A dura dor do quase

Não é só uma questão do futebol. No Brasil, a cultura é de não se valorizar o quase. Somente quando o "quase" vem de dentro. Enchemos a boca para elogiar o bom trabalho recente da Universidad do Chile, que chegou às quartas-de-final da Sul-Americana em 2009 e na semifinal da Libertadores em 2010. Mas certamente, aparecerá quem vá criticar a decisão do Vasco de querer tudo caso termine sem conquistar nada.

A derrota e eliminação na semifinal da Sul-Americana para o ótimo (sim, ótimo) time chileno que passou com extrema facilidade pelo Flamengo é dolorida, mas não pode ser tratada como anormal.

Além de desgastado pela maratona não só de jogos, mas de jogos decisivos, ficou claro que o Vasco sentiu. E era algo possível de prever e que, inclusive, o blog já havia antecipado em posts anteriores. O time das viradas improváveis e das goleadas históricas na Colina, ficou pelo caminho na Sul-Americana, mas caiu em pé.

Fez um bom jogo, equilibrado e resolvido nos detalhes contra La U. O time do bom técnico argentino Jorge Sampaoli é compacto, veloz e com boas referências técnicas como o bom atacante Eduardo Vargas. O trabalho do argentino é louvável e enche os olhos mas não é o único motivo do sucesso dos chilenos. A filosofia recente do clube tem encontrado bons nomes para suprir a ausência dos que saem para jogarem em mercados mais ricos.

Fica para o Vasco a minha torcida pela conquista do título do Campeonato Brasileiro. Nada contra o Corinthians e os corinthianos e nem contra o Flamengo. É simplesmente uma questão de merecimento para um ano fantástico dos cariocas. Que merecem fechar com chave de ouro a brilhante temporada.

Mas fica um pedido a todos: valorizem o Vasco, mesmo que fique no "quase". A dor é grande, mas os ensinamentos que ficam para os clubes que vencem a Copa do Brasil e não levam o resto do ano a sério, pode ser de grande valhia.

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O caminho contra a degola

O Campeonato Brasileiro chegou à última rodada com o funil apertado na luta contra a Série B. Avaí e América já haviam confirmado a queda duas rodadas atrás. Agora, para as duas vagas restantes, são três concorrentes. E a briga promete ser quente.

Cruzeiro - 16º colocado - 40 pontos Adversário: Atlético-MG (casa)

O Cruzeiro é o único que depende apenas de si na rodada final. Caso vença o clássico com torcida única celeste contra o Atlético-MG, está salvo do rebaixamento. Mas, diferentemente das últimas ocasiões, o Cruzeiro está longe de ser favorito na partida. Dono da pior campanha do returno ao lado do Avaí, ainda terá desfalques importantes: Fábio e Montillo, referências técnicas e comportamentais do time estão fora, suspensos.

A "sorte" do Cruzeiro está na vantagem nos critérios de desempate. Tem folga em relação aos adversários e mesmo com uma derrota para o Atlético-MG, pode permanecer na Série A desde que nenhum dos outros concorrentes vença seus jogos.

Ceará - 17º colocado - 39 pontos Adversário: Bahia (fora)

O confronto final dá ao Ceará uma vantagem e uma desvantagem em relação aos concorrentes. É o único que não encara um clássico local. Mas é também o único que jogará distante de sua torcida.

Embora muitos falem em favorecimento do Bahia, o cenário encontrado pelo Ceará em Pituaçu não será fácil. O Bahia quer uma vaga na Sul-Americana e promete dar a seus jogadores um bom prêmio pela conquista. Além disso, é um time defensivo que sofre poucos gols (foram apenas 21 nos 18 jogos do returno).

O Ceará, que precisa vencer e contar com empate ou derrota do Cruzeiro, também jogará com desfalques importantes. Fernando Henrique, Daniel Marques, Eusébio e Thiago Humberto estão suspensos. João Marcos é dúvida. A boa notícia é o retorno do artilheiro Felipe Azevedo, que marcou três gols na importante vitória sobre o Grêmio no Olímpico.

Atlético-PR - 18º colocado - 38 pontos Adversário: Coritiba (casa)

A missão do Atlético-PR é, de longe, a mais complicada. Primeiro pela combinação necessária: precisa vencer o Coritiba, que o Ceará não vença o Bahia e que o Cruzeiro perca para o Atlético-MG.

Como se não bastasse, terá pela frente um rival local que recentemente viveu o drama do rebaixamento. Para o Coritiba, o jogo é ainda mais especial pois pode valer uma vaga na próxima Libertadores. Sem dúvidas, o Atlético-PR tem a pior missão e o adversário mais complicado.

A única vantagem em relação aos adversários é a "ausência de ausências". Se o Ceará pode ficar sem meio time titular e o Cruzeiro não terá seus dois principais jogadores, o Furacão vai de força (quase) máxima. Gustavo Araújo, que vinha atuando como titular, está suspenso mas raramente foi unanimidade na Baixada. Será substituído por Fabrício, titular até pouco tempo atrás.

OPINIÃO DO MARCAÇÃO:

A briga é complicada. Os três times vivem momentos técnicos muito ruins e não mostram poder de reação. Acho a missão do Atlético-PR impossível e o considero carta fora do baralho. Na verdade, a tendência natural é que nenhum dos três vençam na rodada (por enfrentarem adversários mais fortes e condições adversas). Esta é a grande vantagem dos mineiros. Mas na imprevisibilidade do futebol, acredito que aquele que vencer, seja quem for, estará a salvo.

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Destaque da Rodada

E Fred chegou! A arrancada na reta final do atacante do Fluminense o coloca como um dos três destaques do Brasileirão até aqui. E a briga vai até a rodada final. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada
Fred (Fluminense) - 30ª, 35ª e 36ª rodadas
Wellington Nem (Figueirense) - 31ª rodada
Neymar (Santos) - 32ª e 33ª rodadas
Luis Fabiano (São Paulo) - 34ª rodada

Quem foi o destaque da 36ª rodada do Brasileirão?

Felipe Azevedo (Ceará)

18,75%
Luis Fabiano (São Paulo)

37,50%
Fred (Fluminense)

43,75%

Hora de escolher um destaque para a penultima rodada. Vejam os concorrentes:

Bernardo (Vasco) - Entrou no segundo e tempo e mais uma vez marcou gol decisivo. Manteve o Vasco na briga pelo título. Foi destaque na 1ª rodada.

Felipe (Flamengo) - Fechou o gol contra o Internacional e deixou o Flamengo perto de uma vaga na Libertadores.

Liédson (Corinthians) - Por minutos, não marcou o gol do título. Foi dele o tento da vitória sobre o Figueirense. Destaque nas rodadas 6 e 22.


Quem foi o destaque da 37ª rodada do Brasileirão?

Bernardo (Vasco)

Felipe (Flamengo)

Liédson (Corinthians)














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Prepare o seu coração

A última rodada do Brasileirão promete. E nesta rodada, o Campeonato foi o grande vencedor.

No primeiro ano em que os clássicos foram marcados para a última rodada, era impossível imaginar um panorama mais empolgante. Todos os 10 jogos valerão algo. Até mesmo para o Atlético-GO, que tenta garantir vaga na cada vez mais valorizada Sul-Americana, contra o América.

O Corinthians esteve muito perto de comemorar o título. Mostrou a regularidade pouco empolgante de sempre e venceu o Figueirense por 1 a 0. Mas viu Bernardo deixar a decisão para a última rodada ao marcar o gol da vitória do Vasco sobre o Fluminense aos 45 do segundo tempo. Embora o Corinthians siga favorito na competição por enfrentar um adversário mais fraco e ter vantagem de pontos, é difícil imaginar o impossível para este Vasco. Disposto demais a fazer história.

Na Libertadores, surpresas. Coritiba e Flamengo surpreenderam e entraram no G-5. O time de Luxemburgo, com boa vantagem, embora tenha o clássico contra o Vasco na última rodada. E o Coritiba, pode coroar a ótima temporada com uma vaga na principal competição do continente e de quebra o rebaixamento do maior rival. Mas até o Botafogo, nono colocado e com cinco derrotas consecutivas, ainda sonha com a Libertadores.

O rebaixamento foi outro que esteve perto de ser decidido mas guardou a emoção para o fim. O Cruzeiro vencia o Ceará até os 33 do segundo tempo e decretava o rebaixamento do adversário e do Atlético-PR que perdia para o América. Mas levou gol de empate e ficou para a rodada derradeira.

O Cruzeiro não terá Fábio, Charles, Marquinhos Paraná e Montillo contra o Atlético-MG. Que joga "um título" para rebaixar o rival. O Atlético-PR não consegue ganhar do América, mas tem pela frente um adversário que caiu dois anos atrás, que passou pelas dificuldades, que tem um ótimo time e pode chegar à Libertadores. A tarefa mais fácil, por incrível que pareça, é a do Ceará que joga fora de casa contra um Bahia que ainda sonha com a Sul-Americana mas está livre do rebaixamento.

Mas há quem prefira o tal mata-mata. Vai entender...

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A nova cara do Barcelona e o desafio do Santos

Contra o Milan, o Barcelona jogava para garantir a primeira posição no grupo já que os dois já haviam confirmado a classificação para a próxima fase da Champions. E no duelo contra um adversário forte e experiente, Guardiola voltou a mostrar a nova faceta de um time que se reinventa mas não cansa de encantar.

Sem Piqué, Daniel Alves e Pedro, o técnico do time espanhol voltou a apostar no 3-4-3 que vem aparecendo com frequência nesta temporada. Puyol, Mascherano e Abidal formaram o trio defensivo. Busquets era o volante com Xavi à direita, Keita à esquerda e Thiago na ligação. A principal novidade foi na frente. Fábregas jogou como o "falso nove" para Messi dar velocidade do lado direito e aproveitar as limitações de Zambrotta.

Muda a tática, muda o posicionamento dos jogadores, mantém o estilo. O Barcelona continua sendo o time da marcação adiantada, da posse de bola "irritante", da movimentação extrema. Começou bem, dominou o jogo e abriu o placar em gol contra de Van Bommel após erro de Zambrotta, passe genial de Messi e "assistência" de Abidal (que mesmo como zagueiro, saía com inteligência pela esquerda).

Para tentar uma alternativa ofensiva, o Milan mudou. Boateng adiantou pela direita formando um 4-3-3 e deixando a defesa adversária sem sobra. Resultado: pressão de 10 minutos, gol perdido por Robinho e empate com Ibrahimovic.

Após o gol, o Barcelona também se reorganizou. Com Busquets recuando para a zaga e Messi mais centralizado, formou um inusitado 4-1-3-2 mantendo o padrão. No equilíbrio do jogo, marcou o segundo em penalti inexistente sobre Xavi e manteve a pressão no início do segundo tempo para definir o jogo, quando acabou levando o empate em ótima jogada individual de Boateng (o melhor do Milan). Mas novamente na individualidade de Messi, o Barcelona se colocou à frente: passe genial e gol de Xavi, cada vez com mais liberdade ofensiva e jogando mais perto do gol. Com o 3 a 2, o Barcelona controlou o jogo e tentou colocar velocidade com Pedro e Sánchez, mas acabou garantindo o resultado.

O impressionante é o quanto o Barcelona tem facilidade para mudar taticamente, mantendo os jogadores e o nível. Todos os atletas parecem aptos para fazer qualquer função com a mesma qualidade. Se reinventa para manter a qualidade e impedir o encaixe dos adversários.

O jogo mostrou algo importante para o Santos, que observa o adversário de olho no Mundial. Quando jogou no 4-3-3 contra o 3-4-3 de Guardiola, o Milan deixou o adversário em dificuldade. Pode ser um caminho (já testado por Muricy no Brasileiro) caso o adversário mantenha a tática na competição.

O grande problema será marcar o adversário e principalmente seu principal craque. Sem Adriano, óbvio "cão de guarda" na marcação de Messi, o Santos penará defensivamente. A zaga lenta e um meio-campo que joga e deixa jogar não é o caminho para enfrentar um adversário de tão alto nível. E este é o grande desafio para time e treinador santista.

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O caminho para o título

Faltando duas rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, três times ainda brigam pelo título. A briga quente pode ser resolvida com uma rodada de antecedência já que Vasco e Fluminense se enfrentam nesta rodada e podem acabar se matando.

O Corinthians é favorito. Mas não terá vida fácil já que tem pela frente confrontos complicados. Vasco e Fluminense dependem de tropeços dos paulistas para poder sonhar.

Serão 5 jogos decisivos na conquista do título. Outros tantos já foram decisivos. Mas há quem prefira um jogo final, no mata-mata. Vai entender...

Veja quem são os candidatos, seus jogos e o que precisam para ficar com o troféu.

Corinthians - 1º colocado - 67 pontos
Jogos: Figueirense (fora) e Palmeiras (casa)

Matematicamente, o Corinthians precisa de 4 pontos para garantir o título. Ou seja: basta vencer um jogo e empatar outro. Mas a tarefa não é fácil. Primeiro o time encara o Figueirense, brigando por vaga na Libertadores e mordido pela goleada sofrida para o Fluminense, fora de casa. E depois decide em clássico contra o Palmeiras, que tem como única motivação tirar o título do rival.

Se vencer um jogo e perder o outro, o Corinthians elimina o Flu da disputa e só perde o título se o Vasco vencer os dois jogos. Ou seja: se vencer o Figueirense, comemora o título por antecipação desde que o Vasco não vença o Fluminense.

Com dois empates, o Corinthians também tira o Fluminense da briga. Mas depende de uma derrota (ou dois empates) do Vasco para poder comemorar o título.

Com um empate, além de torcer para que o Vasco perca pelo menos um dos jogos ou não ganhe nenhum, o Corinthians precisa torcer para que o Fluminense não vença seus dois compromissos.

Caso perca as duas partidas, o Corinthians só fica com o título se Vasco e Fluminense empatarem na próxima rodada e não vencerem seus jogos na partida derradeira.

Vasco - 2º colocado - 65 pontos
Jogos: Fluminense (fora) e Flamengo (casa)

O Vasco tem dois clássicos pela frente. Um contra um adversário direto pelo título e outro com um que provavelmente ainda sonhará com uma vaga na Libertadores. Precisa tirar três pontos de vantagem em relação ao Corinthians, já que tem grande desvantagem no número de vitórias. Empatar com os paulistas no número de pontos não dará ao Vasco a conquista. Ou seja: se não vencer nenhum dos jogos finais o Vasco não ganhará o Campeonato Brasileiro.

Se vencer os dois jogos, o Vasco torce para que o Corinthians faça no máximo três pontos (perca uma ou empate as duas).

Caso ganhe um jogo e empate o outro, o Vasco só fica com o título se o Corinthians fizer no máximo um ponto (empate uma e perca a outra ou perca as duas).

Com uma vitória e uma derrota, o Vasco precisará que o Corinthians perca seus dois compromissos para ficar com o título. Se a única vitória não for sobre o Fluminense (perca para o Flu e vença o Flamengo), o Vasco precisará secar também o rival na última rodada para sonhar com a conquista.

Fluminense - 3º colocado - 62 pontos
Jogos: Vasco (casa) e Botafogo (fora)

O Fluminense tem o panorama mais difícil entre os concorrentes, embora tenha vantagem sobre os dois no critério de desempate (com 20 vitórias, se ficar empatado com os rivais ganha o troféu). No entanto, apenas um cenário serve para o Fluminense no Brasileirão.

Para comemorar o título no dia 4 de dezembro, o Fluminense precisa ter vencido o Vasco e ganhar do Botafogo. Além disso, precisa que o Corinthians faça no máximo um ponto em dois jogos (um empate e uma derrota ou duas derrotas).

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Destaque da Rodada

Fred resolveu brigar na reta final. Os quatro gols na vitória sobre o Grêmio renderam ao vice-artilheiro do Brasileirão o segundo destaque. E é bom Montillo e Diego Souza abrirem o olho com o 9 do Flu. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada
Fred (Fluminense) - 30ª e 35ª rodadas
Wellington Nem (Figueirense) - 31ª rodada
Neymar (Santos) - 32ª e 33ª rodadas
Luis Fabiano (São Paulo) - 34ª rodada

Quem foi o destaque da 35ª rodada do Brasileirão?

Fred (Fluminense)

54,55%
Guerrón (Atlético-PR)

36,36%
Fábio (Cruzeiro)

9,09%

Hora de eleger o destaque da 36ª rodada. Veja os candidatos e vote:

Felipe Azevedo (Ceará) - Marcou os três gols da vitória do Ceará sobre o Grêmio por 3 a 1.

Luis Fabiano (São Paulo) - Marcou dois gols e deu o passe para outro na vitória do São Paulo por 3 a 1 sobre o América. Foi destaque na 34ª rodada.

Fred (Fluminense) - Está com cheiro de gol. Contra o Figueirense, foram mais três na conta. Destaque nas rodadas 30 e 35.


Quem foi o destaque da 36ª rodada do Brasileirão?

Felipe Azevedo (Ceará)

Luis Fabiano (São Paulo)

Fred (Fluminense)













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Erros escancarados

A entrevista coletiva do técnico Vágner Mancini após o empate foi um prato cheio para quem soube observar o jogo. Embora não tenha dito (e provavelmente não tenha percebido) em suas respostas o treinador do Cruzeiro escancarou os seus próprios erros, responsáveis diretos pelo resultado ruim que deixa o time celeste ainda em situação delicadíssima no Campeonato Brasileiro.

"Então, nós achávamos que a entrada de mais um jogador de meio-campo desse um pouco mais de posse de bola, já que o que eu temia aconteceu no jogo: vários atletas retornando e, fisicamente, o time sentiu muito na segunda metade do segundo tempo."

Vágner Mancini sabia que tinha um Cruzeiro em situação delicada fisicamente: Cribari sem ritmo de jogo, Charles e Fabrício retornando recentemente de lesão, Montillo muito distante do ideal. Escalou o Cruzeiro no 4-3-3, sobrecarregando os volantes e o sistema defensivo sob sol escaldante de Sete Lagoas. E na etapa final, viu o time definhar fisicamente e quando precisava atacar teve que recompor o meio para ter mais posse de bola.

"Tive que tirar um volante, que não estava suportando fisicamente, sendo que eu não quis tirar o Fabrício, que também pediu."

O motivo já foi exposto acima. Com três atacantes e Montillo sem condições de voltar para ajudar a marcação, Fabrício e Charles ficaram sobrecarregados. Com o Atlético-PR em um 4-3-3 mais organizado, o Cruzeiro sofreu. Não teve posse de bola, não teve velocidade para atacar e raramente foi melhor no jogo.

"Na hora em que você tem que ganhar a partida e tem que mexer na parte defensiva do time, é lógico, ninguém entende, só a gente que está ali e sabe o que acontece e os motivos para que tenha sido feito."

O fator surpresa do Cruzeiro, poderia ser a entrada de um terceiro atacante no segundo tempo com o adversário desgastado. Poderia ser, se Mancini não tivesse optado desde o início por um esquema que não lhe daria alternativas durante o jogo. Um treinador, não pode pensar só nos primeiros 15 minutos e tem que montar a equipe pensando também nos 15 finais.

O Cruzeiro jogou mal contra o Atlético-PR. De novo. Hoje, é o pior time do Campeonato Brasileiro e isto passa diretamente pelos erros de avaliação de seu treinador (que reclama que o Cruzeiro rouba poucas bolas e expõe a defesa colocando três atacantes pesados, que insiste com um descompromissado Roger abandonando o promissor Élber, que acha que Wellington Paulista vai resolver). Se houvesse um vencedor, provavelmente seriam os paranaenses que criaram melhores chances e tiveram um gol mal anulado. Os donos da casa foram superiores apenas nos 20 primeiros minutos do segundo tempo, até Mancini tirar a combatividade do meio-campo ao trocar Charles por Éverton e perder a posse de bola. O restante do jogo foi de sofrimento e alguns lapsos ofensivos.

Embora esteja fora da zona de rebaixamento faltando dois jogos para o fim, é impossível não colocar o Cruzeiro como forte candidato. Contra o Ceará, terá jogo decisivo e problemático. Com três volantes, posse de bola e inteligência, pode conquistar bom resultado. Mas Mancini parece gostar de fortes emoções. E obriga o torcedor cruzeirense a passar pelo mesmo.

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Queda e liderança

A queda, no título do post, tem duplo sentido. O primeiro, de rendimento. O Vasco atingiu seu ápice na temporada antes da reta final e não consegue repetir o desempenho nos últimos jogos. Natural para quem jogou no limite desde o "quase" rebaixamento no Campeonato Carioca passando pelo título da Copa do Brasil, jogos decisivos na Sul-Americana e uma campanha correta no Brasileirão. Do outro lado, a queda do Avaí, agora matemática. A derrota por 2 a 0 tornou irreversível o que até a diretoria do clube avaiano já pensava ser impossível.

Não foi um bom jogo em São Januário. O Vasco voltou a ter Élton ao lado de Éder Luís na frente mas mostrou que não foi apenas a mudança no esquema que causou o desempenho ruim dos últimos jogos. Os donos da casa já eram superiores em campo, esbarrando em boa atuação do estreante goleiro Marcelo Moretto, quando Júnior Urso contribuiu aos 20 minutos. A expulsão, justa, do volante do Avaí serviu apenas para decretar de vez o que parecia questão de tempo: a vitória do Vasco.

Embora fosse possível imaginar um massacre daí em diante, o que se viu foi um jogo em ritmo lento. O Vasco pressionava mas não conseguia imprimir o ritmo avassalador de outrora. Tanto é que os gols da vitória só saíram no segundo tempo: primeiro com Felipe, depois com Élton.

Por falar em segundo tempo, na etapa final Juninho pediu pra sair e Éder Luís saiu machucado. Desgaste óbvio e já justificado no início do texto.

A tarefa do Vasco não é fácil. Reassume provisoriamente a liderança do Brasileirão mas corre enorme risco. Terá que jogar no limite até o fim para não correr risco de perder as duas disputas que tem pela frente. E o limite vascaíno nesta reta final me parece cada vez menor. Infelizmente, para um time que merece tudo pelo ano brilhante até aqui.

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Destaque da Rodada

Ele voltou ao Brasil e demorou a engrenar. Mas com os dois gols sobre o Avaí, Luis Fabiano também conseguiu entrar na lista de destaques do Campeonato. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada
Fred (Fluminense) - 30ª rodada
Wellington Nem (Figueirense) - 31ª rodada
Neymar (Santos) - 32ª e 33ª rodadas
Luis Fabiano (São Paulo) - 34ª rodada

Quem foi o destaque da 34ª rodada do Brasileirão?

Luis Fabiano (São Paulo)

50,00%
Bruno Aguiar (Santos)

12,50%
Dedé (Vasco)

37,50%

Hora de eleger o melhor da 35ª rodada. Falta pouco para o fim do Brasileirão!

Fred (Fluminense) - Marcou quatro dos cinco gols na emocionante vitória do Fluminense sobre o Grêmio por 5 a 4. Foi destaque na 30ª rodada.

Guerrón (Atlético-PR) - Fez um gol e foi a principal arma na vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo que manteve vivo o Furacão.

Fábio (Cruzeiro) - Fechou o gol, garantiu o empate sem gols e o Cruzeiro fora da zona do rebaixamento por mais uma rodada.


Quem foi o destaque da 35ª rodada do Brasileirão?

Fred (Fluminense)

Guerrón (Atlético-PR)

Fábio (Cruzeiro)













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Falta individual para um. Sobra coletivo em outro.

O duelo entre Flamengo e Figueirense hoje a noite no Engenhão era importante na briga por uma vaga na Libertadores. E mostrou dois times muito parecidos taticamente mas em momentos muito diferentes. E se o empate não foi bom para nenhum dos dois, foi melhor para o Figueirense, que sai fortalecido e decidirá sua vida em confrontos diretos e difíceis, mas dentro de casa.

Ambas as equipes se postaram no 4-3-1-2.

O Flamengo tinha Ronaldinho mas perto do gol e laterais com liberdade para apoiar, principalmente Leo Moura pela direita. Pecava pela pouca mobilidade ofensiva, problema crônico durante a temporada. E pela dificuldade na transição com volantes ótimos na marcação mas deficitários no passe.

O Figueirense teve a organização já habitual. É um time que se posiciona bem e que sai com velocidade e inteligência. Rapidamente chega com até sete jogadores ao campo ofensivo. Desde o início preparou o bote, recuando a linha defensiva, para surpreender um adversário inseguro na defesa.

O time de Jorginho não tem nenhum grande craque (embora Wellington Nem seja um grande projeto, a revelação deste Brasileiro ao lado de Rodrigo Moledo). Brilha pelo conjunto e competência do técnico. Por isto, todas as peças funcionam tão bem.

O Flamengo não. Desorganizado, depende do brilho individual. No início da competição, ele veio com Ronaldinho Gaúcho e manteve o time entre os primeiros. Depois, Thiago Neves carregou nas costas. No momento, ele está ausente. E não por acaso, o time não marcou gols nos últimos dois jogos e praticamente não ameaçou Wilson na segunda etapa no Engenhão.

Melhor, o Figueirense precisava de um contra-ataque. Teve e quase definiu, com passe preciso de Jonathan, enfiada inteligente de Elias e arrancada de Wellington Nem, derrubado na área por Paulo Vitor. Penalti muito mal batido por Aloísio.

O restante do jogo teve muitas vaias para o Flamengo e pouquíssimas chances de gol. O Figueirense, melhor e organizado, se abateu com o penalti perdido e perdeu a chance de apertar para buscar uma vitória que seria sensacional.

O Flamengo dá pinta de que vai ficar pelo caminho pois não tem contado com o brilho individual. E o organizado Figueirense, é o time do momento no país, e muito disto deve-se ao grande trabalho de Jorginho.

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Nível B

Pouco a dizer sobre o empate sem gols entre Avaí e Cruzeiro na Ressacada. Conclusão, apenas uma: os dois merecem a Série B, pois jogam futebol de tal nível na competição. A partida deixou claro que a situação dos dois na tabela não é obra do acaso e nem da falta de sorte.

E se um time não pode reclamar da sorte, é o Cruzeiro. Perdido em campo, foi sufocado pelos donos da casa durante boa parte dos 90 minutos. Criou apenas duas chances de gol. Viu Fábio fazer três grandes defesas e levou três bolas na trave. Sem contar o gol de William, mal anulado pela arbitragem em difícil lance de impedimento.

O Avaí entrou em campo moralmente rebaixado. Saiu praticamente rebaixado. Além de vencer os três jogos que restam precisa tirar enorme diferença no saldo de gols para o Cruzeiro. A contratação de Mauro Ovelha me parece já ser pensando em 2012 e na reestruturação de um grupo carente e pobre de opções. No último suspiro, o time bateu na trave. Mas vai jogar a Série B ano que vem.

Quanto ao Cruzeiro, sofre por ser fraco mas também por fazer escolhas impossíveis de entender. Pelo que joga, é um time que merecia cair direto para a Série C. Pelo que tem, poderia mais.

Difícil explicar um time que passa uma semana concentrado treinando em Atibaia ser tão desorganizado e não ter uma jogada coletiva. Incompreensível Diego Renan ser titular da lateral esquerda com o promissor Gabriel Araújo no elenco. Complicado ver Roger substituir Montillo quando o que separa os dois não é só a capacidade técnica mas sim o comprometimento. E faltam palavras para falar sobre Wellington Paulista, com um gol no Campeonato, ser titular no lugar de Anselmo Ramón, que marcou oito. Pior que tudo isto, só um treinador que escala quatro atacantes entre os sete reservas e sequer leva o jovem meia Élber para Florianópolis.

Depois de vencer o Inter e caminhar para a tranquilidade, o Cruzeiro se pressiona contra um Atlético-PR que venceu o São Paulo e ganhou moral. Fez hoje o mais fácil de seus quatro últimos jogos e mostrou que precisa acertar e perceber o que está acontecendo em campo antes que seja tarde.

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Quadro Negro - São Paulo

O São Paulo de Leão foi derrotado pelo Atlético-PR e ficou muito longe da vaga na Libertadores.

"Culpa" de um erro tático imperdoável e que durante toda a partida não foi corrigido pelo treinador.

A análise você vê no Quadro Negro do Marcação Cerrada clicando aqui.

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Destaque da Rodada

Se Muricy não poupar, Neymar pode ser a surpresa da reta final do prêmio Destaque do Brasileirão. Destaque da vitória do Santos sobre o Vasco ele encosta nos líderes Diego Souza e Montillo. E foi o primeiro a brilhar em duas rodadas consecutivas. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada
Fred (Fluminense) - 30ª rodada
Wellington Nem (Figueirense) - 31ª rodada
Neymar (Santos) - 32ª e 33ª rodadas

Quem foi o destaque da 33ª rodada do Brasileirão?

Thiago Neves (Flamengo)

18,18%
Neymar (Santos)

45,45%
Deco (Fluminense)

36,36%

Vamos agora eleger o melhor da 34ª. Veja os candidatos:

Luis Fabiano (São Paulo) - Desencantou e marcou os dois gols na vitória do Tricolor sobre o Avaí por 2 a 0.

Bruno Aguiar (Santos) - O zagueiro teve atuação destacada marcando duas vezes na vitória dos reservas do Santos por 3 a 2 sobre o Ceará.

Dedé (Vasco) - Cada dia melhor, voltou a balançar as redes desta vez contra o Botafogo. Grande atuação também na defesa. Foi destaque na 13ª rodada.


Quem foi o destaque da 34ª rodada do Brasileirão?

Luis Fabiano (São Paulo)

Bruno Aguiar (Santos)

Dedé (Vasco)













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Sufoco para sair do sufoco

Com a corda no pescoço, o Cruzeiro entrou em campo contra o Internacional com resultados finalmente favoráveis. As derrotas de Atlético-MG e Ceará, principais concorrentes na briga contra a queda, deixava o time em condições de bater o pé no fundo da piscina para respirar fora da água. E conseguiu, com a vitória sofrida por 1 a 0.

No corrido e movimentado jogo da Arena do Jacaré, o Cruzeiro voltou a mostrar velhos problemas: marcação frouxa no meio-campo com poucos desarmes, passes errados, insegurança e pouco poder de decisão. Mas mostrou uma novidade: a vontade. Visível em cada dividida, do primeiro ao último minuto de jogo.

Depois de começar bem, o time viu o Internacional dominar o meio-campo. Tinga saía de tras sem ser incomodado e os dois meias (Oscar e D'Alessandro) tinham enorme espaço e levavam vantagem nos confrontos individuais. Quando os gaúchos já haviam perdidos duas boas chances, Farías abriu o placar com a presença de área peculiar e a importância cada vez maior.

O gol não mudou o panorama do jogo. O Inter tinha a bola, pressionava no campo ofensivo e esbarrava na grande atuação de Fábio. O Cruzeiro não conseguia manter a posse e muito menos tinha velocidade para contra-atacar.

Os primeiros minutos do segundo tempo deixaram a impressão que o panorama se manteria. E era a tendência até Elton colocar a mão na bola na intermediária, de forma infantil, e receber o cartão vermelho.

Com um a menos, o Inter continuou superior. Mas deixou mais espaços na defesa, por onde o Cruzeiro perdeu a chance de matar o jogo com Farías e depois com Ortigoza (em gol mal anulado). Mas ainda teve chances para empatar, principalmente com Nei acertando o travessão.

O Cruzeiro sai da zona de rebaixamento em momento fundamental. Sai para os confrontos diretos contra Avaí, Atlético-PR, Ceará e Atlético-MG um pouco mais aliviado e com alguma moral. O caminho ainda é árduo mas com um pouco de tranquilidade e a mesma vontade, o Cruzeiro me parece pronto para sair do perigo.

Já o Inter, embora ainda tenha chances matematicas, dá a impressão que ficará fora até da Libertadores. No papel, tem dos melhores times. E é a grande decepção do Brasileirão para este que vos escreve. Embora ausências, lesões e outros fatores tenham atrapalhado muito o time.

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Uma exclamação, várias interrogações

Basta abrir um site esportivo de qualquer canto do mundo para notar o que representa o anúncio de que Neymar vai ficar no Santos até 2014. O craque santista rapidamente virou capa de centenas de portais, com destaque inclusive no site da FIFA.

Antes de mais nada, é preciso exaltar o Santos e seu presidente, Luís Alvaro. Conseguir manter um jogador do calibre de Neymar por aqui é uma novidade que pode mudar o panorama do futebol brasileiro nos próximos anos. Atrai ainda mais atenção internacional e tem tudo para mostrar aos garotos que nem sempre ir para o exterior é o melhor caminho, principalmente antes de sequer se firmar por aqui. Ótimo para o Santos, ótimo para o futebol (e para o torcedor) brasileiro.

Mas nem só de "exclamação" vive o fico de Neymar. A questão deixa algumas dúvidas.

A primeira delas é quanto à evolução de Neymar. Apesar de já estar entre os 23 melhores jogadores do mundo (além de o mais jovem é o único que não joga no futebol europeu), sabe-se que o garoto desta vez é apenas "mais um". Seria histórico para ele, conseguir vencer o prêmio aqui no Brasil, mas a dificuldade é ainda maior. Porque vai depender de ótimas atuações e também de conquistas importantes (Libertadores, Brasileiro, Mundial).

Além disso, Neymar é hoje o principal nome da seleção para 2014. A experiência de atuar na Europa antes disso, daria "peso" e "cancha" para o jogador. Provavelmente faria bem para ele. Certamente faria bem para a seleção.

A última grande interrogação é sobre a participação do Banco do Brasil no negócio. Banco público é feito de dinheiro público. E eu acho que no Brasil há coisas mais importantes para serem resolvidas do que a permanência ou não de um jogador. Mas como a questão é nebulosa, fica apenas a interrogação. As coisas poderiam, e deveriam, ser mais claras.

É impossível saber se Neymar se jogar na Europa faria bem ao seu futebol (embora os indícios deixem claras as impressões de que não seria diferente). É certo que a jóia pode brilhar cada vez mais no Brasil.

Em 2014, Neymar terá entre 22 e 23 anos. Tempo mais que suficiente para ter feito história por aqui, ter reconhecimento mundial e construir uma carreira longa e de sucesso no futebol europeu. E por isto, mais do que a exclamação, o fico de Neymar merece muitos aplausos.

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Pra dar adeus

O M.Cerrada FC precisava de rodadas de sonho em sequência. O desempenho apenas mediano na rodada 33 matou qualquer possibilidade de defender o título na Liga do blog. Com 52,05 o time não faz feio mas também não faz bonito.

A rodada foi de Elkeson, que fez 10,9 pontos mesmo com o Botafogo mal. William e Oscar, que chegaram a balançar as redes não fizeram mais que uma pontuação média. E a dupla de zaga com Gian (-0,8) e Wallace (-0,1) foi uma vergonha.

O melhor da última rodada foi "mais do mesmo". O SLMB prova que é de chegada e com duas rodadas destacadas seguidas abriu vantagem confortável de 40 pontos na tabela para o segundo colocado. Desta vez foram 102,82 pontos graças a confiança em Neymar (14,1) e Deivid (15,3). O time teve ainda Réver muito bem (16,3) e Elkeson. Só não abriu vantagem ainda maior por apostar em Róbson, do Avaí (-0,4).

O título parece mais perto do SLMB. E distante mais que o suficiente do M.Cerrada FC, que pretende fazer final digno.

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Destaque da Rodada

Ele resolveu decidir na reta final a favor do Santos. Neymar brilhou na goleada do Santos sobre o Atlético-PR marcando 4 gols e só agora entra na lista de destaques da competição. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada
Fred (Fluminense) - 30ª rodada
Wellington Nem (Figueirense) - 31ª rodada
Neymar (Santos) - 32ª rodada

Quem foi o destaque da 32ª rodada do Brasileirão?

Neymar (Santos)

55,56%
Rafael Sóbis (Fluminense)

16,67%
André Lima (Grêmio)

27,78%

Vamos agora votar no destaque da 33ª rodada. Veja os candidatos:

Thiago Neves (Flamengo) - Fez três gols na goleada do Flamengo sobre o Cruzeiro por 5 a 1.

Neymar (Santos) - Mais uma grande atuação. Fez um gol e deu passe para outro na vitória por 2 a 0 sobre o Vasco. Foi destaque da 32ª rodada.

Deco (Fluminense) - Duas assistências perfeitas e grande atuação na vitória do Fluminense sobre o Inter por 2 a 0.

Quem foi o destaque da 32ª rodada do Brasileirão?

Thiago Neves (Flamengo)

Neymar (Santos)

Deco (Fluminense)













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Valeu a pena esperar

O Campeonato Brasileiro trouxe mais uma rodada improvável. Dos oito primeiros colocados, apenas três venceram (Flamengo, Figueirense e Fluminense). Dos sete últimos colocados, apenas dois não somaram três pontos (Cruzeiro e Avaí). O motivo? Equilíbrio. O Campeonato Brasileiro não é ótimo, mas não é nivelado por baixo. As equipes se equivalem, os trabalhos são parecidos e aos poucos todos aprenderam a lidar com a competição por pontos corridos.

E nesta reta final, o que pode fazer a diferença é o talento. Que pode decidir, mudar o jogo em um lance. Sorte do Fluminense...

No jogo de hoje contra o Internacional, o Fluminense não fez uma grande partida. Em boa parte do confronto, esteve em dificuldades perante um adversário inflamado pela torcida e encarando o jogo como decisão. O ofensivo time de Dorival Júnior tentou marcar no campo ofensivo e teve movimentação interessante de seus meias, principalmente Oscar.

O Fluminense não conseguia ter a bola. Abusava da bola longa e sofria com a falta de qualidade de seus volantes para fazer a transição. Mas tinha Deco e isto bastou. O meia que pouco participou do jogo (graças à falta de transição, já citada), definiu a partida em dois lances. Estava no lugar certo e deu o passe preciso para os gols de Moura Sóbis. Entre eles, Oscar marcou para o Colorado.

No segundo tempo, o Fluminense melhorou a posse de bola. Simplesmente porque Deco recuou e participou mais da transição. Deu a qualidade que o time precisava e teve experiência para ditar o ritmo do time, que correu menos riscos.

Com a excelente vitória fora de casa, o Fluminense entrou de vez na briga. Diferentemente do Inter, que quando parece ir tropeça, o Flu chega e cresce na hora certa.

Hoje não teve Fred, um dos melhores jogadores do segundo turno e que mais uma vez dá mostras de que gosta da reta final do Brasileirão. Mas teve Deco. Que demorou para jogar, que sofreu com problemas físicos mas que quando o Fluminense mais precisa, aparece para fazer a diferença.

O talento de Deco, o poder de decisão de Fred, o atual título brasileiro. As credenciais do Fluminense não são poucas. E hoje fica a certeza que para o torcedor carioca, valeu a pena esperar.

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Goleada psicológica

Tudo que o Flamengo precisava era de uma goleada cheia de propriedade em dia de derrota dos primeiros colocados no Campeonato Brasileiro. Tudo que o Cruzeiro não precisava era uma derrota traumática e o passaporte de entrada na zona do rebaixamento cinco rodadas antes do fim do Campeonato Brasileiro.

O largo resultado conquistado pelo time de Vanderlei Luxemburgo no Engenhão com ótimo público nesta tarde tem um momento marcante. Victorino desperdiçou penalti quando o Cruzeiro vencia por 1 a 0 e sobrava no Engenhão, com controle absoluto das ações após abrir o placar.

No 3-5-2 surpreendente escalado por Mancini, o Cruzeiro teve pontos positivos e um negativo. Mas foi este ponto negativo que o treinador ignorou durante os 90 minutos que custou o resultado. Com o Flamengo no tradicional 4-2-3-1 (desta vez com Ronaldinho na referência e Deivid como meia pelo lado esquerdo), sobravam zagueiros com apenas um atacante a marcar e faltava quem ajudasse a marcar os meias. Os cariocas tinham espaço para trabalhar a bola na entrada da area. E embora não conseguissem se aproximar do gol mineiro, podia finalizar com facilidade à distância.

Apesar desta falha, o Cruzeiro jogava bem. Insistia no jogo pelo lado direito com boa atuação de Montillo e Fabrício. E tinha Anselmo Ramón levando vantagem em todas as jogadas contra os zagueiros do Flamengo. Em uma delas, se antecipou após desvio de Farías e abriu o placar.

O Flamengo sentiu o gol. A pressão de quatro jogos sem vencer apareceu e por pouco não fez com que o time perdesse o jogo. Farías acertou a trave, Anselmo Ramón exigiu boa defesa de Paulo Victor e Alex Silva fez penalti em Montillo. Tudo isto em menos de 10 minutos.

A chance de definir o jogo, porém, virou contra o feiticeiro. Victorino perdeu e daí em diante o jogo foi outro. Quem sentiu o baque foi o Cruzeiro, ajudado pelo gol pouco depois de Deivid (não por acaso, em chute de fora da área) que bateu no travessão e nas costas de Fábio.

O gol da virada poderia ter saído ainda no primeiro tempo. Mancini teve sorte de levar para o vestiário o intervalo para arrumar o time. Não o fez, mantendo o 3-5-2 e os espaços para quem vinha de trás. Luxemburgo qualificou o passe com Muralha e definiu a partida em 15 minutos com gols em sequência (Deivid e Thiago Neves, três vezes). O Cruzeiro, absolutamente entregue, ainda perdeu Montillo machucado e Anselmo Ramón muito bem expulso.

O Flamengo volta a briga num Campeonato emocionante e de prognóstico impossível. A confiança volta a ficar alta justamente no momento que a equipe mais vai precisar dela. Mais do que de qualquer outra coisa.

O contrário pode ser dito para o Cruzeiro. Que conseguiu jogar bem durante quase todo o primeiro tempo, que esteve perto da vitória, mas que se acaba psicologicamente no primeiro erro. A tendência, é piorar com o time na incômoda zona do rebaixamento.

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O pior tipo de cego e os melhores jogadores do mundo

Messi pulverizou nesta semana mais um recorde pelo Barcelona. Com os três marcados sobre o modesto Viktoria Plzen, alcançou 202 em partidas oficiais pelo clube espanhol em 286 partidas. Já é, aos 24 anos, o segundo maior artilheiro do clube atrás apenas de César Rodriguez que marcou 235 (Paulino Alcantara fez 357 em partidas não-oficiais). Ganhou 5 títulos espanhois, 1 Copa do Rey, 5 Supercopas da Espanha, 3 Champions Leagues, 1 Mundial de Clubes e outros incontáveis títulos. Foi eleito o melhor jogador do mundo e caminha a passos largos para ganhar pela terceira vez consecutiva (será o primeiro na história).

Messi tem 281 gols na carreira. Considerando a média (incrível) de 54 gols das últimas três temporadas, precisaria de mais 13 temporadas no mesmo nível para chegar aos 1.000. Pouco provável. No futebol competitivo atual (embora o Barcelona muitas vezes faça parecer que não é), Messi se destaca com sobras. E se não consegue carregar a Argentina nas costas, a culpa é da Argentina e o azar também.

O fato é que Messi encanta. O repertório parece não ter fim, as mágicas também não. Ainda tem tempo, capacidade e cabeça, para conquistar mais. E vai.

Cristiano Ronaldo também aproveitou a semana para bater uma marca importante. Com os dois tentos sobre o Lyon, chegou a 100 com a camisa do Real Madrid. Em impressionantes 105 jogos. Embora ainda esteja muito atrás da artilharia máxima do clube (323 gols em 16 temporadas), tem uma média impressionante de gols. Se mantiver, precisará de nada menos do que 4 anos mais de Real Madrid para superar a liderança.

Cristiano Ronaldo é marrento. Gosta do marketing, gosta de aparecer nas câmeras, é metrosexual. Mas dentro de campo é um monstro, completo. Tem força, velocidade, técnica e é cada dia mais letal dentro da área. Só não foi eleito o melhor do mundo porque teve o azar de viver em tempos de Lionel Messi.

O último atacante a atingir feito importante nesta semana foi Neymar. Aos 19 anos, está entre os 23 selecionados para concorrer ao prêmio de melhor jogador do mundo. Será uma surpresa enorme se ficar entre os três, mas tem motivos de sobras para comemorar. Primeiro porque é o único da lista que não atua no futebol europeu. Segundo, pois ainda está dando os primeiros (e fantásticos) passos no futebol.

Neymar começou a carreira cedo, mas ainda está no início dela. Ganhou títulos paulistas, foi protagonista na Libertadores. "Sofre" com o assédio europeu mas ainda queima lenha no Brasil. Já é o principal nome na seleção de Mano, já é o melhor jogador brasileiro em atividade e já carrega a responsabilidade de comandar o país que vai disputar a próxima Copa do Mundo em casa.

O atacante do Santos ainda é um garoto. Mas amadurece a passos largos e aumenta o repertório a cada semana. De gols, de jogadas, de encantamento. Em breve, provavelmente será testado na Europa e provará que tem potencial para conquistar ainda mais. Pode, no futuro, brigar com Messi e Cristiano Ronaldo pelo posto de melhor do planeta embora hoje, por tudo, ainda esteja abaixo.

Você pode gostar mais ou menos de algum deles. Você pode não gostar de nenhum.

Mas os números estão aí. E são impressionantes! Sorte de quem pode acompanhar de perto três jogadores extraordinários, em estágios e situações diferentes que ainda parecem ter espaço para mais.

O pior cego, é aquele que não quer ver.

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A distância é 400

A média de boas rodadas foi mantida com 59,06 pontos. Mas o M.Cerrada FC precisa de mais do que isto se quiser brigar pelo título. Ganhamos mais uma posição na tabela, chegando ao nono lugar. Mas faltando seis rodadas, a distância de 400 pontos para o líder parece impossível.

Distância que poderia ser pior. Não fosse a troca de Neymar por Borges na escalação. E não fossem as atuações negativas dos atleticanos Carlos César (-0,3) e Daniel Carvalho (-1,6). Sorte que Mario Fernandes segurou a onda na defesa com 15,1 e o ataque mesmo com um a menos funcionou bem: Fred com 10,3 e Júlio César com 11,8 pontos.

O melhor time da última rodada surpreendeu e assumiu também a liderança da Liga, que não parecia ameaçada. É o SLMB, do Randrade. Foram ótimos 109,47 pontos. Brilho graças a Neymar e seus 37,2 pontos. E também em boas apostas como Antônio Carlos (10,1), Elkeson (12) e Fred.

O SLMB tem 2163,25 pontos. Pouco menos de 30 a mais do que o agora segundo colocado, TássioSpuriFC.

A briga pelo título e pelo prêmio, parece esquentar na reta final.

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Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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