos baianos.

Seja bem-vindo, Bahia!

Quem disse que não há final?

Ainda existe quem é contra os pontos corridos. Quem defenda que é mais empolgante o campeonato que tem "uma partida final". Certamente, não presta atenção na tabela do Brasileirão. E não dá valor às várias finais que acontecem durante a temporada no país.

Uma delas logo mais, vai encher o Pacaembu. O Corinthians (vice-líder) recebe o Cruzeiro (terceiro colocado). Faltando apenas quatro jogos para o fim e considerando que o Fluminense, líder, tem um jogo fácil pela frente, é possível imaginar que quem sair derrotado hoje em São Paulo praticamente dá adeus ao título.

E não só por isso, a expectativa é de uma grande partida. Corinthians e Cruzeiro tem dois ótimos times. Tão parecidos e tão diferentes.

A estrutura tática é a mesma. O 4-3-1-2 com intensa movimentação dos volantes e muita força no meio-campo. Será por ali que o jogo provavelmente será decidido. Além disso, as duas equipes tem laterais que jogam no campo ofensivo e que são importantes válvulas de escape (mas deixam espaços nas costas). A semelhança aparece também no ataque: paulistas e mineiros apostam numa dupla ofensiva que mescla velocidade/movimentação (Dentinho e Thiago Ribeiro) com presença de área e faro de gol (Ronaldo e Wellington Paulista).

As semelhanças param por aí. No jeito de jogar, Corinthians e Cruzeiro são muito diferentes.

O atual vice-líder joga com a bola. A marcação é adiantada e o time tem paciência para agredir e se aproximar do gol adversário. Talvez por isso, deixe mais espaços na defesa (sofreu 5 gols a mais que o Cruzeiro no Brasileirão).

Já o time de Cuca, presa pela marcação forte no campo defensivo. É um time que sabe jogar sem a bola sem ser pressionado. E que costuma definir rápido as jogadas, normalmente na bola longa pelo lado direito com Jonathan e Thiago Ribeiro.

Promessa de grande jogo. E de mais uma das várias finais desse Brasileirão. Impossível perder. E desta vez, ficarei em cima do muro. Não dá para apontar favorito.

Falou demais...

Duas ou três boas rodadas em sequência. E o sucesso subiu a cabeça. Resultado: tombo. Foi o que aconteceu com o MCerrada FC na última rodada do Cartola. A pontuação não foi assim tão ruim: 61,76. Mas o time ficou atrás da maioria dos concorrentes, deu adeus definitivo ao título e ainda perdeu duas posições (uma delas para o SLMB, chamado aqui de "paraguaio" na semana passada).

O ataque outra vez foi o ponto forte, com a dupla Tardelli (10,3) e André Lima (17,2). Mas com Conca (-0,5) novamente mal, o time não teve o bom desempenho que esperava.

Fomos apenas o 11º melhor time da rodada. Voltamos para a 5ª posição. E a distância maior que 80 pontos para a primeira posição nos impede de sonhar com qualquer coisa nesta temporada.

O destaque da rodada foi um motivado SLMB. Incríveis 102,7 pontos, para a equipe comandada por Rafael Andrade. Ótimas apostas em Fábio (11,5), Douglas (20,3), Fábio Rochemback (13,7), Jonas (14,5) e André Lima. O ousado 3-4-3 só não foi melhor pela também presença de Conca. De toda forma, o time recuperou as posições perdidas e voltou à terceira colocação na classificação.

Que segue liderada pelo Drogfla. Com 66,3 pontos na última rodada, o título parece mais do que encaminhado para o time de Pedro Black, disparado na frente faltando poucas rodadas para o fim.

1 a 0, o placar da moda

1 a 0. Eis o placar da moda no Brasileirão. Mania que começou com Muricy Ramalho e seu já famoso "Muricybol" dos tempos de São Paulo, tri-campeão brasileiro. E que virou mania entre os primeiros colocados do Brasileirão. Um gol e três pontos. Suficientes para mantê-los na briga pelo título.

A festa do placar mínimo começou em Salvador. Cruzeiro e Vitória fizeram um jogo truncado, de poucas chances. No fim, vitória dos mineiros por 1 a 0, com gol contra de Jonas (que o árbitro deu de presente para Thiago Ribeiro).

Com três zagueiros, o Cruzeiro repetiu a fórmula dos jogos mais importantes deste Brasileirão até aqui. Foi também por 1 a 0 que o time venceu Fluminense, Internacional, Flamengo, Corinthians, Goiás (2 vezes), Botafogo e Atlético-MG. Se o time sentiu a falta de um homem mais presente na área (Montillo foi mais meia que atacante e Thiago Ribeiro só apareceu bem quando caiu pelo lado direito), voltou a ter segurança defensiva, fazendo com que Fábio aparecesse apenas duas vezes com ótimas intervenções (além de uma bola na trave).

No fim, o resultado foi justo para um time que teve mais qualidade e organização do que um Vitória que depois de ótimo primeiro semestre se perdeu a parece cada vez mais candidato ao rebaixamento.

No mesmo horário, o Corinthians quase repetiu a dose. Diante do São Paulo, o time venceu por 2 a 0. O gol da tranquilidade, porém, foi marcado por Dentinho já aos 40 minutos do segundo tempo. O "1 a 0" corinthiano acabou ganhando um bônus de última hora.

Resultado importante que mostrou o quanto alguns jogadores fizeram falta ao time paulista num momento essencial da competição. Não fosse o excesso de lesões na parte aguda do Brasileirão, o Corinthians poderia estar folgado na disputa pelo título. Contra o São Paulo, não fez uma partida brilhante, mas foi seguro durante os 90 minutos e conseguiu definir a partida quando teve oportunidade. De quebra, segue na briga pela taça, mantém um longo tabu contra o rival (quase 4 anos) e praticamente impede que o São Paulo volte à Libertadores.

Por fim, mas não menos importante, o líder. O Fluminense, comandado (não por acaso) por Muricy Ramalho também venceu por 1 a 0 na rodada. Ganhou o clássico diante do Vasco e manteve a ponta da tabela.

A fórmula para o tricolor também funcionou em momentos importantes. Pelo placar mínimo o time venceu ainda Avaí, Cruzeiro, Atlético-GO e Santos. Ontem a margem poderia ser maior não fosse a fase terrível (e que parece interminável) de Washington, que não marca há 12 jogos. Mas poderia não existir, não fosse mais uma boa atuação de Ricardo Berna, aposta certeira de Muricy para a reta final. Assim como Alan, que novamente foi titular e marcou o gol decisivo da vitória.

O peso do saldo de gols existe. E com três times tão iguais faltando apenas quatro jogos, pode fazer a diferença. Fato é que o mais importante são os três pontos. E os líderes, estão conseguindo provar que 1 a 0, principalmente nesta reta final, é goleada.

Destaque da Rodada

Fechar o gol e garantir a liderança do seu time faz toda a diferença. E em meio aos criticados goleiros do Fluminense, Ricardo Berna foi o destaque da 33ª rodada do Brasileirão, depois de fechar o gol contra o Internacional. Agora, ele faz parte desta lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª, 24ª e 28ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª e 30ª rodadas
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª e 32ª rodadas
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada
Wesley (Grêmio Prudente) - 26ª rodada
Marcos Assunção (Palmeiras) - 26ª rodada
Neto (Atlético-PR) - 27ª rodada
Ricardo Oliveira (São Paulo) - 29ª rodada
Obina (Atlético-MG) - 31ª rodada
Ricardo Berna (Fluminense) - 33ª rodada

Quem foi o destaque da 33ª rodada do Brasileirão?

Ricardo Berna (Fluminense)

55,56%
Lucas (São Paulo)

22,22%
Magno Alves (Ceará)

22,22%

Hora agora de eleger o destaque da 34ª rodada. Confira os candidatos:

Douglas (Grêmio) - Convocado por Mano Menezes não decepcionou. Uma bela atuação coroada com um golaço na goleada por 5 a 1 sobre o Ceará.

Elias (Corinthians) - Marcou mais um gol fundamental para manter o Corinthians na briga pelo título brasileiro. Foi destaque na 13ª rodada.

Neto (Atlético-PR) - Com mais uma ótima atuação, garantiu a vitória do Atlético-PR por 1 a 0 sobre o Flamengo com defesas fantásticas. Foi destaque na 27ª rodada.

Quem foi o destaque da 34ª rodada do Brasileirão?

Douglas (Grêmio)

Elias (Corinthians)

Neto (Atlético-PR)












Rumo ao vice?

Mais uma rodada altamente positiva. Graças ao ótimo desempenho do ataque. Fizemos 79,27 pontos e ficamos a frente de todos os times que estavam acima do MCerrada FC na tabela. Inclusive, deixamos para trás o "paraguaio" SLMB, que caiu para o 5º lugar.

Já estamos em terceiro. E se o título é um sonho quase impossível com 75,64 pontos de diferença para o Drogfla, já é possível sonhar com a "medalha de prata" como consolo. Apenas 15,28 pontos separam o MCerrada FC do Zanotteraégol, mas as últimas rodadas provam que é possível chegar.

Os gols fizeram a diferença. Ronaldo marcou duas vezes e fez 17,2 pontos em sua primeira participação na equipe. Voltará a ser escalado em outras oportunidades. Neymar também balançou as redes (14,5). E Bruno César deixou o seu (12,6). O desempenho só não foi melhor pois Jéfferson sofreu dois gols e acabou com 1 ponto negativo.

O destaque da rodada foi o Mineiro, do Léo de Paula. Ótimos 94,86 pontos, que fizeram o time ganhar uma posição e chegar ao G-4. Desempenho impressionante da zaga com Réver (10,8), Manoel (8,3) e Dedé (13,5). Foram ajudados ainda por Lucas (17,6), Bruno César e Neymar.

A liderança segue isolada com o Drogfla, do Pedro Black. Nesta rodada o time voltou a ter bom desempenho, com 72,69 pontos. Destaque para Dedé, Bruno César e Neymar. O time só não foi melhor por apostar em Montillo e Ricardo Oliveira, ambos negativos.

Destaque da Rodada

Para muitos, ele é o melhor jogador do Campeonato. E pode ainda, ser eleito no fim da temporada na Seleção Marcação Cerrada do Brasileirão. Mas o Destaque, não é necessariamente o melhor. É o que mais decidiu jogos, foi fundamental e se destacou. Não é um prêmio de regularidade. E por isso, Conca aparece "apenas" pela segunda vez e ainda tem que correr atrás de Jonas, o líder desta seleta lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas Jonas (Grêmio) - 4ª, 24ª e 28ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª e 30ª rodadas
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª e 32ª rodadas
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada
Wesley (Grêmio Prudente) - 26ª rodada
Marcos Assunção (Palmeiras) - 26ª rodada
Neto (Atlético-PR) - 27ª rodada
Ricardo Oliveira (São Paulo) - 29ª rodada
Obina (Atlético-MG) - 31ª rodada

Quem foi o destaque da 32ª rodada do Brasileirão?

Conca (Fluminense)



55,56%
Rafael (Santos)



22,22%
Edno (Botafogo)



22,22%
Hora de escolher os destaques da 33ª rodada. Confira os candidatos:

Ricardo Berna (Fluminense) - Fechou o gol e garantiu o zero a zero no Beira-Rio. Empate que valeu a manutenção da liderança no Flu.

Lucas (São Paulo) - Marcou um gol e foi o principal articulador do São Paulo, que venceu o Cruzeiro por 2 a 0 em Uberlândia.

Magno Alves (Ceará) - Marcou os dois gols que garantiram o empate por 2 a 2 contra o Flamengo. Foi destaque na 21ª rodada.

Quem foi o destaque da 33ª rodada do Brasileirão?

Ricardo Berna (Fluminense)

Lucas (São Paulo)

Magno Alves (Ceará)












Justificar

Asa negra

Não havia pior hora para o Cruzeiro enfrentar o São Paulo no Campeonato Brasileiro. Reta final, momento de definição e um adversário que se reinventou e cresceu vertiginosamente sob o comando de Paulo César Carpegianni. Mais do que isto, um rival que o Cruzeiro parece incapaz de vencer no Brasileirão (a última vitória foi em 2004, de lá para cá, 13 jogos com oito vitórias paulistas e cinco empates).

O jogo no Parque do Sabiá foi marcado por dois times que apostavam na ofensividade para buscar seus objetivos. E no caso, apenas a vitória interessava. Para o Cruzeiro, que poderia assumir a liderança isolada faltando cinco rodadas. E para o São Paulo, que corre contra o tempo para chegar a mais uma Libertadores.

Com quatro homens ofensivos para cada lado, a diferença entre Cruzeiro e São Paulo foi a entrega. Enquanto no Cruzeiro, Montillo e Gilberto observavam sem a bola e Thiago Ribeiro pouco incomodava, no São Paulo, Fernandão apareceu como lateral em alguns momentos e Dagoberto e Lucas não davam paz para os volantes cruzeirenses saírem para o jogo.

Fato fundamental para explicar porque o São Paulo foi superior durante toda a partida e mereceu a vitória por 2 a 0, construída na etapa final. O Cruzeiro tinha menos espaços, não conseguia fazer a bola chegar bem a seus meias e logo, criava pouco. O São Paulo chegava com muita gente, achava espaços pelos lados do campo e tinha a bola em seus pés.

O primeiro gol (belíssimo) marcado por Lucas, o melhor em campo, poderia mudar o jogo. Obrigava Cuca a se mover. Mas o técnico fez o óbvio, trocando Gilberto por Roger e adiantando os laterais. Nem sempre, meias e atacantes são sinônimo de ofensividade. Para o Cruzeiro, seria melhor a troca de um dos meias que observava o jogo por um volante, para reoxigenar o meio-campo e passar a jogar com a bola nos pés.

Os mineiros seguiam dando espaços e em um dos contra-ataques Ricardo Oliveira caiu, fora da área, após ser levemente tocado pelo braço de Léo. Mais um dos incontáveis penaltis mal marcados do Brasileirão. Má fé? Não. Ruindade. Se fosse má fé, o árbitro poderia (aliás, deveria) ter expulsado Gilberto ainda no primeiro tempo após entrada criminosa em Lucas.

O Cruzeiro perde mais uma chance de assumir a ponta. Quando o time precisa acontecer, simplesmente não vai. E devendo muito em termos de saldo de gols, precisará de um final quase impecável para chegar ao título. Mas ainda pode, desde que com mais entrega e cuidado.

Quanto ao São Paulo, repito o que disse na semana passada. Nunca é bom duvidar do tricolor. É o verdadeiro time de chegada. Corinthians e Santos, que estão no caminho do "Jason" que se cuidem.

Não serviu para ninguém

Confrontos diretos são decisivos em retas finais de campeonatos de pontos corridos. São os famosos "jogos de seis pontos". Vencê-los, além de afundar o concorrente, faz seu time subir na tabela. Pensando em tudo isto, Guarani e Atlético-MG não podiam pensar em outro resultado ontem senão a vitória.

Após o apito final de Cláudio Mercante, porém, os dois times devem ter ficado com a sensação de que poderiam mais. O chato e com poucas chances 0 a 0 acabou não resolvendo pra ninguém. Muito pelo contrário: o Guarani segue ameaçadíssimo e mostrando pouco poder de reação e o Galo mesmo com a melhora nas últimas rodadas não consegue sair da zona de rebaixamento.

O jogo foi praticamente idêntico durante os 90 minutos. Corrido, aberto, nervoso e cheio de passes errados. O Atlético-MG mostrava um pouco mais de organização tática. O Guarani parecia ter mais coração. Assim, os dois times até conseguiam criar alguma chance, com pouco capricho no arremate, porém.

O controle só mudou de mão nos últimos 20 minutos, quando os donos da casa exerceram uma pressão maior, mesmo que de forma desordenada. E incapaz de levar muito perigo ao gol do ótimo (e cada vez melhor) Renan Ribeiro.

No fim o empate sem gols foi justo. E foi um retrato da situação complicada que os times vivem na tabela. Hoje, o Guarani é mais favorito que o Galo ao rebaixamento. O Guarani ainda enfrenta Vitória e Flamengo. O Atlético, pega Flamengo e Goiás. Vencer os confrontos diretos é fundamental para alimentar o sonho da permanência.

Do fraco jogo de ontem ficou apenas uma boa lição para ambos: em jogos como este, o empate não vale absolutamente nada. Foi uma rodada perdida...

Quase justo no fim

Um jogo tradicional, esperado e que esteve dentro das expectativas apenas nos 20 minutos finais. Assim foi o 2 a 2 entre Milan e Real Madrid, na Itália. Resultado que sacramentou a classificação do ótimo time de José Mourinho para a próxima fase. E que deixa os italianos dependentes de um difícil confronto direto para se classificar.

Até a entrada do mito Fillipo Inzaghi, o jogo foi de um time só. Sem esforço, o Real Madrid dominou o adversário e criava quando queria, principalmente pelo lado esquerdo, onde Cristiano Ronaldo e Marcelo se entendem cada vez melhor.

De volta ao 4-3-3, o Milan optou pela saída de Seedorf, tirando completamente a qualidade do meio-campo. O time não conseguia criar nada. E ainda sofria com as investidas do rápido ataque do Real pelos lados, contra seus laterais que nada conseguem produzir (seja ofensiva, seja defensivamente).

O primeiro gol saiu ainda no primeiro tempo, com Higuaín após belíssimo passe de Dí Maria. Outros poderiam ter saído com um pouco mais de capricho. Mas no segundo tempo, o Real resolveu descansar. Dominava o jogo sem sustos, tinha facilidade, mas acelerava pouco.

Até que Inzaghi entrou. No momento da substituição, parecia uma mexida desesperada que dificilmente renderia alguma coisa. E de fato, não renderia. Não fossem as falhas grotescas de Pepe e Casillas, que geraram a virada do Milan com dois gols do símbolo.

O impensável tomou conta e o Real Madrid se lançou para o ataque de qualquer forma, com a entrada de Pedro León no lugar de Pepe. E a pressão surtiu efeito, mostrando a estrela de José Mourinho, com o gol de empate, marcado por León nos acréscimos.

Fez-se um pouco de justiça. Na verdade, o Real merecia a vitória pelo controle absoluto do jogo. Mas nem sempre futebol é feito de justiças. Principalmente quando do lado oposto há um artilheiro com tanta estrela como Inzaghi. Pena que o Milan não ande valorizando tanto o peso de sua camisa com um time envelhecido e incapaz de bater de frente contra um Real em alta velocidade.

OBS: Repararam que não citei o nome de Ronaldinho nenhuma vez no post? Pois é. Ele teve mais uma atuação abaixo da crítica. E ainda há quem defenda seu retorno à seleção...

MCerrada FC

Com alto investimento (beirando 170 cartoletas) o MCerrada FC não sonha mais com o título. Mas para não perder completamente a motivação, vamos buscar ser o melhor time no mês de novembro (assim como fomos em outubro) e terminar a competição de maneira digna.

Para esta rodada, mantivemos o 4-3-3. "Apenas" seis, dos dez times mandantes aparecem entre os selecionados. Destaque para o fenômeno Ronaldo. Salvo engano, é a primeira vez que ele aparece no time nesta temporada.

Confira os escalados:

Jéfferson (Botafogo), Fágner (Vasco), Cesinha (Vasco), Chicão (Corinthians) e Paulinho (Atlético-PR); Gilberto (Cruzeiro), Bruno César (Corinthians) e Zé Eduardo (Santos); Éder Luís (Vasco), Neymar (Santos) e Ronaldo (Corinthians). Técnico: Joel Santana (Botafogo)

Quadro Negro - Coritiba

Com uma campanha regular, o Coritiba está muito perto de voltar a Série A do Brasileirão. Ontem, em jogo decisivo contra o Bahia, o time mostrou uma ofensividade muito interessante e por pouco não surpreendeu os donos da casa.

No fim, o empate deixou a equipe na ponta da tabela e com o acesso praticamente garantido.

A ofensividade que faz do Coritiba o principal candidato ao título da Segunda Divisão, está no Quadro Negro do Marcação Cerrada. Clique aqui e confira.

E você, acha que alguém pode tirar o título do Coxa?

O campeão voltou (pena que tarde demais)

O MCerrada FC voltou a brilhar no Cartola. Ganhou a segunda rodada consecutiva e mostrou porque é um time de chegada e atual campeão da Liga. Pena que desta vez, a reação tenha vindo tarde demais para brigar pelo bi.

Bons 76,53 pontos apesar de algumas apostas ruins. Giuliano decepcionou no meio (-1,7). A defesa também foi mal. Além de Renan Ribeiro (-1), outros dois jogadores sequer chegaram aos 2 pontos. Sorte que Mariano (12,5) elevou a média. Do meio para frente, dois nomes brilharam e elevaram a média: Conca (18,5) e Ricardo Oliveira (16,1).

A aproximação para os principais concorrentes. Principalmente porque o líder foi o segundo melhor da rodada, quase com o mesmo número de pontos. Nos mantivemos na quarta posição, mas sonhar com título é utopia, estando 82,22 pontos atrás faltando apenas seis rodadas. Uma pena.

A liderança ainda é do DrogFla, do Pedro Black. Bons 75,95 pontos que o deixam ainda mais perto da vitória. Boas apostas em Mariano, Elkeson (13,2) e Ricardo Oliveira. A dupla cruzeirense Montillo e Thiago Ribeiro diminuiu a média ao lado de Alecsandro.

De toda forma, o time segue com confortáveis 48,06 pontos de frente para o segundo colocado Zannotteraégol.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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