Destaque da Rodada

Três gols decisivos no clássico contra o Cruzeiro fizeram de Obina o destaque da 31ª rodada do Brasileirão. Na reta final, o iluminado aparece pela primeira vez. Mas com a boa fase, ainda pode brigar pelo troféu de Destaque do Campeonato, liderado por Jonas.

Veja a lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª, 24ª e 28ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª e 30ª rodadas
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada
Wesley (Grêmio Prudente) - 26ª rodada
Marcos Assunção (Palmeiras) - 26ª rodada
Neto (Atlético-PR) - 27ª rodada
Ricardo Oliveira (São Paulo) - 29ª rodada
Obina (Atlético-MG) - 31ª rodada

Quem foi o destaque da 31ª rodada do Brasileirão?

D'Alessandro (Internacional)



17,39% (4 votos)
Obina (Atlético-MG)



73,91% (17 votos)
Wesley (Grêmio Prudente)



8,70% (2 votos)
Total: 23 votos


Vamos agora eleger o destaque da 32ª rodada. Veja os candidatos:

Conca (Fluminense) - Marcou os dois gols da vitória do Fluminense, que manteve a liderança ao bater o Grêmio por 2 a 0. Foi destaque na 12ª rodada.

Rafael (Santos) - Pegou (quase) tudo no empate contra o Internacional. Só não conseguiu defender a finalização perfeita de Leandro Damião. Garantiu o 1 a 1.

Edno (Botafogo) - Entrou e mudou a história do jogo em Sete Lagoas. Marcou um gol e participou do segundo, no 2 a 0 do Botafogo sobre o Atlético-MG.

Quem foi o destaque da 32ª rodada do Brasileirão?

Conca (Fluminense)

Rafael (Santos)

Edno (Botafogo)










O fim do mês do futebol

No planeta bola, o Brasil é o país do futebol. E não restam dúvidas: outubro é o mês do futebol.

Foi em outubro que nasceu o melhor jogador de todos os tempos: Pelé, que completou 70 anos em 2010.

20 anos e alguns dias depois, também em outubro, nasceu o segundo melhor jogador de futebol do planeta, Maradona, que este blogueiro teve o prazer de acompanhar o fim da carreira.

Não há como explicar em palavras a história destes dois mitos no futebol. Por isso, deixo aos leitores que passam por aqui neste fim de outubro, dois vídeos, um de cada. Um brinde a quem ama o belo futebol.

Um belo fim-de-semana a todos!


Falta foco

Mano Menezes convocou hoje a Seleção Brasileira para o jogo mais importante desde sua chegada. Mesmo que o jogo contra a Argentina seja apenas um amistoso, a rivalidade com os hermanos servem para dar um toque especial à qualquer partida (em qualquer esporte) entre os dois países.

Por isso, eu esperava algumas mudanças significativas em relação às últimas listas, para jogos com importância menor. E após os 23 selecionados por Mano para este amistoso, ficou uma dúvida: qual o foco da atual seleção?

Mano me parece querer abraçar o mundo neste momento. Impossível. Ele não monta a seleção mais forte possível. Deixa fora alguns jogadores que não vão chegar até 2014 mas que vivem o auge das carreiras neste momento. Inclui alguns jogadores que podem ser solução em 2014 mas que não seriam "convocáveis" agora. Convoca alguns jogadores pela "idade olímpica". E outros que não tem condições de ir às Olimpíadas.

Vamos à lista de Mano, com minhas considerações por posição:

Goleiros: Victor (Grêmio), Jéfferson (Botafogo) e Neto (Atlético-PR)
Acho uma besteira levar três goleiros para um amistoso. Não consigo entender a ausência de Júlio César. E nem a convocação de Jéfferson, que já voltou a ter atuações "apenas" normais no Botafogo.

Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Rafael (Manchester United), André Santos (Fenerbahçe) e Adriano (Barcelona)
Pela direita, perfeito. O melhor lateral do momento e uma ótima aposta para o futuro. Na esquerda, difícil entender a ausência de Marcelo e a opção por Adriano, que têm jogado pouco no Barça.

Zagueiros: Thiago Silva (Milan), David Luiz (Benfica), Alex (Chelsea) e Réver (Atlético-MG)
Para mim, são os quatro melhores no momento. Ainda que Alex Silva já comece a merecer uma vaga entre os selecionáveis e que ainda veja espaço para Lúcio na seleção (principalmente para a Copa América no ano que vem).

Volantes: Lucas (Liverpool), Ramires (Chelsea), Sandro (Tottenham) e Jucilei (Corinthians)
Gosto dos nomes. Nesta posição, Mano têm acertado. Eu preferia Wesley à Jucilei, mas acho justa a convocação do corinthiano, que Mano conhece bem.

Meias: Philippe Coutinho (Inter de Milão), Douglas (Grêmio), Ronaldinho Gaúcho (Milan) e Elias (Corinthians)
Não acho que Ronaldinho mereça estar entre os convocados. Fez alguns bons jogos mas não dá sequência no Milan e ao meu ver seu tempo na seleção já passou. Preferia a manutenção de Carlos Eduardo (mesmo que ele tenha optado por se esconder na Rússia). Senti falta de Hernanes, que como meia, faz início de temporada espetacular na Lázio. Mas gosto da inclusão de Douglas (já defendida aqui). Para mim, é o melhor jogador para substituir Ganso pelas características.

Atacantes: Alexandre Pato (Milan), Neymar (Santos), Robinho (Milan) e André (Dynamo de Kiev)
A lista só de atacantes não é perfeita pela inclusão de André que quase não tem jogado no Dynamo e ainda me parece "verde" para a seleção. Nomes como Nilmar e Hulk, que fazem ótimo início de temporada, poderiam ganhar uma oportunidade. Ou até mesmo Jonas, que vive grande momento no Grêmio e é artilheiro do Brasileirão. Perfeita a volta de Neymar. Não havia porque castigá-lo mais.

Quem tem Conca vai à ponta

Fluminense e Grêmio fizeram um jogo bom, movimentado, equilibrado no Engenhão. Uma verdadeira disputa de dois times que ainda sonham alto no Brasileirão. No fim, a diferença no placar existiu por um motivo: Dario Conca.

A partida no Engenhão teve momentos distintos. No início, o Fluminense foi melhor. Mesmo sem titulares importantes e com Washington isolado na frente, o time conseguia pressionar a saída de bola e dominar o meio-campo. Neste período, Conca fez (mais) um golaço em chute de fora da área.

Pouco depois o Grêmio acordou. Ainda que errasse muito (nos passes e nas finalizações), o time acertou a marcação e roubava a bola com facilidade no meio. Pressionou e poderia ter chegado ao empate, não fossem as finalizações erradas de André Lima e o penalti claro de Leandro Euzébio em Jonas, que Héber Roberto Lopes (o pior árbitro do país) preferiu ignorar mesmo tão perto do lance.

E justamente no momento que a pressão do Grêmio era enorme e o empate parecia questão de tempo, veio ele de novo. Conca aproveitou um meio-chute, meio-passe de Washington (claramente sem confiança e sem marcar há 10 jogos) para fazer o segundo e sacramentar a vitória do Fluminense.

Que obriga o Cruzeiro a vencer o Prudente no sábado para seguir na cola. Que mostra que tem força mais do que suficiente para brigar pelo título mesmo com desfalques importantes. Que mostra a estrela de Muricy Ramalho na hora de decidir.

Vencer o Grêmio não é mole. E o Fluminense consegue em um momento decisivo. Os gaúchos, aliás, que assim como São Paulo e Atlético-PR tem todo o direito de sonhar com uma vaga na Libertadores. Desde que não dê Brasil na Sul-Americana.

Artilheiro decisivo

Se o São Paulo ainda tem o direito de sonhar com uma vaga na Libertadores do ano que vem, deve muito disto a Ricardo Oliveira. O decisivo artilheiro é peça fundamental na arrancada e em pontos importantes na subida da equipe na tabela.

Ontem, mais uma vez, foi o melhor do time. Desfalcado de peças importantes para manter a velocidade e o jogo vertical que vinha apresentando, o São Paulo apostou em uma equipe mais pesada, mas com mais qualidade no passe. Fernandão, que caía no ostracismo, voltou a ser titular. Mais recuado, como meia, foi importante na aproximação com a dupla de ataque.

Foi de Ricardo Oliveira o primeiro gol do jogo, aos doze minutos. Belo gol, diga-se de passagem. Mas o Atlético-PR conseguia aproveitar bem a velocidade de seus homens de frente e os espaços deixados na defesa do São Paulo. Empatou com Guerrón, em vacilo de Casemiro.

Na etapa final, com o jogo mais equilibrado e o São Paulo com dificuldades para achar espaços, Miranda aproveitou-se de um velho artifício do tricolor para marcar o segundo, o gol da vitória.

Ricardo Oliveira mais uma vez foi importante. Assim como já havia sido decisivo nas vitórias contra Ceará, Guarani e Prudente. Foi dele também o gol que garantiu o empate contra o Cruzeiro.

Sempre nas horas importantes, Ricardo Oliveira aparece. E também nas horas decisivas, o São Paulo costuma crescer. Por isso é impossível desacreditar no time na briga por uma vaga na Libertadores. Mas vencer no Brasileirão não basta. É preciso torcer também para que um estrangeiro consiga bater o rival brasileiro na decisão da Sul-Americana.

O mesmo, aliás, vale para o Atlético-PR...

Rio de Janeiro: capital dos empates

Foram 311 jogos no Brasileirão até aqui. Deles, 96 não tiveram vencedor algum. Ou seja, pouco mais de 30% terminou empatado. Números normais dentro de um campeonato equilibrado como o Brasileirão.

Anormal porém, é o excesso de empate dos times cariocas até aqui. Ontem, o Flamengo empatou mais uma (1 a 1 com o Corinthians). O 15º empate em 32 jogos. Quase a metade. Igualou-se a Vasco e Botafogo, que também empataram 15 vezes (estes, porém, em 31 duelos).

O Fluminense, líder e carioca que menos empatou, terminou nove partidas em igualdade.

Dos 96 empates do Brasileirão até aqui, 45 tiveram ao menos um time do Rio de Janeiro em campo. Quase a metade!

Os números são ainda mais impressionantes nos confrontos diretos. Os clássicos cariocas comprovam a tese do excesso. Até aqui, os quatro cariocas jogaram entre si 11 vezes. Em nove jogos, os times marcaram o mesmo número de gols. O Fluminense venceu um clássico (2x1 sobre o Flamengo). E o Flamengo venceu outro (1x0 no Botafogo).

Na 34ª rodada, ainda vão jogar Fluminense e Vasco. E eu, de ante-mão, já deixo meu palpite: empate.

MCerrada FC

A esperança para o MCerrada FC não é a última que morre. Mas reta apenas um fiapo de esperança. Por isso, investimentos diferentes nesta rodada. Apostamos em alguns jogadores pouco usuais. São eles quem podem fazer a diferença nesta reta final. Escalar os mesmos jogadores que todos os outros times, não ajudará o suficiente.

O investimento teoricamente foi baixo. 143 cartoletas. Se comparado com os times anteriores, economizamos pelo menos 15 cartoletas para esta rodada.

No elenco, aparecem 7 dos 10 mandantes. Só Grêmio Prudente, Flamengo e Vitória jogam em casa e não colocaram nenhum representante no time.

Confira os selecionados, novamente no 4-3-3:

Renan Ribeiro (Atlético-MG), Mariano (Fluminense), Gílson (Atlético-GO), Réver (Atlético-MG) e Gabriel Silva (Palmeiras); Caio (Avaí), Conca (Fluminense) e Giuliano (Internacional); Juninho (Atlético-GO), Kléber (Palmeiras) e Ricardo Oliveira (São Paulo). Técnico: Renê Simões (Atlético-GO).

Quem é o melhor?

Saiu hoje a esperada lista com os indicados ao prêmio de melhor jogador do mundo, pela FIFA. Como normalmente acontece em anos de Copa do Mundo, o desempenho no Mundial é preponderante para aparecer entre os melhores. 23 jogadores estão no páreo, e o vencedor será divulgado apenas em janeiro do ano que vem.

A Espanha, campeã mundial, aparece com mais indicados, sete ao todo. A grande surpresa, no entanto, é o ganês Asamoah Gyan, que fez temporada não mais do que regular, mas se destacou na Copa do Mundo. Provas do quanto o evento na África do Sul fez diferença nas escolhas.

Entre os clubes, o Barcelona é o destaque com seis jogadores entre os candidatos (meio time). Não é por acaso, até porque o time além de ótimo como equipe, era a base da seleção campeã mundial. O Bayern de Munique, base da seleção alemã, aparece com cinco indicações. A mega-campeã Inter e o milionário Real tiveram quatro jogadores.

O prêmio para mim, deveria ficar com Sneijder, da Inter de Milão. Fez uma grande Copa do Mundo e foi fundamental na tríplice coroa conquistada pelo seu time. Acho que só Messi fez temporada parecida com o holandês. No entanto, pelo título (e gol decisivo), apostaria em Iniesta como o vencedor deste ano. Não me surpreenderia.

Confira a lista completa:

Júlio César (BRA) – goleiro – Internazionale
Maicon (BRA) – lateral – Internazionale
Daniel Alves (BRA) – lateral – Barcelona
Xavi (ESP) – meia - Barcelona
David Villa (ESP) – atacante – Barcelona
Xabi Alonso (ESP) – meia – Real Madrid
Iker Casillas (ESP) – goleiro – Real Madrid
Carles Puyol (ESP) – zagueiro – Barcelona
Andres Iniesta (ESP) – meia – Barcelona
Cesc Fabregas (ESP) – meia – Arsenal
Cristiano Ronaldo (POR) – atacante – Real Madrid
Diego Forlán (URU) – atacante – Villarreal
Wesley Sneijder (HOL) – meia – Internazionale
Arjen Robben (HOL) – atacante – Bayern de Munique
Lionel Messi (ARG) – atacante – Barcelona
Miroslav Klose (ALE) – atacante – Bayern de Munique
Philipp Lahm (ALE) – lateral – Bayern de Munique
Thomas Müller (ALE) – atacante – Bayern de Munique
Mesut Özil (ALE) – meia – Real Madrid
Bastian Schweinsteiger (ALE) – meia – Bayern de Munique
Didier Drogba (CMA) – atacante – Chelsea
Asamoah Gyan (GAN) – atacante – Sunderland
Samuel Eto’o (CAM) – atacante - Internazionale

Tarde demais

Bastou desistir para o time render. Numa rodada de vacas magras devido aos clássicos, o MCerrada FC conseguiu se destacar e foi o melhor da Liga. Assumiu a liderança do mês e finalmente entrou para o G-4. Pena que tudo isto tarde demais para brigar pelo título, objetivo traçado para a temporada.

O 4-3-3 funcionou bem, dividindo boas atuações em todos os setores. Harlei (14) e Ernando (9,3) do Goiás garantiram a defesa. Montillo (10,1) e Thiago Ribeiro (22,6) do Cruzeiro, garantiram o meio e o ataque apesar da derrota do time de Minas.

Os 80,75 pontos poderiam ser ainda melhores se não fossem os penaltis perdidos por Montillo e Neymar (2,8).

Ganhamos uma posição e chegamos ao quarto lugar. Mas os 82,8 pontos que nos separam do líder só serão tirados com um milagre. E é preciso reconhecer isto, faltando 7 rodadas.

A liderança segue com o Drogfla, do Pedro Black, que fez apenas 44,55 pontos nesta rodada. A manter esta média, é possível sonhar com uma arrancada na reta final. Mas pelo que temos acompanhado, a tendência natural é o time voltar a ter boas pontuações.

Nesta rodada, destaque para o meio-campo com Montillo, Bernardo (10,8) e Bruno César (19) todos acima dos 10 pontos. O que comprometeu o rendimento foi a defesa, com Fábio (-8) e nenhum jogador acima dos 2 pontos.

De toda forma, o time ainda mantém uma margem confortável. 38,46 pontos a mais do que o vice Zanotteraégol.

O que vem de baixo, atinge

Pelo histórico recente e pelo momento das duas equipes na tabela, era natural encarar o Cruzeiro como favorito no clássico mineiro. O que não queria dizer, de forma alguma, que o time celeste encontraria facilidades para bater um Atlético-MG com moral e motivado para ficar livre definitivamente da briga contra o rebaixamento.

A entrada com dois armadores (Renan Oliveira e Diego Souza) não deveria surpreender o Cruzeiro, já que havia sido anunciada por Dorival na quinta-feira. Mas o meio-campo da Raposa demorou para achar a marcação de um Galo que roubava a bola com facilidade e saía com velocidade pelos lados do campo. Enquanto o Cruzeiro abusava dos passes para o lado, o Atlético jogava em vertical. Mais do que isso, não deu chance para o azar e aproveitou as chances que teve.

Obina (mais uma vez iluminado), três vezes, em trinta minutos, praticamente definiu o confronto. Em todos os lances, zagueiros no mano a mano e sempre atrasados (estranha a decisão de Cuca de deixar Léo, seu melhor e mais rápido zagueiro, no banco). Entre o segundo e o terceiro gol do Galo, Montillo ainda perdeu penalti duvidoso em Edcarlos. Era a chance que o "dono da casa" queria e não podia desperdiçar. Era o retrato de um Cruzeiro que não se encontrava no jogo. E de um Atlético veloz que entrou para decidir seu futuro.

E só não decidiu já no primeiro tempo porque Gilberto entrou no jogo e em seu primeiro lance marcou em belo chute de fora da área. Naquele momento, o Atlético também passava a ter dois armadores com quem se preocupar. E o Cruzeiro descobria o jogo também pelo lado esquerdo.

A mexida de Dorival no intervalo, colocando Alê no lugar de Renan Oliveira balanceava a marcação atleticana mas chamava demais o Cruzeiro para o jogo. Os 45 minutos finais só não foram um completo coletivo de ataque contra defesa porque em um lance Réver subiu sozinho para marcar o quarto e sacramentar o resultado para o Galo. Que não encontrou uma goleada pois não teve velocidade para surpreender nos contra-ataques, já que Obina e Tardelli não tinham mais pernas. A opção por Daniel Carvalho e não por Neto Berola matou o contra-ataque que podia dar ainda mais tranquilidade ao jogo, já que havia campo para jogar.

No fim, os dois gols de Thiago Ribeiro colocaram ainda mais emoção em um grande jogo e premiaram uma equipe que não se entregou na partida, mas foram insuficientes para impedir a vitória do Atlético-MG. Não é justo falar em injustiça. Dentro de sua proposta, o Galo foi eficiente. Marcou quatro vezes em seis oportunidades e definiu o confronto. Diferente do Cruzeiro, que demorou para acordar e perdeu chances em demasia.

O Cruzeiro perde duas partidas seguidas no Campeonato Brasileiro depois de um ano e três meses. Segue empatado na liderança com o Fluminense no número de pontos mas precisa absorver os últimos resultados negativos. E entender que o que vem de baixo, também atinge. Os pontos perdidos para Atlético-MG, Vitória, Atlético-GO, Guarani, Avaí e Grêmio Prudente podem fazer diferença no fim do Campeonato.

Quanto ao Galo, deixa no mínimo teoricamente, de ser candidato ao rebaixamento. Vive um bom momento e vê alguns concorrentes mergulhados em crise (casos de Vitória e Avaí). Já dá inclusive, para pensar em chegar mais longe na Copa Sul-Americana. Talvez, correr risco agora valha a pena amanhã. É hora de colocar a nova fase em prova.

Quanto vale um ponto?

Num campeonato com 38 rodadas e tantos pontos disputados, um ponto pode fazer toda a diferença. Principalmente quando é conquistado quando não se contava mais com ele. Prova disto é o Fluminense. O empate contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, valeu ao tricolor a volta à liderança do Brasileirão.

O jogo no Paraná foi estranho. O Fluminense tinha o domínio do jogo, tinha a posse de bola e estava melhor posicionado em campo. Mas criava pouco. Ao contrário do Atlético-PR, que conseguia levar perigo ao gol de Ricardo Berna, principalmente nas investidas pelo lado direito, com Guerrón, que errava porém no último passe ou na finalização. Curiosamente, a melhor chance veio em cobrança de falta surpreendente de um Washington em péssima fase, que o ótimo Neto defendeu bem.

Veio o segundo tempo e o panorama do jogo era o mesmo. O Furacão seguia criando as melhores chances apesar do domínio do Fluminense. Até que Paulo Baier cruzou e Washington provou que nada é tão ruim que não possa piorar. Marcou contra, e viu a torcida do Atlético-PR, de forma irônica, gritar seu nome.

O jogo mudou. O Fluminense deixava ainda mais espaços para os contra-ataques e cabia aos donos da casa matar o jogo. E poderiam, se o árbitro não tivesse deixado de marcar penalti de Diguinho em Guerrón. Pouco depois, Marquinho acertou belo chute de fora da área para empatar o jogo.

A partida já caminhava para o fim quando Wágner Diniz escapou bem pelo lado direito e depois da tentativa de cruzamento bateu, em posição legal, para marcar o segundo do Atlético. A vitória (justa pelas oportunidades) parecia bem encaminhada. Mas o Flu não se entregou. Um penalti nos minutos finais, batido com firmeza por Conca que garantiu um importante ponto para os cariocas na tabela.

O Fluminense segue na briga pelo título mas precisa resolver seu ataque. O retorno de Fred e Émerson em boa forma é fundamental para o time chegar. Depender de um atacante que não marca há nove partidas é demais para quem quer ser campeão.

Quanto ao Atlético-PR, segue sua trajetória de crescimento. É capaz de encarar de igual para igual qualquer time no Brasileirão. E lutará, até o último instante, por uma vaga na próxima edição da Libertadores.

Destaque da Rodada

Se destacar em um clássico faz toda a diferença. E Dagoberto, fez a diferença no jogo contra o Santos, com dois gols e participação em outro, na vitória por 4 a 3 do São Paulo. Assim foi o destaque da 30ª rodada e é mais um a encostar em Jonas, o destaque do Brasileirão até aqui.

Confira:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª, 24ª e 28ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª e 30ª rodadas
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada
Wesley (Grêmio Prudente) - 26ª rodada
Marcos Assunção (Palmeiras) - 26ª rodada
Neto (Atlético-PR) - 27ª rodada
Ricardo Oliveira (São Paulo) - 29ª rodada

Quem foi o destaque da 30ª rodada do Brasileirão?

Douglas (Grêmio)

15,00%
Marcos Assunção (Palmeiras)

30,00%
Dagoberto (São Paulo)

55,00%

Vamos agora escolher os destaques da 31ª rodada. Veja os candidatos e vote:

D'Alessandro (Internacional) - É o rei dos Gre-nais. Marcou um gol e participou da jogada que originou o penalti no outro.

Obina (Atlético-MG) - Três gols em trinta minutos que tiraram o Galo da zona do rebaixamento e o Cruzeiro da liderança.

Wesley (Grêmio Prudente) - Marcou dois dos três gols da sensacional virada do lanterna sobre o candidato ao título Santos na Vila Belmiro. Foi destaque na 26ª rodada.

Quem foi o destaque da 31ª rodada do Brasileirão?

D'Alessandro (Internacional)

Obina (Atlético-MG)

Wesley (Grêmio Prudente)












MCerrada FC

Já desistimos do título. Este ano, não vai dar, como postei no resumo da última rodada. Mas por respeito à instituição e ao campeonato, o MCerrada FC segue em frente, tentando ficar o mais perto possível dos primeiros colocados.

Para esta rodada, um investimento alto, de quase 160 cartoletas. Afinal, a rodada é de clássicos e é sempre difícil escolher os jogadores.

Oito dos 10 mandantes aparecem entre os times com jogadores escolhidos. A escalação, mais uma vez, é o 4-3-3.

Confira o time:

Harlei (Goiás), Danilo (Santos), Ernando (Goiás), Manoel (Atlético-PR) e Márcio Careca (Guarani); Branquinho (Atlético-PR), Montillo (Cruzeiro) e Zé Eduardo (Santos); Thiago Ribeiro (Cruzeiro), Neymar (Santos) e Jonas (Grêmio). Técnico: Joel Santana (Botafogo).

Desgaste desnecessário

O mundo do futebol foi pego de surpresa na última semana com o anúncio de Rooney que não renovaria seu contrato com o Manchester United. Técnicos e dirigentes dos principais clubes europeus foram consultados pela imprensa sobre o interesse em contratar o jogador.

A torcida do rival, Manchester City mostrou que o receberia de braços abertos. A torcida do United, protestou contra o jogador. Faixas no estádio, pichações nas ruas da Inglaterra. O clima ficara pesado para Rooney.

Aí sim, fomos surpreendidos novamente com a notícia hoje de que o atacante renovou por cinco anos com o clube inglês. Alex Ferguson, apontado por alguns como responsável pela saída, foi quem teria convencido Rooney a ficar.

Rooney é um dos melhores atacantes do planeta. Forte, rápido e letal em frente ao gol. É o jogador mais importante do Manchester há pelo menos dois anos. Para o clube, a permanência do jogador é fundamental e ajudará bastante.

A pergunta que fica é: qual será a reação da torcida com o jogador? Qual é a vontade real de Rooney para permanecer no clube?

Respostas difíceis e que só o tempo vão responder. De toda forma, o desgaste foi desnecessário. E certamente, não foi bom para ninguém. Nem para o atacante, que ganhou um belo aumento e passa a ser o jogador mais bem pago do planeta.

Em ótima hora

Vencer é sempre muito bom. Quando a moral está baixa então, nem se fala. Por isso, considero acertada a decisão do Avaí de mandar a campo o time principal na Sul-Americana. O momento não é de descanso ou de treino. É de vencer e ganhar moral. E certamente, o time sai fortalecido para voltar ao Brasileirão depois da virada de ontem sobre o Emelec.

Mas não foi fácil e teve cara de drama. Principalmente quando Rojas abriu o placar logo aos dois minutos. A impressão neste momento era que o Avaí era incapaz de vencer qualquer adversário, fosse ele quem fosse.

Aos poucos porém, os donos da casa com o apoio da torcida, percebeu que não era bem assim. O Emelec passou a fazer cera antes dos 15 minutos iniciais e o Avaí resolveu jogar. Percebeu que era melhor e buscou o jogo. O crescimento veio devagar, mas chegou.

E quando chegou ao seu topo, no início do segundo tempo, foi avassalador. Três gols em oito minutos: Roberto, Eltinho e Émerson. A virada e o resultado que o time precisava para se classificar. Foi a vez do fraco Emelec tentar sair para o jogo (sem nenhuma organização) e do Avaí, mesmo nervoso se defender.

No fim, a classificação dá moral ao grupo. E recupera um pouco a confiança da torcida. Que aliás, será fundamental para o time na reta final. O Avaí, sempre temido dentro de casa, tinha perdido o respeito dos adversários.

Somar pontos no Brasileirão é fundamental e não pode tardar. Mas vencer, independente de qual competição seja, já é um alento para uma equipe que parecia ter perdido o gosto pela vitória.

O Brasil segue em frente

Não foi só o Atlético-MG que garantiu a classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana. Os outros dois brasileiros que entraram em campo ontem, também conseguiram se firmar na próxima fase. Falta apenas o Avaí, que joga hoje, para definir o 100% do Brasil nas oitavas da competição.

A tarefa mais difícil foi a do Goiás. O time começou bem contra o tradicional (mas fraco) Peñarol. Suportou a pressão dos minutos iniciais e conseguia sair com qualidade para os contra-ataques. Abriu o placar em golaço do injustiçado Rafael Moura (que fez o gol e saiu vaiado de campo na primeira partida) e parecia ter a classificação muito bem encaminhada.

Mas em jogos internacionais, contra adversários de peso, é proibido vacilar. Bastou o recuo excessivo no fim do primeiro tempo para a pressão dos uruguaios e a virada ainda nos primeiros 45 minutos. Com Éverton Santos no segundo tempo, Jorginho pretendia aumentar a velocidade e segurar a bola no campo ofensivo. Não adiantou pois o atacante foi expulso (exageradamente) minutos depois de entrar em campo.

A pressão do Peñarol (que precisava de mais um gol) crescia a cada instante até que Carlos Alberto aproveitou sua velocidade para empatar o jogo. A classificação estava bem encaminhada. Mas não impedia que o time levasse um sufoco (e mais um gol) nos minutos finais. Classificação importante para o Goiás, que cresce com Jorginho no comando. Mas que, assim como o Atlético-MG, deveria preocupar-se mais com o Brasileirão.

No outro jogo, o Palmeiras não teve dificuldades para vencer o Universitário de Sucre por 3 a 1. Já havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0 e se classificou com facilidade. Só assisti ao segundo tempo do jogo em Barueri, quando o destino das equipes já estava selado.

Vale constar, porém, que o time de Felipão vai se encaixando aos poucos. Apenas uma derrota nos últimos 10 jogos e o crescimento de jogadores importantes, como Marcos Assunção (que desta vez não marcou de falta), Valdívia e Kléber. Sem falar no cada dia melhor, lateral Gabriel Silva.

Diferentemente dos outros concorrentes, para o Palmeiras a Sul-Americana vale muito. Com uma situação tranquila (mas até certo ponto distante da disputa) no Brasileirão, o caminho para a Libertadores pode ser mais tranquilo para o alvi-verde na competição internacional. Qualidade para isto o time já provou que tem. E apesar de estar na chave mais difícil, com a experiência de Felipão, tem tudo para comemorar no fim do ano.

Um bom time começa por um bom goleiro

Este é um dos jargões mais verdadeiros que conheço sobre futebol. Não se faz um bom time sem um bom goleiro. E longe de mim dizer que o Atlético-MG tem hoje um grande time (principalmente após o jogo de ontem). Mas se o torcedor do Galo tem esperanças hoje, de ver o time bem ainda este ano, muito disto passa pela segurança e pelas boas atuações do garoto Renan Ribeiro.

É preciso relativizar a atuação e o jogo de ontem contra o colombiano Santa Fé. Depois de fazer 2 a 0 (e desperdiçar um caminhão de gols) na primeira partida, Dorival optou - de forma certeira - por manter os titulares treinando em BH para o clássico contra o Cruzeiro e mandou a Bogotá um time quase totalmente reserva (além de Renan Ribeiro, Alê e Fernandinho vêm sendo titulares do time principal).

Sem treino, com alguns jogadores fora de ritmo e encarando a altitude, não dava para esperar muita coisa do time atleticano. A decepção ficou por conta do fraquíssimo Santa Fé, que lidera o Campeonato Colombiano. Apesar de jogar de maneira ofensiva, o time não tinha qualidade no meio e atacantes afobados, que chutavam de qualquer maneira para o gol.

Por isso, em alguns momentos parecia jogo de várzea. Os erros de passe saíam um atrás do outro. O Galo tinha campo, mas não conseguia contra-atacar porque Alê e Méndez não acertavam passes de 10 metros. O Santa Fé tinha a bola, mas não tinha condições técnicas para fazer muita coisa com ela.

No fim, no meio de um festival de finalizações toscas, uma bola indefensável e várias boas defesas de Renan Ribeiro, que garantiram o 1 a 0 para os donos da casa e a classificação do Galo para a próxima fase.

Pensar em vencer a Copa Sul-Americana hoje é utópico para um time que ainda precisa de muito para se acertar. Mas um bom início para ter um fim de ano feliz, o Atlético-MG já tem. E seu nome é Renan Ribeiro.

Um tempo que valeu o ingresso

O torcedor do Barcelona já deve estar acostumado com o espetáculo. Nada é tão agradável para quem gosta de futebol como ver o time catalão em campo. O repertório é imenso e cada jogo é um show a parte. Talvez por isso, alguns possam ter saído decepcionados do Camp Nou ontem. Para quem não se cansa de ver Messi e companhia em campo, o primeiro tempo valeu o ingresso.

O Copenhage entrou em campo liderando o grupo. Até então, não havia enfrentado o Barça. Acostumado a ter as rédeas do jogo no Campeonato Dinamarquês, o time não se saiu bem quando teve que se fechar contra um time infinitamente superior. Só se salvou da goleada graças à boa atuação do goleiro Wiland e a uma linha de impedimento que funcionou muito bem.

A etapa inicial do Barcelona beirou o brilhantismo. O time manteve o futebol envolvente, de posse de bola (68% desta vez) e deu show. As principais jogadas aconteceram pelo lado direito, com Iniesta e Daniel Alves. Os dinamarqueses fechavam bem o meio mas deixavam uma avenida pelos lados do campo. E as jogadas, como de costume, saiam naturalmente.

Messi marcou o primeiro gol em linda finalização da entrada da área. Marcou mais dois, anulados por impedimento. Villa também teve um gol anulado e acertou o travessão em outra oportunidade. Maxwell, improvisado no meio, também desperdiçou uma boa chance. Uma profusão de belas jogadas.

No segundo tempo, porém, as duas equipes mudaram a postura. O Barça relaxou. Manteve o jogo de posse de bola mas deixou de jogar de forma vertical. O Copenhague fez o jogo que sabe: marcou no campo de ataque e tentou agredir o adversário.

As melhores chances foram do dinamarqueses. O desconhecido brasileiro César Santín perdeu um gol sem goleiro após bomba de N'Doye no travessão. Kvist tentou surpreender do meio-campo.

Mas no fim, só para não dizer que não fechou com chave de ouro, Messi apareceu sozinho dentro da pequena área para marcar o segundo e garantir a liderança do grupo para quem lhe cabe.

Quadro Negro - Chelsea

O início de temporada do Chelsea é impressionante. Arrasador no Campeonato Inglês e liderando com folga na Champions League. 31 gols marcados e apenas três sofridos.

E muito disto deve-se à força do lado esquerdo, no 4-3-3 montado por Ancelotti.

Para ver o que faz do Chelsea um dos grandes favoritos da temporada (tanto na Inglaterra quanto na Europa), basta clicar aqui e ver a análise do time londrino no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

E você? Acredita que o Chelsea vai brilhar na temporada?

Um baile em Madrid

As fraquezas de um Milan que vinha impressionando no início da temporada ficaram expostas na tarde de ontem, em Madrid. Vencido com sobras e com facilidade pelo Real Madrid, sem esboçar a mínima reação, ficou claro que o time que joga bem no Italiano terá dificuldades quando enfrentar adversários mais qualificados na temporada.

Para resolver o jogo, o time de José Mourinho precisou de apenas 13 minutos. Marcou duas vezes seguidas, com Cristiano Ronaldo (de falta) e depois com Ozil em falha do inseguro Bonera (fraco como lateral e ainda pior como zagueiro). 2 a 0 e o jogo parecia fácil. E era mesmo. O Milan que pouco ameaçou o gol de Casillas escapou de uma goleada histórica graças aos gols perdidos por Cristiano Ronaldo, Di María e Higuaín.

O Milan melhorou da última temporada para esta. Ofensivamente falando. As chegadas de Robinho e Ibrahimovic deram um peso ofensivo impressionante. Peças que encaixadas vão dar show. E que mesmo fora de sintonia, ao lado de Ronaldinho e Pato podem decidir em um lance. Mas ainda falta deixar o elenco mais equilibrado. Falta um goleiro do nível que o Milan merece. Falta um zagueiro para substituir os titulares em uma eventualidade (e para assumir o posto de Nesta num futuro próximo). Faltam laterais que tenham fôlego para chegar ao ataque com qualidade, para que o 4-3-1-2 possa funcionar sem centralizar demais as jogadas.

O Real Madrid de José Mourinho parece finalmente pronto para ser galático. É eficiente defensivamente e pode ser brilhante no ataque. O 4-2-3-1 deu o encaixe necessário para isto. A defesa mostra segurança, graças ao ótimo Ricardo Carvalho e à boa presença dos volantes. Marcelo cresce de produção a cada jogo e vai comprovando que é o melhor lateral esquerdo brasileiro no momento. Cristiano Ronaldo e Ozil estão se entendendo cada vez melhor. E como eu previa no início da temporada no Quadro Negro, será difícil achar espaço para Kaká no time.

Entra tantos craques, porém, gostaria de destacar um jogador. Com muito menos marketing, Khedira é impressionante. Para mim, foi o melhor em campo em Madrid. Marca bem e consegue chegar rapidamente ao ataque, como surpresa. Um volante moderno e de encher os olhos.

Assim como o time de Mourinho. Que este ano, parece que finalmente vai.

Quadro Negro - São Paulo

A empolgante vitória por 4 a 3 contra o Santos recolocou o São Paulo na briga por algo grande neste Brasileirão. A Libertadores tornou-se um sonho possível para o tricolor.

O ousado 4-4-2 de Carpegiani, que está recolocando o time nos trilhos, está no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

Para conferir, é só clicar aqui.

E você? Acredita que o São Paulo ainda pode chegar à Libertadores?

Ficou para o ano que vem

A reação do MCerrada FC foi sendo adiada rodada após a rodada. E ficou para o ano que vem. É preciso reconhecer que só um milagre fará a equipe brigar pelo bi-campeonato nas próximas oito rodadas. Principalmente depois do desempenho ridículo na última rodada.

47,13 pontos. Quem quer ser campeão não pode fazer menos de 60 neste momento decisivo. E se a pontuação foi uma das piores do Brasileirão até aqui, muito disto deve-se à Mazola. Confiamos no atacante do Guarani e quebramos a cara. Foram 5,5 pontos negativos. Uma vergonha! Só Renan Ribeiro (11), Jonas (9,5) e Neymar (11,6) escaparam do vexame. Até Conca, sempre regular, decepcionou fazendo 0,9 pontos negativos.

Apesar do resultado, o time conseguiu se manter na quinta posição. Mas a diferença de 119 pontos para o primeiro colocado impede de sonhar com algo melhor do que ganhar mais uma ou duas posições.

O melhor da rodada é também o melhor do Campeonato. O Drogfla, do Pedro Black faz um final de competição sensacional. Numa rodada com média de pontos baixa, os 71,86 pontos foram suficientes para lhe garantir a condição. Ótima aposta no goleiro-artilheiro Márcio (18,1) e na dupla de ataque Jonas e Neymar. Conca e Lucas (0,4) no meio-campo foram as grandes decepções.

De toda forma, o time abriu 17,75 pontos de vantagem para o segundo colocado. Zanotteraégol e SLMB, o terceiro, me parecem os únicos capazes de tirar o caneco das mãos do Drogfla no fim do ano.

E o Grêmio chegou

O apelido "Imortal" não veio por acaso. E tem tudo a ver com o Grêmio. Nos tempos de Silas, muita gente chegou a dar os gaúchos como candidatos ao rebaixamento. Aqui neste espaço, sempre foi defendido que o time cresceria, pois tinha qualidade para tal.

E quando o Grêmio consegue unir garra, determinação e bom futebol, a torcida joga junto. Comandados por seu maior ídolo, a sinergia é perfeita! E foi isto que fez do tricolor o melhor time do returno até aqui e agora definitivamente, postulante a uma vaga na Libertadores (e porque não, ao título).

Contra o líder, em casa, era natural uma partida difícil e equilibrada. Grêmio e Cruzeiro vivem seus melhores momentos na temporada. São os dois melhores times do Brasileirão neste momento. E fizeram um jogo interessante, brigado, disputado até o fim. Melhor para os gaúchos, que venceram para entrar de vez na briga.

O primeiro tempo foi dos donos da casa. O Grêmio tomava iniciativa e o Cruzeiro fechado tinha dificuldades para sair. Mas conseguia se defender bem (principalmente graças à segurança de Fábio e mais uma atuação segura de Léo). E tem em Montillo um diferencial enorme, capaz de fazer algo diferente em uma jogada. Foi assim que saiu o gol dos mineiros. O empate, nos acréscimos, foi justo pelo que foi o primeiro tempo, e veio em jogada genial de Douglas, cada vez melhor (e para mim, substituto ideal de Ganso na seleção).

No segundo tempo, o Cruzeiro se acertou em campo. Principalmente após a entrada de Gilberto, que deu mais qualidade ao lado esquerdo e dividiu a responsabilidade de armar com Montillo. Com os mineiros melhores, o gol saiu com Wellington Paulista e foi muito mal anulado pela arbitragem. Lance que mudou o jogo, definido com Jonas (artilheiro disparado do campeonato) batendo duas vezes penalti bobo cometido por Thiago Ribeiro.

O Grêmio vence um adversário forte, direto e que vive um grande momento. Dá seguidas demonstrações de força no momento certo. E entra na briga disposto a surpreender. A chegada pode ser confirmada no próximo fim-de-semana. Vencer o clássico dará ao Grêmio o combustível necessário para as rodadas restantes.

Quanto ao Cruzeiro, segue na liderança e dos males o menor. Talvez tenha sido este o seu jogo mais complicado na tabela dentre os restantes. É um time maduro e preparado para ser campeão. Provou isto tendo frieza e sabendo decidir mesmo quando não foi brilhante diante de um adversário forte. É outro que passará por um clássico no fim-de-semana. Mais do que empurrar o rival para a degola, o Cruzeiro desta vez sonha em levantar a taça novamente.

A teoria da conspiração foi por água abaixo

Não vi o 0 a 0 entre Guarani e Corinthians. Sem detalhes sobre o jogo, postarei para falar apenas sobre um assunto específico. E que aliás, já foi tratado aqui no blog, neste mesmo Brasileirão. Na época, o Cruzeiro havia sido prejudicado contra o Botafogo, mas na rodada seguinte foi ajudado. Pontos perdidos e ganhos na sequência. No final, a balança acaba zerando (ou ficando próxima do zero).

Ontem foi a vez do Corinthians. Empatou sem gols contra o Guarani, graças aos erros da arbitragem. Dois gols mal anulados, ambos marcados por Ronaldo. No primeiro, alguns ainda alegam que a bola bateu na mão do atacante. Discordo.

O Timão foi prejudicado. E quem acreditava que o time seria beneficiado por ser seu centenário e por ser forte politicamente, tem motivos de sobra para perceber que isto é besteira. Os erros são muitos e acontecem contra todos, simplesmente porque a arbitragem não tem qualidade. Os juizes são fracos, não mal-intencionados.

E olha que estamos falando de gols de Ronaldo, contra o Guarani...

No fim das contas, fica o alívio por um simples motivo: o Brasileirão será decidido dentro de campo.

Quando a reação chega na hora certa

Para quem vislumbra a salvação, vencer um adversário direto (em crise) dentro de casa é obrigação de vitória. Era o que precisava e mais do que isto, o que fez o Atlético-MG diante do Avaí em Sete Lagoas. 2 a 0 que por pouco não deixaram o time, finalmente, fora da zona de rebaixamento.

Não havia outro plano, não havia outra possibilidade. Era o jogo do Galo no ataque, tomando a iniciativa e buscando a pressão. E do Avaí fechado, se defendendo, e tentando acertar algum contra-ataque que deixasse ainda mais inseguro os mineiros.

E os visitantes não podem reclamar da falta de oportunidades. Roberto, depois de driblar o goleiro, perdeu o gol que poderia transformar a história do jogo e aumentar consideravelmente o desespero e o nervosismo dos mineiros.

O gol de Rafael Cruz, após belo passe de Neto Berola que acabara de entrar dando movimentação e velocidade a um ataque que pouco conseguia agredir a forte marcação catarinense tranquilizou o jogo. A iniciativa precisava ser agora do Avaí, que não tinha qualidade e não parecia preparado para tal desafio.

Veio o segundo gol do Galo, com Berola, e poderiam ter vindo outros, desperdiçados. O Avaí não ameaçou. E acabou perdendo mais uma.

A salvação parece mais palpável a cada rodada para o Galo. Três vitórias nos últimos quatro jogos comprovam a ascenção. É importante destacar também a quantidade de adversários que vivem momento terrível na disputa contra a queda, como o Avaí. A evolução na tabela e na quantidade de pontos é óbvia. Dentro de campo, será testada de fato na próxima rodada, no clássico contra o Cruzeiro.

Destaque da Rodada

Quem marca três gols, dificilmente deixa de ser o Destaque da Rodada. Foi o que aconteceu com Ricardo Oliveira, autor dos três tentos do São Paulo contra o Grêmio Prudente. Entrou pela primeira vez na seleta lista, ainda liderada por Jonas:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª, 24ª e 28ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada
Wesley (Grêmio Prudente) - 26ª rodada
Marcos Assunção (Palmeiras) - 26ª rodada
Neto (Atlético-PR) - 27ª rodada
Ricardo Oliveira (São Paulo) - 29ª rodada

Quem foi o destaque da 29ª rodada do Brasileirão?

Ricardo Oliveira (São Paulo)

58,33%
Maranhão (Santos)

8,33%
Marcão (Atlético-GO)

33,33%
Hora de escolher o destaque da 30ª rodada. Confira os selecionados:

Douglas (Grêmio) - Um belo passe para o primeiro gol. E uma partida de encher os olhos dos torcedores gremistas na vitória por 2 a 1 sobre o líder, Cruzeiro.

Marcos Assunção (Palmeiras) - Parece impossível nas cobranças de falta. Marcou mais um contra o Ceará, mas não impediu que o time ficasse apenas no empate. Foi destaque na 26ª rodada.

Dagoberto (São Paulo) - Marcou dois gols e participou do terceiro. Foi o melhor do São Paulo na vitória por 4 a 3 sobre o Santos. Foi destaque na 7ª rodada.

Quem foi o destaque da 30ª rodada do Brasileirão?

Douglas (Grêmio)

Marcos Assunção (Palmeiras)

Dagoberto (São Paulo)












MCerrada FC

Estamos chegando à reta final. E como o MCerrada FC parece longe da disputa pelo título, não é mais permitido vacilar. Temos que ser melhores que a concorrência rodada após rodada para ter chances de chegar a um resultado satisfatório no fim da temporada.

O time para esta rodada volta ao 4-3-3. E é um time teoricamente barato, relativamente, em relação às últimas rodadas. Pouco mais de 148 cartoletas investidas.

Nove times escolhidos para a rodada. Um visitante. O Santos, que faz clássico contra o São Paulo. Só Vitória, Palmeiras e Atlético-MG colocaram mais de um jogador na escalação.

Vamos aos selecionados. Que tenham sorte.

Renan Ribeiro (Atlético-MG), Gabriel Silva (Palmeiras), Manoel (Atlético-PR), Maurício Ramos (Palmeiras) e Paulinho (Atlético-PR); Elkeson (Vitória), Conca (Fluminense) e Daniel Carvalho (Atlético-MG); Neymar (Santos), Jonas (Grêmio) e Mazola (Guarani). Técnico: Antônio Lopes (Vitória).

A mesma praça, o mesmo banco...

Muda o nome do time, a história se repete. O que aconteceu ontem no Corinthians não é nenhuma novidade. Torcida Organizada que acha que é dona do clube. Dirigentes que permitem que elas achem tal coisa. E confusão armada. Não adianta jogar pedra e falar que só acontece no Corinthians. Só nos três anos de Marcação Cerrada, já aconteceu no Vasco, Palmeiras, Fluminense, Atlético-MG e Flamengo.

Pode ter acontecido em outros times. Talvez o assunto não tenha sido tratado dor aqui por cansaço do mesmo assunto. E por isso não vou dedicar muitas linhas ao caso do Corinthians.

Todos sabiam (desde sempre) do bom relacionamento entre Andrés Sanchez e Gaviões da Fiel. As regalias dadas pelo presidente à organizada garantiram a paz e o sucesso do projeto Série B. E desde então, time e torcida viviam uma lua de mel.

Mas estava na cara. Quando faltassem resultados, o amor acabaria. E quem dá a mão, fica sem ter como tirar o braço.

O excesso de espaço da Gaviões já havia sido pivô da saída de Adilson Batista, competentíssimo, do comando do time. Agora a pressão recai sobre jogadores. Alguns inclusive, citados literalmente pela torcida no protesto, como Souza, Moacir, Alessandro e Danilo.

Independente de os jogadores serem bons ou ruins, de o time estar bem ou mal, lugar de torcida é na arquibancada. Lá, eles tem todo o direito de protestarem da forma como quiserem. Qualquer atitude contrária é absurda, retrógada e imbecil.

Aí corre o risco de o Corinthians vencer o Guarani no fim-de-semana, e ainda haverá quem diga que foi graças à pressão da torcida...

Quadro Negro - Vasco

Mais uma vitória contra um importante concorrente. O 2 a 0 contra o Corinthians manteve a possibilidade do Vasco de sonhar com uma vaga na Libertadores.

Por isso, o novo 4-3-1-2 de PC Gusmão foi parar no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

Para conferir o que faz do Vasco um forte concorrente na reta final, é só clicar aqui.

A final é no domingo

Vencer é sempre bom. Essencialmente importante quando se está mal psicologicamente, pressiondo por uma sequência ruim de resultados. Por isso, é inegável que a vitória de ontem é importante para o Atlético-MG. Dá moral e ânimo, que serão essenciais para brigar por algo maior e muito mais difícil do que bater o fraco Santa Fé da Colômbia: deixar a zona de rebaixamento.

Não dá para avaliar a atuação do Galo contra um adversário que não tem a mesma condição técnica. Os donos da casa foram superiores durante toda a partida (exceto pelos 10 primeiros minutos do segundo tempo), perderam alguns gols por falta de confiança e perderam uma boa chance de conseguir uma goleada que daria tranquilidade para o jogo da volta, fora de casa.

De toda forma, ficam algumas boas situações para animar o torcedor atleticano para a sequência da temporada. Aos poucos o time vai encorpando. Mesmo que lentamente, o ranso da época de Luxemburgo parece vai ficando para trás. Diego Souza (finalmente escalado em sua posição) começa a render mais e ajudar o time. Obina reencontrou o gol. Renan Ribeiro se firmou definitivamente como um seguro titular na contestada baliza. E o Departamento Médico aos poucos deve esvaziar-se.

Nada disso adiantará, porém, se o time não conseguir a permanência na Série A. Que passa, diretamente, por uma vitória convincente contra o adversário direto que vive o pior momento ao lado do Grêmio Prudente. A final do Galo é domingo, contra o Avaí.

Só um segue em frente

Hoje é dia de colocar em dia a tabela do Brasileirão. Os jogos atrasados (pelo centenário do Corinthians e pelas finais da Copa do Brasil e Libertadores) vão colocar todos os times em igualdade na tabela (pelo menos no número de jogos) restando nove rodadas para o fim da competição.

Em São Januário, o Vasco recebe o Corinthians. Os cariocas tentam se aproximar da briga por uma vaga na Libertadores (que me parece distante). Já os paulistas, precisam buscar a reabilitação a todo custo para seguirem na briga pelo título. Um jogo complicado, aberto onde tudo pode acontecer.

Para mim, no entanto, o outro jogo é o mais aguardado. Santos e Inter fazem o duelo do campeão da Copa do Brasil contra o campeão da Libertadores. Jogo que vale mais do que três pontos. Vale a continuidade dos times na competição.

Explico: Inter e Santos já estão classificados para a Libertadores de 2011 pelos títulos já citados. Portanto, para eles o Campeonato Brasileiro só vale para eles pelo título. E é o que os dois sonhavam no início da competição.

O Inter acabou ficando distante da briga em algum momento, principalmente pois teve que se dedicar por mais tempo à Libertadores, que só acabou após a Copa do Mundo. Pontos que ficaram para trás e que poderiam deixar o time na briga pelo troféu. Em caso de vitória hoje, o Colorado fica a 4 pontos do líder. É possível acreditar no título. Caso contrário, é pouco provável imaginar o Inter na primeira colocação, principalmente pois deve em breve passar a se preocupar definitivamente com o Mundial.

Quanto ao Santos, acabou ficando longe da briga por ter desmontado seu time campeão do primeiro semestre. Jogadores importantes saíram e Ganso teve uma lesão grave. Caso vença, o time fica seis pontos atrás do primeiro colocado. Dá para sonhar com a Tríplice Coroa em caso de uma arrancada semelhante à do Flamengo ano passado e contando com tropeços dos principais adversários como aconteceu em 2009.

Fato é que o perdedor do confronto de logo mais na Vila Belmiro, poderá definitivamente tirar férias no Brasileirão.

Ainda dá

Tudo é possível quando se trata de um campeão. E o MCerrada FC está disposto a sonhar até os últimos instantes para brigar pelo título da Liga. Na última rodada, conseguimos abrir vantagem da concorrência e nos aproximar dos primeiros colocados. A briga, vai até o fim.

Foram bons 79,65 pontos, que representaram o segundo melhor desempenho da Liga na rodada. Destaque para Fabrício, com 13,3 e Éder Luís com 14,9. Em termos gerais, o time funcionou bem. Poderia ter somado mais pontos não fosse o desempenho ruim do Corinthians e a expulsão (injusta) de Alecsandro.

Com o resultado, nos mantivemos na quinta posição e estamos a pouco mais de 30 pontos do quarto colocado. Os 100 pontos que separam o MCerrada FC da ponta são significativos, mas possíveis de serem tirados em 9 rodadas. É uma média de 11 pontos por rodada que precisa ser diminuída e este será o objetivo daqui em diante.

O destaque da rodada foi o Brahma Chips FC, do Guilherme Piu. 91,61 pontos com destaque para Neymar (11,3) e principalmente Ricardo Oliveira que fez a diferença com 25,5. O ataque só não foi perfeito pois teve Iarley em dia pouco inspirado. Com o resultado, o time se manteve na 7ª posição, mas dificilmente conseguirá chegar entre os primeiros colocados.

A liderança segue com o Drogfla do Pedro Black. Na última rodada foram 62,55 pontos. O time teve a mesma ótima dupla de ataque do Brahma Chips mas teve muitos jogadores negativos: Douglas (-4), Léo Moura (-3,9) e Alex Silva (-0,8). Ainda teve Jones que não entrou em campo. Mesmo assim, o time segue com 15 pontos de vantagem para o segundo colocado, que agora é o Zanoteraégol novamente.

Faltam explicações

Na reta final do Brasileirão (e também do ano em que comemora 100 anos), o Corinthians deve explicações. Dentro e fora de campo. O time que vai ficando distante do título nacional ficou também sem treinador após a rodada do fim-de-semana. E vive um fim de temporada delicado, onde tudo pode acontecer.

A derrota, dentro de casa para o Atlético-GO foi tão destruidora quanto surpreendente. Principalmente depois do primeiro gol, marcado nos segundos iniciais do jogo, com Leandro Castán. Ali, a fatura já parecia liquidada, devido às limitações do adversário.

Mas o Corinthians voltou a sentir muito os desfalques. E não são poucos. Chicão, Roberto Carlos, Elias, Jorge Henrique, Dentinho, Ronaldo...A lista crescia a cada rodada, na mesma medida em que o futebol (e os resultados) caiam de maneira vertiginosa.

A virada veio com falhas seguidas da defesa do Corinthians, que batia cabeça. Depois vieram o terceiro e o quarto gol dos goianos. Leandro Castán expulso. E parecia que a tendência era descambar de vez.

Porém, na base da raça e do abafa o time conseguiu evitar um vexame maior. Marcou dois gols e chegou a ficar perto do empate nos minutos finais. Insuficientes para impedir mais uma derrota no Brasileirão.

Após o jogo, Adilson Batista pediu demissão (ou caiu - o dilema permanecerá para sempre). O técnico que conseguiu se segurar algumas vezes no comando do Cruzeiro por vencer (com folga) o rival Atlético-MG, sai do Corinthians após duas derrotas seguidas para Atléticos (uma para o mineiro, outra para o goianiense). Quem conhece Adilson, porém, sabe que ele não "abandonaria o barco" pelos resultados negativos ou por não crer no título. A influência da Gaviões (ainda mais forte nas últimas semanas) parece ser fundamental no desenrolar da história.

Assim como o Fluminense, o Corinthians precisaria recuperar seus principais jogadores para seguir forte na briga pelo título. Agora, mais do que isso, vai precisar agir rápido e achar um comandante à altura do que o time espera conseguir neste restante de 2010. Tarefa difícil. E que pode comprometer definitivamente o time paulista na disputa pelo título.

Temos um favorito

Não é pelo jogo que fez contra o Fluminense que o Cruzeiro pode ser considerado o favorito na reta final do Brasileirão. Nem por ter apenas uma derrota nos últimos 14 jogos. O que faz do Cruzeiro o mais forte candidato a levantar a taça no fim do ano (para este que vos escreve) é o momento e o potencial. Dele e dos adversários.

Num duelo que valia a ponta da tabela, o Cruzeiro repetiu a fórmula de sucesso que ajudou bastante o time a chegar à posição em que ocupa no momento. Em Uberlândia, o Cruzeiro é time de um placar só: 1 a 0. Sempre com um gol marcado antes dos primeiros 15 minutos e com uma segurança defensiva que faz a equipe passar por poucos sustos.

Contra o Flu, o gol saiu com Wellington Paulista, depois de um início em alta velocidade dos donos da casa mas com dificuldade para criar. Só conseguiu quando Montillo (que novamente esteve longe do destaque das rodadas passadas) pegou a bola, apareceu no espaço vazio e lançou com precisão o atacante que voltava de contusão.

Enquanto o Cruzeiro se aproveitava do retorno de Paulista, o Flu se ressentia dos desfalques. Deco, voltou a se machucar (assim como aconteceu com Fred, em outra clara precipitação do Departamento Médico tricolor). Sem Émerson e Fred, cabia a Washington a responsabilidade de balançar as redes. O atacante completou 7 jogos sem marcar e explica a queda de rendimento dos cariocas nas últimas rodadas.

Com a vitória, o Cruzeiro chega pela primeira vez no Brasileirão à ponta da tabela. E apesar de ter a sequência mais difícil entre os três candidatos (é difícil acreditar no Inter, principalmente quando estiver dividindo a atenção entre Brasileiro e Mundial), os mineiros são os que vivem dentro e fora de campo o melhor momento. Além disso, Cuca tem quase todo o elenco à disposição e ganhará Gilberto (provavelmente já na próxima rodada). Ainda não há nada ganho e tempo suficiente para mudar muita coisa. Mas é impossível não considerar o time celeste o grande candidato à comemorar no fim do ano.

Quanto ao Flu: precisa recuperar rápido seus principais jogadores, mas sem atropelar processos. Não adianta ter um time "meia-bomba". Com todos inteiros, o Fluminense tem o melhor time. Sem eles, precisará encarnar novamente o espírito guerreiro das últimas rodadas de 2009, para voltar à ponta.

Destaque da Rodada

Ele é o grande destaque do Brasileirão. Pelo menos até a 28ª rodada. Jonas, artilheiro isolado da competição, foi destaque em três das 28 rodadas e abriu distância para a concorrência nesta seleta lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª, 24ª e 28ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada
Wesley (Grêmio Prudente) - 26ª rodada
Marcos Assunção (Palmeiras) - 26ª rodada
Neto (Atlético-PR) - 27ª rodada

Quem foi o destaque da 28ª rodada do Brasileirão?

Jonas (Grêmio)

58,33%
Zé Eduardo (Santos)

8,33%
Valdívia (Palmeiras)

33,33%

Agora é hora de escolher o destaque da 29ª rodada. Confira os candidatos:

Ricardo Oliveira (São Paulo) - Marcou três gols, está na briga. Ricardo Oliveira conseguiu o hat-trick no jogo contra o Grêmio Prudente, na vitória por 3 a 2 do São Paulo.

Maranhão (Santos) - Entrou no segundo tempo e foi decisivo na vitória sobre o Atlético-PR por 2 a 0, marcando inclusive o primeiro gol.

Marcão (Atlético-GO) - Marcou duas vezes contra o forte Corinthians, no Pacaembu, e foi um dos responsáveis pela inesperada vitória do Atlético-GO por 4 a 3.

Quem foi o destaque da 29ª rodada do Brasileirão?

Ricardo Oliveira (São Paulo)

Maranhão (Santos)

Marcão (Atlético-GO)












Promessa é dívida

O prazo estava diminuindo. O Campeonato está chegando ao fim. E o MCerrada FC chegou à última rodada com a obrigação de brilhar para seguir sonhando com o título. O desempenho foi ótimo: 124,74 pontos. Só não foi perfeito pois o time acabou ficando atrás de dois dos grandes concorrentes na briga pela taça.

De toda forma, chegamos à quinta posição e se mantivermos uma boa sequência, podemos surpreender na reta final. Afinal, com o atual campeão é bom não brincar. Quem brincou, ficou para trás...

O ataque, mesmo com apenas dois jogadores, foi o destaque do time. Principalmente devido à Jonas, que bateu o recorde da história do Cartola com 36,40 pontos. Infelizmente, porém, ele estava em quase todos os times na rodada. Kléber, seu companheiro, também foi bem com 15,8. No meio-campo a boa atuação de Lucas (15,8) compensou o jogo ruim de Douglas (1,7). E na defesa, uma boa média geral, apesar do gol sofrido por Douglas que diminuiu sua pontuação.

O destaque da rodada foi o SLMB, do Rafael Andrade. Além de Jonas e Kléber, ótimas escolhas com Rhodolfo (14,1), Lucas, Valdívia (19,4) e Renato Gaúcho (11,18). Só Douglas ficou abaixo dos 5 pontos, garantindo ao time ótimos 145,58 pontos na tabela e a subida para a vice-liderança. O time ganhou uma posição e está na cola do líder, DrogFla.

O time de Pedro Black também subiu uma posição na rodada. E assumiu a ponta pela primeira vez. Com 142,98 pontos, o time foi o segundo melhor da rodada. Lúcio, Rhodolfo, Lucas, Jonas e Kléber foram suas melhores apostas. A diferença dele para o vice nesta rodada foi no gol, já que Rogério Ceni acabou somando "apenas" 4,7 pontos. De toda forma, com 2135,48 pontos o time lidera com uma folga de 18,26 pontos para o segundo colocado. Poucos, mas importantes pontos para brigar pelo título.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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