O desempenho inaceitável, não podia ser pior. Pouco mais de 39 pontos e desvalorização considerável do elenco. A luz de alerta já foi acesa e a diretoria promete agir rápido para evitar que a crise se instale no M. Cerrada FC.
Na segunda rodada, só a contratação de Paulinho (9,1) valeu a pena. Leandro Damião (6,7) e Caio Júnior (6,18) também não foram mal. Mas financeiramente, só mesmo o lateral do Atlético-PR valeu a pena, graças à uma mudança nos moldes do jogo, que dificulta a valorização excessiva dos jogadores e que só foi descoberta por este que vos escreve após o início da rodada. Contratar jogadores que foram mal nas últimas rodadas, não indica possibilidade maior de valorização como outrora. Por isto, esqueçam meus conselhos!
No Hall da Fama, mais duas conquistas: Cartoleiro de Bronze e Social, por entrar por três rodadas consecutivas no jogo e por divulgar o desempenho também. Chegamos a 9 das 37 conquistas possíveis.
Notas negativas para Paulo Baier (-1,5) e Adaílton (-0,7). E também para Lucas e Bolívar, que escalados, não entraram em campo. Graças a eles, o M. Cerrada FC foi apenas o 13º colocado na última rodada e ocupa a bizarra 15ª posição na Liga.
Liga liderada com folga pelo TassioSpuriFC, com ótimos 161,68 pontos. Na última rodada, foram 61,93 pontos graças principalmente à boa escolha por Antônio Carlos (13,1). Sem nenhum jogador com pontuação negativa, conseguiu boa valorização e já atinge a marca de 152 cartoletas de patrimônio, o mais rico da Liga.
Na última rodada, porém, não conseguiu ser melhor que o Rond F.C. que fez 63,47 pontos. Errou de zagueiro, mas conseguiu boa pontuação com Réver (10,8) - bem menos que Leonardo Silva. No diferente 4-5-1, conseguiu boa pontuação também com Felipe Soutto e Marquinhos Paraná no meio-campo.
Lembrando a todos que as inscrições na Liga Marcação Cerrada estão encerradas. Os 37 participantes que lá estão, vão até o fim.
Ele já é o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 3 gols. Na primeira rodada, foram dois. Bernardo saiu do banco de reservas para decidir a virada do Vasco sobre o Ceará. E assim, saiu na frente na disputa de Destaque do Campeonato do Marcação Cerrada.
Quem foi o destaque da 1ª rodada do Brasileirão?
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)
23,08% (6 votos)
Bernardo (Vasco)
46,15% (12 votos)
Wilson (Figueirense)
30,77% (8 votos)
Total: 26 votos
Agora vamos votar no destaque da 2ª rodada. Confira os candidatos:
Fernando Henrique (Ceará) - Fechou o gol contra o Internacional e garantiu a reabilitação do Vozão no Beira-Rio.
Leonardo Silva (Atlético-MG) - Bem na defesa, decisivo no ataque. Marcou duas vezes na vitória do Galo sobre o Avaí por 3 a 1.
Jóbson (Bahia) - Venceu a desconfiança logo na estreia. Outro que marcou duas vezes, no empate por 3 a 3 com o Flamengo.
Prometo tentar evitar adjetivos para o Barcelona de Guardiola no texto a seguir. Afinal, não existem adjetivos para qualificar o time que coroou mais uma temporada brilhante com uma conquista irretocável e indiscutível. Também porque, todos os adjetivos que se aproximam do time catalão certamente já foram gastos em textos antes e depois da vitória por 3 a 1 sobre o Manchester United que definiu o campeão da Champions League.
Os ingleses fizeram o que podiam. Ferguson manteve o 4-4-1-1 dos melhores momentos na temporada. E começou bem, com marcação adiantada e pressão no campo de defesa do Barcelona. Os 10 primeiros minutos foram de superioridade do Manchester. Só.
Afinal, só uma equipe consegue jogar com as linhas adiantadas pressionando o adversário durante os 90 minutos. E esta equipe é o Barcelona. Que aos poucos se acertou no jogo e exerceu o "irritante" jogo de paciência e posse de bola. Não são simples passes para o lado. É posse de bola efetiva, com troca de posições em busca de um espaço.
Espaço que estava fácil graças ao meio-campo pouco combativo do United. Giggs, ótimo na Champions, destaque nas assistências, não conseguia acompanhar o ritmo do Barcelona. Carrick tinha dificuldades com Iniesta e os meias abertos (principalmente Valência) eram obrigados a fechar para auxiliar na marcação. Assim, abriam espaços dos lados para os laterais do Barcelona (principalmente Daniel Alves). Isto sem falar no buraco entre as linhas de defesa e meio-campo que Messi aproveitava com a genialidade costumeira.
Pedro abriu o placar quando o Barcelona já era infinitamente superior. O Manchester não conseguia ameaçar e sofria, embora tenha achado o empate em passe de Giggs (ligeiramente impedido) para Rooney. E segurou o empate no primeiro tempo.
Mas não conseguiu segurar o adversário na etapa final. Messi em chute mortal da entrada da área igualou o recorde de Nilsterooy na Champions de 2002 (12 gols, média de um por jogo) e chegou a 53 na temporada. Números de um gênio que não deixa motivos para ficar fora da lista de gênios. Messi já é um deles.
Villa em finalização perfeita da entrada da área ainda ampliou a vantagem quando o Manchester já tentava de maneira desordenada agredir o adversário. Gol de quem soube se encaixar no estilo de um time irretocável.
O Barcelona é campeão da Champions pela quarta vez. Bateu o Arsenal (o adversário com o estilo de jogo mais próximo), o Real Madrid (o adversário mais forte) e o Manchester United (o adversário mais experiente e organizado). Irretocável. Indiscutível.
Aos 25 anos, nunca vi nada parecido com o Barcelona de Guardiola. Na organização, na intensidade, na qualidade. Sorte a minha. E de quem mais pode ver este time fazer história. História que ainda parece longe do fim.
PS: Cena inesquecível a da foto acima. Abidal levantando a taça de campeão europeu depois de jogar por 90 minutos. Tudo isto, pouco mais de 30 dias depois de retirar um tumor do fígado. Deste Barcelona inesquecível, sem dúvidas ele foi o grande vencedor.
Vem aí a segunda rodada do Cartola. E no M. Cerrada FC não há mistério. A divulgação da equipe com antecedência é praxe por aqui e seguirá acontecendo.
Antes disso, porém, mais algumas dicas para a segunda rodada, antes que o jogo entre no "piloto automático" para aqueles que estão começando agora:
É hora de ganhar dinheiro. Antes de se preocupar com pontos, é preciso fazer caixa. Só assim, no futuro, você poderá montar grandes times para fazer ótimas pontuações. Se puder unir o útil ao agradável, melhor.
Por isto, vale a pena apostar em jogadores desvalorizados. Os péssimos de ontem, podem ser os ótimos de amanhã. Quanto mais o jogador se desvalorizou na última rodada, maior a chance de se valorizar na próxima.
Por isto, jogadores como os goleiros Renan e Júlio César, o zagueiro Antônio Carlos, o lateral Alex Sandro, o volante Marquinhos Paraná (ótimo negócio, foi o mais desvalorizado da primeira rodada), os meias Montillo, Deco e Paulo Baier e o atacante Leandro Damião são bons negócios para esta rodada.
Fiquem atentos, porém, ao dinheiro. É bom guardar um dinheiro para não correr riscos de desvalorização que deixem praticamente impossível escalar uma equipe decente no futuro.
Sem mais delongas, vamos ao M. Cerrada FC, que custou 109 cartoletas:
Júlio César (Corinthians), Lucas (Botafogo), Jomar (Vasco), Bolívar (Internacional) e Paulinho (Atlético-PR); Marquinhos Paraná (Cruzeiro), Paulo Baier (Atlético-PR) e Maicosuel (Botafogo); Wallyson (Cruzeiro), Adaílton (Atlético-PR) e Leandro Damião (Internacional). Técnico: Caio Júnior (Botafogo).
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Existe uma diferença entre o jogo bonito de se ver e o jogo gostoso de assistir. Peñarol e Vélez fizeram o primeiro jogo das semifinais da Libertadores ontem: um jogo gostoso de assistir. Gostoso porque tinha todos os ingredientes de um grande jogo da competição mais importante do continente: times tradicionais, estádio cheio, torcida barulhenta, rivalidade, jogo pegado. Tecnicamente não foi interessante, mas quem se importa?
Tão perto da glamourosa final da Champions League (que será disputada amanhã), uruguaios e argentinos fizeram uma partida de transpiração e não de inspiração. Que teve muitas semelhanças com o jogo do dia anterior, entre Santos e Cerro Porteño.
Os visitantes foram superiores, principalmente no primeiro tempo. O Vélez marcava desde o campo de ataque e tentava manter a posse de bola fazendo valer sua qualidade técnica superior. Sentia falta de Moralez, que machucado não entrou em campo. É dele o capricho do último passe que não aconteceu no Centenário.
O Peñarol, ciente de sua qualidade inferior, jogava na base de muita marcação. Assim como o Santos, teve dificuldades de articulação e dependia muito de Martinuccio (ótimo meia pretendido por Palmeiras e Grêmio). A diferença é que Neymar é muito mais jogador. O meia dos uruguaios teve dificuldades com a forte marcação e pouco produziu.
O Vélez foi melhor até que no último lance da etapa inicial Dario Rodriguez aproveitou cobrança de escanteio para abrir o placar para os donos da casa e fazer explodir de vez o Centenário lotado. Como é bom ver o Peñarol de volta!
No segundo tempo o jogo caiu. O Vélez tinha a bola mas não conseguia agredir. Porque os donos da casa erram pouco na defesa. O Peñarol é um time atento, com a faca no dente durante os 90 minutos. E que conseguiu garantir um resultado importante na primeira partida.
O Vélez segue sendo meu favorito. Para o confronto e para o título. É um time frio, forte e competitivo com bons valores individuais. Mas é bom não duvidar dos uruguaios. Afinal, isto é Libertadores. E o Peñarol a conhece como poucos.
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Embora o clichê "não existe mais bobo no futebol" não seja uma grande mentira, camisa ainda pesa. Por isto, as apostas óbvias apontavam para Vasco e Coritiba classificados para a decisão da Copa do Brasil. No geral, a maioria apostaria nos dois, mesmo que os confrontos contra Avaí e Ceará (respectivamente) fossem equilibrados e estivessem abertos.
Mais uma vez, optei por acompanhar o jogo da Libertadores. Passava rapidamente pelos jogos da Copa do Brasil. Passei mais tempo assistindo o Vasco, que fez a melhor exibição da noite. E que chega num ótimo momento à decisão da Copa do Brasil.
Na Ressacada, o gol contra de Révson logo aos 4 minutos mudou o panorama do jogo. O Avaí, que pretendia se fechar para sair nos contra-ataques, já que se classificaria com um empate sem gols, ficou atordoado com a responsabilidade de sair para o jogo. E o Vasco fez a festa, com atuação muito acima da média.
O 4-3-1-2 de Ricardo Gomes encaixou. E a invencibilidade do Vasco mostra a força da equipe, que tem ótimos jogadores como Fernando Prass, Dedé, Felipe e Diego Souza (que fez partida incrível ontem). Experientes e preparados para a decisão que está por vir. Por incrível que pareça, depois do início ruim de ano, o Vasco teve paciência para se reconstruir e ao meu ver, chega ligeiramente favorito à decisão da Copa do Brasil.
Isto porque o Coritiba parece perder fôlego. Ainda que seja cedo para dizer que o time já não é o mesmo que atropelou os adversários no início do ano, é óbvio que a primeira derrota tirou um pouco da empolgação e deixou o Coritiba no ritmo "comum".
Ontem, o time de Marcelo Oliveira nervoso e pressionado pelos últimos resultados (três partidas seguidas sem marcar gols) teve dificuldades para vencer a retranca do Ceará, fechado e sem possibilidades para ameaçar demais. Até que veio o gol de Anderson Aquino, justíssimo. Não dava para o Coritiba ficar fora da final da Copa do Brasil.
O campeão, inédito, da Copa do Brasil sai daqui duas semanas. Independente do vencedor, o título ficará em boas mãos. Coritiba e Vasco fizeram grandes campanhas, tem camisa e times fortes. Com certeza, mais dois grandes jogos estão por vir.
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O time encantador, leve com seu DNA ofensivo ficou no passado. Com Muricy Ramalho, o Santos se tornou pragmático e ótimo na defesa (embora ainda erre muito nas bolas paradas). Se tornou, mais do que nunca, o Santos de Neymar. E por ele, o time ainda vale a pena.
Ainda sem Ganso, Muricy não fez o básico escalando Alan Patrick. Com Pará na lateral direita e Danilo novamente no meio-campo, fez de Elano o homem de ligação do 4-3-1-2 santista. Não funcionou. Elano não tem as características necessárias para ser o "10". Participou pouco do jogo e não deu ao time a fluência necessária.
Assim, mais uma vez o Santos foi o time de Neymar. Só chegou quando a bola passou pelo camisa 11. Invariavelmente, dos pés do atacante saem boas jogadas. Se o restante do time chegasse perto de seu ritmo e nível de acerto, o resultado poderia ser outro. Zé Eduardo fez mais uma partida ruim e passou longe do gol. Alan Patrick também perdeu ótima chance, no último minuto da partida. Gol que daria tranquilidade ao time para o jogo de volta no Paraguai.
Gol que Edu Dracena não perdeu aos 44 minutos do primeiro tempo. De cabeça, o zagueiro completou para as redes mais uma das incontáveis ótimas jogadas de Neymar. 1 a 0 injusto àquela altura e que ficaria ainda mais quando minutos depois Rafael conseguiu salvar cabeçada a queima-roupa dentro da área.
O Cerro Porteño tem seus méritos. Não se apequenou jogando fora de casa contra um adversário tecnicamente mais forte. Tentou jogar com marcação adiantada e manteve a posse de bola no campo ofensivo. Poderia ser ainda mais perigoso se tivesse apostado no jovem Iturbe, no segundo tempo. Lamenta o fato de não ter feito gol no Pacaembu, pois teve oportunidades para tal. Mas leva para o Paraguai uma vantagem reversível.
O Santos não jogou bem. Brilha com Neymar, não empolga no restante. Falta criatividade, leveza. Hoje, é ainda mais favorito que ontem para chegar à decisão da Libertadores. É um time que sofre poucos gols e que tem em Neymar a certeza de que em algum momento, sairá alguma boa jogada. São indiscutíveis os méritos de Muricy que vai levando o Santos à final. Mas é uma pena que o time não possa ter liberdade para jogar mais.
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Em tempo de grandes jogadores retornando ao futebol brasileiro e deixando o nosso Campeonato cada vez mais forte, o Grêmio dá uma tacada certeira. Gilberto Silva é o tipo de contratação que não deixa dúvidas. Atleta exemplar, jogador vitorioso e pessoa de caráter irretocável.
Em tempo de jogadores sem a menor identificação com os clubes por onde passou, Gilberto Silva é exemplo raro. Querido no América, onde começou. Adorado no Atlético-MG, onde foi projetado para o mundo. Ídolo no Arsenal, onde jogou várias temporadas e chegou a ser capitão do time. Monstro no Panathinaikos, e quem tem alguma dúvida sobre o quanto o volante é querido por lá deve procurar vídeos, fotos ou reportagens de sua despedida da Grécia no último domingo. Fez história também na seleção brasileira, onde bateu recordes e recordes.
Gilberto Silva não é mais um garoto. Mas tem preparo físico acima da média considerando sua idade. É experiente e baita jogador. Tem três Copas do Mundo e muitas conquistas e disputas importantes no currículo. Só tem a acrescentar no time de Renato Gaúcho, que diga-se de passagem vem se reforçando muito bem. Miralles, meia-atacante do Colo-Colo também é jogador com ótimo potencial.
Aqui mesmo no blog, Gilberto Silva já havia manifestado em entrevista o desejo de retornar ao Brasil. Disse mais, queria jogar no Atlético-MG. Kalil, sempre atento e ousado no mercado, errou desta vez. Não demonstrou muito interesse e perdeu a chance de contratar um grande jogador. Embora Dorival tenha bons jogadores para a posição (Dudu Cearense, Felipe Soutto, Richarlyson e Serginho), Gilberto Silva agregaria qualidade e principalmente, seria um ótimo espelho para o elenco jovem que vem sendo bem montado até aqui. Sem falar na identificação, já citada acima.
Bom para o Grêmio. Que ganha um "monstro" de alto nível para se juntar ao seu elenco imortal.
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É claro que em breve a expectativa será maior. Mas início de temporada é assim mesmo: o time leva tempo para engrenar. Por isto, aceitáveis os quase 50 pontos do M. Cerrada FC na primeira rodada do Cartola FC.
De bom, o rendimento da equipe. Com 112 cartoletas para a próxima rodada, será possível montar um time mais forte. E a expectativa, como de costume, é fazer mais dinheiro do que ponto pelo menos nas cinco ou seis primeiras rodadas.
A tacada certeira foi Giovanni Augusto, do Atlético-MG. Além de fazer 14,3 pontos, valorizou-se em mais de 9 cartoletas. Hoje vale 4x mais do que quando foi contratado pelo Marcação.
Também foi bem o goleiro Felipe (compensando o investimento com 8,2 pontos) e o zagueiro Welinton (8,8 pontos e valorização de 5 cartoletas) do Flamengo.
Pena que Leandro Euzébio (-1) e Irênio (-0,9) não tenham ajudado no rendimento da equipe. Certamente, estarão fora dos escolhidos na próxima rodada.
De positivo, a disciplina: o time não levou um cartão sequer e arrebatou três troféus no Hall da Fama (Fair-Play nas categorias de base, profissional e super craque). Com três assistências na rodada, o M.Cerrada FC conquistou também o de Garçom das categorias de base. Já são 7 troféus conquistados dos 37 possíveis em apenas uma rodada.
Com o resultado, o time não conseguiu mais do que a modesta 9ª posição na Liga Marcação Cerrada. Que é liderada pelo Polaska Sport Club, do Polaska, mesmo líder do Bolão Marcação Cerrada.
O 4-3-3 do Polaska funcionou bem graças ao meio-campo, que teve Giovanni Augusto e Willians (14,7). O único jogador negativo foi o goleiro Édson Bastos (-2). Além dos quase 76 pontos, o time teve valorização de 31,65 cartoletas na rodada.
Polaska saiu na frente na luta pela camisa do Bolão e também pelo livro do Cartola. Detenham-no se forem capazes!
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O Brasileirão mal começou mas a Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro já está de olho, fazendo suas escolhas. A performance durante todas as 38 rodadas será avaliada para escolher os melhores da competição no fim do ano, como de costume.
A cada rodada, os três jogadores que mais se destacaram serão colocados em votação. O melhor deles, ganha um ponto na disputa para chegar ao prêmio de Destaque do Campeonato, no fim. Em 2010, Conca do Fluminense e Jonas do Grêmio dividiram o prêmio.
Confira os candidatos da primeira rodada e não deixe de votar:
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - Teve sua melhor atuação desde que voltou ao Brasil. Dribles e uma assistência para gol. Ainda teve a arrancada que terminou com chute fulminante, lembrando seus melhores momentos no Barcelona.
Bernardo (Vasco) - Entrou na segunda etapa e mais uma vez foi decisivo no Vasco. Marcou dois gols na virada vascaína sobre o Ceará.
Wilson (Figueirense) - Uma série de boas defesas que garantiram a vitória por 1 a 0 do Figueirense sobre o Cruzeiro na estreia.
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De volta à elite do futebol nacional, o Figueirense teve missão difícil logo na primeira rodada. Mas Jorginho montou a equipe com inteligência, enxergou bem o jogo no intervalo e contou com a sorte para começar com o pé direito no Brasileirão. Pior para o Cruzeiro, que fez mais um jogo de pouca inspiração.
Desde o primeiro minuto os objetivos eram óbvios em campo. O Figueirense, mesmo jogando em casa, se preocupava primeiro em marcar e depois em sair para o jogo. O Cruzeiro, tentava envolver com velocidade para surpreender o sistema defensivo muito bem montado dos catarinenses.
A marcação encaixada do time da casa bloqueou as principais peças do Cruzeiro. Túlio acompanhava Roger, Ygor não dava espaços para Montillo, João Paulo encostava em Thiago Ribeiro e Juninho era responsável por Walyson. Bem marcados, os melhores jogadores do time de Cuca não conseguiram jogar. Por isso, o Cruzeiro só conseguiu chegar com perigo nas bolas paradas de Montillo e Roger, exceção feita ao gol perdido por Thiago Ribeiro ainda nos minutos iniciais e ao chute de Gilberto, de longa distância na etapa inicial.
O Figueirense marcava bem mas não tinha inspiração. O jovem Wellington Nem era bem marcado por Leandro Guerreiro e o time só conseguiu chegar no primeiro tempo quando a defesa do Cruzeiro parou e Reinaldo exigiu de Fábio ótima defesa.
O panorama ofensivo dos donos da casa mudou no segundo tempo. Jorginho não precisou mudar as peças para perceber o enorme espaço que Gilberto deixava em suas costas. Deslocou Wellington para o setor adiantando Maicon para armar pelo centro. Bastaram cinco minutos de pressão dos donos da casa para, após o terceiro escanteio seguido, Fábio vacilar na saída de gol e acertar a cabeça de Marquinhos Paraná. Gol contra do volante e vantagem dos catarinenses.
Com a vantagem o Figueirense se fechou de vez. E o Cruzeiro seguia bem marcado e sem inspiração. Cuca desmontou o time taticamente, com uma salada tática indecifrável após as entradas de Fabrício, Dudu e Ortigoza. Apesar da completa desorganização, o Cruzeiro ainda conseguiu criar algumas chances nos minutos finais, graças ao esgotamento físico do adversário que não fazia partida oficial há quase um mês. Parou na ótima atuação de Wilson, o melhor em campo.
O Figueirense começa sua caminhada com pontos fundamentais. Vencer o Cruzeiro, mesmo dentro de casa, é um feito para o time catarinense. Não demonstra que a caminhada será fácil. Mas mostra que o time pode fazer em casa, pontos para se salvar dos riscos no fim da temporada.
Em Minas, o Cruzeiro mais uma vez acabou anulado pela boa marcação do adversário. Cuca precisa de alternativas, e uma delas, óbvia, é a entrada de Brandão no comando do ataque o que deve acontecer já na partida contra o Palmeiras. Foi apenas um dia ruim, o que não tira as credenciais da Raposa. Mas são pontos que valem como os da última rodada e que podem fazer falta na contabilidade final.
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O primeiro semestre teve momentos de preocupação para o torcedor do Atlético-MG. Principalmente no pior momento da equipe, eliminada da Copa do Brasil pelo Grêmio Prudente (ex-ex-Barueri) e com o grupo passando por profunda reformulação. Mas Dorival teve a sapiência de sempre para reconstruir o Galo, que provou mais uma vez seu crescimento e deixou animada sua torcida na estreia do Brasileirão.
Sem Renan Oliveira, machucado, o técnico atleticano apostou na fórmula que eu acredito ser a ideal para o elenco que tem em mãos. Com Toró no meio-campo, o Atlético ganhou combatividade e velocidade no meio-campo.
Adilson Batista apostou em esquema parecido no xará paranaense. Em determinado momento do primeiro tempo, os dois times atuaram no 4-3-2-1. No Galo, Guilherme recuava para ajudar Giovanni Augusto na marcação isolando Magno Alves. No Furacão, Marcelo Oliveira e Paulo Baier tinham liberdade com Guerrón mais à frente.
A diferença primordial do primeiro tempo estava na intensidade. O Atlético-MG marcava de perto e tentava sair em velocidade, com seus volantes chegando ao ataque. Era "agressivo" sem a bola, dificultando as ações do adversário. O Atlético-PR jogava em outro ritmo. Demorava para chegar na marcação, acompanhava à distância e tinha dificuldade de transição.
Toró e Magno Alves duas vezes, marcaram para o Atlético-MG. Que poderia ter marcado goleada ainda maior. Toró perdeu chance incrível. Magno Alves também teve boas chances. O Furacão, mesmo após a entrada de mais um atacante no intervalo, pouco ameaçou o gol de Renan Ribeiro.
Adilson ainda monta o Atlético-PR, que aguarda reforços. Corrêa deve ser reforço para o meio-campo, dando a qualidade na saída que o técnico precisa. Cléber Santana tende a crescer de produção. Mas o time ainda precisa encontrar um companheiro para Guerrón e mais opções para poder fazer um bom papel na competição.
Quanto ao time mineiro, o início animador deixa boas expectativas. O grupo que Dorival tem à disposição encorpou. Guilherme deu um salto de qualidade ao ataque. Assim como Dudu Cearense deve dar ao meio-campo. Se ainda não dá para apontar o Galo entre os favoritos da competição é impossível não perceber o crescimento da equipe e os méritos de seu treinador na rápida reconstrução de um elenco jovem e cheio de potencial.
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A temporada 2011 do Cartola começa neste sábado. E como não poderia deixar de ser, o M. Cerrada FC chega forte, sem freio para mais um desafio. Neste ano, o Cartola apresenta algumas mudanças e novidades. Por isto, antes de divulgar a escalação mais esperada da rede, vou dar algumas dicas e informações sobre o jogo, principalmente para quem está se aventurando pela primeira vez (lembrando que quem quiser participar da Liga Marcação Cerrada no Cartola ainda pode, é só fazer o cadastro como explicado aqui).
Todos os times começam com 100 cartoletas (a moeda do jogo). É pouco e não dá para fazer muitas loucuras. O início da temporada sempre tem o mercado inflacionado, este ano ainda mais pelo excesso de grandes jogadores na competição. Por isto, contratar Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Luis Fabiano nas primeiras rodadas além de utópico é irresponsável.
O mais importante a saber neste início de temporada é que o preço flutua acima do normal. Os jogadores se valorizam (ou desvalorizam) 4 ou 5 cartoletas facilmente dependendo de seu desempenho, até atingirem um preço mais padronizado. Por isto, neste início é bom investir em jogadores desvalorizados para fazer caixa para o restante da temporada e poder passar a investir nas "estrelas".
Em todas as rodadas é preciso escalar 11 jogadores (sendo um goleiro) e um técnico. Ou seja, são 12 "contratações". Sendo assim, no início a média é de 8,3 cartoletas para cada jogador. É bom porém guardar sempre algum dinheiro de reserva, para que caso seus jogadores não rendam bem o resto do campeonato não fique comprometido.
A minha tática preferida normalmente é o 4-3-3. Atacantes e meias costumam render mais pontos e por isto é bom investir nele. Neste início, porém, faltará dinheiro para escalar muitos atacantes. Outras táticas podem ser boas opções.
É sempre importante observar os adversários de seus jogadores escolhidos. Neste início, portanto, olho em Santos, Coritiba, Vasco, Ceará e Avaí que focados em outras competições, podem usar times reservas ou mistos.
Agora vamos à análise e dicas por posição:
Goleiro: o bom goleiro é aquele que não sofre gols. Porém, vale a pena arriscar bons goleiros contra times mais fortes. Eles vão trabalhar mais e fazer mais pontos. Vale a pena ficar de olho também em Rogério Ceni, goleiro que pode acumular pontos também marcando gols.
Bons nomes para a primeira rodada são: Felipe do Flamengo (caro, porém deve enfrentar os reservas do Avaí), Renan Ribeiro do Atlético-MG, Renan do Internacional e Flávio do América (tem bom preço e seus times são favoritos nos confrontos). Se quiser economia, Ricardo Berna, do Fluminense, custa apenas cinco cartoletas, mas terá o forte São Paulo pela frente.
Zagueiros: quando o time não sofre gols, os zagueiros ganham pontos extra. Além disso, é bom ficar atento aos zagueiros que cometem poucas faltas e também levam poucos cartões. Ainda há no Brasil zagueiros que costumam marcar muitos gols.
Bons nomes para a primeira rodada: David Braz do Flamengo (mesmo motivo de Felipe), Thiago Heleno do Palmeiras (vive bom momento e o Botafogo terá seu ataque reserva), Leandro Euzébio do Fluminense (costuma fazer muitos gols). Welinton do Flamengo e Werley do Atlético-MG são boas opções para quem quer gastar pouco.
Laterais: assim como os zagueiros, é bom investir em laterais de times que sofram poucos gols e em jogadores que façam poucas faltas. Laterais ofensivos podem render ainda mais pontos com gols ou assistências.
Bons nomes para a primeira rodada: Nei do Internacional (caro, mas pode valer o investimento contra os reservas do Santos), Patric do Atlético-MG (tem marcado muitos gols), Fábio Santos do Corinthians (costuma bater faltas e penaltis), Júlio César do Fluminense (joga de forma bastante ofensiva). Opções baratas? Gabriel Silva do Palmeiras e o estreante Thiago Carletto do América que custa apenas 1 cartoleta.
Meias: existem volantes que rendem boas pontuações. Principalmente os que roubam muitas bolas. É preciso cuidado com o excesso de faltas, porém. No entanto, os melhores costumam ser mesmo os mais ofensivos, que marcam gols e dão passes produtivos.
Bons nomes para a primeira rodada: Oscar do Internacional e Botinelli do Flamengo (são caros, mas podem valer o investimento em um deles), Escudero do Grêmio, Fillipe Souto do Atlético, Irênio do América e Tinga do Palmeiras (boas opções por bom preço). O mais vantajoso para a primeira rodada, porém, é investir no jovem Giovanni Augusto, do Atlético-MG, pela pechincha de 3 cartoletas.
Atacantes: atacante bom é atacante que faz gol. Os que sofrem mais faltas e que também conseguem dar passes são ainda melhores. Gol deve ser sempre o foco dos homens de frente.
Bons nomes para a primeira rodada: Deivid do Flamengo, Leandro do Grêmio e Fábio Júnior do América (estão dentro das possibilidades financeiras para a rodada e tem boas chances de marcar na primeira rodada), Keirrison do Santos (jogará com o time reserva do Peixe mas sabe que precisa jogar bem para surpreender Muricy). Eliandro do América e Richely estreante do Santos podem ser boas apostas para quem pretende gastar pouco.
Técnico: O técnico tem sua pontuação baseada na média de todos os jogadores de seu time. Portanto, vale a pena apostar naqueles amplamente favoritos para a rodada.
Bons nomes para a primeira rodada: Vanderlei Luxemburgo do Flamengo (ou alguém acha que os reservas do Avaí podem surpreender o Flamengo?), Marcelo Oliveira do Coritiba (mesmo com time misto, tem tudo para estrear vencendo em casa). Enderson Moreira do Fluminense e Mauro Fernandes do América podem ser opções para quem tem pouco dinheiro.
Sem mais delongas, aí vão os escolhidos do M. Cerrada FC para a primeira rodada:
Felipe (Flamengo), Patric (Atlético-MG), Welinton (Flamengo), Leandro Euzébio (Fluminense) e Júlio César (Fluminense); Tinga (Palmeiras), Escudero (Grêmio), Irênio (América) e Giovanni Augusto (Atlético-MG); Leandro (Grêmio) e Fábio Júnior (América). Técnico: Marcelo Oliveira (Coritiba).
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Não vi os melhores momentos do Peñarol. O time uruguaio, cinco vezes campeão da Libertadores, viveu anos de ostracismo desde que eu comecei a acompanhar o futebol mais de perto. Vi poucas imagens do time uruguaio vivendo seus melhores momentos. Mesmo sem motivo, respeito muito a camisa e a força deste time. E fico feliz em vê-lo voltando a ser forte.
Ontem o time assegurou vaga na semifinal da Libertadores, mesmo derrotado pela Universidad Católica por 2 a 1. Fez valer o primeiro jogo, quando contou com enorme contribuição do goleiro chileno Garcés para vencer por 2 a 0. 24 anos depois, os uruguaios estão de volta às fases decisivas da competição.
O jogo não foi uma primazia técnica. Mas foi o típico jogo de Libertadores: estádio cheio, pressão da torcida, jogo pegado, entrada ríspidas e os times lutando até o fim. Tanto Peñarol quanto Universidad Católica não tem grandes times. Tem bons valores individuais, boa organização tática e muita garra. Os chilenos contam com o bom lateral esquerdo Eluchans, e com Lucas Pratto, do qual já falei outras vezes e que pra mim está entre os melhores jogadores da competição. Já o Peñarol, contou com grande atuação do volante Corujo e tem em Martinuccio, pretendido pelo Palmeiras, seu melhor jogador.
O Vélez é o adversário do Peñarol. Será uma semifinal sensacional. Os argentinos tem um time muito superior, para mim, favorito ao título inclusive. Mas não é bom duvidar da força da camisa uruguaia. Aliás, é bom vê-la forte de novo.
No outro jogo, bem mais fraco, o Cerro Porteño venceu o Jaguares por 1 a 0 e classificou-se para enfrentar o Santos. Os dois times estiveram no mesmo grupo na primeira fase, e o Santos não perdeu para o Cerro. Tem muito mais time e tudo para chegar à decisão.
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Mano Menezes divulgou hoje a lista para os amistosos com Holanda e Romênia (despedida de Ronaldo), em junho. 28 convocados, de onde sairão também os 22 selecionados para a Copa América, em julho. Única exceção poderá ser feita caso Ganso se recupere de contusão antes do prazo pré-determinado.
Como de costume, Mano muda poucos nomes. A lista é política e não tem grandes novidades.
Fábio, goleiro do Cruzeiro, foi chamado pelo treinador. Há pelo menos quatro anos é regular e está entre os melhores do país. A convocação é justa e corrige erro histórico, mas dificilmente Fábio entrará em campo. Convocação que serviu para diminuir a pressão em torno do nome do goleiro mas que para Fábio não valerá nada, principalmente porque quatro goleiros foram convocados.
Thiago Neves também é novidade. Me parece um nome justo e que tem tudo para ficar. Fez ótimo semestre com o Flamengo, carregando o time nas costas quando Ronaldinho ainda não mostra brilho.
O último novo nome foi o de Fred, atacante do Fluminense. Embora ache que ele é o melhor do país na posição e que tem tudo para ser o dono da nove nos próximos anos, a presença de Fred é injustificável no momento. Pouco jogou em 2011 e ainda luta contra as seguidas lesões. Este chamado, certamente, não foi conquistado pelo que ele fez.
Entre as ausências a que mais chama a atenção é a de Marcelo. Fica claro que há um problema entre jogador e técnico. O que não justifica que ele fique fora. Técnica e taticamente, Marcelo é de longe o melhor lateral esquerdo do Brasil. Foi protagonista no Real Madrid e não pode ficar fora da seleção.
Me chama a atenção ainda a ausência de Hernanes e Hulk, que pelo que fizeram na temporada européia mereciam fazer parte do grupo. Hernanes caiu no conceito de Mano por causa da expulsão contra a França. Hulk ainda sofre com o preconceito diante de seu nome.
A lista não é ruim. O trabalho segue firme, com boa continuidade. Mano tem um time forte em mãos que deve crescer com o amadurecimento de Neymar. Resta corrigir algumas injustiças e principalmente, deixar de lado política e picuinhas para chamar aqueles que merecem pelo que fazem dentro de campo.
Escolhi assistir ontem o jogo do Santos pela Libertadores. Em alguns momentos, zapeava ora o duelo em São Januário, ora o confronto no Ceará. Por isto, tenho pouco a dizer e não posso fazer análises profundas das duas semifinais da Copa do Brasil.
Em São Januário, o Vasco não conseguiu mais do que um empate por 1 a 1 com o Avaí. Gol de penalti, nos acréscimos, com Diego Souza que vem crescendo de rendimento. Penalti mal marcado pela arbitragem, logo após ignorar penalidade em Ramón. A famosa lei da compensação.
O Avaí teve dificuldades no início mas soube marcar o Vasco. Teve força para ir ao ataque com o jovem Marquinhos Gabriel e conseguiu abrir o placar em bom chute de Julinho. Vai definir a classificação em casa, onde tem jogado melhor. Assim como o Vasco, que não consegue ganhar de ninguém em casa mas tem feito ótimos resultados como visitante.
No Ceará, os donos da casa tentaram atacar. Principalmente na etapa final, após a entrada de Nicácio. Mas o Coritiba foi sempre mais perigoso, nos contra-ataques. Fez falta Bill, um dos melhores jogadores do Coxa na temporada, que cumpriu suspensão.
Embora o Ceará mereça ser respeitado pela classificação diante do Flamengo, é difícil imaginar que o Coritiba não consiga um bom resultado jogando diante do Couto Pereira certamente recebendo festa maravilhosa.
Esta semifinal, me parece mais perto da definição. Avaí e Vasco certamente farão jogo mais difícil, equilibrado e indefinido na Ressacada.
De toda forma, a Copa do Brasil tem em suas semifinais times inesperados mas qualificados. Que farão grandes jogos decisivos.
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O caminho não foi fácil até aqui. Promete ser ainda mais complicado no que vem pela frente. Mas vencendo todas as dificuldades, o Santos chegou às semifinais da Libertadores. Restam "apenas" quatro partidas para que o time possa tornar realidade o sonho do tri.
Ontem mais uma vez o Once Caldas se mostrou forte. A eliminação do fortíssimo Cruzeiro em Sete Lagoas não aconteceu por acaso. O time do descontrolado Juan Carlos Osório é determinado, organizado e cascudo, principalmente jogando fora de casa. Foi eliminado ontem, sem ser derrotado uma vez sequer pelos mandantes.
O gol de Neymar, logo aos 11 minutos mudaria o jogo. Ótima jogada de Danilo (depois de Neymar, o melhor e mais regular jogador do Santos na temporada) e gol do craque, cada vez mais protagonista, cada vez melhor. O Once Caldas tinha motivos para ficar abatido. Mas não ficou.
Os colombianos adiantaram as linhas e passaram a pressionar. Quase sempre com Moreno, pelo lado direito, às costas de Léo. 29 minutos e depois de cochilo da defesa do Santos (raro momento desde que Muricy assumiu), Rentería empatou o jogo.
Com o jogo empatado, o Once Caldas tentava assustar. Já com Pará no lugar de Alan Patrick, o Santos reorganizou a marcação e diminuiu os espaços. Mas não conseguia segurar a bola no campo de ataque, principalmente pelo dia ruim de Zé Love. Elano, principal responsável pela armação, jogava longe de Neymar e deixava o Santos pouco perigoso.
O panorama pouco emocionante do jogo seguiu até os minutos finais. Quando Neymar resolveu aparecer novamente e fez ótima jogada até ser derrubado. Penalti que ele bateu e perdeu. Neymar é craque, é decisivo, é sensacional. Mas deveria evitar as penalidades. Esta responsabilidade, ele merece que seja assumido por outro. Elano por exemplo, não perdeu nenhum na temporada.
O penalti perdido deveria animar o Once Caldas para buscar o gol da classificação nos minutos finais. Mas o Santos voltou a se mostrar muito forte na defesa, com atuações firmes de Dracena e Durval e com Adriano cada vez melhor à frente da zaga.
O Santos que só empolga quando a bola passa por Neymar, só se arrisca em falhas cada vez menos frequentes. É o time com a cara de Muricy, que vai vencendo as dificuldades e seguindo em frente na Libertadores. A receita defesa segura e craque decisivo pode ser suficiente. Mas seria bom que os homens de frente pudessem ajudar o jovem protagonista do Peixe.
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O Brasileirão está chegando e com ele chega a 4ª edição do Bolão Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro. Mais uma vez a inscrição é gratuita e o vencedor este ano receberá em sua casa uma camisa oficial do seu time do coração.
Não fiquem de fora. Chamem seus amigos, se inscrevam e participem! Para conhecer as regras e fazer sua inscrição, basta clicar na aba "Bolão" no menu superior ou clicar aqui. Serão aceitas inscrições até o dia 27 de maio.
Por falar em Campeonato Brasileiro, a Liga Marcação Cerrada no Cartola também está aceitando inscrições e dará um livro ao vencedor. Muita gente tem solicitado a entrada na Liga no Cartola, mas não está preenchendo os requisitos de inscrição. Leiam este post e também não fiquem de fora.
Que venha o Brasileirão. Boa sorte a todos e sejam bem-vindos!
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A dinâmica interessante do futebol fez da partida final do Campeonato Mineiro um jogo de prognóstico impossível. A decisão de ficar "em cima do muro" mostrou-se certeira no jogo que deu o título ao Cruzeiro, com gols marcados no fim da partida.
Durante praticamente todos os 90 minutos na Arena do Jacaré, o panorama foi o mesmo dos minutos finais da primeira partida decisiva: o Cruzeiro tentava atacar, não com a mesma desenvoltura de outras partidas. O Galo se defendia e esperava a chance para definir o jogo. E a chance veio, já no meio do segundo tempo quando Magno Alves saiu na cara do gol e hesitou à frente de Fábio. Naquele momento, o gol alvinegro seria fatal.
Antes disso, o Cruzeiro já martelava. Mas insistia nas bolas aéreas, que facilitavam para Leonardo Silva, e sentia falta de presença na área. O Cruzeiro tinha a bola porque melhorou a marcação em relação ao primeiro jogo. Leandro Guerreiro foi muito bem à frente da defesa. Marquinhos Paraná deu segurança ao lado direito, principalmente enquanto Mancini esteve em campo. Gil fez partida perfeita, ganhando na raça e no posicionamento a maioria das bolas.
O Atlético tinha a proposta do contra-ataque mas faltava o arco. A flecha, Magno Alves, só recebeu uma vez em condições de marcar (lance já citado). A proposta de fechar o time funcionou e deu ao adversário poucas chances de marcar. Mas embora Giovanni seja ótimo jogador e tenha futuro grandioso pela frente, não tem a bola longa que o time precisava para surpreender o Cruzeiro.
O jogo equilibrado só foi decidido quando Walyson (um dos piores em campo) mostrou estrela mais uma vez e acertou o canto de Renan Ribeiro. Àquela altura, os garotos de Dorival Júnior acusaram o golpe e já não restavam tempo nem alternativas para reverter a vitória cruzeirense. Pouco depois, Gilberto ainda deu o golpe de misericórdia, gol de quem provou novamente em campo sua qualidade.
Embora fique o sentimento de tristeza pela perda de um título que esteve tão perto, o Galo tem motivos para manter a cabeça erguida. Há um mês era inimaginável que o time pudesse bater de frente com seu principal rival como fez. Talvez por isto, tenha perdido a oportunidade de atacar o adversário e definir o confronto quando era mais forte tática e psicologicamente. Se precisa de mais para poder de fato brigar pelo título ou pelas primeiras posições no Brasileiro, fica o alento pela garotada que segurou a barra e deu padrão à equipe em momento de turbulência. O trabalho de recuperação de Dorival junto aos jovens é inquestionável.
O Cruzeiro comemora o título com gosto amargo. Sabe que poderia mais no semestre, especificamente na Libertadores. A dinâmica do futebol, citada no início do texto, faria do time que encantou o país um time esquecido e sem valor caso perdesse a decisão. Natural. Assim como é natural que o campeão mineiro entre com a base mantida, como forte candidato em mais um Brasileirão.
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Se há um time "sem freio" no futebol brasileiro não é o Flamengo, nem o Coritiba, nem o Ceará. É (ou era) o São Paulo, de Paulo César Carpegiani. Ontem, mais uma vez, o time teve a alta rotação que o caracterizou na temporada. Novamente, não atingiu seu objetivo. Derrotado por 3 a 1 pelo Avaí, deu adeus à Copa do Brasil.
O jogo que se desenhava era de um Avaí que precisava buscar o jogo e que tentaria bater o adversário na raça, com o apoio de sua torcida. Com jogadores experientes que tem, cabia ao São Paulo tentar controlar o jogo e acalmar os ânimos. Com Lucas de volta ao meio-campo, não conseguiu.
O jogo foi bom. Bom para assistir. Bom para o Avaí. O jogo de ataques rápidos, onde nenhum dos times tinha a posse da bola, interessava ao mais fraco e a quem precisava surpreender. Os dois times tentavam chegar nas bolas esticadas pelos lados e por ali saíram os gols. Casemiro abriu o placar para o São Paulo, que mesmo com a vantagem ampliada, não diminuiu o ritmo. O Avaí virou rapidamente com William e Bruno. Alcançou o resultado que lhe interessava no início do segundo tempo, com Marquinhos Gabriel (único a marcar com os pés, mas também após bola alçada na área).
A necessidade de marcar passou para o São Paulo. Lucas já cansado e voltando de contusão, sumiu. Dagoberto, perdido entre os zagueiros também. Marlos entrou mal. O São Paulo precisava ter paciência com a bola, inteligência para tentar algo diferente. Mais uma vez, não conseguiu.
O Avaí mais uma vez consegue uma classificação para muitos improvável, dentro de casa. Também na Ressacada, decidirá uma vaga na decisão contra o Vasco. O trabalho de Silas mais uma vez surte efeito na Ilha. E é difícil imaginar até onde o Leão pode chegar.
Trabalho que não surtiu efeito foi o de Carpegiani no São Paulo. Embora ainda não oficialmente demitido, a diretoria já fala na busca de um novo técnico. Apesar de ter deixado definitivamente o "Muricybol" para trás, e de jogar futebol agradável, o São Paulo não teve alternativas e não atingiu os objetivos. Vida de time grande é assim.
O São Paulo é vencedor por natureza. Precisa de um técnico assim. No mercado hoje, não encontro nenhum. Dorival Júnior não vai sair do Atlético. Cuca definitivamente não tem o perfil campeão que o clube procura. Dunga é uma incógnita. Juvenal precisará ser criativo. E o São Paulo, se reinventar. Talvez em rotação um pouco menor.
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29 jogos depois, a invencibilidade do Coritiba caiu. Foram 24 vitórias seguidas até a derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, ontem à noite, que curiosamente classificou o time às semifinais da Copa do Brasil. O resultado não tira os méritos e a qualidade do Coritiba de forma alguma, mas prova o quão atípico foi o primeiro jogo, vencido pelos curitibanos por 6 a 0.
Antes de mais nada, é preciso destacar a presença da torcida do Palmeiras. 21h50, com uma missão impossível pela frente, o time levou mais de 6 mil apaixonados que provavelmente não acreditavam em uma reviravolta, mas deram o voto de confiança que o time de Felipão mereceu provar ao fim do jogo.
Em campo, o jogo não foi dos mais empolgantes. Embora tenha começado melhor, o Coritiba teve dificuldades graças a marcação forte imposta pelo Palmeiras no campo defensivo. A estratégia de Felipão, colocando mais um volante no time, parecia assustadora para quem precisava de uma goleada histórica, mas se mostrou eficaz.
No fim, o Palmeiras conseguiu a vitória por 2 a 0 que aliviou um pouco os animos no Parque Antártica. O time precisa de reforços óbvios mas tem condições de fazer boa campanha no Brasileirão. É um time que não dá show, que às vezes não funciona, mas que consegue boa regularidade dentro de suas limitações. Provou isto na primeira fase do Campeonato Paulista. Com a recuperação física e paciência, pode fazer campanha digna. Com alguns reforços pontuais, tem condições de brigar pelo título.
Quanto ao Coritiba, não deve se abalar com a perda da invencibilidade. Cedo ou tarde, a derrota obviamente viria. Foi apenas o primeiro jogo no ano que o clube não venceu. A primeira partida sem marcar gols. Pelo que fez até aqui em 2011 não há outra coisa a fazer para o time de Marcelo Oliveira: é preciso levantar a cabeça e seguir em frente. Até o fim da Copa do Brasil.
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A quarta-feira foi agitada para o jovem craque do Santos. Começou com a provocação dos jornais paraguaios, que perguntavam "Ney quem?". Quem já havia se apresentado ao mundo com a seleção brasileira, precisaria dar "muito prazer" também aos colombianos.
Pouco depois, o seu empresário Wágner Ribeiro fazia comparações tolas e desnecessárias em seu twitter. Começou comparando Neymar a Pelé. Depois disse que o jovem santista já estava acima de Ronaldo Fenômeno, Robinho, Kaká e Cristiano Ronaldo. Por fim que ele "está no mesmo nível de Messi". Quem conhece Wágner Ribeiro já se acostumou ao seus exageros "fanfarrônicos".
Chegou a noite, e Neymar mais uma vez foi o protagonista do Santos. Novamente sem o "fiel escudeiro" Ganso, o garoto chamou a responsabilidade contra o Once Caldas. Saíram de seus pés as principais jogadas ofensivas do Peixe, que venceu por 1 a 0. Passe de Neymar e gol de Alan Patrick.
Porém, embora tenha Neymar cada vez mais protagonista e decisivo, o Santos assume de vez o "DNA defensivo" de Muricy Ramalho. São seis jogos sem sofrer gols. Apenas duas vezes a defesa foi vazada desde a chegada do treinador, dez jogos atrás.
É funcional e tem resolvido. Garantiu ao Santos um ótimo resultado em Manizales que deixa o time com ampla vantagem para o confronto de volta contra os colombianos. Mas que não decide o confronto. Vale lembrar que o Once Caldas conseguiu reverter a vantagem contra o Cruzeiro na semana passada e que a campanha do time se destaca pelos bons resultados obtidos fora de casa (ainda não conseguiu vencer como mandante).
Ontem, com um jogador a mais em boa parte do segundo tempo, o Santos poderia ter deixado o confronto mais perto da definição. Preferiu tocar a bola, se defender e não correr riscos. Apesar de ter Neymar mais maduro a cada dia, o Santos "brilha" é jogando na defesa. Com Muricy é assim e há quem goste.
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Vai chegando o Campeonato Brasileiro e a competição cresce no Marcação Cerrada. E pelo terceiro ano consecutivo, o blog vai esquentar a disputa no fantasy game Cartola FC, do Globoesporte.com. Em 2009, o M. Cerrada FC ficou com o título. Em 2010, o rendimento caiu. O DrogFla foi quem conquistou o caneco, com o "dono da bola" conquistando "apenas" um lugar entre os quatro primeiros colocados.
Este ano, o jogo tem algumas novidades. A principal delas, o Hall da Fama, que dará "troféus" para os participantes de acordo com o desempenho no jogo. Seu time fazer três gols na rodada, por exemplo, vale o prêmio "Chuteira de Bronze". Outra inovação, é a possibilidade de trocar mensagens com outros participantes através do mural.
Em 2011 os craques aparecem fortes no Brasileirão. Com isto, o preço sobe e o mercado fica inflacionado. Como sempre, todos os times começam com 100 cartoletas. Para contratar Luís Fabiano, Ronaldinho Gaúcho ou Neymar, no entanto, serão necessárias 30 cartoletas. Por isso, é preciso atenção às finanças. Na semana que vem, aprofundarei um post com mais dicas para os iniciantes no jogo.
A grande novidade neste ano, no entanto, é que a liga do Marcação Cerradadará prêmio ao vencedor! Quem for o melhor ao fim da temporada ganhará o livro "Como o Futebol Explica o Mundo", de Franklin Foer. Livro ótimo, que eu recomendo a compra a quem não conseguir vencer no jogo.
Para participar da disputa pelo livro, os interessados precisam curtir a página do Marcação Cerrada no Facebook, e deixar um comentário no post sobre o Cartola com os dados solicitados.
A semana de jogos fundamentais para o Cruzeiro não poderia ser pior. Eliminado na quarta-feira da Libertadores o time viu o rival reverter a vantagem na primeira partida da decisão Estadual. Para ser campeão, terá que conseguir pela primeira vez o que o Atlético também demorou para conseguir: vencer um clássico diante de seus torcedores na Arena do Jacaré.
O equilíbrio foi a marca do primeiro jogo decisivo em Minas Gerais. Atlético e Cruzeiro fizeram um jogo muito disputado e decidido em detalhes. Empate ou até mesmo vitória do Cruzeiro, não poderiam ser considerados resultados injustos. Assim como a vitória do Galo não foi.
Depois de esboçar um time com três volantes no início da semana, Dorival acabou optando pela entrada de Bernard na vaga de Renan Oliveira. Manteve o 4-2-3-1 com Mancini pela esquerda, tentando aproveitar o momento ruim de Pablo no Cruzeiro. Conseguiu. Ainda aos 4 minutos, Mancini fez o que quis com o lateral do Cruzeiro e sofreu falta. Ele mesmo bateu e contou com o posicionamento ruim de Fábio para abrir o placar.
O gol mudou o que poderia ser a história do jogo. Com a vantagem, o Atlético passou a jogar atrás da linha do meio-campo. Esperava o Cruzeiro com a clara intenção de sair em velocidade explorando as costas dos laterais celestes.
Cuca também escalou o Cruzeiro no 4-2-3-1. Teve o retorno de Walyson, mas ainda sem Thiago Ribeiro deixou o inofensivo Ortigoza no comando do ataque. Além disso, o técnico resolveu "punir" Roger pela expulsão contra o Once Caldas. Puniu também o Cruzeiro, que perdeu o toque rápido e inteligente do meia.
Do primeiro gol atleticano até o fim do primeiro tempo, ficou óbvio o que separava as duas equipes no confronto. O Cruzeiro tinha a bola, mas não conseguia agredir. Os laterais do Galo marcavam bem, Serginho e Felipe Soutto marcavam de perto e não deixavam espaços na entrada da área. O gol celeste só saiu quando o diferenciado Montillo conseguiu escapar da marcação e deixar Walyson sozinho para empatar.
Já o Atlético, embora jogasse recuado, tinha liberdade ofensiva. A marcação cruzeirense estava encaixada, mas os jogadores marcavam à distância. Principalmente Giovanni Augusto, jovem destaque do time e do jogo (enquanto teve pernas). Foi dele a jogada que terminou com gol do injustamente vaiado Patric, pouco depois do gol celeste e que deu a justa vantagem no primeiro tempo a quem brigou mais pela bola.
Na etapa final o ritmo do jogo caiu. O Cruzeiro melhorou a marcação pelo lado direito com a entrada de Leandro Guerreiro e passou a acompanhar os jogadores adversários mais de perto. O Atlético, seguia aproveitando a vantagem para não se expor. Embora a melhor chance tenha sido a bola na trave de Gilberto e o Cruzeiro tenha sufocado nos minutos finais, os atleticanos pareciam mais organizados e com mais chances de chegar ao gol. Com um pouco mais de ímpeto ofensivo, a equipe de Dorival Júnior poderia ter chegado a um placar irreversível na partida decisiva.
A vantagem mínima que tinha o Cruzeiro, agora é do Atlético. O equilíbrio do primeiro jogo, porém, deixa a decisão mineira absolutamente aberta para o próximo domingo.
O Atlético com um time em crescimento, jovem e cada vez mais com a cara de seu treinador. Já provou que pode enfrentar o rival em condições de igualdade e terá a oportunidade de jogar o seu jogo: defendendo atrás e jogando em velocidade.
O Cruzeiro terá uma semana para se recuperar física e psicologicamente da semana ruim. Perde Montillo, injustamente expulso no fim da partida (não falarei mais uma linha sobre mais uma arbitragem ruim de Paulo César de Oliveira). Com o retorno de Roger, o crescimento físico de Fabrício e o possível retorno de Thiago Ribeiro, deve ficar ainda mais forte para buscar o título diante de seu torcedor.
O Barcelona já tinha o título espanhol praticamente definido desde o empate contra o Real Madrid, no primeiro clássico do "Rally". Ontem, foi a vez do Manchester United encaminhar sua conquista em mais uma demonstração de força e do ótimo momento que vive, batendo o Chelsea por 2 a 1. Agora, ambos dependem apenas de um empate nas rodadas finais (restam duas na Inglaterra, três na Espanha) para confirmarem matematicamente a conquista. A cabeça, já está na final da Champions League, no próximo dia 28.
O início empolgante do United deixou o Chelsea absolutamente atordoado em Old Trafford. Pouco após a saída de bola, Park achou Chicarito que abriu o placar antes do primeiro minuto. 20º gol do jovem mexicano em sua primeira temporada na Inglaterra. Quem acompanha o blog sabe que minha aposta no jovem é antiga e que já disse que não demorará para que ele seja consagrado como o melhor do planeta.
O rolo compressor dos Diabos Vermelhos, novamente postados num 4-1-4-1 que dominava o meio-campo e que dava liberdade imensa para Rooney trabalhar entre defesa e meio-campo do Chelsea em desvantagem no 4-3-3, seguiu. Rooney e Chicarito já haviam perdido pelo menos duas ótimas oportunidades de gol antes de Giggs dar um verdadeiro passe para Vidic ampliar de cabeça.
Só então, o Manchester diminuiu o ritmo. Principalmente porque o Chelsea passou a sair para o jogo com muita gente e assustar, principalmente nas bolas paradas de Drogba. Na segunda etapa, Ancelotti colocou Ramires em campo para espelhar o esquema do adversário. O 4-4-1-1 do Chelsea tinha as linhas bem avançadas e Drogba tentando se movimentar para servir Fernando Torres.
O Chelsea cresceu até encontrar o gol, com Lampard, pouco depois de Drogba perder ótima oportunidade. Fosse um time comum, o Manchester se assustaria e recuaria para garantir o 2 a 1 que praticamente lhe garantia o título. Não o fez. O time de Ferguson encarou o adversário, adiantou sua equipe e passou a trocar passes com inteligência e objetividade no campo ofensivo. Novamente, Rooney e Chicarito perderam ótimas chances de ampliar a vantagem e definir o confronto.
O Manchester, campeão inglês, cresce na reta decisiva da temporada. Tem elenco equilibrado e em ótimas condições físicas. Tem a experiência de Van der Sar e Giggs. O apetite de Rooney. Jovens de talento como Fábio e Chicarito. Embora siga achando o Barcelona o melhor time do planeta e favorito no duelo final, é evidente que a distância entre as duas equipes parece menor a cada dia. Faz bem quem não descarta o maior campeão da história da Inglaterra.