O Fluminense sofreu, mas começou bem nas oitavas de final da Libertadores. O 3 a 1 sobre o Libertad deixa o time em boas condições para confirmar a vaga na semana que vem.
No entanto, o time de Enderson teve muitas dificuldades táticas na partida.
Confira a análise no Quadro Negro do Marcação, clicando
aqui.
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No mesmo dia em que o Botafogo anunciou que não aceitará o retorno de Jóbson, o Grêmio dispensou o meia Carlos Alberto, que estava emprestado pelo Vasco até o fim do ano. Dois jogadores problemáticos que não se cansam de jogar fora grandes oportunidades e desperdiçar o talento que tem.

A passagem de Carlos Alberto pelo Grêmio durou só três meses. Em campo, não rendeu absolutamente nada. Embora raramente tenha sido escalado em sua melhor posição (jogou como um dos vértices do losango no meio-campo ou atacante, raramente como armador), o jogador decepcionou tecnicamente no Olímpico. Tanto que já havia sido preterido ao banco de reservas e que Renato Gaúcho o colocou em campo apenas nos minutos finais da última partida na Libertadores, mesmo com o time precisando de um fato novo.
Fora de campo, Carlos Alberto voltou a se envolver em diversas confusões. Discutiu com jogadores do Inter, foi expulso de jogos importantes, ficou fora de treinamentos. O custo x benefício passou longe de valer a pena.
O Vasco, que já se acertou com Diego Souza e Bernardo (além de ter contratado Juninho Pernambucano para o segundo semestre) já avisou que não aceita o retorno do jogador, que precisará buscar outro clube para jogar.
A pergunta é: será que alguém ainda tem paciência para investir em Carlos Alberto? Você investiria? Eu não.
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Por melhor que seja, nem sempre um time de futebol jogará bem e será brilhante. Por isso, em algumas vezes a boa fase é mais importante que a qualidade técnica em si. Unir os dois é o caminho para o sucesso. Caminho que parece vir sendo muito bem feito pelo Cruzeiro neste início de temporada.

Os desfalques do versátil Pablo (fundamental no balanço defensivo) e de Thiago Ribeiro (artilheiro do time em 2011) foram importantes para a queda de rendimento do Cruzeiro ontem na Colômbia. Mais do que isto, a estratégia defensiva de Cuca não funcionou bem. Gilberto era o responsável por marcar o arisco Dayro Moreno. O atacante afunilava o jogo, Gilberto o seguia e abria um buraco na lateral esquerda. Marquinhos Paraná tentava cobrir o lateral e abria um buraco no meio. O "cobertor curto" da defesa do Cruzeiro colaborou para a impressão de que a marcação estava frouxa na etapa inicial. Os mineiros marcavam de longe porque chegavam atrasados.
Com o bom trio ofensivo, o Once Caldas era mais perigoso. Moreno dava muito trabalho caindo pelos lados e Rentería, apesar do jogo ruim, incomodava a defesa o tempo todo. O Cruzeiro tinha dificuldades para roubar a bola e logo, para impor seu jogo baseado na posse. Por isto, Montillo apareceu pouco na primeira etapa e Roger foi peça nula. Também por isto, Brandão não fez uma "estreia dos sonhos". A bola chegou pouco ao ataque e quando chegou, o bom reforço conseguiu finalizar. Com ele, o Cruzeiro perde em movimentação e velocidade mas ganha em presença. Não acho que será titular sempre, mas será jogador fundamental na temporada.
Enquanto os donos da casa esbarravam em mais uma grande atuação de Fábio, Cuca mostrou-se atento ao jogo. Sacou Brandão e deu lugar a Ortigoza, para aumentar a velocidade. A idéia era ter o paraguaio entre o lateral direito e o zagueiro do Once Caldas, confundindo a marcação. Funcionou. E em dois lances que começaram com o toque qualificado de Montillo, o Cruzeiro definiu (gols de Walyson e Ortigoza).
Não restou outra alternativa aos colombianos senão se lançar ao ataque. A defesa do Cruzeiro seguia confusa e Núñez diminuiu. Pouco para quem enfrenta o melhor time da primeira fase da Libertadores.
Assim como no Campeonato Mineiro, o Cruzeiro conseguiu encaminhar sua classificação na Libertadores na primeira partida. Nos próximos dois jogos, Cuca poderá poupar, testar, experimentar. Depois deles, o Cruzeiro tentará seguir seu caminho: o das conquistas.
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Este texto poderia (e deveria) ser apenas mais um apenas sobre futebol. Não é, graças à vida dura de quem só pode acompanhar os jogos da Champions durante o expediente. Caso deste, que vos escreve e que ontem sofreu graças ao terceiro e penúltimo superclássico da série entre Real Madri e Barcelona.

Para quem trabalha em horário comercial com algo não ligado a futebol, a tensão começa no início do dia. O desejo de acelerar o serviço para que nada seja capaz de atrapalhar na hora do jogo.
Quando a bola começou a rolar na Espanha, estava terminando as últimas coisas urgentes. O resto, poderia esperar, afinal era Champions League, era Real x Barça. Assim o fiz.
E pude ver o Real Madrid mais uma vez muito fechado. Mourinho voltou a apostar na marcação forte, principalmente na intermediária, onde flui o jogo catalão. Cristiano Ronaldo mais uma vez parecia ser o único a querer atacar, embora também ajudasse na marcação. Era um time abnegado para defender e pouco ousado para atacar. Em determinado momento, chegou a ter menos de 16% da posse de bola.
O Barcelona tentava superar os importantes desfalques (principalmente o de Iniesta) jogando como sempre. Apesar de mais cuidadoso do que em outras partidas e com suas linhas não tão avançadas como de costume, fazia o jogo de posse de bola e paciência de sempre. Messi, seguido de perto por Pepe e sempre com um zagueiro na sobra não encontrava espaços. E o jogo, apesar de controlado, estava travado.
Equilíbrio enorme de dois times que se conhecem melhor a cada minuto. O jogo foi de poucas chances de gol e truncado em excesso. As jogadas truculentas foram mais presentes do que as belas. As discussões apareceram mais do que os dribles.
Veio o intervalo e fui correndo lanchar e tentar resolver mais algumas coisas do trabalho. Acabei perdendo a confusão que acabou com a expulsão do goleiro reserva do Barcelona, Pinto. Lamentável e coisa que não acontece só no Brasil.
O segundo tempo chegou e o panorama era o mesmo. Equipes pressionando a arbitragem, discussões, entradas duras, pouco futebol. Tudo mudaria quando Pepe usou força desproporcional (para o jogo e tradicional para ele) e derrubou Daniel Alves. O lateral valorizou, o time inteiro do Barcelona pressionou e o luso-brasileiro acabou expulso para revolta de Mourinho. Apesar de achar o lance forte e a expulsão justa, não acho que o árbitro tomaria a decisão não fosse os apelos dos jogadores do Barça.
Neste momento, pensei: "que sorte a minha poder assistir o jogo! Agora sim, teremos futebol". Afinal, com um jogador a mais os espaços que o Barcelona precisavam iriam aparecer. Eis que o telefone toca. Uma voz desconhecida informa que o motoqueiro da empresa acabara de sofrer um acidente. A vida, neste caso, foi mais importante que o jogo e tive que ir.
Não pude ver o show particular de Messi, autor dos dois gols que decidiram o jogo e praticamente definiram a vaga. O Barcelona soube se aproveitar do fato de ter um homem a mais e resolveu o jogo graças ao melhor jogador do planeta.
Muitos falam que o jogo foi ruim e decepcionante. Antes de serem os dois melhores times do planeta, Barcelona e Real Madrid são rivais em campo e fora dele e o jogo valia vaga na decisão do campeonato mais importante do continente. Não dá para esperar sempre o jogo leve e lúdico. As vezes, é preciso brigar.
Ainda falta um jogo. Não dá para duvidar do Real, de Mourinho, de Cristiano Ronaldo. Mas o dilema é enorme: o jogo defensivo que funcionou nas últimas 2 partidas e meia (até Pepe ser expulso) não será suficiente para reverter o placar. O jogo ofensivo, pode gerar outra goleada como no duelo do turno do Campeonato Espanhol. Mourinho sabe disto. Sabe que a melhor forma de atacar o Barça é se defender. Por isto, a classificação está tão perto da Catalunha.
Definição mesmo, porém, só semana que vem. Espero eu, que desta vez sem acidentes.
PS: O motoqueiro recebeu alta do hospital hoje pela manhã e passa bem.
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Os mata-mata da Libertadores são cruéis. Um jogo ruim e qualquer campanha, por melhor que seja, pode ir por água abaixo. Quando os erros são muitos (e se repetem), o resultado pode ser ainda mais fatal. Foi o que aconteceu com o Grêmio, derrotado dentro de casa pela Universidad Católica e que ficou em situação delicada na competição.

Com alguns desfalques importantes, Renato Gaúcho foi obrigado a mexer no time. Voltou a mudar as peças, voltou a manter o esquema. O 4-3-1-2 que marcou a arrancada do time no último Brasileirão ainda não funcionou bem em 2011 com as ausências de Fábio Santos e Jonas (e depois de André Lima).
Diante de 35 mil torcedores, o início do Grêmio foi bom. Pressionou os chilenos e chegou a acertar a trave com Douglas. Mas aos poucos, a Católica acertou a marcação (com o lateral Eluchans ficando mais preso à defesa e um zagueiro sempre na sobra) e diminuiu o ímpeto gaúcho até chegar ao gol com o ótimo Lucas Pratto em vacilo de Gílson. O tricolor que já se mostrava nervoso em campo entrando na pilha do adversário e reclamando demais da arbitragem (que deixava o jogo correr) ficou ainda mais tenso. Até a expulsão tola e inaceitável de Borges, que deu uma cotovelada no adversário fora do lance.
No segundo tempo, com um a menos e obrigado a atacar, Renato Gaúcho foi obrigado a mexer no time. Estranhamente, apostou em Lins para ajudar o jovem Leandro no ataque, mantendo no banco os mais experientes Carlos Alberto e Escudero (que só viriam entrar no jogo nos minutos finais).
Com os chilenos visivelmente recuados e buscando o contra-ataque, o Grêmio tinha a bola mas ameaçava pouco. Até Douglas acertar lindo chute de fora da área e empatar o jogo. O jogo mantinha seu panorama quando Lucas Pratto (de novo) marcou de cabeça o segundo gol da Católica. Após o gol, o Grêmio se perdeu de vez e tentou uma pressão desorganizada que não surtiu efeito algum.
Os gaúchos vivem o pior momento no ano, no trecho mais importante da temporada até aqui. Fase decisiva no Gaúcho e na Libertadores. Renato perde peças importantes e não parece confiar em alguns jogadores que poderiam ser úteis. Sofre com a falta de alternativas e criatividade para buscar algo diferente taticamente.
A Universidad Católica não tem um grande time, mas tem bons nomes e é muito bem treinada. Deixou encaminhada a classificação assim como o bom time do Vélez, que fez 3 a 0 na LDU na primeira partida. Os equatorianos continuam os mesmos de sempre: toscos fora de casa, ótimos na altitude de Quito. Por coincidência (ou não),
falei dos dois times em post recente no blog (inclusive destacando Lucas Pratto, autor dos dois gols de ontem) que visava abrir os olhos dos brasileiros para os bons adversários estrangeiros da Libertadores. É bom deixar a arrogância de lado e abrir de vez os olhos...
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Os Diabos Vermelhos começaram bem as semifinais da Champions League. Bateram o Schalke por 2 a 0 mesmo jogando fora de casa e dificilmente ficarão fora da grande decisão.
As variações táticas do time que menos erra na competição estão no Quadro Negro do Marcação Cerrada.
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Ainda não pude ver o Coritiba em campo nenhuma vez em 2011. Uma pena. Pelos números, assistir o Coxa deve ser uma oportunidade irresistível e que deixa lembranças. Nada mais justo, para um time de campanha irretocável do que comemorar.

Mesmo sem ter visto o time jogar, não é difícil afirmar que o bicampeonato estadual antecipado é mais do que justo. Afinal, foram 19 vitórias e 2 empates nos 21 jogos até aqui. Aproveitamento de quase 95%. No segundo turno, foram 10 jogos e 10 vitórias. A última, um incontestável 3 a 0 no maior rival (Atlético-PR) em plena Arena da Baixada.
Falta ainda uma rodada no Campeonato Estadual. Antes, o time vai confirmar a vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil (goleou o Caxias por 4 a 0 no primeiro jogo e dificilmente terá a vantagem revertida). Depois, o time parece não ter limites para sonhar.
Marcelo Oliveira aproveita bem o ótimo trabalho iniciado por Ney Franco. Foi indicado pelo ex-técnico do Coritiba e retribuiu a confiança vencendo a desconfiança da torcida. Faz ótimo trabalho com um elenco que não tem estrela alguma. Mas tem bons jovens valores e jogadores identificados com a história do clube como Tcheco e Marcos Aurélio.
Não acho que o Coritiba seja "o melhor time do país" embora tenha os melhores números. Não acho que o Coritiba seja o favorito ao título da Copa do Brasil muito menos do Campeonato Brasileiro. Mas é impossível não exaltar a campanha histórica do início de 2011.
Uma hora, a primeira derrota do ano virá. Para quem já sofreu com a queda para a Série B em 2009, não me parece um trauma insuperável. O Coritiba finalmente tem todo o direito de voltar a sonhar. E deve pensar grande, como é.
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As primeiras partidas das semifinais do Campeonato Mineiro deixaram muito encaminhados os confrontos. Cruzeiro e Atlético-MG ampliaram a vantagem que já tinham sobre os Américas (do interior e da capital, respectivamente) e devem voltar a decidir o Estadual em 2011.

No sábado, o Cruzeiro não teve dificuldades. Goleou o América de Teófilo Otoni por 8 a 1, fora de casa, e nem com um milagre ficará fora da decisão. Cuca e seu time voltaram a mostrar respeito pelo Campeonato e pelo adversário. Com força máxima (o único ausente foi o machucado Victorino), o time celeste jogou sério e deixou mais do que definido o confronto.
Em goleadas deste porte, é difícil encontrar defeitos ou apontar destaques. Mas não há como não separar o momento de Montillo. Autor de três gols (um deles belíssimo, após encobrir o goleiro), o argentino reencontrou o ótimo futebol de suas primeiras partidas pelo Cruzeiro e será peça fundamental nos jogos decisivos na Libertadores. Aliás, com o resultado, a Raposa poderá manter foco total no difícil duelo contra o Once Caldas antes de voltar as atenções para o Campeonato Mineiro.
Quanto ao América de Teófilo Otoni, as duas goleadas seguidas devem doer (antes do confronto com o Cruzeiro, o time perdeu por 7 a 1 para o Atlético, na última rodada da primeira fase). São 15 gols em dois jogos para um time que fazia campanha brilhante baseada no bom desempenho defensivo. Mas não há motivos para lamentar. A campanha quase irretocável que colocou o time como o "melhor do interior" já é um grande feito para um time que era apontado como candidato ao rebaixamento no início do Campeonato.

No domingo, o Atlético não teve a mesma facilidade do rival. Mas venceu o América por 3 a 1 e só ficará fora da decisão com uma goleada pouco provável no próximo fim-de-semana.
Dorival voltou a apostar em Ricardo Bueno no comando do ataque no 4-2-3-1. Não funcionou. Enquanto o atacante apanhava da bola e da arquibancada, o Coelho atacava com organização. Era superior e pressionava com a boa movimentação de Irênio e Luciano. Teve um penalti ignorado pela arbitragem e uma bola no travessão antes de abrir o placar com o zagueiro Gabriel.
O panorama do jogo mudou após os 35 minutos da etapa inicial quando Neto Berola entrou no time do Atlético. Com ele, o Galo ganhou em movimentação e passou a levar perigo mesmo que de forma desordenada. Até empatar o jogo, em belo gol de Patric já nos acréscimos do primeiro tempo.
Dorival aproveitou o intervalo para armar o bote fatal. Recuou as linhas e abriu Mancini e Berola para puxar os contra-ataques. Sabia que o América precisaria sair para o jogo. Com o Coelho evidentemente sentindo o desgaste físico, a tarefa ficou facilitada e o alvinegro tomou de vez as rédeas do jogo até Neto Berola e Serginho definirem o placar.
O América ainda tem o direito de sonhar embora a missão seja muito difícil. No entanto, já é hora de trabalhar visando o mais importante da temporada: se manter na Série A. Apesar de bem treinado e entrosado, o time precisa de reforços urgentes para encontrar-se no nível dos principais concorrentes.
Quanto ao Galo, aos poucos o time dá sinais de melhora. Os resultados são importantes para dar tranquilidade no trabalho. No entanto, ainda é preciso evoluir muito para atingir o ponto que se imaginava no início do ano e para parecer em condições de encarar o maior rival na decisão.
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Falcão chegou agora ao Inter. Até aqui, são 2 jogos e 2 vitórias. Números importantes para dar tranquilidade no início do trabalho.
Funcionalmente, porém, o Colorado ainda está muito distante do discurso ousado e alegre de Falcão quando assumiu o clube.
Veja no Quadro Negro do Marcação Cerrada, clicando
aqui.
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O primeiro treinamento físico no gramado. A expectativa pela estreia cada vez mais próxima. E uma ruptura no tendão de aquiles adiou (e muito) o início do Imperador no Corinthians. Adriano foi operado hoje pela manhã e só poderá entrar em campo dentro de 5 meses.

Adriano não é exemplo de atleta. Assim como Ronaldo, despreocupou-se com o peso há alguns anos. Foi raro vê-lo em forma aceitável nas últimas 4 temporadas. E para um atleta de alto nível, o corpo cobra caro.
Longe de mim afirmar que o peso do jogador foi culpado pela lesão. Não sou médico e não seria irresponsável. Fato é que Adriano não cuidou do corpo e quando mais precisou dele, ficou na mão.
O Imperador perderá tempo importante. Voltará já com o Brasileirão em fase incisiva, com jogos em sequência. Pode demorar para pegar forma e ritmo de jogo. Estará há 1 ano e seis meses sem marcar um gol sequer.
Perde o Corinthians, que contava com o atacante em forma para se tornar um concorrente forte. A diretoria precisa buscar reforços (não só para o ataque) se quiser fazer um bom Campeonato Brasileiro. Tite precisa de muito mais para poder competir de verdade com times que me parecem muito acima para a competição.
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Foram 66 jogos de pouca ou nenhuma utilidade. Afinal, era de se imaginar que Cruzeiro, Atlético e América estariam entre os quatro primeiros colocados. A primeira fase do Campeonato Mineiro serviu apenas para confirmar a desgraça do Ipatinga (rebaixado em 2010 para a Série C do Brasileiro e agora para o Módulo 2 em Minas) ao lado do recém-chegado Funorte. E serviu também para o surpreendente América de Teófilo Otoni, que acabou conquistando a vaga restante e será o franco-atirador nas semifinais do estadual mineiro.

Foram 11 jogos que confirmaram o América de Teófilo Otoni como o melhor time do interior. Ou 10, como preferirem. Afinal, a última partida é para ser esquecida.
Já classificados, Atlético e América-TO entraram em campo na Arena do Jacaré com responsabilidade distintas. O Galo, precisava reconquistar a confiança e reencontrar o futebol que ficou perdido nas últimas semanas. Os visitantes, não tinham preocupação alguma e já se davam por satisfeitos com a campanha realizada até aqui.
Talvez por isto, o Atlético tenha encontrado tantos espaços. Dorival voltou a apostar em um time mais jovem e rápido, que desta vez funcionou. A falta de um "homem de área" foi compensada pela boa atuação de Mancini e pelo bom poder de fogo de Magno Alves (autor de três gols e artilheiro do time na temporada). O 7 a 1 acabou sendo o resultado mais justo para um time que teve frieza para definir e que quis jogar mais.
Apesar da vitória traquila, o Galo ainda tem muito a melhorar. A goleada sobre um adversário que jogou absolutamente despreocupado não pode iludir. Se fica a animação pela boa fase de Magno Alves, pela melhora crescente de rendimento de Mancini e pela boa aparição do garoto Giovanni (que entrou ainda na etapa inicial na vaga de Jackson e participou muito bem do jogo), o time de Dorival Júnior ainda tem problemas óbvios no meio-campo que erra passes demais e precisa acertar o sistema defensivo, que mesmo em partida tranquila sofreu gol e deixou espaços desnecessários (embora tenha melhorado muito em relação a jogos passados).
Contra o América (desta vez o da capital), o Galo fará uma semifinal equilibrada e de prognóstico difícil. Se o Atlético tem um time com mais alternativas e potencial, o Coelho tem um time mais equilibrado, que joga junto há mais tempo.
No outro jogo, o América (de Teófilo Otoni) enfrentará o Cruzeiro, melhor time da primeira fase. Os comandados de Cuca confirmaram a boa campanha também no Estadual vencendo o Uberaba por 1 a 0 em jogo fraco e de poucas emoções. São favoritos não só a uma vaga na final como ao título, por tudo que fizeram no Campeonato Mineiro e também na Libertadores até aqui.
Fato é que o Campeonato Mineiro começa agora. 66 jogos depois.
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Foi apenas o primeiro dos quatro duelos que Barcelona e Real Madrid vão ter nos próximos dias. O que valia menos (já que mesmo se vencesse, o Real ainda continuaria apenas com chances remotas no Campeonato Espanhol). Mas já tivemos um bom aperitivo do que pode acontecer nas próximas semanas quando os dois melhores times do planeta medirão forças pela Copa do Rei e Champions League.

Mourinho e Guardiola mandaram a campo o que tinham de melhor. Sabiam que precisavam de força máxima e que o primeiro jogo poderia definir o rumo das partidas seguintes de maneira indireta.
O Barcelona manteve o 4-3-3 que encanta o planeta há três temporadas. Puyol voltou ao time e foi fundamental enquanto esteve em campo para comandar o sistema defensivo. Novamente a equipe catalã apostou no jogo ofensivo e de paciência com a posse de bola (alcançado incríveis 83% de posse de bola em determinado momento do jogo).
Mourinho mudou a estratégia e a formação para tentar surpreender (e impedir o jogo eficiente do rival). Adiantou Pepe para jogar como primeiro volante, fazendo o primeiro cerco à Messi, com Albiol na zaga. E adiantou Alonso e Khedira para bater de frente com Iniesta e Xavi. A estratégia era marcar forte o Barcelona, mantendo a intensidade ofensiva com Cristiano Ronaldo e Dí Maria invertidos (com o argentino correndo atrás de Daniel Alves e Cristiano Ronaldo com mais liberdade).
O jogo foi equilibrado e muito bem disputado. O Real Madrid diminuía os espaços e não se viu um passeio como nos 5 a 0 do primeiro turno. Muito pelo contrário. O Barcelona também teve que se cuidar na defesa e não conseguia sair para o jogo com a mesma desenvoltura de outras partidas. Pepe fez ótima partida (apesar dos exageros na violência em alguns lances) e conseguiu marcar Messi da melhor forma possível.

Partida tão disputada, com times tão qualificados, só poderia ter sido decidida em detalhes ou falhas individuais. Foi o que aconteceu quando Albiol se atrapalhou e fez penalti claro em Villa. Expulsão e gol de Messi (o primeiro sobre times comandados por José Mourinho).
Com um jogador a mais e vantagem no placar, o Barcelona poderia ter matado o jogo. Mas tocou a bola em excesso, em alguns momentos de forma indolente. Perdeu a chance de matar o jogo e viu Mourinho armar o bote para pressionar o adversário mesmo com um a menos. De forma desordenada, o Real tentava surpreender, embora Adebayor tenha entrado muito mal no jogo. Até que a arbitragem deu penalti de Daniel Alves em Marcelo (duvidoso e absolutamente discutível) para que Cristiano Ronaldo empatasse no fim (primeiro gol do português sobre o Barcelona).
1 a 1 justo. Um bom começo e uma prévia interessante do que está por vir. Que serviu para o Barcelona garantir de vez o título espanhol. E serviu para o Real Madrid ver que é possível bater o grande rival com marcação forte e um pouco mais de capricho ofensivo.
Foi apenas o primeiro round. De um confronto que encantará e surpreenderá ainda mais.
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Em janeiro, o grupo 7 era chamado de "grupo da morte" na Libertadores.
Ontem, o Cruzeiro não só garantiu a primeira posição deste grupo como confirmou a melhor campanha na primeira fase da competição.
As eficientes caras do time do Cruzeiro na vitória sobre o Estudiantes e o futuro do time de Cuca na competição, você vê no Quadro Negro do Marcação Cerrada. Clique
aqui e confira.
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Os próximos 20 dias serão históricos. Históricos e inesquecíveis para todos que gostam de futebol. Barcelona e Real Madrid vão se enfrentar quatro vezes no período. Os dois melhores times do planeta na atualidade terão pela frente encontros decisivos e fundamentais. Vão escrever a história.

Neste sábado, o jogo valerá pelo Campeonato Espanhol. Oito pontos atrás faltando 7 rodadas, o Real precisa vencer a todo custo para seguir sonhando com o título. Na próxima quarta, dia 20, a disputa valerá o título da Copa do Rei. Na sequência, os dois brigarão por uma vaga na final da Champions League.
Ontem o Real Madrid confirmou a vaga nas semifinais (o Barcelona já havia se classificado um dia antes, ao vencer o Shaktar por 6 a 1 no placar agregado). O time madrilenho voltou a vencer o Tottenham, desta vez por 1 a 0 e também não teve dificuldades para passar de fase (5 a 0 no agregado).
Mourinho poupou Dí Maria (pendurado) mas mandou a campo força máxima mesmo com a classificação já encaminhada. Assim como Guardiola, não quis saber de descansar seus principais jogadores para o primeiro superclássico. Marcelo foi deslocado para a meia esquerda, com Arbeloa ganhando a vaga do argentino. Já o Tottenham, manteve o 4-4-1-1 padrão para tentar uma goleada improvável contra um adversário mais forte.
Os donos da casa começaram a partida atacando. Principalmente pelo lado esquerdo, onde o ótimo Bale não dava paz para Sérgio Ramos. O Tottenham jogava e deixava jogar, mas o Real não parecia interessado em jogar e se confundia no setor ofensivo com Ozil e Cristiano Ronaldo muito próximos um do outro.
Sempre pela esquerda, o Tottenham criou nos minutos iniciais. Teve algumas boas chances, preferiu tentar cavar o penalti em outras. Mas o tempo passou sem gols e o time se desanimou até o jogo ficar monótono e com poucas chances.
Na etapa final, a tendência era a mesma. E o jogo com cara de zero a zero só terminou com vitória do Real porque Gomes falhou feio em chute despretensioso de Cristiano Ronaldo da entrada da área. Gol que melhorou os números do português e apimentou ainda mais o duelo particular com o craque Messi.
Barcelona e Real Madrid farão grandes jogos. É impossível prever o que pode acontecer. Sinceramente, espero que os dois possam ficar com alguma fatia do bolo. A hora de escrever a história chegou. E seria injusto demais que dois baita times não consigam escrever seu nome com títulos.
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Mais uma atuação segura e precisa. Foi o suficiente para o Manchester United vencer o Chelsea pela segunda vez e garantir vaga nas semifinais da Champions League (provavelmente contra o Schalke, que goleou a Inter no primeiro jogo na Itália).

Alex Ferguson manteve o 4-4-1-1 dos jogos decisivos na temporada. O jovem Chicarito ganhou a vaga de titular no ataque, com Rooney fazendo a transição. Já o Chelsea, entrou com mudanças táticas e uma surpresa: a manutenção do inofensivo Torres (11 jogos e nenhum gol pelos Blues) com Drogba ficando no banco de reservas.
Bem organizado num 4-3-2-1 que privilegiava o toque de bola no meio-campo, o Chelsea começou melhor o jogo. Principalmente pelo lado direito, onde Ramires fazia partida acima da média e Anelka também aparecia bem. Com quase 60% da posse de bola, o time de Ancelotti foi superior e criou pelo menos três boas chances de gol não aproveitadas.
Aos poucos o Manchester percebeu o jogo e se tranquilizou. Adiantou as linhas (com Nani e Park se aproximando de Rooney num quase 4-2-3-1) passou a controlar a bola e diminuiu os riscos. Até que no fim da etapa inicial, Giggs fez boa jogada pela esquerda e aproveitou falha da marcação para deixar Hernández com o gol vazio (18º gol do mexicano na temporada).
Com 2 a 0 no placar agregado, o Chelsea se viu obrigado a mudar. Drogba assumiu o posto que deveria ter sido dele desde o minuto inicial e o time voltou a melhorar na partida. Pouco depois saiu Anelka, cansado, para a entrada de Kalou. Ancelotti queria passar o time para o 4-3-3, adiantando Malouda, mas teve que rever seus planos após a expulsão de Ramires (ao meu ver exagerada) aos 25 minutos.
Com um jogador a mais, o Manchester passou a tocar a bola esperando o tempo passar. Perdeu a oportunidade de matar o jogo e levou um susto quando descuidou de Drogba. Lançamento de Essien e gol do atacante (o melhor do Chelsea nos dois confrontos). O empate traria drama para os minutos finais não fosse o tento marcado logo em seguida por Park, em outro descuido da defesa e outro passe de Giggs.
O Manchester foi pressionado em grande parte do confronto. Mas teve na ótima atuação de Van der Sar a segurança defensiva que garantiu o bom resultado. Aos 40 anos, o goleiro promete encerrar a carreira no fim da temporada. No auge, deixará saudades.
O Manchester soube decidir o confronto nos momentos mais difíceis. Os três gols marcados sobre o Chelsea, saíram em jogadas de Giggs. Aos 37 anos, pelo lado esquerdo ou pelo meio, o jogador controla o jogo do United e tem experiência fundamental no jogo dos Reds.
10 jogos, 7 vitórias e 3 empates. Se fez apenas 12 gols, compensou sofrendo só três. Com suas panelas velhas, Ferguson não faz um banquete como o Barcelona. Mas o "feijão com arroz" já levou o Manchester às semifinais. E não aconselho duvidarem que o chef pode ainda mais.
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Sou contra a demissão de Celso Roth no Internacional. Aliás, se fosse para fritar o técnico, o correto era ter feito após o Mundial, onde o clima parecia insustentável. Manter o treinador e demiti-lo prestes a entrar em momento decisivo da temporada não me parece a decisão mais segura e planejada.

Mas já está feito. O preconceito venceu Roth mais uma vez. E o técnico, campeão da última Libertadores, terá que buscar outro trabalho para tentar provar novamente suas qualidades.
Já o Inter agiu rápido (provavelmente antes de confirmar a demissão, inclusive). Apresentou ontem o seu novo técnico: Paulo Roberto Falcão.
Falcão deixa o cargo de comentarista da TV Globo para trabalhar novamente como técnico após anos. Sabe muito de futebol mas nunca aconteceu como treinador. É uma incógnita na função, depois de anos afastado. Começou bem no discurso, falando o que o torcedor quer ouvir: futebol alegre, ofensivo. Resta saber se funcionará na prática.
Semelhante ao rival, o Colorado apostou em seu maior ídolo para comandar o time. Fora de campo, no marketing, tem tudo para funcionar (e faz parte do projeto da diretoria de chegar aos 200 mil sócios). Dentro de campo, só o tempo dirá.
Eu apostaria em Dunga, que tem um trabalho recente importante na seleção brasileira e também tem identificação com o clube.
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Acostumados a fazer clássicos eletrizantes e decisivos nos últimos anos, Flamengo e Botafogo fugiram à regra neste domingo. Em jogo de poucas emoções, o Flamengo bateu o rival por 2 a 0 e complicou a classificação do atual campeão às semifinais da Taça Rio.

Flamengo e Botafogo não apresentaram nenhuma novidade. O Botafogo manteve o 4-2-2-2 com pouca criatividade no meio-campo (apesar do esforço de Éverton) e exagero nas bolas alçadas na área na direção de Loco Abreu. Lances marcados com precisão graças à atuação segura da dupla de zaga do Flamengo, principalmente Wellinton.
O time de Luxemburgo passou a semana treinando em Atibaia mas não mostrou grande evolução. Apesar de mais agrupado, segue errando passes em demasia e isolando o centro-avante. Seja Deivid ou futuramente Vágner Love, se não alterar a maneira de jogar, dificilmente um atacante se destacará no esquema flamenguista.
O jogo, fraco, só foi decidido pois entre Flamengo e Botafogo hoje há uma diferença óbvia: a qualidade e o poder de decisão. Se no Botafogo, Abreu depende de receber a bola em condições para decidir, no Flamengo existem outras opções.
O responsável da vez foi Thiago Neves que, apesar da atuação apagada, marcou duas vezes e decidiu o confronto nas duas chances que teve. Assegurou a classificação e manteve o time invicto em 2011. Se falta futebol, até agora não faltaram resultados ao Flamengo. E assim, Luxemburgo mantém distante cobrança e euforia, fatores que poderiam prejudicar seu trabalho. Resta saber se conseguirá dar a volta por cima quando os resultados não forem os esperados.
Quanto ao Botafogo, com Caio Júnior, Joel Santana ou José Mourinho, é preciso se reforçar para pensar grande. O time precisa de alternativas e, principalmente, de mais qualidade no meio-campo para poder brigar com os grandes times.
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Ainda em busca de reforços na remontagem do time, o Atlético entrou em campo precisando vencer bem para se afirmar num momento difícil da temporada contra a Caldense. Conseguiu apenas parte do objetivo: venceu por 2 a 0 fora de casa mas passou longe de mostrar futebol capaz de tranquilizar a torcida, insatisfeita com a eliminação precoce na Copa do Brasil.

Com duas modificações em relação ao time que empatou com o Grêmio Prudente, Dorival Júnior manteve a base e a estrutura tática do time com dois volantes, dois meias e dois atacantes. Dentro de campo, o time manteve o futebol pouco animador das últimas partidas.
O primeiro tempo foi fraco, com poucas chances de gol e melhor para os donos da casa. A Caldense conseguia bloquear bem o meio-campo e ameaçava nos contra-ataques, principalmente com Rodrigo Dias pelo lado direito. Porém, o único lance realmente relevante da etapa inicial foi a expulsão de Vieira, que abusou da força em duas faltas quase seguidas e acabou expulso.
Mesmo com um jogador a mais, o Galo pouco ameaçou. E obrigou Dorival a arriscar tudo no intervalo. Entraram o jovem Leleu e o contestado Ricardo Bueno, deixando o time no 4-3-3 com apenas um volante.
Poderio ofensivo que acuou a Caldense e rapidamente deixou a partida decidida. Daniel Carvalho (que entrou ainda no primeiro tempo na vaga do inoperante Jackson) bateu forte, Glaysson falhou e Ricardo Bueno mostrou a presença de área que se espera dele e que fez muita falta na etapa inicial. O Galo manteve a pressão e chegou ao segundo, após boa jogada de Ricardo Bueno que terminou com gol de Magno Alves.
Até o Campeonato Brasileiro o time do Atlético deve ser outro, o que dificulta qualquer prognóstico. Mais do que peças, Dorival Júnior precisa alterar a forma de jogar da equipe. Os dois jogos seguidos sem sofrer gols são um alento para quem havia sido vazado em todas as partidas da temporada até então. Mas representa pouco, pelo nível dos adversários.
Resta saber se haverá tempo para a reconstrução necessária da equipe. Afinal, as cobranças vão aparecer antes do Brasileirão. E o time ainda está longe do ideal de toques rápidos e velocidade imaginado pelo técnico no início do ano, capaz de fazer o Atlético voltar a sonhar com grandes conquistas.
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Entra ano, sai ano, as Libertadores passam e a arrogância brasileira continua. Por aqui, sempre teimamos em achar que nossos times são favoritos absolutos ao título mais importante do continente e ignoramos todos os outros times e países da competição.

Ainda há algum respeito com os argentinos. Muitas vezes menor do que merecem, já que por aqui consideramos como grandes no país vizinho apenas Boca e River, que não estão na disputa este ano e vivem momento ruim. Preferimos ignorar que se não chegaram à Libertadores é pelo fato de haverem times melhores na Argentina no momento.
Os resultados estão aí e provam que o futebol sul-americano não vive apenas no Brasil. O Corinthians foi o primeiro brasileiro eliminado na fase preliminar da competição. Perdeu para o organizado Tolima. O Santos, corre o risco de ficar fora da próxima fase depois de começar tropeçando. E o Fluminense agoniza, dependendo de improvável combinação de resultados na última rodada para se classificar.
Ontem jogaram Universidad Católica e Vélez, no Chile. Jogo movimentado, mas muito truncado e com poucas chances de gol. O Universidad Católica não queria se expor, já que podia deixar para decidir a vaga na próxima fase contra o fraco Unión Espanhola em casa. O Vélez tentou atacar, mas teve a missão dificultada pela expulsão de Fernandez no segundo tempo.
Meu palpite é que os dois passam de fase. Mesmo que o Vélez tenha a ingrata missão de vencer o Caracas (atual líder do grupo) fora de casa. Não são times espetaculares, mas são organizados, tem alguns bons valores, força da torcida e maldade para disputar a competição. Aliás, o jovem atacante Lucas Pratto, da Católica, merece ser melhor observado.
Os dois podem ser adversários de brasileiros na próxima fase. Certamente, jamais serão encarados como favoritos. É a velha arrogância brasileira, que pode deixar times pelo caminho em mais uma Libertadores.
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Os ucranianos do Shaktar tiveram uma missão ingrata nas quartas-de-final da Champions. Encarar o Barcelona não é tarefa para times do planeta Terra. Já na primeira partida, os espanhóis golearam por 5 a 1 e praticamente definiram o confronto.
Mas o Shaktar não pode ser acusado de não tentar jogar.
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Todos os números indicam um massacre. O Real Madrid que goleou o Tottenham por 4 a 0, teve mais de 60% da posse de bola e finalizou incríveis 35 bolas no gol de Gomes, que fez pelo menos 5 boas defesas. Foram ainda 9 escanteios e outras 10 tentativas de finalização que foram bloqueadas antes de chegar ao alvo.

Diversos foram os fatores que contribuíram para a vitória teoricamente fácil e que deixou muito bem encaminhada a classificação merengue às semifinais da Champions League. A maioria deles, ainda nos minutos iniciais.
Sem Lennon, vetado minutos antes do jogo, o Tottenham inverteu o lado de seu principal jogador (e jogada). Bale passou ao lado direito e desorganizou o setor mais forte do time inglês. Para piorar, o Real conseguiu o que queria: um gol no início. Aos 4 minutos, Adebayor aproveitou cochilo da defesa para marcar de cabeça. Gol que trouxe tranquilidade, tirou a pressão da equipe de Mourinho e fez a torcida passar a jogar junto. Para piorar, Crouch, absolutamente perdido, foi expulso por fazer duas faltas bobas no meio-campo aos 15 minutos.
Com a vantagem numérica e no marcador, o Real Madrid assumiu as rédeas e o controle do jogo. Tinha a posse da bola e conseguia criar boas chances, quase sempre com as incursões de Cristiano Ronaldo, saindo da esquerda para o centro. Faltava acerto no último passe e capricho nas finalizações. Com Bale voltando ao lado esquerdo inglês, Marcelo encontrou muito espaço para atacar no corredor aberto por Cristiano Ronaldo e novamente foi figura importante do Real.
Os gols merengues demoraram a sair e o Tottenham chegou a mostrar porque é um dos melhores times do Campeonato Inglês e faz boa campanha na Champions. Com Bale e Van der Vaart, quase surpreendeu os espanhóis em duas oportunidades ainda no primeiro tempo.
Só na etapa final o Real conseguiu definir de vez o jogo. Com Khedira com bastante liberdade (com o time chegando a se configurar num 4-1-4-1 com linhas avançadas e extremamente ofensivo em alguns momentos) os meias conseguiram trocar mais passes e participar muito do jogo. Adebayor novamente (décimo gol dele em 15 jogos contra os Spurs, uma sina), Di María e Cristiano Ronaldo configuraram o placar que torna praticamente irreversível a situação no duelo.
O Real Madrid tem um baita time. É moderno e eficiente. Tem força, velocidade e plástica. Sabe atacar e se defender. Não fosse o Barcelona (ainda mais lúdico e impressionante), tinha tudo para conquistar tudo até com certa facilidade. Bom para quem gosta de futebol, que não só tem a oportunidade de ver dois grandes times como devem vê-los se enfrentar 4 vezes em jogos decisivos nas próximas semanas. Privilégio.
PS: Não vi o outro jogo. A goleada do Schalke sobre a Inter foi surpreendente e impressionante. A goleada para o Milan no fim-de-semana deixou marcas óbvias no time de Leonardo, que precisará mostrar serviço para se manter no cargo. Outro confronto praticamente definido, embora a Inter tenha time e condições para buscar um resultado que parece impossível.
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A ótima fase de seus principais jogadores, garante ao Cruzeiro campanha brilhante no Campeonato Mineiro e na Copa Libertadores. Mais do que isto, fazem do time de Cuca o melhor do país nos primeiros três meses de temporada.

Ontem, contra o Guarani (desta vez de Minas), o time voltou a ter dificuldades táticas e sofrer para buscar o resultado. Mas no fim, alcançou mais uma goleada (a oitava, em 15 jogos no ano) e praticamente garantiu a liderança na primeira fase do campeonato estadual, que lhe garantirá vantagem nas fases seguintes.
Com Ortigoza na vaga de Wallyson, Cuca buscava mais presença de área. Manteve no time Thiago Ribeiro, que reconquistou em campo a vaga de titular. No 4-2-2-2, o time voltou a ter problemas óbvios de cobertura pelo lado esquerdo, onde Carlos César e Luís Fernando trabalhavam bem e chegavam a todo instante perto do gol de Fábio. O goleiro, aliás, já havia comprovado a ótima fase antes de sofrer o gol em cabeçada de Paulo César após cobrança de escanteio.
Só depois dos 15 minutos, o Cruzeiro entendeu o jogo e passou a se impor. Leandro Guerreiro guardava o lado esquerdo, apoiando Gilberto na marcação. E os meias passaram a trabalhar em velocidade para tentar surpreender um adversário que se fechava muito bem quando não tinha a bola. E conseguia se fechar, até que Montillo (outro em ótima fase) foi decisivo. Primeiro, cobrou falta na cabeça de Gil. Depois, fintou dois adversários na entrada da área e acertou o angulo de Fred. Depois, deu ótimo passe para deixar Thiago Ribeiro com o gol vazio.
O 3 a 1 no intervalo fez o Cruzeiro se acomodar na etapa final. Graças ao calor, o jogo perdeu ritmo. A defesa do Cruzeiro voltou a falhar e Chico Marcelo, em posição legal, marcou gol mal anulado em mais um dos incontáveis erros da arbitragem mineira contra os times do interior. Pouco depois, Wallyson que acabara de entrar, bateu forte e definiu o marcador.
O Cruzeiro segue sua caminhada tranquila nas duas competições. E muito deste momento passa pela fase acima da média de suas principais peças. Fábio garante o time mesmo com as falhas seguidas da defesa. Montillo aparece e supera o difícil momento pessoal jogando (muita) bola. E Thiago Ribeiro reencontrou os gols que haviam sumido desde o fim do ano passado (são 9 nos últimos 6 jogos, 11 no ano). Com os três, o Cruzeiro é mais forte.
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Tornou-se recorrente a cada jogo do Atlético-MG afirmar que "foi a pior partida do time no ano". À medida em que perde jogadores, Dorival parece mais perdido. Os resultados não aparecem, a pressão aumenta e o Galo já liga o sinal de alerta.

Contra o Grêmio Prudente, Dorival mudou algumas peças mas manteve a formação no 4-2-2-2. Nas laterais, deixou de lado as improvisações mas não ganhou em qualidade. No ataque, manteve o contestado Ricardo Bueno, muito pela falta de opções no setor.
O Grêmio Prudente, lanterna do Campeonato Paulista e virtualmente rebaixado, também atuou no 4-2-2-2. A diferença estava na dinâmica. Os laterais marcavam mas saíam o tempo inteiro para o ataque, principalmente Raí pela esquerda (o melhor do primeiro tempo). Os meias Saldanha e Elivélton, colaboravam na marcação, principalmente recuando pelos lados e dando apoio aos laterais. Na frente, principalmente com Juan, o Prudente incomodava a saída de bola e não permitia que o Galo saísse com facilidade para o ataque.
E assim, forçando o erro atleticano, os paulistas foram infinitamente superiores no primeiro tempo. Abriram o placar com Eraldo em falha conjunta da defesa do Galo. Perderam um caminhão de gols até marcar o segundo, com Juan. E poderia ter marcado outros.
O Atlético não conseguia jogar. Serginho e Toró além de pouco combativos não conseguiam acertar um passe. Os laterais além de buracos enormes na defesa, não chegavam à linha de fundo. O time só mostrava qualidade quando Ricardinho recuava para trabalhar a bola no campo defensivo (assim saiu o gol, marcado por Magno Alves).
No segundo tempo, Dorival voltou a mexer no ataque. Mais uma vez, não funcionou. É óbvio que o problema está mais atrás e a bola precisa chegar aos homens de frente para que eles possam jogar. O jovem Leleu, estranhamente colocado em campo, entrou nervoso, não colaborou e pode acabar queimado. Com o Prudente mais recuado e o Atlético com a mesma incapacidade na saída de bola, a etapa final foi de sangrar os olhos e os goleiros foram obrigados a assistir.
O Atlético tem problemas evidentes. O tempo para acertá-los diminui e os problemas ficam cada vez mais óbvios. Mais do que mudar nomes a cada jogo, Dorival precisa buscar outras estratégias, outras alternativas. Jogar com três zagueiros, pode ser uma opção, desde que Ricardinho jogue como "segundo volante" para qualificar a saída de bola.
Pensar em reforços é necessário. Mas é bom Kalil e sua turma abrirem o olho: Diego Souza chegou fora de forma e pouco jogou até ir para o Vasco. O mesmo acontece com Daniel Carvalho e Mancini, ainda sem previsão para estarem prontos. Os dois "Guilhermes" recém-contratados, também não vão entrar em campo agora. Não adianta contratar bons jogadores sem que possam ajudar de imediato. O problema é urgente e a involução evidente.
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