O campeão voltou!

A sexta-feira trouxe uma ótima notícia para quem gosta de futebol e para quem acompanha o Marcação Cerrada. O Cartola FC, fantasy game criado pelo Globoesporte.com está de volta. E com ele, a disputa mais empolgante da internet mundial aqui no blog.

O M.Cerrada FC está de volta. E depois de um bom período de descanso, preparadíssimo para encarar a emocionante temporada que vem pela frente.

Nada melhor para levantar o astral e mostrar a responsabilidade para o grupo de jogadores que representará a equipe do que relembrar a classificação da Liga M. Cerrada no ano passado:

Classificação Final:
1º - MCerrada FC - 2735,63 pontos
2º - Leandrus - 2489,92 pontos
3º - POLASKA F.C. - 2471,29 pontos
4º - Tá Rolando United - 2329,32
5º - Pops SSJ - 2324,45

Este ano muitas novidades no jogo, principalmente no que diz respeito ao layout. O Marcação Cerrada deu uma pequena alterada no "visual" e incrementou o escudo com uma estrela, referente ao título do ano passado.

A temporada que vem pela frente promete e por isso eu convido todos a fazer parte da disputa, clicando aqui e fazendo o cadastro na Liga. É importante se identificar aqui no blog, através de comentário, para que eu aceite. Quem estava no ano passado, continua lá.

Novas inscrições serão aceitas até a quinta rodada. E quem não se cadastrar este ano até a primeira rodada será excluído da liga.

Sejam bem-vindos e boa sorte a todos.

Além do Cartola, faça também a inscrição no Bolão Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro. Serão aceitas inscrições somente até a próxima sexta. Seja esperto e não fique de fora!

Ex-coadjuvante

Bastaram seis minutos para o técnico do Nacional do Uruguai que poderia ter aproveitado o tempo que passou criticando a defesa do Cruzeiro para cuidar de seus zagueiros. Lançamento de Diego Renan, falha grotesca do beque uruguaio e Thiago Ribeiro colocou os mineiros em vantagem no Mineirão.

Assim seguiu por todo o primeiro tempo. Com um meio-campo envolvente e ótima atuação de seus três volantes, o Cruzeiro dominou amplamente os uruguaios. Fez 3 a 0 em 45 minutos e poderia ter feito mais.

Os três gols foram de Thiago Ribeiro. Outrora, coadjuvante no ataque comandado por Kléber. Hoje, jogador tão importante quanto o Gladiador para o Cruzeiro. Prova disto está nos números. Ambos são os artilheiros da Libertadores, com 7 gols cada.

O arrasador Cruzeiro que amedronta os adversários quando joga no Mineirão demorou um pouco além da conta para voltar para o segundo tempo. Cochilou e levou um gol que coloca fogo na partida de volta, semana que vem.

Depois disso, enquanto os uruguaios teimavam em defender, o Cruzeiro esbarrava em seus erros para não ampliar a vantagem. No fim, 3 a 1, que deixa bem encaminhada a classificação celeste para as quartas-de-final da Libertadores.

Depois do vice no ano passado e da derrota no Mineiro deste ano, o time me parece mais maduro e preparado do que nunca. Eles querem este título. E se ficarem ligados como em 80 dos 90 minutos do jogo de ontem, é bom não perder tempo falando mal da defesa ou de qualquer setor que seja no time cruzeirense.

E a culpa era dele?

O começo de Muricy no Fluminense não foi nada animador. Mesmo no Maracanã e com um jogador a mais em grande parte do segundo tempo, o time foi derrotado pelo Grêmio e praticamente deu adeus à Copa do Brasil. Talvez o Flu não vencesse, pois o time gremista é muito melhor, mas com Cuca no comando a história poderia ser diferente.

Não que a culpa seja do novo treinador. Muricy tem competência para fazer um bom trabalho no Flu, desde que nas condições citadas em outro post. O fato é que trocar de técnico tão perto de um jogo decisivo foi um tiro no pé. A prova foi o resultado da partida.

O Fluminense começou a perder o jogo ainda no vestiário. O time que já não tinha Conca e Alan, machucados, perdeu Fred (por 20 dias). Desfalcado, o Flu até começou bem e saiu na frente. Mas rapidamente caiu diante da qualidade muito superior do time gaúcho.

O Grêmio que já havia feito um belo resultado contra o Inter no fim-de-semana, conseguiu mais uma vitória baseada na boa fase de Douglas e Jonas. Encaminhou muito bem a classificação para as semifinais da Copa do Brasil. E mais do que nunca, se afirma como candidatíssimo ao título ao lado do Santos.

Já o Fluminense, tem muito trabalho pela frente. É bom esquecer a Copa do Brasil e se concentrar num difícil Brasileiro. Outro milagre como ano passado, será tarefa quase impossível. Portanto, é bom jogar bola desde o início. E para isso, é preciso muito trabalho e alguns reforços.

Vantagem para lá de grandiosa

Quando o juiz apitou o fim do jogo ontem no Maracanã, me lembrei do amigo Filipe Araújo, que disse que não havia momento pior para enfrentar o Flamengo. Eu discordei, e sigo discordando. Mas não dá para dizer que não há, de fato, uma mística e uma mágica quando se trata do rubro-negro carioca.

O duelo contra o Corinthians tinha tudo para ser ainda melhor, não fosse a forte chuva que caiu no Rio de Janeiro antes do jogo. A água transformou a primeira etapa numa batalha dos dois times contra o gramado. Pouco futebol e muita luta.

De importante, só mais um vacilo do Fla na Libertadores em momento decisivo. Michael foi expulso antes dos 30 minutos, por levar dois cartões amarelos. Destempero que poderia custar muito caro, não fosse a tal mística flamenguista.

Com um homem a mais, o Corinthians que mais se defendia do que atacava, se viu na necessidade de vencer o jogo. E era, de fato, importante matar de vez um adversário que já parecia perto do caixão.

Os jogadores do Flamengo se desdobraram. Pareciam virar dois em campo. Além de marcar muito bem os corinthianos (principalmente Vágner Love, com mais uma partida taticamente incrível) achavam espaços para atacar em velocidade. Até que Juan sofreu penalti de Moacir e Adriano fez o único gol do jogo.

O Corinthians não conseguia chegar. Dentinho não fez grande partida. Ronaldo, mais uma vez, esteve abaixo da crítica. Uma pena que não tenha coragem de assumir que não dá mais ou que ele não quer mais, vai saber.

A decisão ficou para São Paulo e está em aberto. O Corinthians, favoritíssimo, não é mais tão soberano assim. Tem um baita time e me parece mais pronto para decidir. Mas precisa entender que não é isto que vai entrar em campo e vencer. Precisa deixar alguns conceitos para trás. O fato de não ter marcado nenhuma vez no Rio pode complicar ainda mais a situação. O resultado, com um jogador a mais foi péssimo. Para os cariocas, com todas as circustâncias, foi quase uma goleada.

Por isso, como diria Filipe, não dá para duvidar do Flamengo.
Estão abertas as inscrições para o Bolão Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro de 2010. Não se cadastrou? Clique aqui e não fique de fora. As inscrições vão até o dia 7 de maio.

Tchau, Fossati

Por motivos óbvios não assisti ao jogo entre Banfield e Internacional. Tentei acompanhar os dois outros jogos da noite com afinco e três seria demais para este humilde blogueiro que vos escreve.

Sem ver a partida, porém, é fácil perceber que Fossati errou feio ao sacar Wálter do time. Se quisesse colocar mais um zagueiro, era correto tirar Alecsandro, apagado nas últimas partidas. O jovem tem sido, não de hoje, um dos mais incisivos e importantes jogadores do setor ofensivo colorado.

Vendo os melhores momentos da partida é fácil perceber que o domínio do Banfield não foi tão grande assim. E, principalmente, que Jorge Larrionda fez mais uma arbitragem lamentável e caseira. Expulsou mal Kléber, que não quis atingir o adversário. E legitimou um gol com dois impedimentos em sequência, em favor dos argentinos.

A situação do Inter é complicadissima. Precisa reverter vantagens de dois gols tanto no Campeonato Gaúcho quanto na Libertadores. Com o pragmático e confuso Fossati, eu não acredito. Já joguei a toalha. E acho que, com o elenco forte que tem, era momento para a diretoria Colorada agir. Depois de perdido o Gauchão no fim-de-semana, pode ser tarde demais.

Eles não são imbatíveis

Dentro do esperado, belo jogo de futebol ontem no Mineirão. Duas equipes que sabem o que fazer com a bola nos pés. Jogo aberto, franco, cheio de gols. Atlético-MG e Santos não deixaram nenhuma das boas expectativas que cercavam o encontro para trás. No fim, melhor para o Galo, que venceu por 3 a 2.

O time mineiro entrou ligado e em alta velocidade, como a dificuldade e importância da partida pediam. Fez 1 a 0 com Diego Tardelli logo no início do jogo. Gol que poderia dar tranquilidade ao time para segurar e diminuir o ritmo do jogo.

Não foi o que aconteceu. A partida seguiu franca e em alta velocidade. A marcação adiantada e muito bem feita pelos volantes do Galo engoliam o meio-campo santista. Muriqui e Ricardinho, sem a bola, impediam com perfeição a subida dos laterais. Tardelli inspirado, infernizava os zagueiros santistas, que jogam quase sempre sem homens na sobra, já que o meio-campo não é forte na marcação.

Mesmo sem jogar bem e com problemas para jogar pelos lados de campo, insistindo muito pelas jogadas na faixa central, o Santos conseguiu criar boas oportunidades. Obrigou Aranha a ser um dos melhores jogadores da partida. Acertou bola no travessão. E marcou dois gols, um em cada tempo.

No fim, a vitória por 3 a 2 foi justa e até pequena tendo em vista a superioridade do Atlético-MG em quase toda a partida. O Galo provou que pode sonhar com algo grande na temporada, se mantiver a pegada do jogo de ontem. Tem boas peças em todos os setores. Jairo Campos é um monstro na defesa. Júnior e Zé Luís vivem grande momento. E Tardelli provou que pode ser decisivo.

Quanto ao Santos, para mim segue favorito no confronto, principalmente graças ao segundo gol. É impressionante como mesmo quando não joga tão bem quanto de costume, dá muito trabalho ao adversário. Ganso vive um momento regular e fantástico. É o melhor jogador em atividade no Brasil.

Resta aguardar a decisão que ficou aberta para a Vila Belmiro. E esperar, certamente, mais um grande jogo de futebol.

Muito pouco, outra vez

Se observarmos que o time jogou boa parte do segundo tempo com um jogador a menos, que vai decidir a vaga em casa e é infinitamente superior ao adversário, dá para considerar o 0 a 0 com o Universitário do Peru um bom resultado para o São Paulo.

Mas basta assistir o time peruano jogar e ver o elenco que o tricolor paulista tem à disposição para notar que o placar não é tão bom assim.

Mais uma vez o São Paulo foi pragmático. Jogou o básico, muito abaixo das expectativas. Até controlou o jogo do início até a expulsão de Richarlysson (novamente fora de controle, prejudicando o time em partida decisiva). Mas criou poucas chances e não marcou nenhum gol.

Depois disso, o time se retraiu como tinha que ser feito, já que levar um gol poderia complicar uma fácil e óbvia classificação. Mas viu um adversário fraco, sem qualidade e tranquilidade para ameaçar a meta de Rogério Ceni.

O São Paulo vai se classificar. Não há chances de o Universitário surpreender o bom e experiente time no Morumbi. Mas as fases agudas da Libertadores estão aí. E se o time não passar a jogar o que se espera dele, pode ficar pelo caminho bem antes do que esperava.

O tempo de Ricardo Gomes para arrumar a equipe está acabando. As desculpas do início do trabalho não servem mais. Foi ele quem montou este ótimo elenco. É preciso saber aproveitá-lo.

O dia em que o melhor ataque foi a defesa

Ontem fui claro em meu palpite antes do jogo. A Inter se classificaria, independente da minha torcida pelo Barcelona. Meus motivos para acreditar nisso eram óbvios: Mourinho é um baita treinador. Inteligente demais. E sabia que tinha no seu time (com vocação extremamente defensiva) peças suficientes para conter o Barça e segurar a vantagem de 3 a 1 obtida no primeiro jogo.

A escalação confusa de Guardiola tinha uma intenção clara. Liberar Daniel Alves. Por isso, inclusive, Mourinho colocou Chivu por ali. E segurou o lateral brasileiro que fez partida apenas discreta.

Desde o início o que se via era um Barcelona com a tradicional posse de bola (sempre beirando os 70%) e uma Inter com a clara intenção de se defender e buscar alguma coisa no contra-ataque. O que ficou ainda mais claro depois da expulsão justa (mas discutível) de Thiago Motta aos 28 minutos do primeiro tempo.

Ali não cabia outra coisa à Inter senão se defender. E foi o que o time "italiano" fez, até o fim do jogo, com perfeição. Eto'o mostrou raça e aplicação tática como poucas vezes eu vi em um atacante. Virou lateral quando foi preciso. Só Sneidjer ficava à frente.

E o Barcelona, que não tinha Iniesta, sentiu falta de alguém que pudesse fazer algo diferente. Xavi e Messi, principalmente, estavam muito bem marcados. Durante os 62 minutos restantes de jogo a bola esteve sempre rondando a área italiana, mas poucas vezes ameaçou de fato o gol de Júlio César.

No fim, Piqué em posição duvidosa fez o gol catalão. Seria tarde, se Boján não tivesse marcado outro logo depois. Seria o da classificação se não tivesse sido anulado por mão duvidosa de Touré na entrada da área.

Fim de papo e Inter de Milão classificada para a final da Champions League. Vai enfrentar o Bayern em um duelo inesperado e sem favoritos. Que com certeza será ótimo.

Não vou entrar na discussão se a arte venceu o futebol de força e resultado. A Inter foi perfeita. Ofensiva quando podia e deveria. Defensiva com perfeição quando precisava e era só o que lhe restava. Futebol é isso também. É preciso saber defender.

Quando o futebol vale a pena

Sortudo daquele que puder sentar na televisão hoje às 15h30 e ficar até meia-noite. Qualidade, bons jogos, disputa, nervosismo. Não vai faltar nenhum ingrediente.

Tudo começa com a Champions League. Barcelona e Inter decidem vaga na final. Dois dos melhores times do mundo. Os italianos tem a vantagem. Os espanhois jogam em casa. Tudo pode acontecer. Meu palpite? Inter classificada. Meu desejo? Barça classificado.

À noite, futebol para todo gosto no Brasil. São Paulo e Inter jogam fora de casa na Libertadores. Muricy estréia no Fluminense pela Copa do Brasil diante do Grêmio, virtual campeão gaúcho.

Mas às 21h50, dois jogos devem parar o país.

O primeiro, no Mineirão. O Atlético-MG, quase campeão mineiro, encara o Santos, quase campeão paulista. Jogão! O grande teste para o Galo de Luxemburgo provar que pode conquistar algo maior na temporada. O adversário mais complicado dos "Meninos da Vila" em 2010. São Paulo e Corinthians, adversários no Paulista, não estavam tão interessados e motivados como os mineiros estarão logo mais.

Por falar em Corinthians, Ronaldo e cia vão ao Maracanã encarar um Flamengo em crise pela Libertadores. Clássico onde tudo pode acontecer. É imprevisível o comportamento do Fla depois da demissão de Andrade e da perda do título carioca. Certo é que o Corinthians deve fazer mais uma partida correta e não vai vender barato uma derrota.

E depois não entendem porque eu sou viciado por futebol...
Por falar em bom futebol, estão abertas as inscrições para o Bolão Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro de 2010. Não se cadastrou? Clique aqui e não fique de fora. As inscrições vão até o dia 7 de maio.

Ainda mais fortes

Muita gente questionou a decisão de Alejandro Sabella antes do jogo. O Estudiantes, de olho na possibilidade de conquistar mais um título na Argentina, deixou seis titulares fora do primeiro confronto pelas oitavas-de-final da Libertadores, contra o San Luís do México. Estratégia arriscada, mas que deu certo e mostrou o quão forte os argentinos chegam para disputar mais um caneco.

Oríon, Desabato, Angeleri, Braña, Boselli e Verón nem viajaram para o México. E o atual campeão da Libertadores, repleto de reservas e garotos conseguiu um ótimo resultado diante do modestíssimo San Luís, lanterna do Campeonato Mexicano.

Domínio completo no primeiro tempo. Um belo gol em contra-ataque veloz. Com o 1 a 0 no placar, o time se poupou. Jogou em ritmo de treino, principalmente depois de ter um jogador expulso. Garantiu o resultado. Venceu e está garantido na próxima fase. Nem uma tragédia e outra escalação arriscada, poderão fazer o time do San Luís bater os atuais campeões na Argentina.

O Estudiantes se reforçou para 2010. E chega forte para brigar mais uma vez pelo título. Os brasileiros que se cuidem. A nossa mania de achar que somos sempre os únicos favoritos pode levar outro cascudo este ano.

Se o Estudiantes vai bem, o Vélez vai mal. Centenário e tradicional, foi goleado pelo Chivas por 3 a 0 e praticamente deu adeus à competição. Depois de um ótimo início e de queda na reta final tanto na Libertadores quanto no Campeonato Argentino, o time deve amargar uma inesperada eliminação nas oitavas-de-final. Cedo.

Não dá para chamar de zebra

Dentro do esperado o Bayern de Munique confirmou a vaga na final da Champions League. Fora do esperado, o time teve facilidade em excesso para eliminar o Lyon. Depois de vencer a primeira partida, com dificuldade, por 1 a 0; goleou por 3 a 0 em tarde de Olic e chega firme para brigar por mais um título.

Apesar de não chegar como favorito, independente de qual seja o adversário na final, não dá para chamar o Bayern de zebra. Um time que eliminou o Manchester United e atropelou na semifinal não pode ser tratado como tal. Principalmente, pois tem muita qualidade no elenco.

Ribery, que teve a suspensão de três jogos confirmada pela UEFA fica fora. Mas Robben em grande fase já se mostrou capaz de comandar a equipe. Em apenas uma partida, em campo neutro, com o time aguerrido e o ótimo treinador que tem, é preciso levar em conta as chances alemãs.

Quanto ao jogo de ontem, um passeio. O Lyon mostrou porque não vai bem no Campeonato Francês. A classificação às semifinais da Champions não foi uma surpresa atoa. O time tem bons valores individuais, mas um técnico pouco criativo e pouquissimo ousado.

A tarefa que já parecia fácil quando o time vencia por 1 a 0, obrigando os franceses a marcar três gols, ficou ainda mais fácil após a expulsão infantil e desnecessária do experiente, ídolo e capitão do Lyon, Cris. Olic aproveitou para deitar e rolar. Marcou até com a cabeça machucada para colocar os alemães na final.

E quem sabe, no caminho de mais uma heróica e inesquecível conquista.

Bolão Marcação Cerrada - Edição III - Inscrições abertas

Pessoal, gostaria de convidar a todos os leitores do Marcação Cerrada para participar do Bolão Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro 2010. Será a terceira edição do nosso Bolão que sempre foi um sucesso.

A participação é gratuita e a única garantia é de seriedade e diversão.

Para conhecer o regulamento e fazer a inscrição, é só clicar aqui ou na aba Bolão, no menu superior.

Vale se inscrever até o dia 7 de maio, um dia antes do início do Brasileiro.

Conto com vocês!

Quem é a maior?

Mais uma discussão válida mas pouco produtiva. Mais uma pesquisa que vai mudar pouco na vida dos clubes brasileiros que não sabem usar os números a seu favor, excetuando-se raríssimas exceções.

Hoje saiu mais uma pesquisa do Instituto Datafolha sobre o tamanho das torcidas no Brasil.

Muita gente vai dizer que "não conhece ninguém que já foi entrevistado". Outras vão dizer que "torcida que vale é a que vai ao estádio". O que importa, no entanto, é que a regularidade nos números mostram que a pesquisa faz algum sentido. E que as projeções tendem a se aproximar muito da realidade.

Prato cheio para alimentar discussões. Principalmente na semana do jogo entre Flamengo e Corinthians pela Copa Libertadores. As duas maiores torcidas do país estarão frente a frente.

Confira as 10 maiores torcidas do país:

1º - Flamengo - 17% (22,62 milhões de torcedores)

2º - Corinthians - 14% (17,89 milhões de torcedores)

3º - São Paulo - 8% (11,09 milhões de torcedores)

4º - Palmeiras - 6% (8,26 milhões de torcedores)

5º - Vasco - 4% (5,41 milhões de torcedores)

6º - Cruzeiro - 3% (4,44 milhões de torcedores)

7º - Grêmio - 3% (3,60 milhões de torcedores)

8º - Internacional - 3% (3,44 milhões de torcedores)

9º - Santos - 2% (3,10 milhões de torcedores)

10º - Atlético-MG - 2% (2,51 milhões de torcedores)

Na sequência vem: Botafogo, Fluminense, Bahia, Sport, Vitória, Portuguesa, Náutico, Ceará, Santa Cruz, Paysandu, Goiás, Coritiba e Atlético-PR.

Eles precisam um do outro?

O Fluminense já sabia o que queria quando demitiu Cuca, há uma semana: Muricy Ramalho. Era mais um sonho de consumo do "Real Madrid brasileiro". A Unimed, como sempre, bancou. E o sonho se tornou rapidamente realidade nas Laranjeiras. Já falei aqui no blog, quando da demissão de Cuca, que era contra a mudança. Mas, pensando friamente, Muricy e Fluminense podem fazer muito bem um ao outro, se souberem abrir mão de certas coisas.

O principal beneficiado pode ser o Fluminense. Muricy aprendeu em sua vitoriosa carreira a ser exigente. E hoje, pode ser assim. Certamente, vai querer muito mais do que contratações que o elenco do tricolor precisa. Vai exigir ótima estrutura de trabalho. Sendo assim, a tendência é que o Flu, finalmente, comece a se organizar como clube. É necessário. E antes tarde, do que nunca. Uma pena que não tenham dado para Cuca, por exemplo, esta mesma estrutura.

Quanto à Muricy, é a oportunidade de respirar novos ares e dar a volta por cima depois do trabalho ruim no Palmeiras. O Rio de Janeiro e seu astral elevado podem fazer bem à Muricy. E com o bom time que tem em mãos o competente treinador pode voltar a erguer troféus, o que acostumou-se a fazer ao longo da carreira.

É um casamento que pode dar certo. Se Muricy tiver a paciência que muito lhe faltou. E se o Fluminense passar a levar o futebol a sério, o que sempre lhe faltou.

Última chance

Confesso que não imaginava a possibilidade de ver Émerson Leão novamente comandando um grande clube no Brasil. Afinal, os clubes que sempre idolatraram seu trabalho, foram os últimos pelos quais o técnico queimou o filme. Foi assim no Santos, depois no Atlético-MG e por último no Sport.

Fui pego de surpresa, porém, com a contratação do técnico pelo Goiás para substituir Jorginho, degolado após a derrota no Campeonato Estadual.

Apesar de uma carreira interessante, tendo chegado até à Seleção Brasileira, não me agradam os métodos de Émerson Leão. E acho que sua contratação pelo Goiás tem tudo para dar errado. Explico: o time goiano é provinciano e tem em seu elenco jogadores que são ídolos, que estão lá há muito tempo e que "mandam" no clube. Certamente, é com eles que Leão baterá de frente, se seguir sua linha de trabalho na carreira.

O ambiente pode ficar péssimo. E a tendência é que o trabalho não vá para frente caso aconteça.

Foi por causa do relacionamento ruim com o grupo que Jorginho não deu certo. Logo ele, que ficou "famoso" no Palmeiras pela aproximação com o grupo e por falar a mesma língua dos atletas.

Resta aguardar e saber se Émerson Leão está preparado para aproveitar esta ótima chance em sua carreira. Desta vez, acho difícil que não seja a última.

Alguém se habilita?

A grande pergunta do início da temporada no futebol brasileiro é: quem vai parar o Santos? Ontem, o bom e organizado time do Santo André bem que tentou. E poderia ter conseguido, se não desperdiçasse chances claras de gol. Acabou tornando-se mais uma vítima dos "Meninos da Vila".

O início avassalador dos garotos de Dorival Júnior deram a esperança de mais um espetáculo. Mas o Santo André foi corajoso e valente. Encarou o Santos de igual para igual. E jogou futebol. Só assim para combater o excelente time santista. Ficar na defesa esperando parar o adversário é um erro fatal. São craques demais, dispostos a tirar um coelho da cartola a qualquer momento.

E assim o Ramalhão abriu o placar com Bruno César, cobrando falta. Poderia ter feito mais dois ou três na reta final do primeiro tempo, quando o Santos acusava o golpe. Acabou desperdiçando as oportunidades, que fariam muita falta depois. Era a chance de matar o jogo.

No intervalo, Dorival Júnior deu bronca geral. Perdeu Neymar, mas ganhou André, com mais presença dentro da área. O time que não jogou no primeiro tempo, passou a mostrar querer no segundo. E com a normalidade que tem sido vista na temporada, os gols começaram a sair. Primeiro com André, de cabeça, em passe precioso de Ganso (o melhor em campo). Depois com o excelente coadjuvante Wesley, duas vezes. Gols quase idênticos. Entrando em velocidade pelo lado direito e batendo firme, cruzado. 3 a 1 e o título paulista parecia definido.

Parecia e ainda parece, apesar do gol meio na sorte de Rodriguinho, no fim do jogo. O 3 a 2 deixa uma réstia de esperança para o Santo André. Mas só um milagre tira o título do Santos. Que será merecido, pra quem encantou fez bonito e soube vencer mesmo quando não foi brilhante.

A Copa do Brasil é um desafio ainda maior. Quarta-feira o Atlético-MG de Luxemburgo pode ser apenas o primeiro grande teste. Mas, provavelmente, será o mais difícil da temporada até aqui. Resta saber se os mineiros serão, finalmente, capazes de deter os garotos de Dorival.

Mais que a obrigação

No chato mundo dos Campeonatos Estaduais é interessante ver quando há alguma surpresa. Em Minas, o Ipatinga é (mais uma vez) uma grata novidade. Surpreendeu na semifinal vencendo um desinteressado Cruzeiro que não cumpriu sua obrigação de chegar à final. Mas não conseguiu repetir a dose diante do Atlético-MG, que ampliou a vantagem e colocou uma mão na taça em Ipatinga.

O jogo começou quente e movimentado. Chances de gol para os dois lados. A movimentação ofensiva das duas equipes impressionava. No Galo, Tardelli e Corrêa se desdobravam aparecendo em todo canto. No Ipatinga, Marinho Donizete se aproveitava dos espaços deixados pela defesa atleticana para descer sempre com perigo.

O gol dos donos da casa saiu cedo. Aos 12 minutos, o volante-artilheiro Fabiano acabou marcando novamente. Desta vez, porém, contra o próprio patrimônio, após pequena e intensa blitz ipatinguense. Parecia uma boa oportunidade para surpreender novamente.

Era o momento, então, de fazer o que o time sabe fazer melhor. Se fechar na defesa e sair em velocidade nos contra-ataques. Mas a partida apagada de Francismar e Luizinho impediu que o time tivesse uma boa saída. E o Galo acabou crescendo e dominando a partida. Douglas, um dos destaques do Campeonato, salvava o Tigre de levar o empate. Mas acabou saindo muito mal do gol e cometendo penalti claro em Corrêa. Tardelli bateu e empatou.

No fim da etapa inicial e início da segunda, o panorama não mudou. O Ipatinga não conseguia sair para o jogo e acabava sufocado. Nervoso, o time passou ainda a dar muitos espaços na defesa. E num destes buracos, Muriqui ficou sozinho para virar o jogo.

Aos poucos, o Ipatinga passava a ameaçar. E Luxemburgo optou por garantir o resultado. Primeiro com Jonílson e depois com mais um zagueiro: Benítez. Não contava, porém, com o gol de Luizinho, contando com desvio de Zé Luís. O empate indicava que o Ipatinga poderia crescer no jogo, já que tinha uma formação mais ofensiva. Indicava, mas não aconteceu. O Atlético-MG seguiu melhor e chegou ao gol da vitória, outra vez com Muriqui, fazendo justiça a quem foi melhor na partida.

Fica para o Ipatinga as lamentações pelo excesso de desfalques. São vários titulares ausentes desde a semifinal contra o Cruzeiro. Mas o time que ainda não perdeu no Mineirão em 2010 pode sim aprontar mais uma das suas no jogo de volta. O que parece um título fácil, pode não estar tão decidido assim.

Já o Atlético de Luxemburgo que está longe de empolgar como o Santos (seu próximo adversário, na quarta-feira, pela Copa do Brasil) mostrou mais uma vez muitas variações e muita eficiência. É um time pronto para brigar de igual para igual. Os desafios desta semana, devem mostrar onde o time ainda poderá chegar.

Soberano e peleador

Uma vitória importante em todos os aspectos. Que deixa o Grêmio com uma mão na taça do Campeonato Gaúcho. E que dá muita moral para o time na sequência da temporada, preparado para os grandes desafios que começam já na quarta-feira diante do Fluminense, agora de Muricy Ramalho. A desconfiança quanto ao trabalho do ótimo Silas ficou definitivamente para trás. E o peleador tricolor gaúcho caminha a passos largos para fazer bonito na temporada.

O que pareceu um equilibrado jogo no Beira-Rio, na verdade teve uma equipe soberana durante quase todos os 90 minutos. Mesmo nos momentos em que não foi perfeito, o Grêmio manteve o jogo sob domínio. Dava poucas oportunidades para que o Inter se aproximasse do gol. O Colorado só chegava nas boas jogadas de Walter, cada dia melhor. A movimentação do atacante é fundamental nas investidas ofensivas do time.

O primeiro tempo teve mais estudo e menos oportunidades. Na melhor delas, Borges caprichou tanto que acabou errando o gol. O Grêmio era seguro na defesa e ocupava bem os espaços no meio-campo. Parecia mais interessado no jogo e na vitória.

Que veio, com justiça, no segundo tempo. Primeiro com Rodrigo. Depois com Borges, ambos de cabeça. Antes disso, Jonas já havia acertado a trave duas vezes. Tudo isto mostra que a vitória gremista, em um jogo onde o empate poderia parecer justo, na verdade foi o melhor e mais merecido resultado.

O Inter já pode deixar o Campeonato Gaúcho para trás. Uma derrota num clássico é sempre complicada de ser esquecida. Mas o grande desafio Colorado é mesmo a Libertadores. Fossati precisa abrir o olho: com o time que tem em mãos, passar a temporada sem títulos seria inaceitável. É bom que ele consiga transformar logo o Inter em forte candidato.

Já o Grêmio, vê Silas cumprindo o que prometeu quando foi contratado: montar um time com a cara do tricolor. Uma equipe solidária, guerreira, que não se entrega. E que tem qualidade individual de sobra para fazer ainda mais bonito em 2010.

Finalmente!

Faltando pouco menos de 15 dias para o início do Campeonato Brasileiro, a temporada de futebol no Brasil finalmente vai começar. Depois das entediantes primeiras fases da Copa do Brasil e dos Campeonatos Estaduais, a chapa vai esquentar.
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E já na semana que vem, teremos jogos certamente históricos.
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A Copa do Brasil chega às quartas-de-final. A última vez que os oito melhores times da Copa eram da Série A foi há 10 anos, em 2000. Mas vale lembrar que, na época, os times disputavam simultaneamente Copa do Brasil e Libertadores.
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Por falar no maior torneio do continente, ele chega às oitavas-de-final. E todos os brasileiros conseguiram, dentro do esperado, vaga nesta fase. O que gerou, inclusive, um clássico nacional entre os confrontos.
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Confira as batalhas na Copa do Brasil e Libertadores. Em negrito, como de costume, meus palpites para os classificados:

Copa do Brasil
Vasco x Vitória
Atlético-GO x Palmeiras
Fluminense x Grêmio
Santos x Atlético-MG

Libertadores
Corinthians x Flamengo
Universidad (CHI) x Alianza (PER)
Vélez Sarsfield (ARG) x Guadalajara (MÉX)
Libertad (PAR) x Once Caldas (COL)
São Paulo x Universitário (PER)
Nacional (URU) x Cruzeiro
Estudiantes (ARG) x San Luís (MÉX)
Internacional x Banfield (ARG)

Cedo ou tarde a casa cai

Confusões seguidas. Jogadores nas baladas, jogador que não está interessado em treinar e jogar, brigas entre jogadores do elenco. Enquanto tudo isto acontecia, a diretoria do Flamengo fingia que nada via. Achou que automaticamente, certo ou tarde, as coisas se acertariam como aconteceu no ano passado. Ledo e infantil engano.

O título brasileiro conquistado no fim do ano passado maqueou muita coisa no Flamengo. E uma hora todos estes desacertos combinados com tamanha desorganização, iriam vir à tona de maneira efetiva e incontrolável. É o que acontece neste momento.

Caso fique fora da próxima fase da Libertadores (o que eu não acho que vá acontecer), a culpa não será do resultado ruim conquistado ontem aos trancos e barrancos. A campanha do Caracas na Libertadores indica que o time tinha que ser batido no Maracanã. Sem vários titulares então...

Mas graças à inconscistência defensiva, mais uma vez o Flamengo passou sufoco. Venceu por 3 a 2 quando o empate parecia o resultado mais provável. E deve colocar a vitória na conta do goleiro venezuelano, ruim de dar dó.

A campanha bizonha do Flamengo na primeira fase, com vitórias sofridas, empates ridículos e partidas irreconhecíveis indica que o mais justo seria ficar fora do restante da competição. Mas a justiça não deverá ser feita e o rubro-negro irá se classificar, provavelmente como o pior segundo colocado.

Atitudes precisam ser tomadas. Não sei se demitir Andrade é a mais correta. Não acho que seja este o momento. O mais importante, no entanto, é a diretoria do Flamengo entender que jogadores, dirigentes e técnico de um clube desta grandeza, merecem ser cobrados como tal. Com pulso firme e cabeça fria, o Flamengo pode aproveitar a sorte de se classificar na Libertadores.

O racismo venceu

O clima tenso já era esperado na Arena da Baixada. A empolgação e pressão da torcida atleticana poderia ser ainda maior se o time não tivesse perdido o título do Estadual para o Coritiba no último fim-de-semana. De toda forma, os torcedores se mobilizaram. Encheram o estádio e pintaram os rostos de preto, para criticar as atitudes de Danilo, do Palmeiras, na primeira partida.

Antes de a bola rolar, expectativa para o que aconteceria no reencontro entre o zagueiro e Manoel. Assim como fez Bridge com Terry, na Inglaterra, Manoel driblou o adversário e evitou cumprimentá-lo.

Em campo, porém, uma partida fraca. O Atlético-PR não tem um bom time. E o Palmeiras tem bons jogadores, mas está longe de ser uma boa equipe. O tempo apenas treinando não fez tão bem à equipe como imaginava-se.

Mesmo com um jogador a mais, o Palmeiras correu riscos. Acabou levando um gol no fim que levaria a partida para os penaltis. Mas conseguiu a salvação graças à Lincoln, o melhor do time.

O título do post não tem nada a ver com a vitória do Palmeiras. Não quero, de forma alguma, ligar o time alvi-verde à infeliz atitude de seu zagueiro. O fato é que, passado o jogo, nota-se que o assunto esfriou. O racismo de Danilo deve cair no esquecimento em breve. E o jogador, provavelmente, ficará apenas alguns poucos jogos fora do time. Uma pena.

PS: Nos outros jogos da Copa do Brasil, nenhuma surpresa. Vasco, Atlético-MG, Santos, Grêmio e Vitória confirmaram o favoritismo e a vaga nas quartas-de-final. Hoje, Fluminense e Atlético-GO devem carimbar o passaporte também.

Vitória justa em jogo fraco

Dentro das expectativas, Bayern e Lyon fizeram o jogo mais fraco das semifinais da Champions League. Depois da vitória da Inter sobre o Barça (da qual não falei no blog pois não pude assistir quase nada do jogo) os dois "patinhos feios" da reta final fizeram uma partida de poucas emoções.

Tudo porque o medo de sofrer gols era maior do que a vontade de fazer. O Lyon adotou uma postura totalmente defensiva, apostando que poderia resolver as coisas em casa. Não tinha sequer velocidade para armar seus contra-ataques. E o Bayern, depois de ter começado bem, também se retraiu na defesa depois que teve Ribery muito bem expulso ainda na etapa inicial.

O que não era bom, ficou ainda pior. Esperava-se um Lyon mais ofensivo, disposto a matar o adversário devido à superioridade numérica. Não aconteceu. Os goleiros viraram espectadores. E as disputas pegadas no meio-campo foram a tônica.

No segundo tempo, porém, Toulalan levou dois cartões amarelos em cinco minutos e igualou o jogo. Precisando da vitória, o Bayern partiu para cima e chegou ao gol em bela jogada do craque e decisivo Robben. 1 a 0. Placar justo, vitória justa. Resultado justo, pelo jogo fraco.

O Bayern é favorito para chegar à decisão. O fato de não ter levado gols pode ajudar. Caso marque uma vez na França, obrigará o rival a marcar três vezes. Com a pouca vocação ofensiva do time de Puel, é pouco provável que isto aconteça.

Literalmente de pé

Cuca é um baita treinador. Sempre foi. Mas escolhas erradas e problemas de relacionamento (principalmente) não fizeram sua carreira decolar como ele merecia. Foi assim no Botafogo, no Flamengo e anteriormente no mesmo Fluminense.

Desta vez, porém, o técnico mostrou-se amadurecido. Fez um trabalho ótimo no Flu. Acabou despedido injustamente. Se antes, os próprios jogadores faziam força para que ele caísse, desta vez foi diferente. Saiu de pé, e aplaudido pelos jogadores em seu último ato nas Laranjeiras.

Quando assumiu o Fluminense, matemáticos cravavam 99% de chances de rebaixamento para o time carioca. Cuca foi homem para aceitar o trabalho meses depois de ser humilhado pela mesma agremiação. E fez (muito bem) seu trabalho. Contrariou todas as hipóteses e fez o clube conseguir a salvação.

46 jogos, 28 vitórias, apenas seis derrotas. Conseguiu salvar um time morto no Brasileirão. Levou o mesmo time à final da Copa Sul-Americana. Caminha com tranquilidade para chegar às quartas-de-final da Copa do Brasil. Mas foi despedido por não ter chegado às finais do "importantíssimo" Campeonato Carioca.

O "Real Madrid Brasileiro" resolveu apostar na grife mais uma vez. Colocará no comando de um elenco mediano e sem a menor estrutura de trabalho, o multicampeão Muricy Ramalho. Que funciona, desde que aja condições extremamentes favoráveis para o seu trabalho, o que não é o caso.

Vale lembrar ainda, mais uma vez, que os jogadores se despediram de Cuca com aplausos. Eles queriam demais a permanência do treinador. E podem não receber tão bem assim o novo comandante.

Decisão errada, na hora errada. Ingratidão total. E o Fluminense provavelmente, acaba de jogar fora sua temporada 2010.

Justo e improvável

Antes de começar o Campeonato Carioca de 2010, ninguém (mesmo os torcedores do Botafogo) confiavam muito que o Botafogo pudesse ser campeão. Era e continua sendo inegável, que o elenco do Botafogo é o mais fraco entre os quatro grandes do Rio. A teoria ficava ainda mais fácil de ser defendida na terceira rodada, quando o clube ficou em frangalhos após a derrota por 6 a 0 para o Vasco.

Mas em um Campeonato cheio de adversários abaixo da crítica e de tiro curto, não é elenco que chega ao título. É alma, coração. E o Botafogo fez isto quando tomou a decisão mais acertada do futebol brasileiro até aqui em 2010: contratar Joel Santana.

Se o papai não é um treinador brilhante, e nunca foi, tem uma estrela incrível. E um astral que poucos técnicos brasileiros tem. Num mundo cheio de marra e de "complicações" a simplicidade de Joel era tudo que o Botafogo precisava para chegar ao título estadual.

Título incontestável, que veio com uma vitória sobre o rival Flamengo ontem que deixa muitos problemas do alvi-negro para trás. Acabou a onda de se apequenar diante do Fla. Acabou a história de vice. O Botafogo grandioso e glorioso finalmente está de volta.

Ontem, uma vitória com a cara do que fez o Botafogo na competição. Sofrida, mas com muita luta e eficiência. Eficiência que começa lá atrás com o decisivo Jéfferson. E que termina lá na frente, com uma dupla de ataque que está longe de ser ótima tecnicamente. Mas que fez o Botafogo deixar para trás a cara apática que tinha nos tempos de Juninho, Lucio Flávio e cia.

O título estadual é justo e vale muito a festa do torcedor botafoguense. Só não pode apagar e fazer com que o time se esqueça do que vem pela frente. É preciso reforçar e muito o elenco para o Brasileirão. Só coração não vai ganhar uma competição longa e de nível técnico muito mais apurado.

Mas fica a certeza de que o clube está no caminho certo. E de que a alma vencedora e o fato de ter finalmente perdido o medo de perder, podem levar o Botafogo de volta ao posto que merece no futebol nacional.

Rápida volta por cima

Quem viu as imagens de guerra civil no Couto Pereira no fim do ano passado não imaginava que o Coritiba pudesse se reerguer tão rapidamente. Se o título estadual é apenas o primeiro passo de uma caminhada complicadíssima que está por vir na Série B, é uma conquista merecida para o torcedor de bem, aquele que sofreu e que sabe a história gloriosa e de respeito do Coxa.

Não vi nenhuma partida do Campeonato Paranaense. Não vi a vitória decisiva do Coritiba sobre o rival Atlético-PR por 2 a 0, que deu o título antecipado ao clube. Tudo o que sei da competição, foi o que li, principalmente nos últimos tempos. Por isso, não vou me ater aos detalhes do que aconteceu por lá, muito menos a análises táticas.

De toda forma, deixo aqui meus parabéns aos torcedores do Coritiba. E mais do que isso, à diretoria do alvi-verde paranaense. Num momento de profunda crise, enfrentando a ira da torcida como poucas vezes viu-se no país, os mandatários souberam ter cabeça fria para organizar novamente as coisas e manter uma linha de trabalho que provou-se, pode funcionar.

Parabéns a Ney Franco, que foi corajoso para continuar no clube e conseguiu montar uma equipe vencedora. Que tinha gana de vencer para tentar compensar de alguma forma, o que fez o torcedor passar na última temporada.

Que as coisas continuem caminhando. O Coritiba faz falta entre os grandes. E certamente, estará de volta mais rápido do que imaginávamos.

Favas não tão contadas assim

O Campeonato Mineiro deu mais uma prova de que no futebol não há conquista por antecipação. Tudo se decide e dentro de campo. Assim, uma final inesperada vai decidir o campeão do estado em 2010. E o que parece estranho, poderia ser ainda mais.

Isto porque o Atlético-MG não teve facilidade diante do Democrata. Mesmo que o time tenha perdido um caminhão de gols feitos além de ter colocado duas bolas na trave, o perigoso 0 a 0 que classificou a equipe de Vanderlei Luxemburgo ficou até o fim no placar. Um gol do segundo melhor time da primeira fase, poderia eliminar o favorito do Campeonato. A classificação apertada mostra que o Galo ainda tem erros demais para corrigir. Mesmo que deva acabar com a taça, entregue praticamente de bandeja pelo maior rival.

Antes de mais nada, é preciso dar méritos ao Ipatinga. Se o Cruzeiro não tinha vários de seus titulares, é importante lembrar que a equipe adversária também jogou bastante desfalcada. Não apenas ontem, mas nas duas partidas da semifinal. O misto frio armado por Adilson Batista esteve longe de funcionar. Foi amplamente dominado durante os 90 minutos. E só a arbitragem desastrosa de Ricardo Marques Ribeiro pôde evitar uma humilhante goleada do Tigre em pleno Mineirão.

O Cruzeiro enfrentou o Ipatinga três vezes em 2010. Levou seis gols e fez apenas um. Foram duas derrotas e um empate. E ainda há quem prefira ignorar a ótima campanha do time do Vale do Aço, que chega à final sem perder nenhuma partida no Mineirão.

Esta é a história que levou o improvável Ipatinga para a decisão do Campeonato Mineiro. Um Campeonato cheio de problemas e confusões, repleto de problemas e que termina com uma final inesperada. Cabe ao Atlético-MG jogar com a seriedade que o rival não teve e confirmar dentro de campo seu favoritismo. Só assim, ele conseguirá evitar um final ainda mais improvável para a competição.

Já para o Cruzeiro, resta juntar os cacos da vergonhosa eliminação e se concentrar no verdadeiro desafio da temporada. Com o time completo e motivado, ninguém duvida que a Raposa está entre os grandes favoritos tanto na Libertadores quanto no Brasileirão.

Imperdoável

Antes de mais nada é preciso dizer: Manoel, do Atlético-PR, não tem nada de santo. O que ele fez também foi grave. Primeiro, agrediu o adversário com uma cabeçada. Depois, deu um pisão no mesmo atleta. Não está certo. E o que vale para Danilo, também vale para ele: um erro não justifica o outro.

Antes de mais nada é preciso dizer: Danilo tinha tudo para ser um grande zagueiro. Bom tecnicamente, com ótimas qualidades físicas. Mas, infelizmente, sempre tentou na sua carreira se impor como um xerifão e acabou muitas vezes se perdendo em exageros. Este foi apenas mais um. Provavelmente o mais grave. E que certamente marcará o jogador pelo resto da carreira.

Para quem não viu: tudo aconteceu no jogo entre Palmeiras e Atlético-PR, quinta-feira, pela Copa do Brasil. Ainda no primeiro tempo, confusão na área palmeirense. Manoel, do Atlético, acertou uma cabeçada no zagueiro Danilo, do Palmeiras. Logo na sequência, foi chamado de "macaco do caralho" pelo adversário, antes ainda de levar uma cusparada no rosto. Na etapa final, Danilo estava caído no chão quando Manoel passou por ele e lhe deu uma pisada.

Não vamos falar sobre Manoel, que também merece uma dura pena da Justiça Desportiva. Mas sim, de Danilo.

É inevitável levar o ato racista do jogador e esquecer-se de Antônio Carlos. O técnico do Palmeiras ficou marcado por racismo quando, no fim da carreira, jogava no Juventude. Foi punido por um ato que jamais será esquecido. Tanto é que, este ano, não foi contratado pelo Vasco apenas porque a torcida do clube carioca disse que não queria um racista no comando do time.

Não quero, de forma alguma, insinuar que Antônio Carlos incentive seus jogadores a tais atos. Até porque, há no elenco palmeirense vários jogadores negros. Aliás, prefiro acreditar, sinceramente, que é impossível que isto aconteça.

Não acho que o ato boçal de Danilo seja algo recorrente em sua vida. O jogador pode não ser preconceituoso, ter parentes descendentes de índios como disse, amigos negros, etc. Mas o que fez é imperdoável. Tentar diminuir alguém pela cor da pele ou por qualquer outro motivo, em qualquer circunstância, é inaceitável. Imperdoável.

Que a justiça, comum e esportiva, se encarregue de deixar Danilo com um bom tempo para repensar suas atitudes.

E a bagunça continua

A organização e o Flamengo pareciam perto de se encontrar. Quando chegou a hora, porém, de dar o passo final para tornar-se um clube com comando, seriedade e organização, o Flamengo se perdeu.

Não bastasse os seguidos episódios de Adriano, esquecidos dias depois, e o fato de o Imperador agora só jogar as partidas que quer (deixando, inclusive, o time em situação delicada na Libertadores), agora é a vez de ignorar uma briga entre dois jogadores do elenco.

Foi na derrota para o Universidad Católica, na última quarta-feira, que obriga o Flamengo a vencer o Caracas na última rodada para conseguir a vaga na próxima fase. No intervalo da partida, dois ídolos entraram em atrito. Bruno fez duras cobranças à Petkovic, insinuando que o sérvio estava fazendo corpo-mole. Teria chegado, inclusive, a dar um soco no peito do companheiro.

O clima de paz e harmonia que se desfez nesta temporada é o principal motivo para o Flameno não repetir as boas atuações de 2009. Já passou do momento, portanto, da diretoria puxar as rédeas e retomar o controle da situação.

Porém, assim como acontece sempre quando há algum tipo de polêmica no rubro-negro, a diretoria preferiu tapar o sol com a peneira. Disse que os jogadores conversaram, o problema foi resolvido e ninguém será punido.

É claro o desconforto de Petkovic no clube. É claro a insatisfação dos jogadores e do técnico com o sérvio.

Mas a diretoria prefere ignorar. Fazer o quê?

Incansáveis

Eles já tinham feito 10. Já tinham feito 9. Ontem, fizeram 8.

Assim como repetir elogios à Messi e Barcelona, falar do Santos ficou chato. Jogo vai, jogo vem, e tem gente que prefere seguir procurando defeitos. Que prefere falar mal dos adversários do que elogiar o óbvio.

Ninguém enfrentou apenas times fortes em 2010, pelo contrário. Todo mundo encarou baba e ninguém chegou perto do domínio santista.

Vale lembrar que apesar de estar mal na segunda divisão do Campeonato Paulista, o Guarani disputará a Série A este ano.

Por isso, não vou ficar elogiando. Mas apenas brindar os leitores do blog com os oito gols santistas de ontem. Eu mereço. Quem entra aqui também.


É bom anotarem a placa. O Santos não parece disposto a parar de encantar.

Só o Timão salva

Noite de três jogos distintos para os brasileiros na Copa Libertadores. O Flamengo perdeu. O Internacional empatou. E o Corinthians venceu. Aliás, foi o primeiro time a garantir a classificação para a próxima fase. É o melhor time da competição até aqui.

Atributos que fazem, automaticamente, o Corinthians ser um dos favoritos ao título. E fazem sentido, basta ver o time jogar na competição. O desinteressado, apático e perdido time do Campeonato Paulista fica de lado. Se ainda não foi brilhante na competição continental, o Corinthians quase sempre foi seguro e consciente. E assim, somou pontos, o que é importante.

Elias e Jucilei mais uma vez foram os pilares para o grande resultado. Roberto Carlos segue subindo de produção. E Dentinho reencontrou o bom futebol. Falta agora Ronaldo se recuperar. E sequência. O time está no caminho certo. Tem técnico, time e elenco para brigar pelo título. É ter seriedade, tentar diminuir a pressão e fazer os resultados como têm feito.

O Inter decepcionou de novo. Não conseguiu mais do que um chato 0 a 0 contra o fraco e desinteressado Emelec. O time até começou bem, relaxou no jogo e tomou sufoco. Voltou a melhorar, Fossati mexeu mal e o resultado quase ficou pior.

Por decidir em casa, o Internacional deve se classificar até com certa tranquilidade. Mas, provavelmente, não será o primeiro do seu grupo. Tem um time fantástico, mas que ainda parece longe de se acertar. É preciso sequência, principalmente para Walter, que vem jogando bem. Não é hora de dar atenção ao Campeonato Gaúcho. O Inter tem coisas maiores para se preocupar.

Assim como o Flamengo. Ontem, decepcionou de novo. Foi derrotado por 2 a 0 para o fraco Universidad Católica. Ficou em situação delicada no grupo. Não deve, mas pode ser o único brasileiro fora da próxima fase. Ontem nada funcionou. A defesa foi ridícula. O meio não marcou e nem jogou. O ataque, ainda sem Adriano, inexistiu.

O que mais preocupa, porém, é a final do Campeonato Carioca. Assim como o Inter, o Flamengo não deveria se preocupar tanto com o Botafogo. Mesmo que uma vitória dê moral para a equipe seguir na Libertadores (e vai seguir, pois vencer bem o Caracas em casa é mais que obrigação), mas o tiro pode sair pela culatra. Andrade e o Flamengo que se cuidem. Cabeças podem rolar a qualquer momento na Gávea.

Poucas surpresas

16 times seguem na Copa do Brasil. Apenas uma "surpresa". O Santa Cruz é o único entre os participantes das oitavas de final que não vai disputar nem a série A nem a B do Brasileirão neste ano. O clube nordestino bateu o Botafogo para conseguir a vaga. É duro, mas o gigante Santa Cruz se apequenou a ponto de ser chamado de surpresa.

Ontem, a antepenúltima eliminatória da competição começou. E seguimos com poucos resultados surpreendentes.

O Vasco venceu o Corinthians-PR. 1 a 0, gol de falta de Léo Gago. O Vasco deve se classificar porque tem mais time. Mas segue longe de jogar bem. E se não melhorar bastante, o Brasileirão pode tornar-se mais um martírio para seu torcedor.

O Atlético-GO não tomou conhecimento da única zebra até aqui. Mesmo fora de casa, bateu o Santa Cruz de virada por 2 a 1. Tem tudo para conquistar também uma vaga na próxima fase.

No Mineirão, o Galo bateu o Sport pelo placar mínimo. 1 a 0 gol do sempre artilheiro Fabiano. Resultado bom por não ter sofrido gols. O time pernambucano é limitado e acho pouco provável que consiga reverter a situação na próxima partida.

O Grêmio foi quem venceu por melhor margem. Fez 3 a 1 no Avaí. O gol de honra deu chances aos catarinenses de seguir em frente. Mas a tendência é que os gaúchos confirmem o bom resultado na segunda partida. Destaque para o sempre questionado e eficiente Jonas, com 2 gols.

Já o Fluminense, contou com gol de Fred para bater a Portuguesa, fora de casa, num jogo pra lá de sonolento. Fraco demais! O Flu que vive gangorras na temporada, não pode se deixar abater pela eliminação no carioca. Tem time para pensar no título da Copa do Brasil.

Sentiu falta de alguém? Pois é. O Santos merece um post a parte. Não tem como ser diferente.

Mudou o quê?

Já desperdicei algumas linhas no blog sobre o assunto, por isto hoje serei breve e direto.

Em 1987 eu tinha apenas dois anos. Logicamente, não acompanhei o Campeonato Brasileiro daquele ano. Já li bastante a respeito, conversei com gente que acompanhou a competição. É praticamente uma unanimidade: o Flamengo foi o campeão nacional naquele ano.

Hoje, a CBF permaneceu no erro. Resolveu novamente dizer o contrário.

Dará, oficialmente, a polêmica Taça das Bolinhas para o São Paulo, o "primeiro" pentacampeão nacional.

Aliás, nem em boas condições está o troféu.

Com a moral que anda a CBF, depois da derrota no Clube dos 13, eu faço uma pergunta sincera.

Esta decisão mudou alguma coisa para alguém?

Não é para qualquer um

Quem acompanha o Marcação Cerrada sabe que é raro eu postar algum vídeo por aqui. Nos quase três anos de blog, deve ter acontecido menos de cinco vezes. Hoje, vou mudar a "regra". Graças a uma verdadeira obra de arte que vi ontem.

O tema do post não será o golaço que você verá logo abaixo. Na verdade, desde a noite de segunda-feira venho pensando em tratar sobre o assunto aqui no blog. O gol abaixo, tornou inevitável tocar no assunto:


A pintura foi mais um gol de Alex com a camisa do Fenerbahçe. As imagens mostra não apenas um gol de placa, mas a idolatria da torcida com o jogador. O gol ajudou o time a se classificar para a final da Copa da Turquia.

Mas não vou falar sobre o belo lance. Ele é apenas uma pequena ilustração.

Quem me conhece sabe dos óbvios motivos que tenho para ser fã de Alex. Independente de qualquer coisa, sempre achei o jogador um dos mais injustiçados da história do futebol brasileiro.

Comandou o Palmeiras. Foi o símbolo do ano mais vitorioso da história do Cruzeiro e o melhor jogador do planeta em 2003 (mesmo que a FIFA não tenha notado o que fez por aqui). Há algumas temporadas, é o jogador mais importante do emergente clube turco.

Apesar de tudo isto, Alex sequer esteve perto de disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.

Porque estou tocando no assunto?

Segunda-feira enquanto dividia minhas atenções entre o Bem, Amigos e o Linha de Passe, peguei o técnico do Atlético-MG, Vanderley Luxemburgo, falando sobre seleção brasileira. Além de defender a convocação de Ronaldinho e Ronaldo, Luxa disse que gostaria de ver Neymar na Copa (há seis meses, o atacante não estava pronto nem para ser titular do Santos para o treinador, mas enfim). Contrariando a maioria disse que não é o momento para levar Paulo Henrique Ganso. E que, no lugar dele, levaria Alex, hoje com 32 anos.

Confesso que praticamente não vi o meia jogar nos últimos dois anos. Não acho que seja momento de levar Alex para a Copa. Só torceria para que isto acontecesse, para consertar um erro histórico.

De toda forma, Alex tem excelente caráter, experiência, é um jogador de grupo e é craque. Dá para pensar, porque não, na sua convocação.

E você, o que acha? Acha que tem vaga para Alex na Seleção Brasileira?

Eterno

No futebol globalizado dos dias de hoje, são raros os casos de jogadores que fazem, de fato, história em seus clubes. Raúl, no Real Madrid; Marcos no Palmeiras; Rogério Ceni no São Paulo; Nesta no Milan são alguns dos raros exemplos.

Ontem, um jogador que já era ídolo e já fazia parte da história de um clube, eternizou de vez seu nome na história. O eterno artilheiro Martín Palermo.

Aos 36 anos e depois de nove temporadas com a camisa do Boca Júniors, o artilheiro tornou-se o atleta que mais marcou gols com a gloriosa camisa xeneíze. Ao todo, são 220, graças aos dois que fez na goleada sobre o Arsenal ontem. Graças também a vários outros que levaram o Boca à dezenas de conquistas entre campeonatos nacionais, Sul-Americana, Recopas, Libertadores e Mundial.

Palermo, que não é nenhum craque mas sempre foi um artilheiro letal, deixou para trás a marca de Roberto Cherro que vinha desde 1938.

O atacante, que ficou muito marcado pelos três penaltis perdidos na mesma partida agora ficará eternizado certamente por algumas décadas na história do Boca.

Uma pena, porém, que o recorde tenha vindo em um momento tão ruim. Acostumado a levantar troféus, o Boca é apenas o 14º colocado no Campeonato Argentino apesar da goleada. Situação que não deve durar muito tempo.

Quando o apito decide

O Campeonato Carioca de 2010 é um dos piores de todos os tempos. Motivos não faltam. O primeiro, é a falta de qualidade dos times do interior. Este ano, nenhuma boa surpresa. No fim, o tradicional América até deu um pequeno susto. Muito mais por falta de qualidade do Vasco, do que por qualidade da equipe. No fim, porém, o campeonato passou com vitórias seguidas de grandes contra pequenos.

O público percebeu. Tanto é que desapareceu. Se na Taça Guanabara o público já não era satisfatório, piorou (e muito) na Taça Rio. Neste fim-de-semana, nas semifinais, uma vergonha. O Maracanã ficou vazio, tanto para Fluminense e Botafogo quanto para Vasco e Flamengo. Nem nos clássicos, a torcida deus as caras. Sinais da desorganização e falta de qualidade.

Para piorar, a arbitragem é péssima. E foi ela quem ajudou a decidir que Botafogo e Flamengo, pelo quarto ano seguido, vão decidir o Carioca.

No sábado, Fluminense e Botafogo fizeram um jogo movimentado. Na já tradicional bola aérea, o Bota abriu o placar. O Flu mostrou força e Fred foi decisivo. Não só porque fez os dois gols da virada. Mas porque antes disso perdeu um penalti (mal marcado por sinal) que poderia dar ainda mais tranquilidade ao time. Na etapa final, o Botafogo partiu para cima e o Fluminense teve oportunidade de matar o jogo. Não o fez e acabou levando dois gols. O último deles, com Herrera, completamente impedido, fazendo corta-luz e atrapalhando o goleiro Rafael. 3 a 2 e Botafogo classificado. A uma vitória de comemorar o título.

Ontem, foi a vez de Vasco e Flamengo se enfrentarem. Outro jogo movimentado, apesar do excesso de volantes e da condição ruim do gramado. Vágner Love, destaque e artilheiro do Estadual fez o primeiro. O Vasco, melhor no jogo e com mais posse de bola, empatou com Thiago Martinelli. No segundo tempo, penalti pra lá de duvidoso sobre Léo Moura. Vágner Love bateu e definiu o placar: 2 a 1 Flamengo. Depois disso, ainda tivemos expulsão injusta de Juan, e penalti claríssimo não marcado quando Williams bloqueou, com a mão esquerda, cabeçada de Thiago Martinelli.

Não acredito em má-fé. Os árbitros são ruins e erram para os dois lados. Mas são tão grotescos que deixam sempre o perdedor revoltado. E a torcida, desacreditada. O Campeonato Carioca de 2010 é um fracasso. E precisa ser revisto, se não quiser perder o que ainda tem de melhor: o charme. É só o que resta.

Errou de novo

Clássico emocionante, empolgante e decidido em pequenos detalhes. Ou em um recorrente detalhe, é justo dizer. Santos e São Paulo começaram ontem a decisão antecipada do Campeonato Paulista. Jogo cheio de mudanças e que terminou com vitória dos Meninos da Vila, muito perto da final.

O Santos começou melhor a partida. Conseguia chegar bem ao ataque. O São Paulo, apesar da evidente vontade de seus jogadores, não conseguia se acertar no meio-campo. O gol contra de Júnior César, ainda no início, piorou ainda mais a coisa. Mais do que isso, prejudicou também o tricolor o árbitro Marcelo Rogério. Não pelo segundo, mas pelo primeiro cartão amarelo para Marlos, que foi no mínimo um exagero.

Com um jogador a mais, o Santos não demorou para fazer o segundo, em enfiada genial de bola de Neymar para o artilheiro André. 2 a 0, 11 contra 10. Ali, o jogo cheirava a goleada.

Mas no segundo tempo, Ricardo Gomes acertou seu time. A entrada de Cicinho deu consistência e velocidade ao meio são paulino. O time cresceu no jogo. Conseguiu diminuir com Hernanes (o melhor em campo) e virar com Dagoberto de cabeça, mais um sinal claro das fraquezas da defesa do Peixe. Ali, o jogo cheirava a empate.

Mas veio uma falta lateral cobrada por Mádson. Rogério Ceni voltou a errar num momento decisivo e Durval teve tudo para decidir o clássico. Santos 3 a 2. Vitória que deixa o time perto demais de uma vaga na final. Pode até perder o segundo jogo.

Rogério Ceni é bom goleiro. Sempre foi. Mas este ano, tem falhado demais e o pior: em momentos decisivos. Assim como Marcos no Palmeiras, ele ainda é importante para o São Paulo. Mas com 37 anos, é preciso que o clube comece a pensar em alternativas.

Já o Santos, não decepcionou. Não foi brilhante e empolgante como em outras partidas. Mas mostrou qualidade para vencer um adversário que é forte demais. Dorival agora deve conviver com um dilema: manter um esquema ofensivo e que funciona, correndo riscos defensivos, ou tentar uma maneira mais segura de jogar para segurar um resultado que muito lhe interessa. Eu, tentaria a primeira opção. Este time merece. E o futebol brasileiro também.

Outros personagens

Nas últimas semanas, falou-se muito do Barcelona. E toda vez que se falou do time espanhol, Messi foi citado, pelos seguidos espetáculos que vem proporcionando. Ontem, em um dos jogos mais importantes do ano, Messi mais uma vez jogou bem. Mas não foi ele o homem decisivo na vitória por 2 a 0 sobre o Real Madrid, que deixou o Barça muito perto de faturar mais um título espanhol. Desta vez, o Barcelona mostrou outros personagens. E que está muito longe de ser time de um homem só.

Mais uma vez, o Barcelona jogou muito desfalcado. Sem Ibrahimovic e Iniesta, Guardiola optou por colocar Daniel Alves como meia, pela direita. Assim, tinha Puyol mais preso na defesa pelo lado direito, para conter as avançadas de Cristiano Ronaldo e Marcelo.

E a impressão que o primeiro tempo passou foi que, independente dos desfalques e da posição dos jogadores em campo, o Barcelona não se perde. Se não foi brilhante, evitou bem as subidas do rival e controlou, como de costume, a partida. Chances de gol, apenas uma. O gol do Barcelona. Tabela fantástica entre Messi e Xavi. O argentino entortou Albiol com o peito e abriu o placar.

Na etapa final, o Barcelona voltou no 4-1-4-1. E teve domínio ainda mais absoluto. O conjunto prevalecia sobre as peças individuais do Real. O segundo gol não demorou a sair. Xavi, perfeito outra vez, deu lindo lançamento para Pedro, o predestinado, definir o placar.

Dali em diante, o jogo tornou-se um martírio para o Madrid. Primeiro porque quando chegava ao ataque, esbarrava numa partida perfeita de Victor Valdez. Segundo porque corria sérios riscos de sofrer outros gols.

No fim, venceu o melhor. O Barcelona não é o melhor da Espanha. É o melhor do mundo. Caminha a passos largos para conquistar mais um título nacional. E é também favoritíssimo para, pela segunda vez, ser o melhor da Europa.

O homem mais irado da cidade

Já publiquei, aqui mesmo no Marcação, outro texto de Henrique Aznar. Quem lê a revista Placar (que por sinal completa 40 anos de muitas contribuições ao jornalismo esportivo no Brasil este mês) com certeza sempre se diverte com o que ele escreve na rápida coluna "O homem mais irado da cidade".

São sempre sátiras divertidas sobre o momento do esporte no Brasil e no mundo. Desta vez, uma manifestação contra o Santos e suas comemorações coreografadas. Não concordo plenamente, nem tãopouco discordo do que ele escreveu. De toda forma, fica a diversão e minha homenagem à melhor revista esportiva do país pelos 40 anos.

"Agora ficam dançando em grupo pra festejar gol. Coisa de fresco, de rebolation. Espontaneidade zero. Mais sem graça, só esse "hey" que inventaram em parabéns de criança. Comemoração é soco no ar, cambalhota, subida no alambrado, escapada do cara que vem te abraçar. É você sair xingando meio mundo. Comemoração sai na hora, como a cara de monstro do Maradona colada na câmera na Copa de 94. Comemoração não é algo que se ensaia. É algo que se vomita, se arrota, se escarra."

Nem tão lógico assim

Se em Minas tudo caminhou dentro do previsto, em São Paulo as coisas não foram bem assim. Dos quatro grandes, apenas dois se classificaram para as semifinais. E na decisão, teremos um grande contra um pequeno.

Santos e Santo André já chegaram à última rodada classificados. Foram os melhores times da primeira fase. O Santos sobrou. Atropelou todo mundo que viu pela frente. Goleou, empolgou, encheu os olhos. Já o Santo André foi o time mais correto. Tem um elenco interessante, um time entrosado e muito organizado taticamente. Fez muito por merecer a bela classificação.

O Grêmio Prudente, que eu vou continuar classificando no blog como Grêmio Barueri, mostrou incrível reação. E quem diria, um dos grandes responsáveis foi Toninho Cecílio, do qual eu fiz chacota (confesso) quando foi contratado. Nove jogos e nove vitórias. Uma arrancada fulminante no final. Que fez do time de empresários, que perdeu muitos pontos com este que vos escreve quando mudou de cidade, chegar bem na terceira posição.

O São Paulo ficou com a quarta vaga. E segue mostrando evolução. Marlos se encontrou. Ricardo Gomes parece estar perto de achar a melhor forma de atuar do time. Dagoberto e Washington estão se entendendo. Foi outro time a reagir bem na reta final. Mas ainda tem a Libertadores para se preocupar.

São Paulo x Santos na semifinal tem cara de decisão antecipada. E deve ser. Os dois são fortes o suficiente para vencer qualquer dos "pequenos" que aparecerem na final. O Santo André é meu favorito e tem minha torcida no outro jogo. Mas será no Morumbi e na Vila, nos próximos finais de semana, que a competição será decidida. Serão estes jogos que vão levar milhares de pessoas para os estádios, para a frente das tvs, etc.

Corinthians e Palmeiras vão apenas assistir. O segundo, fez campanha pífea e já estava eliminado há várias rodadas. O Corinthians ainda tinha chances. Fez 5 a 1 no Rio Claro em uma das melhores partidas de 2010. Mais uma vez, Roberto Carlos mostrou que pode ser muito útil ao Corinthians e à Dunga. Mas, os pontos deixados pelo caminho quando Mano não sabia o que fazer com o grande elenco, custaram a classificação. Olho e concentração total agora na Libertadores. É justo e faz parte.

Deu a lógica

De maneiras diferentes, Cruzeiro e Atlético-MG passaram às semifinais do "empolgante" Campeonato Mineiro. Nenhum imprevisto. E deve seguir assim, até a decisão, onde os dois vão tirar a prova. Já foram 13 jogos. Serão mais dois. E só os dois últimos vão valer. Viva os Estaduais!

O Galo entrou em campo mais cedo. Depois do vacilo e do empate na primeira partida, precisava apenas de mais um resultado igual para se classificar. Mas o adversário era o tradicional e cada vez mais organizado América.

Luxemburgo apostou em um 3-5-2 que definitivamente não funcionou. O América ganhou o meio-campo e era melhor na partida. A entrada de Leandro fez o Atlético-MG voltar ao 4-4-2 e melhorar. A expulsão (polêmica) de Preto, facilitou a missão.

No segundo tempo, logo o Atlético fez dois gols. Zé Luis e Carlos Alberto. Classificação encaminhada. E o time abusou da displiscência, perdendo contra-ataques e chances claras de gol. O futebol não perdoa, e o valente Coelho ainda buscou o empate. Mas o segundo gol, marcado por Danilo (o primeiro foi de Joãozinho) veio tarde demais. Galo classificado, com dois empates e nenhuma soberania, para as semifinais. Precisa acertar, principalmente a defesa, se quiser chegar a algum lugar além da final mineira.

O Cruzeiro também empatou a primeira partida, contra o Uberaba. Mas diferente do rival, não teve dificuldades no segundo jogo. Muito ajudado pelo gol de Leonardo Silva, logo no início. O Uberaba acusou o golpe e não conseguia ameaçar, graças à avançada marcação celeste. O jogo foi moroso e de poucas oportunidades. Apenas nas bolas paradas o Cruzeiro ameaçou. Ameaçou e fez. Thiago Ribeiro e Gilberto, ambos de falta, garantiram a classificação sem sustos.

A Raposa foi melhor, como deve ser contra os pequenos. Não permitiu ao adversário ameaçar a classificação. E caminha tranquila para mais uma decisão estadual. No meio do caminho, porém, jogos importantes pela Libertadores, obsessão de Adilson. O Uberaba, no entanto, mostrou que é preciso seriedade, mesmo quando a superioridade é evidente.

Futebol se faz com 11

Sneidjer, dispensado pelo Real Madrid. Vem sendo um dos melhores jogadores da Inter de Milão na temporada ao lado de Milito. Fez o gol que classificou o time italiano para as semifinais da Champions League.

Robben, dispensado pelo Real Madrid. Luta contra as contusões na temporada. Nada que o impeça de ser uma das peças fundamentais no Bayern de Munique. Fez o gol que classificou o time alemão para as semifinais da Champions League.

Lyon, perdeu seu principal jogador da última temporada para o Real Madrid. Sem Benzema, apostou em jogadores que se destacaram no último Campeonato Francês. A maioria, jovem. Está classificado para as semifinais da Champions League.

O Real Madrid dispensou jogadores que achou que não seriam úteis. Apostou em estrelas. Gastou fortunas em Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema, Xabi Alonso e cia. Não chegou sequer às quartas-de-final do principal torneio do continente. Lidera o Campeonato Espanhol ao lado do Barcelona, é verdade. Mas perdeu, na única vez que enfrentou o rival catalão. Os outros times por lá, definitivamente, não servem de parâmetro para quem quer pensar grande.

Enquanto os jogadores citados foram para times que já estavam prontos, apenas para ser uma peça importante, o Real Madrid contratou peças importantes sem se preocupar se elas formariam um time. Enquanto o Lyon preferiu formar uma equipe forte, o Real Madrid achou que contratar o principal jogador do Lyon resolveria.

Os erros de Florentino Perez se repetem em 2010. E são inadmissíveis.

Principalmente quando se tem o exemplo perfeito de como fazer futebol logo ao lado. O Barcelona também gastou na última janela. Pagou caro para ter Ibrahimovic. Mas trouxe um craque para um time que já estava pronto. E mesmo que ele não brilhasse (e ele não foi tão brilhante assim até aqui) o time manteria o seu padrão de jogo.

Planejamento. Base. Categorias de base. Ontem, nas quartas-de-final da Champions League, o Barça tinha nada menos do que seis jogadores formados no clube entre os titulares.

Mas tudo bem. Há quem prefira ser galático, ser estrela. Deve ser melhor assim...

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O Palmeiras manteve a base mas não conseguiu os camarões que Felipão pediu. Deve manter o 4-2-3-1 em 2012.

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