Destaque da Rodada

Wellington Nem permitiu ao Figueirense sonhar com uma vaga na Libertadores. A grande atuação diante do Palmeiras (com um gol e uma assistência) lhe rendeu vaga na lista de Destaques do Brasileirão. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada
Fred (Fluminense) - 30ª rodada
Wellington Nem (Figueirense) - 31ª rodada

Quem foi o destaque da 31ª rodada do Brasileirão?

Wellington Nem (Figueirense)

44,44%
Diego Souza (Vasco)

33,33%
Anselmo Ramon (Cruzeiro)

22,22%

Hora de escolher o destaque da 32ª rodada. Veja e vote:

Neymar (Santos) - Marcou quatro gols, teve outros dois anulados e deu um show na goleada do Santos por 4 a 1 sobre o Atlético-PR.

Rafael Sóbis (Fluminense) - Fez os dois gols da virada do Flu sobre o Ceará por 2 a 1, que manteve o time sonhando com o título.

André Lima (Grêmio) - Fundamental com dois gols na virada do Grêmio sobre o Flamengo por 4 a 2. Foi destaque na 21ª rodada.


Quem foi o destaque da 32ª rodada do Brasileirão?

Neymar (Santos)

Rafael Sóbis (Fluminense)

André Lima (Grêmio)













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Sem o "algo a mais". Sem novidades.

Botafogo e Cruzeiro fizeram um jogo de pouca inspiração no Engenhão. Comprovado pelo resultado, óbvio: vitória pelo placar mínimo de quem jogava em casa e briga pelo título, contra um time ainda desorganizado que agoniza na parte baixa da tabela.

O Botafogo manteve o seu 4-2-3-1 que vem desde o início do Campeonato. Demorou para encaixar seu jogo. Brilhou apenas nos 25 minutos finais do primeiro tempo quando adiantou a marcação dificultando a saída de bola do Cruzeiro, pressionou jogando pelos lados do campo e perdeu pelo menos três boas chances de gol.

O Cruzeiro melhorou depois da vitória contra o Atlético-GO. Tentou, durante os 90 minutos, jogar de igual para igual contra um time que está muito acima na tabela. Mas mostrou mais uma vez a falta de poder de decisão ofensiva, incapaz de incomodar Jéfferson que acabou trabalhando muito pouco na partida.

O único gol do jogo saiu em jogada óbvia, mas difícil de ser marcada. Elkeson e Cortês fazem dupla forte pelo lado esquerdo, e Loco Abreu se posiciona muito bem dentro da área. Tabela, cruzamento e cabeçada que morreu nas redes de Fábio. Se houvessem mais gols no Engenhão, provavelmente seriam do Botafogo. Além das já citadas chances no primeiro tempo, perdeu outras boas oportunidades após o gol, quando os mineiros foram obrigados a escancarar a defesa.

Vágner Mancini não pode ser culpado por "falta de ousadia". Tem tentado colocar o time para jogar de maneira ofensiva, mesmo na fase ruim. Mas erra em algumas escolhas (a maioria repetida aqui a cada post há meses) óbvias. Critica a falta de "pegada" do meio-campo mas escala Roger para auxiliar a marcação. Resultado: o meia erra na defesa e quase nada produz onde sabe. Além disso, sempre após tomar um gol e sair atrás, ele substitue peças defensivas por atacantes, deixando o time "ofensivo" mas desarticulado e pouco perigoso. Exposto em excesso.

O Botafogo não jogou bem. Somou pontos mas mostrou que o momento não é o melhor. Tem condições de brigar pelo título, mas vai precisar do tal "algo mais" na reta final.

O mesmo serve para o Cruzeiro. Que evolui como equipe (a passos lentos), mostra um pouco mais de confiança, mas segue sofrendo com a falta de força no meio-campo e de poder de fogo no ataque. Precisa encontrar antes que seja tarde demais.

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Classificação e recuperação

É preciso relativizar a classificação e a goleada do Vasco sobre o Aurora, da Bolívia, que confirmou a ótima temporada do time vascaíno em 2011. O 8 a 3 foi construído com competência em um jogo que começou muito interessante mas que no fim tornou-se um treino de pouco luxo com cara de "casados x solteiros".

Se a goleada robusta sobre o fraco time boliviano não serve para confirmar a qualidade do elenco vascaíno (que jogou com apenas quatro titulares hoje), serviu para algo que me parece mais importante no momento.

Alecsandro não marcava há meses. Começou o jogo com um gol (bem anulado). Quando o Vasco vencia por 1 a 0, perdeu um gol feito e no contra-ataque, saiu o primeiro gol do Aurora. Vaias, xingamentos e pedidos por Elton. Alecsandro teve nova chance, fez tudo certo mas o zagueiro (na verdade o centro-avante) tirou em cima da linha. Logo na sequência, escanteio e cabeçada no travessão...de Alecsandro. O gol parecia impossível, mas nestas voltas que a bola dá, o bom e eficiente atacante vascaíno balançou as redes duas vezes (ambas de cabeça) ainda antes fim da primeira etapa.

Veio o segundo tempo e o Vasco logo chegou ao placar que lhe interessava. Passe de Alecsandro para Leandro marcar pela primeira vez com a camisa do Vasco. Um jogador que foi dado como dispensável, que se dedicou sempre que entrou, e que ainda pode ajudar.

O marco para o fim da organização no jogo foi o quinto gol, em penalti cobrado por Juninho. Daí em diante as duas equipes se desorganizaram, frequentemente se desligaram na defesa, e os gols saíram por atacado. Bernardo, Douglas e Allan marcaram para o Vasco.

O Aurora não tem um bom time e o Vasco fez por merecer a classificação. Tem uma chave teoricamente mais fácil na Sul-Americana, mas roda o elenco e ganha ainda mais moral para o Campeonato Brasileiro.

Mais importante do que seguir em frente este jogo serviu para o Vasco recuperar alguns jogadores que vinham sendo sub-aproveitados no elenco. Douglas não é um grande zagueiro, mas ganha moral caso seja necessário utilizá-lo nas ausências de Dedé. Allan a mesma coisa. Leandro é o jogador mais parecido com Éder Luís no elenco e pode ganhar mais tempo de jogo. E Alecsandro, o qual sempre achei ótimo centro-avante, reencontra a paz com a torcida e o caminho do gol em momento que pode ser fundamental.

O Vasco deve seguir sério na Sul-Americana. Pode continuar rodando o elenco com inteligência e seguir em frente. O Universitário tem mais tradição do que o Aurora mas não é um bicho de sete cabeças.

Levando o que vier pela frente com seriedade, o Vasco se torna um candidato cada vez mais sério a encerrar uma brilhante temporada com chave(s) de ouro.

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Qual é a graça?

A graça dos pontos corridos é o prêmio à regularidade. A graça dos mata-matas, é o fato de cada segundo ser decisivo e cada vacilo ser fatal.

O Botafogo se desligou totalmente do Campeonato Brasileiro, levando um time misto para a partida decisiva na Colômbia contra o Santa Fé, pela Sul-Americana. Demorou oito minutos para se ligar na "nova" competição. Quando se deu conta, já perdia por 2 a 0 e na altitude dependia de no mínimo um empate para conseguir a vaga.

O Botafogo acordou e melhorou. Passou a controlar a partida e com Elkeson participando bem do jogo, criou chances até para empatar o jogo na etapa inicial. Mas viu Caio errar além da conta e desperdiçá-las. O castigo veio no fim do primeiro tempo, em contra-ataque rápido e gol contra de Léo, muito mal na partida.

Com o 3 a 0, o Botafogo voltou para o segundo tempo praticamente eliminado. Experiente, o Santa Fé fez o melhor possível. Tocou a bola com tranquilidade, colocando o adversário para correr e se desgastar na altitude enquanto a torcida em festa gritava olé. A tranquilidade dos colombianos abriu espaços na defesa do Botafogo, claramente desgastado. Rodas aproveitou para dar drible seco em Gustavo na entrada da área e finalizar no angulo. Golaço e goleada sacramentada.

A festa ficou completa quando um vira-lata invadiu o campo e demorou pelo menos 5 minutos para resolver, por conta própria, deixar o gramado e voltar para a arquibancada. Cena pastelão, com mais de 10 funcionários do estádio correndo atrás do cão.

No fim, com o resultado mais do que definido, Alexandre Oliveira arrancou em contra-ataque e fez seu primeiro e, provavelmente, último gol pelo Botafogo. O de honra.

O Botafogo tem chances de ser campeão brasileiro. Mais chances ainda de conseguir uma vaga na Libertadores. Levando a Sul-Americana a sério, no mínimo, dobraria suas chances. Mas, assim como outros clubes brasileiros, estranhamente não levou a competição a sério.

E assim, a Copa Sul-Americana continua não tendo a menor graça para o Brasil. Um desperdício.

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Neymar salvou...

Borges é presença quase fixa no M.Cerrada FC. Nesta rodada, suspenso, deu lugar a Neymar. E a joia santista não decepcionou, salvando o time da vergonha no dia em que resolveu apostar no 4-4-2. Resultado: apenas 43,18 pontos e o título cada vez mais impossível.

O time não foi bem, com muitas pontuações negativas. Cicinho (-1,6), por exemplo. Além disso, Fabrício não jogou e Marcinho só entrou no segundo tempo no Atlético-PR. Antônio Lopes não ajudou, embora estivesse no banco do M.Cerrada FC. Isto sem falar em Leandro Euzébio, expulso, que rendeu -4,9 pontos. De bom, mesmo, só o desempenho de Neymar, já citado acima: 13,8 pontos.

Com a rodada, o Marcação caiu duas posições, no modesto 10º lugar. Longe, muito longe, de brigar na parte alta da tabela como se acostumou.

O destaque da rodada foi o Cardume Season's do HelderMatias. Bons 72,77 pontos que fizeram o time ganhar uma posição e chegar ao 15º lugar. Boas e curiosas apostas em Márcio (9), Réver (12,6), Loco Abreu (13,7) e André (12,7).

A liderança, com quase 30 pontos de folga, ainda é do TássioSpuriFC, do Tássio Spuri. Nesta rodada, porém, o time foi mal marcando apenas 33,25 pontos. Como o M.Cerrada FC, foram muitas peças negativas e apenas Neymar para salvar.

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O técnico dos clichês

O São Paulo pegou a todos de surpresa hoje ao anunciar a contratação de Émerson Leão como treinador até o fim do ano (com contrato prorrogável para 2012). Surpresa pelo nome que andava ausente do mercado e vinha sendo pouco lembrado recentemente. Muito embora coubesse perfeitamente no discurso e no desejo da diretoria do São Paulo quando optou por demitir Adilson Batista: alguém experiente, capaz de assumir o controle do grupo e controlar o vestiário complicado do Tricolor.

Veio Émerson Leão e não demorou para imprensa e torcedores soltarem uma infinidade de clichês (bons e ruins) que sempre acompanharam a carreira do treinador: "é técnico de tiro curto", "linha dura", "está ultrapassado", "vai bater de frente com os medalhões", "não gosta de gringos".

Não gosto de Émerson Leão. Como técnico e como pessoa. Nos tempos de repórter e produtor, já tive atritos com a pouca "boa vontade" do técnico no trato com a imprensa. Leão não faz questão de agradar e isto não é um problema. Mas ele também não faz questão de ser educado, e isto é o mínimo que pode se esperar de alguém.

Antes de me apoiar nos clichês e nos meus "prés-conceitos" sobre o trabalho de Émerson Leão no São Paulo, prefiro aguardar.

Primeiro porque considero o time do São Paulo ótimo. E segundo porque respeito o passado de Leão como treinador.

O São Paulo aposte em alguns clichês positivos. Aposta no passado do técnico. E sabe que fez uma aposta de risco, mas nesta altura, tem pouco a perder.

Não acreditava que veria novamente Leão comandando um grande clube. A grande chance que ele precisava, apareceu. O treinador teve tempo para se reciclar, para observar que o mundo do futebol mudou muito nos últimos anos e que ele vai precisar de mais do que pulso firme para se impor novamente.

Bater de frente não é o caminho. Abandonar antigos clichês e recomeçar com uma nova cabeça é o caminho para o novo treinador do tricolor. Não desejo boa sorte, mas com boa vontade e consciência, acho que pode dar certo.

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Destaque da Rodada

Outro empate na briga pelo Destaque da Rodada. Cabe a este que vos escreve o voto de minerva. E por isto, Fred se deu melhor na disputa. Os dois contra o Palmeiras o colocaram pela primeira vez nesta lista:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada
Fred (Fluminense) - 30ª rodada

Quem foi o destaque da 30ª rodada do Brasileirão?

Júlio César (Figueirense)
42,86%
Fred (Fluminense)
42,86%
D'Alessandro (Internacional)
14,29%


Hora de eleger os destaques da 31ª rodada. Vejam os candidatos:

Wellington Nem (Figueirense) - Um golaço e uma assistência na vitória do Figueira sobre o Palmeiras por 2 a 1.

Diego Souza (Vasco) - Voltou a ser decisivo com um gol e uma assistência no 2 a 0 sobre o Bahia. Lidera a lista de destaques ao lado de Montillo.

Anselmo Ramón (Cruzeiro) - Um gol e um golaço na vitória sofrida do Cruzeiro por 3 a 2 contra o Atlético-GO.

Quem foi o destaque da 31ª rodada do Brasileirão?
Wellington Nem (Figueirense)
Diego Souza (Vasco)
Anselmo Ramon (Cruzeiro)



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Sofrimento e vitória. Ambos necessários

Durante a semana, Vágner Mancini deu entrevista e disse que já havia percebido o principal defeito do time do Cruzeiro (citado inúmeras vezes neste espaço): a falta de combatividade do meio-campo. Tentou acertar contra o Corinthians usando três volantes. Mas sem Charles, mostrou não confiar no jovem Sandro Manoel e resolveu fortalecer a defesa com três zagueiros diante do Atlético-PR.

A princípio, parecia um caminho interessante. A chuva incessante deixou pesado o gramado da Arena do Jacaré, e também por isto, Farías ganhou a vaga de Ortigoza no ataque.

Mas no 3-5-2 de Mancini contra um esforçado e muito organizado Atlético-GO, o Cruzeiro só experimentou o que o esquema tem de ruim. O Cruzeiro durante os 90 minutos não teve transição ofensiva e abusou da bola longa, quase sempre em desvantagem para seus atacantes. Além disso, teve dificuldades nos rebotes ofensivos e defensivos, deixando o adversário ficar mais tempo com a bola e constantemente passando por momentos de dificuldade.

Assim, com tantas dificuldades, o Cruzeiro começou mal. Nervoso no ataque, tinha dificuldades para ter a bola. E na defesa, apesar de ter muitos jogadores, manteve o defeito: observava de longe e dava espaços de sobra para o trio de frente do Atlético se movimentar e receber o passe em boas condições. No Cruzeiro, todos voltam, todos ocupam espaços, mas ninguém morde. Fabrício até tenta, mas o volante celeste corre muito, se entrega muito, mas se posiciona mal e invariavelmente chega tarde demais, fazendo pouquíssimos desarmes.

O Cruzeiro saiu atrás e ficou ainda mais nervoso. Estava claro que o time precisava de mais um volante, mas Mancini preferiu tirar Vitor (de primeiros 20 minutos abaixo da crítica) para colocar Roger. Não melhorou a saída de bola, não melhorou a posse ofensiva e principalmente, não melhorou a marcação.

Em meio a uma partida tão ruim, o Cruzeiro jogava bem quando chegava trocando passes ao ataque. Criava, embora finalizasse pouco. Bastava colocar a bola no chão que o Cruzeiro mostrava que ainda conhecia o caminho e que a situação em que está se deve a outros fatores, não ao fato de "não saber jogar futebol".

O empate veio com Farías (um absurdo ter ficado tanto tempo fora quando o Cruzeiro sofria sem atacantes) e Mancini teve a chance de organizar o time no intervalo. Mas repetiu o erro, trocando Fabrício por Élber, abrindo ainda mais o seu time e dificultando ainda mais os desarmes no meio. Levou o segundo gol e na base da entrega e do sucesso pessoal do limitado Anselmo Ramón, achou a virada. Sofreu, teve que jogar na base da superação até o fim, mas saiu com o resultado.

O Cruzeiro tinha que vencer. Mais do que a série de 12 jogos sem vencer, pesaria demais o fato de passar a semana na zona de rebaixamento. O sofrimento, foi bom para o time perceber que ainda tem problemas demais para resolver. O principal deles, Mancini já mostrou enxergar mas parece estar perdido para resolver. Com os três pontos e o fim do jejum, poderá ter mais tranquilidade para achar o ponto certo nos dois desafios difíceis que o time terá fora de casa nas próximas rodadas.

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Quadro Negro - Manchester City

O Manchester City não tem nenhum brasileiro no elenco. Mas joga o futebol mais "brasileiro" da Europa.

A análise tática do baita time de Mancini que massacrou o United no clássico mesmo jogando fora de casa (6 a 1) está no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

Clique aqui e veja!

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A Copa do Mundo é nossa...

Hoje foi um dia importante para a Copa do Mundo de 2014. Que infelizmente, escancarou erros de planejamento e fatos que deixam óbvias estranhezas sobre algumas escolhas do governo e da organização do Mundial.

Sou a favor da Copa do Mundo no Brasil. Independente de qualquer coisa, ela fará bem à população. Vai gerar empregos, gerar dinheiro, gerar evolução. Deixará um legado muito mais importante do que os problemas. Mas os problemas não serão poucos.

O principal erro é o excesso de sedes, que ficou claro no anúncio da tabela hoje. 12 sedes é coisa demais para uma competição com 64 jogos. E este abuso (que se justifica pois: mais sedes = mais obras = mais possibilidade de fraudes, desvios, favorecimentos) gera algumas situações como:

- O Maracanã, principal estádio do Mundial, na melhor das hipóteses terá apenas um jogo do Brasil. A nossa seleção só jogará no centro da Copa se chegar à decisão.

- Porto Alegre, um dos centros mais importantes do futebol do Brasil, receberá apenas 5 jogos. O mais importante, nas OITAVAS DE FINAL.

- Alguns times terão que enfrentar verdadeira Via Crúcis pelo país. O F4, por exemplo, disputa a primeira partida em Curitiba, atravessa o país para jogar em Cuiabá e volta para encerrar a participação em Porto Alegre.

A diminuição de sedes, diminuiria os custos com construção de estádios, faria as seleções viajarem menos e faria grandes centros (e até centros menores) receberem mais jogos (mais importantes).

Cuiabá e Manaus vão ter estádios com custo de quase 150 milhões por jogo. Estádios que depois da Copa, dificilmente serão aproveitados para fazer valer o custo.

O enorme elefante branco da capital do país, que vai receber quartas de final e disputa de terceiro lugar, dificilmente terá "casa cheia" quando os times da cidade jogarem por lá.

Uma Copa com 8 sedes teria menos dinheiro público, menos problemas estruturais, mais jogos por estádio (para fazer valer o investimento) e os mesmos benefícios. Mas, é o Brasil, e a política ainda é mais importante.

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Chocolate amargo

Em meio às dezenas de piadas envolvendo Lorenzetti, ducha de água fria e banho de bola, veio do Twitter do amigo André Rocha a piada que dá nome ao post: "O uniforme preto do Flamengo é sabor chocolate amargo".

Piadas infames à parte, o que se viu no Engenhão foi mesmo um grande chocolate. Do início ao fim do jogo, o ótimo time da Universidad de Chile controlou a partida, criou oportunidades e dominou amplamente um Flamengo totalmente batido.

Ignorando o fato de jogar fora de casa, La U se postou num ofensivo e interessante 4-3-3 com os bons Vargas, Castro e Lorenzetti na frente. Destaque para o primeiro, autor de dois gols e com ótima presença de área. E para o último, gerador de piadas, que se movimenta com inteligência e pelo qual passam todas as jogadas do time chileno.

Marcando no campo de ataque, jogando com intensidade, a Universidad ganhou o jogo. O Flamengo não tinha qualidade para sair jogando, errando demais, e voltou a mostrar a lentidão excessiva nos contra-ataques. Os visitantes fizeram 1 a 0, 2 a 0, tiveram um gol mal anulado, perderam outros, fizeram três a zero. Ainda saíram do primeiro tempo com um jogador a mais graças à tola expulsão de Aírton, que mais uma vez exagerou na truculência. Na etapa final, mesmo perdendo Castro (ao meu ver, exageradamente expulso), perdeu outras muitas oportunidades por preciosismo, perdeu um penalti (que ao meu ver a bola entrou) e fez o quarto.

A classificação para as quartas de final está definida. Provavelmente com um time cheio de reservas, o Flamengo tem enormes chances de ser goleado novamente no Chile.

Independente da falta de interesse que o Flamengo demonstrou com a competição, é preciso observar o óbvio. Mesmo interessado ao máximo no Brasileirão, o Flamengo já tem mostrado problemas defensivos, dificuldade na saída de bola e nenhuma velocidade ofensiva. O que a Universidad fez foi apenas escancarar estes erros.

Se quiser brigar pelo título nacional é bom que o Flamengo faça o que não fez hoje no Engenhão: leve a sério o que aconteceu dentro de campo. Os erros repetidos hoje precisam ser corrigidos também quando o time jogar "para valer".

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Santos perde tempo. Botafogo perde pontos.

Não dá para achar um vexame a derrota do Botafogo para o bom time do Santos na Vila Belmiro por 2 a 0. Toda vez que quer jogar e leva uma partida a sério, o time paulista é favorito a vencer. Porque tem bola, tem Borges e tem Neymar.

O questionável é a postura. O Botafogo hoje jogou uma decisão, que poderia levá-lo à liderança isolada do Campeonato Brasileiro. Não entrou em campo como tal. Quando acordou para o que se passava no gramado da Vila Belmiro já perdia por 2 a 0, com 28 minutos.

Primeiro, Neymar fez um carnaval e um golaço. De craque que é. Depois, Borges completou para as redes o seu 22º gol em 28 jogos pelo Peixe. O Grêmio, para o qual o atacante não servia, fez 34 em 30 jogos e tem o segundo pior ataque do Brasileirão.

Com 2 a 0 no placar, o Santos diminuiu o ritmo. E perdeu Borges, machucado. O Botafogo, trocou o perdido Bruno Tiago por Léo e equilibrou o jogo. Tentou pressionar, mas não conseguiu somar pontos na Vila.

Jogos como este, mostram como o Santos perde o Brasileirão. Poderia brigar pelo título, mas não o faz porque em raros jogos entrou querendo a vitória mais do que o adversário. Além de perder a disputa, Muricy perdeu a chance de preparar o time para o Barcelona e de poupar seus principais jogadores (Borges hoje sentiu o desgaste, outros que jogaram muito na temporada não devem demorar a sentir). Ou seja, perdeu tempo.

Já o Botafogo, perdeu pontos que seriam fundamentais na briga pelo título. O espírito precisa ser revisto. Se não encarar os jogos daqui em diante como decisões que são, o alvinegro pode perder uma grande chance de levantar um troféu. Tem time, tem elenco e tem trabalhado para merecê-lo. Mas a reta final será cruel.

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Quadro Negro - Arsenal

O Arsenal que começou mal a temporada, faz boa campanha na Champions League. Mas caiu demais de rendimento em relação à última temporada e me parece incapaz de brigar por títulos contra os grandes clubes, não só no continente como também na Inglaterra.

A análise tática do 4-2-3-1 no fraco jogo contra o Olympique você vê no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

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Mantendo o nível

Mesmo longe da disputa pelo título, o M.Cerrada FC não faz feio. E na 30ª rodada, voltou a ter desempenho positivo com quase 70 pontos. Na última rodada, o time foi o 8º melhor. No mês, é o sétimo. No campeonato, também é 8º. Regularidade...

O que salvou o desempenho na rodada foi a defesa. Apesar da presença de Édson Silva (-2,9) foi ela quem segurou as pontas. Rodrigo Moledo teve participação regular (5,3) enquanto o resto brilhou: Nei (10,2), Vanderlei (14) e Fágner (19,5).

Com quase 400 pontos de desvantagem para o líder, sonhar com o título parece missão impossível. Mas fica a certeza de um fim digno na temporada.

O destaque da rodada foi o XXIV de Fevereiro, do Dr. Marcelo Castro. Ótimos 113,09 pontos. Além de Fágner, fez aposta precisa em D'Alessandro (20,1) e teve em Elkeson (1,8) o seu pior jogador. O resultado rendeu ao time 2 posições na tabela e a aproximação ao M.Cerrada FC no 9º lugar.

A liderança ainda é folgada para o TássioSpuriFC. Com os 89,59 pontos nesta rodada, é o único time da Liga a ultrapassar os 2000 pontos na temporada. Boas apostas em defensores do Vasco (Fernando Prass com 11 e Dedé com 11,9) além de D'Alessandro. Será que alguém conseguirá desbancar o time que está entre os primeiros desde o início na reta final?

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Destaque da Rodada

Élton não precisou fazer os três gols que Fred fez para ser o destaque da 29ª rodada. Decisivo com dois gols contra o Atlético-PR, ele agora faz parte desta lista:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada

Quem foi o destaque da 29ª rodada do Brasileirão?

Élton (Vasco)

50,00%
Fred (Fluminense)

20,00%
Réver (Atlético-MG)

30,00%

Hora de escolher o melhor da 30ª rodada. Veja os candidatos e vote:

Júlio César (Figueirense) - Marcou os dois gols da virada do Figueira sobre o América no sábado. 2 a 1.

Fred (Fluminense) - Voltou a marcar todos os gols do Fluminense. Desta vez, na vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras.

D'Alessandro (Internacional) - Com dois gols e uma assistência, foi fundamental na virada do Inter sobre o Avaí por 4 a 2.

Quem foi o destaque da 30ª rodada do Brasileirão?

Júlio César (Figueirense)

Fred (Fluminense)

D'Alessandro (Internacional)













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Jogar melhor não basta

Antes de rolar a bola na Arena do Jacaré, era impossível não considerar o Corinthians favorito contra o instável Cruzeiro. Era o jogo do líder contra o time que não havia vencido uma partida sequer no returno.

Em campo, o que se viu foi um jogo equilibrado. Cruzeiro e Corinthians alteranaram o domínio, viveram bons e maus momentos na partida. Até que no fim, valeu o equilíbrio para o time mais bem posicionado na tabela. E uma vitória por 1 a 0 que mantém o time forte demais na briga pelo título.

O primeiro tempo foi mais equilibrado. Os dois times atacavam melhor do que defendiam pelos lados. O Cruzeiro tentava impor marcação adiantada com seus três volantes mas tinha dificuldades quando o adversário avançava em velocidade. O Corinthians deixava espaços para Montillo trabalhar e dava uma imensa avenida nas costas de Ramón para Vitor. Os dois times tiveram boas chances mas a etapa inicial terminou sem gols. Graças à boas defesas de Fábio. E a falta de poder de definição de Keirrison, que escapou sem marcação mas não chutou nem passou para Montillo que fechava sozinho.

No segundo tempo, com Diego Renan e Anselmo Ramón no time (o primeiro entrou ainda na etapa inicial, na vaga do lesionado Éverton) o Cruzeiro dava a impressão de atacar mais. Pura armadilha do Corinthians, que recolheu suas linhas a espera do contra-ataque. A estratégia que não funcionou bem no primeiro tempo, ficou óbvia no segundo.

O Cruzeiro tinha a bola mas ameaçava pouco. Montillo achava menos espaços, Anselmo Ramón ficava encaixotado pelos zagueiros paulistas e Wellington Paulista viveu dia de Wellington Paulista. Tite viu sua estrela brilhar quando colocou Edenílson e no primeiro lance o atacante aproveitou a sempre agradável avenida Diego Renan e rolou para Paulinho marcar o único gol do jogo.

Perdendo, o Cruzeiro foi obrigado a sair. Teve chances para empatar. Júlio César fez duas ótimas defesas. Montillo perdeu um penalti muito mal marcado pela arbitragem (mais um penalti desperdiçado pelo ótimo argentino, que não tem neste tipo de cobranças um bom atributo). Escancarou seus problemas defensivos já que é um time que simplesmente não desarma. Com um, dois ou três volantes, o Cruzeiro ocupa espaços mais não morde.

A derrota não pode ser tratada como inesperada. O Cruzeiro evolui, mas jogar bem não muda nada. O time que conquistou apenas 4 dos últimos 33 pontos vê a zona de rebaixamento cada vez mais próxima. Perder para o líder, é comum. Anormal é não vencer 11 jogos em sequência num Campeonato de 38 rodadas. A reação do Cruzeiro não pode tardar. E o Atlético-GO, de ótimos resultados no returno, não será tarefa fácil.

Já o Corinthians, segue mostrando maturidade. É um time que sabe onde pode chegar. Está desde o início na ponta e não dá indícios que vá sair.

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No rumo

Importante e justa a vitória do Flamengo sobre o Ceará no Presidente Vargas. Igualou o time (com um jogo a mais) aos líderes e colocou o time novamente no rumo do título nacional. Rumo oposto ao do Ceará, a cada rodada com mais cara de candidato ao rebaixamento.

Luxemburgo voltou a apostar no 4-2-3-1 dando chance no time titular a Bottinelli, destaque do clássico contra o Fluminense. Decisão mais acertada ainda a utilização de Renato Abreu como segundo volante ao lado de Airton, qualificando a saída de bola.

Depois de um início difícil, com o Ceará atacando muito pelos lados, o Flamengo se encontrou em campo e dava pintas de que o gol não ia demorar. Inicialmente pela esquerda, Ronaldinho trocou com Bottinelli e passou a circular com imensa liberdade pelo meio. Variava os lados e se aproximava de Deivid, entrando na área para finalizar. O gol saiu com Deivid, de cabeça, quando o time já havia perdido pelo menos três boas oportunidades.

No segundo tempo, após a justa expulsão de Ronaldinho e Heleno, o jogo caiu. O Flamengo se contentou em administrar, fechando o meio-campo com a entrada de Maldonado. E o Ceará mostrou porque está na situação atual. O time viveu das ótimas arrancadas do ótimo Osvaldo, mas faltava alguém que pudesse ajudá-lo ou completar suas jogadas. A pressão dos donos da casa rendeu poucas chegadas e apenas uma grande defesa do seguro Felipe.

O Flamengo terá desafio complicado na próxima rodada. Apesar de ter um desinteressado pela frente, novamente o clube não poderá contar com Ronaldinho e Thiago Neves, suspensos. Se quer brigar pelo título, o Flamengo precisa vencer.

Já o Ceará, me parece depender mais da campanha dos concorrentes. A queda é iminente e, por si só, me parece incapaz de reverter a situação.

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Risco e sorte

Imagine o clássico mais importante para o seu clube e o treinador deixa fora seus melhores jogadores. Um Cruzeiro x Atlético-MG com Montillo no banco. Santos x Corinthians com Neymar entre os reservas. Flamengo x Vasco com Ronaldinho Gaúcho fora dos 11 iniciais. Você perdoaria o seu treinador? Provavelmente não.

Mas foi o que fez Alex Ferguson no mais importante clássico inglês. Por um lado, o treinador respeitou o Liverpool, que jogava em Anfield (onde havia vencido o rival nas últimas três partidas). Adotou um 4-1-4-1 defensivo e cauteloso. Por outro, abriu mão de Chicarito, Nani e, principalmente, Rooney que se envolveu em polêmicas durante a semana com a suspensão de três jogos pela seleção inglesa.

Do outro lado, o Liverpool também tinha um esquema cauteloso. O 4-2-3-1 de Kenny Dalglish deixava Suárez muito isolado no ataque e Gerrard, Downing e Kuyt pouco entravam na área. As melhores chegadas dos donos da casa se davam com o bom lateral esquerdo Luis Enrique, que apoiava com desenvoltura.

O primeiro tempo foi fraco. Muita luta, muita disputa, poucas chances de gol. Depois dos 30 minutos, o Liverpool passou a dominar o meio-campo, adiantou suas linhas e atacou mais contando com a iniciativa do ótimo Luis Suárez que se movimentava muito e dava trabalho para Ferdinand.

No segundo tempo o panorama se manteve, com o Liverpool melhor. A entrada de Henderson, reconfigurando a equipe num 4-4-1-1 deu ainda mais poder ofensivo. Ferguson assistia passivo, sem colocar suas estrelas em campo. Aos 22 minutos, ele resolveu colocar Nani e Rooney quando a pressão dos donos da casa crescia. Por azar, Gerrard bateu falta (inexistente) com categoria se aproveitando da saída de Giggs da barreira e abriu o placar quando os dois estavam à beira do campo.

Obrigado a atacar, Ferguson colocou em campo Chicarito e formou um estranho 4-4-2 com Rooney sacrificado como meia central. Por sorte, pouco depois, o mexicano mostrou a estrela tradicional e empatou o jogo de cabeça.

Daí em diante, com o meio-campo desconfigurado o Manchester foi pressionado. Deu espaço para De Gea brilhar e mostrar que já adiquiriu a confiança necessária para mostrar seu potencial, deixando para trás a insegurança dos primeiros jogos no clube.

No fim, o 1 a 1 foi bom resultado para o United. Levar um ponto em Anfield não é tarefa fácil mesmo com o Liverpool nas piores fases, o que foi visto no ano passado. Ferguson correu riscos deixando seus principais jogadores de fora, perdeu a liderança, mas tem motivos para comemorar.

O Liverpool também. Se não venceu, provou mais uma vez que depois do time medíocre e da temporada medonha no ano passado, o clube se reforçou bem e hoje tem condições de brigar com qualquer adversário na Inglaterra.

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Antes tarde que mais tarde ainda

A falta de tempo me fez deixar o CartolaFC longe do blog. Mas não abandonei o jogo, muito menos o prêmio deixou de valer. "Irresponsabilidade", mas não desinteresse deste que vos escreve. Que precisou levar uma (justa) "chamada" de um participante para voltar a postar.

Na última rodada um bom desempenho. 54,26 pontos com destaque para a grande atuação de Neneca, com 10 pontos. Só o meio-campo foi mal, com Lincoln (0,3) e Marquinho (-1,7) decepcionando bastante.

De toda forma, o M.Cerrada FC ainda ocupa digna 8ª posição. E embora a distância para o primeiro seja enorme, ainda é possível sonhar pelo menos com uma vaga no G-4.

O destaque da última rodada foi o Trooper Azul do leoelias. Não por acaso, o mesmo que "requisitou" o destaque através do Facebook. Segundo ele, aliás, o time foi o melhor pela segunda rodada consecutiva. Não por acaso, ocupa já a 3ª posição na tabela e briga pelo título. Nesta rodada foram incríveis 104,31 pontos. Além de Fred, que marcou três gols e fez 25,20 (não fez mais porque perdeu penalti), teve Douglas (18,6), Paulo Miranda (11,5) e Marcelo Lomba (11). Só não foi melhor pela escolha por Casemiro (-0,3) que tem ficado no banco do São Paulo.

A liderança ainda é do TássioSpuriFC, que fez 60,96 pontos na última rodada. Destaque para Paulo Miranda e Thiago Neves (11,1). Mas acabou tendo dois jogadores negativos: Willians (-2) e Dagoberto (-0,3).

A briga pelo título ainda é quente, embora TássioSpuriFC pareça tranquilo na ponta. O Cartola é um jogo traiçoeiro e é bom nunca perder a atenção.

PS: Prometo tentar manter a regularidade nos posts do Cartola!

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Destaque da Rodada

Pela primeira vez, um empate entre os destaques. E neste caso, vale o voto de minerva pelo Conselho do Marcação Cerrada (no caso, eu). E assim sendo, Bottinelli, decisivo no clássico, é o escolhido da 28ª rodada.

Vejam como ficou a lista:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada

Quem foi o destaque da 28ª rodada do Brasileirão?

Souza (Bahia)

41,67%
Bottinelli (Flamengo)

41,67%
Wilson (Figueirense)

16,67%

Vamos agora eleger o destaque da 29ª rodada. Veja os candidatos:

Élton (Vasco) - Entrou no intervalo e fez os dois gols do empate do Vasco contra o Atlético-PR por 2 a 2.

Fred (Fluminense) - Apesar do penalti perdido, fez os três gols da vitória do Fluminense sobre o Coritiba por 3 a 1.

Réver (Atlético-MG) - Fez o primeiro gol do Galo e sofreu um penalti. Além disso, esteve perfeito na marcação ao artilheiro Borges.


Quem foi o destaque da 29ª rodada do Brasileirão?

Élton (Vasco)

Fred (Fluminense)

Réver (Atlético-MG)













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Momentos distintos, futuro parecido

O confronto entre Bahia e Cruzeiro serviu para deixar claro o momento e o que é possível esperar dos times na sequência do Campeonato Brasileiro. E mais do que isto: mostrou porque os times figuram na parte de baixo da tabela após 29 rodadas.

O jogo de poucas chances de gol teve alternância de domínio e terminou com um justo 0 a 0. Que poderia ser um empate com gols, não fossem duas defesas espetaculares de Fábio e o azar de Roger e Élber nas conclusões pelo Cruzeiro.

O Bahia tem uma proposta de jogo. Não é um time bom, mas é um time pronto. Faz marcação atrás da linha do meio-campo (quase sempre individual, característica dos times treinados por Joel Santana) e sai para o ataque com consciência. Sem Carlos Alberto (quase sempre machucado) é um time que abusa dos lados do campo para encontrar Souza em ótima fase na área. Falta criatividade, alguém para fazer algo diferente. Foi melhor durante quase toda a partida mas acabou esbarrando na grande atuação de Fábio. É um time seguro, embora tenha perdido o meio-campo na etapa final e deu espaço correndo riscos.

O Cruzeiro ainda procura se encontrar. Vágner Mancini foi preciso ao dizer após o jogo que pela falta de velocidade, o time torna-se previsível. Mas ignora a presença de Élber e Ortigoza, que podem dar uma cara um pouco mais rápida ao time. O Cruzeiro é um time lento e de posse de bola pouco ofensiva. Além disso, falta pegada ao meio-campo, que praticamente não desarma, marcando de longe.

O empate não foi bom para ninguém. Mas não pode ser considerado péssimo. O Bahia segue longe da zona de rebaixamento e tem sucesso em sua proposta: não passar sustos. O Cruzeiro soma um ponto mas completa 10 jogos sem vencer. Se colocar em prática a consciência que mostrou ter dos problemas do time, no entanto, Mancini pode dar ao time a sequência para seguir o caminho do Bahia.

Apesar do jogo ruim e das campanhas ruins, não vi em Pituaçu grandes candidatos ao rebaixamento.
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Destaque da Rodada

Fernando Henrique é mais um goleiro a se destacar no Brasileirão. Ele entra para a seleta lista, liderada ainda com folga por Montillo e Diego Souza. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada


Quem foi o destaque da 27ª rodada do Brasileirão?

Júnior César (Flamengo)

11,11%
Fernando Henrique (Ceará)

55,56%
Felipe (Atlético-GO)

33,33%

Vamos agora eleger o destaque da 28ª rodada. Veja os candidatos:

Souza (Bahia) - Marcou os dois gols do Bahia no empate por 2 a 2 contra o Botafogo, em São Januário e apimentou ainda mais a rivalidade entre ele o clube carioca.

Bottinelli (Flamengo) - Entrou e foi decisivo no Fla-Flu, marcando os dois gols da virada do Flamengo nos minutos finais.

Wilson (Figueirense) - O Figueira tinha dois jogadores a menos, mas contou com ótima atuação de seu goleiro para garantir o 1 a 1 contra o Ceará.


Quem foi o destaque da 28ª rodada do Brasileirão?

Souza (Bahia)

Bottinelli (Flamengo)

Wilson (Figueirense)













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Abraço e morte

O jogo era decisivo e fundamental, embora não parecesse. Diante de pouco mais de 700 pagantes, América e Atlético-MG entraram em campo para um jogo que poderia marcar a virada na competição. Vitória para qualquer um dos lados, daria ânimo e a chance de respirar. No fim, os dois resolveram se abraçar, e com apenas um ponto para cada lado ficaram ainda mais perto do rebaixamento.

O América, que vinha jogando o melhor futebol entre os mineiros embora faça a pior campanha, sentiu desfalques importantes. Luciano era um dos melhores do time nas últimas rodadas e não foi substituído com o mesmo nível por Rodriguinho. O mesmo serve para André Dias, que foi dispensado por questionar o técnico Givanildo de Oliveira, e viu Fábio Júnior apenas assistir ao jogo.

O Atlético foi mais contundente. Viu o adversário acuado e tentou pressionar. Jogava no campo ofensivo, tinha a bola, mas faltava qualidade e principalmente velocidade para tentar surpreender. O único que buscava algo diferente era o ótimo jovem Bernard que não encontrava companheiros na mesma sintonia.

Poucas foram as chances de gol. Para piorar, a arbitragem ainda errou duas vezes, em lances capitais. Na primeira, anulou gol legal de Leonardo Silva (à primeira vista, pareceu realmente falta em Neneca tanto que nenhum jogador do Atlético reclamou). Na segunda, deixou de marcar penalti de Anderson em Bernard (neste caso, o salto exagerado do meia atleticano induziu o árbitro a achar que não houve falta).

O empate sem gols não serviu para ninguém, pelo contrário. Provavelmente, serviu para os pouco mais de 700 pagantes se arrependerem.

O América é o lanterna e não mostra poder de reação. Só um milagre salva o Coelho.

E depois de fazer a última partida contra um adversário direto, o Galo se prepara para uma sequência muito difícil.

Se o objetivo de América e Atlético neste sábado era rebaixar o rival, provavelmente os dois tiveram um dia de muito sucesso. Pena que optaram por caírem juntos no buraco.

Abaixo, uma charge do amigo Paulo Afonso. Que ilustra bem o terrível momento do futebol mineiro neste dia das crianças...

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Apenas uma pergunta

Gostaria de participar da coletiva de Mano Menezes após a magra e sonolenta vitória contra a Costa Rica por 1 a 0 ontem a noite. Mais um amistoso pobre, que não acrescentou nada e que não serviu para conclusão alguma. A pergunta é: qual o objetivo atual de Mano no comando da seleção?

Independente da resposta, Mano se perde. Me parece querer abraçar o mundo, com vários objetivos, e não consegue evoluir em nenhum deles.

Se o objetivo da seleção é vencer, jogar o mais forte possível, está errado. Não faz sentido poupar jogadores como Daniel Alves e Marcelo. Nem contar com jogadores como Fred, que pouco tem resolvido no Fluminense. Tão pouco, deixar de fora jogadores como Anderson, que faz ótimo início de temporada no Manchester.

Se o objetivo é pensar para 2014, o erro é ainda maior. Júlio César, Ronaldinho Gaúcho e Fred (de novo) já estão na curva descendente da carreira. E sinceramente, não vejo chances para que eles estejam atuando ainda em alto nível até 2014. A mesma reposta ficaria negativa se o treinador estiver pensando na formação do time olímpico.

Mano paga caro por não ter uma base para evoluir. A Espanha, melhor time do mundo, pôde aproveitar o modelo e grande parte dos jogadores do Barcelona. A Alemanha, segundo melhor na minha opinião, pegou a base de Dortmund e Bayern de Munique, que jogam de maneira parecida. No Brasil, é impossível fazê-lo. O Santos, poderia servir como base com Danilo, Arouca, Elano, Ganso, Neymar e Borges. Mas além da impossibilidade de convocar muitos jogadores do mesmo time, a falta de competitividade do Santos (que brinca no Brasileirão) prejudica.

Mano precisa escolher um objetivo. E focar nele para buscar evolução na linha de trabalho.

O que eu faria? Colocaria como objetivo a Olimpíadas de 2012. Utilizaria apenas jogadores que poderão jogar em Londres sempre com o acréscimo de três ou quatro jogadores acima da idade. Mano poderia montar um time forte para ganhar o ouro olímpico, observar garotos que podem estar no auge em 2014 e seguiria aproveitando jogadores mais experientes (fazendo um rodízio). Independente de ser a melhor ou pior, é uma linha de trabalho.

Qual a sua, Mano?

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Bem mais que 7 erros

Existe uma diferença enorme entre um jogo agradável e um bom jogo. Cruzeiro e São Paulo fizeram na noite desta quarta-feira um jogo agradável em Sete Lagoas. Gostoso para quem estava assistindo. Teve gols, alguns lances bonitos, lances polêmicos, chances perdidas. Erros. Muitos erros. No fim, o 3 a 3 acabou sendo um resultado justo e ruim para os dois times na tabela.

As escalações deixavam a impressão que os times teriam espaço para jogar. Em campo, a expectativa se confirmou. O Cruzeiro começou marcando no campo ofensivo em um 4-2-2-2 que dava muita liberdade para os laterais e também para Charles. Apesar do esforço de Farías quando o time não tinha a bola, descendo para marcar Juan (e formando um 4-2-3-1), as dificuldades defensivas do Cruzeiro eram enormes.

O São Paulo demorou para perceber o caminho. Quando o fez, já perdia por 1 a 0 (gol de Keirrison após boa troca de passes pela esquerda e passe de Montillo). Viu que precisava sair pelos lados, fugindo do bloqueio dos meias do Cruzeiro em sua intermediária. Achou Cícero, que buscava o jogo pelo lado direito e explorava com inteligência o imenso espaço na intermediária cruzeirense. Primeiro ele deu passe para Jean acertar a trave. Depois, arrancou sozinho em grande jogada individual e após driblar Fábio preferiu se jogar do que marcar o gol. O juiz não teve segurança para marcar o inexistente penalti, tanto é que não expulsou o goleiro celeste. Para sorte do juiz e do Cruzeiro, Fábio fez justiça com as próprias mãos e defendeu a cobrança de Luis Fabiano.

Veio o segundo tempo e a intensa movimentação que o Cruzeiro promovia quando tinha a bola cessou. O time cansou e deu campo para o São Paulo jogar. Os mineiros não incomodavam na marcação, não roubavam a bola e o sufoco crescia. Quando perdeu Keirrison, machucado, Mancini poderia reoxigenar o meio-campo mas preferiu colocar o inofensivo Wellington Paulista. O resultado, não poderia ser outro: a virada veio com Cícero e Dagoberto (golaço).

Obrigado a somar pontos, Mancini não pôde mais reforçar a marcação. Seguia dando enormes espaços, mas reoxigenou o setor ofensivo com Élber na vaga de Roger. E contou, principalmente, com erros grotescos do sistema defensivo do São Paulo, disposto a atrapalhar os planos de Adilson Batista. Primeiro, Rivaldo fez falta boba na lateral, Rogério Ceni saiu mal, Luis Fabiano escorregou e Charles ficou sozinho pra fazer o gol.

Com novo empate, o Cruzeiro tinha a chance novamente de trocar o exausto Farías (que perdeu gol feito, mas teve papel importante taticamente) pela força no meio. Mancini demorou para agir, Farías perdeu bizonhamente a bola e Dagoberto deu lançamento preciso para Juan marcar de cabeça em falha de Fábio. A chance perdida refletiu na entrada de Anselmo Ramón na vaga de Farías. E em mais um golpe mais de sorte que de competência, a defesa do tricolor cochilou e deixou o atacante recém colocado em campo livre no segundo pau para reempatar.

O resultado foi um achado para o Cruzeiro. Que não fez grande partida, errou nas escolhas, errou na defesa. Somar um ponto contra um time do G-4, não pode ser considerado ruim para quem briga contra o rebaixamento. Com 10 dias até o próximo jogo, Mancini poderá trabalhar o time, recuperar jogadores lesionados e tentar a arrancada necessária para evitar o rebaixamento.

O mesmo serve para Adilson. Que pode brigar pelo título mas precisa acertar o sistema defensivo, que erra além da conta. Será preciso também trabalhar a situação de Casemiro que foi para o banco, entrou nos minutos finais, mas parece não ter entendido o óbvio recado. Apesar do penalti perdido, Luis Fabiano é baita reforço, e com ele sigo achando que o São Paulo é forte candidato ao título. Vencer o Cruzeiro hoje era obrigação para quem quer brigar e a margem de erro vai ficando cada vez menor.

Sorte para quem pôde assistir ao jogo hoje que tantos erros acabaram transformando o desastroso duelo em uma boa partida de futebol.

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Marcação Entrevista: Valdir Espinosa

Depois de um longo inverno (verão e início de primavera), o Marcação Entrevista está de volta. E desta vez, tive o prazer de conversar com uma figura muito importante do futebol brasileiro: Valdir Atahualpa Ramirez Espinosa.

Com mais de 30 anos de carreira, Valdir Espinosa já passou por diversos clubes do Brasil além de acumular passagens por Arábia Saudita, Paraguai e Japão. Campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 1983 com o Grêmio, ele passa por um momento de recomeço.

Nesta longa conversa com o Marcação Cerrada, ele falou sobre a carreira, sobre análise tática e sobre o momento dos técnicos brasileiros. Depois que quase dois anos, ele retomou a carreira neste ano mas acabou ficando pouco tempo no Duque de Caxias. Independente disto, garante: está pronto e disposto para retomar a carreira de vez. Com a disposição de um iniciante, aguarda uma oportunidade em uma grande equipe.

Marcação Cerrada – Em 2009 você chegou a anunciar o fim da carreira. O que te fez aceitar a proposta do Duque de Caxias?

Valdir Espinosa – No momento que eu dei aquela entrevista para um canal de televisão, ela estava dividida em duas partes. A primeira que eu ia parar e uma segunda que eu pensaria em continuar em outra função. Basicamente, eu estava parando porque a motivação tinha baixado bastante. Eu sempre cobro dos meus jogadores que eles tenham alegria no que estejam fazendo, e a minha alegria diminuiu. Então, se eu cobro deles aquilo que eu não tinha, não via condição de realizar o trabalho como deva ser realizado. Por isto eu dei uma parada. Aproveitei para dar uma descansada, olhar de fora. Olhando de fora, você vê muito melhor as coisas que estão acontecendo. Taticamente havia uma mesmice muito grande e isto me incomodava. Aos poucos comecei a me sentir motivado de novo, sentir esta alegria, quando veio o convite do Duque de Caxias. Muita gente estranhou, mas em função de uma amizade e também com vontade de me testar, resolvi aceitar. Você sair da Barra e ir até Caxias não é fácil. Despertava 5h30 da manhã, pegava um trânsito intenso, voltava num trânsito pior ainda e vi que estava com alegria de fazer, estava com disposição. Acabou que não houve acerto no trabalho em função de outras razões, mas este espaço de um mês foi muito importante para eu dizer que estou pronto para voltar.

MC – Então hoje você pensa em seguir a carreira, esperar por uma nova oportunidade?

VE – Com certeza. Sei que existe uma dificuldade, até porque muitas pessoas acham que eu parei. Mas eu estou pronto para voltar a assumir um clube de futebol.

MC – Depois que saiu do Duque já aconteceu alguma sondagem ou foi procurado por algum clube?

VE – Eu sempre digo uma coisa: é muito fácil dizer que foi procurado por 8 clubes, 4 seleções, mas não houve acerto. Muitas vezes eu nem sei se o convite existe mesmo, porque tem o empresário no meio. E você acaba não tendo a certeza se é uma proposta real. Hoje mesmo (ontem) eu tive uma sondagem de fora, mas até chegar ao ponto de falar diretamente com um clube ainda não aconteceu.

MC – E você acha que pode voltar a ter oportunidade em um grande clube do Brasil?

VE – O mercado existe para quem é competente. Aí é você acreditar no seu trabalho, na sua capacidade. Eu tenho história, tenho muitos títulos na minha carreira. Ganhei Mundial, Libertadores, Campeonato Carioca, conquistei o primeiro título internacional da história do Corinthians, o Ramón de Carranza. Além disso, já fiz um trabalho em quatro clubes para escapar do rebaixamento. Por tudo e principalmente pela minha vontade, acredito que pode pintar uma oportunidade sim.

MC – Hoje na Série A temos o Joel Santana e o Felipão praticamente com a mesma idade do senhor. O Antônio Lopes, com 70 anos, está no Atlético-PR. Até que ponto você acha que a idade pode ser um problema para o treinador?

VE – Pra tudo que você faz, se não tem saúde você sente dificuldade. Partindo do princípio que você tenha saúde, você tem que analisar é a alegria do trabalho. Você pode ter a idade que for, se você tem alegria e prazer naquilo que faz, independente da idade você vai realizar um bom trabalho. Eu tenho uma boa saúde e isto é o primeiro passo. E aquilo que eu tinha, que é a alegria no trabalho, eu voltei a ter. Você junta isto à experiência, àquilo que você aprendeu e isto faz com que você tenha uma capacidade maior de desenvolver os projetos.

MC – Falando um pouco da sua carreira. Qual você julga como o seu melhor trabalho?

VE – Eu tive a felicidade de ter alguns títulos e todos eles foram importantes. Claro que se você dimensionar, o Campeonato Mundial é um campeonato que todos querem e poucos têm. E para chegar a ele você tem que ter uma conquista de Libertadores e nós tivemos. Tivemos dois títulos no Paraguai, no Cerro Porteño, que é uma equipe de muita tradição, mas há muito tempo não conquistava. Tivemos o título no Botafogo, quebrando um jejum de 21 anos sem títulos. Todos eles têm uma história. O Grêmio foi um sonho conquistado. O Botafogo, um pesadelo que terminou. Cada um tem seus detalhes, mas nenhum foi o Espinosa sozinho que venceu. Houve também trabalhos para salvar de rebaixamento. Teve o Botafogo em 98, o Ceará que ia pra Série C, o Fortaleza em 2005, o Vasco em 2007. Tudo isto foi muito importante. Mais difícil, porque nestes momentos você chega em um dia e a equipe já joga no outro. São dificuldades diferentes.

MC – E de todos estes times que você treinou, qual foi o que mais te agradava ver jogar?

VE – O importante para que isto aconteça são as peças. Eu aprendi uma coisa no início da carreira que eu carrego sempre e passo adiante quando tenho a oportunidade. Quando eu encontrei o João Saldanha e pedi a ele que me desse um ensinamento para quem estava começando, ele me disse: “se tiver time bom, tu ataca. Se tiver time ruim, tu defende”. E eu nunca mais me esqueci daquilo, por mais que mude o futebol, surjam novas táticas. Mas eu tive a felicidade de trabalhar com grandes jogadores tanto no Grêmio, quanto no Botafogo, no Cerro Porteño. Com bons jogadores você tem mais condições de fazer um trabalho e de vê-lo dar resultado.

MC – E hoje, observando de fora, qual o time você gosta de assistir?

VE –Acho que o mundo inteiro se rende ao Barcelona. É a melhor equipe do futebol mundial. Tem jogo do Barcelona, eu estou na frente da televisão. E aí vem aquele detalhe: porque o Barcelona ataca? Porque tem time bom. Mas tem também o aspecto técnico. É um time que domina e toca enquanto outras dominam e correm, principalmente aqui no Brasil.

MC – E este modelo do Barcelona, é possível se aproximar dele mesmo com jogadores menos qualificados?

VE – Pode fazer sim. Claro que você não vai ter o Messi, porque não existem dois. O problema é que todo mundo quer que em um mês o time já jogue igual o Barcelona e isto é impossível. Se você quer o Barcelona, é preciso ir lá nas categorias de base e começar a trabalhar. Depois de quatro, cinco anos, estes jogadores vão estar subindo para o profissional e aí você começa a pensar em ter um Barcelona. Mas quem é que tem calma para isto?

MC – Por falar neste imediatismo, quem tem sofrido com isto é o Mano Menezes na seleção. Recentemente no seu blog, você apoiou a permanência dele, mas disse que ele precisava rever alguns conceitos. Qual a avaliação que você faz do início do trabalho no Mano e quais conceitos são estes que ele precisa mudar?

VE – Não sei se é o Mano que tem que mudar primeiro ou se somos nós, torcedores. A gente quer que aja uma reformulação, mas ao mesmo tempo não aceita que venha a derrota. Se tiver resultados negativos, troca-se o treinador. A Copa do Mundo já está batendo a porta. Ele ainda está analisando quais os veteranos que poderão dar retorno na Copa do Mundo, quais os jovens que não sentirão a camisa da seleção brasileira. Hoje, nós não temos certeza de nada. Até um momento atrás, o Ganso era a figura número um do futebol brasileiro, mas por problemas de lesão já ficou de lado. O Neymar é excepcional, tem tudo para ser um dos melhores jogadores do mundo, mas ainda não deu resposta com a camisa da seleção. Acho que nós temos que cobrar do Mano uma definição de equipe. Mas não cobrar o resultado, porque se cobrar o resultado ele vai jogar com três volantes, quatro volantes, para não perder o emprego. E eu acho que numa Copa do Mundo aqui no Brasil, ninguém vai aceitar a seleção jogando com três volantes.

MC – E você acha que o nível dos jogadores brasileiros hoje fica devendo tecnicamente a outros países da Europa e até mesmo aqui da América do Sul?

VE – Acho que individualmente a gente tem grandes jogadores surgindo. Lucas e Casemiro do São Paulo. O Neymar e o Ganso. O Thiago do Milan. São jogadores extraordinários. Mas são jogadores que você ainda não sabe que resposta eles vão dar jogando uma Copa do Mundo com a camisa da seleção brasileira. No meu entendimento, a grande diferença está no aspecto tático, pois o europeu é mais obediente. Criou-se este comodismo da cultura do futebol brasileiro, que é pegar a bola, sair correndo e driblando, se fizer o gol venceu. O Neymar, por maior qualidade técnica que tenha, tem que cumprir uma função tática, fechar espaço para o adversário não jogar. E isto tem que servir para todos. Nós temos que manter a criatividade, mas ter disposição tática de formação. Assim fomos em 70 e vencemos, assim fomos em 58, também quando perdemos em 82 que foi a melhor seleção. Tínhamos a qualidade técnica, mas tínhamos uma boa formação em campo.

MC – E você acha que esta falta de obediência tática acaba prejudicando os jogadores brasileiros quando eles vão jogar na Europa?

VE – É um dos motivos. É preciso também ter cabeça, porque lá você vai ser cobrado para cumprir uma função. Aqui se cobra muito pouco. O jogador vai pra lá, se não quer fazer a função vai pro banco. E se fizer beicinho, vai embora. Aqui, a culpa é do treinador. Por que os jogadores experientes como Ronaldo, Ronaldinho, falam que o Neymar tem que ir pra Europa? Ninguém quer ver o mal do Santos. Mas lá ele vai aprender, vai ser cobrado, será outro Neymar na Copa do Mundo. Aqui, principalmente para o craque, a cobrança é muito menor.

MC – Você já trabalhou como comentarista. De forma geral, você vê os comentaristas preparados para observar o jogo profundamente, principalmente na parte tática?

VE – Está mudando. Você já vê a diferença. Muitas vezes se comenta o resultado do jogo: quem ganhou fez certo, quem perdeu fez errado. É pouca análise em cima da distribuição tática. Mas já estou vendo melhorar, estou vendo alguns falando sobre este aspecto tático.Só que isto não muda de uma hora para a outra. Em relação ao que era há pouco tempo atrás, eu vejo uma mudança interessante, de se falar de tática, de se cobrar taticamente.

MC – E é uma função que te agrada, que você pensa em retomar um dia?

VE – Me agrada bastante. Eu adoro. Mas agora estou focado em voltar a treinar, com uma gana extraordinária. Eu quero fazer acontecer. Meu foco agora é só voltar a treinar, colocar idéias em prática e conquistar mais títulos.

MC – Você falou sobre a importância deste período que você ficou observando de fora, entre a saída do Fluminense e a chegada ao Duque. Você acha que seria importante para todos os técnicos este período de observação, de reciclagem?

VE – Depende de cada um. Eu entendo que muitas vezes de fora você tem uma visão mais ampla e passa a ter uma observação melhor. Assim, você pode ter um aprendizado maior. Em alguma oportunidade eu já saí de uma equipe e fui pra outra, vivi este momento. Mas confesso que para mim foi muito importante este afastamento, esta visão, porque deu pra aprender bastante.

MC – Para quem está de fora, a visão é que o mercado de técnicos no Brasil é muito restrito. Normalmente são os mesmos nomes circulando nos grandes clubes. Vocês também sentem esta dificuldade?

VE – A grande verdade é que hoje você depende do empresário. Não adianta só ter títulos. Os clubes dependem muito do empresário. Até pouco tempo, o clube tratava diretamente com o técnico. Hoje, tudo é através do empresário e ele já tem a sua carteira de treinadores. Se o clube vai trabalhar com um empresário e eu não estou na carteira dele, o meu nome está fora daquela oferta.

MC – Para fechar, o que você acha do nível dos treinadores no Brasil em comparação com o que tem observado na Europa?

VE – Acho que cada vez mais surgem bons treinadores. Entendo que eles poderiam fazer com que nós tivéssemos uma tradição tática melhor. Nós ficamos alguns anos jogando com quatro jogadores defensivos, dois volantes, dois meias, dois atacantes (4-2-2-2) e isto é muito ultrapassado. Até hoje algumas equipes jogam assim, porque nós ficamos muito tempo com medo de mudança. Quando se diz que a Copa do Mundo nos deu o sistema 4-2-3-1, é preciso observar um detalhe muito interessante. Estes dois homens do lado de campo que formam estes três do meio são atacantes. Então é um 4-3-3 quando ataca e um 4-2-3-1 quando defende. Nós olhamos e fomos copiar como? Estes dois homens pelo lado, colocamos homens de meio-campo e um atacante só na frente. A disposição é a mesma mas a interpretação não é correta. Na Seleção de Portugal, o Ronaldo jogava na esquerda e o Nani na direita, mas eles são atacantes. No Real Madrid também. Mas quando eles perdem a bola, recuam para marcar. No Brasil, muitas equipes jogam assim. Mas são homens de meio-campo, que chegam à frente. Por isto acho que ainda temos para acrescentar, temos para aprender. Independente de qualquer coisa é importante que se discuta.

MC – Você acha que falta um pouco mais de diálogo entre os treinadores brasileiros para discutir estas mudanças táticas?

VE – Existem vários encontros, que são importantes e são bons. Mas é sempre a mesma discussão e eu ainda não vi um que o pessoal sentasse para conversar. Por exemplo: o Leão, quando foi treinador da seleção eu estava no Fluminense. Ele reuniu os quatro treinadores cariocas num hotel, sentou e conversou. Perguntou como as equipes jogavam e passamos um bom tempo debatendo. Foi a primeira vez que eu vi isto e não sei se ele chegou a fazer em outros estados. Não adianta reunir para tomar cafezinho ou contar historinha. Precisamos discutir, ver o que está certo, o que está errado. Temos que brigar pra que isto mude, porque senão vai continuar assim. A partir daí, vão surgir idéias, fatos diferentes e fatalmente você vai ter um crescimento.

OBS: Aproveito a entrevista para recomendar o ótimo blog do treinador, com discussões interessantes sobre parte tática e trabalho dos técnicos. Quem quiser acompanhar as últimas notícias sobre o Valdir Espinosa, também deve segui-lo no Twitter.
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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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